Uberização do magistério joga a educação na informalidade

Uma mistura bombástica acelera o aprofundamento da precarização hoje do trabalho no Brasil. A combinação da não gestão da pandemia da Covid-19 com reformas constitucionais ultraneoliberais, perda de direitos, desemprego, desalento, pejotização, precarização do trabalho e mudanças tecnológicas criou uma nova palavra para dar cara de legalidade a um velho e perigoso problema social: a uberização do trabalho.

 

Nada mais é do que a institucionalização da informalidade e a isenção do patronato de pagar direitos trabalhistas. A pandemia foi a desculpa da vez para acelerar a uberização em todos os setores, incluindo aí o da educação privada, e já contamina a educação pública. Superexpostos(as) à Covid-19, os(as) professores(as) se viram diante do impasse: ou lecionavam presencialmente correndo o risco de morrer de Covid ou, remotamente, com todos os riscos e contradições trabalhistas.

 

O fato é que  a uberização do trabalho docente já era verificada há algum tempo. No setor público do Distrito Federal, por exemplo, há o chamado professor(a) do contrato temporário, cuja relação trabalhista com o Governo do Distrito Federal (GDF) é precarizada/uberizada. Além de não usufruírem dos mesmos direitos trabalhistas dos(as) professores(as) efetivos(as), o governo Ibaneis investe, cada vez mais, na contratação de temporários e menos na contratação de efetivos(as).

 

Na iniciativa privada, as empresas também utilizam contratos precários há décadas e a demissão em massa como recurso para reduzir custos e aumentar lucros. Um artigo do site Outras Palavras explica que, na prática, a empresa demite professores em contexto de aulas remotas (aulas superlotadas são distribuídas para uma menor quantidade de professores) ou com robôs utilizados para correção de atividades. “No extremo da distopia enfrentada, estudantes descobriram que estavam tendo aulas online em 2021 ministradas por um professor falecido desde 2019”, observa o site. Mas o que isso tem que ver com o fatiamento da educação pública para privatização e com a carreira do Magistério Público do DF?

 

O aumento da informalidade e a uberização da educação

Nesta sexta matéria da série “Educação não é mercadoria”, que aborda o fatiamento da educação para privatização, o Sinpro-DF explica que a uberização do mercado de trabalho também faz parte do fatiamento e tem tudo que ver com a situação trabalhista dos magistérios privado e público. A pressão da iniciativa privada do setor da educação afeta as relações de trabalho do magistério público. Há anos, as empresas privadas pressionam o Estado brasileiro para acabar com leis que asseguram direitos dos trabalhadores.

 

Uma das principais pressões é contra a Carteira de Trabalho. Há muito tempo, boa parte do empresariado aboliu, ilegalmente, a CT e, para justificar esse tipo de exploração, apresenta o discurso do empreendedorismo, da proatividade, da sinergia, da criatividade, da meritocracia, entre outros conceitos ultraneoliberais para justificar a infração e a recusa a pagar direitos conquistados.

 

O resultado disso é que, atualmente, mais de 14% da população econômica ativa está desempregada e 40% da população brasileira está no mercado informal de trabalho, o que, além de criar um problema para a Previdência Social, contamina todas as demais relações de trabalho no País. Como mencionado anteriormente, a informalidade evoluiu nos últimos 5 anos e, com a Internet, ganhou o nome de uberização para retomar uma velha prática já superada de exploração da mão de obra trabalhadora e novas práticas de usurpação de direitos trabalhistas escondidos nas relações virtuais de trabalho.

 

Só entre janeiro e fevereiro deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil alcançou uma taxa de informalidade de 39,6%, com 34,14 milhões de brasileiros atuando informalmente para sobreviver. Diante dos números, é importante mostrar que um dos resultados dessa pressão do empresariado para acabar com direitos trabalhistas é o golpe de Estado de 2016. Qual a relação desse golpe com a uberização do trabalho docente?

 

O golpe de Estado de 2016 tem que ver com a uberização do magistério?

 

O golpe de 2016 é uma obra da classe empresarial brasileira e estadunidense para exterminar, dentre outras coisas, direitos trabalhistas. Operacionalizado pela mídia e pelo Sistema Judiciário, o objetivo era tirar o PT do poder para pôr em curso sua política de Estado mínimo para a população e de Estado máximo para ela.

 

A precarização/uberização do trabalho no setor público começou imediatamente com a aprovação da Emenda Constitucional 95/2016 (Teto de Gastos), que proibiu o Estado brasileiro de investir o dinheiro público nas suas funções primárias a fim de que esse recurso financeiro fosse destinado à dívida pública (aos bancos), que nunca foi auditada. Congelou concursos públicos e reajustes salariais, além de investimentos nos setores.

 

Paralelamente à aprovação da EC95/16, que também tem o objetivo de sucatear os atuais serviços públicos para privatizá-los, a elite que aplicou o golpe aprovou, apressadamente, a entrega do pré-sal aos EUA, prejudicando investimentos dos royalties do petróleo em educação e saúde públicas, ferindo, mortalmente, a soberania nacional.

Também de forma aligeirada, aprovaram a reforma trabalhista, a Lei da Terceirização (que legaliza a informalidade nas atividades-fim do Estado brasileiro, antes proibida pela Constituição), a Carteira de Trabalho Verde e Amarela (que não assegura nenhum direito trabalhista), a reforma previdenciária, a reforma do Ensino Médio e, agora, para consolidar a uberização do serviço público, está atuando na reforma administrativa.

 

Especialistas têm afirmado que a PEC 32 é a mais profunda e prejudicial reforma da Constituição desde que foi promulgada em 1988. É importante recordar que a PEC 32 faz parte do golpe de Estado de 2016 e que esse golpe foi aplicado no momento em que o Brasil alcança a menor taxa de desemprego de sua história, em que vivia o pleno emprego, situação nunca ocorrida antes, e está intimamente ligado à uberização do trabalho.

 

Desde então várias ações, como as mencionadas acima, foram adotadas para acelerar o desemprego desenfreado no País. O objetivo do desemprego é aumentar a mão de obra desempregada e sem exigências trabalhistas. Quando há desemprego em massa, como agora, a mão de obra fica barata e os(as) trabalhadores(as) passam a aceitar condições precárias, salários menores e nenhuma garantia trabalhista para ter comida em casa.

 

No caso dos serviços públicos, a Lei da Terceirização associada à reforma administrativa, por exemplo, vai acabar com os serviços públicos como são prestados. O resultado será a uberização dos serviços públicos. A justificativa do Ministério da Economia é “reduzir custos” para a população e aumentar para a elite que vive do dinheiro do Estado. Essa fusão de terceirização generalizada e reforma administrativa vai implodir destruir e invalidar a Constituição em vigor de demolir os serviços públicos. O que é uberização?

 

O que é uberização?

 

Um artigo do site Outras Palavras explica que “a uberização é um processo no qual as relações de trabalho são, crescentemente, individualizadas e invisibilizadas, assumindo, assim, a aparência de prestação de serviços mediado pela tecnologia, aumentando a terceirização e a informalidade. Um dos exemplos é o chamado “zero hour contract” (contrato de zero hora), que tem origem no Reino Unido e se multiplica pelo mundo ao permitir contratação de trabalhadores e trabalhadoras das mais diversas atividades, que ficam o tempo todo a disposição de uma plataforma digital, sem qualquer estabilidade ou vínculo trabalhista; e o chamado ‘sistema 9-9-6’, o qual significa trabalhar das ‘9 a.m até as 9 p.m, por 6 dias por semana’.”

Esse contrato de zero hora foi instituído no Brasil pela reforma trabalhista, que demoliu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A reforma trabalhista violou regras da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e marcou o maior retrocesso dos direitos sociais desde 1º de maio de 1943. A reforma alterou substancialmente a CLT para proteger apenas os empregadores, subvertendo a razão histórica pela qual existe a legislação trabalhista. A reforma administrativa (PEC 32) tem o mesmo propósito.

 

“Com a ampliação da informalidade no mundo digital, a expansão dos trabalhos autônomos e do empreendedorismo como suposto prêmio de contraponto à estabilidade do vínculo trabalhista, configura-se cada vez mais uma forma de assalariamento do trabalho, que, frequentemente, traduz-se no proletário de si próprio, que autoexplora seu trabalho”, explica o Outras Palavras

 

Uberização da educação

Na educação, a tendência já está sendo reproduzida há algum tempo para reduzir custos e aumentar os lucros. Em artigo publicado no site da CUT Brasil, a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), explica que essa relação digital de trabalho docente envolve demissão em massa de professores(as) em contexto de aulas remotas e que essas aulas, geralmente, são ministradas em salas superlotadas, cujas turmas são distribuídas para uma menor quantidade de professores ou com robôs utilizados para correção de atividades.

 

No artigo intitulado “A uberização docente é a gota d’água!”, a sindicalista alerta para o fato de que há, atualmente, a expansão de uma modalidade extremamente precária de contratação de professores(as) praticada não somente na educação básica privada, mas também no ensino superior: a chamada uberização da contratação docente.

 

Como isso funciona? Vamos tomar o exemplo de uma empresa chamada Uber-docente (isso mesmo, você não leu errado). Ela faz um cadastro nacional de docentes interessados em ministrar aulas avulsas nas escolas ou faculdades que necessitem rapidamente de um profissional. O professor interessado passa por um processo seletivo simplificado e é incluído em um cadastro. Com isso, ele pode ser contratado e receberá o valor que a instituição se dispuser a pagar. Não há vínculo, nem direitos trabalhistas. Dá para antever que a modalidade aprofundará também um dos principais dramas do professorado no país, que é a monumental disparidade salarial em relação às profissões com o mesmo nível de qualificação. Se já ganhamos mal, ganharemos ainda pior”, informa.

 
 

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Professor Waler Lopes, presente!

 

A categoria do magistério público perdeu nesta segunda-feira (19) mais um companheiro de luta. Com 65 anos de idade, o professor Waler Lopes faleceu devido complicações de um glioma de alto grau (tipo de tumor que ocorre no cérebro e na medula espinhal). O velório será nesta terça-feira (20) às 14h, no Cemitério Jardim Metropolitano, em Valparaíso (GO).

Waler reforçou várias lutas em defesa da educação pública de qualidade, com valorização dos trabalhadores do setor. Uma das ações encampadas pelo professor foi a campanha “Ibaneis, cumpra a lei. Pague o que é nosso”, realizada para cobrar do GDF o pagamento da última parcela do reajuste salarial conquistado em 2012. Por causa da negligência e da falta de respeito do governador Ibaneis Rocha com a categoria, Waler Lopes faleceu sem receber o que era direito.

O Sinpro-DF lamenta imensamente a partida do companheiro Waler Lopes e se solidariza com seus familiares e amigos. Temos a certeza de que o professor ficará eternizado na luta construída em defesa de uma educação pública que liberta.

Waler Lopes, presente!

Cortes de verba fazem parte do programa de extinção da Educação pública do governo Bolsonaro

O Programa de Governo Bolsonaro, divulgado em agosto de 2018, era claro e avisava ao eleitor que o objetivo principal do seu governo era o de desconstruir e desfazer o que foi realizado desde a aprovação da Constituição Federal de 1988.  Essa informação foi resgatada pelo professor e pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG), Nelson Cardoso Amaral, no estudo recente em que ele faz um balanço quantitativo do grau de destruição decorrente de diversas ações governamentais.

 

“Este objetivo está expresso no Programa de Governo, “O Caminho da Prosperidade”, divulgado em 2018, quando afirma que ‘Nos últimos 30 anos o marxismo cultural e suas derivações com o gramcismo se uniu às oligarquias corruptas para minar os valores da Nação e da família brasileira’ (PROGRAMA DE GOVERNO BOLSONARO, 2018) e, a partir deste diagnóstico, em Washington, no mês março de 2019, quando Bolsonaro afirmou: ‘Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa para depois começarmos a fazer. Que eu sirva para que, pelo menos, eu possa ser um ponto de inflexão, já estou muito feliz’, concluindo que ‘O nosso Brasil caminhava para o socialismo, para o comunismo’ (LÁZARO, 2019)”, observa o texto de Amaral.

 

Para fazer o desmonte, o grupo que está no poder, representado por Jair Bolsonaro (ex-PSL), definiu que o direito à educação pública, gratuita, laica, democrática e socialmente referenciada é “marxismo cultural”. Ou seja, a população pagar impostos para ter serviços e políticas públicas de Estado de qualidade agora virou comunismo.  Juntamente com as reformas ultraneoliberais para enfraquecer o currículo escolar e privatizar o sistema público de ensino, o governo Bolsonaro usa, cada vez mais, cortes profundos e cirúrgicos no Orçamento público para inviabilizar a função Educação do Estado brasileiro. O desmonte continua acelerado. Começou com a Emenda Constitucional 95/2016, do governo Michel Temer (MDB), e prosseguiu com todas as reformas em curso que esta série de matérias do Sinpro-DF sobre o fatiamento “Educação não é mercadoria” tem trazido para as claras.

 

No estudo intitulado “Dois anos de desgoverno – os números da desconstrução”, o professor Nelson Amaral revela que entre 2014 e 2021 houve uma queda persistente no investimento em educação. De acordo com a análise do educador, houve uma redução de 28,5% nos recursos financeiros. Os investimentos para essa função do Estado caíram do patamar de R$ 130,0 bilhões, em 2014, para entre R$ 90,0 bilhões e R$ 100,0 bilhões, em 2020.

 

Este ano, os cortes e os bloqueios são os mais profundos da última década. Essa afirmação é do grupo “Todos pela Educação”, que analisou a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2021, sancionada em junho e, segundo sua avaliação, com os vetos do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), a Educação perdeu quase R$ 20 bilhões só este ano, entre emendas parlamentares e despesas discricionárias do Poder Executivo. “Por meio da Lei de Acesso à Informação, recebemos a indicação das despesas a serem contingenciadas na Educação: o MEC foi castigado com um veto de R$ 1,1 bilhão. O impacto na Educação Básica é de R$ 775 milhões. Na prática, esses recursos não pertencem mais ao Ministério”, informou o grupo no mês passado.

 

O levantamento do “Todos pela Educação” mostra que a sanção presidencial também deu ao MEC o maior contingenciamento da Esplanada: R$ 2,7 bilhões em despesas bloqueadas. A Educação Superior é a mais afetada, com quase metade das despesas de custeio contingenciadas. Depois dela, aparece a Educação Básica, com 36%. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) divulgou, na semana passada, uma nota crítica em que denuncia, mais uma vez, o projeto de demolição da Educação do governo Bolsonaro. A nota se baseia nos resultados do estudo do professor Nelson Amaral e mostra que, somente em 2021, o MEC sofreu cortes de R$ 1,55 bilhão em sua receita anual. Na nota, a CNTE diz que nos últimos 12 meses (período da gestão do pastor Milton Ribeiro, ligado ao setor privado da educação), o MEC não investiu mais de R$ 1,2 bilhão em programas de reestruturação das escolas públicas.

 

“O estudo mostra que trajetória de cortes e contingenciamentos na educação se inaugurou com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, e desde então só se intensificou, sobretudo depois da aprovação da Emenda 95 (teto de gastos). Segundo estudos do profº. Nelson Amaral (UFG), entre 2014 e 2021, o MEC perdeu R$ 37,7 bilhões em receitas. No mesmo período, a Função Defesa Nacional teve aumento de R$ 37,6 bilhões (apropriação quase total dos recursos da educação). A Ciência e Tecnologia teve rebaixamento de 57,1% em seu orçamento (reduzindo de R$ 12 bilhões para R$ 5 bilhões)”, diz a nota.

 

E continua: “As despesas correntes das universidades foram reduzidas de R$ 9 bilhões para R$ 5,5 bilhões (queda de 38,9%) e os investimentos nessas instituições caíram 96,4% nos últimos 8 anos (de 2,9 bilhões para 100 milhões!). Os recursos da CAPES despencaram entre 2015 e 2021, de R$ 10 bilhões para R$ 2,8 bilhões, e o CNPq sofreu cortes de 69,4% (caindo de R$ 3 bilhões para R$ 918 milhões entre 2014 e 2021). No tocante à educação básica, os recursos do FNDE (gerenciados pelo governo federal) sofreram redução de R$ 25 bilhões (saindo de R$ 45 bilhões em 2014 para R$ 20 bilhões em 2021). Todos esses valores foram atualizados para janeiro de 2021.”, escreve a CNTE.

Clique no título da matéria, a seguir, e acesse o estudo: Dois anos de desgoverno – os números da desconstrução

Clique no título da nota, a seguir, e leia a nota da CNTE na íntegra: A educação brasileira agoniza em meio a tanto descaso e inépcia!

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

Agenda Sindical recebe presidente da CNTE para debater o tema “Governo faz Educação agonizar”

O programa Agenda Sindical desta segunda-feira, 19/7, às 9 horas, recebe Heleno Manoel Gomes Araújo Filho, presidente da CNTE Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação para falar sobre: “Governo faz Educação agonizar”. Com Virginia Berriel, Executiva Nacional da CUT e Gilberto Palmares, ex-dep.estadual.
Apresentação: Roberto Ponciano

 

 

 

FNDC 30 anos | Live comemorativa debate futuro da luta pela democratização da mídia

A democracia no Brasil não pode existir sem a efetiva democratização dos meios de comunicação. É a partir desse pressuposto que, desde os anos 1990, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) atua. Para fazer um balanço histórico dessa trajetória, será realizada especial dos 30 anos do FNDC, nesta quarta-feira (21), às 19h, no canal do FNDC no Youtube e na página do FNDC no Facebook,com retransmissão na página do Facebook do Sinpro-DF.

Participarão da live atuais e ex-integrantes da Coordenação Executiva da entidade. A ideia é relembrar do passado para pensar o presente e o futuro dessa luta no país, que ganhou contornos ainda mais desafiadores.

O FNDC congrega entidades da sociedade para enfrentar os problemas da área de comunicação no país. São dezenas de entidades filiadas, organizadas em cerca de 20 comitês regionais espalhados por todo o Brasil. A entidade teve participação ativa em importantes processos de elaboração de políticas de comunicação, como a legislação de radiodifusão comunitária, a lei do cabo, o marco civil da internet, entre outros. Em 2009, o FNDC foi uma das mais atuantes organizações da sociedade civil na construção da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Desde 2012, organiza o Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), que se firmou como evento de referência na área para comunicadores, pesquisadores e ativistas.

Serviço

Live Especial – FNDC 30 anos
Data: 21/07/2021 às 19h

Canal do FNDC no Youtube – FNDC Brasil – https://www.youtube.com/channel/UCGlodEklNMpncrevUGJ6ZHA

Página do FNDC no Facebook – https://www.facebook.com/fndc.br

Convidadas/os: Beth Costa (FNDC), Celso Schroeder (Fenaj), Renata Mielli (Barão de Itararé), Ana Mielke (Intervozes), Rosane Bertotti (CUT) e João Brant (Instituto Cultura e Democracia)

 

Fonte: FNDC, com edição do Sinpro-DF

Katiana Regia, presente!

A professora Katiana Regia do Espirito Santo Costa é mais uma vítima da covid-19. Com imenso pesar, o Sinpro-DF informa que a educadora faleceu nessa quinta-feira (15), aos 40 anos. O velório será realizado neste sábado (17), das 10h30 às 11h, no Cemitério Jardim Metropolitano, em Valparaíso (GO). Em seguida, será realizada cremação.

Katiana era professora de Atividades no Caic Helena Reis, em Samambaia Sul. Na sua jornada, colaborou para que a educação pública de qualidade fosse direito de todas e todos. Mais que isso: marcou, com ensinamento e afeto, a vida de cada criança que esteve sob sua orientação.

Toda nossa solidariedade aos familiares e amigos da professora Katiana Regia.

Com cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança sanitária, Chácara do Professor reabre parcialmente

A Chácara do Professor volta a funcionar de maneira parcial. A reabertura do espaço, entretanto, é condicionada ao cumprimento rigoroso das normas de segurança sanitária estabelecidas para conter a disseminação da covid-19. Excepcionalmente no período do recesso escolar (17/7 a 1º/8), o funcionamento da Chácara do Professor será de quarta-feira a domingo, das 8h às 17h. O agendamento do espaço será feito pela Secretaria de Administração do Sinpro-DF, pelo telefone 99978-2804 ou pelo aplicativo da categoria (https://app.sinprodf.org.br). O acesso à Chácara do Professor só será permitido com agendamento prévio.

“O seguimento criterioso de medidas como utilização de máscara, álcool gel, ocupação com um número limitado de pessoas e outros foi estabelecido pensando na saúde da categoria, de seus familiares e amigos. É dever do Sinpro-DF proporcionar o bem-estar de seus sindicalizados e suas sindicalizadas. Nossa pauta continua sendo a defesa da vida, não podemos abrir mão disso”, explica a diretora do Sinpro-DF Gilza Camilo.

Veja abaixo orientações e regras de uso da Chácara do Professor:

– A Chácara do professor está funcionando de maneira PARCIAL, com a liberação de metade dos quiosques de churrasqueiras. O limite máximo é de 10 pessoas por quiosque;

– O espaço de eventos (Caliandra) funcionará com capacidade reduzida para 25 pessoas, mantendo o distanciamento entre mesas;

– Piscinas e campos de futebol não estão liberados para uso;

– O uso de máscara é obrigatório;

– Higienize as mãos;

– Mantenha o distanciamento;

– A presença da pessoa sindicalizada durante o uso do espaço é indispensável;

– O acesso à Chácara do Professor só será permitido com agendamento prévio.

Servidores das três esferas se unem contra PEC 32

Nos dias 29 e 30 de julho será realizado o Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor Público Municipal, Estadual e Federal, que vai discutir estratégias e organizar uma mobilização nacional para derrotar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa. Já estão sendo realizados encontros municipais e estaduais para debater o tema. (Veja agenda no final da matéria).

A proposta tem enorme impacto nas três esferas dos poderes executivos, legislativos e judiciário, com prejuízo para os servidores e também para a população que precisa de serviço público e de qualidade.

Segundo o Dieese, se a proposta for aprovada, os concursos públicos não serão mais priorizados como instrumento de seleção de pessoal, a estabilidade dos servidores civis estatutários não será mais garantida, os salários serão mais baixos e atividades poderão ser transferidas para a iniciativa privada.

A PEC também afrouxa a regra para ocupação de cargos de confiança, eliminando restrições constitucionais existentes e, com isso, abre margem para indicações políticas de pelo menos mais 207 mil pessoas do que atualmente. Isso significa que os políticos poderão indicar um milhão de amigos e parentes para cargos de confiança e assessoria se a PEC 32 for aprovada.

Dois servidores públicos, concursados e com estabilidade, denunciaram corrupção no governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que encaminhou a PEC 32 para o Congresso Nacional. Um deles, o servidor público do Ministério da Saúde, Luís Ricardo de Miranda, denunciou irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. O outro foi o delegado da Polícia Federal Alexandre Saraiva, que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Eles podem perder cargos, como o delegado que perdeu o cargo de superintendente da PF no Amazonas, mas não podem ser demitidos porque cumpriram com suas obrigações. Este é um dos benefícios da estabilidade.

E é em defesa do serviço público e dos trabalhadores que os representantes dos servidores e servidoras vão construir, no encontro que será realizado no fim do mês, a luta contra a PEC 32 com foco nas três esferas.

“Vamos ampliar o debate e discutir estratégias contra a aprovação da PEC 32 e para isso contamos com mais de 12 milhões de trabalhadores. Se conseguirmos mobilizar 30% da base vamos potencializar a luta em todos os rincões do país”, explica Pedro Armengol, secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e diretor executivo da CUT.

De acordo com o dirigente, para derrotar a PEC é preciso ter ressonância no Congresso Nacional e isso só será possível com unidade das categorias e pressão nas cidades onde vivem os parlamentares.

“A categoria é fragmentada, mas com enorme capilaridade para pressionar os deputados e senadores em suas bases, onde eles têm voto, que é onde eles sentem o peso dos votos contra os trabalhadores e contra a população que dão no Congresso”, afirma Armengol.

“Quem votou neles tem de saber que eles estão votando contra o Brasil e os brasileiros”, completa o dirigente.

Dos 12 milhões de servidores do país, 68% são municipais, 20% estaduais e 10% federais, diz Pedro Armengol reforçando a importância do encontro que deve trazer os servidores das cidades para a discussão nacional e, consequentemente, para a luta contra a PEC 32.

De acordo com o secretário de Finanças da Condsef, o encontro vai discutir também a realização de um ato nacional no mês de agosto, junto com ato que está sendo organizado pela CUT e demais centrais com pauta mais ampla – pelos R$ 600 até o fim da pandemia, em defesa do SUS, contra as privatizações e pela geração de emprego.

Confira a programação:

Fonte: CUT Brasil

Mulheres realizam ato contra o feminicídio nesta sexta (16)

O assassinato de mulheres pelo simples fato de serem mulheres cresce todos os dias no Brasil. Em protesto, organizações da sociedade civil realizam o ato “Luto público contra o feminicídio”, nesta sexta-feira (16), às 16h, na Praça do Reggae, em São Sebastião.

Para a diretora do Sinpro-DF Vilamara do Carmo, “os assassinatos de mulheres pelo fato de serem mulheres são, majoritariamente, resultado de um Estado omisso, estruturado no machismo, no sexismo, no racismo”. “A pandemia tornou ainda mais cruel a realidade das mulheres, que, muitas vezes, se encontram aprisionadas em seus lares com seus próprios algozes. Isso porque o Estado, submetido a um governo declaradamente contrário ao direito das mulheres, nega políticas públicas e reforça as ações machistas, misóginas e racistas em discursos proferidos pelo próprio presidente da República. Só em 2020, foram 1.388 mulheres assassinas no Brasil. E o enfrentamento a esse cenário caótico é dever de todas e de todos nós”, avalia.

O ato “Luto público contra o feminicídio” integra a campanha nacional “Nem Pense em Me Matar – Quem Mata uma Mulher Mata a Humanidade!”, realizada pelo Levante Feminista Contra o Feminicídio para denunciar a omissão do Estado e exigir medidas efetivas de proteção à vida das mulheres.

Acesse o manifesto PELA VIDA DAS MULHERES – ESTAMOS DE LUTO E NA LUTA aqui

Cultura brasileira na educação infantil é tema de painel

O respeito à infância e a presença da cultura brasileira na rotina escolar é a abordagem do projeto Conversa de Professor com o diretor, ator, músico e compositor Filipe Edmo. A atividade será realizada nesta quinta-feira (15), às 19h, no canal do Youtube da Fundação Ecarta. Para assistir, acesse https://youtu.be/CSDeJfG9Ivk.

“É um convite a brincar, refletir e debater a importância do brincar”, adianta o pesquisador que utiliza a arte como ferramenta. A partir de reflexões e provocações, o artista e educador convida a pensar a infância e como inserimos o brincar e a cultura popular no dia a dia.

As brincadeiras são consideradas essenciais para o desenvolvimento integral das crianças por ser a linguagem que estimula tanto a função motora, como a afetiva, cognitiva e social. Brincar é direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), preconizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), e tem até um dia para lembrar da sua importância: o Dia Internacional do Brincar, celebrado em 28 de maio.

“Nosso Projeto pretende enfatizar a importância do atendimento às crianças nos primeiros anos de vida. Nesta etapa há extrema receptividade aos conhecimentos e atitudes trabalhados pelos professores e pais, que serão determinantes na vida futura dessas crianças”, complementa a coordenadora do projeto Conversa de Professor, Cecília Farias

Conversa de Professor

O diálogo desta quinta-feira (15) é o terceiro de um total de seis ao longo de 2021 da série Conversa de Professor. O primeiro tratou da relação das crianças com a natureza (6 de maio), com a professora Luciane Varisco; o segundo foi com a jornalista, educadora e escritora, Januária Cristina Alves, sobre a abordagem das fake news desde a educação infantil.

Lançado em 2005, o Conversa de Professor propõe a discussão de temas específicos de diferentes áreas do conhecimento. Os encontros contam com especialistas de diferentes áreas de conhecimento e focadas na educação infantil e anos iniciais.

O projeto busca aprofundamento teórico, ampliação de conhecimentos, debate sobre metodologias de trabalho em sala de aula e relatos de experiência, propondo interação, diálogo e socialização.

A Fundação Ecarta leva o programa Conversa de Professor às cidades do interior por meio de parceria com secretarias de Educação e agentes locais. Interessados podem entrar em contato com a produção do projeto pelo e-mail conversadoprofessor@fundacaoecarta.org.br

Fonte: Ecarta , com edição do Sinpro-DF

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