Dia Nacional de Mobilização no DF é marcado por unidade e solidariedade

Fonte: Leandro Gomes, da CUT-DF

 

A diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa defende as estatais ao lado do presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues | Foto: Deva Garcia

 

Em tempos de pandemia e de governos negligentes com a vida humana, a solidariedade se tornou uma das principais armas para minimizar os impactos econômicos do vírus. Neste sentido, a CUT-DF e diversas entidades CUTistas realizaram ato simbólico nesta quinta (4) e entregaram 250 cestas básicas para as catadoras e os catadores de materiais recicláveis do DF.

A atividade, realizada na quadra coberta da QN 12C do Riacho Fundo II, é parte das ações do Dia Nacional de Mobilização em Defesa das Estatais, Do Serviço Público e Contra a Reforma Administrativa, que ocorreu em todo o país. Na ocasião, as entidades sindicais dialogaram com a população e explicaram a ligação direta entre o projeto de privatização de Bolsonaro e Ibaneis com o aumento do custo de vida.

Nos últimos tempos, o povo brasileiro tem sofrido com o aumento disparado de itens básicos para nossa sobrevivência. E com o fim do Auxílio Emergencial, milhares de brasileiras e brasileiros ficaram sem ter o que comer em casa. De acordo com o economista Daniel Duque, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a retirada do benefício deve deixar 29,5% da população na pobreza e 9,7% na extrema pobreza

Nesse cenário, a diretora do Sinpro-DF, Rosilene Corrêa, destacou que é necessário que se tenha responsabilidade com as pessoas e com a vida humana. “Não podemos naturalizar a morte, como esse governo está fazendo. Precisamos falar primeiro do direito à vida. Além de o governo não cuidar das nossas vidas, ele se aproveita do momento para retirar direitos e desmontar o Estado. Privatizar faz mal ao Brasil”, afirmou.

A diretora do Sinpro-DF Carolina Moniz também participou do ato que mostrou que a privatização das estatais pesa no bolso do povo brasileiro | Foto: Deva Garcia

 

Ainda sobre as privatizações em curso, o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Kleytton Morais, destacou que “a importância do papel do Estado parece ser algo que está muito distante da vida de cada um e cada uma”. Isso porque, destacou o sindicalista, existe uma pregação, em todos os espaços, sobre a demonização do Estado, de que o público é ruim e ineficiente.

Para explicar a importância do Estado na prestação de serviços públicos, Morais usou uma metáfora. “O Estado seria essa quadra coberta, onde estamos protegidos do sol e da chuva. A ausência desses instrumentos, seria como se estivéssemos na selva e expostos sem qualquer tipo de proteção. Então, é fundamental a permanência deles para que as nossas crianças continuem a brincar e a sonhar e tendo acesso a serviços essenciais”, disse.

A importância dos Correios como empresa pública também foi debatida na atividade. A presidenta do Sintect-DF, Amanda Corcino, destacou que a estatal desempenha papel fundamental na logística e distribuição de insumos para vacina e para realização de provas, como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), por exemplo. “É uma empresa importante para a economia e para o desenvolvimento social do nosso país. E, mesmo os Correios gerando lucros, é importante destacar que empresa pública não tem a obrigação de gerar lucros. Seu papel é servir à população”, disse.

Se tratando do aumento do custo de vida, a questão da Companhia Energética de Brasília (CEB) ─ privatizada recentemente pelo governo Ibaneis ─ foi debatida na mobilização. Mal assinou os documentos de compra e venda da empresa, o novo presidente, Mario Ruiz-Tagle Larrain, sinalizou que novos aumentos na tarifa paga pelo consumidor podem acontecer a qualquer momento.

 

“A CEB, empresa que coloca energia em nossa casa, foi a primeira estatal a ser vendida aqui no DF por Ibaneis. Por coincidência ou não, a empresa teve um lucro histórico, anunciado após a assinatura do contrato. Nós do Sindicato e da categoria continuaremos lutando para reverter essa situação”, afirmou o diretor do Sindicato dos Urbanitários do DF (STIU-DF) Sidney Lucena.

A dificuldade para se ter uma moradia digna também foi tema do encontro. O presidente da Confederação dos Trabalhadores em Comércio e Serviço, Julimar Nonato, lembrou que uma das primeiras ações do governo Bolsonaro foi cortar verbas destinadas ao Programa Minha Casa Minha Vida, criado pelo então governo Lula. “Além das dificuldades impostas pela pandemia, o governo ainda contribui para dificultar o acesso da população à moradia. Mas é importante que continuemos na luta, pois moradia é direito constitucional e deve ser garantido a todas e todos”, destacou.

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) também esteve presente na atividade e reforçou a importância da manutenção do Estado de direitos. “Os nossos direitos são fundamentais que que a gente possa viver como humanos”.

A parlamentar apontou que o Brasil tem duas pautas emergenciais: a vacinação contra a Covid-19 de toda a população e o pagamento imediato do Auxílio Emergencial. “Nós queremos vacina, queremos Auxílio Emergencial. Por isso, continuaremos em luta sempre. O povo sabe a força que tem, sabe que em unidade, pode construir um mundo mais justo e com dignidade”, disse.

A doação

Dezenas de cadeiras foram colocadas na quadra coberta da QN 12 C do Riacho Fundo II com distanciamento seguro para evitar a propagação do vírus. Sentadas ali, as pessoas, em sua grande maioria mulheres, aguardavam ansiosas pela ação. O que se via no olhar de cada um e cada uma era a necessidade de ter Estado mais presente, suprindo direitos básicos à vida e a dignidade humana, como o direito à alimentação, por exemplo.

Por meio da parceria entre a CUT-DF, sindicatos CUTistas, movimentos sociais e a Central de Movimentos Populares (CMP), foi possível doar 250 cestas básicas a catadoras e catadores de materiais recicláveis que integram o Movimento Popular por Moradia no DF (AMORA).

“Sabemos que a fome é emergente e a falta de emprego é grande. Por isso, por meio dessa ação, queremos minimizar os impactos da pandemia na vida dessas famílias que irão receber a doação. Seguiremos lutando por direitos, pela vida, pela dignidade humana e para que nenhuma família fique sem ter o que comer em casa”, afirmou o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

Além do Sinpro-DF, diversos sindicatos filiados à CUT-DF participaram do ato que entregou cestas básicas a catadoras e catadores e defendeu as estatais

 

A representante da AMORA, Jaqueline Sousa, agradeceu a todos os movimentos envolvidos na doação e destacou que o apoio do grupo tem sido fundamental. “Quando falamos em AMORA, falamos em amor. Quando falamos em amor, falamos em respeito. E, quando falamos em respeito, falamos em se colocar no lugar do outro, o que significa desejar vida, desejar saúde, desejar o melhor. Vivemos em um cenário em que há inúmeras pessoas na vulnerabilidade e precisamos de apoio para sobrevivermos com dignidade. Muito obrigada a todos”, disse.

Enquanto diversas falas eram feitas no microfone, dezenas de crianças ─ filhas das catadoras ─ brincavam na quadra, despreocupadas com o movimento. A diversão da garotada chamou a atenção do presidente do PT-DF, Jacy Afonso, que se comprometeu em voltar ao espaço com complementos às cestas.

“A gente precisa complementar essa cesta e incluir brinquedos. Voltaremos aqui com brinquedos diversos e entregamos às crianças. O PT nasceu dessa luta e não poderia estar de fora dessa mobilização”, afirmou.

Emocionada, a representante da CMP Cristiane Santos agradeceu às doações e reforçou a importância da solidariedade em tempos de pandemia. “Quero agradecer a união dos movimentos sindical, social e partidos progressistas. Isso é o ideal para passarmos por esse momento de tanta dificuldade e de dor que estamos vivendo. Só com solidariedade de classe venceremos. E essa solidariedade de classe foi expressada aqui nessa ação. Muito obrigada”, disse.

>> Acesse galeria de fotos no link http://bit.ly/3uSCvMV

Sinpro-DF convoca delegados sindicais para primeira reunião 2021 nesta sexta (5)

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca os(as) delegados(as) sindicais para a primeira reunião de 2021, a ser realizada virtualmente pela plataforma Zoom, nesta sexta-feira (5/3), às 19h.

 

Lembramos que o magistério e os serviços públicos estão sob diversos tipos de ataques neoliberais no Congresso Nacional. Além da falta de políticas específicas para combate à pandemia do novo coronavírus, das ameaças de volta às aulas sem condições estruturais e sem vacinação, temos de lutar contra o desmonte do Estado pela PEC 186/2019 e a extinção dos empregos e cargos públicos pela PEC 32/2020 (reforma administrativa).

 

Importante lembrar que um levantamento da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) dá conta de que, na última eleição, 90% dos parlamentares eleitos representam o empresariado. Nossa representação nas Casa Legislativas é mínima e precisamos nos fortalecer, cada vez mais, para combater esses ataques.

 

Unidos e juntos venceremos! Essa é a receita da vitória. Por isso, sua participação na reunião é fundamental. Para participar, é preciso pedir o link da reunião. Confira, a seguir, a distribuição dos links por grupos.

Grupo 1 – Brazlândia, Ceilândia e Taguatinga devem pedir o link pelos números: 99951-6710 (Mônica) e 99952-2117 (Márcia Gilda).

 

Grupo 2 – Plano Piloto, Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, São Sebastião, Candangolândia, Riacho Fundo I, Park Way: 99677-1501 (Melqui) e 99995-9049 (Ruth).

 

Grupo 3 – Santa Maria, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo II e Samambaia: 99948-7390 (Leilane) e 99860-0901 (Carlos).

 

Grupo 4 – Planaltina e Sobradinho: 99951-6410 (Carolina) e 99836-0396 (Consuelita)

 

SINPRO-DF CONVOCA GESTORES PARA REUNIÃO VIRTUAL SOBRE A VOLTA ÀS AULAS, NESTA SEXTA-FEIRA (5)

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca os(as) gestores(as) para reunião, nesta sexta-feira (5/3), às 14h. A pauta vai tratar da volta às aulas.

A reunião será realizada pela plataforma Zoom. O Sinpro-DF orienta sobre a necessária participação de todas e todos e disponibiliza o número (61) 99685-4997. Basta entrar em contato e solicitar o link da reunião.

 

O sindicato somos nós e a nossa força é a unidade! Participe!

Sinpro-DF e Sesc materializam parceria para oferecer vantagens e benefícios à categoria

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) firmou parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc-DF) para oferecer à categoria uma série de benefícios e vantagens que a empresa disponibiliza.

 

A parceria já está valendo e ela foi materializada para dar aos(às) sindicalizados(as) acesso a preços diferenciados exclusivos à categoria de convênio. Aderindo à categoria, o(a) sindicalizado(a) paga o valor mensal de R$ 26,00 e terá acesso aos diversos serviços oferecidos com até 40% de desconto em cima da tabela de valores disponível à categoria de Público em Geral.

 

Para aderir à parceria, professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) só precisam apresentar a carteirinha do Sinpro-DF atualizada e a documentação pessoal em qualquer unidade do Sesc ou realizar o pré-credenciamento por meio do site ou aplicativo (App) do Sesc-DF.

 

A Secretaria de Administração do sindicato explica que a vinculação é direta entre a pessoa e a empresa. O Sesc é uma empresa privada, sem fins lucrativos, reconhecida nacionalmente pela prestação de serviços socioeducativo e por propiciar qualidade de vida e bem-estar aos(às) comerciários(as) e seus familiares.

 

O Sesc informa que oferece 260 serviços diretos nas unidades do DF, além de uma rede credenciada que oferece descontos diferenciados em diversos segmentos do mercado por meio do aplicativo da empresa. O(a) sindicalizado(a) que se associar ao Sesc poderá usufruir de várias vantagens, tais como:

 

  • Descontos em consultas médicas
  • Descontos em procedimentos clínicos
  • Descontos em atendimentos odontológicos
  • Descontos em modalidades esportivas
  • Descontos em atendimentos psicológicos
  • Acesso aos Clubes das unidades do Sesc-DF
  • Acesso à rede credenciada com vantagens em serviços oferecidos por empresas parceiras
  • Credencial válida em todas as unidades do Distrito Federal por um ano
  • Possibilidade de participação em eventos produzidos pelo Sesc-DF
  • Desconto exclusivo em excursões do Turismo Social.
  •  

A empresa atua nas áreas de educação, saúde, esporte, lazer, cultura, alimentação, turismo social e assistência. No Distrito Federal, o Sesc possui 11 unidades operacionais para atender à população nas áreas atuantes.

 

Para dúvidas e esclarecimentos, entrar em contato, diretamente, com o Sesc pelos seguintes contatos:

(61) 3218-9171 / (61) 3218-9172 / (61) 3218-9173

Estevão Lara – Jéssica Diniz – Rebeca Quemel

E-mail: convenios@sescdf.com.br

HORA DA PRESSÃO | Sinpro-DF convoca categoria para pressionar, na manhã desta quinta (4), os senadores contra a PEC 186

NA PRESSÃO – AUXÍLIO SIM, DESMONTE NÃO

Começou a votação da PEC Emergencial (PEC 186) no Senado.  A votação em segundo turno começa em algumas horas, ainda na manhã desta quinta-feira (4). A ganância e a urgência do mercado financeiro para retirar dinheiro da Educação e Saúde está evidente nos projetos e propostas de emenda à Constituição em tramitação no Congresso Nacional.

 

Precisamos fazer frente a esse ataque. A PEC 186/2019 acaba com o Fundeb, com a Educação, a Saúde e outros setores dos serviços públicos. Queremos o auxílio emergencial de R$ 600, mas sem retirar recursos de políticas públicas essenciais. 📣

Acesse agora o site NA PRESSÃO e pressione o(a) senador(a)! 

 

🔊 Os destaques na votação em primeiro turno da PEC 186/19 no Senado Federal foram rejeitados. O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) foi o único do DF que votou contra os destaques da esquerda que busca defender o direito aos serviços públicos. A votação em segundo turno será realizada nesta quinta (4), às 11h. E a bancada da esquerda apresentará novo destaque.

 

É preciso fortalecer mobilização e impedir a privatização dos serviços públicos! Após tramitação no Senado, a PEC será votada na Câmara dos Deputados.

 

PRESSIONE O(A) SENADOR(A)!* Um jeito fácil de pressioná-los(as) é usar o site Na Pressão. Lá você pode enviar: mensagem via whats app; e-mail; cards em redes sociais. Acesse AGORA: bit.ly/pec186_nao_auxiliosim e mande mensagem.

 

JUNTOS SOMOS FORTES!

 

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Lei da Alienação Parental usada para subjugar mães que denunciam violência doméstica ou abuso sexual

“O Poder Judiciário e as polícias têm arrancado crianças de dentro da casa de suas mães para entregá-las aos pais violentos e abusadores sexuais, geralmente, denunciados por crimes de violência doméstica e abuso sexual dos(as) filhos(as) pequenos(as)”, acusa o movimento de mulheres do Distrito Federal e Entorno. Segundo denúncia, “essa é a realidade que acontece, diariamente, no Brasil, impunemente e de forma silenciosa para não despertar a ira da sociedade”, afirmam.

 

O movimento feminista afirma que a Lei de Alienação Parental (Lei nº 12.318/2010) tem sido usada para resguardar homens violentos e abusadores sexuais e condenar mulheres mães que denunciam seus parceiros criminosos com Boletins de Ocorrência (BO). A denúncia do movimento de mulheres do Distrito Federal e Entorno está entre os temas a serem debatidos na atividade denominada “Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno”, que realiza, desde 1º/3atividades virtuais relacionadas ao Dia Internacional da Mulher (8 de março).

 

Na manhã desta quarta-feira (3/3), o Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno inaugurou um debate virtual corajoso sobre a desmistificação da alienação parental e a caracterização da Lei da Alienação Parental como mecanismo de retaliação de mulheres que denunciam homens que praticam a violência doméstica e abusos sexuais contra filhos e filhas crianças e adolescentes.

 

O movimento realiza três eventos virtuais relacionados à alienação parental, com denúncias e a exigência da revogação dessa lei. As mesas virtuais serão transmitidas pelo canal do YouTube 8MDF Entorno e pelo Facebook no endereço @8demarcounificadas. Na Mesa desta quarta (3), que ocorreu às 11h, foi debatida a “Revogação da Lei da Alienação Parental, já!”.

 

Nesta quinta-feira (4/3), a mesa trará o tema “Mães pela revogação da Lei da Alienação Parental”. Na sexta (5/3), será sobre “Homens pela revogação da Lei da Alienação Parental”. Todas transmitidas às 11h. Clique no link, a seguir, e acompanhe a mesa de debate desta quarta-feira (3/3): https://youtu.be/LGgol89w44M. E, no link seguinte, acesse as demais mesas: https://www.youtube.com/channel/UCw4_U11xMbmnrmniZl5MklQ.

 

Na avaliação do movimento de mulheres, essa lei é punitiva. “Das punições drásticas e dramáticas para prejudicar mulheres e para as crianças”, afirma a professora Ana Liési, doutora em sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), graduada e mestre em filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e militante feminista desde a Constituinte de 1986/7. As três mesas sobre alienação parental são ministradas pela professora.

 

Ana Liése participou do “Lobby do Batom”, movimento de mulheres constituído nos anos 1986 e 87 para assegurar a participação e a representatividade feminina na política brasileira e garantir avanços na Constituição. “Encerramos aquele movimento porque constatamos que 85% do que demandamos, naquele momento, conseguimos incorporar na Constituição Federal de 1988”, afirma a professora.

 

A socióloga alerta para o problema da alienação parental e diz que o fato de o tema ser invisibilizado, tem prejudicado milhares de mulheres, crianças e adolescentes no Brasil. “Temos de colocar essa questão na pauta dos temas atuais do debate nacional porque é invisibilizada. O patriarcado a invisibiliza lançando mão de um mecanismo e estratégia denominado “segredo de Justiça”, para beneficiar homens violentos e abusadores sexuais. Esses são os grandes beneficiados dessa ‘estratégia’”, denuncia.

 

Como o segredo de Justiça oprime mulheres, crianças e adolescentes

A Lei da Alienação Parental diz, em seu artigo 2º, que “considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”.

 

No entanto, embora diga que se trata de uma interferência “promovida por um dos genitores”, o que tem ocorrido, efetivamente, nesses 10 anos de vigência da lei é que somente as mães são acusadas de alienação parental. “Isso demonstra que esta lei é direcionada, estritamente, às mulheres mães e é aplicada em condições bem especiais. É uma lei faz frente, por exemplo, à Lei Maria da Penha. Boa parte das mães acusadas de alienadoras é formada de mulheres mães que fizeram o Boletim de Ocorrência e denunciaram a violência doméstica ou o abuso sexual. O BO custa caro para elas”, denuncia Ana Liési.

 

Ela explica que um dos problemas da invisibilidade é que a sociedade não fica sabendo sobre o que está acontecendo e, quando fica, sabe muito pouco. E afirma que há dois problemas acontecendo com as mulheres brasileiras, o que não significa que não tenha acontecido outros. “O primeiro é o fato de as mulheres serem separadas, e, muitas vezes, de forma violenta, com suas casas invadidas por policiais, de seus filhos(as) pequenos(as), que vão aos gritos e aos prantos porque não querem ficar com os pais”.

 

Ana Liési ensina que a criança é sujeito de direitos e que quando ela reage aos gritos e em pânico a esse arrebate policial é porque insiste que não quer ficar com o pai. É a mensagem subliminar do que está acontecendo entre ela e o agressor. “Mas, o pai, violento, diz que a mãe é que colocou a criança contra ele, sendo ele um homem violento e, algumas vezes, é um homem abusador sexual. Há separações dramáticas de mães de suas crianças pequenas ocorrendo todos os dias”.

 

O segundo problema, segundo ela, é que, quem acompanha a vida das mulheres vítimas da Lei de Alienação Parental, bem como a de seus filhos e filhas, observa que as mulheres mães, para se lançarem nesses processos judiciais provocados, geralmente pelos homens, encontram-se num desequilíbrio econômico-financeiro muito grande.

“Isso corre porque, normalmente, quem tem o dinheiro é o homem. E, inclusive, porque ele tem o dinheiro, é que ele deflagra processos punitivos como esses para cima da mulher. Há mães vendendo sua única casa própria para pagar advogado e defender a si próprias e a seus/as filhos/as”, finaliza.

 

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Dia Mundial do Cuidado Auditivo e o Brasil na contramão da inclusão social

No dia 3 de março, celebra-se o Dia Mundial do Cuidado Auditivo. Este ano, apesar da pandemia do novo coronavírus, governos de quase todos os países adotam políticas cada vez mais eficientes de inclusão social das pessoas com deficiência. O Brasil é um dos únicos países em que o governo federal segue na contramão, pois faz exatamente o contrário do que preconiza a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a inclusão social das pessoas com deficiência.

 

No País, a falta de inclusão das pessoas com deficiência começa do básico, desde as dificuldades de acesso à saúde e, muitas vezes, até no acesso à alimentação e à educação. Os mais de 10 milhões de brasileiros surdos, segundo dados divulgados em fevereiro de 2020, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representam 5% da população brasileira e têm sofrido um golpe atrás do outro, pela política econômica neoliberal do governo Jair Bolsonaro (sem partido).

 

No primeiro ano de governo, ele extinguiu a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) tão logo o ex-ministro Vélez Rodriguez assumiu o Ministério da Educação (MEC). Até hoje, a continuidade de programas é incerta. A secretaria, criada em 2004, atendeu à demanda de movimentos sociais para inclusão da parcela da população excluída da educação pública e gratuita.

 

Analistas do próprio governo afirmam que o movimento do governo Bolsonaro visa a eliminar temáticas de direitos humanos, étnico-raciais e a própria palavra “diversidade”. A alteração foi confirmada pelo próprio Presidente da República em seu Twitter. “O foco [agora é] oposto de governos anteriores, que propositalmente investiam na formação de mentes escravas das ideias de dominação socialista”, escreveu.

 

“As escolas precisam estar preparadas para receber todas as pessoas, incluindo aí as pessoas com deficiência. Mas, até hoje, o Distrito Federal e o resto do Brasil ainda não mudaram as sirenes. Um som estilo ‘toque de recolher’, esse dispositivo também pode trazer grandes prejuízos e desconforto a saúde dos estudantes, trabalhadores e comunidade escolar, incluindo aqueles que usam aparelho audito e implante coclear”, informa Carlos Maciel, diretor do Sinpro-DF.

 

Ele lembra que tema já foi abordado no PL nº 235/2019, já aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e veda o uso das sirenes nas escolas do DF. “Trata-se de um som muito alto que também pode provoca deficiência auditiva nas pessoas e, de acordo com a intensidade, incomoda, profundamente, pessoas com autismo. Atrapalha os cuidados com a audição”, afirma o diretor do Sinpro-DF

 

Em 2020, o governo Bolsonaro piorou ainda mais a situação das pessoas com deficiência: reduziu em cerca de 71% o valor a ser disponibilizado pelo Programa Nacional de Apoio à Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD) em relação a 2019. Por meio de uma portaria interministerial, publicada no dia 29/10/2020, o valor global máximo previsto das deduções do imposto que poderiam ser destinadas ao programa foi de R$ 34,2 milhões, muito menor do que os R$ 117,4 de 2019.

 

Com o corte do financiamento público ao Pronas/PCD, que capta recursos de renúncia fiscal da iniciativa privada, pessoas físicas e jurídicas e reverte esses valores em projetos para a população com deficiência, muitas iniciativas de inclusão social foram extintas. Com a Medida Provisória *(MP) 917/2019*, o governo Bolsonaro, prorrogou até 31 de dezembro de 2020 o prazo para que todas as salas de cinema do País se adequassem ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, prevista na Lei Brasileira de Inclusão, se isso não bastasse, as pessoas com deficiência, foram pegas de surpresa no início do ano, com outra medida provisória, a MP 1.025/2020, que prorroga o prazo por mais dois anos.

 

Os dados apresentados pelo IBGE também dão conta de que duas em cada três pessoas surdas têm dificuldades para realizar suas atividades diárias. A consequência disso é que a comunidade de pessoas surdas encontra, no governo federal, uma barreira que a mantém diante da falta de oportunidade no entretenimento, no mercado de trabalho e no sistema educacional para a comunidade surda.

 

Dentre os resultados negativos, as empresas brasileiras, que não querem investir em inclusão, impõem ao País um dos mais perversos dados de inclusão no trabalho das pessoas com deficiência, uma das desculpas dos empregadores para a baixa inclusão, em torno de 1% do total de empregos com carteira assinada, é a falta de profissionalização dos surdos. Um exemplo disso é que apenas 7% dessas pessoas tem curso superior completo, 15% o ensino médio, 46% o fundamental e mais de 32% não tem escolaridade alguma.

 

Dados mundiais

O primeiro “Relatório Mundial sobre Audição”, lançado este ano pela OMS, defende investimentos para prevenir e tratar doenças relacionadas à perda auditiva. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que criou o Dia Mundial do Cuidado Auditivo, quase 60% da perda auditiva pode ser evitada.

 

Dados inéditos do relatório dão conta de que um quarto da população global, ou cerca de 2,5 bilhões de pessoas, viverá com algum grau de perda auditiva em 2050. O estudo, divulgado nessa terça-feira (2 de março), estima que sem medidas para prevenir e tratar este tipo de perda, pelo menos 700 milhões de pessoas precisarão de acesso a cuidados auditivos e outros serviços de reabilitação. 

 

A OMS diz ainda que “os governos podem ter um retorno de quase US$ 16 para cada dólar que for aplicado nesses esforços”. De acordo com a ONU News, a otorrinolaringologista Danielle Torres, do Rio de Janeiro, destacou haver avanços tecnológicos que ainda não estão disponíveis para grande parte da população que estão sofrendo os impactos dessas perdas auditivas.

 

“Eles são sentidos na cognição, na escolaridade e na renda desses pacientes. É fundamental que todas as tecnologias que nós já possuímos, e que a ciência conseguiu desenvolver até o momento, como próteses auditivas de grande qualidade e algumas cirurgias que permitem restabelecer a audição em alguns casos. A gente tem cirurgias de implante coclear e cirurgias de próteses que podem ser colocadas dentro do ouvido. A gente tem aparelhos auditivos de grande qualidade que oferecem sons puros e facilitam a conectividade até com equipamentos eletrônicos”, diz a médica.

 

A publicação foi lançada um dia antes do Dia Mundial da Audição, neste 3 de março, e defende a expansão do acesso a serviços de saúde auditiva. O Dia Mundial do Cuidado Auditivo foi criado também para alertar sobre o risco da exposição ao som alto provocado por dispositivos de áudio, como os fones de ouvido. Dados da organização indicam que a exposição crônica e prolongada a sons com mais de 85 decibéis pode causar perda auditiva. Portanto, escutar música em som elevado (em torno de 100 decibéis), por mais de 1 hora ao dia, todos os dias, pode causar danos irreversíveis às células sensoriais dos ouvidos.

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Sinpro-DF dá boas-vindas e deseja um excelente retorno às aulas

“Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”. A frase do educador e Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire, é a inspiração da carreira do Magistério para atuar na educação. A diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) resgata Freire para dar as boas-vindas a todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais na volta às aulas virtuais, com o início da semana pedagógica, nesta quarta-feira (3/3) e aos(às) estudantes, com início dia 8/3 em retorno remoto.

 

“Desejamos um bom retorno às nossas atividades virtuais e lembramos que estamos em plena segunda onda da pandemia do novo coronavírus, sem uma política pública nacional e local de combate a essa peste e sem vacina – único mecanismo capaz de controlar a Covid-19 –, o que significa dizer que este será mais um ano de luta em defesa da vida, contra o retorno de aulas presenciais enquanto não houver segurança e condições estruturais e em defesa da vacinação”, lembra a diretoria.

 

Afirma também que até uma semana atrás o governador Ibaneis Rocha (MDB) insistia em retomar as aulas presenciais no dia 8 de março em pleno pico da segunda onda da Covid-19, colocando mais de meio milhão de pessoas em risco de morte. Ele não o fez por causa da pressão do Sinpro-DF e também porque o Distrito Federal e quase todas as demais 26 unidades da Federação decretaram lockdown por causa do colapso no sistema de saúde já com 100% das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) lotadas com pessoas em estado grave de Covid-19. Nas últimas 24 horas, morreram 1.726 pessoas de Covid-19 no Brasil.

 

Por tanto, o ano letivo de 2021 se inicia, nesta quarta-feira (3), com uma imensa carga de responsabilidades e uma pauta de luta de nossa categoria extensa, que vai desde a defesa da vacinação e estruturação das escolas para um possível retorno presencial, contra a PEC Emergencial (PEC 186/2019) – que aprofunda a Emenda Constitucional nº 95/2016 e acaba com o Fundeb e estrangula financeiramente a educação pública brasileira; e contra a PEC 32/2020 (reforma administrativa), que acaba com os serviços públicos.

 

“Lembramos que a nossas vitórias terão o tamanho da nossa mobilização!

 

Sejam bem-vindos(as)!

MATÉRIA EM LIBRAS

Sinpro-DF convoca categoria para ato virtual do movimento “Basta!” contra as PEC 186 e 32 nesta terça (2)

Basta! Nesta terça-feira, ato virtual marca início da campanha contra PECs 186 e 32 e por priorização de pauta positiva

 

O Sinpro-DF convoca a categoria para participar do ato público virtual convocado pela CNTE e pelo movimento “Basta!” para protestar junto a parlamentares convidados contra os termos da PEC Emergencial (PEC 186/2019) e da PEC 32/2020 (reforma administrativa). As mais de 300 entidades do movimento entendem que o momento pede a priorização de pautas em defesa da vida e da economia. O ato virtual, transmitido via Zoom e YouTube, será realizado nesta terça-feira (2), às 13h, horas antes da leitura do Parecer da PEC186 no Plenário do Senado Federal. A votação da Proposta de Emenda à Constituição PEC) está marcada para quarta-feira (3).

 

Os milhões de servidores públicos federais, estaduais e municipais também defenderão, neste ato, a priorização de uma pauta positiva pelo Congresso Nacional. O foco deve ser a votação de proposições legislativas que tenham por objetivo, por exemplo, acelerar a vacinação contra a COVID-19, garantir o auxílio emergencial, proteger empregos e empreendedores, principalmente as pequenas e médias empresas, aprovar a reforma tributária e redesenhar o pacto federativo.

 

As entidades estão reunidas, desde o início de fevereiro, costurando estratégias e discutindo sugestões de emendas às propostas. O ato público de 2 de março será o marco de uma campanha em defesa do serviço público. Entendem as entidades que neste momento e nos próximos anos, tendo em vista a crise econômica e a perda de renda dos brasileiros, aumentará significativamente a demanda da sociedade por serviços públicos, sobretudo na área de educação e saúde. Tanto a PEC 186 quanto a PEC 32 trazem propostas que, caso aprovadas, significarão o desmonte do serviço público e o aumento da corrupção, em prejuízo direto aos cidadãos.

 

SERVIÇO
Ato público contra as PECs 186 e 32
Data: 2 de março de 2021
Horário: a partir das 13h
Participar pelo YouTube: http://bit.ly/CanalMovimentoBasta
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Fonte: CNTE apud Sindilegis, 1/3/2021 

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Sinpro-DF convida para o Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno nesta segunda (1º)

Há algumas décadas, surgiu o mito de que o Dia Internacional da Mulher era uma homenagem às 129 operárias queimadas vivas em Nova Iorque, EUA, em 1857. Mas essa fábrica nunca existiu. Essa informação é uma fake news que se consolidou e apagou da memória histórica das mulheres e dos homens outras datas reais de greves e congressos socialistas que determinaram o Dia das Mulheres, sua data de comemoração e seu caráter político.

 

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), por meio da Secretaria de Mulheres, recupera um estudo realizado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) sobre a origem deste dia e resgata o valor histórico da luta das mulheres socialistas de todo o mundo e a verdadeira história do 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

 

A partir desta segunda-feira (1º/3), o Sinpro-DF dedicará todo o mês de março à publicação de textos, informações, lives, vídeos e demais atividades dedicadas à luta e à temática das mulheres. E convida a categoria a acessar a abertura do “Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno”, que será virtual, às 19h, pelo YouTube, no endereço https://www.youtube.com/watch?v=qyRwHw8Ss3k&feature=youtu.be .

 

A TV Comunitária de Brasília vai transmiti-la pelo canal 12 da NET e por suas redes sociais: Facebook, Instagram, site e YouTube. “Convidamos a todas e todos a acompanharem no nosso site e nas nossas redes sociais todas as atividades virtuais, literárias, jornalísticas e militantes acerca do tema. O primeiro deles é este, sobre o estudo do NPC que revela e atribui o crédito verdadeiro à criação da data e, mais tarde, às 19h, a abertura do Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno”, convida a diretoria colegiada do Sinpro-DF.

 


O Dia da Mulher nasceu das mulheres socialistas

O estudo do NPC demonstra que o 8 de março é uma consequência da luta das mulheres socialistas em todo o mundo. Mas, quais os acontecimentos que levaram as mulheres a definirem o 8 de março como dia de luta mundial das mulheres? Como surgiu a história fake news das 129 mulheres queimadas vivas, em Nova Iorque, no ano de 1857, numa fábrica que nunca existiu, numa data inventada?  E, principalmente, quais os interesses de se criar este mito?

 

A origem histórica deste dia data do começo do século XX, da luta de milhões de mulheres socialistas com a contribuição de outras mulheres que limitavam suas lutas à conquista do direito de voto.  O dia 8 de março foi consagrado por uma greve de operárias russas, em 1917, que, sem planejar, foi o estopim da grande Revolução Russa.

 

Logo em seguida, em 1919, a 3ª Internacional Socialista declarou este dia como o Dia Mundial da Luta das Mulheres. Essa origem do dia, no entanto, não agradava a muitos, como, por exemplo, aos sociais-democratas, burgueses e anticomunistas em geral. Para esses setores, era preciso criar outra história que não remetesse ao movimento das mulheres socialistas. E a fake news foi criada com uma data e uma história mirabolante que até hoje circula por aí.

 

A verdade precisa ser resgatada e a história creditada a quem realmente a escreveu. Daí que trazemos para este primeiro texto desta série a ser publicada em todo o março de 2021 a verdadeira origem do Dia da Mulher, que tem mais de 100 anos. A data foi decidida em agosto de 1910, na Conferência das Mulheres da Internacional Socialista, na Dinamarca. Nos EUA, desde 1908, em Chicago, tinha começado a comemoração de um dia especial: o Dia da Mulher. A partir de 1911, esta decisão das mulheres de vários Partidos Socialistas da Europa e dos EUA começou a ser comemorada em vários países do mundo, em dias diferentes.

 

A partir de 1918, a data se fixou em 8 de março. As mulheres tinham tomado consciência de sua opressão e discriminação de milênios e, também, de que só elas poderiam mudar a sua história. Mulheres, durante séculos e séculos, foram apedrejadas, queimadas, estereotipadas como hereges ou bruxas como se bruxas e hereges pudessem ser martirizadas, foram violentadas pelos seus senhores e humilhadas pelos seus maridos. Mulheres tratadas como seres inferiores. Basta pensar que na França, na Itália e no Japão, a mulher só conseguiu conquistar o direito de voto em 1945.

 

“Juntamente com esse resgate histórico, trazemos algumas questões sobre o Dia Internacional da Mulher, tais como: qual o sentido do Dia da Mulher? Dia de luta para quê? Trata-se de uma data para que a mulher seja reconhecida e se reconheça como ser humano e sujeito da sua própria história. Com iguais direitos, em casa, no trabalho, na escola, na sociedade, em tudo”, afirma Vilmara do Carmo, coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF.

 

 

 

 

 

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