Câmara dos Deputados abre consulta sobre reforma administrativa

A Câmara dos Deputados disponibilizou, no seu site, uma enquete sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020 – da reforma administrativa–, que, simplesmente, revoga a Lei nº 8.112/1990 e extingue com, praticamente, todos os direitos trabalhistas dos(as) servidores(as) públicos(as) de todas as esferas da União: federais, estaduais, municipais e distritais. Tanto é que a reforma está centrada em alterar os trechos da Constituição que impedem o loteamento de cargos no serviço público pelos políticos-empresários e outros setores que atuam na destruição do Estado democrático de bem-estar social com o discurso do Estado mínimo. A PEC 32/2020 altera 27 trechos da Constituição e introduz 87 novos, sendo quatro artigos inteiros.

Um dos objetivos da PEC é o loteamento dos cargos públicos para interesses privados, basta ver no texto da proposta, que não apresenta alterações para a melhoria dos serviços públicos e sim está centrada em modificar os regimes de contratação – que, hoje, é por concurso público –, a remuneração e o desligamento de pessoal. As principais medidas envolvem trechos da Constituição que tratam da administração pública em geral (artigos 37, 37-A); dos servidores públicos (39, 39-A, 41, 40-A e 41-A); do Orçamento da União (artigo 165); da Previdência Social (artigo 201); e outras disposições gerais (artigo 247), entre outros.  Artigos da Constituição como os 37, 39, 40, 41 são, justamente, os regramentos que regulamentaram o ingresso e os desligamentos (para evitar que servidores ficassem à mercê de políticos mal-intencionados).

Em nota pública a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) ressalta que “a prioridade do novo art. 37-A, que se pretende inserir na Constituição Federal, concede à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a possibilidade de firmarem “instrumentos de cooperação com órgãos e entidades, públicos e privados, para a execução de serviços públicos, inclusive com o compartilhamento de estrutura física e a utilização de recursos humanos de particulares, com ou sem contrapartida financeira”. E essa última parte do trecho da minuta da PEC configura verdadeiro deboche, pois quem imagina que o setor privado ofertará algum serviço às redes públicas de forma gratuita! Querem, sim, vouchers e outros meios de acesso ao orçamento público com a mínima contrapartida. Pior: querem controlar as pessoas que serão contratadas para executar os serviços públicos, retornando o Brasil aos tempos do empreguismo (berço do histórico e malfadado patrimonialismo) sem critérios idôneos e transparentes”.

A reforma administrativa do governo Bolsonaro visa a atacar direitos do funcionalismo estabelecidos em Constituição Federal. Esses direitos foram regulamentados pela Constituição Federal para serem protegidos, justamente, de políticos como esses que estão ansiosos para a materialização da reforma administrativa. Eles foram fixados na Constituição – Lei Maior do País – para acabar com a histórica incompetência, desmazelo e corrupção com o dinheiro público por meio dos cargos públicos, que, antes da promulgação da Constituição de 1988, eram dominados pelos esquemas seculares de apadrinhamento e loteamento dos cargos públicos.

Os direitos trabalhistas do funcionalismo instituídos na Constituição são uma conquista da população para acabar com a pouca vergonha que dominava as contratações, para regulamentar os serviços como direitos fundamentais da população e democratizar o acesso às vagas de trabalho do Estado, que, antes, eram ocupadas por familiares dos políticos-empresários e achegados, que sempre estiveram pendurados no Orçamento do País. Também têm o objetivo de evitar que os cargos públicos, nas três esferas, voltem a ser cabide de emprego dessas famílias que, hoje, estão à frente desta reforma administrativa.

Esses empresários-políticos nunca desistiram de lotear os serviços públicos com seus parentes e amigos. Os recursos financeiros que entram, diariamente, aos trilhões, no caixa do Brasil não podem voltar a ser, como antes da Lei nº 8112/90 e da Constituição Federal de 1988, dinheiro privado de políticos-empresários. Assim como a reforma da Previdência, a reforma administrativa é mais um ataque ao Estado democrático de bem-estar social e prejudica a população porque o objetivo é sucatear os serviços públicos para mercantilizá-los e privatizá-los para que deem lucros às grandes corporações.

Clique no link, a seguir, e vote. Diga não a mais essa aberração do governo federal. É importante mostrarmos o que queremos.

https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2262083/resultado

Votem!
#ReformaAdministrativaNAO
#DigaNaoaPEC32/2020

 

Sinpro-DF realiza live sobre impactos da reforma administrativa no serviço público

O Sinpro-DF realiza, nesta sexta-feira (11), às 19h, uma live sobre os impactos da reforma administrativa (PEC 32/2020) no serviço público pelos canais de comunicação do sindicato no Instagram, Facebook e YouTube. Para falar do assunto, Rosilene Corrêa, diretora da entidade, vai conversar com o Antônio Augusto Queiroz (Toninho), assessor parlamentar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, consultor e analista político, diretor de Documentação do Diap, mestrando em Políticas Públicas e Governo na Fundação Getúlio Vargas (FGV-DF) e sócio-diretor das empresas “Queiroz Assessoria em Relações Institucionais e Governamentais” e “Diálogo Institucional Assessoria e Análise de Políticas Pública”.

A diretoria colegiada ressalta a importância da participação da categoria docente e todos os trabalhadores das demais categorias porque, assim como a reforma da Previdência, que afeta perversamente todos(as) os trabalhadores(as) da iniciativa privada e do setor público, a reforma administrativa segue o mesmo roteiro: instituir no Brasil políticas ultraneoliberais, privatistas e fundamentalistas do Estado mínimo, rejeitadas pelo brasileiro nas eleições de 2002.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020 – da reforma administrativa – segue a pauta entreguista colocada em prática na Amazônia, no pré-sal, nas empresas estatais e em outros setores públicos. A reforma administrativa de Bolsonaro/Guedes foca na privatização dos serviços essenciais e na precarização das formas de contratação no serviço público, similar ao que fizera Temer e o próprio Bolsonaro com a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

Ela desmonta, principalmente, os artigos constitucionais que regulamentaram o ingresso e a permanência de mão de obra nos serviços públicos. A prioridade do novo art. 37-A, que se pretende inserir na Constituição Federal, concede à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios a possibilidade de firmarem “instrumentos de cooperação com órgãos e entidades, públicos e privados, para a execução de serviços públicos, inclusive com o compartilhamento de estrutura física e a utilização de recursos humanos de particulares, com ou sem contrapartida financeira”.

Essa última parte do trecho da minuta da PEC configura verdadeiro deboche, pois quem imagina que o setor privado ofertará algum serviço às redes públicas de forma gratuita! Querem, sim, vouchers e outros meios de acesso ao orçamento público com a mínima contrapartida. Pior: querem controlar as pessoas que serão contratadas para executar os serviços públicos, retornando o Brasil aos tempos do empreguismo (berço do histórico e malfadado patrimonialismo) sem critérios idôneos e transparentes.

Não perca!
Live sobre os impactos da reforma administrativa no serviço público, na próxima sexta-feira (11/9), às 19h, nas redes sociais do Sinpro-DF: YouTube, Facebook e Instagram.

Venha! Participe! Essa reforma afeta profunda e negativamente a vida de todos!

 

Sinpro-DF cancela tradicional Baile dos Aposentados 2020 por causa da pandemia

Brasília-DF, 2 de setembro de 2020

 

Companheira(o) aposentada(o),

 

A Diretoria Colegiada do Sinpro-DF, por intermédio da Secretaria para Assuntos dos Aposentados, vem confirmar que, devido ao período da PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS, que está causando a doença letal COVID-19, e, por causa da necessidade de mantermos o ISOLAMENTO SOCIAL, neste ano de 2020 NÃO realizaremos nosso tradicional Baile da(o)s Aposentada(o)s.

Sabemos que o evento agrada a toda(o)s, uma vez que nos proporciona muita alegria e descontração, oportunizando encontros com colegas e amiga(o)s. Porém, num momento delicado como este, devemos lutar pela preservação de nossas vidas, nosso bem mais precioso.

No mês de janeiro, temos o dia dedicado aos aposentados e desejamos que até lá tenhamos a nossa rotina normalizada e possamos comemorar à altura do que a nossa categoria merece. Seguimos firmes na luta COM VOCÊ e POR VOCÊ!

 

Saudações fraternas!

Vidas importam!

Se possível, fique em casa.

 

Sílvia Canabrava (Coordenadora) 992717399

Consuelita Oliveira 998360396

Elineide Rodrigues 999430217

PROVA DE VIDA
ATENÇÃO: Em razão da pandemia da Covid-19 e do isolamento social,  a Prova  de Vida  continua suspensa. Estamos aguardando novas orientações do IPREV-DF.

Confira, a seguir, o link para a carta

Carta aos(às) aposentados(as)

 

NOTA 10| PROFESSOR DA REDE É CONSIDERADO ENTRE OS 10 MELHORES DO PAÍS

Professor da rede pública desde do ano de 2015, André Luis Miranda de Barcellos Coelho de 31 anos, sempre apostou e acreditou em projetos investigativos no ambiente escolar,o que ainda é um desafio para muitos educadores. A força de vontade, persistência e garra dentro da escola, foi o suficiente para levar o professor de Física a ser um dos vencedores do Prêmio Educador Nota 10, um dos mais importantes do país. Além de ser o único representante do Centro-Oeste, André concorre ao título de Educador do Ano e na categoria de melhor projeto pelo voto popular.

Para o professor, o resultado da premiação é fruto de sua vivência dentro das salas de aula da rede pública, o que para ele é motivo de orgulho. “ Esta experiência tem tudo haver com minha vivência como professor da rede pública’”, afirma.

No ano de 2015, lecionou aula no Centro Educacional 07 e no Centro de Ensino Médio 10, ambos em Ceilândia. Além de ser licenciado em Física pela Universidade de Brasília- Unb, André é mestre em Ensino de Física e doutorando em Educação em Ciência, também na UNB.

O Projeto

O projeto Óptica com Ciência foi desenvolvido em 2019 com 220 alunos do 3º ano do Ensino Médio, entre eles, cinco intercambistas europeus, norte-americanos e indianos. Por ser professor de Física, André trabalhou com óptica geométrica (responsável pelo estudo do comportamento da luz).
Durante 16 aulas, foi construído um método de investigação composto por três momentos:
Investigar um fenômeno com a coleta de dados qualitativos e quantitativos;
Debater e analisar as informações;
Sistematizar os conhecimentos produzidos.

Leia mais sobre o Prêmio no site

 

 

 

 

Apontamentos acerca da ampliação do Novo Ensino Médio no DF em tempos de pandemia

É lamentável o momento em que o mundo, o Brasil e o Distrito Federal estão vivendo de uma pandemia com proporções inimagináveis em que quadro epidemiológico divulgado não traduz a realidade. No Brasil, as medidas adotadas desde o início da pandemia não refletiram uma política adequada de testagem e rastreio do vírus, com práticas genocidas, Presidente e governos naturalizam incontáveis vidas perdidas e famílias afetadas. O vírus, que chegou pelos condomínios de luxo e se alastrou, rapidamente, nas periferias, potencializa, um território de injustiça e desigualdade social quanto ao direito de SOBREVIVER à pandemia. Direito negado tanto sob o ponto de vista humanitário quanto educacional. Basta ver a quantidade de estudantes que ainda está fora da realidade do ensino remoto por falta de condições de obter um aparelho ou Internet que o possibilite participar das atividades a distância.

Um país que atinge a triste marca de mais de 130 mil mortes em que especialistas afirmam que o número de infectados pode, seguramente, ser multiplicado por seis não pode pensar a Educação como um território que se trilha de forma adjacente à pandemia. Ampliar a política do Novo Ensino Médio, juntamente com as medidas em curso ligadas à reforma do Ensino  Médio, remete-nos a testemunhar uma agenda de aplicação progressiva de uma nova política pública, desconsiderando o momento que o mundo, o Brasil e o Distrito Federal estão vivendo! Nossas escolas da rede pública são as mais afetadas neste momento de caos social, econômico e educacional. As aulas remotas, que, para o momento, são a única alternativa para evitar as aulas presenciais, revelam uma elevada desigualdade social também do ponto de vista de acesso aos recursos tecnológicos necessários à continuidade do processo educativo, levando milhares de estudantes a serem excluídos das aulas remotas na modalidade virtual.

Diante desse panorama, é assustadora a tentativa da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF) em dar continuidade ao debate para implantação progressiva de uma política pública nova na educação, quando deveríamos todos juntos nos empenhar em pensar a educação pós-pandemia numa perspectiva de proteção social e educacional; em como lidaremos com os impactos físicos, emocionais, financeiros e de aprendizagens para os estudantes, tanto para os que estão inseridos de modo eficaz nas aulas remotas, mas precisarão aprofundar componentes curriculares mais relevantes, quanto para os que mais precisarão de propostas pedagógicas voltadas para dificuldades de aprendizagem e mais ainda para estudantes que se evadiram por diferentes razões, quer sejam elas econômicos, sociais e/ ou educacionais.

A prioridade deveria estar centrada em como trataremos os efeitos colaterais pedagógicos do ponto de vista de criar políticas públicas para a educação no pós-pandemia. Debater sobre os desafios da educação pública no Distrito Federal em tempos de pandemia. Que projetos interventivos teremos condições de executar para recuperar aprendizagens negadas tanto pela pandemia quanto pelo próprio processo de exclusão dos estudantes em vulnerabilidade social aos recursos adotados nas aulas remotas, vulnerabilidades essas reveladas, potencialmente, pela pandemia?

Diante do exposto, considero inexequível a continuidade da aplicabilidade dessa proposta. Nesse momento, é preciso unir esforços para a construção de um projeto humanizado para a educação, que tenha relevância social, econômica e, acima de tudo, capaz de resgatar os grandes ensinamentos do educador e nosso patrono da Educação brasileira, Paulo Freire, que nos deixou como legado o respeito ao processo educativo refletindo o ser humano, pois, nele, reside o fundamento da educação. E por ser a educação uma prática construtora do humano, no homem e na mulher, educar para Freire é humanizar, é constituir um fazer social, político, antropológico e ético.

Artigo de Luciana Custódio, diretora do Sinpro-DF

Movimento sindical perde o professor Olímpio: fundador do Sinpro-DF

A história do movimento sindical docente na capital do País perdeu, nesta segunda-feira (7), um dos seus principais protagonistas. Faleceu, aos 80 anos, o professor Olímpio Mendes, um dos fundadores do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) e primeiro presidente da entidade na breve gestão inicial de 1979.

Ele faleceu na manhã desta segunda, às 7h45, de traumatismo cranioencefálico e morte súbita. Há 3 semanas, ele sofreu uma queda em razão de uma síncope cuja consequência foi o traumatismo craniano. Recebeu o tratamento de emergência no Hospital Estadual de Urgências de Goiânia (Hugo). Estava se recuperando bem e recebeu alta. Na manhã desta segunda-feira (7), acordou se queixando de dores na barriga. Faleceu nos braços da filha Renata. A família informa que não haverá velório e seu corpo será sepultado, nesta terça-feira (8), em Formosa, Goiás.

Neste momento de dor, a diretoria colegiada do Sinpro-DF manifesta o mais profundo pesar, se solidariza com familiares, amigos, colegas e companheiros de luta e ratifica seus sentimentos por essa grande perda. Informa que em toda a sua trajetória o professor Olímpio sempre foi muito preocupado em ter boas condições de trabalho não só para si, mas também para todos os professores(as) em especial, e para toda a classe trabalhadora.

Goiano de Formosa, Olímpio teve sua trajetória profissional e militância política toda construída no DF. Em 1963, ele foi presidente da UBES. Em 1964, com o início da ditadura, ele foi exilado no México. Foi um dos líderes da refundação da Associação dos Professores do DF e o primeiro presidente do Sinpro-DF em 1979. A diretoria lembra que ele lutou muito para assegurar boas condições de trabalho e salários dignos para a categoria, dentre outros direitos trabalhistas que existem, atualmente, no contracheque de cada professor(a), mas estão ameaçados pela reforma administrativa do governo Jair Bolsonaro.

“Nessa reconstrução da Associação dos Professores e, depois, do Sinpro-DF, teve momentos em que ele se sentiu bastante sozinho porque, no início, a luta era muito difícil. A refundação da Associação ocorreu em Taguatinga, com 28 professores, entre esses, ele, minha irmã (mulher dele) e eu. Reconstruir, fazer o primeiro jornal, foi muito difícil para os professores daquele ano de 1975. Acho que o que temos é de guardar na memória que ele, em todos os momentos, nunca deixou de se sentir parte de nossa categoria, mesmo depois de aposentado”, afirma Lúcia Helena de Carvalho primeira presidenta do Sinpro-DF na gestão 1987-1990.

Cunhada e companheira de militância do professor Olímpio desde o primeiro momento da refundação da Associação, em 1975, Lúcia afirma que a contribuição dele está impressa em cada dia da trajetória histórica do Sinpro-DF. Olímpio foi casado com Maria Aparecida de Carvalho, professora de português concursada da Secretaria de Estado da Educação do DF (SEEDF), também fundadora da Associação, irmã de Lúcia e falecida em 1976. “Ele deixou marcas no nosso sindicato que vão ficar para sempre na nossa história”, afirma.

Rosilene Corrêa, diretora do sindicato, lamenta o falecimento e ressalta a coragem, perseverança e dedicação. “Nunca teve medo de enfrentar quem quer que fosse para conseguir o que era certo e de direito para a sua classe profissional”, ressalta a diretora. Os familiares destacam que sua sensibilidade e espírito de justiça eram seu princípio e maneira de viver. “Sempre corajoso e forte, tudo que fazia pela nossa família também fazia pelos trabalhadores da educação. Ele foi bom tanto para a sociedade quanto para nós, na família”, completa a neta Ana Flávia.

A diretoria do Sinpro-DF se despede do professor Olímpio com a certeza de que seu exemplo de luta, sua dedicação e seus ideais de defesa da classe trabalhadora e do magistério público, com uma educação pública, gratuita, inclusiva, libertadora, emancipadora e de qualidade socialmente referenciada seguem iluminando cada dirigente e cada professor(a) que valoriza sua própria profissão, sua categoria, sua entidade sindical e a luta por um país soberano, democrático e que ofereça uma vida mais justa, digna, inclusiva a todos e todas, com boas condições de trabalho asseguradas a todas as categorias profissionais.

Professor Olímpio, presente!

 

Projeto de estudantes é sucesso nas redes sociais

Com a chegada do isolamento social, diferentes setores tiveram que se reinventar, utilizando-se do acesso remoto como um recurso complementar para se fazer o novo. No cenário educacional, os desafios e dificuldades enfrentadas pelos profissionais e estudantes da rede pública são grandes, porém  os meios digitais, tornou-se aliado e possibilitou inúmeros movimentos. 

Pensando nisso, a professora de Artes Giselle Ziviani,deu início ao projeto intitulado “Arte Isolada 2020″, uma página  no Instagram com objetivo de abrir espaço para estudantes do CEF 104 Norte divulgar obras de artes e a criatividade como um todo e também, compartilhar positividade diante do momento em que o mundo vive.

De acordo com ela, a iniciativa é um bem comum para que todos possam levar conhecimento e compartilhar trabalhos, além de explorar o mundo da arte.. “ O projeto desperta o desejo de compartilhar uns com os outros, o desejo de mostrar a arte, sendo um espaço colaborativo e construtivo”, afirma. 

Ao todo, são 144 publicações na página, o que mostra o engajamento e participação de todos. Você pode conferir, acessando aqui.

Reforma administrativa de Bolsonaro e Guedes ataca as carreiras de servidores e o atendimento público à população

A minuta de Reforma administrativa que o governo Bolsonaro deve encaminhar, até o fim do dia de hoje, à Câmara dos Deputados, se pauta no projeto ultraliberal que tem promovido ampla injustiça social no Brasil. Nele, o Estado Mínimo é a regra e os serviços públicos ofertados à população não são prioridades!

O mantra neoliberal adotado na década de 1990 por Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso, ressuscitado após o golpe parlamentar, jurídico e midiático de 2016, e potencializado na atual e desastrosa gestão Bolsonaro/Guedes, no qual “a Constituição Cidadã de 1988 não cabe no orçamento do país”, constitui o norte da reforma administrativa e de outras que estão por vir e que tendem a condenar milhões de brasileiros ao abandono.

Em momento algum se vê o banqueiro Guedes e o presidente da República falarem em taxar as grandes fortunas e os lucros e dividendos de pessoas físicas e jurídicas, estabelecer progressividade justa aos impostos (sobretudo os patrimoniais), aumentar a alíquota sobre os lucros bancários desmedidos em nosso país, ou simplesmente atacar a sonegação fiscal e cobrar as dívidas bilionárias das grandes empresas. Pelo contrário: o que se vê é mais aberração fiscal em benefício dos ricos e arrocho sobre a classe trabalhadora e os pobres.

Não bastassem as injustiças tributárias que aprofundam as desigualdades sociais, bem como a sanha do governo Bolsonaro em atacar as liberdades, a laicidade do Estado, o pluralismo sociocultural e a segurança física e sanitária da população, o projeto inconsequente de reforma administrativa vai além. Pretende, de forma calculista, assim como “se coloca uma granada no bolso dos servidores”, desmontar o colchão social que ainda resta aos brasileiros, traduzido, sobretudo, nas políticas públicas de acesso à educação e à saúde pública. E, para além dos cortes orçamentários nessas duas áreas altamente sensíveis da sociedade, projeta-se, agora, um Estado fracionado e entregue aos interesses privados.

Seguindo a pauta entreguista colocada em prática na Amazônia, no Pré-sal, nas empresas estatais e em outros setores públicos, a reforma administrativa de Bolsonaro/Guedes foca na privatização dos serviços essenciais e na precarização das formas de contratação no serviço público, similar ao que fizera Temer e o próprio Bolsonaro com a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

A prioridade do novo art. 37-A, que se pretende inserir na Constituição Federal, concede à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a possibilidade de firmarem “instrumentos de cooperação com órgãos e entidades, públicos e privados, para a execução de serviços públicos, inclusive com o compartilhamento de estrutura física e a utilização de recursos humanos de particulares, com ou sem contrapartida financeira”. E essa última parte do trecho da minuta da PEC configura verdadeiro deboche, pois quem imagina que o setor privado ofertará algum serviço às redes públicas de forma gratuita! Querem, sim, vouchers e outros meios de acesso ao orçamento público com a mínima contrapartida. Pior: querem controlar as pessoas que serão contratadas para executar os serviços públicos, retornando o Brasil aos tempos do empreguismo (berço do histórico e malfadado patrimonialismo) sem critérios idôneos e transparentes.

Para os servidores públicos, particularmente, os ataques da reforma administrativa são muitos. Abre espaço para esvaziar os contratos de trabalho nas administrações públicas ao longo do tempo, seja por meio de contratos por tempo determinado (sem vínculo permanente), seja através de parcerias com o setor privado (utilizando mão de obra das empresas, até mesmo “uberizadas”); cria novos e subjetivos critérios para acabar com a estabilidade no serviço público; suprime a promoção por tempo de serviço nas carreiras de servidores; estende o acúmulo de cargos para quase todos os servidores civis, e, em contrapartida, autoriza reduzir a remuneração e as jornadas de trabalho nas esferas públicas (afrontando recente decisão do STF). O curioso é que estão de fora das novas regras membros do Judiciário, do Legislativo e das Forças Armadas, que poderão realizar (ou não) suas próprias reformas.

O governo diz que as novas regras valerão apenas para os que ingressarem no serviço público após a aprovação da emenda constitucional, mas isso ainda não está claro. E, mesmo que assim seja, os prejuízos para o Estado brasileiro e para os servidores públicos serão gigantescos.

Hoje teve início no STF o julgamento da ADI 2.135, que trata da quebra do regime jurídico único no setor público. Trata-se de um julgamento muito importante para avaliarmos a extensão e a profundidade da proposta inconsequente de Bolsonaro e Guedes para a administração pública do país.

A CNTE acompanhará a tramitação da PEC e do julgamento da ADI 2.135, mantendo sua categoria informada sobre o conteúdo e o calendário de mobilização que certamente teremos que desenvolver para enfrentar mais esse ataque desmedido do governo Bolsonaro.

Brasília, 3 de setembro de 2020
Diretoria da CNTE

Fonte: CNTE

EXPOSIÇÃO INFANTO-JUVENIL DO CERRADO, PARTICIPE!

Com o tema “As belezas do Cerrado“, a primeira edição da Exposição Infanto-Juvenil do Cerrado, convida todos(a) para participar do concurso que além de promover a criatividade entre os estudantes, abre espaço também, para o debate e olhar para temas importantes como o nosso Cerrado brasileiro, que sofre diariamente com inúmeras queimadas.  As inscrições e envio das obras deverão ser feitas até o dia 07/09/2020, pelo site oficial da SEDF. 

Os critérios de avaliação e informações sobre premiações, você pode conferir acessando o documento abaixo. Para se inscrever, basta acessar clicar aqui. Participe!    

 

I Exposição do Cerrado_Regulamento_link

 

O informativo já se encontra nas Unidades Escolares do DF, via SEI (processo – 00080-00151875/2020-32)   SEI_GDF – 45489949 – Informativo I Exposição do Cerrado_Regulamento_link

342 professores do Amazonas testaram positivo para Covid-19 após volta às aulas

Categoria decidiu paralisar as atividades presenciais e manter as aulas remotas em protesto contra decisão do governador do estado que insiste em manter as aulas presenciais, apesar da falta de segurança

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Apenas 20 dias após o retorno das aulas presenciais do ensino médio da rede estadual, o Amazonas registra 342 professores infectados com Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, que já matou mais de 121 mil brasileiros.  

O maior número de registros ocorreu, até o momento, ocorreu na Escola Estadual José Bernardino Lindoso, com 28 casos positivos. Outras duas escolas, a Severiano Nunes e a Samuel Benchimol, têm dez casos cada..

Este cenário trágico é a razão da greve que a categoria iniciou nesta terça-feira (1º).  No primeiro dia da paralisação, 50% das 123 das escolas aderiram ao movimento, apesar das ameaças do governo do estado, comandado por Wilson Miranda Lima (PSC), que insiste em manter as aulas presenciais, apesar da pandemia não estar controlada no estado nem as escolas terem condições de segurança para este retorno. Se o governador não voltar atrás, professores vão paralisar tudo, aulas remotas e presenciais na luta pela vida. 

Rumo à greve: Em Manaus, trabalhadores da educação protestam contra aula presencial

A informação sobre o total de professores contaminados por Covid-19 no Amazonas é da Fundação de Vigilância de Saúde. De acordo com o órgão, em dez dias de testagem em massa, 619 profissionais de educação do estado  testaram positivo para a doença. Todos foram afastados para período de isolamento de 14 dias – 476 estavam fora do período de transmissão e 153 com infecção recente. O governo anunciou os testes após o retorno das aulas presenciais na rede estadual, que ocorrem desde o dia 10 de agosto.

Ainda de acordo com a Fundação, foram realizados 2.051 testes rápidos entre os dias 18 e 28 de agosto.

A FVS informou que ampliou a equipe de realização de testes rápidos para diagnóstico de Covid-19, que passará a contar com mais 20 técnicos do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). Por meio dessa medida, espera-se chegar aos 600 atendimentos diários no Centro de Convenções de Manaus (Sambódromo), local onde está concentrada a realização dos testes voltados aos profissionais da educação da rede estadual.

Manaus foi a primeira capital que retornou às escolas, mesmo o estado tendo batido recordes de contaminação por Covid-19 há cerca de três meses. Em maio, o Amazonas chegou a ultrapassar as regiões Sul e Centro-Oeste juntas em número de pessoas infectadas, o sistema de saúde colapsou e muitos morreram por falta de assistência.

*Com informações do G1 e do UOL

Reprodução: CUT

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