Vítimas da covid-19: Dimensionando as perdas

Muitos de nós aguardamos ansiosos para que vacinas eficazes contra o coronavírus nos transportem de volta às nossas vidas pré-covid-19.

Mas muitos cientistas alertam que sua chegada provavelmente não significará descartar nossas máscaras tão cedo.

Como funcionam as vacinas?

As vacinas são amplamente consideradas uma das maiores conquistas médicas do mundo moderno.

Todos os anos, elas impedem cerca de 2 a 3 milhões de mortes, ao combater mais de 20 doenças fatais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Doenças infantis que eram comuns na geração passada são cada vez mais raras hoje. E a varíola, que matou centenas de milhões de pessoas, foi erradicada.

Mas esses sucessos levaram décadas para serem alcançados, e muitos de nós agora esperamos que vacinas eficazes contra o coronavírus tenham resultados semelhantes em um período de tempo radicalmente mais curto.

As notícias de que algumas das vacinas recentemente anunciadas têm uma eficácia acima de 90%, ou seja, cerca de nove em cada dez pessoas que as recebam estariam protegidas contra a covid-19, levaram muitos a acreditar que em breve poderíamos estar abandonando o distanciamento social e descartando nossas máscaras faciais.

Gráfico mostrando evolução de doenças com vacinas
 

Nos EUA e no Reino Unido, onde a aprovação regulatória para as vacinas já foi dada e programas de vacinação em massa estão sendo planejados, alguns até sugeriram que a vida poderia voltar ao normal no início de 2021.

Mas muitos cientistas e especialistas em saúde global estão alertando que as vacinas, com suprimentos iniciais limitados e distribuição a grupos selecionados, embora protegendo grupos vulneráveis e profissionais de saúde da linha de frente, provavelmente não nos transportarão de volta ao nosso antigo modo de vida tão cedo.

Foi o que disse o próprio diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

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“Uma vacina irá complementar as outras ferramentas que temos, não substituí-las”, disse ele. “Uma vacina por si só não vai acabar com a pandemia.”

Uma explicação para essa lacuna de expectativas, entre o otimismo de alguns políticos e do público, por um lado, e a hesitação de muitos profissionais da ciência por outro, poderia ser, em parte, a falta de compreensão de quão grande é a missão de obter vacinas suficientes para um número considerável de pessoas.

O que muitos de nós talvez não percebam é que, quando falamos de doenças infecciosas (aquelas que passam de pessoa para pessoa), para proteger verdadeiramente a todos, precisamos vacinar em grande número.

Isso ocorre porque o poder de uma vacina não está apenas em sua capacidade de nos proteger como indivíduos, mas em sua capacidade de proteger as pessoas ao nosso redor e as comunidades em que vivemos.

Veja o caso hipotético abaixo.

Como uma vacina funciona

Como as vacinas nos protegem

O problema é que nenhuma vacina é 100% eficaz.

A vacina contra o sarampo é uma das melhores e protege 95% a 98% das pessoas.

As vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna contra a covid-19 recentemente anunciadas, com eficácia de mais de 90%, também são insuficientes, e ainda não sabemos se essa porcentagem diminuirá com o tempo ou fora das condições do ensaio clínico.

Isso significa que cerca de uma em cada dez pessoas não estaria protegida contra a covid-19, mesmo se vacinássemos todas as pessoas. Sem 100% de cobertura, o que é improvável em qualquer programa de vacinação, o número de pessoas em risco seria maior.

Já sabemos que as pessoas mais velhas tendem a ter uma resposta mais fraca à vacinação, embora as vacinas contra o coronavírus tenham resultados encorajadores a esse respeito.

Além disso, algumas pessoas em nossas comunidades, por motivos de saúde, como aquelas que estão passando por algumas formas de tratamento contra o câncer, talvez não possam ser vacinadas.

Isso significa que um grupo significativo de pessoas ao nosso redor sempre estará em risco. Alguns de nossos amigos e familiares podem estar entre eles.

Mas ainda há uma maneira de garantir que protegemos indiretamente a todos: aproveitando o poder da vacinação em massa.

Se vacinarmos um número suficiente de pessoas em nossa comunidade, algo incrível pode acontecer. Criaremos vários escudos invisíveis que interromperão a cadeia de transmissão do patógeno (como um vírus ou bactéria), protegendo indiretamente nossos amigos e familiares vulneráveis.

Isso é chamado às vezes de imunidade de grupo ou imunidade de rebanho.

Funciona assim:

                                                                           
                                                      Como a ‘imunidade de grupo’ funciona?

Como vacinar muitas pessoas protege os vulneráveis

Então, quantos de nós precisaremos receber a vacina contra o coronavírus?

O que ainda não sabemos — e isso é crucial para atingir os níveis de proteção da chamada ‘imunidade de rebanho’ — é até que ponto as atuais candidatas à vacina covid-19 são capazes de prevenir a transmissão ou oferecer imunidade.

Podemos ter que esperar algum tempo para saber com certeza, mas o cientista por trás da vacina da Pfizer/BioNTech sugere que há uma chance de que pelo menos uma delas possa ajudar a reduzir o risco.

Mas mesmo se assumirmos que elas ajudam a bloquear a transmissão, o número de pessoas que precisaria receber a vacina para proteger totalmente as mais vulneráveis é alto.

Isso ocorre porque, mesmo com níveis significativos de inoculação com uma vacina eficaz, um grande número de pessoas ainda ficaria exposto, diz David Salisbury, ex-diretor de imunização do Departamento de Saúde do Reino Unido e membro associado do centro de estudos Chatham House.

E isso se resume a uma matemática simples, explica ele.

Por que as pessoas ficam desprotegidas — mesmo com níveis altos de vacinação

                                                           
                                                                          Protegendo os desprotegidos

Os cientistas ressaltam que, até que tenhamos vacina suficiente para ir além da vacinação de grupos de risco contra a covid-19 e atingir uma grande proporção da população, o distanciamento social não chegará ao fim.

“Se protegermos apenas os vulneráveis, interromperemos as mortes que estão acontecendo nesse grupo e reduziremos a carga sobre os hospitais, mas não interromperemos a transmissão”, diz Salisbury.

Ou seja, a transmissão continuará entre as pessoas que não foram vacinadas, que podem então espalhar o vírus para pessoas vulneráveis não vacinadas e pessoas vulneráveis que foram vacinadas, mas não apresentaram uma resposta imunológica protetora, explica.

Isso inevitavelmente significa que, para evitar o desenvolvimento de bolsões de transmissão e a exposição de amigos e familiares vulneráveis em nossas comunidades, precisaremos atingir altos níveis de vacinação em todas as idades em todas as áreas geográficas.

Dado o quão interconectado o mundo está em termos de movimento de pessoas e comércio, isso também significa fazer o mesmo em todos os países do mundo.

“Esta é uma pandemia, não é uma epidemia nacional, então, temos que parar o vírus em todos os lugares, e, até conseguirmos isso, nenhum lugar permanecerá seguro”, diz Salisbury.

Gráfico sobre quem deve receber a vacina primeiro

Atualmente, o plano global de imunização indica que aqueles que correm mais risco e os profissionais de saúde receberão primeiro o número limitado de doses de vacina disponíveis.

Mas alguns países já indicaram que planejam vacinar além dos grupos de risco quando os estoques permitirem, incluindo os EUA e o Reino Unido.

O chefe do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS na sigla em inglês) disse que poderá demorar até abril para que todos aqueles sob maior risco recebam as doses, mas o objetivo final do governo é vacinar o maior número possível de pessoas com mais de 16 anos.

No geral, a OMS estima que entre 65% e 70% das pessoas precisarão estar imunes antes que a transmissão seja interrompida, a imunidade do rebanho seja alcançada e todos e em todos os lugares declarados seguros.

A professora Azra Ghani, epidemiologista do Imperial College London, no Reino Unido, especializada em modelagem matemática de doenças infecciosas, diz acreditar que precisamos chegar a 70% para estarmos “seguros”.

Segundo Ghani, isso irá, em última instância, nos permitir retomar a normalidade, mas chegar lá será um processo difícil, mesmo se não houver imprevistos.

“Isso vai acabar com a pandemia, é apenas uma questão de quando, e essa é a parte mais difícil de prever, porque lançar essa vacina é o maior desafio”, diz.

Então, como vacinar bilhões de pessoas?

Imunizar a maioria dos 7,8 bilhões de habitantes do mundo será uma tarefa imensa. Nada nesta escala foi tentado antes.

As vacinas e seus equipamentos — como os frascos para transportá-las — precisam ser fabricados em grandes quantidades. O fornecimento de vacinas pode não ser suficiente para atender a demanda por algum tempo.

Gráfico sobre logística por trás da vacina

As vacinas precisam ser então transportadas das fábricas e entregues aos centros de saúde, incluindo aquelas em comunidades isoladas e de difícil acesso em todo o mundo.

Algumas das vacinas também podem exigir armazenamento refrigerado, por exemplo, a vacina da Pfizer precisa ser mantida a temperaturas de -70°C.

O NHS já está montando uma rede de centros de vacinação em massa para gerenciar a tarefa logística depois que o país se tornou o primeiro no mundo a aprovar a vacina da Pfizer.

Mas, para outros, o desafio será maior.

O gigante de logística alemão Deutsche Post DHL alertou que grandes partes da África, Ásia e América do Sul têm instalações de resfriamento insuficientes para cumprir as últimas etapas do processo de entrega, bem como armazenamento insuficiente, o que “representaria o maior desafio” para vacinar em larga escala.

Convencendo céticos

E há ainda outra barreira que pode retardar a tarefa de alcançar pessoas suficientes.

As autoridades de saúde terão que superar o número crescente de pessoas que relutam em receber vacinas — um fenômeno considerado uma das dez principais ameaças à saúde global pela OMS.

No Reino Unido, cerca de 36% das pessoas disseram que não tinham certeza ou consideravam muito improvável se concordariam em ser vacinadas, indicou um estudo realizado por instituições científicas do país, como a British Academy e a Royal Society.

Números semelhantes foram registrados por uma enquete do YouGov no mês passado.

Essa resistência, junto com o aumento da desinformação sobre a vacinação — o chamado movimento antivacina — pode tornar a imunidade de rebanho mais difícil de ser alcançada em muitos países.

Ghani sugere que tranquilizar as pessoas que estão atualmente se sentindo “um pouco nervosas” sobre a rapidez com que as vacinas covid-19 foram desenvolvidas será crucial.

Então, uma vacina pode realmente trazer de volta a normalidade?

Apesar dos desafios científicos e práticos de fornecer uma vacina eficaz em todo o mundo, a boa notícia é que parece provável que as vacinas de primeira geração terão um impacto significativo na batalha global contra a covid-19.

A curto prazo, elas ajudarão a evitar que os mais vulneráveis em nossas comunidades desenvolvam doenças graves e morram, especialmente os idosos com doenças pré-existentes e os profissionais de saúde da linha de frente.

O anúncio da Pfizer/BioNTech de que sua vacina parece proteger 94% dos adultos com mais de 65 anos é importante nesse desafio.

A má notícia é que pode levar meses ou anos para vacinar um número suficiente da população global para tornar seguro todo o mundo interconectado e chegar a um ponto em que todos possamos voltar ao normal.

Era da ‘vacina plus’

Gráfico sobre a era da 'vacina plus'

Insinuações de que as vacinas seriam capazes de nos levar de volta para o que éramos antes da covid-19 na próxima Páscoa deram às pessoas uma expectativa não realista, diz Salisbury, e tal resultado, na ausência da interrupção da transmissão, é “improvável” .

Mesmo em países com boa infraestrutura de saúde e experiência em programas de vacinação em massa será um desafio alcançar pessoas suficientes para quebrar a cadeia de transmissão, diz ele.

Embora as perspectivas para os grupos de risco sejam “indubitavelmente melhores” no próximo ano, afirma Salisbury, o restante de nós provavelmente tomaremos medidas extras por algum tempo, algo que ele se refere como “vacina plus”.

Ghani concorda e estima que levará mais dois anos para “fazer o mundo todo voltar ao normal”, mas com o processo provavelmente mais rápido para países de alta renda.

Mas ela adverte que, embora as vacinas possam acabar com a pandemia, elas não vão “nos livrar do vírus”, e o mundo precisará “continuar vacinando”, assim como faz com outras doenças.

Portanto, com uma nova era de “vacina plus” possivelmente surgindo na batalha contra a covid-19, é provável que 2021 nos obrigue a continuar mantendo todas as precauções por vários meses — e possivelmente mais.

Texto e produção de Lucy Rodgers, animação e ilustrações de Sandra Rodriguez Chillida, design adicional de Irene de la Torre Arenas, desenvolvimento de Evisa Terziu.

Reprodução: BBC BRASIL

Formação sobre uso de TIC’s e comunicação deve ser contínua em ambiente escolar, conclui artigo científico

Grupo de pesquisadores composto por professores, estudantes de graduação e de pós-graduação da Universidade de Brasília analisou como ocorreu a comunicação escolar durante o período da pandemia de Covid-19 no Brasil e em outros países. De acordo com a pesquisa, é necessário dar caráter contínuo às atividades de capacitação relacionados ao uso de tecnologias da informação e comunicação nas escolas.

Diante dos resultados observados no estudo, o grupo realizou oficinas, debates e capacitação sobre o de tecnologias da informação e comunicação em ambientes escolares para professores. “Como consequência do trabalho realizado, percebeu-se maior efetividade no entendimento conceitual da comunicação e da mobilização social na produção de conteúdos escolares”, diz o artigo.

Na pesquisa, o grupo de estudiosos observou que “as mídias sociais (Whatsapp, Instagram e Facebook) se tornaram os principais canais de comunicação dentro e fora da escola, sobrepondo-se ao uso de TV, rádio, jornais e outras formas impressas e/ou analógicas”. 

Leia o artigo completo em https://bit.ly/34bQUIs

Sinpro-DF abre inscrições para concurso inédito de poesia e desenho para aposentados

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Comemorar o centenário de nascimento do educador Paulo Freire é falar do compromisso de cada professor(a) e orientador(a) educacional com uma pedagogia dialógica, com a interação entre os sujeitos e com transformações, porque permite o confronto de conhecimentos, de saberes. Esse confronto de ideias possibilita o surgimento de conhecimentos novos e permite pôr em xeque-mate aquilo que está dado como uma verdade pela sociedade. A profissão do(a) professor(a) e do(a) orientador(a) educacional é ministrar aula. A missão: solapar as verdades estereotipadas e impostas.

Para comemorar o centenário de nascimento do patrono da educação brasileira, o Sinpro-DF realiza um concurso inédito e exclusivo para aposentados(as), filiados(as) ao sindicato, intitulado Poetizando e Desenhando com Paulo Freire em seu Centenário. As inscrições, que começam no dia 14/12/2020 e se encerram no dia 4/1/2021, e todo o andamento do concurso serão realizados, virtualmente, pela Internet. Importante destacar que os links disponibilizados só estarão ativos e acessíveis para inscrição e envio dos trabalhos a partir do dia 14/12/2020 e serão desconectados, impreterivelmente, no dia 4/1/2021, à meia-noite (24h). Não aceitaremos nenhum trabalho após este dia e horário.

Estar aposentado(a) não significa estar inativo. Por isso, o sindicato realiza mais uma iniciativa que visa valorizar e estimular a criatividade do(a) professor(a) aposentado(a), e combater os ataques que o educador Paulo Freire vem sofrendo. Além disso, é mais uma forma de aproximação do Sinpro-DF com os(as) aposentados(as) filiados(as) e da categoria conhecer os trabalhos e habilidades dos(as) mais experientes. É uma oportunidade do pessoal da ativa e também outros(as) aposentado(as) conhecerem a prata da casa, ou seja, os talentos da categoria.

“O objetivo do concurso é valorizar e aproximar o(a) aposentado(a), uma vez que, com a pandemia do novo Coronavírus, tornou-se impossível a realização das atividades presenciais que sempre fizemos com eles e elas. Por essa razão, resolvemos realizar esse concurso e também promover a cultura, estimular a criatividade, incentivar o prazer de ler, escrever e relatar sobre o grande educador Paulo Freire”, afirma Sílvia Canabrava, coordenadora da Secretaria de Assuntos para Aposentados.

Dividido em duas categorias – Poesia e Desenho –, o concurso vai premiar os(as) três primeiros(as) colocados(as) em valores pecuniários. O primeiro lugar das duas categorias receberá R$ 2 mil; o segundo, R$ 1.500,00; e o terceiro, R$ 1 mil. Tanto a poesia como o desenho deverão ser manuscritos, inéditos, originais e individuais, e devem ser apresentados em papel oficial, disponibilizado no site do Sinpro-DF, no link para as inscrições. Além disso, cada participante só poderá concorrer com um ÚNICO trabalho em apenas UMA categoria.

Confira, a seguir, o link para as Inscrições e Regulamento:

Para se inscrever e enviar o trabalho artístico-cultural (desenho ou poesia), o(a) aposentado(a) terá de seguir o passo a passo:

1 – Entre no link de inscrição a partir do dia 12/12/2020 e faça a inscrição. Isso irá gerar um código. Esse código será enviado por e-mail. Guarde-o.

2 – Faça o download, ou seja, descarregue a folha oficial de desenho ou de poesia em seu equipamento (computador, celular ou tablet, enfim, o equipamento que você tiver usando) e imprima. Obs: a folha oficial já está disponível para download no link.

3 – Desenhe ou escreva sua poesia nessa folha oficial que você imprimiu.

4 – Feito o trabalho na folha oficial (ou de desenho ou de poesia), coloque nela o código que você recebeu no ato da inscrição.

5 – Feito isto, digitalize seu trabalho e salve no seu equipamento em PDF (computador, celular ou tablet, enfim, o equipamento que você tiver usando. O link permite apenas o envio de arquivos em PDF).

6 – Agora, faça o upload: clique no link disponibilizado pelo Sinpro para fazer upload e carregue seu desenho ou sua poesia para dentro do site do sindicato. 

7 – Os trabalhos NÃO SERÃO ACEITOS, de forma alguma, por outro meio de envio, apenas pelo link do upload. IMPORTANTE: OS TRABALHOS SÓ SERÃO ACEITOS PELO LINK DO UPLOAD 

8 – Feito isso, você receberá a comprovação do envio por e-mail.

9 – O Sinpro não receberá nenhum trabalho após o dia 04/01/2021: último dia de inscrições.

10 – Acompanhe o noticiário do site para saber os resultados do concurso.

Clique aqui e confira o regulamento. 

MATÉRIA EM LIBRAS

NATAL SOLIDÁRIO|| 100 CESTAS BÁSICAS ATÉ O NATAL, PARTICIPE DA AÇÃO VOCÊ TAMBÉM

Dezembro chegou e com ele, uma das datas mais esperadas também. Para muitos, à noite de Natal é de muita fartura e opções diversas para celebrar o jantar em família. Mas para outros, a realidade está distante da fartura. 

Pensando  nisso, uma campanha idealizada pelo orientador educacional da rede Raimundo Nonato, visa até o dia 25 de dezembro, arrecadar 100 cestas básicas para famílias e pessoas de baixa renda. Em sete dias de campanha, foram arrecadadas 22 cestas, uma vitória para ação. Agora, falta apenas 78. 

Vamos juntos contribuir com essa ação? Para participar, os interessados(as) deverão  fazer doações nas contas abaixo:

Contas para doação:

BRB Conta Corrente

  1. 006.791-4

Raimundo Nonato Sobrinho

Caixa Econômica

Conta Poupança

4166 013 00074139-2

Raimundo Nonato Sobrinho

Banco do Brasil

Conta Corrente

Agencia 3603-X

C/C 302040-1

Regiane Gomes

Fórum Distrital de Educação realiza debate público sobre Lei de Gestão Democrática nesta segunda (7)

 

“Defender a educação pública, gratuita, democrática, laica e de qualidade socialmente referenciada é defender nossa produção de conhecimento, a boa prática pedagógica e o próprio Brasil”, afirma Júlio Barros, diretor do Sinpro-DF e coordenador do Fórum Distrital de Educação (FDE). Essa afirmação reforça a iniciativa do Fórum Distrital de Educação de realizar, nesta segunda-feira (7), às 14h, um debate virtual aberto ao público pela plataforma Zoom e redes sociais do Sinpro-DF, sobre a revisão da Lei de Gestão Democrática.

O debate será transmitido pelo YouTube, Facebook e demais redes sociais do Sinpro-DF, com participação do prof. dr. Erasto Mendonça; profa. ma. Vânia Rego; e participação especial do Secretário Executivo da Secretaria Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Fábio Pereira de Sousa. A mediação será feita por Júlio Barros. Qualquer pessoa interessada em participar deve solicitar o link ao professor Júlio Barros, pelo celular (61) 992321674, ou a qualquer diretor(a) do Sinpro-DF.

O FDE é constituído por organizações e entidades da sociedade civil envolvidas com a educação pública e pela SEEDF. “Cumprindo uma de suas principais atribuições, ou seja, a de avaliar e monitorar o Plano Distrital de Educação, o PDE, e considerando que, de acordo com o Art. 11 do PDE, no prazo de até 360 dias da publicação do Plano, o Poder Executivo deve encaminhar à Câmara Legislativa do DF (CLDF), projeto de lei de adequação da Lei da Gestão Democrática, o FDE põe essa revisão da LGD”, informa Barros.

Ele ressalta que o FDE preza pela democracia em todos os sentidos, e, em sendo assim, realizará debate aberto à participação de todos(as) sobre o tema. “A intenção do FDE é que, após fecundo processo de construção coletiva, e realização de sucessivas reuniões com todos os segmentos escolares e suas entidades representativas, o FDE apresente um documento-base, no formato de projeto de lei, que deverá ser amplamente divulgado e debatido em todas as unidades escolares, submetido à apreciação de plenárias nas Coordenações Regionais de Ensino (CRE),  sistematizado para discussão e deliberação na Conferência Distrital de Educação e, finalmente, enviado ao Secretário de Educação para posterior encaminhamento ao governador, que o remeterá como projeto de lei à CLDF”.

Júlio Barros afirma que a participação de todos(as) é fundamental e que, para isso facilitar o acesso amplo e irrestrito, o debate é aberto ao público e será transmitido em todas as redes sociais. Ele observa que a participação democrática é o que constrói e assegura uma educação pública, gratuita e de qualidade no DF.

“Como disse antes, defender a educação pública, gratuita, laica, democrática, de qualidade socialmente referenciada é defender o direito de cada brasileiro e brasileira à cidadania, já que é a classe trabalhadora, usuária do direito à educação pública, que produz, com sua mão de obra e seu conhecimento intelectual, as riquezas do País, que estão sendo usurpadas por um grupo de forasteiros de neoliberais que se apropriaram do poder por meio de um golpe de Estado e duas eleições manipuladas”, alerta o diretor do Sinpro-DF.

Confira, a seguir, o link do Zoom para acessar a reunião e, posteriormente, ao longo do dia de hoje (sexta-feira, 4/12), consolidaremos esta nota com os links das redes sociais em que o debate será transmitido.

Debate Gestão Democrática
Data: 7/12/20 segunda-feira
Hora: 14h
_Entrar na reunião Zoom_

https://us02web.zoom.us/j/81899913077?pwd=OGV2OVV3NnExUVZrNXRncFNQQ3VLUT09

ID da reunião: 818 9991 3077
Senha de acesso: 870045

 

 

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Vacinação contra a Covid-19: veja o que se sabe sobre os planos de cada país

Reino Unido deve começar a imunizar a população na semana que vem; Rússia já havia anunciado aplicação em massa, mas ainda não começou. No Brasil, idosos, profissionais da saúde e indígenas terão prioridade, segundo Ministério da Saúde, mas ainda não há data prevista para o início da aplicação das vacinas.

O Reino Unido anunciou, nesta quarta-feira (2), que deve começar a vacinar sua população na semana que vem contra a Covid-19. Profissionais de saúde deverão estar entre os primeiros a serem vacinados.

A Rússia já havia anunciado a imunização de equipes de saúde e, ao mesmo tempo, da população como um todo. Nesta quarta, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu que a vacinação em massa comece na próxima semana.

No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou, na segunda (1°), que idosos, profissionais da saúde e indígenas terão prioridade de imunização, mas ainda não há data prevista para o início da aplicação das vacinas.

Veja, abaixo, o que se sabe sobre os planos de vacinação contra a Covid-19 de cada país que já fez anúncios:

Brasil

Ainda não há data prevista para o início da aplicação das vacinas no Brasil.

No dia 1° de dezembro, o Ministério da Saúde divulgou os primeiros pontos da estratégia “preliminar” para a vacinação da população contra a Covid-19. De acordo com a pasta, o plano será dividido em quatro etapas de vacinação:

Primeira fase: trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena.

Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos.

Terceira fase: pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da Covid-19 (como pacientes com doenças renais crônicas e cardiovasculares).

Quarta fase: professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.

O governo não prevê vacinar toda a população do país no ano que vem. Em nota, a pasta da Saúde informou que a expectativa é imunizar 109,5 milhões de pessoas em 2021.

 

Alemanha

O país deve preparar a vacinação de 450 mil habitantes de Berlim até a metade de dezembro, segundo anúncio feito no fim do mês passado. Centros de vacinação estão sendo criados em diferentes regiões da Alemanha, e o objetivo é fazer 20 mil aplicações por dia – mas apenas em idosos e pessoas que pertencem a grupos de risco, como diabéticos, obesos e hipertensos.

Os centros de vacinação devem ficar abertos sete dias por semana, das 9h às 19h. O governo pretende convocar enfermeiros aposentados, estudantes de medicina, recepcionistas e agentes de segurança para auxiliar na campanha, segundo a emissora “RFI”.

Depois, as vacinas serão dadas pelos médicos em seus consultórios.

 

China

Não se sabe exatamente quantas nem quais pessoas já receberam ou irão receber uma vacina contra a Covid-19 na China, que desenvolve vários imunizantes.

Segundo a rede britânica BBC, as vacinas da estatal Sinopharm e da Sinovac, ambas ainda na última fase de testes, têm sido aplicadas em profissionais de saúde, integrantes das equipes de controle da pandemia, funcionários públicos que atuam nas fronteiras do país, empregados de empresas estatais e outras pessoas.

No início de outubro, a Sinopharm disse que centenas de milhares de pessoas já haviam recebido suas vacinas candidatas, segundo o jornal americano “The New York Times” noticiou no início de outubro.

A estatal tem dois imunizantes na corrida: um é produzido por seu laboratório em Pequim e o outro, em Wuhan, cidade onde os primeiros casos de Covid-19 do mundo foram reportados à Organização Mundial de Saúde (OMS).

Já a Sinovac, que testa sua candidata no Brasil, disse que mais de 10 mil pessoas em Pequim foram imunizadas com sua vacina, também de acordo com o “The New York Times”.

Além dessas, outras cerca de 3 mil pessoas – quase todos os funcionários da empresa – e suas famílias também aceitaram tomar a vacina, de acordo com a Sinovac.

Uma outra candidata, da CanSino, foi aplicada em militares, de acordo com a rede britânica BBC.

 

Polônia

Um dos países mais atingidos pela segunda onda europeia, a Polônia anunciou, no dia 2 de dezembro, que assinou contratos para adquirir 45 milhões de doses de vacinas de empresas como a Pfizer, a BioNTech, a AstraZeneca e a Johnson.

O premiê polonês, Mateusz Morawiecki, disse esperar que as vacinas fiquem disponíveis até fevereiro do ano que vem. A estratégia de vacinação do país deve ficar pronta no fim desta semana.

 

Reino Unido

Vacina da Pfizer é aprovada no Reino Unido e imunização começa na próxima semana

No dia 2 de dezembro, o secretário de Saúde britânico, Matt Hancock, afirmou que idosos e pessoas em casas de repouso, incluindo funcionários, seriam os primeiros na fila de imunização. Profissionais do NHS, o serviço público de saúde do Reino Unido, também estão no topo da lista, segundo Hancock.

Rússia

No dia 2 de dezembro, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu que a vacinação em massa comece na próxima semana, segundo a agência estatal de notícias Ria Novosti.

No fim de novembro, a Rússia havia anunciado a liberação de lotes da vacina Sputnik V para militares e ao menos um hospital.

Quando registrou a vacina, em agosto, o país disse que começaria a vacinar toda a população em outubro, mas, em novembro, o laboratório que desenvolveu e produz o imunizante afirmou que a vacinação poderia começar entre janeiro e fevereiro de 2021.

Até agora, os lotes da Sputnik V que já foram entregues em várias partes da Rússia são apenas para grupos de risco, principalmente médicos e professores, segundo o governo.

A segunda vacina produzida em solo russo, a EpiVacCorona, tem previsão de entrar em “circulação civil” no dia 10 de dezembro. A vacinação em massa com o segundo imunizante está prevista para o ano que vem, segundo a agência de notícias estatal Tass.

 

Reprodução: G1

 

 

 

 

PARTICIPE || X Fórum da Orientação Educacional

Para celebrar o Dia do Orientador Educacional, a Subsecretaria de Educação Básica, por meio da Gerência de Orientação Educacional vinculada à Diretoria de Serviços e Projetos Especiais de Ensino, convida todos(as) para o X Fórum da Orientação Educacional, que acontecerá na próxima sexta-feira (4), com programação a partir das 9h da manhã.

 

Desta vez, em comemoração aos 10 anos de sucesso da iniciativa, e aos  60 anos da capital federal, foi escolhido como tema a “Orientação Educacional como Patrimônio de Brasília”, contando sua trajetória a partir do entendimento de que nosso patrimônio é um legado de memória, de identidade e de pertencimento à educação pública e de qualidade.

 

Devido ao cenário que o mundo enfrenta, o formato do fórum precisou ser adaptado para o modelo remoto, a fim de evitar aglomerações e contágio com o vírus da covid-19. Durante o evento em formato remoto, será exibido um documentário contando toda a trajetória de dedicação, acolhimento e conexão com o trabalho coletivo, e um festival de curtas com a história da Orientação Educacional nas 14 Coordenações Regionais de Ensino tecendo, assim, o compromisso com a educação pública, democrática e socialmente engajada ao longo desses 60 anos de história da capital federal. 

O evento será transmitido ao vivo  pelo canal da Gerência de Orientação Educacional no YouTube.

 

Confira abaixo toda programação. 

10 ANOS DE FÓRUM – 10 HORAS DE CELEBRAÇÃO

Programação:
9h – Abertura do X Fórum de Orientação Educacional;
9h30 – Live: Nossa História é Patrimônio: indenidade, memória e pertencimento.
Tony Marcelo Gomes de Oliveira – Geógrafo, Mestre e Doutor em Geografia pela Universidade de
Brasília. É professor, ambientalista, compositor e avista cultural. Professor da Secretaria de Educação;
Wagner de Faria Santana – Bacharel e Licenciado em Música. Pós-graduado em Educação e Gestão
Ambiental. Educador Patrimonial. Professor da Secretaria de Educação;
Lúcia Maria de Oliveira Sans – Pedagoga Orientadora Educacional. Mestre em Educação.
Exibição do Documentário: Memórias da Orientação Educacional em Brasília: História é Patrimônio.

Abertura do Fesval de curtas #oedfnossahistória
13h – Nossa história em Brazlândia;
13h25 – Nossa história em Ceilândia;
13h50 – Nossa história no Gama;
14h15 – Nossa história no Guará;
14h40 – Nossa história no Núcleo Bandeirante;
15h05 – Nossa história no Paranoá;
15h30 – Nossa história em Planalna;
15h55 – Nossa história no Plano Piloto;
16h20 – Nossa história no Recanto das Emas;
16h45 – Nossa história em Samambaia;
17h10 – Nossa história em Santa Maria;
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Reformas de Bolsonaro embarreiram convenção da OIT que combate violência no mundo do trabalho

Enquanto a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lança para o mundo uma base referencial que objetiva alcançar o trabalho decente, com a Convenção 190, o governo Bolsonaro-Guedes implementa uma série de políticas que consolida o patriarcado e a estrutura sócio-cultural machista e misógina no Brasil. Carregada de propósito, a postura instiga o aumento de casos de violência no mundo do trabalho, principalmente contra as mulheres. A reflexão fez parte do webnário “Assédio moral e sexual nos locais de trabalho: Convenção 190 da OIT”, realizada pela CUT-DF, nessa segunda-feira (30/11).

Segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), em 2019, foram registradas mais de 300 denúncias de assédio sexual contra as mulheres no trabalho. Isso sem contar com a subnotificação dos casos, devido à ausência de canais de denúncia, de legislação que verse especificamente sobre o assunto, da própria cultura machista e do consequente medo da vítima em denunciar o agressor.

Mesmo com o cenário assustador – e embora seja signatário da OIT –, o Brasil não ratificou a Convenção 190 da OIT, que indica regras e parâmetros para coibir a violência e o assédio no mundo do trabalho, dando relevância para o recorte de gênero. Ao contrário, as reformas implementadas pelo governo ampliam a vulnerabilidade de trabalhadoras e trabalhadores, uma vez que flexibilizam direitos históricos da classe trabalhadora e desmantelam o Estado.

“A reforma administrativa e todas as outras propiciam a criação de mecanismos para a perseguição e o assédio. Avançamos não para ratificar a Convenção 190 de OIT, mas para criar os mecanismos de perseguição”, diz a secretária de Mulheres da CUT-DF, Thaísa Magalhães.

“Vivemos um momento extremamente delicado, onde o próprio presidente da República se comporta como um assediador das mulheres e diz coisas que são reproduzidas no ambiente de trabalho justamente por que a própria representação do Brasil não trata como sendo violência (contra as mulheres). Não basta que o Brasil seja signatário da OIT. É preciso que o governo construa políticas para que sejam, de fato, garantidas as implementações dos acordos internacionais, incluindo a Convenção 190”, afirma a sindicalista.

Durante o debate dessa segunda, a diretora de Assuntos e Políticas para as Mulheres Educadoras do Sindicato das/os Professoras/es do DF (Sinpro-DF) Mônica Caldeira disse que as reformas do governo Bolsonaro vêm na perspectiva de “consolidar o patriarcado para a manutenção e a sustentação do capitalismo”. Segundo ela, o perfil conservador do atual governo e a ausência de políticas públicas impulsionam as diversas violências contra as mulheres, principalmente as que são realizadas no ambiente doméstico, tendo repercussão incontestável nos locais de trabalho.

“A violência doméstica não é só agressão física, é um ciclo de degradação da mulher no espaço da família. E essa condição subalterna da mulher nas relações da família reforça sua condição subalterna na sociedade e, por conseguinte, no mundo do trabalho. Não à toa, governos conservadores associam o Estado à família. E não é uma família plural, mas aquela de homem, mulher e filho; uma família que determina papéis sociais nos quais o Estado quer se consolidar. E isso impacta no mundo do trabalho”, disse a professora. “Precisamos de políticas específicas para as mulheres no mundo do trabalho, e a convenção 190 nos dá esse horizonte”, alerta.

 

Diversas formas de violência

No webnário realizado pela CUT-DF, a secretária de Mulheres da CUT Nacional, Junéia Batista, lembrou que a luta pela aprovação da Convenção 190 da OIT durou anos. Ela reforçou que, embora a norma internacional contemple homens e mulheres, são as mulheres as principais vítimas desse tipo de violência que leva ao descumprimento dos direitos humanos, à ameaça à igualdade de oportunidades e que, por isso, estão na contramão do direito ao trabalho decente. “Sofremos violência em qualquer espaço desde o momento em que a gente nasce até a hora que a gente morre”, repudia.

A dirigente sindical explica que no mundo do trabalho, assim como na vida privada, há a violência sexual, a moral, a psicológica, a física e a patrimonial, que são praticadas em diversos níveis. “Há a violência vertical descendente, praticada do superior hierárquico para o que realiza a tarefa; há a violência horizontal, realizada de um colega para outro; e há a violência vertical ascendente – muito menos comum –, praticada de um grupo para o chefe. Em todas elas, as mulheres são maioria”, ressalta.

A presidenta da Comissão da Mulher Advogada da OAB-DF, Nildete Santana, que também integrou o grupo de debatedoras do webnário da CUT-DF, explica que, no mundo do trabalho, ainda há o assédio institucional, realizado quando “a empresa dá suporte, protege ou acolhe o agressor”.

Ela explicou que humilhação, desprezo, desqualificação, desmoralização, fornecimento de trabalho além da possibilidade de realização da pessoa e pedido de trabalho urgente quando não há urgência são algumas formas de se assediar moralmente trabalhadoras e trabalhadores.

 

Novidades bem-vindas

Nildete Santana apresentou três novidades que a Convenção 190 da OIT traz para a legislação brasileira.

A primeira é quanto à configuração de assédio. Segundo Santana, no Brasil, o assédio é reconhecido como um ato contínuo. Entretanto, a orientação da OIT diz que a prática também pode ser identificada por um único ato. A segunda novidade, como destaca Nildete Santana, aborda não só o dano causado à vítima, mas as possíveis causas de dano. E, além disso, a terceira novidade da norma internacional aborda a questão de gênero, nunca antes encampada no Brasil.

“No Brasil, não temos uma legislação trabalhista que teça qualquer detalhe sobre assédio moral. O assédio existe, é reconhecido pela doutrina e pela jurisprudência através de normativas constitucionais de respeito e valorização da pessoa humana e do código civil, mas não há legislação própria”, reforça a presidenta da Comissão da Mulher Advogada da OAB-DF.

Já a representante da OIT Brasil Thaís Dumet, também debatedora do webinário da CUT-DF, destaca que embora “as violências do mundo do trabalho sejam múltiplas e constantes”, internacionalmente, “ainda se tem muito pouco sobre a violência no ambiente de trabalho”.

Para ela, a Convenção 190, que se mostra como uma “oportunidade histórica para definir o mundo do trabalho com dignidade e respeito”, traz a ideia do que deve ser aplicado pelos 187 países-membro da OIT, que podem utilizar o documento para a orientação e criação de políticas públicas mesmo que não tenham ratificado a convenção.

Durante sua explanação, ela mostrou que a Convenção 190 trabalha em três eixos. O primeiro seria prevenção e proteção, com criação de planos de protetivos e canais de denúncia. O segundo eixo seria o da aplicação e reparação, apontando uma reação imediata para que as vítimas se sintam seguras em denunciar. “Um dos grandes casos do silenciamento e aumento da dor é o medo ou a não possibilidade de denúncia”, explica, e continua: “A fragilidade (da vítima) aumenta em momentos crise. Quando o número de empregos diminui, aumenta o medo de perder emprego, e a violência cresce”.

O terceiro eixo, segundo Dumet, seria o da orientação e formação. “Precisamos saber o que é, de que forma se dá (a violência). E para saber, é preciso que se tenham debates exaustivos, com exemplos concretos. Algumas coisas são tão arraigadas culturalmente, que a gente sequer percebe que aquilo é violência e traz prejuízo”, diz.

 

O que podemos fazer

Para a presidenta da Comissão da Mulher Advogada da OAB-DF, Nildete Santana, é fundamental denunciar os casos de assédio e violência nos locais de trabalho. “Denuncie! Quanto mais denuncias houver, mais os assediadores ficarão inibidos. Quanto mais discutirmos, mais os trabalhadores saberão o que é assédio”, diz.

Ela ainda afirma que os prejuízos da violência nos locais de trabalho atingem não só a vítima, mas toda a sociedade. “Comumente, quando um trabalhador é assediado, ele tem problema físico ou psicológico. E normalmente é atendido pelo governo (Sistema Único de Saúde). Ou seja, toda sociedade paga pelo erro de uma empresa ou de um assediador.”

A visão ampla é real e concreta. Entretanto, Thaís Dumet, representante da OIT Brasil, reforçou que a principal perda é da vítima, principalmente quando é uma mulher. “Mulheres que sofrem violência no ambiente de trabalho perdem o posto ou têm sua produtividade diminuída; ou são transferidas de local”, comenta.

A secretária de Mulheres da CUT-DF, Thaísa Magalhães, avalia que “o assédio é também um mecanismo político de ascensão no trabalho”, e que o combate a essa prática é “extremamente difícil”, já que há um limiar tênue entre assédio e divergência, sendo necessário também o compromisso das entidades sindicais para romper com essa realidade. “O debate de hoje deve ser replicado em cada sindicato, em cada local de trabalho. Esse tema deve deixar de ser tabu e ser discutido em todos os espaços”, orienta.

Thaísa Magalhães ainda analisa que, no Brasil, a cultura patriarcal induz à naturalização das diversas formas de violência contra as mulheres, e que, portanto, “uma das maneiras mais simples de se combater o assédio é combatendo a cultura machista”. “Não naturalizar piadinhas, comentários machistas e situações que são de violência no cotidiano é uma tarefa de todas e todos.”

 

Mais sobre a Convenção 190

A Convenção 190 foi assinada em 2019, no aniversário de 100 anos da OIT, durante sua 108ª Conferência, realizada em Genebra (Suíça). O instrumento jurídico internacional, debatido por mais de quatro anos, é o primeiro da história a proteger os trabalhadores de todas as formas de assédio e violência no trabalho.

A aprovação da Convenção contou com 439 votos favoráveis, sete contrários e 30 abstenções. Entre as abstenções, a do representante do setor empresarial brasileiro Murilo Portugal, à época presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

Leia a íntegra do texto da Convenção 190 da OIT.

 

Série de debates

O webnário “Assédio moral e sexual nos locais de trabalho: Convenção 190 da OIT” é o segundo da série de três webnários realizados pela CUT-DF para fortalecer a campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

O primeiro debate foi realizado no primeiro dia da campanha, 20 de novembro, com o tema “Desafios e violências impostos às mulheres negras pelos governos neoliberais” (linkar matéria). A série será encerrada no dia 10 de dezembro, último dia da campanha, com o tema “Busca por equidade de direitos: desafios das mulheres dos Direitos Humanos”. O debate será às 19h30, com transmissão na página do Facebook da CUT-DF e no canal do YouTube da Central. O conteúdo também será compartilhado na página do Sinpro-DF no Facebook.

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Desafios e violências impostos às mulheres negras pelos governos neoliberais

Assédio moral e sexual nos locais de trabalho: Convenção 190 da OIT

 

Professores entram na luta contra a privatização da CEB Distribuidora

Professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal se engajaram na campanha “A EDUCAÇÃO diz NÃO à privatização da CEB!”, desenvolvida pelo Sinpro-DF desde que o governador Ibaneis Rocha, do MDB, pôs em curso seu programa privatista das empresas públicas do DF. Além das matérias e reportagens realizadas pelo Sinpro-DF denunciando os prejuízos dessa privatização à população e aos cofres públicos, a partir desta quarta-feira (2), a categoria participa da campanha. Confira, no final desta matéria, os vídeos.

Com declarações contrárias a essa privatização aligeirada e sem nenhuma discussão com a população nem com os poderes constituídos, como com a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), professores(as) e orientadores(as) educacionais se manifestam, por meio de vídeos, contra a decisão autoritária do governador Ibaneis Rocha, que “vai passando a boiada”, como disse o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em reunião ministerial divulgada na mídia em abril deste ano.

Nesta quarta o Sinpro-DF lança, nas redes sociais, vídeos com professores(as) e orientadores(as) educacionais declarando os motivos pelos quais são contra a privatização da CEB Distribuidora. “A categoria já sabe o que irá acontecer com a qualidade dos serviços e o preço de um produto essencial, fundamental e necessário para assegurar a vida das pessoas, a autonomia do DF e soberania do País”, afirma a diretoria colegiada do Sinpro-DF.

A diretoria lamenta e vê com preocupação o posicionamento do juiz Paulo Afonso Cavichioli Carmona, da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF, que indeferiu, dia 26/11, a liminar impetrada pelos parlamentares da bancada do DF no Congresso Nacional e por deputados distritais pedindo a suspensão do leilão aligeirado da CEB, uma das mais lucrativas para os cofres públicos da capital do País.

“A privatização da CEB representa um grande prejuízo para toda população do DF. Prejuízo que será traduzido em contas mais caras e serviços prestados de forma precária. Basta ver o que aconteceu no Amapá. Conseguimos imaginar o DF ficando 21 dias sem luz? Foi isso que aconteceu com o apagão recente que acometeu toda a população do Amapá. Sem contar com o pior dos prejuízos que é o de transformar uma estatal, que é pública e do povo, em um bem privado, de domínio de grandes empresários”, alerta Luciana Custódio, diretora do Sinpro-DF.

“O governador quer a privatização às escuras e sem participação da sociedade”, diz deputada
 Diante da negação da Justiça do DF, os parlamentares acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 27/11, para impedir a privatização da CEB Distribuição. O fundamento principal é a falta de autorização da CLDF para alienação de uma empresa pública. A reclamação foi apresentada pelos deputados Chico Vigilante (PT), Arlete Sampaio (PT), Leandro Grass (REDE), Fábio Félix (PSOL) e Reginaldo Veras (PDT).

“É um absurdo que a gente não consiga fazer valer a lei, o que está na Lei Orgânica do Distrito Federal. A decisão do Supremo de que se pode privatizar subsidiárias sem passar pelo Legislativo não cabe à CEB porque, primeiramente, a Lei Orgânica do DF é clara. Ela diz que qualquer privatização terá de passar pelo Poder Legislativo. A decisão do Supremo não obriga que não passe. Diz que não precisa passar, mas há uma legislação aqui que é clara e tem de ser respeitada. Segundamente, o Supremo também diz que empresas que não foram criadas por lei não precisam ser extintas por lei. A CEB foi criada por lei. Ela existe antes da existência da holding. Terceiramente, a CEB representa 96% da holding. Privatizar a CEB é privatizar a holding. É privatizar a empresa principal que, segundo o Supremo, só pode ser feita com autorização do Poder Legislativo”, explica a deputada federal Érika Kokay (PT), durante ato público contra a privatização da CEB, na manhã desta quarta-feira (2), na Praça do Buriti.

“Além disso, perdemos a liminar num tempo muito rápido. Isso nos chama atenção. E chama atenção também porque antes de o Tribunal de Contas do DF decidir, bem antes, o governador Ibaneis disse que já estava tudo acertado com o TCDF. Tem uma declaração dele na imprensa: ‘Já está tudo acertado com o Tribunal de Contas’. Antes de o TCDF opinar ou decidir sobre o caso. Vamos recorrer. Tivemos em tempo recorde uma Justiça muito lenta para assegurar direitos, inclusive o direito da população de não ter aumento de energia porque o aumento da tarifa foi dado em todos os lugares em que houve a privatização e, rapidamente, eles decidem. Vamos recorrer em todas as instâncias possíveis para fazer valer a lei e o direito da população de participar dessa discussão porque o que estamos questionando é se o governador pode fazer isso de forma autoritária como estelionato eleitoral. Ele nem pode dizer que foi eleito para isso porque na eleição ele disse que não ia privatizar. Então, é estelionato eleitoral e o governador quer fazer essa privatização às escuras, sem a participação da sociedade. Já recorremos e vamos recorrer, recorrer, recorrer até que se faça justiça. E vai se fazer justiça. A CEB é pública”, declarou a deputada.

Nesta quarta-feira (2), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sinpro-DF, o Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal (Stiu-DF), que reúne os(as) trabalhadores(as) da CEB, movimentos populares, parlamentares e outros sindicatos do DF se reuniram na Praça do Buriti, às 10h, para um ato público contra a privatização aligeirada e sem transparência da empresa pública. O Stiu-DF alerta para o fato de que a privatização da CEB, em 4 de dezembro, causará efeito devastador no sistema elétrico da capital federal e aumentos abusivos na conta de energia dos brasilienses. A exemplo do Amapá, que sofreu apagão que atingiu 90% da população, outros estados também arcam com as consequências da precariedade no fornecimento de energia elétrica devido à privatização, a exemplo, também, do Estado de Goiás.

“Em termos de ação judicial, temos essa reclamação no STF, que foi distribuída, agora, nesta segunda-feira, 30/11, para o ministro Cássio Nunes Marques e estamos aguardando a decisão. Ele pode decidir, monocraticamente, por uma liminar suspendendo o leilão e fazer a discussão, posteriormente, numa Turma do Supremo. Temos outra ação na Justiça Federal pendente de julgamento. Estamos aguardando. Uma terceira ação, encaminhada por parlamentares da CLDF, na qual eles entram como terceiro interessado numa outra ação que tramita na Justiça comum do DF. Temos, portanto, três medidas judiciais e estamos aguardando uma decisão a qualquer momento”, afirma João Carlos Dias, diretor de Assuntos Jurídicos e Trabalhistas do  Stiu-DF.

Confira, no link, a seguir, os vídeos dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Participe! Manifeste nas redes sociais contra esta privatização!
Vídeos dos professores

Leia também série de matérias produzidas pelo Sinpro-DF sobre os prejuízos de uma privatização da CEB:

Bancada do DF vai à Justiça para barrar o leilão da CEB Distribuição 

Sem argumentos lógicos, Ibaneis usa mentiras para emplacar lucros a empresários

Apagão: o destino do DF depois da privatização da CEB

Ato público contra a privatização da CEB em frente à CLDF nesta quarta-feira (7)

Nota da diretoria do Sinpro-DF contra a privatização da CEB

Empresa privada deixa Amapá sem energia e mais de 120 mil estudantes sem aulas  

Empresa privada que administra energia elétrica deixa Amapá no apagão

Professores entram na luta contra a privatização da CEB Distribuidora

MATÉRIA EM LIBRAS

ORGULHO || 25 PROFESSORES DA UNB ESTÃO EM LISTA DE PESQUISADORES MAIS INFLUENTES DO MUNDO

Um levantamento feito pela respeitosa universidade americana de Stanford, revelou que 25 professores(as) da Universidade de Brasília-Unb, estão entre os pesquisadores mais influentes do mundo. Os professores(as), foram listados em duas categorias, a primeira que analisa o impacto dos artigos publicados por cada profissional ao longo de toda carreira e a outra que analisa o mesmo quesito no ano de 2019. 

A pesquisa feita, levou em conta um banco de dados da instituição. Na lista, 34 brasilienses são mencionados, o que é motivo de orgulho para todos(as). Os professores(as) são da área da tecnologia, economia, administração, física, medicina e química.

Leia mais e confira a lista completa aqui

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