Grito dos Excluídos se opõe a tudo que Bolsonaro representa
Jornalista: Luis Ricardo
A 26ª edição do Grito dos Excluídos defende a preservação da vida em primeiro lugar e se opõe a tudo que o governo de Jair Bolsonaro representa. “Tem gente que não coloca a vida em primeiro lugar. É triste quando se coloca em primeiro lugar o lucro, a ganância. Além disso, hoje também tem muita gente colocando em primeiro lugar o preconceito, a violência, a tirania. É preciso servir, valorizar e defender a vida. Nesse tempo de pandemia, de morte, a vida precisa retornar ao seu lugar. O grito é esperança”, afirmou Dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Neste ano, o lema do Grito dos Excluídos será Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos trabalho, terra, teto e participação!. Os organizadores apontam que o lema se impôs ao observar a crise social e sanitária imposta pela pandemia mundial de covid-19 e os graves retrocessos sociais impostos pelo governo Bolsonaro.
“Quem são os que gritam hoje? Não são apenas vozes. Têm rostos. De encarcerados, povo em situação rua, comunidades tradicionais, povos indígenas, periferias, trabalhadores em serviços precarizados, ciganos, migrantes, circenses. Gritamos porque tem vozes sendo abafadas, oprimidas”, disse Dom Mário.
Valorização do SUS
Um dos temas principais será a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais. Rosilene Wansetto, coordenadora do Grito dos Excluídos e da Romaria dos Trabalhadores, manifestou solidariedade às famílias das 117 mil pessoas mortas pela covid-19 e criticou a falta de um plano de ação. Além do desdém do governo Bolsonaro sobre a perda dessas vidas.
“Essas vidas poderiam ter sido poupadas se tivéssemos um governo de verdade. Nós temos um desgoverno. Lá em fevereiro a gente já via que estávamos vivendo um governo sendo conduzido por um fascista, um genocida, que não valoriza a vida. Ainda não tínhamos em vista a pandemia, que se construiu nos meses seguintes”, lembra Rosilene. “O governo aplicou menos de 50% do orçamento para combater a pandemia. É preciso lembrar que o SUS é a política pública que tem salvado vidas nessa pandemia. E valorizar a importância da saúde pública”, afirmou.
Teto dos gastos
O Grito dos Excluídos também faz referência à urgente necessidade de revogação da Emenda Constitucional (EC) 95, o chamado Teto de Gastos. Segundo a coordenadora da Romaria dos Trabalhadores, a alardeada crise econômica não pode mais servir de justificativa para tirar direitos da população e reduzir serviços públicos.
“A gente vê o quanto isso está impactando na ausência de políticas públicas, em todas as áreas. Revogar essa emenda constitucional é urgente. Essa crise não é nossa, não é do povo brasileiro”, afirmou.
Dia do Grito
O Grito dos Excluídos é celebrado anualmente no dia 7 de setembro, quando são realizadas manifestações em vários locais do país. No entanto, por conta da pandemia, parte desses atos será realizada virtualmente e também com carreatas.
Além disso, neste ano, a coordenação estabeleceu que todo dia 7 de cada mês, antes e depois de setembro, será um “Dia D do Grito”, por entender que a exclusão é uma constante durante todo o ano, resultado de um sistema econômico injusto.
Sinpro-DF deflagra campanha 2020 de prevenção ao suicídio
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF lançou, nessa segunda-feira (1º/9), a campanha 2020 contra o suicídio para a categoria do magistério. Confira ao final do texto os vídeos sobre o tema. Este ano, o sindicato esclarece que um dos motivos dos altos índices de suicídio no Brasil e no mundo é o preconceito e alerta para a necessidade de acolhimento e escuta.
“Esse assunto já foi um tabu muito maior, mas, apesar dos esclarecimentos da ciência, ainda encontra dificuldades na identificação de sinais, de oferta e de busca por ajuda justamente por causa dos preconceitos e da falta de informações. Portanto, acolha e escute”, aconselha Alberto de Oliveira Ribeiro, coordenador da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF.
Na classificação Organização Mundial de Saúde (OMS) – organismo que instituiu o 10 de setembro como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e o mês dedicado a essa conscientização –, o Brasil está em oitavo lugar entre os países com o maior número de suicídio. É a segunda principal causa de mortes entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), cujo número é o 192, informa que o atendimento relacionado ao suicídio cresceu 40% durante a pandemia. De acordo com a OMS, a cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio em algum lugar do mundo. Isso significa que, em um ano, mais de 800 mil pessoas perdem a vida, todos os anos, dessa forma.
Os principais fatores de risco são a tentativa prévia de suicídio; uso abusivo de substâncias psicoativas; transtorno mental; históricos de violências, traumas, abusos físicos, negligência e abandono; dificuldade em processar perdas e em lidar com a impotência; doenças crônicas e terminais. A OMS informa que 79% dos suicídios no planeta ocorrem em países de baixa e média renda.
Luciane Kozicz, psicóloga do Sinpro-DF, afirma que é importante todos(as) estarem atentos(as) aos sinais de alerta das pessoas com quem se convive. “É fundamental dar espaço para que elas falem sobre a própria dor. É muito difícil, num mundo de onipotentes, falar de fracassos, mas é fundamental dialogar. Falar sobre o suicídio é uma forma de desconstruir o tabu sobre o tema. Afinal, todos nós passamos por momentos ruins na vida e poder lidar com eles, saber que eles são menores do que o todo e que pendemos vencê-los, é um sinal de ajuda”, orienta.
Ela diz que é possível ajudar. “Como ajudar? Com diálogos com transparência, em locais que ofereçam privacidade, em tom acolhedor, sem nenhum tipo de preconceito e nem com interrupção na fala do outro. Demonstrar interesse. Evitar expressões que vão diminuir o como as pessoas se sentem, do tipo: “isso é bobagem”. Ou dar fórmulas: “procure a igreja”. E, por fim, tratar”, informa.
O Sinpro-DF oferece à categoria um serviço de psicologia que faz o acolhimento, diversos CAP no Distrito Federal e no Brasil inteiro. Alberto Ribeiro também alerta para o problema do homeschooling e cita esse tipo de abordagem da educação como mais um impedimento e mais um exemplo de como não prevenir o suicídio e outros problemas da criança e do adolescente, perceptíveis por profissionais capacitados, como os professores e os orientadores educacionais.
“O homeschooling ou unschooling, que querem implantar no DF, é, na verdade, um sistema de desescolarizaçao que pode piorar, dentre outras coisas, o número de suicídios porque é na escola que os professores e os orientadores educacionais, profissionais mais capacitadas para traçarem uma avaliação do comportamento da criança, detectam os sinais. Os pais estão emocionalmente envolvidos e fica difícil para eles assumirem essa tarefa. Estar fora da escola é um grande fator de risco porque os professores estão, no dia a dia, com os(as) estudantes e com o olhar profissional sobre eles(as)”, afirma o diretor.
SAIBA +
Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organiza, nacionalmente, o Setembro Amarelo. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano. A ABP informa que são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Alerta para o aumento do número de casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.
Confira, a seguir, curta e divulgue os vídeos da campanha do Sinpro-DF de prevenção ao suicídio.
Professor Frigotto discute educação na pandemia e futuro do currículo
Jornalista: Maria Carla
O programa TV Sinpro lança, nesta semana, uma nova agenda de temas exclusivamente pedagógicos para discutir o futuro da educação pública durante e após a pandemia. O primeiro programa com essa linha editorial será apresentado, nesta quarta-feira (2/9), às 19h, com um diálogo virtual com o professor educador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gaudêncio Frigotto, sobre “currículo e conteúdos significativos na educação com uso de tecnologias em tempo de pandemia”.
Intermediado por Berenice D’arc, diretora do Sinpro-DF, o debate será transmitido pelos canais do Sinpro-DF na Internet – Facebook, YouTube e Instagram – e pela TV Comunitária, no canal 12 da NET. A ideia é trazer para a discussão o currículo escolar e o percurso a seguir em relação ao conteúdo formal no sentido de amenizar as perdas impostas pela pandemia do novo coronavírus aos estudantes.
“É fundamental que se discuta o currículo à luz deste momento tão difícil, que temos nosso olhar voltado para uma pandemia altamente letal, que tira vidas e maltrada a todos pedagógica e psicologicamente por causa do não estabelecimento de uma inclusão digital que coloca à margem uma parte importante dos estudantes”, afirma a diretora do sindicato.
O debate com Frigotto tem o objetivo de iniciar esse diálogo com a categoria sobre a construção de um currículo capaz de possibilitar a interação dos estudantes com os conteúdos significativos, amenizar as dificuldades pedagógicas e de aprendizagem que este ano impôs a milhares de estudantes e apontar para o ano de 2021.
O professor Gaudêncio Frigotto tem explicado, em várias ocasiões durante a pandemia, diferentemente daquilo que os meios de comunicação apregoam, o tão chamado salto de 5 anos em 6 meses para a expansão da EaD no Brasil ainda é uma falácia. Ele denuncia a existência de 12 milhões de analfabetos absolutos no País, 38 milhões de alfabetizados funcionalmente (pessoas que apenas escrevem o próprio nome) e 47% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres, na maioria absoluta são mulheres pobres com muitos filhos.
Não perca! TV Sinpro, excepcionalmente nesta quarta-feira (2/9), às 19h, ao vivo, pelas redes sociais do Sinpro-DF e TV Comunitária no canal 12 da NET.
O TV Sinpro é um programa de TV transmitido, ao vivo, toda terça-feira, às 17h, pela TV Comunitária no canal 12 da NET-DF e também pelo Youtube e Facebook do Sinpro-DF e TVCom.
As reprises são exibidas durante a semana. Confira a programação:
Sinpro-DF realiza live sobre professor do contrato temporário nesta quinta (3/9)
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF realizará uma live, nesta quinta-feira (3/9), às 20h, nas redes sociais do sindicato, sobre o(a) professor(a) do contrato temporário. A apresentação ao vivo divulgará o conteúdo e esclarecimentos das dúvidas relatadas no levantamento realizado pelo canal virtual aberto, entre 25 e 30 de agosto, para reflexão sobre a realidade do(a) professor(a) do contrato temporário no Distrito Federal.
Na live, o sindicato receberá vários(as) convidados(as), tais como especialistas em educação para debater como e quanto a precarização das relações de trabalho é prejudicial para a qualidade da educação. Haverá também a participação do Conselho de Saúde para falar sobre a pandemia. Contará ainda com a participação da assessoria jurídica do Sinpro-DF para esclarecimentos, além de um debate sobre a educação em tempo de pandemia e precarização da profissão professor.
A ideia é realizar um programa sucinto, esclarecendo dúvidas para fortalecer este segmento da categoria que já ultrapassa os 10 mil professores(as) para 24 mil efetivos. Ou seja, o contrato temporário já representa mais de um terço da força de trabalho nas escolas. Dados da própria Secretaria de Estado da Educação (SEEDF) indicam que dois terços de professores em sala de aula são de contrato temporário.
A live será transmitida pelo YouTube, Facebook e Instagram do Sinpro-DF. Não perca! Participe!
Sinpro-DF contesta terceirização da merenda escolar e aprova cancelamento do pregão eletrônico
Jornalista: Maria Carla
Depois de questionamentos do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e da Controladoria-Geral do Distrito Federal, o secretário de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Leandro Cruz, revogou o Pregão Eletrônico nº 03/2020 da terceirização da merenda escola.
Informações da SEEDF dão conta de que um novo processo licitatório será feito em momento oportuno, conforme os apontamentos feitos pelos órgãos de controle. A estimativa para o Pregão 03/2020 era de R$ 375 milhões. As empresas vencedoras ficariam responsáveis pela aquisição, guarda, preparo e distribuição da merenda.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF é contra a terceirização da merenda escolar. É papel do governo a melhoria da qualidade do lanche servido aos estudantes da rede pública de ensino do DF, assim como a construção de refeitórios e reformas das cantinas das unidades escolares.
“Nossos estudantes merecem uma merenda de qualidade, e esse valor de mais de mais 370 milhões de reais que seria gasto com o pregão da terceirização que foi cancelado serviria para enriquecer empresários e lobistas”, afirma Samuel Fernandes, diretor do Sinpro-DF e membro do Conselho de Alimentação Escolar.
“Esperamos que essa decisão da SEEDF não seja provisória e, sim, definitiva contra a terceirização, pois os recursos públicos, principalmente em se tratando da merenda escolar, que muitas vezes é a única refeição que o estudante faz no dia, deve ser administrado com responsabilidade e transparência pelo governo, e não enriquecendo empresários para servirem marmitas de baixa qualidade para os nossos estudantes, a preços que, muitas vezes, são superfaturados”, denuncia.
O diretor informa que se o GDF insistir nesse tipo de “pregão”, não só a comida distribuída nas escolas do DF estará ameaçada de perder a qualidade, mas também ameaçará toda uma rede de agricultores familiares, com produção de alimentos orgânicos, que serve, hoje, as escolas. Também colocará em risco os empregos dos funcionários das empresas terceirizadas que atuam nas cantinas. “Isso poderá acontecer se o GDF realizar o pregão porque a empresa que vencer ficará responsável pela compra, guarda e fornecimento de marmitas aos estudantes”.
SAIBA +
Apesar dos desinvestimentos federal e distrital do Estado nas áreas sociais resultantes da Emenda Constitucional nº 95/2016, o Brasil ainda é o maior programa de alimentação escolar do mundo. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) deve continuar sendo universal e gratuito.
“A alimentação escolar também tem um caráter pedagógico, pois a escola não deve ser apenas um refeitório e, sim, um local em que as crianças aprendem como é feita a alimentação saudável. A merenda escolar não pode ser terceirizada da mesma forma como ocorre nas indústrias”, afirma Fernandes.
A Lei n° 11.947, de 16 de junho de 2009, determina que pelo menos 30% do valor repassado a estados, municípios e Distrito Federal pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) deve ser utilizados na compra de gêneros alimentícios, diretamente, da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações, priorizando-se os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e as comunidades quilombolas.
O Sinpro-DF convida a todos(as) para participar da live intitulada “A melhor escola da minha vida é a minha escola!”, nesta terça-feira (1º/9), às 20h, sobre educação domiciliar no Distrito Federal. A live será transmitida pelo Facebook e YouTube do Sinpro-DF e pela TV Comunitária, no canal 12 da NET.
Para falar sobre o tema, o sindicato convidou o professor de direito José Gerado de Sousa Junior, ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB) e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Roberta Guedes, gerente da Câmara de Educação Básica da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec) e membro do Fórum Nacional de Educação; Marilene Carvalho, professora da Secretaria de Estado da Educação do DF (SEEDF); Vânia Rego, professora mestra da SEEDF; Eduardo Pereira, estudante do Ensino Fundamental; Mariana Braga, estudante do Ensino Médio.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF questiona a ação do governo Ibaneis Rocha (MDB) de querer usar a pandemia do novo coronavírus como desculpa para infringir a Constituição Federal e atender a um grupo restrito de pessoas organizadas que querem dar legalidade ao homeschooling – uma forma de apartheid educacional – e criar um mundo só para elas, com uso do dinheiro público. No entendimento do Sinpro-DF, com o Projeto de Lei nº 1.268/2020, o Governo do Distrito Federal (GDF) fragiliza a educação de um modo geral, incluindo aí a educação pública.
“Em vez de usar a pandemia para descaracterizar o papel da escola e suprimir o direito da criança e do adolescente do seu convívio social, o governo do DF deveria investir o tempo e o dinheiro público no fortalecimento da gestão democrática porque a educação precisa das famílias atuando dentro das escolas, especialmente neste momento de pandemia, em que precisamos de discutir, de forma democrática, de que escola queremos no pós-pandemia”, afirma.
O GDF enviou o PL n 1.268/2020 à Câmara Legislativa o Projeto de Lei (PL) para tramitar em caráter de urgência, a fim de aprovar uma modalidade de educação que não está regulamentada na Constituição Federal e que já começa com vício de origem. A CLDF realizou audiência pública sobre o tema no dia 18 de agosto.
Governo contratou militares da reserva até para escolas que ainda não existem
Jornalista: Leticia
Mesmo sem ter uma previsão para início das aulas, o governo federal já contratou ao menos 141 militares da reserva para atuar nas novas escolas cívico-militares, promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Esses profissionais já recebem remuneração pela prestação de serviço, alguns desde o mês de abril, de acordo com a data de contratação, mas parte das unidades ainda não estão funcionando no novo formato. Há casos em que os militares estão cuidando da infraestrutura de prédios. Também há escolas que sequer foram inauguradas e até um município em que o termo para início das atividades no novo modelo ainda não foi assinado pelo governo local, segundo gestores.
A CNN coletou informações das contratações publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e por por meio da Lei de Acesso à Informação para obter o nome dos militares escolhidos, as unidades em que estarão lotados e as datas das contratações. O processo de contratação ainda está em andamento. Segundo as regras do programa, as funções que podem ser exercidas por esses militares são as de oficial de gestão escolar, oficial de gestão educacional e monitor escolar. Os monitores tiveram suas contratações confirmadas em julho e os gestores, em março, abril e maio. A reportagem pediu informações a todos os governos, estaduais e municipais, responsáveis por 25 colégios em que houve ao menos uma contratação de militar até o momento, segundo dados disponibilizados pelo MEC e disponíveis no DOU e houve resposta sobre 19 unidades.
O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) tem como objetivo implementar 216 colégios nesse formato em todo o país, até o ano de 2023, com foco em criar um “modelo de excelência’, reduzir índices de violência na escola e melhorar os indicadores educacionais. Para este ano, a previsão é de implementação em 54 escolas. Há duas modalidades possíveis do Pecim: na primeira, o Ministério da Educação (MEC) transfere os recursos e o Ministério da Defesa contrata militares da reserva para trabalhar nas escolas, com remuneração extra de 30%. Como essa remuneração não é divulgada, não é possível saber ao certo quanto os militares do programa já receberam até o momento. No segundo modelo, em cidades em que não houver efetivo da Defesa, serão contratados policiais e bombeiros, mas com recursos do governo local. Neste caso, os recursos do MEC serão repassados com a contrapartida de investimento nas unidades, com materiais escolares, uniformes e pequenas reformas.
Para a Escola Municipal Embaixador Martim Francisco, em Barbacena (MG), foram contratados ao menos sete praças em julho. Todos os contratos têm prazo de 12 meses. A diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação da cidade, Helen Castro, afirmou à CNN que ainda não houve assinatura de um termo de adesão ao programa por causa da pandemia. “Eu ainda não sei como a gente vai fazer. A partir do momento que a gente assina o termo, nos comprometemos à questão financeira de arcar com uniforme e reforma, que não são baratos. Não sabemos ainda o que será decidido.” Segundo a gestora, não há militares atuando com a rede até o momento. A reportagem conseguiu contato por telefone com um dos militares contratados em julho, que confirmou que ainda não começou a atuar com o colégio cívico-militar, mas não quis dar outras informações e desligou o telefone.
No Estado do Amazonas, ao menos três escolas estaduais serão inseridas no programa, mas a Secretaria Estadual de Educação informou que o projeto não foi finalizado. Em uma das escolas as aulas presenciais voltaram em 10 de agosto, mas somente na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), sem a presença de militares. O governo diz que os militares ainda não estão atuando com as escolas e que nenhuma atividade relacionada ao programa está acontecendo. Segundo os dados do governo federal, já houve um oficial contratado para atuar em uma das escolas, em abril, e outros oito monitores foram contratados em julho.
Em Roraima, um capitão da reserva remunerada foi contratado para atuar na gestão da Escola Estadual Fagundes Varela, em Boa Vista a partir de 1º de abril. Como o período de implementação do programa coincidiu com a chegada da pandemia, o governo disse que “algumas ações, como capacitação de servidores, tiveram de ser adiadas. O governo disse, em nota, que nenhum militar começou a trabalhar até o momento com a unidade.
No Distrito Federal houve a contratação de ao menos quatro militares oficiais em abril, um mês depois da suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia. A Secretaria Estadual de Educação informou, por meio de nota, que o ano letivo foi retomado, com ensino remoto, em 29 de junho. Segundo a pasta, as atividades estão ocorrendo remotamente nas duas escolas escolhidas para serem cívico-militares, o Centro de Ensino Fundamental 05 do Gama e o Centro Educacional 416 de Santa Maria, mas o apoio disciplinar dos militares ainda não está acontecendo. “As ações poderão ser iniciadas assim que as atividades presenciais puderem ser retomadas. Enquanto isso, os militares têm se reunido com as equipes gestoras das escolas em questão, para tratativas necessárias ao retorno dos estudantes, quando for possível” diz. A pasta não especificou que funções os militares têm exercido neste momento.
Capacitação
Se em algumas unidades os militares ainda não começaram a trabalhar diretamente com as redes, em outras existem tarefas das mais diversas, como atividades administrativas ligadas à infraestrutura do prédio e organização do espaço para aulas no futuro (Rio de Janeiro-RJ e Jaboatão dos Guararapes-PE, por exemplo), atividades de formação (Natal-RN), suporte nas atividades à distância (Cuiabá-MT), capacitação (João Pessoa-PB e Feira de Santana-BA). Nessas unidades há militares oficiais contratados pelo menos desde abril. Já os monitores começaram em julho.
Por parte do governo federal, houve três capacitações até o momento, mas somente uma, virtual, foi voltada aos militares contratados, no período de 26 a 29 de maio deste ano. As outras duas aconteceram antes das contratações, uma para diretores, coordenadores pedagógicos e técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação, feita no ano passado, e outra em fevereiro deste ano, com foco em bombeiros, policiais militares e representantes das secretarias estaduais e municipais de educação.
Procurados, Marinha, Exército e a Aeronáutica disseram que os questionamentos deveriam ser feitos ao Ministério da Defesa, que por sua vez afirmou que a gestão do programa é de responsabilidade do Ministério da Educação. Em nota, o MEC afirmou que os militares estão exercendo as funções para as quais foram contratados “conforme o caso” e que cada escola tem calendário de atividades para o período da pandemia, conforme orientação de sua respectiva secretaria de Educação.
Semana de debates virtuais com ex-presidentes da CUT-DF
Jornalista: Maria Carla
A partir da próxima segunda-feira, 31/8, a CUT-DF realizará uma série de debates virtuais com todos os ex-presidentes e ex-presidentas da Central no DF. A atividade, que marca os 37 anos de existência da maior central sindical do Brasil – comemorados no dia 28 de agosto –, abordará temas que sempre fizeram parte da pauta de lutas da CUT, mas que agora, diante de um governo antipovo e fascista, se tornaram ainda mais urgentes e difíceis de serem alcançadas. Os debates, que seguem até sexta-feira (4/9), serão transmitidos pela página da CUT-DF no Facebook , sempre às 17h.
“Os debates terão um formato mais curto, de cerca de 30 minutos. O objetivo é, com a experiência de todos os presidentes e todas as presidentas que passaram pela CUT-DF, pensar formas de a Central organizar a classe trabalhadora para garantir direitos e avançar na democracia, na igualdade e na justiça social”, explica o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, que mediará todos os debates.
Veja abaixo a programação
31/08 – SEGUNDA-FEIRA
Tema: A classe trabalhadora e o direito à cidade
Debatedores:
Chico Vigilante, deputado distrital (PT); dirigente do Sindesv-DF
João Osório da Silva, dirigente do Sindicato dos Rodoviários de Brasília
1º/09 – TERÇA-FEIRA
Tema: Privatização das empresas públicas e os impactos para a classe trabalhadora
Debatedores:
Jacy Afonso de Melo, bancário; presidente do PT-DF; dirigente da FETEC-CN
Rodrigo Britto, bancário; secretário de Formação Sindical da CUT-DF e dirigente do Sindicato dos Bancários de Brasília
2/09 – QUARTA-FEIRA
Tema: Precarização dos serviços públicos: o que a classe trabalhadora tem a ver com isso?
Debatedores:
João Torquato dos Santos, servidor público; dirigente do Sindprev-DF
José Eudes Oliveira Costa, servidor público; dirigente do SAE-DF
3/09 – QUINTA-FEIRA
Tema: A uberização do trabalho e o ataque aos direitos dos trabalhadores
Debatedores:
José Zunga Alves da Silva, trabalhador do setor de telecomunicações; Diretor de Articulação Institucional da empresa Oi/Telemar
Elzira Maria do Espírito Santo, enfermeira aposentada; advogada
4/09 – SEXTA-FEIRA
Tema: Direitos humanos como pauta da classe trabalhadora
Debatedoras:
Erika Kokay, bancária; deputada federal (PT-DF)
Rejane Pitanga, professora; assessora política
Sinpro-DF lança vídeo e agradece comunidade pela campanha contra a volta às aulas presenciais
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF lança, nesta segunda-feira (31), novo vídeo para agradecer a todos(as) os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes, pais, mães e responsáveis, entre outras pessoas da comunidade escolar, que participaram das campanhas do sindicato contra a volta às aulas presenciais e conseguiram reverter o projeto do Governo do Distrito Federal (GDF) de retomá-las a partir desta segunda.
Graças à grande mobilização que o Sinpro-DF realizou e que só teve sucesso por causa da participação da comunidade escolar, o GDF recuou e suspendeu o retorno das atividades presenciais nesta segunda-feira (31). Caso fossem retomadas, iriam representar o genocídio de milhares de pessoas por causa do risco de contaminação e morte entre professores(as), orientadores(as) educacionais, servidores(as) da assistência, estudantes e as respectivas famílias.
O sindicato agradece a todos(as) que se uniram para dizer não ao retorno presencial nas escolas e lembra que, desde a semana passada, o governo Ibaneis Rocha, do MDB, vem aplicando uma maquiagem nos números – não divulgando os chamados “óbitos velhos” e deixando os denominados “óbitos novos” envelhecer; deixando de divulgar os dados nos fins de semana, além das subnotificações pela falta de testagem em massa. Isso é para dar a impressão de que a pandemia está diminuindo na cidade para vários objetivos pessoais e politiqueiros.
Não é verdade. Apesar da omissão criminosa de números e da realidade, a pandemia no DF avança descontrolada e, sem os números, segue também sem investimento em políticas de contenção do vírus. Na sexta-feira (28/8), dados mais recentes, o DF ultrapassou mais de 2.500 mortes por Covid-19 e 160.796 contaminações desde o início da pandemia. Com a omissão dos dados das últimas 24 horas, o número de mortes caiu, de 55 mortes em apenas 24h, de quarta para quinta-feira da semana passada, para 17 mortes em todo o fim de semana (29 a 30/8).
O Sinpro-DF alerta a comunidade escolar para ficar atenta à mudança criminosa de “metodologia” porque isso significa a adoção do genocídio em massa como resposta à pandemia, além de atrapalhar profundamente as respostas preventivas, as pesquisas científicas e o combate ao novo coronavírus na capital do País, jogando mais de milhões de pessoas no risco de contaminação e morte.
Carta aberta ao professor Marcelo Mariani, vítima da Covid-19 que nos deixou ontem (27), após uma longa e belíssima caminhada no ambiente escolar.
Marcelo Mariani foi diretor do Sinpro-DF na gestão 1998-2001 e, dentre suas atividades sindicais, era responsável pelas visitas às escolas de Samambaia. Atualmente, ele era candidato nas eleições municipais ao cargo de prefeito de Cotegipe, Bahia.
Abaixo, uma singela homenagem de um grande amigo e companheiro de luta, professor do CED 02 de Sobradinho-DF, Wsiel.
“E sucedeu que, terminados os dias de sua missão, voltou para sua casa.” Lucas 1:23.
“Tive o privilégio de trabalhar com o Marcelo Mariani de 1994 à 1997, na Escola Classe 511 de Samambaia . Ele foi vice diretor no período de 1996 à 1997. A escola era feita de troncos de árvores. A infraestrutura era muito precária e instalações elétricas além de não funcionar a contento, era um perigo constante de acidentes. Para usar os banheiros, tinha que encher um balde com água para “dar descarga”. Tinha muitas goteiras quando chovia. Enfim, estrutura totalmente inviável para o funcionamento de uma escola. No período em que Marcelo esteve na direção com a prof. Andrea (Diretora), foram realizados abaixo-assinados, passeatas e outras mobilizações com toda a comunidade escolar.
Estas ações garantiram que a Escola Classe 511, uma das “escolas de toras” no DF, fosse totalmente demolida para ser construída uma nova com a infraestrutura adequada. A partir de 1998 muitas “escola de toras”, “escolas de latão”, “escolas de premoldados”… escolas que eram verdadeiros “campos minados”, passam a ser demolidas para dar lugar a edificações condizentes com espaço para educação. Lembro que estas escolas precárias, que podiam causar até mesmo uma tragédia coletiva, eram também conhecidas como “escola do Roriz”.
No período em que Marcelo e Andrea estiveram na direção também acabou-se com o “turno da fome”. É bom relembrar que nos anos 90 era muito comum as escolas funcionarem com 3 turnos no diurno. Logo o 2⁰ turno, que funciona das 11h às 14h30, passou ser chamado de “turno da fome”. Houve também avanços pedagógicos. Foi desenvolvido, apresentado e aprovado pela SEEDF, um projeto visando melhoria nas ações pedagógicas e buscando diminuir significativamente os índices negativos (baixo rendimento escolar, reprovação, evasão…). A escola classe 511 foi pioneira na “carga ampliada” oferecendo 5 horas de aulas para os alunos desde 1997, e garantindo 15 horas de coordenação para os professores. A lei da “carga ampliada” só foi aprovada depois sendo estendido os mesmos direitos para todos.
Com a aprovação de 5 horas de aula, os alunos passaram a ter direito de 2 lanches por turno. Era servido um logo no início e outro aproximadamente 3 horas depois. Isto garantia que o aluno tivesse melhores condições para suportar 5 horas de aula com melhor rendimento e aproveitamento escolar. Lamento muito que duas refeições por turnos tenha ocorrido por um período muito curto, talvez uns 4 anos. Pouquíssimas escolas no DF tiveram esse benefício. Imagino que muitos professores nem fazia ideia que isto possa ter ocorrido. Temos que resgatar este item “duas refeições por turno” em nossas reivindicações.
Samambaia foi criada oficialmente em 1989. Era cidade de “lotação”, enquanto as outras cidades mais antigas ao redor eram de “remoção”. Com isto o corpo de professores(as) era composto em sua maioria por colegas que tinham acabado de tomar posse do concurso. Marcelo sempre fez um trabalho na escola de orientação e formação de uma consciência política com a categoria. Defendia a implementação da coordenação de 15 horas semanais para que o professor(a) tivesse melhores condições de se preparar para as aulas, e diminuir o volume de trabalho que se levava para casa. Isto foi conquistado anos depois.
Defendia a gestão democrática, onde a comunidade escolar deveria escolher os gestores da escola através de eleição. Foi aprovada uma lei neste sentido em 1997, e no mesmo ano teve eleição. Defendia implementação do “auxílio-creche”, por entender que a nossa categoria era formada majoritariamente por mulheres, e estas precisam deixar seus filhos em segurança enquantos estavam no trabalho para desempenhar melhor suas funções. Defendia uma reestruturação no plano de carreira do magistério do DF, para corrigir várias distorções que se tinha, dentro a mais gritante era o “complemento do salário mínimo” que era realidade não somente no DF, mas do Brasil como um todo.
Vários lugares do nosso país onde professores(as) recebiam menos que um salário mínimo, e nem complemento tinha, que era algo inconstitucional. Por isso defendia a criação de Fundo Nacional para financiamento de Educação no Brasil. Aqui no DF os professores(as) deixaram de receber o “complemento do salário mínimo” só na reestruturação de carreira de 2003, salvo engano.
No Brasil foi criado o FUNDEF (Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental). Anos depois ampliou as modalidade de educação atendidas, sendo reestruturado como FUNDEB (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica). Eram políticas de governo e temporária. Agora em agosto de 2020 o Congresso Nacional aprovou a PEC do FUNDEB, que o torna “política de estado”, ou seja, tem caráter permanente.
Através do FUNDEF/FUNDEB foram implementadas várias políticas educacionais importantes para o povo brasileiro: Livro didático para todos, lanche para todos, educação especial, educação profissionalizante, transporte escolar, creches, formação continuada dos docentes, dentre outras. Mas é importante lembrar que com FUNDEF/FUNDEB foi possível eliminar uma tremenda injustiça com os profissionais da educação no Brasil. Em 2008 foi criado o “Piso Nacional do Magistério”, e não temos mais professores no Brasil recebendo menos que um salário mínimo. Luta constante do Marcelo.
Ele foi um defensor da nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) de 1996, que dentre vários avanços da educação se destaca a obrigatoriedade por parte do Estado de oferecer educação pública universal de qualidade nas modalidade de Creche, Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Antes a obrigatoriedade era apenas para o ensino fundamental. O Ensino Fundamental é ampliado de 8 para 9 anos, e as crianças passam a ser alfabetizadas a partir dos 6 anos de idade.
Marcelo também defendia a criação das Gratificações de alfabetização e do Ensino Especial. Ele argumentava que os profissionais dessas áreas tinham uma formação e dedicação diferenciada, por isso precisavam ser recompensados. Ainda nos anos 90, foram implementadas as duas gratificações. Participei da direção da Escola Classe 511 de Samambaia, como Assistente administrativo na gestão de 1998 e 1999. Colhi muitos frutos bons do que Andrea e Marcelo deixaram. Inclusive fomos nós que recebemos a escola nova no 2º semestre de 1998.
Marcelo esteve diretor do Sinpro-DF, como um bravo lutador pela categoria no período de 1998 à 2001. Trabalhei como ele novamente no Centro de Ensino Médio 304 de Samambaia em 2002. Foi um excelente professor de Arte. Foi prefeito em Cotegipe – BA, sua cidade natal que tanto se orgulhava. Foi acima de tudo um grande companheiro e amigo, mais um que a COVID-19 nos toma.
Foi através do Marcelo que a palavra “conjuntura” passou a ter sentido e significância para mim. Em sua conversas ele sempre fazia uma análise da realidade, que na maioria das vezes era preocupante, mas também nos levava a reagir nos dando confiança dizendo que nós éramos os agentes das mudanças que esperávamos.
A conjuntura de 2020, é extremamente preocupante. E voz do Marcelo continuará ecoando fortemente, dizendo para que ninguém se intimide. Mas que haja união de forças de cada um de forma ordenada para enfrentar os ataques que os profissionais da educação, e povo sofrido brasileiro sempre tiveram. Não percam a esperança. Acreditem em vocês, acreditem na educação e por seguinte acreditem num Brasil melhor.
Sou cristão, protestante, agora renovado, mas nos anos 90 eu era pentecostal. Marcelo sempre respeitou minha fé. Dizia que eu deveria ser um agente de transformação de consciência na minha comunidade de fé”.
Quanto ao legado que ele deixa, nem é preciso falar…
Deixo para familiares e amigos em memória do Prof. Marcelo Mariani, a música “Conjuntura” do grupo evangélico “Céu na Boca”, que expressa em sua letra um pouco da mensagem que ele (Marcelo) nos transmitia. – Texto de autoria do professor do CED 02 de Sobradinho-DF, Wsiel.