Atenção aposentadas/os: último dia para se inscrever no concurso de poesia e desenho

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Termina hoje (11/01) as inscrições para o concurso Poetizando e Desenhando com Paulo Freire em seu Centenário, exclusivo aposentadas/os filiados ao Sinpro-DF. Todo processo de inscrição é feito virtualmente pelo link. Acesse nossa página no Tik Tok https://vm.tiktok.com/ZMJbharmU/  e veja o passo a passo da inscrição para o concurso. Aproveite para curtir a gente lá.

Dividido em duas categorias – Poesia e Desenho –, o concurso vai premiar as/os três primeiras/os colocadas/os em dinheiro. O primeiro lugar das duas categorias receberá R$ 2 mil; o segundo, R$ 1.500,00; e o terceiro, R$ 1 mil. Tanto a poesia como o desenho deverão ser manuscritos, inéditos, originais e individuais, e devem ser apresentados em papel oficial, disponibilizado no site do Sinpro-DF, no link para as inscrições. Além disso, cada participante só poderá concorrer com um único trabalho em apenas uma categoria.

A data de divulgação do resultado será divulgada em breve.

Confira, a seguir, o link para as Inscrições e Regulamento:

Para se inscrever e enviar o trabalho artístico-cultural (desenho ou poesia), o(a) aposentado(a) terá de seguir o passo a passo:

1 – Entre no link de inscrição disponível esta segunda-feira, dia 11 de janeiro e faça a inscrição. Isso irá gerar um código. Esse código será enviado por e-mail. Guarde-o.

2 – Faça o download, ou seja, descarregue a folha oficial de desenho ou de poesia em seu equipamento (computador, celular ou tablet, enfim, o equipamento que você tiver usando) e imprima. Obs: a folha oficial já está disponível para download no link de inscrições.

3 – Desenhe ou escreva sua poesia nessa folha oficial que você imprimiu.

4 – Feito o trabalho na folha oficial (ou de desenho ou de poesia), coloque nela o código que você recebeu no ato da inscrição.

5 – Feito isto, digitalize seu trabalho e salve no seu equipamento em PDF (computador, celular ou tablet, enfim, o equipamento que você tiver usando. O link permite apenas o envio de arquivos em PDF).

6 – Agora, faça o upload: clique no link disponibilizado pelo Sinpro para fazer upload e carregue seu desenho ou sua poesia para dentro do site do sindicato.

7 – Os trabalhos NÃO SERÃO ACEITOS, de forma alguma, por outro meio de envio, apenas pelo link do upload. IMPORTANTE: OS TRABALHOS SÓ SERÃO ACEITOS PELO LINK DO UPLOAD

8 – Feito isso, você receberá a comprovação do envio por e-mail.

9 – O Sinpro não receberá nenhum trabalho após esta segunda-feira, dia 11 de janeiro: último dia de inscrições.

10 – Acompanhe o noticiário do site para saber os resultados do concurso.

 

PARTICIPE|| Capacitação Para o Enfrentamento ao Trabalho Infantil pelas Redes pública e privada de ensino

A Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente-Coordinfância, com objetivo de capacitar e orientar os profissionais da educação, convida todos(as) a discussão com a sociedade, a partir do universo escolar, acerca dos mitos e das verdades do trabalho infantil.

 O curso terá a duração de 20 horas, sem tutoria em formato remoto na  plataforma disponibilizada pelo Ministério Público do Trabalho-MPT . Aos interessados(as), as inscrições  acontecerão a partir da próxima segunda-feira (11), até 25/01. A capacitação  é destinada aos professores(as), educadores(as) das redes públicas e privadas de ensino. 

Para se inscrever, acesse o link aqui.  O acesso será orientado por meio de um e-mail de confirmação até o dia 29/01/2021. 

FOLDER DIVULGAÇÃO 01_2021_MPT NA ESCOLA

NOTA DE PESAR| Rachel do Amaral

É com enorme pesar que o Sindicato dos Professores no Distrito Federal -Sinpro-DF, vem a público noticiar o falecimento da nossa querida companheira de luta Rachel Neves Teixeira do Amaral, professora pioneira de Brasília.  

Após lutar incansavelmente pela vida com a mesma garra que lutava pela categoria magistério, Rachel do Amaral, estava internada há dois meses por conta de uma pneumonia, não resistiu e veio a óbito na manhã desta quarta-feira (6).

Com uma belíssima trajetória na educação, trabalhou como professora em Belo Horizonte e em seguida, na capital, foi uma das primeiras pedagogas da cidade. Rachel era apaixonada pela Escola-Parque da 308 Sul, onde também participou da inauguração no ano de 1960. 

Rachel Neves, será sempre lembrada pelo profissionalismo, honestidade e competência e, neste momento de dor, a diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza aos familiares e amigos e deseja que Deus dê conforto para que possam enfrentar esta perda com serenidade.

A Educação está de luto. 

Rachel do Amaral,  presente !!!

 

 

 

Com informações: Correio Braziliense

2021 vai passar voando: a Terra está “girando” mais rápido do que nunca

Parecia que 2020 nunca ia acabar, mas, tecnicamente, ele passou mais depressa que o normal. E este ano será ainda mais ligeiro. O motivo? A Terra tem “girado” estranhamente depressa ultimamente. Por isso, pode ser que a gente precise adiantar nossos relógios, mas você nem vai perceber. No ano passado, foi registrado o dia mais curto da história, desde que foram iniciadas as medições, há 50 anos. Em 19 de julho de 2020, o planeta completou sua rotação 1,4602 milésimo de segundo mais rápido que os costumeiros 86.400 segundos (24 horas).

O dia mais curto que até então se tinha registro aconteceu em 2005, e foi superado 28 vezes em 2020. E este ano deve ser o mais rápido da história. Os dias de 2021 devem ser, em média, 0,5 milissegundo mais curtos que o normal. Essas pequenas mudanças na duração dos dias só foram descobertas após o desenvolvimento de relógios atômicos super precisos, na década de 1960. Inicialmente, percebeu-se que a velocidade de rotação da Terra, quando gira em torno de seu próprio eixo resultando nos dias e noites, estava diminuindo ano após ano. 

Desde a década de 1970, foi necessário “adicionar” 27 segundos no tempo atômico internacional, para manter nossa contagem de tempo sincronizada com o planeta mais lento. É o chamado “leap second” ou “inserção de segundo intercalado”. Essas correções acontecem sempre ao final de um semestre, em 31 de dezembro ou 30 de junho. Assim, garante-se que o Sol sempre esteja exatamente no meio do céu ao meio-dia. A última vez que ocorreu foi no Ano Novo de 2016, quando relógios no mundo todo pausaram por um segundo para “esperar” a Terra. Mas recentemente, está acontecendo o oposto: a rotação está acelerando. E pode ser que a gente precise “saltar” o tempo para “alcançar” o movimento do  planeta. Seria a primeira vez na história que um segundo seria deletado dos relógios internacionais.

Há um debate internacional sobre a necessidade deste ajuste e o futuro do cálculo do tempo. Cientistas acreditam que, ao longo de 2021, os relógios atômicos acumularão um atraso de 19 milésimos de segundos. Se os ajustes não forem feitos, levaria centenas de anos para uma pessoa comum notar a diferença. Mas sistemas de navegação e de comunicação por satélite —que usam a posição da Terra, do Sol e das estrelas para funcionar— podem ser impactados mais brevemente. Nossos “guardiões do tempo” são os oficiais do Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (Iers), em Paris, França. São eles que monitoram a rotação da Terra e os 260 relógios atômicos espalhados pelo mundo e avisam quando é necessário adicionar —ou eventualmente deletar— algum segundo. Manipular o tempo pode ter consequências.

Quando foi adicionado um “leap second” em 2012, gigantes tecnológicos da época, como Linux, Mozilla, Java, Reddit, Foursquare, Yelp e LinkedIn reportaram falhas. A velocidade de rotação da Terra varia constantemente, dependendo de diversos fatores, como o complexo movimento de seu núcleo derretido, dos oceanos e da atmosfera, além das interações gravitacionais com outros corpos celestes, como a Lua. O aquecimento global, e consequente derretimento das calotas polares e gelo das montanhas também tem acelerado a movimentação. Por isso, os dias nunca têm duração exatamente igual. O último domingo (3) teve “apenas” 23 horas, 59 minutos e 59,9998927 segundos. Já a segunda-feira (4) foi mais preguiçosa, com pouco mais de 24 horas.

Curioso, né? Você acha que os dias estão passando cada vez mais rápido? 

 

Reprodução: UOL

Vacina contra covid: os países que lideram o ranking de imunização no mundo

Até agora diversos governos e entidades se organizaram para divulgar números de casos, hospitalizações e mortes por covid-19. No entanto, uma nova gama de dados começa a surgir: a de pessoas que já receberam algum tipo de vacina contra o coronavírus.

Países como Israel, Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca, Rússia, Alemanha, Canadá, China, Itália e Bahrein largaram na frente na corrida para aprovar imunizantes e usá-los em suas populações. Esses países começaram a vacinar no final do ano passado.

Doses de vacinas dadas para cada cem pessoas. . Dados de 27 Dez 2020 a 4 Jan 2021.

No Brasil, a vacinação ainda não começou. Já existe um protocolo para aprovação emergencial de vacinas para covid, mas autoridades de vigilância sanitária ainda estão analisando dados enviados por laboratórios sobre segurança e eficácia dos imunizantes nos testes. Enquanto isso, o governo já anunciou a importação de doses, assim como a produção em laboratórios locais.

Proporcionalmente, Israel lidera com folga nas imunizações da população. Mais de 1,3 milhão de pessoas já receberam vacina no país, que tem uma população de 9 milhões.

A vacinação acontece poucos meses antes de uma eleição decisiva para o premiê Benjamin Netanyahu. Ele quer que Israel seja o primeiro país no mundo a vencer a pandemia, e chegou a dizer que isso seria possível já em fevereiro, com a vacinação em massa de sua população.

O país garantiu um contrato com a Pfizer logo no começo da pandemia, mas vem enfrentando desafios logísticos, já que o produto do laboratório exige armazenamento à temperatura de 70 graus negativos.

Apesar de estar em fase adiantada de vacinação, Israel enfrenta novo surto da doença, e fechará todo seu sistema de educação a partir de domingo.

O Bahrein aparece em segundo lugar na lista. O país árabe, no entanto, tem uma população de menos de 2 milhões de pessoas.

O primeiro país com população mais expressiva, mais de 66 milhões de pessoas, a aparecer no ranking é o Reino Unido, que já aprovou duas vacinas (da Oxford-AstraZeneca e da Pfizer).

Mais de um milhão de pessoas — todas no grupo prioritário de pessoas mais vulneráveis — já recebeu a primeira dose da vacina, que começou a ser administrada no início de dezembro. Algumas pessoas até já receberam a segunda e última dose.

Recentemente o governo britânico anunciou que vai atrasar a administração da segunda dose, para permitir que mais pessoas recebam a primeira. O intervalo entre as duas doses vai aumentar de três para 12 semanas.

A exemplo de Israel, o Reino Unido também enfrenta um novo surto da pandemia e anunciou duras medidas de lockdown na segunda-feira (4/1).

Os EUA não conseguiram atingir a meta anunciada de 20 milhões de doses administradas até o fim de 2020 — foram 2,78 milhões de vacinados até 30 de dezembro.

O infectologista Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, disse não concordar com o plano britânico de atrasar a segunda dose da vacina. Segundo ele, os EUA não adotarão essa estratégia.

Fora do ranking, outro país anunciou recentemente um grande programa de vacinação contra o coronavírus. A Índia aprovou duas vacinas — uma de um laboratório local e outra da Oxford-AstraZeneca — e pretende imunizar 300 milhões de pessoas este ano. No entanto, o país é alvo de críticas por aprovar uma vacina que não teve seus testes de segurança e eficácia concluídos ainda.

Os países da União Europeia demoraram mais do que EUA e Reino Unido para aprovarem suas vacinas, já que a decisão passou por um órgão regulador do bloco. O Reino Unido aprovou sua primeira vacina três semanas antes da agência europeia.

Um dos destaques negativos na corrida por vacinas é a França, que vacinou apenas cerca de 500 pessoas até agora. Em contraste, a Alemanha, país vizinho, já imunizou mais de 200 mil pessoas. Uma pesquisa da Ipsos Global Advisor sugere que os franceses são os mais relutantes na Europa em relação à vacina, com apenas 40% das pessoas dispostas a receberem a imunização — contra 80% na China, 77% no Reino Unido e 69% nos EUA.

Reprodução: BBC BRASIL

Argentina aprova legalização do aborto: em que países da América Latina o procedimento já é legal

O Senado argentino aprovou na madrugada da última quarta-feira (30), o projeto de lei de legalização do aborto nas primeiras 14 semanas de gestação.

A proposta, que havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em 11 de dezembro, obteve 38 votos a favor, 29 contra e uma abstenção.

Antes da aprovação, a Argentina tinha uma das legislações mais restritivas da região sobre o aborto — a interrupção da gravidez só era permitida em casos de estupro ou quando a saúde da mãe estava em risco (permissões semelhante às da lei brasileira).

A votação parlamentar se estendeu pela madrugada, enquanto manifestantes a favor e contra a legalização protestavam em frente ao Congresso, em Buenos Aires.

A proposta tem o apoio do governo do presidente Alberto Fernández, que fez da legalização do aborto uma das promessas de sua campanha eleitoral em 2019.

“O aborto seguro, legal e gratuito é lei. Foi o que prometi durante a campanha eleitoral”, escreveu o presidente em sua conta oficial no Twitter após a votação no Senado.

 

Há dois anos, em 2018, o projeto passou na Câmara, mas foi rejeitado no Senado, durante a gestão do ex-presidente Mauricio Macri, opositor de Fernández.A legalização do aborto é uma medida exigida há anos por muitos coletivos de mulheres na Argentina, mas também tem muitos opositores.

 

Assim que a lei entrar em vigor, toda gestante poderá ter acesso ao aborto no sistema de saúde, de forma gratuita e segura, até a 14ª semana de gestação.

A nova lei também prevê a possibilidade de interrupção da gravidez por tempo indeterminado para as mulheres grávidas em decorrência de estupro ou que estejam correndo risco de vida, únicas condições em que era permitido até agora.

As menores de 13 anos podem ter acesso ao aborto acompanhadas de pelo menos um dos pais ou representante legal, enquanto adolescentes de 13 a 16 anos só precisarão de autorização se o procedimento comprometer sua saúde, e as maiores de 16 poderão decidir por conta própria.

A lei também autoriza a objeção de consciência dos médicos que não queiram participar do aborto, mas desde que encaminhem rapidamente as pacientes para outros profissionais que realizem o procedimento.

Repúdio da Igreja

Um dos argentinos que pareceu se posicionar foi o papa Francisco, que, sem se referir ao debate em seu país, publicou um tuíte afirmando que “toda pessoa descartada é filho de Deus”.

 

A Igreja Católica é contra o aborto e continua tendo uma grande presença e importância na sociedade argentina. Os defensores do direito à interrupção da gravidez argumentam que a possibilidade de aborto legal reduz o risco representado por intervenções clandestinas para as mulheres e permite que tomem decisões conscientes e informadas.

Os países da América Latina têm no geral algumas das legislações mais restritivas sobre aborto.

Países onde é legalizado

Os países latino-americanos que permitem o aborto incondicional nas primeiras semanas de gravidez, de acordo com o prazo estabelecido em suas legislações, são:

– Uruguai;

– Cuba;

– Guiana;

– Guiana Francesa;

– Porto Rico.

Países em que é proibido sem exceções

A proibição sem exceção da interrupção voluntária da gravidez está prevista nos códigos penais de:

– El Salvador;

– Honduras;

– Nicarágua;

– República Dominicana;

– Haiti.

Países em que está sujeito a condições

No restante da América Latina, todos os Estados preveem condições em maior ou menor grau para a interrupção da gravidez.

Paraguai, Venezuela, Guatemala, Peru e Costa Rica têm algumas das leis mais restritivas e só descriminalizam o aborto no caso da vida ou a saúde da gestante estar em risco.

Os demais contemplam condições que vão além do risco de morte ou ameaça à saúde da mãe, embora também com nuances.

Alguns países, como Chile, Colômbia e Brasil, também incluem casos de ​​estupro e inviabilidade do feto em seus códigos penais.

Atualmente, o aborto só é permitido no Brasil em caso de estupro, risco de vida para a mãe e feto com anencefalia (neste último caso a autorização foi dada pelo Supremo, em julgamento de 2012).

Além disso, a Bolívia acrescenta a ocorrência de incesto e, no caso de Belize, fatores socioeconômicos.

No Equador, há três causas em que o aborto é permitido: ameaça à vida ou à saúde da mulher, inviabilidade do feto e estupro de mulher com deficiência mental.

No México, cada um dos estados federativos tem sua própria legislação sobre aborto. As restrições variam por estado.

No entanto, apenas na Cidade do México e em Oaxaca é permitido o aborto gratuito e incondicional durante as primeiras 12 semanas de gestação.

Reprodução: BBC BRASIL

Tributar super-ricos: saída com justiça fiscal

A tributação das grandes fortunas chegou com muita força em 2020. Argentina, Bolívia, Peru e Equador avançam nessa pauta e uma campanha latino-americana articula os 24 países do bloco para tributar altas rendas, patrimônios e heranças.

No Brasil, a campanha Tributar os Super-Ricos foi lançada em outubro pelo Instituto Justiça Fiscal (IJF), e mais 60 entidades propondo oito medidas legais que, se aprovadas, agregam quase R$ 300 bilhões anuais aos cofres públicos. Tributa quem de fato tem capacidade para contribuir e historicamente não o faz, os 0,3% mais ricos. Também desonera os mais pobres, pequenas empresas e redistribui recursos a estados e municípios.

A proposta corrige distorções históricas no IRPF, como isenção dos lucros e dividendos e a dedução dos juros sobre capital próprio, em vigor desde 1996. Cria alíquotas mais elevadas no IRPF aos que têm altas rendas, e amplia a faixa de isenção para os que menos ganham, desonerando 11 milhões de pessoas.

Institui o Imposto sobre Grandes Fortunas para riquezas acima de R$ 10 milhões, com alíquotas progressivas, afetando apenas 0,028% da população. Amplia a alíquota do imposto sobre heranças e doações para 30%, com progressividade obrigatória e clareza nas competências.

Ainda desonera empresas do Simples, minorando a tributação das microempresas com receita bruta de até R$ 360 mil anuais, reduzindo a alíquota em até 60%, atingindo 75% das empresas. Regras diferenciadas para repartição de receitas da União entre estados e municípios, trará acréscimo de R$ 83 bilhões para Estados e R$ 64 bilhões para municípios.

A pandemia exorbitou a desigualdade. Em forte recessão desde 2015, os indicadores do País só pioraram. Pelos dados do PNUD, caímos cinco posições no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

A austeridade, corte de gastos e de investimento público, reformas com promessas de melhoria e o falacioso “acabou o dinheiro”, não se sustentam diante do flagelo da Covid-19. Essa gigante crise econômica, sanitária e social exige saídas diferentes.

O papel do Estado como redutor das desigualdades ficou evidente, assim como a necessidade de recursos para cumprir este papel.

Tributar de forma mais justa é uma saída ética em meio a tanta discrepância social. A pressão popular é a melhor forma para que os projetos tramitem no Congresso Nacional, em caráter de urgência. Sair de crise com justiça fiscal é possível. E necessário!

Presidente do Instituto Justiça Fiscal

Reprodução: Jornal do Comércio

Nota de falecimento | Professor Alberto Roberto Costa

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que foi com imensa tristeza e pesar que recebeu a notícia do falecimento, na noite dessa quarta-feira (23/12), do professor, pesquisador e escritor Alberto Roberto Costa. Ele estava hospitalizado com Covid-19 e não resistiu à doença. O sepultamento foi no cemitério na saída de Luziânia, nesta quinta-feira (24), às 10h.

Filho de Maria José Costa, servidora aposentada da carreira Assistência, Alberto foi professor negro de educação básica da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF) por 23 anos. Ele foi professor de artes em várias escolas, dentre elas, Escola Parque 308 Sul, Elefante Branco, CEF 1 e CED 6, essas últimas no Gama. Atuou também na Coordenação Regional de Ensino do Gama (CRE).

Homem íntegro, humano, militante fervoroso da educação antirracista, na sua breve passagem pela Terra, construiu sua história de vida e profissional na luta em defesa da justiça social por meio da educação. Na sua atuação diária, sobretudo no magistério e na sua produção intelectual, foi intransigente contra o racismo, sempre trabalhando e ajudando a construir um pensamento humanizado, buscando, incansavelmente, por um mundo melhor. Por meio do ensino da arte, ele colocava em prática o esperançar da pedagogia freireana.

A prova disso é seu livro “A escolarização do corpus negro – Processos de docilização e resistências nas teorias e práticas pedagógicas no contexto de ensino–aprendizagem de artes cênicas”, publicado pela editora Paco Editorial. Filiado ao Sinpro-DF, Alberto parte jovem, aos 43 anos, e deixa uma produção de conhecimento novo em curso, aberta para quem precisa dar continuidade. Era mestre em artes e, atualmente, estava afastado para doutoramento em Educação na Universidade de Brasília (UnB). Sua pesquisa era no campo da arte-educação com enfoque nas pedagogias interculturais e insurgentes, criadas a partir de experiências estéticas afro-brasileiras.

O Grupo de Pesquisa Educação, Saberes e Decolonialidades (GP/DES/PPGE/UnB), do qual ele fazia parte, destaca que Alberto tinha, em sua personalidade, amorosidade, bondade, generosidade e beleza com o que tratava a todos(as). “Alberto é professor negro da SEEDF, militante pulsante da educação antirracista, permeando toda sua trajetória pela luta contra o racismo, pela amorosidade, pela bondade, pela beleza e generosidade com que trata a todos e pela forma como se responsabiliza pela educação. Filho, irmão, amigo amado de todos que o conhecem”.

O grupo também destaca que ele era filho de Oxum e, com isso, “permanece vivo pela energia ancestral, pela memória e por todas as sementes que brotaram e brotarão”. Em uma publicação de Facebook, do dia 17 de outubro deste ano, ele mesmo contou que alfabetizou por 7 anos, no início da carreira de professor, e, desde 2004, atuava como professor de arte. Na sua postagem, sentimos sua amorosidade com todos e todas e percebemos como o ensino das artes e a luta antirracista eram, para ele, indissociáveis da educação. Confira:

“Em 2011, dei aulas para o Ensino Fundamental numa escola do Gama com turmas de 6º e 7º ano. Durante o ano, fiz um trabalho com danças afro-brasileiras com as turmas de 6º ano. Montei coreografias inspiradas nas danças tradicionais e uma turma apresentou o jongo para todas as turmas daquele turno na escola. No ano seguinte, estes/as mesmos/as estudantes foram meus alunos no 7º ano e, como o conteúdo era diferente, fiz outro trabalho voltado mais para artes visuais com foco no Brasil Colônia. Quando começou o movimento nas turmas de 6º ano provocado pelos ensaios das danças, a turma que dançou jongo no ano anterior me procurou pedindo para apresentar. Eu respondi que não tinha como, porque eu já havia fechado a avaliação deles/as e pelo fato de já terem passado por aquela experiência, agora a nota seria a partir do conteúdo que estavam tendo contato no 7º ano, então não teria como dar a nota. Para minha surpresa, uma aluna respondeu: “Professor, a gente não quer a nota. A gente só quer dançar o jongo”. Um outro estudante, quase implorando, disse: “Por favor, professor, deixa!!!”. Neste momento, meus olhos encheram d’água e emocionado eu os coloquei na sequência das apresentações. Esse fato não ficou marcado só na vida deles/as, mas na minha também e só evidenciou o quanto precisamos “amansar a escola”, como diz Célia Xakriabá, para que epistemologias negras possam enegrecer processos de ensino-aprendizagem e nos fazer pensar-dançar com todo o corpo, pois, como sugere o filósofo Renato Noguera: “Pensar é um ato coreográfico”, declarou.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF lamenta seu falecimento e se solidariza com a família, os(as) amigos(as), colegas e estudantes.

 

Participe || I Campeonato de League of Legends dos 60º Jogos Escolares do Distrito Federal

Com objetivo de ampliar o conhecimento e contribuir com a formação integral dos estudantes da rede, estão aberta as inscrições para mais uma edição da competição da 60ºJogos escolares do Distrito Federal.

A Competição de League of Legends Escolar, está com data agendada para o próximo dia 21 de dezembro até o dia 27 de janeiro de 2021, com pausas nos finais de semana e na véspera de natal e ano novo, bem como na data comemorativa do natal e ano novo (24, 25 e 31 de dezembro de 2020 e 01 de janeiro de 2021), com início sempre às 14h00, o participante deverá acessar a plataforma 60 minutos antes da hora marcada para o início das disputas do dia, ou seja, às 13h00.

Para se inscrever, basta clicar aqui

 

Sinpro-DF integra ato que exige vacinação contra Covid-19

Mesmo com o Distrito Federal registrando mais de 4 mil mortes pela Covid-19, subnotificação dos casos de infecção e o título unidade da federação com maior índice de infecção do novo coronavírus, o governador Ibaneis Rocha (MDB) segue alinhado à política negligente de Bolsonaro e, até o momento, não apresentou um plano de vacinação contra a doença. Em defesa da vida, o Sinpro-DF integrou ato pela vacinação contra a Covid-19, realizado pela CUT-DF e sindicatos filiados, nessa terça-feira (15), em frente ao Palácio do Buriti.

“Esse ato reivindica o direito à vida. Estão fazendo do nosso direito humano de viver um jogo político sujo e inescrupuloso. A vacina é um direito urgente. Não podemos nos calar”, disse a diretora de Formação do Sinpro-DF, Meg Guimarães, que também é vice-presidenta da CUT-DF.

Empunhando faixas que levavam frases como “Você quer vacina? BUZINE”, os manifestantes ” instigaram a população que voltava do trabalho a também deixar seu recado. Durante todo o período em que a faixa ficou aberta, centenas de trabalhadoras e trabalhadores que passavam pelo local se uniram à mobilização com buzinaço.

“Estamos aqui hoje exigindo o direito de vacinação para todas e todos do DF. A CUT-DF, seus sindicatos filiados e vários movimentos estão aqui presente exigindo que o governador do DF apresente um plano de vacinação para a população. Precisamos dessa vacina para salvar vidas, para voltarmos as nossas atividades e para termos a retomada do emprego no DF. Por isso, vacina, já!”, disse o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

Nessa segunda-feira (14), Ibaneis Rocha sancionou uma lei que determina um prazo de 30 dias para o GDF apresentar um plano de vacinação contra a Covid-19. A proposta é de autoria dos deputados Chico Vigilante (PT) e Rafael Prudente (MDB).

A presidente do Conselho de Saúde do DF (CSDF), Jeovânia Rodrigues, apontou que é necessário a construção de um grande movimento popular em torno de um programa de imunização com a participação de todos os entes federados e que seja capitaneado pelo Ministério da Saúde.

“Um plano concreto em que a vacina chegue em tempo mais rápido possível. Estamos vivendo um cenário bastante crítico e dispor do arsenal de vacinação o quanto antes é fundamental. Os governos federal e distrital precisam primar pelas vidas, deixando em segundo plano brigas políticas e projeções para as eleições de 2022”, afirmou Jeovânia.

A presidente do CSDF destacou ainda que o plano de vacinação a ser apresentado pelo GDF deve ser bem construído e centralizado, o que depende de posicionamento imediato do Ministério da Saúde. “O risco descentralizar a campanha é o mesmo que ocorreu na luta contra a covid-19, em que cada um fez de um jeito. Isso impossibilita que a estratégia assistencial tenha sucesso. A história mostrou que é possível ter um plano de imunização eficaz, como já ocorreu com as vacinas da H1N1”, afirmou.

Em nível federal

Se depender do governo federal, a vacinação pode demorar. A pandemia foi decretada em março, mas o Brasil ainda está sem um comando nacional de combate à Covid-19 e entre os países com maior número de contaminação e mortes pelo vírus. Ao todo, são mais de 181 mortes e quase 7 milhões de infectados em todo o país.

Mesmo com os números alarmantes, Bolsonaro nega as evidências cientificas e contínua chamando o vírus de “gripezinha”, como faz desde o início da pandemia. O plano de vacinação apresentado pelo governo federal ao Supremo Tribunal Federal no último sábado (12) é uma comprovação de como Bolsonaro brinca com vidas.

Além de ser insuficiente, o documento deixa de fora do grupo prioritário segmentos vulneráveis, como pessoas com deficiências, e não determina uma data para início das imunizações. Como se não bastasse, 36 especialistas que integram o grupo “Eixo Epidemiológico do Plano Operacional Vacinação Covid-19” ─ que assessorou o governo na elaboração do plano ─ afirmaram que não autorizaram suas assinaturas no documento.

“Nós, pesquisadores que estamos assessorando o governo no Plano Nacional de Vacinação da Covid-19, acabamos de saber pela imprensa que o governo enviou um plano, no qual constam nossos nomes e nós não vimos o documento. Algo que nos meus 25 anos de pesquisadora nunca tinha vivido!”, afirmou a epidemiologista Ethel Maciel pelo Twitter.

Fonte: CUT-DF com Sinpro-DF

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