CUT-DF protesta em restaurante pela defesa da dignidade da classe trabalhadora

 

Na semana passada, a trabalhadora da limpeza urbana Fátima Dias comprou uma marmita em um restaurante localizado na Asa Sul, mas foi impedida de sentar-se à mesa do estabelecimento para comer a refeição. Nesta segunda-feira (24), dirigentes da CUT-DF, da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviço (Contracs), da Federação dos Trabalhadores no Comércio do DF (Fetracom-DF) e do Sindicato dos trabalhadores da limpeza urbana (Sindlurb), junto com vários garis, voltaram ao restaurante e, em protesto, ocuparam as mesas para almoçar.

“Estamos aqui para mostrar que a classe trabalhadora deve ter a dignidade que merece. Dignidade é direito, e ninguém pode exceder isso. É urgente que os diversos estabelecimentos entendam que todos os trabalhadores têm direito de usufruir dos espaços acessíveis ao público”, disse o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

O varredor Cristiano Moura* foi um dos trabalhadores que participou do protesto. Há cerca de três anos atuando na limpeza urbana, ele afirma que situações de preconceito como as vividas por Fátima também já aconteceram com ele.

“Tem muito preconceito com a gente, com a ‘farda’, ainda mais agora na época da pandemia. Uma vez, na W3 Norte, cheguei em um estabelecimento pedindo um copo d’água. A mulher me olhou, e eu olhando para o filtro, e ela disse que só tinha água da torneira. Eu agradeci e saí. Eu limpava a frente do estabelecimento dela diariamente. Isso é muito ruim, esse preconceito”, diz.

Marília Almeida*, encarregada da limpeza urbana, conta que a situação para as mulheres é ainda mais grave. “Quando te dão uma água, eles falam pra você levar o copo. Ou seja, até dão a água, mas não ficam com o copo porque a gente bebeu nele. A questão do banheiro, principalmente pra gente que é mulher, também é complicado. Muitas das vezes, o banheiro é até aberto ao público, mas pra gente é negado. Tem funcionária que chega a chorar”, afirma. Segundo informações do Sindlurb, cerca de 70% do quadro de varredores no DF é formado por mulheres. Esse grupo tem índice altíssimo de casos de infecção urinária, já que caminha longas distâncias, sem acesso a banheiros.

Presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, conversa com garis sobre o direito de cada trabalhador e cada trabalhadora à dignidade a ao respeito

Embora seja inconcebível, a inviabilização do acesso dos trabalhadores da limpeza urbana aos espaços acessíveis ao público é uma questão antiga, segundo o presidente do Sindlurb, José Cláudio de Oliveira. “É um normal que a gente vive no dia a dia, mas que não é normal. Infelizmente nós vivemos numa sociedade que discrimina os trabalhadores da limpeza urbana porque trabalhamos retirando das ruas o lixo que a própria população produz. Por isso, o Sindlurb atua todos os dias para combater a discriminação”, conta.

Para o presidente da Contracs, Julimar Roberto, a discriminação de categorias que têm poder aquisitivo menor sempre existiu, mas foi alavancada com as políticas do governo Bolsonaro. “Quando você precariza as condições de trabalho das categorias, retira direitos, trata com desprezo, você dá margem para que ações como as discriminações cresçam. E é exatamente isso que o governo Bolsonaro faz, além de incentivar também outros tipos de discriminação, como a de raça, gênero e orientação sexual”, analisa o dirigente sindical.

Pontos de apoio

Recentemente, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou projeto de lei do deputado Fabio Felix (PSOL), que propõe a criação de pontos de apoio para trabalhadores de aplicativos de entrega e de transporte individual privado de passageiros. A CUT-DF avaliou a aprovação como uma conquista, mas luta para que a proposta seja ampliada a outras categorias que atuam nas ruas, como instrutores de autoescola, trabalhadores do setor de bebidas e garis.

“O avanço dado a partir do PL do deputado Fábio Félix é muito significativo e importante, e precisamos ampliar essa conquista. Infelizmente a ausência de pontos de apoio não é um problema apenas de entregadores por aplicativo, que lamentavelmente não têm direitos trabalhistas garantidos por lei. Outras categorias tradicionais, com direitos consolidados, também não têm acesso a espaços básicos para atender as necessidades humanas. E isso é absurdo”, afirma o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

O presidente interino da Fetracom-DF, Felipe Araújo, explica que o ponto de apoio aos trabalhadores é uma pauta de reivindicação por ser “direito do trabalhador escolher onde quer ficar”.

 

“O trabalhador tem que ter a opção de fazer o que ele quer. Tem trabalhador que traz a marmita de casa. Então, para esse trabalhador, tem que ter o local para ele comer. Já o trabalhador que prefere comprar a comida em algum restaurante, isso também deve ser assegurado a ele. A decisão sempre deve ser do trabalhador”, avalia.

Segundo ele, a Fetracom e a Contracs já realizaram algumas reuniões para discutir a criação de pontos de apoio para as diversas categorias que atuam nas ruas e “logo, logo, deve ser apresentado algum projeto neste sentido”. “Já tivemos algumas reuniões sobre o tema e entendemos que, diante da complexidade do assunto, é necessária uma atuação direta do governo, que deve assumir essa responsabilidade”, acredita.

Em entrevista para a CUT-DF, o deputado Fábio Felix se somou ao pleito da Central e disse que “é muito importante construir um projeto (sobre pontos de apoio) que abranja outras categorias”.

*Os nomes são fictícios para evitar qualquer tipo de retaliação contra o trabalhador e a trabalhadora

Fonte: CUT-DF | Fotos: Valcir Araújo

Movimento internacional Stop Bolsonaro é o tema do TV Sinpro desta terça (25)

Desde o dia 28 de junho, dezenas de entidades e partidos políticos nacionais e internacionais se mobilizam contra o governo Jair Bolsonaro. Para falar sobre o tema, o TV Sinpro, desta terça-feira (25), às 17h, irá entrevistar Antônio Lisboa, secretário de Relações Internacionais da CUT Brasil e membro do Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A entrevista, a ser feita por Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF, CUT DF e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), irá mostrar que o ato #StopBolsonaro e #StopBolsonaroMundial nas redes sociais contou com intensas manifestações em mais de 20 países e enfatizou a ameaça à democracia brasileira feita pelo Presidente da República e sua total falta de política de combate à pandemia do novo coronavírus.

Denominado também de “Stop Bolsonaro – Movimento Internacional”, o protesto não ficou parado em junho. Continua crescendo e recebendo novos adeptos. Não se resume à defesa da democracia – o que já é um trabalho árduo num país sequestrado pelo ódio fascista, combustível do modelo neoliberal de economia e nuvem de fumaça para esconder crimes de lesa-pátria cometidos em seu nome. #StopBolsonaro também denuncia as políticas econômicas excludentes, entreguistas, colonialistas, com profundo desemprego e redução da massa salarial, entre outros problemas do neoliberalismo financeiro.

Não perca! O programa é transmitido, ao vivo, toda terça-feira, às 17h, pela TV Comunitária no canal 12 da NET-DF e também pelo Youtube e Facebook do Sinpro-DF e TVCom.

As reprises são exibidas durante a semana. Confira a programação:

Terças – 22h

Quartas – 18h30

Quinta – 13h30 e 22h30

Sábado – 13h

Domingo – 18h30

Sinpro-DF convoca reunião com gestores nesta terça (25)

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convida todos(as) os(as) gestores(as) de escolas da rede pública de ensino para uma reunião, nesta terça-feira (25), às 16h. A pauta é a atividade presencial nas escolas. Importante destacar que sua participação é fundamental para avançarmos ainda mais no debate e encaminhamentos sobre a atividade pedagógica neste período de pandemia.

A reunião será pela plataforma Zoom. Se você ainda não instalou o aplicativo Zoom, clique no link, a seguir, que ele lhe direcionará para a Play Store  (celulares Android) ou Apple Store (celulares iOS).Para baixar em celulares Android, clique: https://play.google.com/store/apps/details?id=us.zoom.videomeetings  

Para baixar em celulares Apple, clique: https://apps.apple.com/br/app/zoom-cloud-meetings/id546505307

Os(as) interessados(as) em participar da reunião deverão confirmar participação pelo telefone 99685-4997 para receberem o link uma hora antes da abertura da sala virtual. Participe!

115 mil mortos : Bolsonaro realiza evento para comemorar “eficiência” no combate à Covid-19

O Brasil inicia a segunda-feira (24) com mais de 115 mil mortes por coronavírus e mais 3,6 milhões de casos confirmados até as 8h. O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das Secretarias Estaduais de Saúde porque os dados do Ministério da Saúde não correspondem à realidade da pandemia.
 
Apesar das mais de 115 mil mortes totais e mais de mil óbitos nas últimas 24 horas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realiza, nesta segunda-feirea (24),  no Palácio do Planalto, um evento intitulado “Brasil vencendo a Covid-19”, para comemorar “eficiência” no combate à pandemia, dando a entender que seu governo está resolvendo o problema da crise sanitária e que está combatendo o novo coronavírus. 
 
Trata-se de mais uma grande mentira do governo Bolsonaro, afinal, quase 115 mil mortes por Covid-19 em apenas 5 meses não é hipocrisia: é um genocídio do Estado, uma vez que o Brasil só perde em número de mortes para os Estados Unidos da América (EUA). Além disso, está sem ministro da Saúde desde maio e, desde o início da pandemia, sem nenhuma política de combate à crise sanitária, vem escamoteando números, enganando a população, prejudicando as pesquisas científicas e causando tumultos e escândalos midiáticos para omitir o seu fracasso.
 
Há mais de 190 países no planeta que combateram a pandemia com eficiência, usando o isolamento social, sem subnotificações e sem maquiagem de números como vem, insistentemente, fazendo o governo Jair Bolsonaro, e salvaram vidas e suas economias. No Brasil, o que se tem é um genocídio em andamento que deve levar ainda dezenas de milhares de vida de brasileiros.
 
A previsão é a de que, em dezembro, o País chegue a 200 mil mortes, incluindo aí pessoas que hoje ainda nem sequer foram infectadas, mas o serão por causa da falta de medidas sanitárias e médicas de distanciamento social. O objetivo sistemático do presidente Bolsonaro é omitir o elevado número de mortes e contaminações.
 
Uma das estratégias mais cruéis dessa omissão de dados são as mudanças de metodologia de contagem, feitas no Ministério da Saúde, para esconder a falta de investimento no combate ao coronavírus e o avanço descontrolado da pandemia no País, estimular a população a não praticar o distanciamento social, esconder o fracasso da política econômica neoliberal e não aplicar o dinheiro público na Saúde pública, na pesquisa científica e na educação pública.
 
Quem tem repetido a política do desprezo à população e genocídio do governo Bolsonaro é o governador Ibaneis Rocha (MDB). De olho nas eleições de 2022 e com o projeto de permanecer no poder por muitas décadas, Ibaneis também modificou, na semana passada, a metodologia de contagem no DF para omitir o número de contaminação e mortes e continuar deixando o Distrito Federal submerso na tragédia sanitária que ocorre hoje. Com isso, a capital do País inicia, esta segunda-feira (24), com 2.274 mortes e 148.998 casos confirmados. O levantamento mostra que a curva de contaminação na capital continua em crescimento vertiginoso, mas a população continua nas ruas como se nada estivesse acontecendo.
 

Metodologia errada para esconder os
números e não investir no combate

O professor e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), Wildo Navegantes de Araújo, professor da Universidade de Brasília (UnB), Campus Ceilândia, e pesquisador do Núcleo de Medicina Tropical da UnB,  informou ao Sinpro-DF que o maior problema da mudança de metodologia de contagem é como isso iniciou e permanece errado, principalmente no governo federal. Ele explica que, em todas as epidemias históricas, as pandemias, registram-se os casos e os óbitos por data de início dos sintomas. E não como o Ministério da Saúde tem feito chamando de data de registro, que pressupõe que é quando o sistema de saúde registra a ocorrência daquele evento.

“Isso está errado. Se olharmos os dados do Ministério da Saúde, conseguimos perceber, ao longo dos dias, que todo sábado e domingo há um vácuo, uma diminuição do registro das informações porque, no fim de semana, a maioria dos serviços burocráticos do sistema está fechada. Somente na segunda, terça-feira é esse número se reestabelece”, alerta o professor. No Brasil, segundo ele, deveria ter sido registrado, desde o início, por data do início do sintoma. Quer seja do caso, quer seja do óbito.

“Essa é a primeira vez, durante uma epidemia, no mundo, que se trabalha por data de registro no Brasil. Isso leva a uma maquiagem das informações e dos dados e não favorece a nenhuma transparência da informação. Também afeta a análise dos dados secundários, incluindo aí as pesquisas científicas. Além disso, influi negativamente a população: com isso, as pessoas entendem que a doença teve variação no fim de semana favorecendo a ida para as ruas, já que, em tese, pelo que parece, pelos dados do Ministério da Saúde, há uma variação para menos no fim de semana”, afirma o pesquisador.

No entanto, há estados que estão trabalhando por data de início de sintomas. Quando se trabalha com data de ocorrência, inibe-se a realização correta das análises. “Isso prejudica as pesquisas. Por exemplo, os cálculos do R-Zero, do número de pessoas infectadas que contaminam outras, fica prejudicado porque a data que deveria ser liberada para análise é a data de início de sintomas e com essa data é possível fazer a chamada curva epidêmica de melhor qualidade”.

SAIBA +
Os órgãos de imprensa estão usando métricas para tentar corrigir esse desvio do governo Bolsonaro. O R-Zero é número de reprodução de casos: qual a capacidade de uma pessoa infectada transmitir a doença; R-Zero de quatro significa dizer que cada pessoa infectada tem a capacidade de infectar quatro pessoas.

Volta às aulas: 46% dos estudantes e professores pegariam covid-19 em três meses

A revista Brasil Atual mostra que, em São Paulo, o plano de Dória para volta às aulas não tem como garantir a segurança de estudantes e professores. A constatação é de um estudo de pesquisadores de três países

Mesmo com todos os protocolos de segurança sendo seguidos, a volta às aulas em São Paulo causaria contaminação por covid-19 em até 46,35% dos estudantes e professores após 60 dias letivos. Isso considerando apenas estudantes dos ensinos fundamental e médio. Mesmo seguindo as regras estabelecidas pelo governo de João Doria (PSDB), de até 35% dos alunos participarem das atividades presenciais de cada vez. E partindo de apenas uma pessoa infectada. A projeção é o resultado de um estudo com simulação do contágio pelo novo coronavírus, realizado por pesquisadores de sete universidades de três países.

Os testes consideraram que a maioria das pessoas respeitaria as regras de higiene, o uso de máscaras e o distanciamento social de 1,5 metro. E que só haveria três cruzamentos entre elas por dia: na entrada, na saída e no recreio. O que seria um cenário de cuidado muito maior do que o que deve ser realizado no dia a dia.

Foi considerada uma volta às aulas com 307 pessoas no ambiente escolar, entre estudantes, professores e outros trabalhadores da educação. Mesmo que a maioria das pessoas respeitasse os protocolos de higiene e distanciamento, uma única pessoa infectada no ambiente levaria à contaminação de 46,35% das pessoas, em 60 dias de aula – cerca de três meses. Destes, 0,3% poderiam ir à óbito. “O risco de uma dinâmica de infecção generalizada no ambiente escolar é elevado, mesmo que a partir de apenas um agente infectado”, destacam os pesquisadores.

Clique no link, a seguir, e confira a matéria completa.

 

https://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2020/08/volta-aulas-estudantes-professores-covid/

Fake news de Bolsonaro mantém o congelamento da carreira

Uma manobra do Palácio do Planalto no Congresso Nacional derrotou a luta do funcionalismo público, na noite desta quinta-feira (20), contra o Veto 17 do Presidente da República. Com 316 votos a favor da manutenção do veto e, 165, contra, os deputados federais mantiveram o Veto presidencial nº 17, na Lei nº 173/2020, e impuseram o congelamento salarial e na carreira dos servidores da educação, saúde, limpeza urbana e segurança pública de todas as esferas da União.
 
A situação poderia ter sido outra. Mas, quando viram o Veto 17 ser derrubado no Senado Federal, na quarta-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, articularam com políticos integrantes do chamado “Centrão” a suspensão da votação que iria ocorrer na própria noite de quarta-feira. Para isso, eles iniciaram, mais uma vez, o processo de envio de fake news, juntamente com a imprensa, espalhando no País, que a derrubada do veto iria gerar reajuste salarial para todos os servidores públicos.
 
Isso é mentira. Derrubar o Veto 17 não iria gerar reajuste salarial para nenhum servidor público como a imprensa divulgou, baseada nas fake news de Bolsonaro. A notícia bombou nos telejornais de quarta-feira (19), à noite, e durante toda a quinta-feira (20) em todos os canais de TV abertos e fechados. Foi uma verdadeira campanha bolsonarista contra os professores e servidores da saúde que estão na linha de frente do combate à Covid-19. Paulo Guedes chegou ao ponto de ir mentir na mídia, dizendo que seriam gastos R$ 100 bilhões com reajuste salarial para a Saúde, Educação, Segurança Pública e Limpeza Urbana, que é o objeto tratado no Veto 17 (item 2).
 
Assim, com o acordo com o Centrão e as fake news, o governo Bolsonaro impôs aos servidores um duro congelamento na estrutura da carreira pública por longo período, de modo que todas as progressões relacionadas a padrões, adicional de tempo de serviço (anuênio) e aquisições de novos quinquênios estão congeladas até o dia 31 de dezembro de 2021. No Distrito Federal, os impactos já são sentidos, desde o dia 28 de maio, porque o governador Ibaneis Rocha (MDB) já começou a aplicar, na Administração Pública, esses congelamentos, uma vez que a lei já está em vigor. Com a aprovação do veto, esse encaminhamento do governo local será mantido.
 
A diretoria colegiada volta a criticar e a reforçar a gravidade do uso sistemático de fake news por este governo. Mais uma vez as fake news ganharam no Congresso Nacional e prejudicam a classe trabalhadora. Essa derrota na Câmara dos Deputados é o preço que os servidores e a população pagam pela eleição, em 2018, de bancadas inteiras formadas, exclusivamente, por empresários, rentistas, ruralistas, bancada da bala e outros setores fundamentalistas e privatistas do empresariado.
 
Cabe, portanto, aos servidores públicos e a nós, da Educação, de fato, discutirmos o tema das eleições gerais, a começar pela deste ano, para termos, no Congresso Nacional e na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), bancadas fortes, ligadas e representativas da educação e da classe trabalhadora. Para não termos mais esse tipo de prejuízo, é necessário uma bancada numerosa e comprometida com os nossos interesses e os dos trabalhadores da iniciativa privada. Importante lembrar que essa votação é um termômetro para mostrar como será a votação da reforma administrativa, que vem por aí e foi anunciada, nesta noite, pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

O que é a reforma administrativa?
É uma reforma trabalhista para os servidores públicos cuja finalidade é retirar mais direitos. Portanto, os servidores públicos estaduais, municipais, federais e distritais se preparem para essa batalha. A reforma administrativa será discutida por um Congresso eleito, em 2018, com maioria de representantes do empresariado e banqueiros, que têm votado leis que retiram, sistematicamente, direitos trabalhistas, terceirizam os serviços públicos e transformam os direitos fundamentais (educação, saúde, segurança pública, previdência, assistência social, etc.) em mercadoria.

É esse Congresso que irá discutir uma reforma administrativa que não visa à melhoria dos serviços públicos e nem à do atendimento à população, e sim sucatear ainda mais esse atendimento por meio da precarização das condições de trabalho de quem atende à população lá na ponta: os servidores públicos. Nesse debate, vão entrar os temas que os empresários querem quebrar há muitos anos, como a estabilidade, benefícios, como as progressões automáticas adquiridas ao longo do tempo de serviço entre outros.

Portanto, a avaliação da diretoria colegiada do Sinpro-DF é a de que é necessária muita mobilização, organização e combate às fake news da mídia comercial, que representa os empresários que atuam como parlamentares no Brasil. É importante se preparar para fortalecer os nossos espaços de poder na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, na CLDF e em todas as outras instâncias de representação democrática e eletivas para que a falta de voto da classe trabalhadora nas Casas Legislativas não gere a possibilidade para governos, como este, que têm a fake news como instrumento de governabilidade, prevaleçam na hora de votarem legislações.

O Sinpro-DF agradece os três senadores da bancada do Distrito Federal – Izalci Lucas (PSDB), Leila Barros (PSB) e Reguffe (Podemos) – que votaram pela derrubada do veto; e aos deputados federais que votaram a favor da derrubada – deputada federal Érika Kokay (PT) e Professor Israel (PV). 

Deputados do Distrito Federal que votaram contra os servidores
O sindicato destaca os deputados federais da bancada do DF que se posicionaram contra a educação e inimigos dos servidores: Bia Kicis (PSL), Paula Belmonte (PPS), Luis Miranda (DEM), Julio Cesar (PRB) Tadeu Filippelli (MDB).  Esses(as) são os(as)  parlamentares que, em 2022, vão atrás do seu voto, servidor público. Cabe a você decidir se vai apoiar o projeto privatista deles ou se vai defender os seus próprios direitos trabalhistas. A diretoria colegiada do sindicato parabeniza deputados e senadores que nos apoiaram e entenderam que era necessário derrubar o veto de Jair Bolsonaro e parabeniza também todos os professores e orientadores educacionais que participaram da mobilização digital, que foi imensa ao ponto de fazer com que o Senado derrubasse o veto. 

Infelizmente, os interesses privatistas dos deputados federais que compõem os partidos políticos que formam o Centrão e o governo de Bolsonaro, que é contra todo tipo de direito trabalhista, sobrepujaram a nossa luta. Como dissemos, isso ocorreu porque não temos uma bancada de trabalhadores nas Casas Legislativas. Destacamos que as mobilizações continuam e precisam ser cada vez mais fortalecidas para a defesa de nossos direitos, como a estabilidade, ainda na mira dos grandes privatistas eleitos em 2018.

Inicialmente, o Sinpro-DF informou que a deputada Flávia Arruda (PL) havia votado a favor do veto 17, apoiando Bolsonaro, mas a deputada entrou em contato com sindicato para avisar que não participou da votação e que estava ausente.

 

 

 

 

 

Suspensão das aulas presenciais resguarda vidas; Luta pelo aperfeiçoamento do ensino remoto continua

Após intensa mobilização da CUT, do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) e de diversos setores da sociedade, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), suspendeu por tempo indeterminado o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas da capital federal. A previsão era de que os estudantes voltassem às salas de aula de forma gradual, em 31 de agosto. De acordo com o Sinpro, agora, a luta é para que o GDF viabilize condições dignas para que todos os estudantes consigam ter acesso às aulas remotas.

O anúncio da suspensão foi realizado em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (19). “Com a avaliação da curva da pandemia, a gente tomou a decisão escutando toda a comunidade escolar. Essa decisão é fruto de um grande debate com as escolas e, a cima de tudo, com observação cientifica da evolução da pandemia”, afirmou o secretário da Educação do DF, Leandro Cruz, durante a coletiva.

A suspensão ocorreu em um momento em que o DF registra números alarmantes de contaminação e mortes decorrentes da Covid-19. Até o fechamento desta matéria, a capital federal registrava 140.170 casos confirmados e 2.133 óbitos.

Um estudo realizado pelo Observatório de Predição e Acompanhamento da Epidemia Covid-19 (PrEpidemia) apontou que, em um dos cenários de evolução da pandemia, Brasília pode ultrapassar a marca de 3 mil mortes até dezembro. E, caso houvesse o retorno das aulas presenciais, o número poderia alcançar 3.842 mortes.

“Foi uma vitória da sensatez e da mobilização de toda a comunidade escolar, da CUT e do Sinpro, que realizou diversas plenárias regionalizadas, discutindo com vários setores da sociedade civil quais as consequências e os riscos de uma volta presencial das atividades escolares. Continuaremos mobilizados, debatendo e acompanhando os movimentos do governo. Por ora, a sensatez prevaleceu”, disse o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

A luta deve continuar

A diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa, destacou que as cobranças ao GDF devem continuar, já que as aulas remotas estão acontecendo há mais de um mês e não há comprometimento do governo para que todos os estudantes tenham acesso à plataforma.

“Temos uma parcela muito grande de alunos que não estão conseguindo acessar a plataforma e não conseguirão se o governo não assumir sua parte. Isso vai desde a aquisição de equipamentos, como tabletes, celulares ou computadores, até a viabilização do acesso à banda larga, que o governo se comprometeu e, até o momento, não aconteceu. É preciso que o GDF se empenhe mais”, apontou.

Outro ponto destacado pela dirigente que demanda comprometimento do governo é quanto à definição de regras para a realização das aulas remotas. “Hoje, a categoria está com uma carga horária maior do que de costume e há muitas incertezas em relação ao trabalho remoto, que é algo fora do que estava previsto para nossa atuação. É necessário que sejam definidas regras mais claras”, apontou.

De acordo com Rosilene, é fundamental também que inicie imediatamente o debate pedagógico. Para ela, não se pode pensar na educação em 2021 ─ com um possível controle da pandemia ─ sem levar em consideração os prejuízos da crise na vida dos estudantes.

“Precisamos repensar e reorganizar os nossos conteúdos para que tão logo seja possível o retorno presencial, a gente tenha uma proposta pedagógica que possa atender. Faz-se urgente uma readequação que curricular”, afirmou.

Reprodução: CUT Brasília

Músico e poeta do DF é semifinalista no Festival de Música da Rádio MEC

Marcos Morello é músico, poeta, compositor, oficineiro e educador ambiental. Entre os anos 80 e 90, atuou como arte-educador em uma breve passagem pela SEDF, onde contribuiu com projetos artísticos, uma marca que o acompanha em 30 anos de carreira como arte-educador.

Com tamanha dedicação, Morello foi um dos 16 semifinalistas na categoria infantil,  dentre mais de 300 inscritos no Festival de Música da Rádio MEC. A composição “ feito formiguinha” é para ele motivo de orgulho e alegria.

“A música Feito Formiguinha foi forjada dentro do ambiente de ensino e aprendizagem em educação ambiental, no período em que eu estava fazendo os módulos do Curso de Formação de Educadores Ambientais da Escola da Natureza”, afirma. 

Segundo o artista, o “efeito formiguinha” é um convite para o ativismo ambiental,   por um  olhar cuidadoso e amoroso para os ambientes, para os lugares e suas paisagens. “Um convite para o trabalho voluntário,colaborativo, com intuito de interatividade e proatividade entre as pessoas e as instituições públicas e privadas,  para que  possamos praticar, defender e propagar a ética do bem comum no nosso cotidiano, com espírito construtivo, empatia e solidariedade”, diz Morello.

As votações ocorrerão até o dia 25 de agosto, participe e vote no artista! Para  concluir o voto, basta acessar o link 

 

 

 

Após luta da comunidade escolar, GDF suspende, por tempo indeterminado, retorno das aulas presenciais

Vitória da vida. Depois de muita pressão dos(as) trabalhadores(as) do magistério público, estudantes e mães, pais e responsáveis, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decidiu suspender, por tempo indeterminado, o retorno das aulas presenciais na rede pública de ensino na manhã desta quarta-feira (19). Se o Governo do Distrito Federal (GDF) não agisse assim, correria o risco de transformar a capital do País no epicentro epidemiológico do mundo.
 
Diante dos números subnotificados da Covid-19, a diretoria colegiada do Sinpro-DF vê como única alternativa do governador a suspensão. Milhares de vidas foram poupadas com a mudança de posição do governo ao atender o pleito da comunidade escolar, que tem lutado, por meio das várias campanhas do sindicato, contra o retorno das aulas presenciais previsto para ocorrer a partir de 31 de agosto, em pleno agravamento da pandemia do novo coronavírus no Distrito Federal.
 
A decisão do governo é resultado do empenho do Sinpro-DF, que tem mostrado, insistentemente, a impossibilidade desse retorno por causa de dezenas de fatores, sobretudo, pela aceleração diária e descontrolada da pandemia da Covid-19 na capital do País, que tem batido sucessivos recordes em relação a outras unidades da Federação e a outros países a ponto de chegar, à tarde desta quarta-feira, com a triste marca de 2.129 óbitos pela Covid-19 e 140.539 (mil) contaminados. O retorno das aulas presenciais significaria aumentar muito mais esses números.

Luta da vida contra a morte
“Não falamos que tivemos uma vitória porque estamos numa luta da vida contra a morte literalmente. A gente pensa, às vezes, que obtivemos uma vitória, mas quem está vencendo todas as batalhas, neste momento, é a pandemia, que continua em alta no DF. Antes de mais nada, o Sinpro-DF se solidariza com todas as famílias do DF, e, principalmente, da categoria do magistério público, que perderam alguém querido, especialmente com os colegas professora(as) e orientadores(s) educacionais”, afirma Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF.

A diretoria colegiada agradece o empenho da comunidade escolar – gestores(as), professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes, mães, pais e responsáveis –, que dedicaram tempo às campanhas do sindicato, se manifestando, para, realmente, assegurar essa mudança de decisão do governo. Lembra que a entidade fez todo um esforço, com várias campanhas, especialmente para alertar a população do risco que ela estaria se submetendo se apoiasse o retorno das aulas agora, no dia 31 de agosto, e alerta, no entanto, para outros problemas relacionados à pandemia que precisam ser resolvidos imediatamente.

“Primeiramente, temos de dizer que essa decisão já era esperada porque, como a gente vem insistindo, a situação do DF já apontava para isso. O que se poderia esperar de um governador era que tivesse mesmo uma atitude de responsabilidade com a população do DF. Com isso, muitas famílias e trabalhadores ficarão mais calmos, porém não mais seguros. E aí vai o apelo da gente à população que continue com o empenho de sair de casa apenas se for extremamente necessário”, observa.

Aulas remotas e exclusão educacional
Outros problemas decorrentes da pandemia são apontados pelo Sinpro-DF. Um deles, tão urgente quanto a suspensão das aulas por tempo indeterminado, é a exclusão educacional que ocorre em decorrência da pandemia. As aulas remotas estão acontecendo, mas há uma parcela muito grande de estudantes que não está conseguindo acessá-las. Não consegue e não conseguirá se o governo não cumprir sua parte de providenciar as condições e prover os excluídos das aulas virtuais com equipamentos (tables ou celulares ou computadores etc.), especialmente a banda larga, que se comprometeu a disponibilizar e já tem 1 mês e não aconteceu.

Além de assegurar o direito à educação a essa parcela grande de estudantes sem acesso às aulas remotas, a conexão desses estudantes ofertada pelo GDF irá impedir outras formas de contaminação e até morte em gestores(as) e outros(as) servidores(as) que têm tido de comparecer presencialmente às escolas para entrega de materiais impressos e outras atividades. A diretoria colegiada do Sinpro-DF tem alertado sobre o risco de contaminação e cobrado do GDF a suspensão de todo e qualquer tipo de atendimento presencial nas escolas.

Enquanto isso, os(as) gestores(as) continuam expostos ao risco de contaminação e morte por Covid-19 ao prestarem serviços presenciais. “Não é somente a suspensão por tempo indeterminado dos estudantes, mas também dos(as) gestores(as) e outros(as) servidores(as) que têm tido a obrigação de comparecerem às escolas para cumprirem tarefas presenciais”, afirma. No entendimento da diretoria, a realidade do DF, infelizmente, é que, agora, as aulas serão remotas e, com a decisão desta quarta-feira, foi instituída uma escola virtual que deverá demorar mais tempo do que o que se esperava. Isso obriga o governo a tomar medidas que ele ainda não cumpriu, embora seja de sua responsabilidade, como é o caso de fornecer Internet e equipamentos de informática para estudantes carentes para que os prejuízos sejam menores.

Teletrabalho extrapola jornada diária
Outro problema que precisa ser resolvido, urgentemente, é a jornada de trabalho da categoria. A diretoria observa que, hoje os(as) professores(as) estão com uma carga horária maior do que a de costume, sobrecarregados, há muitas incertezas porque é tudo muito novo, portanto, é preciso, imediatamente, definir regras para esse tipo de prestação de serviço que está fora daquilo que estava previsto para a nossa atuação.

No entendimento da diretoria, é preciso iniciar, de imediato, o debate pedagógico, repensar e reorganizar, urgentemente, os conteúdos ministrados e pensar, imediatamente, numa proposta curricular para recuperar os prejuízos que os estudantes estão sofrendo este ano para que tão logo seja possível o retorno presencial a gente já tenha também uma proposta pedagógica que possa atender.

Ela observa que é preciso ressignificar os conteúdos e promover uma adequação curricular. “Diante disso, já solicitamos, no contato que ele fez com o Sinpro-DF, na manhã desta quarta-feira (19), para anunciar a decisão do governador, o início do debate pedagógico. Vamos imaginar que em 2021 a pandemia esteja absolutamente sob controle, que tenha vacina, mas não podemos ignorar todos os prejuízos causados pela Covid-19 na vida escolar dos nossos estudantes”, alerta.

Câmara Legislativa debate o retorno das aulas presenciais no DF

Audiência pública remota acontecerá, quinta-feira (20), e contará com a presença de parlamentares, representantes da sociedade civil, governo, MPT e pais e mães de estudantes

A Câmara Legislativa realizará, nesta quinta-feira (20), audiência pública remota para debater o retorno das aulas presenciais no Distrito Federal. O debate, promovido pela deputada distrital Arlete Sampaio (PT) e pelos deputados Chico Vigilante (PT), Fábio Felix (PSOL), Leandro Grass (Rede) e Reginaldo Veras (PDT), acontecerá, a partir das 19h, pela TV Web CLDF (no YouTube).

De acordo com o cronograma elaborado pela Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), as aulas presenciais serão retomadas, de forma gradual, a partir do dia 31 de agosto, para as turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Profissional. No dia 8 de setembro, seriam retomadas as aulas presenciais do Ensino Médio; no dia 14 de setembro, do Ensino Fundamental II; no dia 21 de setembro, do Ensino Fundamental I; e, no dia 28 de setembro, da Educação Infantil. Por fim, no dia 5 de outubro, aconteceria a volta presencial da Educação Precoce e Classes Especiais.

Para a deputada Arlete Sampaio, o DF atravessa um período em que a propagação do novo coronavírus está muito elevada e é preciso adiar a volta às aulas presenciais. “Nossa recomendação e nosso apelo é para que as aulas não sejam retomadas presencialmente neste mês de agosto. Precisamos garantir que as escolas só reabrirão quando houver segurança para garantir a vida das crianças, dos adolescentes, dos professores, dos trabalhadores e de toda a comunidade”

O deputado Chico Vigilante reforça que a retomada das aulas presenciais deve ser realizada apenas quando a segurança para todos for garantida. “Vamos lutar para que as redes pública e privada do Distrito Federal não tenham a reabertura enquanto estudantes, professores e servidores estiverem correndo risco”.

Ano letivo se recupera, vidas não 
Em diversos países, escolas precisaram fechar as portas, novamente, dias após a volta às aulas. Isso aconteceu nos Estados Unidos, na França e até mesmo na Coréia do Sul, país referência no combate à Covid-19. O deputado Fábio Felix destaca o alerta de especialistas sobre o risco das aulas presenciais neste momento. ”Os especialistas já alertaram para o grave risco que a retomada das aulas presenciais trará para toda a população, sobretudo quando o DF bate recordes diários de mortes. Ano letivo a gente recupera, vidas, não. Ibaneis devia ouvir os apelos da comunidade escolar”.

O deputado Leandro Grass questiona se é, realmente, seguro voltar às aulas neste momento. “Batemos recordes seguidos de mortes no DF por Covid-19. Em quanto a abertura de escolas ampliaria esse número? Sabemos também que muitas escolas públicas no DF não têm uma estrutura mínima, não teriam como manter o distanciamento. Colocaríamos estudantes, professores e familiares da comunidade escolar em risco. Precisamos agir com responsabilidade”, afirma o parlamentar. 

“Não é o momento de pensarmos no retorno presencial dos estudantes às escolas. Estamos no platô da pandemia, o número de mortes vem aumentando, não há leitos suficientes, as escolas não estão preparadas, o governo não está preparado. Agora é o momento de trabalharmos para conter o coronavírus no DF e, acima de tudo, defender a vida dos estudantes e dos profissionais da educação da capital”, afirma o deputado Prof. Reginaldo Veras.

Foram convidados a participar da audiência pública remota representantes das Secretarias de Estado de Educação e de Saúde, Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinproep-DF), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Ministério Público do Trabalho (MPT), Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF (CDCA), além de representante de pais e mães de estudantes da rede pública de ensino.

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