Professor da Escola Parque 308 Sul expõe no Museu da República

 

 

As artes plásticas é um dos instrumentos da atividade humana criados para expressar, dentre outras coisas, emoções e ideias. São também conceituadas como um mecanismo de observação do mundo e de revelações de novas concepções capazes de indicar que “outro mundo é possível”. Elas podem imitar a natureza, revelar o impossível, explicar o irracional e justificar o inverossímil.

 

É uma atividade que pode retratar a construção do cotidiano. É nessa pegada filosófica que o professor de artes visuais da Escola Parque 308 Sul e artista plástico Cleber Cardoso Xavier apresenta um trabalho artístico que está sendo construído durante a exposição e ainda não tem título. Ele informa que é uma obra em processo e que faz parte do conjunto de exposições intitulado “Hospitalidade – individuais e simultâneas”.

 

A exposição, que começou no dia 3/12 e termina no dia 6/2/2022, está aberta, na Galeria Térreo do Museu Nacional da República, de sexta a domingo, das 9h às 17h. O catálogo será lançado no dia 17/12/2022 e será disponibilizado em neste link: http://drive.google.com/drive/folders/1_KhsSubuCkNTbDMkK2LK5Agh KaDPGACX?usp=sharing. Para a visita presencial, o museu exige apresentação de comprovante de vacinação contra a covid-19.

 

 

“O conjunto de exposições individuais simultâneas em exibição no Museu Nacional da República é denominado Hospitalidade. Essas exposições são a culminância e a finalização da segunda edição da Residência Artística Hospitalidade, coordenada por Suyan de Mattos, realizada entre maio e junho de 2019 no povoado Olhos D`Água do município de Alexânia, Goiás”, diz em release Cintia Falkenbach, que assina a curadoria dos trabalhos de Cleber Cardoso Xavier.

 

Na nota, ela informa que os três artistas (Cleber Cardoso Xavier, Raissa Studart e Cecília Lima) ocupam a galeria térreo do Museu Nacional da República de maneira orgânica e dialógica, mantendo suas particularidades e essência de seus trabalhos, como também aconteceu durante o período de residência. Mesmo dispostos simultaneamente num amplo espaço físico, são identificadas como exposições individuais simultâneas.

 

“A estrutura, a materialidade, a estética e o processo criativo de cada artista é singular e perceptível ao adentrar no espaço de cada exposição. Este conjunto de elementos alinhado às percepções individuais de cada espectador vai possibilitar a fruição das obras e o despertar da potência deste diálogo entre artista e espectador, obra e espectador. Um outro aspecto interessante a ser percebido é a relação amistosa e colaborativa desenvolvida entre as/os artistas, expressa aqui também numa estrutura de vizinhança e hospitalidade”, diz Cleber.

 

“Uma das obras da exposição é uma peça de tricô que é feito por todo mundo que visita a exposição e se interesse em manipular as agulhas e as linhas. Ele fica disponível durante toda a exposição, até fevereiro. O resultado desse tricot será a obra final dessa performance. A ideia é que o visitante possa manipular as linhas, as agulhas e escrever o tempo por meio da trama das linhas”, completa o artista.

 

Ele observa que “a gente tem de pensar que o tricot é uma técnica antiga e popular de construção de arte, trama, tapeçaria. A exposição também traz 16 imagens de um cemitério da localidade de Olhos D’Água e essa visita ao cemitério traz a atualização das memórias. O olhar é de visitante, uma vez que eu já não tenho pai nem mãe vivos e isso é impactante, ainda mais nos dias atuais em que a gente passou por tantas perdas. Mais de 615 mil pessoas só neste período da pandemia da covid-19 elas faleceram. Então, quantos órfãos, quanta saudade gerada. Essas imagens também abrem a possibilidade do diálogo sobre isso”.

 

 

A peça artística inspirou Cintia Falkenbach a titular seu texto-release com a frase “Tricotando relações”, no qual ela descreve a obra de Cleber. O trabalho do professor de artes visuais é inspirado no tricô, um termo originário do francês tricot, tricoter, o mesmo que tricotar em português. “Esse tecido de malhas entrelaçadas é o grande elemento que preenche o centro da sala da Galeria Térreo do Museu da República . Ele é o objeto central desta mostra individual de Cleber. “Suas pontas pendentes, a tudo interligam. Todos os elementos que compõem a exposição encontram-se reunidos ao seu redor”, diz o artista.

 

A grande peça de Malha que se estende sala afora, segundo ele, conta a história de um percurso tramado no tricô durante 17 dias pelo povoado de Olhos D’água, uma pequena comunidade  rural  com  poucos  confortos  modernos. “Como  um  registro  gráfico,  se  fosse  um  desenho,  o  tricô materializou em suas tramas as caminhadas, as conversas, os encontros previstos e os do acaso. Todos aqueles contatos que se deram durante esses 17 dias por meio dessa trama, que se mostrou um meio inusitado de comunicação e troca de informações, ficaram ali registrados na malha. Ponto comum entre o artista, que se declara um ser urbano por natureza e os habitantes do povoado rural de Goiás”.

 

 

Cleber explica que o tema é cheio de elementos familiares e o que pode ser curiosamente observado é que a forma de tricotar de cada pessoa, que por ali passou e contribuiu na construção da malha, foi preservada o máximo possível na sua autenticidade. Esse tricô, segundo ele, é um registro coletivo , uma carta escrita por dezenas de mãos. “Por trás desse singelo ato vive um constante questionamento dos fatos da vida, que o artista tenta responder subjetivamente e que acabam encontrando eco dentro da poética de sua obra. Esse objetivo que permeia a obra também é uma busca apaixonada por se conhecer, por desvendar sua história e encontrar um eco para as indagações de cunho mais universal que persistem no intelecto de alguns de nós. E dizendo melhor ainda, daqueles que são mais sensíveis e buscam as experiências proporcionadas pela vida”.

 

“Essa mesma peça, esse tricô primordial, unifica memórias retidas dentro de uma trama de cores, pontos e espessuras que se estranham. Inevitavelmente elas nos mostram um diferencial entre os seres do urbano e do rural, fato vivenciado pelo artista na residência em Olhos D’água. Devemos ainda ressaltar que essa malha, uma trama de fios que pende do teto no meio da exposição é testemunha muda de conversas esparsas onde a flexibilidade, a espessura dos fios e o tamanho dos pontos, permitiu a qualquer um dos indivíduos que tricotaram, deixar a sua marca e contribuição. Um trabalho coletivo onde a comunidade pôde se manifestar plenamente”, afirma o artista.

 

 

Na opinião dele, ao compartilhar memórias pessoais e coletivas, lembranças longínquas podem trazer a vida de volta, virtualmente. “Essas inquietações estão presentes nos autorretratos e nos objetos que pertenceram à mãe do artista e que são memórias materiais que evocam a recordação de um amor universal entre mães e filhos. São memórias da mãe ausente que trazem uma compensação fazendo-se presentes, é a aceitação da ausência, ou não. Deixemos agora que o universo construído pelo artista faça a sua apresentação”, finaliza.

 

Perfil

 

 

 

Doutor e mestre em Arte pela Universidade de Brasília (UnB), já participou de cinco residências artísticas (Goiás, Distrito Federal e Argentina). Participou de exposições individuais (DF) e coletivas (GO, DF, Argentina). Co-autor do livro “Brasília x 5: 50 anos de artes visuais em Brasília, 2011; Encontros e Entrelaçamentos: Grupos de Pesquisa em Arte – 2021.

 

Já participou como coordenador e curador de exposições do Espaço Piloto da UnB. Atualmente, é o representante do Distrito Federal na Federação de Arte Educação Brasileira (FAEB). É professor de Artes Visuais da rede pública de ensino do Distrito Federal, vice-líder do grupo de pesquisa MEMAV/UnB/CNPq. Coordena o projeto PreservArtePatrimônio de educação patrimonial no âmbito da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.

 

Serviço

Exposição individual: Hospitalidade – individuais simultâneas
Artista: Cleber Cardoso Xavier (@ccxavier)
Curadoria: Cintia Falkenbach (@cintiafalken)
Coordenação da residência artística Hospitalidade: Suyan de Mattos (@suyandemamttos)
Local: Galeria Térreo do Museu Nacional da República
Data: 3/12/2021 a 6/02/2022

Com informações dos textos de Cintia Falkenbach

Sinpro avisa que bandidos continuam atacando categoria pelo telefone para extorquir

Os(as)  golpistas continuam usando as mesmas modalidades: enviam mensagens de WhatsApp que existe um precatório a receber. Em seguida, informam um número de qualquer processo em nome do(a) professor(a) ou do(a)oridentador(a) educacional e depois pedem a transferência, via Pix, para liberar uma suposta quantia de precatório. Alegam que essa transferência são custas de cartorário.

 

Mesmo com a campanha do Sinpro-DF avisando sobre esse e outros golpes do telefone, a notícia continua chegando ao sindicato. A atenção deve ser redobrada, principalmente no fim de ano, período em que há outros pagamentos, como 13º, férias e outros direitos trabalhistas pecuniários.

 

Por isso, o Sinpro-DF transformou matérias e avisos sobre o golpe do telefone em campanha permanente de alerta sobre o assunto a fim de impedir que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais continuem sendo surpreendidos(as) pela ação de bandidos.

 

O sindicato vem informando, incessantemente, sobre as constantes tentativas de golpes que pessoas de má-fé têm praticado. Têm a ousadia de se passarem por diretores(as) ou advogados(as) do sindicato para extorquir dinheiro da categoria. Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as maneiras utilizadas pelos(as) golpistas, temos explicado cada uma das “modalidades” usadas por eles e elas.

 

É importante ressaltar que o Sinpro-DF nunca solicitou nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) recebam benefícios financeiros ou dinheiro advindos de processos em curso na Justiça. Ao identificar a farsa, a vítima deve ligar, imediatamente, para um dos números do Sinpro-DF (61 3343-4200/4201) e, em seguida, denunciar o caso à Polícia Civil do Distrito Federal.

 

O combate ao golpe do telefone é diário e tem de ser feito por todos. A diretoria colegiada do sindicato já denunciou várias vezes a situação à polícia e continua atenta para que não haja nenhum tipo de prejuízo aos(às) sindicalizados(as).

 

Confira as modalidades de golpes já aplicados:

Golpe 1

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto da logo do Sinpro-DF.

 

Golpe 2

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

 

Golpe 3

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 4

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

Golpe 5

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

Golpe 6

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

 

Educação divulga o cronograma de posse dos professores

Os(as) 337 professores(as) aprovados(as) no concurso para a Carreira do Magistério homologado em 2016, e nomeados(as) no dia 16/11/21, devem comparecer,  às 8h, na quarta-feira (15/12), à Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação, na 907 Sul, onde se localiza também a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), para formalização da posse e a entrega do memorando de apresentação.

A informação é da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), que divulgou o cronograma de posse e entrega do memorando de apresentação nessa sexta-feira (10/12). O Sinpro orienta a cada um e cada uma a observar as recomendações da secretaria, que exige o comparecimento no horário estipulado para a assinatura do termo de posse com os seguintes documentos: Apto Médico emitido pela SUBSAÚDE, documento de identificação, caneta esferográfica azul e usando máscara. Clique aqui para acessar o link com a lista e horário.

 

Aos candidatos com pendências, a SEE-DF informa que tais problemas deverão ser sanados no momento do atendimento. Também avisa que, “para garantir as condições sanitárias e de proteção social, diante da pandemia da covid-19, não será permitida a entrada de acompanhante no local da assinatura do termo de posse.

 

Clique acessar a

Divulgação do Cronograma de Posse 

Aviso nº 08/2021  

Lista de nomeados com pendências 

 

SERVIÇO

Cronograma de posse

Data: 15/12/2021
Hora: 8h
Local: Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação – SGAS 907, Conjunto A – CEP: 70.390-070
E-mail: eape.sedf@gmail.com

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

 

 

Atualize o seu cadastro e fortaleça a luta pelos seus direitos

A história da luta de classes mostra que quando uma categoria de profissionais é organizada em suas próprias agremiações e há uma participação ativa dos(as) filiados(as), a vida de todos(as,es) melhora. Isso ocorre porque a unidade, a união e a participação fortalece a luta e a defesa dos interesses e, quando o grupo se movimenta coletivamente, as conquistas avançam.

 

Veja o exemplo do patronato. Os patrões tanto sabem disso que se organizam, também em sindicatos e federações patronais. E ninguém os criminaliza. E, mais: se juntam em partidos políticos de direita e ultradireita, defensores do neoliberalismo, para atuarem unidos em todos os setores da sociedade e nos Três Poderes da República a fim de garantirem seus interesses a qualquer custo, os quais são totalmente contrários aos da classe trabalhadora.

 

Daí, enquanto você, trabalhador(a) da educação, se esquiva de se sindicalizar ou de se recadastrar, o empresariado, unido em seus sindicatos patronais, fortalecem a luta deles, elegem prepostos para os Poderes da República, defendem seus interesses contrários aos nossos, se apropriam das riquezas do nosso País e usam a mídia para destruir e desmoralizar as nossas organizações sindicais. Essa ação do patronato contra a nossa luta e de apropriação indevida dos bens do Estado nacional é uma atitude fascista.

 

Não é à toa que quando surgiu o fascismo, surgiram também os teóricos que ajudaram, e ajudam até hoje, a classe trabalhadora a compreender o próprio mundo e as relações de classe. É graças aos(às) filósofos(as) da classe trabalhadora que é possível entender e desmascarar essa gente desonesta que defende a relação promíscua do setor privado com o setor público; que impõe a ideologia neoliberal, escravagista nas relações de trabalho; que quer impor o fundamentalismo e a criminalização da ciência e do conhecimento nas instituições públicas com projetos do tipo Lei da Mordaça (Escola sem Partido); que destrói direitos trabalhistas no Congresso Nacional para se apoderarem do patrimônio público; refazem leis democráticas para naturalizar o escravagismo neoliberal no País, dentre muitas outras atrocidades.

 

Um desses filósofos da classe trabalhadora foi Antonio Gramsci, um italiano declaradamente antifascista, que, dentre outras coisas, dizia que “todos os homens do mundo na medida em que se unem entre si em sociedade, trabalham, lutam e melhoram a si mesmos”. Por isso, não caia nessa conversa do patronado que tenta desqualificar nossas entidades sindicais e criminalizar nossa luta!

 

Já perdemos muito nesses 5 anos! Não podemos mais nos dispersar! Repare que as entidades patronais são repletas de empresários sindicalizados e conseguem causar um estrago pavoroso no País e, hoje, o Brasil é o retrato desse fascismo que começou no golpe de Estado de 2016. Vivemos tempos sombrios e, contra isso, precisamos nos organizar.

 

Por isso, professor(a) e orientador(a) educacional, que o Sinpro-DF convida a todos, todas e todes a se sindicalizar ou a se recadastrar, caso já seja sindicalizado(a). É importante não só para a categoria, mas, principalmente, para a sua própria vida. É essencial ter um sindicato forte, capaz de defender os direitos fundamentais, sociais, ambientais, trabalhistas, humanos, como, por exemplo, o direito à educação pública, gratuita e de qualidade e o direito ao trabalho com salário justo e condições dignas.

 

Atualmente, a classe trabalhadora brasileira, tanto da iniciativa privada como do setor público, tem sofrido ataques em seus direitos nunca registrados na história do século XX. Por isso é muito importante manter seus dados atualizados nas plataformas do Sinpro-DF para receber informações e atualizações sobre sua carreira profissional, seus direitos trabalhistas e sociais, seu salário e sobre todas as lutas diárias do sindicato.

Assim, o sindicato prossegue com sua campanha permanente de recadastramento dos(as) sindicalizados(as) e convida a quem ainda não o é, a se sindicalizar. Não perca tempo! Não deixe de se unir a quem defende os seus direitos! Recadastre-se já! É muito fácil. Lembramos que muitas informações do Sinpro, necessárias para sua atuação na defesa dos interesses da categoria, estão defasadas. Os Correios devolvem muitas correspondências enviadas e alguns números de telefones mudaram de proprietário. Venha par ao sindicato! Recadastre-se!

 

Passo a passo

 

É bem simples e rápido

 

1 – Acesse o link do recadastramento – AQUI Recadastro Sinpro-DF

 

 

2 – Preencha os campos solicitados no Formulário com seu nome, nome social, CPF, matrícula na SEE-DF, e-mail, número do celular, endereço do Facebook, Twitter, Instagram, seu endereço fixo na cidade com o CEP.

 

3 – Em seguida, preencha os campos sobre seu cargo na SEE-DF e outras informações adicionais sobre sua carreira na rede pública de ensino.

 

4 – Faça a certificação da ficha respondendo a última pergunta, clique na caixinha do “Eu concordo…” e, finalmente, clique na palavra CADASTRAR, ao final do formulário. Feito isso, você receberá um e-mail de confirmação no endereço eletrônico que você forneceu.

 

A cultura precisa de você! Invista na plataforma Valeu!Art

O setor cultural do Brasil perdeu, só em 2020, mais de 700 mil postos de trabalho. Esse é o resultado da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nessa quarta-feira (8/12). Isso é o resultado das políticas de desmonte do setor por meio da economia neoliberal em curso e aprofundada pela pandemia da covid-19.

 

Segundo o IBGE, o Brasil teve perda de 11,2% dos postos de trabalho em 2020 em comparação ao ano anterior: 4,8 milhões de pessoas trabalhavam em atividades culturais em 2020 contra 5,5 milhões de pessoas em 2019. Por isso o Sinpro-DF está engajado na campanha Valeu!Art para assegurar recursos financeiros e facilitar o investimento na cultura do Distrito Federal.

 

Faça como Reco do Bandolim, apoie a cultura  e o Sinpro Cultural. “Apoiar o Sinpro Cultural é promover o encontro, a vida, as delicadezas do espírito”. É fácil investir na cultura da capital do País e barrar o desmonte de nossa produção cultural e, ainda, ajudar centenas de artistas.

 

Com a plataforma Valeu!Art qualquer pessoa pode contribuir e, assim, fortalecer a cultura da nossa cidade. No vídeo com Reco do Bandolim, você pode conhecer um pouco mais dessa plataforma que tem sido uma ideia brilhante para impedir mais retrocessos no setor.

 

Para participar e apoiar os projetos culturais basta acessar a plataforma Valeu! e escolher, dentre os projetos, aquele que você quer apoiar e fortalecer. A Plataforma Valeu!, em parceria com o Sinpro-DF, vem realizando uma campanha de direcionamento de um percentual do Imposto de Renda para o incentivo à cultura. A ideia é direcionar 6% do IR Devido das Pessoas Físicas para a área cultural, amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91).

 

A Receita Federal indica que os contribuintes que declararam em 2018 pelo modelo completo alcançaram a soma de R$ 125 bilhões de imposto devido. Se todos doassem a parcela de 6%, seria alcançada a cifra de R$ 7,5 bilhões para projetos culturais.

 

Diante disto, a plataforma foi criada para que artistas, jornalistas, radialistas, sindicalistas e formadores de opinião se unissem a este propósito. O investimento em cultura movimenta toda a cadeia produtiva das artes e ajuda a manter o dinheiro na economia local. Os 6% do IR Devido, investido em cultura, é a única parcela do imposto que o cidadão sabe para onde está sendo direcionado, podendo acompanhar os resultados.

 

Como participar

 

Para participar, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais deverão acessar o site www.valeu.art, clicar no cartaz correspondente ao projeto. Um cadastro será aberto solicitando informações, como nome, CPF, endereço de e-mail e o valor de investimento. No cadastro há diversas opções de valores e formas de pagamento, inclusive o PIX. Cada projeto tem uma conta bancária ou um PIX diferente. Logo após a conclusão do investimento, a plataforma emite UM Recibo de Mecenato direto para o e-mail informado no cadastro que o(a) professor(a) ou orientador(a) preencheu (este recibo tem valor fiscal e dá direito a restituição).

 

Importante ressaltar que o valor, a título de incentivo com valor fiscal, permite ao(à) contribuinte deduzir 100% de sua contribuição na Declaração do Imposto de Renda, ou seja, o que você investir, você recebe de volta. Quando há restituição, esta é feita corrigida pela taxa Selic. A proposta é promover cultura sem gastar nada, apenas com a decisão política de redirecionar uma despesa.

 

Faça parte desta campanha e vamos, juntos(as), lutar pela cultura brasileira. Investir em cultura é legal. Investir em cultura é resistência!

 

 

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

A leveza do interior em livro de crônicas e poemas de professora aposentada

Ela é mineira, de São Gonçalo do Abaeté. E também é professora aposentada da SEEDF. Mora aqui no “quadradinho” há 34 anos. Dilma Inês Lucas já havia participado de algumas coletâneas como autora, mas “Dentro de mim… e de Minas” é seu primeiro livro, que foi lançado em sua cidade natal no dia 6 de novembro.

“Dentro de mim… e de Minas” traz a leveza e o linguajar do interior, uma coleção de crônicas e poemas escritos com aquele sotaque mineiro gostoso feito cafezinho recém passado no coador.

Dona Dilma está fazendo saraus nas escolas do DF. Mistura os textos de seu livro com teatro, numa deliciosa roda de prosa. “Meu texto é bem leve, sim. De dureza já basta o telejornal”, disse ao site do Sinpro. Nesses saraus ela apresenta textos como o de “Saudade”:

“Saudade é um botão roubado antes de desabrochar. Uma mão que não pode mais afagar. Uma porta que não se abre. Uma viagem com bilhete só de ida. É a declaração de amor que se calou nos lábios. A semente que se nutre de lágrimas. O tempo é o único remédio, mas é amargo porque tem que ser tomado de minuto em minuto. E às vezes a gente se esquece. É um jardim que tem sempre um canteiro vazio, onde se planta todo dia uma muda de superação e a cada amanhecer tem que se esperar a colheita do consolo: a certeza, ainda que distante, do reencontro lá no jardim da outra dimensão. A morte é do corpo e não do amor que se plantou um dia neste coração.”

Dona Dilma escreve sobre a natureza, sentimentos, questões da mulher, coisas do feminino, e o que mais lhe vier à mente. O texto é leve, suave. Frases curtas como o gole do cafezinho fresquinho.

O livro “Dentro de mim… e de Minas” pode ser adquirido por R$ 20,00 pessoalmente com dona Dilma – “se morar pertinho eu levo!”, ou por R$ 30,00 se tiver que ser enviado pelo correio. Basta entrar em contato com a professora pelo whatsapp: (61) 99636-0603.

E, se você quiser acompanhar os textos de dona Dilma pelo Facebook, o blog “Dilma Inês Lucas – Crônicas e Poemas” está ao alcance de um clique.

Ceilândia: Exibição de longa em Ato em Defesa da Educação Pública

O projeto bolsonarista de implosão da educação é extenso. A começar pelos cortes de verbas, que inviabilizaram mais de 70 mil pesquisas em todo o país (das quais 2 mil relacionadas ao combate à pandemia). Em virtude dessa conjuntura regressiva e difícil para educadores e estudantes, entidades classistas e estudantis da Educação Pública se uniram e convocaram a Semana em Defesa da Educação Pública e Contra os Cortes, com atividades em Brasília-DF e também nos estados e municípios.

Nesta sexta-feira, 10 de dezembro, um dos atos da Semana em Defesa da Educação Pública e Contra os Cortes será a exibição do filme Abraço, na Praça do Cidadão, na Ceilândia, às 18h. O evento contará com a presença do diretor do longa, DF Fiúza.

O longa metragem Abraço traz a história de professores sergipanos que resolvem unir forças para lutar a favor de seus direitos trabalhistas. “Juntos, eles estabelecem um confronto contra o Governo do Estado de Sergipe para garantir que suas conquistas já alcançadas não sejam perdidas. Em uma longa viagem para Aracaju, o grupo de professores tenta convencer os membros do Tribunal de Justiça a não cortarem os cargos dos docentes. Em meio a toda essa movimentação, Ana Rosa (Giuliana Maria) representa as dificuldades enfrentadas por uma mãe, casada com um homem que não a compreende, além de ter a reprovação também vinda de sua mãe, que se mostra uma pessoa machista e retrógrada”, segundo a sinopse do site Adoro Cinema.

Além da exibição do filme de DF Fiúza, haverá grafitagem, batalha de MC’s e rodas de conversa.

Câmara aprova PL que transforma Fundeb em balcão de negócios

Dezembro de 2021 vai ficar na história do Brasil como o mês que o governo Jair Bolsonaro (PL) e a Câmara dos Deputados aceleraram políticas de desmonte da educação pública e da pesquisa científica. Começam a explodir também os resultados da ação silenciosa e devastadora do ministro da Educação Milton Ribeiro.

 

Só nos últimos 10 dias vieram a público dezenas de denúncias que revelam os problemas fabricados pelo governo Bolsonaro para implodir o Sistema Público de Educação. Dentre elas, a denúncia de interferência político-ideológica fundamentalista no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que registrou o mais baixo índice de participação de todos os tempos e o pedido de exoneração de 35 servidores do Inep.

 

A Capes, instituição pública consolidada de fomento à pesquisa estrangulada pelo governo Bolsonaro por meio de grandes, sucessivas e mal-intencionadas retiradas de recursos financeiros público do setor, registrou, nos últimos 7 dias, o pedido de demissão de 114 cientistas. Na noite dessa quarta-feira (8), o deputado e presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) colocou em votação, às pressas, um pacote de projetos de lei para ajudar a acelerar esse desmanche da educação básica.

 

No meio do embrulho, estava o Projeto de Lei nº 3.418/2021, de autoria da deputada federal Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), que modifica a Lei nº 14.113/20, a qual regulamentou, em dezembro do ano passado, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb Permanente).

 

Trata-se de um PL que, a pretexto de fazer apenas uma atualização na lei de 2020, a fim de adiar para 2024 a definição de novos índices para rateio dos recursos do Fundeb quanto ao valor anual por aluno entre etapas, modalidades, duração da jornada e tipos de estabelecimento de ensino, transformou o Fundeb num balcão de negócios.

 

Aprovado às pressas, e de noite, o PL já foi enviado ao Senado Federal e seguiu com uma série de emendas para acelerar o desmonte do fundo público que garante a educação básica pública. O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado Gastão Vieira (Pros-MA), que autoriza o uso de recursos do Fundeb para bancar matrículas de escolas privadas e pagamento de remuneração a psicólogos e assistentes sociais atuantes nas escolas, conforme prevê a Lei 13.935/19.

 

Para isso, os estados, o Distrito Federal e os municípios deverão usar parte dos 30% do fundo não vinculados aos salários dos profissionais da educação. E mais: entrega parte do fundo público, criado para assegurar o dever do Estado de fornecer o serviço de educação básica gratuita, para a iniciativa privada. Dentre os “jabutis” aprovados destacam-se:

 

1) Venda da Folha de Pagamentos dos(as) profissionais da educação para bancos privados. Antes a gestão dos recursos se dava apenas no Banco do Brasil e CEF e, no caso do Distrito Federal, pelo BRB.

 

2) Repasse de recursos do Fundeb para instituições do Sistema S de Educação Técnica Profissional.

 

3) Pagamento de todos os(as) trabalhadores(as) da educação das redes públicas de ensino por meio dos 70%, sem necessidade de profissionalização.

 

4) Manutenção de psicólogos e assistentes sociais nos 30% do Fundeb e foi rejeitado o destaque da deputada federal Rejane Dias (PT-PI), que pretendia incluir esses entre os profissionais pagos com os 70% dos recursos do Fundeb.

 

5) Incluiu o setor privado da educação entre as escolas que irão receber recursos financeiros públicos do Fundeb, como as escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, que cobram mensalidades e se dizem sem fins lucrativos.

 

Após análise minuciosa do PL 3418/21, que seguiu para o Senado, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) irá lançar, na tarde desta quinta-feira (9), uma nota pública.

 

Na opinião da diretoria da confederação e do Sinpro-DF, será preciso muita mobilização para reverter, no Senado Federal, tantos retrocessos aprovados na Câmara. Segundo informações da CNTE, “a previsão era de votar o projeto, na Câmara, na próxima semana, mas acordos golpistas anteciparam a votação para essa quarta-feira (8). Como pode um relatório concluído no fim da tarde ser votado na noite do mesmo dia, sem qualquer debate? Isso é golpe!”

 

Ainda de acordo com informações da confederação, a inclusão do Sistema S no Fundeb é inconstitucional. Só uma PEC poderia prever esse desvio de recursos públicos para instituições privadas. Foi um debate intenso à época da regulamentação do fundo que retornou, agora, de forma sorrateira e relâmpago. “Precisamos de mobilização da categoria em todo o País para consertar mais esse equívoco da Câmara no Senado”, afirma. 

 

O artigo 213 da Constituição Federal diz, claramente, que “os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que: I – comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação; II – assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades. § 1º Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando, ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade”.

 

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Chegou a quarta edição do boletim Bom Conselho!

O ano de 2021 termina com alterações importantes em alguns dos conselhos que têm professores ou professoras na sua composição. O CACS (Conselho de Acompanhamento e Controle Social  do Fundeb) finalmente será reinstalado, porém, isso acontecerá através de lei complementar proposta pelo GDF, que desconsiderou padrões propostos pelo próprio conselho. Já o Conad (Conselho de Administração do IPrev) tem novos presidente e vice-presidente.

Leia abaixo o boletim na íntegra para saber quais têm sido as principais pautas nesses e nos demais conselhos do DF em que professores(as) atuam. Boa leitura!

Homeschooling: a tentativa de controle intelectual de humanos em formação

Uma série de pautas conservadoras estão na iminência de ser reativada na Câmara dos Deputados. Uma delas é o homeschooling, prática que nada mais é do que o controle intelectual de seres humanos em processos de formação.

Há o receio de que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), paute o homeschooling em meio a outros dois que serão votados, o Sistema Nacional de Educação e a Política Nacional de Educação Digital.

Bem diferente do ensino remoto, necessidade criada pela pandemia de Covid-19, que obrigou as crianças a ficarem em casa para se protegerem do vírus SARS-CoV-2, e em vez de irem para salas de aula físicas passaram a frequentar salas de aula virtuais, nas quais mantiveram a interação com professor(a) e colegas, o homeschooling é uma prática que visa a prevenir que crianças tenham contato com o mundo.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF observa que o homeschooling vai atender a famílias com condições econômicas confortáveis, capazes de contratar um professor particular e até com renda suficiente para que um dos pares deixe de trabalhar para cuidar da educação dos filhos, que, provavelmente, será a mãe. Esse é um problema sério que faz parte do desmonte silencioso da educação pública e gratuita que ocorre no Brasil pelas mãos do ministro Milton Ribeiro, da Educação.

“Além de ter apenas características negativas para a criança e o adolescente vítima desse golpe denominado homeschooling, esse modelo de exclusão educacional ignora, totalmente, o papel da escola. A gente acredita na formação da pessoa como um cidadão ou cidadã como um todo, um ser em sua totalidade. E para ter a formação na sua totalidade, inclusive atendendo ao convívio com as diferenças, é a escola. E aí estamos falando da escola como um todo e não somente a deposição de conteúdos, que são importantes e indispensáveis, mas precisam de ser acompanhados de ações pedagógicas, políticas etc. É a escola que me ensina e me prepara para a vida lá fora”, alerta Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF

 

Desvantagens e desvantagens

O processo de ensino doméstico só tem desvantagens para a formação holística da criança. A começar pelo fato de que quem acompanha o processo de educação é geralmente (adivinha?) a mãe, que a priori não tem formação para isso. Logo, não adquiriu habilidades para transmitir o conteúdo didático, não sabe como avaliar o estudante e tampouco é capaz de observar se a aquisição do conteúdo foi satisfatoriamente compreendida pelo estudante.

A prática do homeschooling também ocorre em horários flexíveis, ao contrário do ensino oficial, seja do estado ou ministrado por entidades privadas, que deve obedecer a um rigoroso calendário letivo. Educação com horários flexíveis não cria uma saudável rotina de hábitos na criança.

No homeschooling, a função de educar os filhos acaba recaindo sobre (adivinha?) a mãe, que, automaticamente, se vê privada de trabalhar fora. Se houver necessidade de a mulher trabalhar fora para ajudar no orçamento familiar, o homeschooling, de antemão, já inviabiliza essa alternativa (e vamos nos ater a apenas este comentário, que já é suficiente para dimensionar o problema envolvendo a questão de gênero).

Finalmente, e talvez o mais assombroso aspecto do homeschooling, a visão de mundo do estudante submetido à prática do ensino domiciliar é limitada e reduzida ao interior de sua casa e ao ponto de vista de seus pais. Ainda que sua socialização seja feita na igreja ou no clube, o estudante não vive a experiência, em ambiente de sala de aula, de ser provocado por visões ou pensamentos diferentes. Cresce cordato, não questionador, e incapaz de ponderar ou mesmo pensar sobre diferentes visões de mundo. Quando conclui os estudos e consegue se inserir num mercado de trabalho cada vez mais voraz e exigente, apresenta sérias dificuldades de trabalhar em equipe.

 

Homeschooling no STF…

Pela legislação atual, o homeschooling é inconstitucional. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os pais não podem oferecer ensino domiciliar a seus filhos. Pelo voto da maioria dos ministros, a Constituição prevê apenas o modelo de ensino público ou federal e não há lei que autorize a medida.

O ministro Alexandre de Moraes lembrou, em seu voto, que a Constituição Federal não proíbe a modalidade de ensino, mas não existe regulamentação do Congresso Nacional para este tipo de ensino, estabelecendo a fiscalização ao rendimento e à frequência do estudante. Para Moraes, não cabe ao Judiciário estipular essas regras. Portanto, o homeschooling não poderia ser considerado legítimo no Brasil.

A ministra Rosa Weber, ao concordar com o colega, afirmou que, enquanto a Constituição de 1946 previa que a educação dos filhos se dava no lar e na escola, a Carta de 1988 impôs um novo modelo, sintetizado no artigo 208: “Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola”. Lembrou ainda a ministra que tal modelo foi regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que falam na obrigatoriedade dos pais em matricularem seus filhos na rede regular de ensino. Ela disse também que a LDB estipula que, se o estudante apresentar mais de 50% de faltas em taxa superior a 50%, é dever da escola comunicar o fato à Justiça.

 

… e no MPDFT

Em 2020, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) decidiu que o processo de autorização do ensino domiciliar (homeschooling) no Distrito Federal é inconstitucional. A procuradora Ana Maria Villa Real F. Ramos, coordenadora-regional da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente no DF, assina manifestação da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região que aponta “graves e insanáveis vícios de inconstitucionalidade que violam a garantia do direito à educação” em referência aos Projetos de Lei Nº 356/2019, 1167/2020 e 1268/2020, aprovados pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

 

Abandono intelectual X direito à liberdade

Pela legislação vigente, o ensino domiciliar pode ser categorizado como abandono intelectual, crime previsto no art. 246 do Código Penal. O atual governo quer transformar “abandono intelectual” em “direito à liberdade educacional”. O governo quer “revisar” a definição de uma prática taxada de negligência pelo Estado, para ser considerada “liberdade parental”.

Por causa disso, há um segundo projeto em tramitação na Câmara dos Deputados. Ele é da deputada Bia Kicis, do PSL do Distrito Federal, e descriminaliza o abandono intelectual de menores de idade.

Nunca é demais lembrar que diversas denúncias de prática de pedofilia são descobertas por professoras ao observarem o comportamento das crianças, ou mesmo as crianças que denunciam os crimes após assistirem a palestras sobre educação sexual. Quem protegeria as crianças vítimas de pedófilos numa realidade de homeschooling?

 

Mas deu certo há 300 anos

Homeschooling é, também, lobby de poderosas entidades internacionais do chamado “mercado cristão”. O governo federal publicou uma cartilha com 20 páginas em defesa da prática do homeschooling. Um dos “argumentos” empregados é o fato de que “muitas pessoas que mudaram a história do mundo foram educadas na modalidade de educação domiciliar”. Para ilustrar esse argumento, citam nomes como Benjamin Franklin, Carlos Gomes e Barão de Mauá, que viveram nos séculos XVIII e XIX, quando educação não era considerada um direito humano, e a expressão “sistema de ensino” nem fazia sentido. E projetos de homeschooling disputam orçamento com os já parcos recursos do Ministério da Educação.

 

Homeschooling no mundo

Apenas nove países autorizam e regulamentam a prática. Nos Estados Unidos, cerca de 2 milhões de crianças e jovens são submetidos ao homeschooling. Na Alemanha e na Suécia, a prática é proibida – e quem não cumprir com a obrigação de mandar os filhos à escola perde a guarda.

O homeschooling, portanto, é prática que prejudica a educação, e nossa categoria deve estar atenta às movimentações no sentido de legalização dessa modalidade que é uma verdadeira afronta a tudo o que estudamos e defendemos para nossas crianças e jovens.

 

 

 

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