É com enorme pesar que o Sindicato dos Professores no Distrito Federal -Sinpro-DF, vem a público noticiar o falecimento do nossa querida companheira de luta Nilda Barros Silva, professora aposentada que passou pelo Centro de Ensino Médio 01 do Núcleo Bandeirante e Centro de Ensino Médio Urso Branco.
Após lutar incansavelmente pela vida com a mesma garra que lutava pela categoria magistério, Nilda Barros Silva, foi uma das vítimas da Covid-19.
Nossa querida Nilda, será sempre lembrada pelo profissionalismo, honestidade e competência e, neste momento de dor, a diretoria colegiada do Sinpro se solidariza aos familiares e amigos e deseja que Deus dê conforto para que possam enfrentar esta perda com serenidade.
Conhecida carinhosamente de professora Nildinha, sua passagem pelo CEMUB trouxe grande crescimento, pois sempre estava à frente de grandes projetos e empreitadas em prol de uma escola pública de qualidade.
Com a chegada repentina da pandemia para todo o mundo, o isolamento social passou a ser regra dentro dos lares e bairros, afetando a rotina e comportamento dos mais velhos aos mais novos, abrindo espaço para perguntas e diversos questionamentos.
Para o professor Alexandre Baena dos Santos de 47 anos, não foi diferente. Com olhar atento para o momento, o professor se deparou com algumas perguntas que contribuíram para o desenvolvimento de uma poesia rica e reflexiva. O que temos como infância, afinal? Crianças com casa, comida e internet e consequentemente com acesso à escola, temos crianças na rua, com fome, pedindo esmola e sequer tem um lar. O advento da plataforma digital veio também escancarar esse abismo social. Onde os pais também reclamam de não terem “onde deixar ” seus filhos. O depósito escola. Perguntas como essas, abriram para Alexandre, o caminho poético, que resultou em uma bela obra intitulada “Onde estão nossas crianças?”
Museu da Educação do DF comemora Dia do Professor, nesta quarta (14), com live
Jornalista: Maria Carla
O Museu da Educação do Distrito Federal (Mude) realiza, nesta quarta-feira (14), uma live em comemoração ao Dia do(a) Professor(a) com o tema “Ser professor: realidade e perspectivas”. O programa ao vivo será transmitido, às 19h, nos canais do YouTube e Facebook do museu.
Ninguém melhor do que os próprios professores para falar dessa realidade e perspectivas. Daí que, com a mediação da professora Ariane Abrunhosa, o Mude traz Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF; Alexandre Pilati, professor da Universidade de Brasília (UnB) e diretor do Decanato de Extensão (DEX/UnB); Thiago Cortinaz, professor da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF) e subsecretário de Educação Básica (Subeb/SEEDF).
SERVIÇO:
O QUE: Museu da Educação (Mude) comemora Dia do(a) Professor(a)
DATA: 14/10/2020
HORA: 19h
ONDE: YouTube e Facebook do Mude
TEMA: Ser professor: realidade e perspectivas
Professora da rede há 5 anos, Edilma Dias de Lima, viu de perto as dificuldades e desafios impostos pela pandemia aos seus estudantes, o que para ela, abriu um olhar para o novo. Após tentar explicar o conteúdo por chamada de vídeo para aluna, a professora viu que o aparelho telefônico não suportava chamadas, o que implicaria no desenvolvimento da atividade com a jovem, que de imediato, chamou sua atenção e resolveu compartilhar em um grupo de amigas o ocorrido para tentar uma possível doação de um aparelho celular. “Enviei mensagem em um grupo de amigas e a mensagem se espalhou em outros grupos, chegando à uma diplomata”, afirma Edilma.
Com tamanha repercussão do assunto, à diplomata Camila levou a causa à presidência da Associação dos Diplomatas Brasileiros – ADB, que apoiaram e contribuíram com a ação. A doação para a estudante, foi o pontapé inicial para iniciar um projeto especial e inclusivo: Tablets para estudantes da rede pública continuar com os estudos mesmo na pandemia. Batizado de “Educação na palma da mão”, a ação atende somente estudantes da rede pública de ensino de Ceilândia que são divididos em dois grupos; Prioridade absoluta: crianças que não estão acessando a plataforma pela falta do aparelho; Acesso precário: crianças que acessam a plataforma somente quando o aparelho fica disponível. Geralmente quando o responsável chega do trabalho, em geral, à noite; Crianças que compartilham um aparelho com outras crianças na mesma casa; Aparelhos que não permitem o acesso a todos os recursos da plataforma Google Sala de aula.
Ao todo, já foram doados na primeira etapa (10/07): 17 aparelhos, na segunda etapa (25/08 e 18/09), 109 aparelhos e na terceira etapa (05 e 06/10): 49 aparelhos, totalizando 175 aparelhos, um número significativo de estudantes, 6 escolas atendidas.
Como ajudar?
Doação de aparelhos usados em pleno funcionamento ou doando na conta abaixo:
Associação dos Diplomatas Brasileiros
Banco do Brasil
Agência 3600-5
Conta corrente 410.022-0
CNPJ 37.159.308/0001-94
(Favor enviar o comprovante para: secretaria@adb.org.br)
Contato: 61 982271818 Edilma Dias de Lima Professora na Escola Classe 40 de Ceilândia
Outubro Rosa é o tema do TV Sinpro desta quinta-feira (15)
Jornalista: Maria Carla
O TV Sinpro apresenta, excepcionalmente, nesta quinta-feira (15), às 13h, o tema “Outubro Rosa: prevenção, diagnóstico e tratamento”. O assunto faz parte do movimento mundial de conscientização Outubro Rosa 2020 para alertar mulheres e homens da importância de evitar o câncer de mama com exames preventivos.
O Sinpro-DF, que todo ano adota uma iniciativa distinta e atrativa a fim de conscientizar a categoria sobre a necessidade da prevenção, lançou, na sexta-feira (9), a campanha “O Sinpro abraça essa ideia”. Além de envios de panfletos virtuais, o sindicato realiza, na TV Comunitária, um programa de televisão, inteiramente, dedicado ao assunto.
Nesta edição, o TV Sinpro conta com a participação de Thaís Romanelli Leite, diretora do Sinpro-DF, que apresentará o tema e, na sequência, Mariana Fiori, médica cirurgiã residente em mastologia pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB), que falará sobre a prevenção; e, Luciane Kozicz, psicóloga, que dará um depoimento sobre o diagnóstico com uma fala sobre “o imaginário versus o real”.
Importante lembrar que o câncer de mama é uma das maiores causas de mortalidade de mulheres. Dados do Ministério da Saúde indicam que uma em cada dez mulheres pode ter a doença. O ministério informa que, no Brasil e no mundo, o câncer de mama é o tipo mais comum entre mulheres, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos da doença a cada ano. Esse percentual é de 29% entre as brasileiras.
O TV Sinpro é transmitido, ao vivo, toda terça-feira, às 17h, pela TV Comunitária. Contudo, excepcionalmente nesta semana, será apresentado na quinta-feira (15). O acesso é feito pelo perfil do Sinpro-DF no Facebook, pelo canal 12 da NET e pelos site e fanpage da TV Comunitária.
Assista pelo Facebook do Sinpro-DF: facebook.com/sinprodf
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REPRISES
São exibidas durante a semana. Confira a programação:
Arnaldo Antunes e artistas locais fazem live em comemoração ao Dia das/os Professoras/es
Jornalista: Vanessa Galassi
Uma super live cultural homenageará professoras e professores neste 13 de outubro, terça-feira. Como o tema “Esperançar e Resistir”, a atividade que comemora o Dia das/os Professoras/es traz na programação uma série de shows com artistas locais e, como atração principal, o músico, poeta, compositor e artista visual Arnaldo Antunes. A transmissão da live será a partir das 15h, nos canais do Sinpro-DF no Youtube, Facebook e Instagram.
Além de Arnaldo Antunes, os artistas Alessandra Terribili, Marcelo Café, Beirão Manasses, Discolada, Lene Matos e a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional se apresentarão na live Resistir e Esperançar. Poetas, como Lília Diniz, além de atores e atrizes da cidade, entre eles Richard Riguetti, completam a programação.
“Essa é a primeira vez na história do Sinpro-DF que o Dia das Professoras e dos Professores será comemorado virtualmente. A pandemia da Covid-19, que segue alarmante diante da ausência de políticas públicas adequadas para combater a disseminação do vírus, ainda não permite aglomerações. De forma responsável e colocando a vida sempre em primeiro lugar, o Sinpro-DF não deixará que esse Dia das Professoras e dos Professores seja menos importante. Uma programação de qualidade vai marcar este dia, recarregar nossas energias e nos dar força para continuar na luta”, afirma a diretora do Sinpro-DF Márcia Gilda.
O evento deste 13 de outubro é uma parceria do Sinpro-DF com o Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF), com a participação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), da Central Única dos Trabalhadores no DF (CUT-DF) e da Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee).
Sinpro-DF abraça Outubro Rosa e alerta para o câncer de mama
Jornalista: Maria Carla
“Quanto antes melhor – Todos contra o câncer de mama”. Esse é o tema do movimento de conscientização Outubro Rosa 2020, lançado pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), para alertar mulheres e homens da importância de evitar o câncer de mama com exames preventivos. O Sinpro-DF, que todo ano adota uma iniciativa para atrair a categoria para a conscientização do Outubro Rosa e alertar sobre a necessidade da prevenção, lança, nesta sexta-feira (9), a campanha “O Sinpro abraça essa ideia”.
Além de envios de panfletos virtuais, o sindicato realizará um programa na TV Comunitária, em 15/10, Dia do(a) Professor(a), às 13h, sobre o tema. O programa conta com a participação de Thaís Romanelli Leite, diretora do Sinpro-DF, que apresentará o tema e, na sequência, Mariana Fiori, médica cirurgiã residente em mastologia pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB), que falará sobre a prevenção; e, Luciane Kozicz, psicóloga, que dará um depoimento sobre o diagnóstico com uma fala sobre “o imaginário versus o real”.
“Todo ano a Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF participa da campanha de conscientização. Mais da metade da nossa categoria é formada por mulheres e consideramos esta uma das mais importantes campanhas de proteção à saúde da professora e da orientadora educacional, muito embora os professores também sejam suscetíveis a esse tipo de câncer. Daí a campanha de prevenção ser destinada a elas e também a eles”, afirma Alberto Ribeiro, diretor do Sinpro-DF e coordenador da secretaria.
O câncer de mama é uma das maiores causas de mortalidade de mulheres. Dados do Ministério da Saúde indicam que uma em cada dez mulheres pode ter a doença. O ministério informa que, no Brasil e no mundo, o câncer de mama é o tipo mais comum entre mulheres, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos da doença a cada ano. Esse percentual é de 29% entre as brasileiras.
Números e estatísticas
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, entre os anos de 2020 e 2022, haverá 66.280 novos casos. A publicação intitulada “Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil”, lançada no Dia Mundial do Câncer, em 4 de fevereiro, apresenta projeções para o triênio e mostra que, no Brasil, o câncer de mama e o de próstata estão em segundo lugar em incidência.
A publicação indica, ainda, que o câncer de pulmão é o mais incidente no mundo (2,1 milhões) seguido pelo câncer de mama (cerca de 2,1 milhões), cólon e reto (1,8 milhão) e próstata (1,3 milhão). O Atlas de Mortalidade por Câncer de 2018, por sua vez, dá conta de que, no Brasil, houve 17.763 mortes por câncer de mama naquele ano, sendo 17.572 de mulheres e, 189, de homens.
O câncer de mama também atinge os homens. Apesar do elevado número de mortes, o diagnóstico de um câncer não significa mais uma condenação à morte. Contudo, a cura só acontece se a pessoa se antecipar, fazendo exames da mama periodicamente, tiver uma atitude proativa e adotar a prevenção como regra de vida. Além disso, deve evitar os fatores de risco e estimular os fatores protetores. Dentre essas atitudes, destaca-se a necessidade de observação das alterações no organismo. O autoexame de toque, por exemplo, é importante, mas nada substitui a mamografia, que deve ser feita regularmente.
“O câncer não é um ponto final. Ao contrário, pode nos permitir a reinvenção de um novo caminho. Se apropriar do encantamento e abandonar os modelos existentes, prazeres dados. Se permitir ser um sujeito do advir e entrar em contato com o desejo. É pelo imprevisto que nos recriamos”, informa Luciane Kozicz.
O Ministério da Saúde informou que, durante esta pandemia do novo coronavírus, ainda em curso e em números elevados, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou uma queda de 84% nas mamografias feitas no Brasil em comparação com 2019. No início, a pandemia havia se tornado um impedimento à busca dos serviços públicos de saúde para prevenção, no entanto, não se pode vacilar. A morte por câncer também é uma realidade quase que epidemiológica que a pandemia da Covid-19 não pode obscurecer.
“Acho que colocamos em pauta um tema que tentamos negar: a morte. Muitas vezes estamos numa esteira de produção imaginária, vivendo de forma maquínica, engessados no sentir. Como se sobrecarregados, pudéssemos nos completar, acabar com a angústia. É um momento que nos coloca próximos do nosso verdadeiro eu, caem as máscaras das certezas. Somos obrigados a acolher o novo, trocá-lo pelo já pronto e dessa forma ter uma vida autêntica”, afirma Kozicz.
O que fazer para evitar a doença?
A Sociedade Brasileira de Mastologia e o Inca afirmam que não há uma causa única para o câncer de mama e recomenda mudança de hábitos para uma rotina saudável. Em nota, o Inca informa que a alimentação saudável, o fim do uso do tabaco e a redução do consumo de álcool estão entre medidas preventivas que podem evitar 28% de casos da doença.
“A prática de atividade física e de alimentação saudável, com manutenção do peso corporal adequado, estão associadas a menor risco de desenvolver câncer de mama: cerca de 30% dos casos podem ser evitados quando são adotados esses hábitos. A amamentação também é considerada um fator protetor”, informa o Inca.
O instituto adverte que “os principais sinais e sintomas da doença são caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou nas axilas”. Clique aqui para saber mais sobre sinais e sintomas.
Alerta também para o fato de haver “diversos agentes estão relacionados ao desenvolvimento da doença entre as mulheres, tais como envelhecimento (quanto mais idade, maior o risco de ter a doença), fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher (idade da primeira menstruação, ter tido ou não filhos, ter ou não amamentado, idade em que entrou na menopausa), histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficiente e exposição à radiação ionizante”.
Dicas sobre hábitos ideais para uma rotina saudável
Alimente-se bem e não fique muito tempo sem comer, ou seja, prefira comer de 3 em 3 horas, em pequenas quantidades, sempre priorizando os alimentos naturais e evitando os alimentos industrializados. Guia Alimentar para a População Brasileira
Evite o excesso de gorduras e carboidratos simples, como açúcar adicionado aos alimentos, doces, sucos de caixinha ou saquinho, refrigerantes, pão branco, macarrão, sempre preferindo as opções integrais.
Procure ingerir proteínas de boa qualidade, principalmente frutas, legumes e verduras por serem fontes de vitaminas e minerais essenciais e ricas em fibras que ajudam na saciedade e no funcionamento adequado do intestino.
Pratique exercícios físicos durante a semana. O ideal são 150 minutos de atividades físicas moderadas ou 75 minutos de atividades vigorosas divididas pelos dias da semana.
Planeje o seu dia alimentar e tente segui-lo.
Breve histórico
O movimento Outubro Rosa é internacional e surgiu nos Estados Unidos da América (EUA) nos anos 1990. Iniciativas relacionadas ao câncer de mama e à mamografia eram realizadas, em vários estados daquele país, no mês de outubro. Posteriormente, com a aprovação do Congresso Nacional, o mês de outubro se tornou o mês nacional (estadunidense) de prevenção do câncer de mama.
O laço cor de rosa foi adotado, mundialmente, como símbolo da luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades no movimento de conscientização. Ele foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da 1ª Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990. Desde então essa corrida é promovida anualmente na cidade. (www.komen.org e www.pink-october.org)
A popularidade do Outubro Rosa se espalhou pelo mundo, motivando pessoas em todos os países a aderirem à causa. No Brasil, primeira iniciativa foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo.
Sinpro-DF se solidariza com líder sindical que perdeu irmã para a Covid-19
Jornalista: Vanessa Galassi
Faleceu na manhã desta quinta-feira (8) a irmã do secretário de Relações Internacionais da CUT Brasil e ex-dirigente do Sinpro-DF e da CNTE, Antônio Lisboa. Ela foi mais uma vítima da Covid-19, que continua levando os amores de muitas pessoas devido à ausência de políticas públicas que contenham a disseminação do vírus.
O Sinpro-DF lamenta profundamente a perda do companheiro Lisboa e se solidariza com toda sua família. Seguiremos juntos na luta em defesa da vida, para que ninguém mais tenha que chorar a perda de entes queridos.
Ato público contra a privatização da CEB em frente à CLDF nesta quarta-feira (7)
Jornalista: Maria Carla
Nesta quarta-feira (7), às 9h, trabalhadores(as) da Companhia Energética de Brasília Distribuidora S.A. (CEB Distribuidora S.A.) irão realizar um ato público em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), ao lado do Eixo Monumental, contra a privatização da CEB, cujo leilão está previsto para ocorrer, no dia 13 de outubro, pela B3.
O ato público será encerrado com um “faixaço” em defesa da CEB Pública, contra a tentativa de privatizar a empresa sem passar pela CLDF. “O ato é aberto ao público e a todas as entidades”, informa o Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal (Stiu-DF), que tem denunciado várias irregularidades do governo Ibaneis Rocha (MDB) no encaminhamento dessa privatização.
“O DF é uma das poucas unidades da Federação que preservaram o seu patrimônio. Mas o governador Ibaneis tem tratado as empresas públicas como um balcão de negócios”, denuncia o sindicato. Na última semana de setembro, o Conselho de Administração da CEB aprovou a convocação de Assembleia Geral Extraordinária para aprovação da alienação de 100% das ações representativas do capital social por R$ 1,42 bilhão.
“Essa privatização mostra a má-fé e a mentira do governo Ibaneis e do governo Bolsonaro de dizerem que a empresa pública só dá prejuízo. O Faturamento anual da CEB, em 2019, foi R$ 4,4 bilhões. Sua eficiência tem se revelado, anual e sucessivamente, por meio dos resultados de excelência. O lucro da empresa, em 2017, foi de R$ 41,9 milhões; em 2016, foi R$ 50,2 milhões; em 2015, R$ 36,5 milhões. E quer vender por apenas R$ 1,4 bilhão”, afirma João Carlos Dias, dirigente do Stiu-DF.
“Vamos dar uma resposta aos privatistas com muita unidade, mobilização e capacidade de diálogo com a população e com os parlamentares”, defende João Carlos Dias, dirigente do Stiu-DF. Além do ato desta quarta-feira (7), o Stiu-DF irá realizar outro ato público, no dia 13/10, às 9h, com uma assembleia geral a ser realizada na frente da CLDF.
Por que privatizar a CEB será péssimo para a população do DF?
Dias explica que o governo Ibaneis quer vender a CEB, empresa que sempre foi motivo de orgulho para a população e motor de desenvolvimento do DF, sem ouvir a população e descumprindo até mesmo promessas de campanha.
“Ele anuncia a ampliação da precarização do serviço público com a venda da Caesb e do Metrô e coloca à venda um dos patrimônios mais lucrativos da nossa capital, administrado com excelência pelos servidores que nele trabalham. A CEB recebeu, nos últimos anos, vários prêmios de qualidade e eficiência. Recentemente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concedeu a ela o prêmio de melhor distribuidora do Centro-Oeste e a sétima melhor do Brasil”, informa.
Criada em 1968 e reestruturada em 2006, a CEB Distribuição S.A. atende a mais 1,1 milhão de unidades consumidoras, sendo premiada e considerada uma das melhores distribuidoras de energia elétrica do País. “No afã de fazer caixa e entregar a empresa para o setor privado, o governo Ibaneis ataca e tenta de todas as formas destruir a imagem da empresa”, denuncia.
Dias afirma que o pior na atitude do governador Ibaneis é esconder da população os riscos da privatização, como a piora do atendimento, a deterioração do sistema elétrico, o desabastecimento, os apagões, a elevação da conta de luz, a terceirização dos serviços e a redução dos investimentos. “Isso ocorre porque as empresas privatizadas priorizam o lucro em vez das pessoas e consumidores”.
Ibaneis quer privatizar a CEB sem passar pela CLDF
“Para fugir do debate e de ter de explicar o absurdo que representa a privatização da CEB, Ibaneis tenta atropelar o parlamento e fazer a venda da empresa sem aprovação de lei específica”, denuncia o diretor do Stiu-DF.
Ele explica que, para conseguir privatizá-la, o governador precisar agir às pressas, como tem agido os neoliberais na esfera federal desde o governo Michel Temer. No caso de Ibaneis, ele se apega em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, definitivamente, não se aplica ao caso distribuidora do DF, que sempre foi a principal empresa do Grupo CEB, representando 96% dos ativos da holding.
“A falta de transparência é evidente e está sendo questionada no Tribunal de Contas do DF (TCDF) e na Justiça.
Com a privatização, a conta de luz vai aumentar
O aumento da conta de luz ocorreu em todas as empresas estaduais privatizadas: CELG, CERON, ELETROACRE, AMAZONAS ENERGIA, BOA VISTA ENERGIA, CEAL E CEPISA.
O quadro, a seguir, ilustra os reajustes ocorridos apenas em 2018:
A Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) informa que, de julho de 1994, quando se iniciaram as privatizações do setor, até dezembro de 2018, a tarifa de energia elétrica se elevou em 1.029%, ou seja, quase o dobro da inflação de 604% apurada pelo IBGE no mesmo período.
O aumento de tarifa ocorre, principalmente, devido ao “ganho de eficiência” obtido pelas empresas privatizadas com demissões em massa de trabalhadores, terceirização de mão de obra e, sobretudo, com a precarização dos serviços prestados à população.
“O que deveria ser investido em melhorias para os consumidores acaba entrando na margem de lucro dessas empresas. A CEB pratica uma das menores tarifas do Brasil! No ranking da Aneel, para tarifa convencional, a distribuidora do DF é a 80ª menor, entre 104 empresas”, afirma Dias.
O governo Ibaneis MENTE sobre a situação financeira da CEB
Para tentar convencer a população a aceitar a venda da empresa, o governo Ibaneis mente sobre a situação da CEB, dando como certa a cassação do contrato firmado junto à União caso não haja a privatização.
Mesmo com todos os obstáculos criados pelo próprio Governo do Distrito Federal (GDF), a CEB cumpriu todos os parâmetros econômico-financeiros exigidos pela Aneel no exercício de 2019, como caminha, rapidamente, neste sentido em 2020. “É outra mentira para tentar iludir a população do DF”, denuncia João Carlos Dias.
E mais: “A alardeada dívida de R$ 1 bilhão, segundo a própria direção da CEB, caiu para R$ 806 milhões, em 2020, e está sendo amortizada normalmente. Em valores atualizados, a CEB tem R$ 1,5 bilhão a receber de contas em atraso, incluindo aí do GDF. Isso, sem contar os imóveis para alienação, estimados em mais de R$ 1 bilhão!”, revela o sindicalista.
CEB, uma das melhores distribuidoras do Brasil
A CEB é, reconhecidamente, uma das distribuidoras do País que mais evoluiu nos últimos anos em relação aos indicadores de qualidade. Em fevereiro de 2020, recebeu o Prêmio Aneel de Qualidade como a melhor concessionária do Centro-Oeste. No ranking das melhores do Brasil, entre 34 distribuidoras com mais de 400 mil consumidores, a CEB ficou em sétimo lugar. Além disso, foi a segunda empresa que mais evoluiu na avaliação dos clientes em 2019.
O progresso da empresa na redução do DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Consumidor) e do FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Consumidor), que reflete a confiabilidade do fornecimento, a dedicação de seu quadro técnico e os investimentos no sistema elétrico ocorridos nesta década, já foi utilizado como exemplo pela própria Aneel e alcançou, em 2018, o melhor patamar desde a criação dos indicadores, em 2001.
O risco da situação em Goiás se repetir no DF
A CELG, estatal goiana de energia elétrica, foi privatizada em 2017. De lá para cá, a população de Goiás passou a viver o martírio dos apagões, do atendimento precário e desabastecimento. Cidades inteiras estão sofrendo.
O prefeito de Caldas Novas, um dos polos turísticos mais importantes do Centro-Oeste, divulgou vídeo denunciando o descaso. O próprio governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), já pediu a cassação da ENEL, empresa italiana que comprou a CELG. “O preocupante é que essa situação pode se repetir no DF, já que a ENEL, por questão territorial, é uma das interessadas em comprar a CEB Distribuição”, alerta.
Empresas privatizadas são campeãs de reclamações no Procon
A situação em Goiás também é presente no Acre, Amazonas, São Paulo, Piauí, Pará e em, praticamente, todos os estados que privatizaram suas distribuidoras. Enquanto a CEB registrou apenas 7 (sete) reclamações na Ouvidoria da Aneel em 2018 e nenhuma em 2019, as empresas privatizadas são campeãs de queixas no Procon. Se a CEB for privatizada, será grande o risco da população do DF passar a enfrentar esses problemas.
Você sabia?
– Entre 1999 e 2018, a CEB recebeu apenas o aporte de R$ 200 milhões do GDF em 2013, assim mesmo na forma de pagamento pelos investimentos em geração realizados até 2005 e, também, devido às obras da Copa do Mundo de 2014?
– A CEB tem ações em empresas de geração fora do DF e que apesar da Câmara Legislativa ter autorizado a sua venda, o governo Ibaneis prefere vender a própria CEB? É como se você precisasse ajustar a vida financeira de sua família e, ao invés de vender um carro ou um lote, optasse por vender a própria casa?
– A conta de luz em Goiás subiu quase 34% nos últimos dois anos, sob a gestão da ENEL?
– Em 2018, os goianos ficaram, em média, 26 horas sem energia, e que no DF esse número não ultrapassou 9 horas?
– A empresa ENEL reduziu investimentos, piorou os serviços e lucrou 14 vezes mais em relação a 2017?
Miguel Arroyo fala sobre o papel da educação no processo de resgate das vidas ameaçadas pela Covid-19, nesta terça (6)
Jornalista: Vanessa Galassi
O TV Sinpro desta terça-feira (6) traz como convidado especial o professor doutor e sociólogo Miguel Arroyo para falar sobre o tema “Vidas ameaçadas, que possibilidades teremos na educação após a pandemia?”. O programa, que também terá a participação de Berenice Darc e Cláudio Antunes, ambos integrantes da diretoria do Sinpro-DF, irá ao ar às 19h, com transmissão pelos canais do Sindicato no Facebook, Youtube e Instagram, além da TV Comunitária (canal 12 da NET).
Sob a perspectiva de seu livro Vidas Ameaçadas: exigências-respostas éticas da educação e da docência, Miguel Arroyo falará sobre como escola, educadores e educadoras podem dar respostas e configurar um novo cenário social no pós-pandemia, protegendo vidas ameaçadas não só pela Covid-19, mas sobretudo por estruturas sociais racistas, machistas, homofóbicas, classistas.
“Não estamos apenas em um tempo de vírus. Estamos em um tempo em que somos obrigados a politizar. Politizar o direito à educação, as lutas, as identidades docentes”, avalia Arroyo.
https://youtu.be/JE6TsShwDAE
Sobre Miguel Arroyo
Nascido na Espanha em 1935, o professor doutor e sociólogo Miguel Arroyo veio para o Brasil para escapar da ditadura de Franco no final da década de 50. Aqui fez carreira na educação defendendo que a escola deve trabalhar para além de habilidade como ler e escrever. Para ele, a escola deve formar cidadãos.
Arroyo é formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (1970) e doutor em Educação pela Stanford University nos Estados Unidos (1976), é professor Titular Emérito na Faculdade de Educação da UFMG. Possui Pós-Doutorado pela Universidade Complutense de Madrid (1991).
Oportunidade
Diante da necessidade de empoderamento sobre temas relacionados à educação, o Sinpro-DF está com uma parceria com a Editora Vozes para professoras/es filiados. Na compra de qualquer livro da Editora Vozes, que publica obras de Miguel Arroyo, receba desconto de 30%. Basta usar o código “Sinpro”. Nas compras a partir de R$ 100, o frete é grátis. O desconto vale de 2 a 10 de outubro.