Nesta semana decisiva, Sinpro-DF convida a categoria para intensificar pressão contra a PEC 32

 

 

Está prevista para esta terça-feira (21), às 10h, a leitura do terceiro relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, de autoria do governo Jair Bolsonaro (ex-PSL), com o parecer do relator e deputado federal Arthur Oliveira Maia (DEM-BA).

O parecer  do deputado governista continua repleto de problemas e tudo que está na proposta visa a extinguir o capítulo da Administração Pública da Constituição Federal e acabar com todos os serviços essenciais e fundamentais que o Estado brasileiro presta à sua população de forma gratuita para que sejam explorados pela iniciativa privada.

Se essa PEC for aprovada, o Brasil será um dos únicos países do mundo em que o Estado será privatizado e a população, que embora pague altos impostos para manter o Estado de bem-estar social, ou seja, os serviços públicos essenciais e fundamentais listados na Constituição, ficará desprovida de assistência. Com essa PEC, o dinheiro público será cada vez mais entregue aos grandes empresários.

O Sinpro-DF alerta a categoria para a gravidade da situação e convida a todos e todas para, desde já, participarem presencial e remotamente das atividades nesta semana decisiva para derrubar a PEC 32. “Somente com nossa mobilização e presença nos atos públicos desta semana no Aeroporto de Brasília e na Câmara dos Deputados, bem como nas redes digitais de todos/as os/as deputados/as federais, principalmente os/as que já se declararam favoráveis e indecisos/as, é que poderemos barrar esse ataque aos serviços públicos”, alerta o Sinpro-DF

O objetivo do governo e dos/as parlamentares favoráveis e indecisos é deformar e tornar obscura a relação trabalhista entre os servidores públicos e o Estado, inviabilizar os serviços públicos e gratuitos e, de forma específica, atacar a educação porque propõe destruir a carreira do magistério público e retirar a garantia do direito à educação da Constituição Federal. Esta semana é decisiva porque essa PEC do desmonte do Estado entra em votação na comissão especial e, em seguida, vai para o Plenário

Sua participação é fundamental e importante neste momento. Desde que a PEC 32 foi apresentada, a mobilização dos/as servidores/as obrigou os/as deputados/as governistas a adiarem várias vezes a tentativa de aprovação dessa reforma administrativa por falta dos votos necessários. Nas três vezes que o relator Arthur Maia apresentou um substitutivo para ser  apreciado, em vez de conseguir mais votos, ele provocou ainda mais crise. Isso aconteceu porque o texto é muito ruim para o Brasil.

“Mas não basta adiar. O que queremos é a exclusão, a eliminação dessa PEC 32/20 da agenda do Congresso Nacional porque a PEC 32 representa a destruição dos serviços públicos. Participe também do tuitaço hoje (segunda-feira, 20), às 19h, com a tag #VotaPEC32NãoVolta. Queremos derrubar isso. Vamos pra cima desses parlamentares privatistas eleitos em 2018 com toda a nossa força!”, convida Letícia Montandon, diretora do Sinpro-DF.

Assim, o Sinpro-DF reforça que a próxima sessão da Comissão Especial está marcada esta terça (21), às 10h, para a votação do parecer. Confira no final deste texto o calendário de mobilização desta semana, a começar de hoje (segunda, 20). 

▪️Entre os pontos mais criticados pela oposição estão as regras para contratações temporárias e os instrumentos de cooperação com a iniciativa privada.

▪️Enquanto o relator trabalha no novo relatório, deputados do PT e do Psol já apresentaram votos em separado para a aprovação de textos alternativos. Entre outros pontos, o substitutivo do PT:
– assegura direitos dos servidores e empregados públicos;
– evita abusos remuneratórios;
– retira benefícios concedidos aos membros de Poderes e aos militares;
– garante a participação da sociedade na gestão dos serviços públicos e sobre os atos da administração;
– oferece meios mais democráticos de gestão de pessoal e mediação de conflitos nas relações de trabalho no setor público;
– coíbe a discriminação e apadrinhamento político nas relações de trabalho no setor público;
– impede a ocupação excessiva de cargos civis por militares.

 

SEMANA DECISIVA CONTRA A PEC 32

É hora de aumentar a pressão. Participe das atividades em Brasília:

Participe das atividades contra a PEC 32/20. Sua participação é fundamental neste momento. Desde que a PEC 32 foi apresentada, a nossa mobilização obrigou os governistas a adiarem várias vezes a tentativa de aprovação dela. Mas não basta adiar! O que queremos é a exclusão da PEC 32/20 da agenda do Congresso Nacional. A hora de pressionar é agora porque essa PEC representa a destruição dos serviços públicos! Participe também do tuitaço hoje (segunda-feira, 20), às 19h.

Pressione os/as deputados/as favoráveis e indecisos(as). Entre no link do Educação Faz Pressão e pressione!

 

CALENDÁRIO PARA DERROTAR A PEC 32

 

É hora de aumentar a pressão! Participe das atividades em Brasília:

 

Segunda-feira (20), 16h, no Aeroporto de Brasília para recepcionar parlamentares

 

Terça-feira (21), 7h, novamente no Aeroporto de Brasília; 14h, ato no Anexo II da Câmara dos Deputados

 

Quarta-feira (22) e quinta-feira (23), atividades na Câmara a serem informadas a partir da tramitação da PEC na terça-feira

 

Ato em defesa da lei de cotas para pessoas com deficiência nesta terça, 21

O Sinpro, ao lado de outras entidades parceiras (Coletivo de Mulheres com Deficiência do Distrito Federal, Rede-In, Abraça, Centro DH, Coletivo de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT-DF, Sindicato dos Bancários, Sindsep-DF e OAB Taguatinga), convida todos e todas para o ato em defesa da lei de cotas para pessoas com deficiência, nesta terça-feira, 21. A atividade será uma celebração dos 30 anos da lei, reivindicando sua plena execução.

Nos últimos anos, aconteceram diversos retrocessos contra os direitos das pessoas com deficiência. A própria dissolução do Ministério do Trabalho trouxe impactos decisivos para a área, prejudicando, e muito, a fiscalização do cumprimento da lei de cotas. A desarticulação do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conade) e a suspensão da V Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência também corroboraram para enfraquecer a pauta no interior do governo e deixá-la suscetível aos tantos ataques que vêm ocorrendo.

A política de educação inclusivaé recorrentemente questionada pelo Ministro da Educação, que não esconde sua ignorância a respeito do tema e seu desapreço pelos direitos das pessoas com deficiência. Além disso, houve os cortes orçamentários que descontinuaram programas e ações de políticas públicas na área; a restrição ao Benefício de Prestação Continuada (BPC); o negativismo que representou um obstáculo fundamental ao enfrentamento da pandemia no Brasil, vitimando de forma mais violenta os setores vulneráveis.

Portanto, há muitos motivos para defender a lei de cotas e seu cumprimento, como um direito consolidado das pessoas com deficiência. “Nesta terça, nós vamos celebrar e também cobrar o cumprimento efetivo da lei”, ressalta Carlos Maciel, diretor do Sinpro. O ato acontece a partir de 9h na Praça dos Três Poderes.

Inaugurada placa em homenagem a Paulo Freire no restaurante comunitário de Ceilândia

Na manhã desta sexta-feira, 17, o professor Paulo Freire recebeu mais uma linda homenagem, desta vez, em Ceilândia, no Distrito Federal. O patrono da Educação brasileira agora está eternizado em placa afixada no restaurante comunitário da cidade.

O restaurante comunitário hoje ocupa o lugar do antigo Centro de Múltiplas Funções, mais conhecido como “Quarentão”, onde Paulo Freire esteve há 25 anos para participar da solenidade de instauração do I Fórum Permanente da Alfabetização de Jovens e Adultos de Ceilândia. A placa lembra esse episódio marcante, quando quase duas mil pessoas lotaram a casa e também a frente dela para ouvir o mestre falar.

A homenagem também celebra o centenário de Paulo Freire, que vem sendo comemorado em todo o Brasil neste ano de 2021. “Paulo Freire continua vivo porque juntos levamos pra frente o seu legado e sua memória no trabalho, na leitura das obras e na nossa práxis pedagógica”, diz a professora Maria Madalena Torres, integrante da diretoria do Centro de Educação Paulo Freire (Cepafre), da coordenação do Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor (Mopocem) e participante do GTPA-Fórum EJA/ DF.

A iniciativa foi do Centro de Educação Paulo Freire (Cepafre) e do Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor (Mopocem), com apoio do Sinpro-DF. Além desses, também estiveram presentes na inauguração da placa representações do GTPA/Fórum EJA-DF, Coordenação Regional de Ensino de Ceilândia, Coordenação dos Restaurantes Comunitários do DF e de Ceilândia, Diretoria de Educação de Jovens e Adultos de EJA da SEE/DF, OAB de Ceilândia; além de alfabetizadores, estudantes, representantes de rádios comunitárias e do gabinete do deputado distrital Chico Vigilante.

Para a diretora do Sinpro Eliceuda França, essa atividade é muito valiosa para fazer com que o legado de Paulo Freire chegue à juventude. “É importante dizer: ele esteve aqui, neste que foi um espaço de rica efervescência cultural, de encontro de linguagens e alegrias da nossa cidade”, disse ela. “Nesta conjuntura de desmonte de direitos e de desrespeito às pluralidades, mais do que nunca, é preciso freirear, é preciso esperançar! Em nome da diretoria do Sindicato dos Professores, parabenizo o Cepafre e o Mopocem por fazerem esse registro tão importante, para que a história viva a partir dos movimentos sociais”, concluiu.

Relatório da PEC 32 foi retirado e proposta só será votada na terça, 21

Trabalhadoras e trabalhadores obtiveram uma grande vitória hoje, na Câmara dos Deputados. O relatório da PEC 32 (Reforma Administrativa), que seria apresentado hoje, foi retirado e a sessão foi suspensa.

Ao lado de diversas categorias, o Sinpro esteve presente à Câmara em mobilização contra a PEC. A resistência dos trabalhadores e trabalhadoras, bem como os destaques apresentados pelos líderes, apontando as inconsistências no texto, foram fundamentais para o recuo dos defensores da PEC.

Agora, o relator, deputado Arthur Maia (DEM-BA), terá até as 18h desta sexta-feira, 17, para apresentar seu novo relatório. Os parlamentares terão até 18h de segunda-feira, 20, para apresentar seus destaques. O novo relatório vai a votação na terça-feira, 21, às 10h. “Temos tempo para apresentar destaques inicisivos e consistentes”, comemorou a deputada Alice Portugal.

A pressão tem surtido efeito! Vamos nos manter atentos(as) e mobilizados(as), acionar os parlamentares para barrar essa reforma tão nociva para os servidores(as), o serviço público e o Brasil! Clique AQUI para pressionar!

Alô deputados e deputadas! Se votar sim, não volta!

CEF 407 de Samambaia realiza campanha “Proteção Feminina” para combater pobreza menstrual

Com a pandemia da Covid-19, a direção do CEF 407 descobriu que, para além da pobreza menstrual, as famílias das estudantes de baixa renda não têm condições de comprar os itens de higiene pessoal e nem sequer o que comer 

 

Na ausência de políticas públicas de combate à pobreza, incluindo aí a pobreza menstrual, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 407, de Samambaia, não esperou o pior e pôs em curso a campanha permanente intitulada “Proteção Feminina”, para fornecimento de kits de higiene para as famílias de baixa renda que têm filhos e filhas na escola.

No pacote, além de absorventes higiênicos para as estudantes, a escola inclui todos os outros itens da higiene pessoal para toda a família. Geralmente, quem participa financeiramente das doações são os(as) próprios(as) professores(as) e algumas pessoas ao redor da comunidade escolar.

“Recentemente, após o retorno das aulas presenciais, a direção apresentou o projeto ao Sinpro-DF, durante uma visita do sindicato à escola. Sabemos que outras escolas desenvolvem o mesmo projeto para evitar a evasão e amenizar a situação econômica das estudantes”, informa Cláudio Antunes, diretor do Sinpro-DF que visita essa escola.

Josuel Santos da Silva, professor de história e vice-diretor do CEF 407, de Samambaia, eleito na última eleição para um mandato de 2 anos (2020-2021), conta que a pandemia do novo coronavírus expôs uma situação dramática de mais de 80 famílias que, hoje, dependem da escola para comer e se higienizar. Ele conta que muito antes de o Distrito Federal ter uma lei de combate a pobreza menstrual, o CEF 407 já distribuía, gratuitamente, absorventes higiênicos para as meninas de baixa renda.

No Distrito Federal, apesar de o governador Ibaneis Rocha (MDB) ter sancionado, em janeiro deste ano, a Lei nº 6.779, de 2021, de autoria da deputada distrital Arlete Sampaio (PT), que prevê a distribuição gratuita de absorventes em escolas e em Unidades Básicas de Saúde (UBS) para mulheres em situação de vulnerabilidade e estudantes da rede pública no Distrito Federal, nada foi feito até agora. Recentemente, circulou a notícia, nos meios de comunicação liberais, que a Secretaria de Estado da Saúde (SES-DF) teria informado que está se organizando para começar a cumprir a lei com a distribuição de absorventes higiênicos femininos nas escolas de nas UBS.  

Contudo, enquanto isso não acontece, a escola continua com sua campanha mensal de distribuição de kits de higiene. Além disso, com a atual política econômica neoliberal, não basta distribuir absorventes. Com os pais e mães de famílias desempregados, é preciso distribuir todos os produtos de higiene pessoal e comida.

Inspiração surgiu na aula sobre silenciamento das mulheres na história

Josuel conta que a campanha para distribuição de absorventes no CEF 407 começou em 2017, quando ele e uma professora perceberam a inconveniente exposição das meninas ao precisarem de o absorvente na escola. “Por que elas tinham de passar por uma exposição pública e pedir autorização para fazer a troca de absorvente no banheiro?”, questionaram.

A partir dessa indagação, decidiram disponibilizar, na diretoria, kits com absorventes. Mas, foi depois de uma aula sobre o silenciamento da mulher nos livros de história para o 7º Ano, realizada em 2019, que a proposta evoluiu e o kit passou a ser colocado, gratuitamente, para todas as estudantes de baixa renda, dentro do banheiro feminino.

Na aula, o professor de história descobriu muito mais ao discutir a ausência das mulheres nos livros de história. Ele conta que o debate fluiu de tal forma que as estudantes apontaram fatores que as colocavam no universo do silenciamento das mulheres em todos os espaços e, um deles, foi esse do problema do absorvente.

“Nessa aula, várias estudantes comentaram que elas se ausentavam da escola em determinados períodos do mês em razão da menstruação. Essa conversa fluiu para depois da aula e, uma estudante contou ao professor que, naquela classe, havia várias meninas que faltavam porque não tinham condições de comprar o absorvente. Ela mesma montou o primeiro kit e deu a ideia de deixá-lo fixo no banheiro feminino. Adotamos”.

Foi assim que, em 2019, o CEF 407 começou a campanha “Proteção Feminina” de distribuição de absorvente na escola. A direção comprou todo o material, colocou no banheiro e eliminou a exposição das meninas e a evasão escolar por causa de menstruação.

“Naquela época ainda não existia este nome, mas, posteriormente, quando o debate sobre isso cresceu na sociedade, descobrimos que isso se chama pobreza menstrual. Tivemos relato de estudantes que usavam jornal para conter a menstruação”, diz Josuel.

Comunidade vai buscar comida na escola

Em 2020, quando ele foi eleito para a direção e também chegou a pandemia da Covid-19 no Brasil, a realidade dessas famílias se manifestou de forma cruel para os(as) professores(as) do CEF 407. Ele conta que a diretoria e os(as) docentes viram o tamanho da pobreza da comunidade escolar.

“Pelos pedidos dos pais e mães por comida, descobrimos que a situação era muito pior do que uma mera pobreza menstrual. As famílias não tinham o que comer. Pais de família vinham chorando pedir à gente ajuda para alimentar a família. Foi daí que tivemos a ideia de montar o kit higiene, afinal, deduzimos que, se não tinham o que comer, como estaria a situação da higiene pessoal?”, conta o professor.

Ele diz que o dia da entrega de Cesta Verde passou a ser um dia de comoção porque a comunidade vai buscar comida na escola. “Essa pobreza se tornou gritante. Testemunhamos pais passando fome. Inclusive gente de fora da comunidade escolar vindo pedir comida e buscar Cesta Verde, sem nada para comer em casa. Essa pobreza ficou muito mais aflorada. Testemunhamos pais perdendo emprego, sem poder pagar Internet”, relata.

Sensível a essa situação, a escola reformulou o movimento, iniciado em 2017, para fornecer, além absorventes, todos os itens da higiene pessoal. A campanha interna, entre professores e professoras, reúne doações que são entregues em pacotes fechados para não expor as famílias. Com isso, a escola passou a fazer um levantamento das famílias que precisam de ajuda.

“No último levantamento, feito recentemente, descobrimos que pelo menos 80 famílias precisam desse suporte. Mas, é claro que é muito mais porque, depois da primeira distribuição, algumas famílias que não receberam começaram a nos procurar. Vamos ter de fazer um novo levantamento e, como as coisas não estão economicamente favoráveis, é provável que este número esteja aumentando”, finaliza.

Professora aposentada lança livro “Preta de Greve e as 07 Reivindicações”.

Já está disponível para ser adquirido via Whatsapp o livro “Preta de Greve e as 07 Reivindicações”, de Zenilda Vilarins Cardozo.

O livro conta a história de Pérola Preta, a menina negra que se sente linda, feliz e representada nos espaços cotidianos de sua convivência, até que vai pra escola.
Quando inicia sua vida escolar, Pérola descobre o preconceito. A nova realidade traz novas questões para sua vida. Ela se dá conta da falta de representatividade de mulheres negras em diversos contextos e espaços sociais e descobre, na prática, o que é invisibilidade.
Ela então recorre ao espelho, presente que recebeu da tia quando nasceu, e que sempre lhe falaria de sua beleza. O espelho passa, então, a confortar Pérola, pois diante dele sempre se vê linda e importante – daí resolve perguntar ao espelho o porquê de sua realidade.
A história tem uma virada espetacular, mas quem quiser descobrir o final vai ter que adquirir o livro, que está à venda no whatsapp (61) 99212.9415

“A história da Preta é um retrato real e cotidiano de muitas meninas e mulheres negras, traz um enredo rimado que não romantiza o cenário do racismo, não traz um final mágico dos contos de fadas e sim possibilidades de reflexão e conquista dos espaços para garantir voz e vez”, conta Zenilda Cardozo, de 51 anos, que é pedagoga e especialista em gestão e supervisão escolar, aposentada da Secretária Educacional de Ensino do Distrito Federal desde janeiro de 2020, e dedicou 34 anos da sua vida à educação.

Zenilda explica que o livro nasceu de inspirações enquanto trabalhava na Escola Classe 22 do Gama, que foi onde a história de Pérola Preta deu os primeiros passos. O livro conta com ilustração de Tine Ribeiro, que também surgiram na Escola Classe do Gama.

SERVIÇO:
“Preta de Greve e as 07 Reivindicações”
Zenilda Vilarins Cardozo
Encomendas pelo Whatsapp: (61) 99212.9415

Morte de professor por covid-19 aumenta insegurança e medo na categoria

Um mês após o retorno presencial dos profissionais do Magistério público às escolas no Distrito Federal, infelizmente, aconteceu a primeira morte de um professor por covid-19. O professor Joseli Gomes de Farias, do CED Stella dos Cherubins Guimarães Trois, em Planatina, faleceu aos 53 anos nesta terça-feira, 14, no hospital de campanha do Gama.

Na escola, a equipe gestora e o grupo de professores(as) estão consternados com a perda de um colega querido, que era muito dedicado ao trabalho e tinha ótimo relacionamento com todos. De outro lado, estão também profundamente preocupados e se sentindo desamparados: além do óbito, o CED Stella dos Cherubins Guimarães Trois registrou também 6 casos positivos de covid-19. O quadro se apresenta em um momento em que a Secretaria de Educação (SEEDF) descumpre o acordo feito com o Sinpro e determina o retorno presencial imediato daqueles e daquelas que não completaram o ciclo de imunização. 

“As perdas pedagógicas em relação ao ensino remoto, podemos recuperar. E a vida do nosso companheiro de jornada, podemos?”, questiona, com tristeza, a professora Luciana Ribeiro, colega de Lee – como o professor era carinhosamente chamado. “Só sobrou a dor da perda, e uma enorme insegurança em retornarmos ao ensino presencial”, desabafa.

Testagem em massa é fundamental

De acordo com relatos do grupo, a ventilação das salas é inadequada. O prédio, no modelo novo, possui janelas de basculante, que abrem de forma limitada. A direção da escola solicitou, via SEI (sistema eletrônico de informações), à secretaria que fosse feita uma inspeção nas janelas, mas ainda não obteve a visita.

A direção da escola se empenhou para que o trabalho dos profissionais e dos estudantes transcorresse da forma mais segura possível: “Adquirimos os materiais necessários e ampliamos a equipe de limpeza, por exemplo”, relata o diretor da escola, professor Adimário Rocha Barreto. “Mas, infelizmente, assim como nas nossas casas, estamos sujeitos a fatalidades”, diz ele.

A dificuldade de acesso aos testes é apontada pelos professores e professoras como um grande fator de risco. “Nosso salário está congelado há seis anos, muitos não podem pagar um plano de saúde ou o valor exorbitante que vem sendo cobrado para os exames de covid”, ressalta a professora Luciana. Uma consequência da não testagem é a circulação de pessoas contaminadas que estão assintomáticas ou pré-sintomáticas, e acabam transmitindo o vírus. Desde o início da pandemia, a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda enfaticamente que se promova a testagem em massa, como uma das mais importantes medidas de contenção do contágio.

“O governo não investiu em exames, e o resultado é que as UBS (unidades básicas de saúde) só testam quem está com sintomas”, afirma a professora Luíza Oliveira, da mesma escola. Vale lembrar que a operação do Ministério Público do Distrito Federal “Falso Negativo”, em julho de 2020, apontou um suposto envolvimento da cúpula da Secretaria de Saúde do DF em esquema de superfaturamento na compra de testes de covid-19. O então secretário, Francisco Araújo Filho, chegou a ser preso na operação.

“Essa foi uma das principais reivindicações do Sinpro para o retorno presencial”, lembra Consuelita Oliveira, diretora do sindicato que acompanha o CED Stella dos Cherubins. “As escolas são locais de grande circulação de pessoas, é preciso ter responsabilidade com a vida da comunidade escolar e seus familiares”, destaca ela.

Professores e professoras relatam a triste insegurança de visitar pessoas idosas sem saber se estiveram expostos(as) ao vírus ou não. “Ninguém consegue trabalhar nesse estresse, é desumano”, diz a professora Luíza.

Em um mês, o CED Stella teve seis casos confirmados. A escola foi sanitizada nesta quarta (15), e as aulas serão ministradas em formato remoto até o final desta semana, prazo que poderá ser ampliado.

Casos de covid nas escolas do DF

Até o momento, 101 escolas contabilizam casos de covid-19 entre profissionais da Educação e/ou estudantes. Segundo dados do Comitê de Monitoramento de Retorno às Aulas Presenciais, entre as queixas e denúncias por parte de professores(as) e orientadores(as) educacionais, muitas se referem à não testagem daqueles e daquelas que circulam na escola e a não disponibilização, ou disponibilização limitada, de máscaras de proteção pelo GDF. Esse é um problema generalizado no DF, que vê a taxa de transmissibilidade aumentar e as restrições à circulação se afrouxarem.

O Sinpro ingressou com ação na Justiça para anular a circular nº 7, que determina o retorno presencial de todos indistintamente, inclusive aqueles e aquelas que não tiveram seu ciclo de imunização completado. Nas mesas de negociação com a SEDF, o sindicato tem insistido na testagem em massa como forma de prevenir o contágio. “A variante Delta já é predominante no DF, e todos sabemos que ela é muito mais contagiosa que a cepa original do vírus”, aponta Consuelita, diretora do Sinpro.

O Sinpro-DF lançou, nesta quarta (15), a campanha “Minha Vida Também Vale Muito”. A iniciativa tem como objetivo defender a vida e exigir do GDF tratamento isonômico a toda a categoria.

A campanha publicará fotos de professoras(es) e orientadoras(es) educacionais com cartazes “Minha Vida Também Vale Muito” nas redes sociais do Sinpro-DF, marcando o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), o GDF, a SEDF e a secretária da pasta, Hélvia Paranaguá.

A diretoria colegiada do Sinpro reafirma sua solidariedade à família, amigos e colegas do professor Joseli Gomes de Farias, o Lee. Lamentamos muito essa perda irreparável e seguiremos na luta para evitar que a tragédia da covid-19 continue vitimando nossa categoria e o povo brasileiro.

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

12º edição do Programa Descomplicando

Vai ao ar a 12º edição do Programa Descomplicando nesta quarta-feira (15/09), com Dão Real Pereira dos Santos, auditor fiscal, vice-presidente do IJF (Instituto Justiça Fiscal) e integrante do Coletivo Auditores Fiscais pela Democracia. Ele também faz parte da coordenação da Campanha Tributar os Super-Ricos.

A programação é exibida quinzenalmente, nas quartas feiras. A transmissão é feita pelo facebook da Campanha Tributar os Super-Ricos e na página oficial do Sinpro, ás 17h.

A iniciativa é uma parceria da Rede Soberania, Brasil de Fato RS, Instituto Justiça Fiscal, Democracia e Direitos Fundamentais e a Campanha Tributar os Super-Ricos, e conta com o apoio do Sinpro e entidades.

Nota de pesar – Joseli Gomes de Farias

O Sinpro lamenta a perda do professor Joseli Gomes de Farias. Joseli faleceu nesta terça-feira (14), aos 53 anos, vítima da Covid-19. Lee, como era carinhosamente conhecido, trabalhava no Centro de Ensino Stella dos Cherubins, em Planatina-DF, onde ensinava Geografia.

O falecimento do professor traz uma grande comoção aos familiares e amigos, assim como aos alunos e colegas de profissão, que foram beneficiados pelo ensino do educador durante toda a sua trajetória, servindo a educação. É certo que a sua jornada jamais será esquecida.

O sindicato presta toda solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor.
A família informou que não haverá velório.

Joseli, presente!

Almanaque do Teatro: livro lúdico para o Fundamental I

A professora Leôni Santos Dias, a Leônix, concluiu a elaboração do Almanaque do Teatro, que está disponível para download gratuito em sua página. Leônix é professora de teatro, atriz e dramaturga,

licenciada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), e professora de contrato temporário da SEEDF.

Trata-se de material didático lúdico, voltado para os estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. “Percebi que os outros professores se reuniam pra escolher os livros que iam usar e nós, do teatro, não tínhamos sequer uma opção. Então, além de preparar as aulas, tinham que produzir meu próprio material, adequando também a linguagem para tornar acessível aos estudantes”, conta Leônix.

Por conta disso, Leônix resolveu descobrir por que esses materiais não estavam disponíveis. O resultado foi a pesquisa “A ausência de Material Didático Formal no Ensino de Teatro”, orientada pela Doutora Clarice Costa, da Escola de Artes Cênicas da UnB, que ouviu as sugestões de 15 professores e 146 estudantes de Teatro das Escolas Parques de Brasília.

Diagramado de forma leve, lúdica e divertida, com atividades e passatempos, o Almanaque do Teatro valoriza os saberes teatrais, a cultura local e pode ser um aliado do professor na sala de aula e oficinas.

O Almanaque chegará em breve às Escolas Parque em formato impresso.

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