Progressão na carreira: não perca o prazo para apresentar certificados de formação continuada

O Sinpro-DF alerta os professores(as) que ingressaram na rede pública em 2017 para o prazo de apresentação de certificados e comprovações de cursos realizados para efeito de progressão na carreira. A progressão vertical ocorre do padrão 1 até o 25: a cada ano trabalhado, o servidor ou servidora avança um padrão. A comprovação da realização de 180 horas de cursos de formação continuada a cada cinco anos faz avançar mais um padrão.

Desse total de 180 horas, ao menos um curso deve ter um mínimo de 120 horas. Congressos, seminários e conferências também são contabilizados. Vale lembrar que cargas horárias cumpridas maiores que 180 horas não sobram para a próxima vez!

Os cursos válidos para a progressão são somente na área de educação. Cursos feitos via governos de todas as esferas; entidades sindicais, como Sinpro, CUT e CNTE; e universidades ou faculdades, tanto públicas quanto privadas, valem automaticamente, desde que os certificados expressem data, carga horária e conteúdo. Cursos feitos em empresas somente são aceitos se a proponente for devidamente cadastrada na Eape e o curso oferecido for reconhecido por ela. Para saber quais são essas empresas e cursos, visite o site da Eape. Atenção com cursos de nomes iguais, mas com carga horária diferente do que está aprovado pela Eape!

Serão aceitos para os fins de concessão da progressão por formação continuada os cursos realizados pelos(as) professores (as) e orientadores(as) educacional na sua área de atuação ou correlatas, concluídos nos últimos cinco anos anteriores à sua admissão.

Os(as) professores(as) podem solicitar a progressão vertical mediante requerimento  via SEI.

Não atrase sua progressão!

Aqueles e aquelas que ingressaram na carreira em maio de 2017, por exemplo, têm até maio de 2022 para comprovar a realização dos cursos. O Sinpro recomenda que os(as) professores(as) procurem se antecipar ao prazo, fazendo a solicitação e apresentando sua documentação 40 dias antes, para evitar contratempos.

Quem entrou em 2012, por exemplo, professor(a) ou orientador(a) educacional, e apresentou seus certificados pela primeira vez em 2017, agora está no momento de entregar os documentos de cursos feitos no segundo quinquênio. E assim consecutivamente.

Documentos e certificados entregues depois do prazo, ou seja, depois do mês em que se completam 5 anos (um quinquênio), acarretam atraso na progressão! Assim: se seu aniversário de ingresso na carreira é em maio, mas você só entregou sua documentação referente aos cursos em junho, sua progressão passa a se efetivar nos meses de junho. O tempo de atraso na entrega dos cursos é o tempo de atraso que você terá na progressão, portanto, não corra esse risco! Atraso na progressão significa prejuízo para o servidor ou servidora.

Não há congelamento na progressão por mérito

Em maio de 2020, o governo federal editou a Lei Complementar nº 173, condicionando repasses da União para o DF e demais entes da federação a uma série de limitações de gastos com pessoal. Nesse bojo, por serem aumentos decorrentes apenas do transcurso do tempo, os anuênios ficaram congelados durante a vigência da LC 173, ou seja, até 31 de dezembro de 2021.

Entretanto, uma interpretação do Tribunal de Contas do DF ainda em 2020 decidiu que não haveria, na LC 173, qualquer proibição para realização e promoções e progressões por mérito.

O Sinpro produzirá outra matéria, na sequência, sobre o impacto do congelamento imposto pela 173 no anuênio; e como fica a partir de 1° de janeiro de 2022.

O padrão 25

Até meados de 1985, não existia essa estrutura que diferencia o salário de quem estava entrando no magistério público do DF para quem já estava no final da carreira. Em 1986, foi criada uma estrutura de progressão com 16 etapas salariais sem, porém, nesse momento, constituir uma carreira pública.

Foi a partir de 1990, com a criação do primeiro plano de carreira do magistério público do DF, que se estabeleceu em 25 o número de padrões. No segundo plano de carreira, instituído em 2004 mesmo em desacordo com a categoria, o GDF reformulou a carreira para 31 padrões, ou seja, 31 níveis salariais. Isto fez com que vários professores aposentados ficassem prejudicados, visto que se distanciaram do teto salarial, e fez com que outros, próximos de se aposentarem, adiassem a aposentadoria para alcançar o maior valor. O aumento no número de padrões não gera um salário maior, apenas faz com que o servidor demore mais tempo para ter o maior salário possível na carreira magistério público do DF.

Na greve de 2005, um dos acordos firmados foi o retorno aos 25 padrões, que passou a vigorar em abril de 2006 até os dias de hoje.

Progressão horizontal

Outra progressão que existe na carreira do magistério público do DF é a horizontal, que se dá pela apresentação do diploma de pós-graduação pelo servidor ou servidora de nível superior. O Sinpro recomenda àqueles e àquelas que não entregaram sua pós que façam isso em breve, pois é uma progressão importante que impacta positivamente nos vencimentos.

O atual plano de carreira permite que os professores e professoras recém-contratados também entreguem sua pós. Por exemplo, aqueles e aquelas que tomaram posse em dezembro já poderiam, em dezembro mesmo, ter entregado seus diplomas. A comprovação da pós já tem efeito no mês subsequente.

ONG promove campanha de ajuda a pacientes com câncer

Periodicamente, o Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN) realiza campanhas para ajudar pacientes com câncer da rede pública de saúde do DF e entorno, em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Dessa vez, a campanha é direcionada a Leonaldo Freitas.

Leonaldo tem 45 anos e é morador da cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO). Ele tem câncer na boca e na laringe em estágio avançado e, para custear seu tratamento, são necessários, em média, R$ 1,5 mil por mês.

O CTCAN é uma organização não governamental (ONG) sediada em Samambaia Norte, e atua desde outubro de 2021 dando apoio psicológico, financeiro e alimentar a pacientes oncológicos do DF e entorno que não têm condições de custear os tratamentos de saúde.

“Hoje, estamos ajudando 18 pacientes com câncer e 40 famílias em situação de vulnerabilidade social. Além disso, auxiliamos o Lar de Idosos de Santo Antônio do Descoberto. Ajudamos esses pacientes no que o SUS não dá suporte. Por exemplo: suplemento alimentar, transporte até o local de tratamento, alguns remédios, etc”, afirma o coordenador do projeto, Alisson Molina.

Ajude
Interessados em colaborar com a campanha de auxílio a pacientes com câncer podem realizar PIX de qualquer valor para o CNPJ: 44.003.022/0001-80. As doações também podem ser feitas por transferência bancária, para a Agência 079, conta corrente 079.014513-8 – Banco de Brasília (BRB). Quem preferir, também pode doar na sede do CTCAN, que fica na QR 401 Conjunto 06 Lote 26 Casa 02 em Samambaia Norte.

Para mais informações sobre o CTCAN, acesse a página oficial da instituição no Instagram @ctcancerbsb.

Leonaldo e família precisam de ajuda pra arcar com despesas do tratamento contra o câncer

Sinpro discute com SEEDF questões do PSS

Comissão de negociação do Sinpro demanda da SEEDF posicionamento mais claro com relação ao PSS, e retorno da mesa permanente de negociação da pauta financeira

Dando prosseguimento às negociações, a Comissão de Negociação do Sinpro-DF e a Secretaria de Educação (SEEDF) reuniram-se nesta segunda-feira, 10 de janeiro. Na pauta, o PSS realizado em 19 de dezembro e a retomada da campanha salarial.

Todas as denúncias recebidas pelo Sinpro foram levadas à SEEDF, junto com a avaliação negativa do sindicato em relação à atuação da empresa organizadora do processo seletivo simplificado (PSS), a Quadrix. Diante das cobranças, a SEEDF informou que se reuniu com representantes da empresa e que esta irá efetuar nova análise da prova por meio de consultoria especializada externa. Feito isso, será emitida uma nota técnica mais bem fundamentada sobre os questionamentos ao certame. O Sinpro acompanhará de perto esse próximo momento, e cobrou da Secretaria que haja lisura na apuração das denúncias e transparência nas informações.

A SEEDF informou que, para a Quadrix, o índice de reprovação foi maior por conta das mudanças na metodologia: se, nos PSS anteriores, a cada 4 questões erradas, anulava-se uma certa, no certame de dezembro último, cada duas questões erradas anulavam uma certa. Segundo a SEEDF, a empresa considera que as questões anuladas por erro seu não teriam interferido no número de aprovados(as), pois estavam “dentro da linha histórica” (18 questões anuladas entre o total de questões neste certame, contra 19 na seleção anterior, segundo dados da empresa).

A direção do Sinpro salientou que o processo foi confuso, o que causou muita ansiedade e desgaste entre os candidatos. “Todas as denúncias recebidas pelo sindicato foram encaminhadas à SEE”, afirma Luciana Custódio, diretora do Sinpro. “Os candidatos e candidatas foram orientados a formalizarem essas denúncias tanto na ouvidoria da secretaria quanto no Ministério Público (MPDFT), bem como a não perderem o prazo de recursos”, completa ela.

A SEEDF apresentou alguns dados comparativos entre os dois últimos certames, com relação à nota de corte e ao fator de correção, que foram os principais elementos de alteração do resultado em relação ao exame anterior.

   

Mais uma vez, a comissão de negociação do Sinpro demonstrou a necessidade urgente da realização de concurso público para o magistério do Distrito Federal: “Nesta prova foram mais de 60 mil concorrentes, o que demonstra que há uma quantidade enorme de profissionais do magistério que poderiam estar contratados de forma efetiva”, relatou o diretor do Sinpro Cléber Soares.

“Há regionais com escolas inteiras com professores de contrato temporário”, aponta Luciana Custódio. “O banco da SEEDF está zerado, não há mais profissionais disponíveis para tomar posse”, afirma ela. O último concurso público para professores(as) e orientadores(as) educacionais no DF foi realizado em 2016.

Negociação da pauta financeira com SEEDF, Casa Civil e Economia

Durante a reunião, a comissão de negociação do Sinpro também cobrou da SEEDF o restabelecimento da mesa de negociação permanente com a Secretaria de Educação, e também a Casa Civil e a Secretaria de Economia, para a discussão da pauta financeira da categoria, para discutir todas as nossas reivindicações financeiras, incluindo o reajuste dos auxílios, a implementação da meta 17, a retomada da discussão da oferta de curso de mestrado para a categoria. Toda essa pauta deve ser discutida com a presença da secretaria de economia.

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19º edição do Programa descomplicando

Vai ao nesta quarta-feira (12), a 19ª edição do programa De$complicando, com Dão Real Pereira dos Santos, auditor fiscal, vice-presidente do IJF (Instituto Justiça Fiscal) e integrante do Coletivo Auditores Fiscais pela Democracia. Ele também faz parte da coordenação da Campanha Tributar os Super-Ricos.

O programa é exibido quinzenalmente, durante às quartas feiras, com o principal objetivo de tratar com uma linguagem simples e acessível temas sobre a tributação no país e o que precisa ser mudado para termos justiça fiscal.

As lives são exibidas às 17h, na página oficial da campanha Tributar os Super-Ricos e também no facebook do Sinpro. O projeto é uma parceria da Rede Soberania, Brasil de Fato RS, Instituto Justiça Fiscal, Democracia e Direitos Fundamentais e a Campanha Tributar os Super-Ricos, com o apoio do Sinpro-DF. 

É hoje! Nesta segunda, encerra-se o prazo para envio de documentação para distribuição de turmas

É hoje (segunda-feira, 10) que se encerra o prazo para o envio do formulário de pontuação para participar da Distribuição de Turmas/ Carga Horária e Atribuição de Atendimento/ Atuação 2022, que começou dia 20 de dezembro último.

A documentação a ser encaminhada pelos servidores e servidoras à unidade escolar na qual atuarão no ano letivo de 2022 é a seguinte:

– Comprovante de Bloqueio do Procedimento de Remanejamento, se contemplado com bloqueio de carência(s).

– Formulário de Pontuação.

– Documentação para validação dos pontos (certificados, declarações, diplomas, etc).

A entrega da documentação poderá ser feita presencial ou digitalmente. Neste caso, o servidor ou servidora deverá entrar em contato com a equipe gestora para verificar quais os canais disponíveis para envio dos documentos, que deverão estar legíveis. A validação da documentação será feita pela equipe gestora até 25 de janeiro, quando também será feita a classificação dos servidores conforme pontuação.

A Distribuição de Turmas/Carga Horária e Atribuição de Atendimentos/Atuação de 2022 está prevista para dia 7 de fevereiro, data de início da semana pedagógica, e se dará de acordo com os seguintes horários:

– Diurno/matutino: 10h
– Vespertino 14h (para escolas que atendem EXCLUSIVAMENTE jornada de 20h + 20h): 14h
– Noturno: 20h

As orientações para encerramentos das atividades no ano letivo de 2021 e preparação para 2022 estão listadas na circular nº 54, de 13 de dezembro de 2021. Você pode acessar o texto na íntegra clicando AQUI.

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Eleições 2022: Para mudar o Brasil, todo voto deve ser consciente

O ano de 2022 começa e, inevitavelmente, o tema da vez é a corrida eleitoral. Neste ano, teremos eleição para presidente da República, governadores, deputados (federais, estaduais e distritais) e senadores (apenas um em cada estado e no DF).

Diante de uma conjuntura devastadora, a tendência é focar na eleição do próximo presidente do Brasil. Mas a definição dos rumos do país está também na eleição de governadores e nas eleições legislativas.

Na onda conservadora que elegeu Bolsonaro presidente em 2018, Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) e governos estaduais também foram marcados com o aumento de representantes alinhados ao discurso abominável da escolha entre emprego ou direito na economia, e conservadorismo ou perseguição nas causas sociais.

Segundo a Radiografia do Novo Congresso Nacional (2019-2023), realizada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), dos 513 deputados federais, 133 declaram ser empresários profissionalmente, enquanto apenas dois declaram-se agricultores familiares e apenas um pedagogo.

No Congresso Nacional conservador em relação aos valores, de acordo com o estudo do Diap, as principais bancadas temáticas (parlamentares que defendem interesses comuns) são: a ruralista, que entre outras barbaridades retira as terras dos povos indígenas e põe agrotóxicos cancerígenos no prato do povo; a bancada da bala, que prefere fuzil a feijão; e a bancada evangélica, que longe de dialogar francamente com os fiéis, atua contra a proibição de homofobia nas escolas, por exemplo.

Nesse mesmo Congresso Nacional, se fortaleceu o chamado Centrão. O nome não está ligado à moderação na atuação e no posicionamento político, mas vinculado àqueles parlamentares adeptos do “toma lá, dá cá”. Esse é um grupo que tende a reivindicar ainda mais espaço de poder, sendo definidor de pautas essenciais ao povo brasileiro, como a reforma administrativa (PEC 32), que destrói os serviços públicos.

Governadores desalinhados com as necessidades da população nas unidades federativas também foram maioria nas últimas eleições. Aqui no Distrito Federal, por exemplo, Ibaneis Rocha apoiou (e apoia) Jair Bolsonaro, mesmo quando o mundo inteiro aponta o entrosamento do atual presidente com a corrupção, a declarada negação à ciência e às vacinas e a planejada extinção de direitos essenciais à vida.

Diante da terrível radiografia registrada com as últimas eleições, é acertado analisar que propostas e projetos de geração de emprego e renda, educação pública de qualidade, fortalecimento do SUS, eliminação da fome e da miséria e tantos outros decisivos para a consolidação da democracia não foram prioridade nos últimos quatro anos e continuarão dessa forma se a composição do Executivo e Legislativo se mantiver a mesma com as eleições de 2022.

É inquestionável que a eleição de um novo presidente da República é determinante na mudança dos rumos de um Brasil que chegou ao seu pior cenário e, depois disso, foi relegado à própria sorte. Afinal, é o Chefe de Estado que dita as principais políticas a serem desenvolvidas.

Mas é no mínimo urgente entender que o futuro do Brasil está também condicionado à eleição de deputados e deputadas, senadores e senadoras e governadores e governadoras de luta, responsáveis, progressistas. Sem isso, é difícil conceber um Brasil que volte a ser dos brasileiros.

No final de 2021, estive neste mesmo espaço e lembrei do verso “vamos lá fazer o que será”, do cantor e compositor Gonzaguinha. Agora, diante da possibilidade de radicalizar os rumos da história no nosso país, reforço o apelo.

A dez meses das eleições de 2022, o trabalho para ganhar mentes e corações contra o projeto bolsonarista deve ser intensificado em todos os espaços para que em outubro possamos emplacar uma nova radiografia política do Brasil: mais justa e democrática, que faça o povo feliz de novo.

*Rosilene Corrêa é professora aposentada da rede pública de ensino do DF e dirigente do Sinpro-DF e da CNTE.

Passo a passo: como calcular a pontuação no processo seletivo de professor temporário

Em virtude das inúmeras demandas apresentadas pela categoria com relação à prova do PSS, realizada dia 19 de dezembro, o coletivo de professores em Contrato Temporário do Sinpro-DF preparou este passo a passo para você conferir sua pontuação no concurso, segundo o gabarito definitivo.

O Sinpro informa a toda a categoria que já solicitou audiência com a Secretária de educação Hélvia Paranaguá para esclarecimentos a respeito do PSS. Lembramos que quem se sentir prejudicado deve, impreterivelmente, entrar com recurso no prazo indicado no Cronograma. 

Acompanhe, a seguir, o passo a passos para conferir sua pontuação:

 

1. Baixe o espelho do seu cartão-resposta no espaço do candidato do site da Quadrix. Ele estará disponível nas suas informações desse certame, após realizar o login no portal.

 

2. Com o cartão-resposta, verifique na publicação disponível neste link o gabarito definitivo para a sua área do conhecimento e confira item por item os seus resultados. Importante estar atento(a) ao tipo de prova (A, B ou C) que realizou, pela ordem das questões:

TIPO A: parte básica primeiro, questões 1 a 30.

TIPO B: parte específica primeiro, questões 1 a 40.

TIPO C: parte complementar primeiro, questões 1 a 30.

 

3. Separe a prova nas 3 áreas de conhecimentos e calcule quantos acertos e erros você teve em cada uma:

BÁSICA:

Acertos:

Erros:

 

COMPLEMENTAR:

Acertos:

Erros:

 

ESPECÍFICA:

Acertos:

Erros:

 

4. Agora, você precisará calcular a pontuação obtida para cada parte da sua prova segundo o fator de correção de cada uma.

Afinal, com as possíveis anulações, essa pontuação das questões anuladas é redistribuída nas outras questões da mesma parte da prova, conforme consta em Edital nº 27, no item 18. As questões anuladas aparecerão com um “X” no gabarito definitivo e não devem ser consideradas nos cálculos da sua pontuação.

 

FATOR DE CORREÇÃO PARA CADA PARTE DA PROVA:

 

PARTE BÁSICA, PARA TODOS OS COMPONENTES :

Não houve anulação. Cada acerto ganha 1 ponto, cada erro perde 0,5 ponto.

 

PARTE COMPLEMENTAR

ATIVIDADES:

2 anulações. Cada acerto ganha 1,07; cada erro perde 0,54.

 

PARA DEMAIS COMPONENTES :

5 anulações. Cada acerto ganha 1,20; cada erro perde 0,60.

 

PARTE ESPECÍFICA ,

ARTES/ARTES CÊNICAS:

3 anulações. Cada acerto ganha 1,08; cada erro perde 0,54.

 

ATIVIDADES, BIOLOGIA, BIOMEDICINA, CIÊNCIAS NATURAIS e LEM/INGLÊS:

1 anulação. Cada acerto ganha 1,03; cada erro perde 0,51.

 

DEMAIS COMPONENTES:

Não houve anulação. Cada acerto ganha 1 ponto, cada erro perde 0,5 ponto.

 

5. A pontuação mínima para aprovação foi retificada no Edital n° 30 para:

  • 10 pontos na parte básica
  • 10 pontos na parte complementar
  • 12 pontos na parte específica

 

6. Exemplo de cálculo :

Professora de Atividades, após o gabarito definitivo, teve:

BÁSICA: 16 certas, 6 erros

= 16 – (6×0,5) = 16 – 3 = 13 pontos

COMPLEMENTAR: 15 certas, 6 erros

= 15 x(1,07) – 6 x(0,54) = 16,05 – 3,24 = 12,81 pontos

ESPECÍFICA: 26 certas, 3 erros

= 26 x(1,03) – 3 x(0,51) = 26,78 – 1,53 = 25,25 pontos

 

TOTAL: 13 + 12,81 + 25,25 = 51,06 pontos e aprovada em cada parte da prova.

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‘Nem todas as crianças vingam’: pedagogia da violência pode matar o país

Ana Flávia Magalhães Pinto

Ano acabando, verão chegando e aquela vontade sincera de esquecer o que não foi bom, abandonar as incertezas da vida, zerar o jogo… Mas não dá! Enquanto o governo federal insiste em acenar positivamente para quem até hoje recusa vacinas contra a covid-19, a gestão do agravamento da fome, do desemprego e da violência é feita sem políticas públicas adequadas ao seu efetivo enfrentamento.

A imagem do país acolhedor e vibrante, acionada pelo setor de turismo para superar os prejuízos econômicos do longo período de pandemia, não bate com o Brasil que é a quinta nação com a maior taxa de feminicídio no mundo, a primeira das Américas em homicídios de pessoas LGBTQIA+ e apresenta dados alarmantes acerca das mortes violentas de crianças e adolescentes.

Entre 2016 e 2020, 35 mil pessoas de 0 a 19 anos foram assassinadas, uma média de 7 mil vidas perdidas por ano, segundo o Panorama da violência letal e sexual contra crianças e adolescentes no Brasil, publicado pelo UNICEF e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em outubro deste ano. O relatório confirma ainda a gravidade de um problema estrutural de longa data: o racismo.

Não se pode tapar o Sol com a peneira. Eram negros 68% dos adolescentes e crianças mortos violentamente com idade entre 5 e 9 anos e 80% dos que tinham entre 10 e 14 anos. Esses e outros números da desigualdade racial verificados em séries históricas estão aí para desencorajar posturas negacionistas, ainda mais quando associados a nomes e imagens de rostos infantis.

Pelo menos é assim que, por exemplo, se apresentam a mim as fotografias de Lucas Matheus da Silva, 9 anos, Alexandre da Silva, 11, e Fernando Henrique Ribeiro Soares, 12. Eles ficaram conhecidos nos últimos meses como “os garotos de Belford Roxo”. Na manhã de 27 de dezembro de 2020 – dois dias depois do Natal -, o trio desapareceu após ter saído de casa para brincar numa quadra de esportes no bairro do Castelar, no município da Baixada Fluminense.

Segundo o inquérito da Polícia Civil concluído na semana passada, eles foram torturados e mortos por integrantes do Comando Vermelho (CV) na tarde daquele domingo. Um acabou não suportando o espancamento, o que levou à execução dos outros dois. O motivo? Eles teriam furtado uma gaiola de passarinhos do tio de um traficante. Era preciso dar um castigo exemplar para evitar furtos na comunidade.

Ainda segundo as investigações, os principais envolvidos na morte e no desaparecimento dos corpos teriam sido também assassinados por ordem da cúpula do CV em decorrência da repercussão do caso. Trata-se do retrato de uma tragédia que aprendemos a chamar de normalidade.

A desproporção entre o ato dos meninos e o desfecho dado por adultos assusta quem se nega a naturalizar o cotidiano do terror. Há quem até coloque em dúvida essa narrativa tão bem amarrada e oferecida pela polícia. Todavia, ela tem lastro de verossimilhança, ou seja, está de acordo com a nossa realidade, em que se articulam a violência do tráfico, das polícias, das milícias e de outras tantas pessoas com boas e más intenções.

Lamentavelmente, a pedagogia da violência aplicada em larga escala, sobretudo, contra crianças e adolescentes negras e negros vem de longe. Tanto que tem moldado a maneira como a sociedade se relaciona com os diferentes perfis da infância no Brasil. Isso explica por que tanto gente branca quanto pessoas negras compartilham a ideia de que crianças negras e pobres são a priori um “problema social”, devendo ser, portanto, objeto de vigilância e repressão.
A essa altura, você pode ter se perguntado: Como foi que a gente chegou a este ponto?

 

Machado de Assis te ajuda a entender

Embora a história não forneça as respostas para evitar os erros do presente, o estudo crítico desses conteúdos é um importante exercício para o entendimento sobre como certas práticas foram se tornando costumes. Uma vez tornadas hábitos, elas muitas vezes impedem a superação de equívocos individuais e coletivos compartilhados entre gerações.

A princípio, pode parecer estranho chamar Machado de Assis para esta conversa sobre o desprezo contra a vida de crianças negras no século 21. Porém, a literatura é fonte histórica e eu te garanto que acionar os escritos machadianos pode nos ajudar a falar sobre esse tema com mais humanidade.

Muita gente ainda acredita que o grande escritor da literatura brasileira tenha ignorado, na vida e em seus escritos, as questões que afetavam gente negra nos anos de escravidão e nas primeiras décadas do pós-abolição, mesmo sendo ele também um homem negro – mulato, como preferem alguns.

Para desmentir essa impostura, bastaria coragem para ler especialmente suas crônicas e contos e tomar conhecimento sobre suas redes de amizade e atuação social. Em 1906, quando a abolição da escravidão já alcançava a marca de 18 anos, Machado publicou o livro Relíquias da Casa Velha, uma coletânea de contos na qual encontramos o texto intitulado “Pai contra Mãe”.

Ali o narrador começa satirizando o empenho de muitos para não ouvir os ecos do escravismo e dos constrangimentos de natureza racista a que até mesmo pessoas negras livres eram submetidas. Ele recua no tempo e foca nos dilemas do personagem Cândido Neves, homem branco pobre que não gostava de ter patrão, mas que se viu encurralado diante das dificuldades para garantir o sustento do filho que acabara de nascer.

Sem muitos talentos e virtudes, Candinho se lançou ao ofício de “caçador de escravos fugidos”. A escolha fez com que o caminho dele se cruzasse com o de Arminda, uma mulher negra escravizada que se pôs em fuga grávida para proteger seu bebê. Quando ele desesperançoso já se dirigia à “Roda dos Enjeitados” para abandonar seu filho à caridade, o pai branco avistou a mãe negra.

Seu impulso paternal e outros costumes aprendidos numa sociedade escravista e racialmente organizada lhe fizeram indiferente à situação da gestante. Uma vez capturada, Arminda acabou abortando após muito lutar por liberdade.

Com a recompensa em mãos e o filho no colo, Cândido Neves volta para casa, onde abençoa a fuga, não manifesta qualquer remorso por ter provocado o aborto e arremata: “Nem todas as crianças vingam”. A partir dessa versão antiga do bordão “Vida que segue”, tão utilizado em nossos dias para encerrar conversas tristes, crianças negras podem ser apagadas metafórica e empiricamente como se isso fosse um desfecho normal, sem ninguém assumir responsabilidade de fato pela tragédia.

Ocorre que as mortes tanto das crianças negras da ficção quanto as da vida real – como Lucas, Alexandre, Fernando Henrique, Miguel Otávio, Emilly Victoria, Rebeca Beatriz e tantas outras milhares que formam as estatísticas – exigem mais de nós.

Familiares dos “garotos de Belford Roxo” anunciaram que farão uma passeata no próximo dia 27 [nota do Sinpro: dia 27/12/2021], vestindo roupas brancas, levantando cartazes para pedir um pouco de paz e a recuperação dos corpos. Importa dar um sepultamento digno a eles.

Em Recife, Mirtes Renata, a mãe do menino Miguel, encerrará mais um ano na luta para impedir que os advogados de defesa transformem o garoto morto após ter sido abandonado por Sari Corte Real no elevador de um prédio de luxo no responsável por sua própria queda do nono andar. O Ministério Público pediu a condenação de Sari. Veremos.

Brasil afora, outras mães e pais empreendem esforços por justiça. E qual é a nossa participação nisso tudo? Basta fazer coro para que haja punição exemplar nos termos da lei ou por justiçamento para quem leva ao limite o desprezo a crianças negras com o qual nos acostumamos a conviver?

*Ana Flávia Magalhães Pinto é integrante da Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros

Artigo originalmente publicado no UOL

Na Espanha, reforma trabalhista que retirava direitos e incentivava precarização é modificada

O governo espanhol decidiu revogar boa parte da reforma trabalhista que havia sido implementada em 2012, e que serviu de referência para a reforma proposta pelo governo golpista de Michel Temer no Brasil em 2017. A medida não suprime integralmente a reforma de 2012, mas busca eliminar seus aspectos mais nocivos, sobretudo quanto ao abuso da subcontratação e da temporalidade dos contratos.

A revogação evidencia que o discurso armado para aprovar o projeto era, como denunciamos, falacioso. Hoje, a Espanha apresenta números preocupantes, como 26% da população em relação precarizada de trabalho e 15% de índice de desemprego. No Brasil, a taxa de desemprego já superou os 13%.

Uma das principais alterações é o fim do contrato por obra e serviço, um dos motivos dessa alta porcentagem de temporalidade. Outros tipos de contrato de duração determinada se mantêm, mas com restrições. Para impor obstáculos à contratação temporária, a revisão da reforma cria sanções mais caras e crescentes às empresas que insistam em fazer um uso indiscriminado dessa modalidade.

Ao enfraquecer os contratos temporários, o governo busca também fortalecer os contratos fixos descontínuos, nos quais o trabalho não é exercido durante todo o ano, mas sim de forma sazonal.

Outro aspecto nocivo da reforma de 2012 que sofreu alteração foi a limitação da ultratividade dos acordos coletivos. Se as negociações para renovação de um acordo demoravam mais de um ano, ele deixava de valer e a empresa podia promover modificações substanciais nas condições de trabalho. Agora essa limitação está eliminada, e a vigência do acordo fica estendida até que se decida pela sua renovação ou que seja firmado um novo. Além disso, as empresas terceirizadas não podem mais determinar o valor do salário quando já existir um acordo setorial para a atividade executada. Com isso, trabalhadores contratados por meio de empresas de terceirização terão obrigatoriamente de receber salários iguais aos dos empregados diretos. Por exemplo, no setor financeiro, um terceirizado deverá receber conforme a convenção coletiva firmada entre bancos e os sindicatos de bancários.

Na Espanha, assim como no Brasil, o velho pretexto de baratear contratações sob a justificativa falaciosa de gerar empregos fracassou. A consequência óbvia da reforma foi a precarização do trabalho e a criação de vagas mal remuneradas, com menos direitos e condições ruins de trabalho. Dez anos depois, o país europeu reviu o erro e busca tomar outra direção. O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, dialogou com o ex-presidente Lula sobre o assunto através de uma rede social:

“É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na Reforma Trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sanchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores”, destacou Lula. Sánchez respondeu: “”Esta é uma conquista coletiva da Espanha, um compromisso do Governo e um exemplo de que, com diálogo e acordos, podemos construir um país mais justo e solidário. Obrigado, @LulaOficial, por reconhecer este novo modelo de legislação trabalhista que garantirá os direitos de todos”.

As mudanças adotadas pelo governo espanhol são produto de negociação que envolveu empresas, sindicatos e partidos que compõem a coalização que dá suporte ao Partido Socialista Espanhol (Psoe). As novas regras entraram em vigor por meio de um decreto-lei real, e ainda requerem validação do poder legislativo.

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

O amor e o videogame

Intertextualidade com Drummond

Zé e o sentimento do mundo é o primeiro livro da professora da SEDF Karine Faustino. Conta a história de um menino e seu amigo videogame.

O menino Zé tem sentimentos que o videogame não tem. Ele não consegue entender esses sentimentos, então procura uma forma de expressão. Encontra na poesia que sua professora leu em sala de aula.

O livro estimula o autoconhecimento e a expressão de sentimentos por meio da escrita.

O título do livro faz alusão à obra Sentimento do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, trabalha a intertextualidade e abre caminhos para a professora apresentar às crianças o gênero poesia. 

As ilustrações do livro foram feitas por Calebe Souto, um ex-aluno de Karine, que sempre gostou de desenhar e, agora, investe em cursos de ilustração.

O livro pode ser adquirido pelo Instagram na professora Karine.

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