Palácio do Planalto volta a afrontar o direito à igualdade de gênero

A necropolítica de Jair Bolsonaro e seus idealizadores não dá trégua e não cessa sua bateria de ataques às instituições democráticas da República e do Estado democrático de direito, à educação e aos direitos e garantias fundamentais assegurados na Constituição.

Não é novidade que o Presidente da República se aproveita do medo e da pressão que o Brasil tem vivido em razão da pandemia do novo coronavírus para piorar ainda mais a saúde, as condições materiais e o sentimento de esgotamento e estresse da população.

Na segunda-feira (12), ele voltou a tensionar o clima no País, a desafiar o Supremo Tribunal Federal (STF), a infringir a Constituição Federal e a anunciar novos ataques à educação. Disse que irá enviar um Projeto de Lei (PL), ainda nesta terça-feira (13), ao Congresso Nacional para proibir a chamada “ideologia de gênero”.

O anúncio acontece poucos dias depois de o STF, por unanimidade, ter declarado a Lei nº 1.516/2015, do Novo Gama, Goiás, inconstitucional e dado por encerrado o discurso sobre “ideologia de gênero”. A lei municipal vetava a discussão de gênero e proibia a veiculação de materiais e informações nas escolas de conteúdos com temas que se convencionou chamar de “ideologia de gênero”.

O STF terminou o julgamento da “Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 457-GO” no dia 24/4/2020 e entendeu que, além de ter invadido a competência privativa da União de legislar sobre as bases nacionais da educação, a Câmara Municipal, ao aprovar, e a Prefeitura do Novo Gama, ao sancionar, contrariaram cláusulas pétreas e princípios constitucionais, como a igualdade de gênero, o direito à educação plural e democrática e a laicidade do Estado.

Mas nessa segunda, Bolsonaro, novamente, ignorou a Constituição Federal, enfrentou o STF e declarou na imprensa: “Sabemos que, por 11 a 0, o STF derrubou uma lei municipal que proibia ideologia de gênero. Já pedi ontem para o [major] Jorge [Oliveira], nosso ministro [da Secretaria-Geral], para que providenciasse uma lei, um projeto federal. E devemos apresentar hoje esse projeto com urgência constitucional”.

IDEOLOGIA DE GÊNERO NÃO EXISTE
A noção de “ideologia de gênero” tem suas origens em documentos emitidos pelo Vaticano da época do Papa Bento XVI (Joseph Aloisius Ratzinger). Era uma tentativa de frear o movimento pela igualdade entre os gêneros, a partir de uma ótica bíblica de que a mulher deve ser submissa, bem como conter o avanço no reconhecimento da igualdade de direitos das pessoas LGBTQI+, inspirado na interpretação da Bíblia que vê os homossexuais praticantes como pecadores. Mulheres e LGBTQI+, são, portanto, os dois principais grupos humanos alvos da “ideologia de gênero”, o que a transforma em uma falácia.

Apesar de ter sido criado pelo bispado de Bento XVI, as igrejas de vários matizes, como as evangélicas neopentecostais, e grupos terroristas fundamentalistas, como esses que afloram no Brasil e apoiam o bolsonarismo, com mobilizações antidemocráticas, abraçaram com força esse pensamento e o adotaram como doutrinação ideológica a ser praticada nas escolas da rede pública de ensino de todo o País. Para materializar esse projeto, que além da submissão dos dois grupos mencionados, avança para a privatização da escola pública, elegeram parlamentares para as Casas Legislativas de todas as esferas União, os quais têm apresentado e defendido projetos de Lei da Mordaça (Escola sem Partido), o qual Bolsonaro vai apresentar, agora, no Congresso Nacional.

Com a Lei da Mordaça, os grupos extremistas terroristas fundamentalistas, fascistas, neonazistas, neopentecostais que atuam nos Poderes Legislativo e Executivo poderão intervir livremente na escola pública perseguindo professores, reprimindo o direito à igualdade de gênero e censurando o conteúdo acadêmico, com proibição de disciplinas, como história, geografia, sociologia, filosofia, artes, cultura, literatura, entre outras.

Com isso, ampliam a criminalização desses conteúdos, tão necessários para o conhecimento humano, para o desenvolvimento do País e para a formação da cidadania brasileira. Cerceiam, sobretudo, o direito dos estudantes acessarem o conhecimento acadêmico. A Lei da Mordaça é mais um braço da necropolítica contra realização plena do educando.

Diretores de escolas de São Sebastião defendem isolamento e pedem apoio da comunidade

O pico da pandemia do novo coronavírus ainda não chegou no Brasil. As mortes por covid-19 – doença provocada pelo vírus – cresce sem controle e, com isso, o Brasil já superou a China, a Itália e a Espanha em números de contaminados, mortos e internados. Com recorde registrado de 12.033 mortes por Covid-19 até a manhã desta terça-feira (12), o País só não superou ainda os EUA e o Reino Unido.

Mas está correndo, com pressa, para ultrapassá-los. Se depender do presidente Jair Bolsonaro, todos os números da pandemia vão piorar. Os discursos dele sobre a pandemia menosprezam o poder do novo coronavírus e criticam as medidas de isolamento: único “remédio” contra a peste. Todos os dias ele coloca os brasileiros em risco. Dentre as ilegalidades relacionadas à crise sanitária mundial, Bolsonaro publicou, nesta semana, o Decreto n°10.344/2020, que inclui no rol de atividades essenciais as academias, as barbearias e os salões de beleza. Os governadores têm se recusado a obedecê-lo.

Na semana passada, foi ao Supremo Tribunal Federal (STF), na companhia de empresários e ministros de Estado, para constranger ministros do Supremo a obrigar governadores a relaxarem medidas de contenção do avanço da pandemia, cujo pico está sem previsão de chegada no País. Estudos indicam que, no Brasil, só depois do Natal.

O último balanço do Ministério da Saúde divulgado, na manhã desta terça-feira (12), dá conta de que, até o meio-dia, 172.790 brasileiros estão com a covid-19 confirmada. Cerca de 12 horas antes, ou seja, mais ou menos 20 horas antes, por volta das 17h de segunda-feira (11/5), quando saiu uma atualização, havia 168.331 casos confirmados. No domingo (10), eram 162.699 até 17h. No sábado (9), havia 155.939 até 17h. O Brasil é o país latino-americano que registra mais infecções por coronavírus.

DISTRITO FEDERAL
O Distrito Federal ligou o alerta vermelho em abril. A curva, que continua ascendente no DF e mostrava que a quantidade de internados em UTI com coronavírus apontava para um cenário de superlotação da rede de saúde, já é realidade. Em apenas sete dias, entre a última semana de abril e a primeira de maio, o número de pacientes internados cresceu 73% na capital do País.

Entre terça-feira (28/4) e terça-feira (5/5), o número de pessoas com Covid-19 em UTI saltou de 34 pessoas para 59. Segunda-feira (4/5), o HRAN – unidade de referência no DF para a Covid-19 – estourou seu limite, com 100% das UTI ocupadas. Nesta terça-feira (12/5), o DF registrou 2.829 casos e 46 óbitos por covid-19.

Pensando nisso e num suposto calendário de volta às aulas do governo Ibaneis Rocha (MDB), os diretores de escolas e gestores das Coordenações Regionais de Ensino do Distrito Federal (CRE) da rede pública de educação do DF decidiram enviar cartas às mães, pais e responsáveis pelos estudantes para explicar a situação, pedir apoio ao isolamento e retorno das escolas somente em um momento seguro.

Nas cartas, os diretores explicam que a escola é local de aglomeração de pessoas e um dos principais ambientes de contágio e disseminação do novo coronavírus. Em sintonia com a diretoria colegiada do sindicato, os gestores aprovaram, em reunião realizada no dia 27/4, a proposta do Sinpro-DF de encaminhar cartas à comunidade. A reunião virtual ocorreu logo depois que o governador Ibaneis decidiu seguir a necropolítica de Jair Bolsonaro e revogar os decretos dele mesmo que implantaram o isolamento social no DF.

O Sinpro-DF já recebeu cartas de outras Regionais que serão postadas, posteriormente, na sequência de matérias sobre este tema. Os(as) diretores(as) de escolas e Regionais que quiserem publicar sua carta, podem enviá-la para a diretoria do sindicato por meio do endereço:  faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br

Clique na imagem, a seguir, para ter acesso ao conteúdo completo da carta:

No Dia Internacional dos Enfermeiros, Sinpro-DF convida a categoria para um gesto de gratidão

No Dia Internacional do Trabalhador (1º/5), bolsonaristas foram à Praça dos Três Poderes para agredir enfermeiros(as) que protestavam contra os baixos salários e as péssimas condições de trabalho, principalmente, neste momento de pandemia do novo coronavírus. Como todo o mundo, nós, professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino ficamos indignados.
 
Hoje (12/5), Dia Internacional da Enfermagem, vimos aqui homenagear a categoria dos(as) enfermeiros(as) e registrar o mais do mesmo, ou seja, assim como todas as pessoas do mundo, os(as) aplaudimos de pé e exigimos o seu reconhecimento profissional com salários e condições dignas de trabalho, como acontece em quase todos os países. O Sinpro-DF também aplaude de pé a garra e a firmeza desta categoria de profissionais que não abaixa a cabeça para o fanatismo fundamentalista e nem se intimida com ameaças fascistas.
 
Não é à toa que está na linha de frente de uma das piores pandemias que o mundo atravessa, atendendo e ajudando a salvar vidas, indistintamente, nas emergências e UTI. A enfermagem não se acovardou na Praça dos Três Podres no ato legítimo em defesa das suas condições de trabalho. Provou ali, mais uma vez, que se trata de uma categoria altiva, corajosa, disposta a enfrentar com destemor qualquer inimigo, desde um vírus invisível, cujo ataque não tem cura, até fascistas neoliberais que deveriam estar fora das ruas em respeito ao isolamento social e à vida das pessoas.
 
Quando exaltamos a coragem desta categoria, queremos dizer que não se trata somente de enfrentar agressores bolsonaristas nas ruas, mas, sobretudo, os que nos agridem com decretos, medidas provisórias, emendas constitucionais, projetos de leis entre outros recursos e nos arrancam direitos históricos, congelam nossos salários e retiram nossos empregos e nossos direitos trabalhistas para privatizar e mercantilizar os serviços públicos.
 
Um dos maiores exemplos de ataque fascista recente no Brasil é justamente o que este governo e o governo anterior fizeram contra o Sistema Único de Saúde (SUS). Por causa da Emenda Constitucional (EC) 95/2016, o SUS perdeu, em 2019, R$ 20 bilhões. Ainda assim, mesmo sem o dinheiro público, que está sendo drenado para banqueiros e outros, é o único sistema de saúde capaz de atender às centenas de milhares de pessoas com covid-19 e outras milhares de pessoas com todo o tipo de doença. Defender o SUS, os enfermeiros e os profissionais da saúde é defender o direito à vida. É preciso revogar a EC 95/2016.
 
Entendemos o gesto dos(as) enfermeiros(as) na Praça dos Três Poderes como a atitude exemplar com a qual nós, servidores(as) públicos(as), devemos nos espelhar. Jamais aceitar provocações fascistas, como essas violências nas ruas e essas que reduzem salários, retiram direitos, ameaçam nossa integridade física, a nossa saúde e a de nossa família com decretos que acabam com o isolamento social entre outros gestos desumanos.
 
No Brasil, a enfermagem é um dos principais pilares de sustentação do SUS e está na linha de frente não só do combate a esta pandemia. Chamados de anjos e heróis em todo o planeta, a enfermagem é formada por seres humanos que exigem respeito em todos os sentidos.
 
Nesta terça-feira (12), Dia Internacional da Enfermagem, convidamos a nossa categoria para participar do Ato Virtual pela Enfermagem Brasileira a fim de homenagear e valorizar essa categoria tão importante em todos os momentos da vida de nosso povo.
 
Os(as) enfermeiros(as) precisam de NOSSA AJUDA!
Mostre sua gratidão e reconheça o valor desses(as) trabalhadores(as).
 
Coloque nas suas redes sociais as hashtags:
 
#LuteComoUmaEnfermeira
#EnfermagemEuValorizo

Diretores de escolas de Samambaia defendem isolamento e pedem apoio da comunidade

O pico da pandemia do novo coronavírus ainda não chegou no Brasil. As mortes por covid-19 – doença provocada pelo vírus – cresce sem controle e, com isso, o Brasil já superou a China, a Itália e a Espanha em números de contaminados, mortos e internados. Com recorde registrado de 11.123 óbitos até domingo (10/5), às 18h, o País só não superou ainda os Estados Unidos e o Reino Unido.

Se depender da gestão do presidente Jair Bolsonaro, esse número vai piorar. Todos os discursos dele sobre a pandemia menosprezam o poder do novo coronavírus e criticam as medidas de isolamento: único “remédio” contra a peste. Dentre várias ilegalidades relacionadas à pandemia, ele chegou a ir no Supremo Tribunal Federal (STF), com empresários e ministros de Estado, para constranger os ministros do Supremo e seu presidente, Dias Toffoli, a obrigar governadores a relaxarem nas medidas de contenção do avanço da pandemia do novo coronavírus, cujo pico está sem previsão de chegada. Há estudos indicando que, no caso do Brasil, só depois do Natal.

O último balanço do Ministério da Saúde divulgado, às 17h, de domingo (10/5), que só registra mortes por covid-19 confirmadas e apresenta centenas de milhares de subnotificações, indica que o Brasil estava, até domingo (10), com 162.699 casos confirmados (eram 155.939 no sábado, 9/5).  O Distrito Federal ligou o alerta vermelho na semana passada. A curva ascendente na quantidade de pacientes internados em UTI com coronavírus apontava para um cenário de superlotação da rede de saúde nos próximos 15 dias.

Em apenas 7 dias, o número de pacientes internados cresceu 73% na capital do País. Entre terça-feira (28/4) e terça-feira (5/5), o número de pessoas em UTI saltou de 34 pessoas para 59. Segunda-feira (4/5), o HRAN – unidade de referência no DF para a Covid-19 – estourou seu limite, com 100% das UTI ocupadas. Nesta segunda-feira (11/5), o DF registrou 2.740 casos e 43 mortes por covid-19.

Pensando nisso e num suposto calendário de volta às aulas do governo Ibaneis Rocha (MDB), os diretores de escolas e gestores das Coordenações Regionais de Ensino do Distrito Federal (CRE) da rede pública de educação do DF decidiram enviar cartas às mães, pais e responsáveis pelos estudantes para explicar a situação, pedir apoio ao isolamento e retorno das escolas somente em um momento seguro.

Nas cartas, os diretores explicam que a escola é local de aglomeração de pessoas e um dos principais ambientes de contágio e disseminação do novo coronavírus. Em sintonia com a diretoria colegiada do sindicato, os gestores aprovaram, em reunião realizada no dia 27/4, a proposta do Sinpro-DF de encaminhar cartas à comunidade. A reunião virtual ocorreu logo depois que o governador Ibaneis decidiu seguir a necropolítica de Jair Bolsonaro e revogar os decretos dele mesmo que implantaram o isolamento social no DF.

O Sinpro-DF já recebeu cartas de outras Regionais que serão postadas, posteriormente, na sequência de matérias sobre este tema. Os(as) diretores(as) de escolas e Regionais que quiserem publicar sua carta, podem enviá-la para a diretoria do sindicato por meio do endereço:  faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br

Clique na imagem, a seguir, para ter acesso ao conteúdo completo da carta:

Diretores de escolas do Plano Piloto e Cruzeiro defendem isolamento e pedem apoio da comunidade

O pico da pandemia do novo coronavírus ainda não chegou no Brasil. As mortes por covid-19 – doença provocada pelo vírus – cresce sem controle no País.. O Brasil já superou a China, a Itália e a Espanha em números de contaminados, mortos e internados. Com recorde de 751 óbitos em 24 horas, o Brasil só perde ainda para os Estados Unidos e o Reino Unido.

Se depender da gestão do Presidente da República e sua equipe, esse número vai piorar. Nesta semana, dentre outras coisas ilegais, ele chegou a ir, com empresários e ministros, no Supremo Tribunal Federal (STF) para constranger os ministros e o presidente, Dias Toffoli, a autorizar os governadores a relaxarem nas medidas de contenção do avanço da pandemia do novo coronavírus, cujo pico não tem previsão, mas estudos indicam que será em julho. Nesta sexta-feira (8), o país tem 9.897 morte por covid-19, 146 mil pessoas contaminadas: 10.222 casos novos em 24 horas.

O Distrito Federal ligou o alerta vermelho nesta semana. A curva ascendente na quantidade de pacientes internados em UTI com coronavírus aponta para um cenário de superlotação da rede de saúde nos próximos 15 dias. Em apenas 7 dias, o número de pacientes internados cresceu 73%. Entre terça-feira (28/4) e terça-feira (5/5), o número de pessoas em UTI saltou de 34 pessoas para 59. Segunda-feira (4/5), o HRAN – unidade de referência no DF para a Covid-19 – estourou seu limite, com 100% das UTI ocupadas.

Pensando nisso e num suposto calendário de volta às aulas proposto pelo governo Ibaneis Rocha (MDB), os diretores de escolas e gestores das Coordenações Regionais de Ensino do Distrito Federal (CRE) da rede pública de educação do DF decidiram enviar cartas às mães, pais e responsáveis pelos estudantes para explicar a situação, pedir apoio ao isolamento e retorno das escolas em um momento seguro.

Nas cartas, os diretores explicam que a escola é local de aglomeração de pessoas e um dos principais ambientes de contágio e disseminação do novo coronavírus. Em sintonia com a diretoria colegiada do sindicato, os gestores aprovaram, em reunião realizada no dia 27/4, a proposta do Sinpro-DF de encaminhar cartas à comunidade. A reunião virtual ocorreu logo depois que o governador Ibaneis decidiu seguir a necropolítica de Jair Bolsonaro e revogar os decretos dele mesmo que implantaram o isolamento social no DF.

O Sinpro-DF já recebeu também as cartas de outras Regionais que serão postadas posteriormente, na sequência de matérias sobre este tema. Os(as) diretores(as) de escolas e Regionais que quiserem publicar sua carta, podem enviá-la para a diretoria do sindicato por meio do endereço:  faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br

Confira, a seguir, a carta dos diretores do Plano Piloto à comunidade escolar:

Pandemia não está controlada no Brasil, diz estudo britânico

Um estudo divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Imperial College London, universidade britânica referência em medicina e ciência, aponta que a pandemia do novo coronavírus “ainda não está controlada” no Brasil e “continuará a crescer”.

A análise é feita com base nos dados de 16 estados que já somam mais de 50 mortes pela Covid-19 (agora são 17), onde o Imperial College estima que a taxa de reprodução do vírus Sars-CoV-2 continue “acima de 1”, ou seja, uma pessoa ainda contamina mais de um indivíduo.

“Um número de reprodução acima de 1 significa que a epidemia ainda não está controlada e vai continuar a crescer. Ainda que a epidemia brasileira seja relativamente incipiente em escala nacional, nossos resultados sugerem que são necessárias novas ações para limitar a disseminação e evitar a saturação do sistema de saúde”, diz o estudo.

Segundo a universidade, essas tendências estão em “contraste gritante” com os números de países na Europa e na Ásia onde “medidas de isolamento reforçadas levaram a taxa de reprodução para abaixo de 1”.

“É importante ressaltar que as intervenções empregadas até o momento permanecem aquém dos amplos e obrigatórios lockdowns implantados na Ásia e na Europa, que se mostraram altamente efetivos em conter a disseminação do vírus”, afirma o Imperial College.

A universidade estima que, dos 16 estados analisados, o Pará tem a taxa de reprodução do vírus mais elevada (1,90), seguido por Ceará (1,61), Amazonas (1,58), Espírito Santo (1,57) e Maranhão (1,55). São Paulo e Rio de Janeiro têm, respectivamente, índices de 1,47 e 1,44.

O estudo também calcula que 10,60% da população do Amazonas já tenha sido infectada, índice que é de 5,05% no Pará, de 4,46% no Ceará, de 3,35% no Rio de Janeiro e de 3,30% em São Paulo.

“Esses resultados ilustram que a proporção da população já infectada e potencialmente imune continua baixa”, conclui o estudo – para se alcançar a chamada imunidade de rebanho, é necessário que pelo menos 70% das pessoas tenham sido infectadas.

O relatório também compara a situação do Brasil com a Itália, onde medidas mais restritivas foram mais eficazes na redução da taxa de reprodução do Sars-CoV-2 para abaixo de 1. “Na ausência de grandes intervenções adicionais, é esperado um aumento substancial da pandemia nos 16 estados analisados”, ressalta o Imperial College.

A pesquisa analizou os números de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem 135.106 casos confirmados do novo coronavírus e 9.146 óbitos. O presidente Jair Bolsonaro é contra as medidas de isolamento impostas por governadores e prefeitos, que, na maior parte dos casos, são menos rígidas do que as adotadas em outros países.

Na Itália, por exemplo, o governo proibiu deslocamentos intermunicipais e autorizou saídas de casa apenas em situações de emergência ou para comprar comida, sob pena de multa no caso de desrespeito das normas. (ANSA)

 

Reprodução Época Globo

Bolsonaro é ‘ameaça’ à luta contra o coronavírus no Brasil, diz revista médica

Um duro editorial publicado nesta quinta-feira (7) por uma das revistas científicas de medicina mais importantes do mundo, a The Lancet, destaca a gravidade da pandemia de coronavírus no Brasil por sua alta taxa de transmissão — mas, ao lado dos alarmantes números no país, o texto aponta que “talvez a maior ameaça à resposta à covid-19 no Brasil seja seu presidente Jair Bolsonaro”.

Com título Covid-19 in Brazil: so what? (“Covid-19 no Brasil: e daí?”), fazendo referência a uma fala recente de Bolsonaro sobre a piora do coronavírus no Brasil, o editorial afirma que as declarações e atitudes do presidente brasileiro e as turbulências políticas que levaram à saída recente de dois ministros do governo, Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro, são “uma distração mortal no meio de uma emergência de saúde pública”.

O editorial destaca ainda a vulnerabilidade “especialmente das 13 milhões de pessoas morando em favelas, aqueles que estão desempregados e a população indígena do Brasil” diante do coronavírus. A publicação veio primeiro na versão online, mas o editorial faz parte na edição semanal que será publicada no sábado.

Enorme subnotificação

O texto começa afirmando que o coronavírus chegou mais tarde na América Latina, mas que após seu primeiro caso em fevereiro, o Brasil passou a ter o maior número de ocorrências e mortes pela covid-19 na região.

O editorial aponta como preocupante uma possível e “enorme” subnotificação de casos e o fato de o Brasil ter aparecido como o país com a mais elevada taxa de transmissão (2.81) em um estudo recente da universidade inglesa Imperial College envolvendo 48 países.

“Ainda assim, talvez a maior ameaça à resposta à covid-19 no Brasil seja o seu presidente Jair Bolsonaro. Quando na semana passada jornalistas o questionaram sobre o rápido aumento de casos, ele respondeu: ‘E daí? Lamento, quer que eu faça o quê?'”, diz o editorial, relembrando declaração do presidente no final de abril.

“Ele (Bolsonaro) não só continua semeando confusão, desprezando e desencorajando abertamente as medidas sensatas de distanciamento físico e confinamento introduzidas por governadores e prefeitos, mas também perdeu dois importantes e influentes ministros nas três últimas semanas”, completa o editorial, referindo-se à saída dos ex-titulares dos ministérios da Saúde e Justiça.

“Uma perturbação como essa no coração da administração (federal) é uma distração mortal no meio de uma emergência de saúde pública e também um sinal drástico de que a liderança do Brasil perdeu seu compasso moral, se é que já teve algum”

Comerciantes e pescadores em área portuária, na beira do rio, em Belém; vê-se caixas, peixes e garças em volta
Comerciantes e pescadores em Belém, no mesmo dia em que o Pará passou a implementar regras mais rígidas de distanciamento; editorial do Lancet destaca vulnerabilidades da população brasileira diante da covid-19, como parcela de trabalhadores na informalidade

Mas o editorial afirma que, ainda que hipoteticamente esta “lacuna de ações do governo federal” não existisse, o país ainda teria dificuldades pelas fragilidades sociais de sua população – como moradores de favela, com acesso precário à água e com moradias muito adensadas, embora destaque-se que “muitas favelas se organizaram para implementar medidas das melhor maneira possível”.

“O Brasil tem um setor de trabalho informal bastante grande, em que a maior parte das fontes de rendimento deixaram de ser opção perante as medidas implementadas (de contenção ao coronavírus). A população indígena já estava sob ameaça séria mesmo antes da chegada da covid-19 porque o governo tem ignorado ou até incentivado a exploração ilegal de minas e de madeira na floresta amazônica.”

“Agora, há o risco destes mineiros e madeireiros introduzirem esta nova doença em populações remotas.”

‘Bolsonaro precisa mudar drasticamente o seu rumo’

O editorial destaca ainda que, embora os principais focos da doença sejam as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, “há sinais de que a infecção está se deslocando para o interior dos Estados, onde estão cidades menores, sem recursos adequados como leitos de terapia intensiva e ventiladores mecânicos.”

Por outro lado, o texto do Lancet exalta a mobilização de representantes da sociedade civil, como uma carta aberta liderada pelo fotógrafo Sebastião Salgado e publicada em 3 de maio clamando por proteção aos indígenas; e a atuação da Academia Brasileira de Ciências e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva contra cortes no financiamento da ciência e da assistência social durante o governo Bolsonaro.

“Estas ações trazem esperança. Contudo, a liderança no nível mais elevado do governo é crucial para rapidamente evitar o pior nesta pandemia, como tem sido evidenciado em outros países”, finaliza o editorial.

“O Brasil como país deve se unir para dar uma resposta clara ao ‘e daí?’ do presidente. Bolsonaro precisa mudar drasticamente o seu rumo ou terá de ser o próximo a sair.”

Não é a primeira vez que a Lancet publica editoriais sobre o Brasil, e tampouco sobre Bolsonaro.

A revista, fundada em 1823 na Inglaterra, publicou em agosto de 2019 posicionamento intitulado Bolsonaro ameaça a sobrevivência da população indígena no Brasil criticando a ameaça às garantias dos povos indígenas de domínio de suas terras e de acesso à saúde.

Em meio à eleição presidencial de 2018, um editorial da Lancet apresentou em outubro brevemente as propostas dos então candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad para a saúde, concluindo que “as propostas de ambos para a saúde são baseadas em abordagens ideológicas com pouca contribuição de dados clínicos ou sobre saúde pública”.

Na edição do relatório Journal Citation Reports 2018, da consultoria Clarivate Analytics, o Lancet apareceu como o segundo periódico com maior fator de impacto (métrica composta por vários indicadores da influência de uma publicação científica) dentre 160 revistas avaliadas na categoria medicina, atrás apenas do New England Journal of Medicine.

Reprodução BBC

Sinpro-DF convoca com urgência educadores com processo judicial

O Sinpro-DF convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) relacionados abaixo para entrar em contato, com urgência, com a assessoria jurídica do sindicato para tratar de assuntos relacionados a processos judiciais em andamento.

Por serem informações pessoais pertinentes a cada servidor(a), é necessário que cada filiado(a) entre em contato com o Sinpro-DF pelos telefones: 30314400 e 982510407

Solicitamos aos professores (as) e orientadores(as) educacionais que conhecem alguém da lista a seguir informar aos colegas para buscarem a entidade sindical o mais rápido possível, por telefone.

Pedimos a que conhece alguém da lista, avisar ao(à) colega que precisa entrar em contato com o Sinpro-DF imediatamente.

Clique aqui e confira se seu nome consta no documento anexado ou na listagem a seguir:

NOMES:

AFONSINA ROCHA DE CARVALHO

AFONSO RIBEIRO ALVES FILHO

ALIPIO RODRIGUES DA SILVA

BEATRIZ HAMU SILVA

CASSIA GONCALVES GOMES

CLAUDIO LOPES COLARES

CRISTIANE HELIDA DOS SANTOS MAURO

DEJAIR CARLOS CARVALHO

DELZIRENE MARTINS COELHO

DILMA ALVES PEREIRA

DIVONE MARY LACERDA BONA

EDINOLIA MARIA PEREIRA

EDITH FERREIRA PEREIRA

EDNA PEREIRA TORRES

EDUARDO RODRIGUES LIMA

ELAINE RODRIGUES DE OLIVEIRA

ELIANA ALVES DE CAMPOS

ELONDA LORENA GONCALVES

ELZA MARIA BONTEMPO

ESTHER MARIA DA CRUZ CARVALHO

EVALDO FEITOSA DOS SANTOS

FRANCISCA DARCY DE SOUSA LOPES

GILVANIA CALDAS OLIVEIRA LOPES

GILVANIA TEODORA DA SILVA

HELENA BARBOSA COSTA

HELENA DE SOUSA PAIVA PENA

HELIANA MOREIRA DE ANDRADE OLIVEIRA

IONE JACOBINA DE ANDRADE

IOSHIKO MIZUSAKI IMOTO

IRIS ARAGAO MARTINS

IVONE NETO LEAO BONATTI

JACKELINE DOS SANTOS DATO

JANILDES DE OLIVEIRA ALMEIDA

JOSE DOS SANTOS SOUSA

LAURA COSTA MARQUES

LINDALVA MARIA PONCHECK

LOIDE MIRANDA DE OLIVEIRA SOUSA

LUCIA MAGALDI SOUZA ZANZONI

MARGARIDA MARIA DE CARVALHO

MARIA APARECIDA CINTRA

MARIA DALVA JUNQUEIRA GUIMARAES

MARIA DAS GRACAS ROSA TEIXEIRA

MARIA DE DEUS GOMES DA CUNHA

MARIA DE FATIMA BARBOSA PINHEIRO

MARIA DE LOURDES COELHO LINHARES

MARIA DE LOURDES OLIVEIRA DA COSTA

MARIA DE LOURDES SILVA ARAUJO

MARIA DE LOURDES SOARES PEREIRA

MARIA DO CARMO GONCALVES TORRES

MARIA DO CARMO VIANA DE GODOY

MARIA DO DESTERRO FONTENELE

MARIA DO ROCIO DE BRITO BRASIL

MARIA FRANCISCA PEREIRA JUNQUEIRA

MARIA OLELIA DA SILVA

MARIA REGINA MOTA PRADO

MARIANGELA CARVALHO RIBEIRO

MARINA ALVES MORENO

MARINA SILVA DE SOUZA BRAGA

MARLENE DE ARAUJO REGO

MARTA LUCIA DE LIMA

MAURICIO MEIRA DE SOUSA

MILENE DOS SANTOS REIS ALVES

MONICA FAZZOLINO PINTO

NEIDE MARIA CAMPOS GUIMARAES

NIVALDA MARIA NOGUEIRA ROCHA

ODETE CAIXETA DE SIQUEIRA MARANGONI

PAULO BARBOSA DE SOUSA

RENATA FORTES FERNANDES

ROSANA CESAR FERREIRA ALCANTARA

VALDEMIR MATIAS DA SILVA

VALERIA VIEIRA RAMOS

VERANE ARAUJO DE OLIVEIRA

VERONICA IOSCA VIERO CAMPOS DE OLIVEIRA

WALDIRENE DE OLIVEIRA CRUZ SILVA

Campanha: Educação rejeita veto de Bolsonaro que congela salário

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou, nesta quinta-feira (7), que irá vetar a inclusão dos trabalhadores da educação entre as carreiras do serviço público que não terão congelamento salarial por 18 meses, conforme previa o texto original do PLP 39/2020. Ele disse que não aceita o novo texto do projeto aprovado, nesta semana, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

No novo texto, enviado à Presidência da República para sanção,aprovado por unanimidade no Senado, nessa quarta-feira (6), incluiu a Emenda de Plenário nº 11, apresentada pelo PT, com a qual os(as) trabalhadores(as) da educação foram incluídos entre as carreiras do serviço público que não terão congelamento nem no salário nem na estrutura da carreira (anuênios, padrões, etapas, etc.)

Com essa declaração, criou-se uma movimentação nacional da educação para que ele não vete. Mas, se ele vetar, todas as entidades da educação do País irão recorrer para derrubar o veto, podendo, até mesmo, ser derrubado em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e Senado Federal, conforme preveem as normas do Congresso Nacional.

Em razão dessa declaração e da campanha nacional da educação, o Sinpro-DF coloca à disposição da categoria um mecanismo de contato com a Presidência da República recomendando que os professores enviem mensagens exigindo a manutenção do texto aprovado pelas duas Casas Legislativas.

Disponibilizamos também, no final deste texto, a redação final do PLP 39. Todo o conteúdo interessa aos(às) brasileiros(as), mas o trecho que interessa aos(às) trabalhadores(as) da educação está no artigo 8º, parágrafo 6º.

Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais podem enviar mensagens para o número de WhatsApp, disponibilizado a seguir, solicitando que não haja veto no artigo 8º, parágrafo 6º.

Confira o número do WhatsApp:
(61) 99160-0207

Confira o texto final do PLP 39/2020 encaminhado à Presidência da República para sanção presidencial.

Diretores de escolas do Gama defendem isolamento social e pedem adesão da comunidade

O pico da pandemia do novo coronavírus ainda não chegou no Brasil, mas, nesta quinta-feira (7), as mortes por covid-19 disparam no País e superam China, Itália e Espanha. Com recorde de 615 óbitos em 24 horas, o Brasil só perde ainda para os Estados Unidos e o Reino Unido.  Se depender da gestão do Presidente da República e sua equipe, esse número vai piorar.

O Distrito Federal ligou o alerta vermelho nesta semana. A curva ascendente na quantidade de pacientes internados em UTI com coronavírus aponta para um cenário de superlotação da rede de saúde nos próximos 15 dias. Em apenas 7 dias, o número de pacientes internados cresceu 73%. Entre terça-feira (28/4) e terça-feira (5/5), o número de pessoas em UTI saltou de 34 pessoas para 59. Segunda-feira (4/5), o HRAN – unidade de referência no DF para a Covid-19 – estourou seu limite, com 100% das UTI ocupadas.

Pensando nisso e num suposto calendário de volta às aulas proposto pelo governo Ibaneis Rocha (MDB), os diretores de escolas e gestores das Coordenações Regionais de Ensino do Distrito Federal (CRE) da rede pública de educação do DF decidiram enviar cartas às mães, pais e responsáveis pelos estudantes para explicar a situação, pedir apoio ao isolamento e retorno das escolas em um momento seguro.

Nas cartas, os diretores explicam que a escola é local de aglomeração de pessoas e um dos principais ambientes de contágio e disseminação do novo coronavírus. Em sintonia com a diretoria colegiada do sindicato, os gestores aprovaram, em reunião realizada no dia 27/4, a proposta do Sinpro-DF de encaminhar cartas à comunidade. A reunião virtual ocorreu logo depois que o governador Ibaneis decidiu seguir a necropolítica de Jair Bolsonaro e revogar os decretos dele mesmo que implantaram o isolamento social no DF.

O Sinpro-DF já recebeu também as cartas de outras Regionais que serão postadas posteriormente, na sequência de matérias sobre este tema. Os(as) diretores(as) de escolas e Regionais que quiserem publicar sua carta, podem enviá-la para a diretoria do sindicato por meio do endereço:  faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br

Confira, a seguir, a carta dos diretores do Gama à comunidade escolar:

 

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