12º Festival Internacional de Teatro movimenta Brasília

Brasília transforma-se num imenso tablado durante as próximas duas semanas com o 12º Festival Internacional de Teatro de Brasília – Cena Contemporânea. O evento traz, este ano, 33 espetáculos com a participação de quase 650 artistas, aproximadamente, incluindo, nove grupos de Brasília. Cerca de 40% da programação é gratuita e os ingressos para as demais atividades são vendidos a preços populares: R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia-entrada).A seleção das companhias e peças é feita por uma curadoria. “Recebemos material de grupos de todos os cantos do País e do mundo o ano inteiro ou vamos até os festivais de teatro aqui e fora do Brasil”, explica o diretor do festival, Guilherme Reis, idealizador do projeto e coordenador do evento desde 1995. Segundo ele, esta escolha começa com um ano de antecedência. Argentina, Coreia do Sul, Espanha, Austrália, Polônia, México, Dinamarca e França, além do Brasil, são alguns dos países participantes desta edição, que acontece de hoje até o dia 4 de setembro, em diferentes pontos da cidade. Ao todo, dez grupos internacionais, 11 nacionais e nove locais dividem os palcos. “Procuramos espetáculos que dialogam com o Cena Contemporânea e que tratam o teatro como veículo de alguma proposta estética, ideológica e cênica”, pontua Reis. A programação inclui, também, conferências, encontros e oficinas no Espaço Petrobrás e shows musicais no Ponto de Encontro, na Praça do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). “Nosso intuito é levar o teatro e a arte para as ruas”, acrescenta o diretor.

Palmares 23 anos: celebração à cultura afro-brasileira

A Fundação Cultural Palmares, completa este ano 23 de fundação. Uma série de shows  marcaram a data na última semana com shows no Teatro Nacional de Brasília. O rapper GOG abriu a festa com sucessos consagrados como “Brasil com P” e músicas inéditas do novo CD Negras Raízes, que será lançado em novembro, mês da Consciência Negra. Durante todo o show, Gog homenageou Abdias Nascimento e outros nomes que marcaram a história do movimento negro, incluindo a Fundação. “Me emocionei quando abri o folder da Palmares e vi Abdias, Leci e Gog na mesma página”, disse o rapper ao traçar uma linha do tempo do movimento negro no Brasil.  Dois telões apresentavam intervenções audiovisuais, que ajudavam a compor o ambiente de protesto social das letras do “poeta do Rap nacional”. Gog emocionou a plateia ao convidar a cantora Marielhe Borges para cantar “Carta a Mãe África”, música onde parafraseia Elza Soares: “A carne mais barata do mercado é a negra”. Além da cantora Marielhe o rapper convidou Igor Melo e Máximo Mansur para cantar a inédita “África Tática”, escrita em parceria com o poeta Nelson Maca. A música fala sobre a influência da cultura africana no Brasil e da tática de sobrevivência dos negros que para cá vieram.
Samba de primeira – A cantora Leci Brandão levantou a plateia desde seus primeiros acordes. Vestida de rosa, homenageando a Mangueira, sua escola de samba de coração, a cantora abriu o show com a música “Hino de Exaltação a Mangueira”, porém não deixou de homenagear as outras escolas, cantando sambas-enredo da Portela e do Império Serrano. Convocou o público a ir para frente do palco e sambar com suas “canções afirmativas”. Apresentou apenas sambas de compositores negros e exaltou várias classes trabalhistas, entre eles os agentes culturais e professores. “Se há alguns anos os governantes tivessem se preocupado mais com a educação o cenário hoje seria outro”, enfatizou. Lembrou a importância de mulheres negras no samba e sua exclusão na mídia por seus estereótipos ao cantar sambas consagrados de Dona Ivone Lara e Jovelina Pérola Negra. Leci reiterou a importância do empoderamento da mulher negra e convidou as presentes a se engajarem nessa luta. Com 36 anos de carreira e uma vida de militância, a cantora lembrou com carinho da criação da FCP. “Estive presente na criação da Palmares e nunca imaginei que hoje estaria aqui, celebrando seus 23 anos”.

Dilma recebe pauta de reivindicação da CUT

A presidenta Dilma Rousseff concordou com a necessidade de estabelecer contrapartidas sociais, trabalhistas e ambientais nos contratados firmados entre empresas privadas e bancos públicos, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A manifestação de apoio a este e a outros itens da pauta de reivindicação que a executiva nacional da central entregou à presidenta, ocorreu durante audiência realizada na tarde desta quarta-feira (17), com os dirigentes da CUT, a primeira central sindical do País a ser recebida por Dilma. Segundo o presidente da CUT, Artur Henrique, a presidenta concordou que as empresas que têm acesso a recursos públicos, benefícios fiscais, como desoneração e empréstimo com juros mais baixos, têm que ter responsabilidade, metas e obrigações com saúde, segurança, respeito à organização sindical, acordos coletivos, negociação coletiva e relações do trabalho. “Não dá para admitir que empresas que pegam recursos do BNDES, por exemplo, registrem altos índices de rotatividade da mão de obra”, afirmou Artur. Essa foi a primeira preocupação que a executiva nacional CUT, a principal e mais representativa central sindical do país, falou para a presidenta.
Além da questão das contrapartidas, que a central vem reivindicando há muito tempo, outro item que a executiva nacional da CUT destacou durante a audiência com a presidenta foi a questão da crise econômica mundial versus reajustes salariais. Para Artur, não é possível esquecer que, durante a crise financeira de 2008, o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a voltar a registrar índices de crescimento exatamente porque fortaleceu o mercado interno. Para isso, disse Artur, “é fundamental haver aumento de salário e ter o Estado como indutor de desenvolvimento”. Segundo o presidente da CUT, “não dá para o presidente do Banco Central (Alexandre Tombini) vir a público dizer que salário causa inflação, que tem que segurar aumentos reais. Isso é um absurdo que não tem tamanho”. Segundo o presidente da CUT, Dilma disse que irá continuar investindo em gastos sociais e outras obras para que o Brasil caminho rumo ao desenvolvimento econômico e social. Participaram da audiência com a presidenta Dilma, além de Artur Henrique, o secretário Geral, Quintino Severo; o secretário de Finanças, Vagner Freitas; a secretária Nacional de Comunicação, Rosane Bertotti;o secretário Organização Sindical, Jacy Afonso; a secretária da Mulher Trabalhadora, Rosane Silva; o secretário de Relações do Trabalho, Manoel Messias; e os diretores executivos Antônio Amâncio Lisboa, Expedito Solaney e Pedro Armengol.
(Fonte: CUT)

Reposição da paralisação do dia 16 deve ser feita dentro deste mês

A Secretaria de Educação informou hoje, dia 18, à diretoria do Sinpro que, por questões técnicas, só será possível o pagamento sem desconto da falta referente à paralisação do dia 16 aos professores e professoras que fizerem a reposição dentro deste mês de agosto. Nos casos em que a reposição for feita fora deste prazo, o reembolso do desconto se dará após sua efetivação. O Sinpro estará acompanhando todos os casos.

Artigo: Caos da ordem

Em Londres, estamos perante a denúncia violenta de modelo que tem recursos para resgatar bancos, mas não os tem para uma juventude sem esperança. Os motins na Inglaterra são um perturbador sinal dos tempos. Está a ser gerado nas sociedades um combustível altamente inflamável que flui nos subterrâneos da vida coletiva sem que se dê conta. Esse combustível é constituído pela mistura de quatro componentes: a promoção conjunta da desigualdade social e do individualismo, a mercantilização da vida individual e coletiva, a prática do racismo em nome da tolerância, o sequestro da democracia por elites privilegiadas e a consequente transformação da política em administração do roubo “legal” dos cidadãos. Cada um dos componentes tem uma contradição interna.
Quando elas se sobrepõem, qualquer incidente pode provocar uma explosão de proporções inimagináveis. Com o neoliberalismo, o aumento da desigualdade social deixou de ser um problema para passar a ser a solução. A ostentação dos ricos transformou-se em prova do êxito de um modelo social que só deixa na miséria a maioria dos cidadãos porque estes supostamente não se esforçam o suficiente para terem êxito.
Isso só foi possível com a conversão do individualismo em valor absoluto, o qual, contraditoriamente, só pode ser vivido como utopia da igualdade, da possibilidade de todos dispensarem por igual a solidariedade social, quer como agentes dela, quer como seus beneficiários.
Para o indivíduo assim construído, a desigualdade só é um problema quando lhe é adversa; quando isso sucede, nunca é reconhecida como merecida. Por outro lado, na sociedade de consumo, os objetos de consumo deixam de satisfazer necessidades para as criar incessantemente, e o investimento pessoal neles é tão intenso quando se têm como quando não se têm.
Entre acreditar que o dinheiro medeia tudo e acreditar que tudo pode ser feito para obtê-lo vai um passo muito curto. Os poderosos dão esse passo todos os dias sem que nada lhes aconteça. Os despossuídos, que pensam que podem fazer o mesmo, acabam nas prisões.Os distúrbios na Inglaterra começaram com uma dimensão racial. São afloramentos da sociabilidade colonial que continua a dominar as nossas sociedades, muito tempo depois de terminar o colonialismo político. Um jovem negro das nossas cidades vive cotidianamente uma suspeição social que existe independentemente do que ele ou ela seja ou faça. Tal suspeição é tanto mais virulenta quando ocorre numa sociedade
distraída pelas políticas oficiais da luta contra a discriminação e pela fachada do multiculturalismo. O que há de comum entre os distúrbios da Inglaterra e a destruição do bem-estar dos cidadãos provocada pelas políticas de austeridade comandadas por mercados financeiros? São sinais dos limites extremos da ordem democrática. Os jovens amotinados são criminosos, mas não estamos perante uma
“criminalidade pura e simples”, como afirmou o primeiro-ministro David Cameron.Estamos perante uma denúncia política violenta de um modelo social e político que tem recursos para resgatar bancos e não os tem para resgatar a juventude de uma vida sem esperança, do pesadelo de uma educação cada vez mais cara e mais irrelevante, dados o aumento do desemprego e o completo abandono em comunidades que as políticas públicas antissociais transformaram em campos de treino da raiva, da anomia e da revolta. Entre o poder neoliberal instalado e os amotinados urbanos há uma simetria assustadora. A indiferença social, a arrogância, a distribuição injusta dos sacrifícios estão a semear o caos, a violência e o medo, e os semeadores dirão amanhã, genuinamente ofendidos, que o que semearam nada tem a ver com o caos, a violência e o medo instalados nas ruas das nossas cidades.
BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, sociólogo português, é diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal). É autor, entre outros livros, de “Para uma Revolução Democrática da Justiça” (Fonte: Jornal Folha deS.Paulo – 16/08)

Dia Nacional de Paralisação da Educação:CNTE é recebida pelo MEC!

A CNTE realizou nesta terça-feira(16)  junto às entidades filiadas a Paralisação Nacional  para cobrar a implementação do Piso. No mínimo, 20 estados realizaram atividades sendo que 16 estados mais o Distrito Federal aderiram à paralisação. A diretoria da CNTE foi recebida à tarde pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad, para debater as principais reivindicações dos educadores neste dia de Paralisação Nacional. Estavam presentes no encontro, também representando o MEC, os professores Carlos Abicalil, Secretário de Relações com os Sistemas de Ensino, Antonio Lambertucci, diretor de Valorização dos Profissionais da Educação, e o secretário adjunto, Francisco das Chagas. Os principais assuntos tratados foram: gestão junto ao STF para publicação do Acórdão sobre a Lei do Piso; reiteração do pedido para que o MEC estabeleça convênios de programas e sistemas de ensino para a educação básica somente com estados e municípios que cumpram a Lei do Piso; gestão para votação no Congresso Nacional do PL 3776/2008 sobre a fórmula de reajuste do Piso Salarial; pedido para que o MEC homologue  os pareceres do Conselho Nacional de Educação que tratam do caráter de improbidade administrativa quando os gestores não cumprirem a Lei; e a aprovação do parecer sobre os padrões de qualidade para o ensino da educação básica: custo aluno-qualidade. Além disso, o presidente da CNTE, Roberto Leão, pediu atenção às greves que estão acontecendo no país, principalmente as de Minas Gerais, Ceará e Aracaju – SE, que já duram mais de 60 dias. A CNTE pediu que o MEC intervenha nessa questão. Outro pedido ao ministro é que o MEC volte a imprimir os módulos dos programas do Profuncionário, já que a entrega do material não está sendo feita em muitos municípios, prejudicando a realização do curso. Leão aproveitou o encontro para entregar a Haddad o material que a Confederação irá utilizar amanhã no bloco Margaridas da Educação da Marcha das Margaridas, que vai acontecer em Brasília.
Lei do Piso
Mesmo com a aprovação da Lei do Piso e com o reconhecimento da sua legalidade por parte dos ministros do STF, professores de alguns municípios e estados ainda não recebem o valor estipulado em lei. Assim,  a Confederação orienta a todos os sindicatos que participem dessa luta pela implantação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). É preciso que o processo de negociação com os governos inicie com o valor de R$ 1.597,87, defendido pela entidade como vencimento inicial na carreira.A CNTE também reivindicará o cumprimento integral da lei com 1/3 da jornada destinada para a hora atividade. O valor do Piso deve ser aplicado para as jornadas de trabalho que estão instituídas nos planos de carreira de estados e municípios. “A paralisação vai acentuar a luta pelo Piso. É dessa maneira que nós vamos conseguir fazer valer a Lei e os interesses de uma educação de qualidade no Plano Nacional de Educação (PNE). Isso porque, tudo que é possível para fazer postergar essa vitória, que não é só dos trabalhadores, mas da educação pública brasileira, vem sendo feito pelos gestores. Então isso causa um problema, um tensionamento desnecessário e só atrasa os passos iniciais para que a gente possa entrar no rumo de um país com educação pública de qualidade. Aliás, é deseducador do ponto de vista da cidadania, que os governos estejam promovendo e encontrando subterfúgios para descumprir a Lei que foi aprovada duas vezes”, ressaltou o presidente da CNTE, Roberto Leão. Leão também destacou o desrespeito à carreira dos professores em todo o país. “No que diz respeito à carreira podemos observar que se eles pagam o Piso para o professor de nível médio, eles dão uma diferença de 10, 20, 30 reais para o professor com formação de nível superior e isso descaracteriza a carreira. São artifícios para fazer economia às custas da educação. Então nós temos muito dinheiro da educação que vai para o lixo com desvio na merenda escolar, no transporte escolar e na construção. Todas as mazelas existem com o dinheiro da educação e isso precisa acabar para melhorar a gestão”, finalizou. (CNTE, 16/08/2011, atualizado às 17h10)

16 de agosto: dia de discutir e lutar pelo Plano de Carreira! Todos à Eape nesta terça, às 8h

Nesta terça-feira, dia 16 de agosto, todos os educadores e educadoras do Brasil têm um compromisso: mostrar que está na luta pelo Plano Nacional de Educação, pela Carreira e pelo Piso Salarial, participando da paralisação nacional convocada pela Confederação dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Aqui em Brasília, a categoria realiza uma Conferência para discutir o Plano de Carreira do Magistério Público do DF. O  evento está acontecendo desde às 8hs na EAPE com a participação de mais de 700 professsores(as).  O Sinpro destaca a importância da Conferência para nortear osa avanços da categoria.  Além disto, a reestruturação do Plano de Carreira norteará a nossa vida profissional pelos próximos anos e seus preceitos podem fazer com que conquistemos a justa isonomia salarial com a carreira médica. Por conta da paralisação nacional o MEC decidiu adiar a aplicação das provas da 1ª fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) para o dia 17 de agosto de 2011. Não deixe de participar e vamos lutar e conquistar uma educação pública de qualidade e a valorização de nossa carreira.

Pobreza é critério para escolha de cidades que vão receber 120 escolas técnicas

Os 120 municípios que vão receber as novas escolas técnicas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) foram selecionados a partir de diversos critérios, entre eles, o percentual da população em extrema pobreza. Foram privilegiadas cidades muito populosas e com baixa renda per capita, além daquelas que apresentaram resultados ruins em avaliações como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e têm um percentual maior de jovens atrasados na escola. O anúncio das cidades que serão atendidas será feito hoje (16) pela presidenta Dilma Rousseff.  A Bahia é o estado que vai receber o maior número de escolas técnicas: nove, no total, nos municípios de Santo Antonio de Jesus, Lauro de Freitas, Euclides da Cunha, Juazeiro, Brumado, Alagoinhas, Xique Xique, Itaberaba e Serrinha. Em seguida vem o Maranhão (oito escolas), São Paulo (oito escolas), Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro (sete escolas). Todas as 26 unidades da Federação receberão pelo menos uma nova unidade que será administrada pelos institutos federais locais já existentes. Além das 120 novas escolas, a presidenta Dilma irá inaugurar 88 unidades que começaram a ser construídas ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A previsão, segundo o Ministério da Educação (MEC), é que todas as escolas estejam funcionando até o fim de 2014. O esforço faz parte do plano do governo federal de ampliar a oferta de educação profissional. Além do aumento das vagas nos institutos federais, o Pronatec prevê a distribuição de bolsas de estudo em instituições privadas de ensino.
                                                                                                                                                              ( Fonte: Agência Brasil)
 

Deputados e estudantes defendem 10% do PIB para a educação

Deputados, estudantes e especialistas defenderam a aplicação de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação no País. Hoje, são investidos na área o equivalente a cerca de 5% do PIB. Um projeto do governo que tramita na Câmara (Plano Nacional de Educação – PL 8035/10) prevê o aumento dessas verbas para 7% até 2020. Segundo a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a proposta do governo é insuficiente. “Se a gente compara o Brasil com outros países, vemos que estamos atrás em diversas políticas. Garantir 10% em um país continental como o nosso, em que 10% dos jovens acima de 15 anos ainda são analfabetos, é o mínimo”, disse. Para o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão consultivo ligado ao Ministério da Educação, Antonio Carlos Caruso Ronca, o aumento dos recursos é necessário principalmente para a melhoria da qualidade da educação. “Tivemos muitos avanços nos últimos anos, mas ainda temos pendências. A situação hoje é complicada, por exemplo, quanto à remuneração de professores e ao auxílio técnico às escolas”, argumentou.
A deputada Erika Kokay (PT) acrescentou que o investimento na área vai permitir a estruturação necessária para o desenvolvimento do País. A deputada Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) concordou. “São esses recursos que vão fazer o País mudar no longo prazo”, afirmou. A defesa dos 10% foi feita durante debate sobre o tema promovido pela Comissão de Direitos Humanos e pela União Nacional dos Estudantes (UNE). No encontro, tomou posse a nova diretoria da UNE. O novo presidente da entidade, Daniel Iliescu, defendeu a ampliação. “Esse é o tipo de investimento mais eficaz para democratizar o País e construir uma nação realmente a serviço de sua população”, afirmou.
 
Governo reafirma
Apesar dos apelos para o aumento dos recursos previstos para a educação, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que também participou do debate, reafirmou a posição do governo de aumentar de 5% para 7% do PIB as verbas investidas na área. “Este é o momento de termos extremo cuidado com toda a questão fiscal e prudência para não assumirmos compromissos que talvez não possamos cumprir”, disse.
Segundo carvalho, contudo, a depender da futura conjuntura econômica do País, esse valor poderá ser alterado. “A gente tem clareza da importância da educação e das suas necessidades e nada impede que, no futuro, o governo possa mudar a sua posição”, acrescentou. A proposta do Plano Nacional de Educação está em análise por uma comissão especial da Câmara e já recebeu quase três mil emendas. O relator da proposta, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), deverá apresentar um substitutivo ao texto no próximo mês de setembro. Segundo o presidente do colegiado, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), a proposta deverá ser votada até o final deste ano. Após essa etapa, o texto seguirá para o Plenário.
Entidades sociais como a União Nacional dos Estudantes (UNE) defendem a aplicação dos investimentos no setor para pelo menos 10% do PIB. Meta que Carvalho ainda não considera possível. Carvalho afirmou, contudo, que existe a possibilidade de mudança da previsão de recursos para a educação, a depender da conjuntura econômica futura do País.
Com informações da Agência Câmara

Assista o espetáculo "Vestida de Mar"

O espetáculo retrata a vida e obra de Alfonsina Storni, poetisa argentina, que foi um ícone da poesia de sua época.Alfonsina suicidou-se,aos 46 anos, andando para dentro do mar. O que foi poeticamente registrado na canção “Alfonsina y el mar”, gravada por Mercedes Sosa. A vida da poetisa Alfonsina Storni, serve de pesquisa e pano de fundo para o propósito maior do espetáculo, que é a celebração das artes poéticas. Filha de pais argentinos, nascida na Suíça, imigrou com os seus pais para a província de San Juan na Argentina, em 1896. Pouco tempo depois muda-se para cidade de Rosário, onde vive uma vida com muitas dificuldades financeiras. Três dias antes de se suicidar, envia de um hotel de Mar del Plata para um jornal, o soneto “Voy a Dormir”. O espetáculo VESTIDA DE MAR propõe discutir em cena, a redescoberta da poesia como uma provocação que mexe com o interior das pessoas, revendo valores humanos esquecidos. VESTIDA DE MAR conta a história de uma mulher que divaga por pensamentos, lembranças que podem ser reais ou não. Em suas memórias, a personagem entra em conflito com o viver e o morrer. O espetáculo estará em cartaz na próxima sexta-feira(12/08) e sábado(13/08)às 21h e no domingo(14/08) às 20h, no Teatro Goldoni / Casa D’Itália na quadra 208/209 Sul.
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