Centrais propõem mínimo de R$ 560

Em reunião nesta quarta-feira (1º) em São Paulo, CUT, Força, UGT, CTB, CGTB e NCST reafirmaram seu apoio ao acordo de valorização permanente do salário mínimo – firmado com o governo federal em 2007 – e definiram uma posição unificada contrária à proposta de Orçamento Federal apresentada ao Congresso Nacional pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que reajusta de R$ 510, 00 para R$ 538, 15 o valor do mínimo em janeiro de 2011 sem contemplar nenhum aumento real.

Manifestando sua disposição pela “abertura imediata de negociação com o governo”, as seis centrais sindicais propõem um “valor arredondado” de R$ 560, 00. O número é resultado da estimativa da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2010 – apresentada pelo próprio governo, de 5, 52% – que é o percentual de inflação do período, utilizado para repor as perdas – somado à média do crescimento econômico de 2006 a 2009 (Produto Interno Bruto), de 3, 8%.

“O acordo firmado considerava a inflação medida pelo INPC mais a variação do PIB do ano anterior. Como em 2009 o PIB registrou queda de 0, 2%, isso comprometeria a política de valorização, fazendo com que diante da situação excepcional, as centrais venham propor uma adequação para não comprometer o princípio de fortalecimento do poder aquisitivo, que tem sido um instrumento vigoroso de mobilidade social”, explicou Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), que vem assessorando os sindicalistas.

No documento, as centrais reafirmam a importância de seguir em frente e não permitir qualquer retrocesso numa política que tem se revelado determinante para os bons resultados da economia: “É de conhecimento geral a importância do salário mínimo para o enfrentamento das desigualdades sociais e regionais existentes; o seu significado para os mais de 40 milhões de trabalhadores brasileiros que dele dependem; os impactos positivos às mulheres, jovens e beneficiários das políticas sociais e a importância que tem no fortalecimento do mercado interno, essencial para o desenvolvimento soberano do país”.

Para o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, “a proposta recoloca no centro do debate a política de recuperação salarial que vem ocorrendo desde 2003 e que não pode ser interrompida”. “É uma questão de justiça diante da existência de uma situação emergencial, da excepcionalidade de um PIB negativo como o de 2009, que fez com que o governo tomasse inclusive medidas pontuais de desoneração para incentivar a economia no período”, acrescentou Quintino.

Conforme o secretário de Políticas Sociais da CUT, Expedito Solaney, “a política de valorização do salário mínimo é uma conquista da unidade das centrais, que devem se manter cada vez mais unidas e mobilizadas para fazer avançar este rico e intenso processo”.

“A valorização do mínimo aumenta o consumo e a produção, alavancando a economia e gerando novos postos de trabalho, o que também impacta positivamente no valor do piso de diversas categorias profissionais”, declarou o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna).

Presidente em exercício da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana ressaltou que “a política de valorização do salário mínimo é uma das principais conquistas do período, com caráter redistributivo ainda maior que o do Bolsa Família”.

Representando a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), José Juvino da Silva Filho lembrou que “quando houve uma ameaça das pessoas deixarem de comprar, o próprio presidente Lula veio a público para pedir que ninguém deixasse de consumir, pois a roda da economia tinha que girar pra frente. O salário mínimo foi chave naquele momento para o enfrentamento da crise”.

Citando dados do Dieese, o secretário geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Canindé Pegado, frisou que o aumento do mínimo tem contribuído para a superação das injustiças, com 96, 9% dos acordos salariais no primeiro semestre de 2010 registrando reajuste igual ou superior ao INPC.

Embora avaliem como positivas as declarações da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, que reafirmou que, uma vez eleita, manterá a política de diálogo com as centrais para definir o valor do mínimo, os dirigentes sindicais querem negociar desde já com o Executivo, “uma vez que o novo salário passa a vigorar em janeiro de 2011”, disse Quintino. Na televisão, Dilma se comprometeu com materializar uma política de valorização de “longo prazo”.

Veja a íntegra da nota das centrais

As centrais sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST, estiveram reunidas no dia de hoje com o objetivo de reafirmar o acordo de valorização permanente do salário mínimo – firmado em 2007 – e definir uma posição unificada sobre a proposta do governo federal para a fixação do seu valor em janeiro de 2011.

É de conhecimento geral a importância do salário mínimo para o enfrentamento das desigualdades sociais e regionais existentes; o seu significado para os mais de 40 milhões de trabalhadores brasileiros que dele dependem; os impactos positivos às mulheres, jovens e beneficiários das políticas sociais e a importância que tem no fortalecimento do mercado interno, essencial para o desenvolvimento soberano do país.

Diante da excepcionalidade do conjunto de medidas adotadas pelo governo no último período para combater a crise, as centrais defendem:

1. Abertura imediata de negociação do governo com as centrais para a definição do valor do salário mínimo de 2011.

2. Diante da estimativa da variação do INPC de 2010 (5, 52%) e a média do crescimento econômico de 2006 a 2009 (PIB, de 3, 8%), propomos o valor arredondado de R$ 560, 00.

São Paulo, 1º de setembro de 2010.

Fonte: CUT Nacional

Plebiscito pelo limite da terra

Começa no dia primeiro de setembro, em todo o Brasil, o Plebiscito Popular pelo Limite da Terra. Todas as pessoas poderão participar da votação, que segue até o dia 7 deste mês. O objetivo do Plebiscito é decidir se o Brasil deve incorporar na Constituição um novo inciso no artigo 186 (que trata da função social da terra) para limitar o tamanho máximo da propriedade em 35 módulos fiscais. Atualmente, não existe qualquer limite de posse de terras, o que acaba acumulando latifúndios nas mãos de poucos.

De acordo com o comitê nacional que organiza o processo, em alguns Estados o prazo de votação será prorrogado até o dia 12 de setembro. Até agora, este não é o caso do Distrito Federal. Para votar, basta apresentar o título de eleitor ou um documento com foto. Um dos postos de votação está localizado na CUT-DF (SDS Edifício Venâncio V subsolo – lojas 4, 14 e 20).

Após o encerramento do processo de votação, o comitê nacional fará o levantamento e a tabulação do resultado e encaminhará o material junto com um projeto de lei para a Câmara dos Deputados. A ideia é de levar a proposta para a Comissão de Participação Legislativa, ao invés de “encabeçar” um parlamentar para levar o projeto à tramitação. Entretanto, de acordo com o comitê nacional que organiza o Plebiscito, o procedimento ainda está em processo de construção, já que é essencial saber quem preside a Comissão para criar boas expectativas quanto a aceitação do projeto.

Mais informações sobre os postos de votação pelo site www.limitedaterra.org.br ou pelos telefones 3323-1770 / 3321-4130.

Conflitos pela água crescem 32%

A CPT lança nesta quarta-feira os dados parciais dos Conflitos no Campo Brasil relativos ao período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2010. Três elementos chamam a atenção nestes dados: o primeiro é o aumento de Conflitos pela Água em 2010 e o segundo é que mais da metade dos conflitos por terra, 54%, ocorreram no Nordeste, onde cresceu o número de conflitos.
E o terceiro, muito preocupante, é que contrariamente ao restante do Brasil, no Sudeste e no Sul do país cresceram e de forma expressiva, alguns índices de conflitos e violência. Nestas duas regiões, “mais ricas e desenvolvidas do país”, cresceu o número de trabalhadores presos e o de agredidos. Além disso, cresceu o número de ações de despejo. Outro dado provoca estranheza.
No Sudeste e no Sul, tanto em 2009, quanto em 2010, todos os estados destas regiões, registraram ocorrências de trabalho escravo. O Sudeste com o aumento de ocorrências, porém com diminuição de trabalhadores envolvidos e libertados, e o Sul com a diminuição das ocorrências, mas com aumento significativo no número de trabalhadores envolvidos e libertados. O que anos atrás era atribuído ao atraso das regiões Norte e Nordeste, agora se constata com persistência e crescimento nas regiões onde o “progresso” já se instalou definitivamente.
Conflitos pela água
De janeiro a julho de 2010 foram registrados pela CPT, 29 conflitos pela água envolvendo 25.255 famílias. Número 32% maior do que igual período de 2009, quando se registraram 22 conflitos envolvendo 20.458 famílias. Em todas as regiões, menos no Norte, os conflitos pela água cresceram: 50%, passando de 2 para 3 no Centro-Oeste; 18, 5%, indo de 7 para 9, no Nordeste; 175%, crescendo de 4 para 11 no Sudeste; e 50% de 2 para 3 no Sul. No Norte foram registrados 7 conflitos em 2009, e 3 em 2010, mas cresceu em 395% o número de famílias envolvidas nestes conflitos. Passaram de 2.250 famílias em 2009, para 11.150, em 2010.
Dos 29 conflitos pela água, 11, ou 38%, estão relacionados com a construção de barragens e ocorreram em 14 estados da Federação, em 2010, quando em 2009, atingiram 13 estados.
Sudeste e Sul destacam-se pelos números de violência
Os dados da CPT apresentam declínio nos números absolutos da violência contra a pessoa, no período de janeiro a julho, de 2009 para 2010.
Mesmo com essa queda, na região Nordeste houve aumento no número de assassinatos, passando de 3, em 2009, para 4 em 2010. E nas regiões Sudeste e Sul houve um aumento significativo no número de trabalhadores presos e agredidos.
No Sudeste o número de trabalhadores presos passou de 3, em 2009, para 11 em 2010, aumento de 276% e o número de agredidos passou de 4 para 15, mais 275%. Na região Sul, o número de presos passou de 12 em 2009, para 18, em 2010 (mais 50%) e o número de agredidos de 2, em 2009, para 20, em 2010, (mais 900%).
O Nordeste concentra 54% dos conflitos por terra
O Nordeste registra 54% dos conflitos por terra de todo o Brasil. Diferentemente do restante do país, o número de conflitos por terra no Nordeste passou de 158, em 2009, para 194, em 2010. As ocorrências de conflitos por terra passaram de 95 para 126 e o de ocupações de 57, para 65. Já o número de acampamentos reduziu de 6, para 3.
Nas demais regiões do Brasil, os conflitos por terra, ocupações e acampamentos sofreram redução, em 2010, em relação ao mesmo período de 2009. São 365 ocorrências de conflitos em 2010, envolvendo 33.413 famílias, contra 547 ocorrências em 2009, envolvendo 47.739 famílias. Mas, em contrapartida, os dados mostram que o número médio de famílias envolvidas em conflitos por terra, em 2010, aumentou, chegando a 94, enquanto que em 2009 a média era de 87 famílias envolvidas.
Famílias expulsas e despejadas
Diminuiu também o número de famílias expulsas e despejadas.
Em 2009, registraram-se no período, 16 ocorrências de expulsão atingindo 800 famílias. Em 2010, são 10 ocorrências, envolvendo 653 famílias.
Em relação ao número de famílias despejadas pelo poder judiciário, foram 52 ocorrências, com despejo de 6.844 famílias, em 2009, e 44 ocorrências envolvendo 3.792 famílias, em 2010.
Apesar do decréscimo no número total de ações de despejo, houve crescimento destes números na região Centro-Oeste, mais 25%, passando de 4 ocorrências, em 2009, para 5 em 2010; mais 33% no Sudeste, passando de 9 para 12 e mais 120% no Sul, cujos números passaram de 5, em 2009, para 11, em 2010.
Manifestações
No período cresceu o número de manifestações, mais 18%. Passaram de 323 envolvendo 104.262 pessoas, em 2009, para 385, em 2010, com a participação de 165.530 pessoas.
Este número cresceu no Nordeste, passou de 95 para 130; no Norte; de 53 para 55, e no Sudeste, de 45 para 79. Na região Sul o número manteve-se igual, 78, porém com um número muito maior de participantes, 28.260 pessoas em 2010, 13.178, em 2009. Só na região Centro-Oeste é que o número das manifestações decresceu de 52 para 43.
Destas 385 manifestações, 62 foram relacionadas aos conflitos pela água, 39 das quais relativas à construção de barragens.
Trabalho Escravo
Os números relativos ao trabalho escravo são menores no período de janeiro a julho de 2010. Em 2009, foram registradas 134 ocorrências de trabalho escravo, envolvendo 4.241 trabalhadores, com a libertação de 2.819.
Em 2010, foram registradas 107 ocorrências envolvendo 1.963 trabalhadores, dos quais 1.668 foram libertados.
O que mais chama a atenção é o aumento de ocorrências no Centro-Oeste. Passaram de 16 ocorrências, em 2009, com 259 trabalhadores envolvidos e libertados, para 21 ocorrências em 2010, com a libertação de 526 trabalhadores. Sobressai neste quadro o estado de Goiás, que passou de 6 para 13 ocorrências, passando de 259 para 490 o número de trabalhadores libertados.
Na região Sudeste, todos os estados apresentaram ocorrências de trabalho escravo e o número de ocorrências subiu de 13 para 16, porém com um número significativamente menor de trabalhadores libertados (1266, em 2009 – 268, em 2010).
Na região Sul, também todos os estados apresentaram ocorrências de trabalho escravo, mas com decréscimo no número de ocorrências: 12 em 2009, 8, em 2010, ou seja, – 33%. Mas o número de trabalhadores libertados quase triplicou: passou de 112 para 319, 184% a mais. Destaque para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O Rio Grande do Sul passou de 1 ocorrência, em 2009, com quatro trabalhadores envolvidos e libertados para 2 ocorrências, em 2010, com 29 trabalhadores envolvidos e libertados. Santa Catarina passou de 3 ocorrências em 2009, para 5 em 2010, com um crescimento expressivo no número de trabalhadores envolvidos e libertados. Passou de 38, para 223. Mais 486%
Alagoas e Amazonas, que não figuravam entre os estados com trabalho escravo em 2009, aparecem em 2010. Alagoas registrou uma ocorrência, com 20 trabalhadores envolvidos e libertados. Amazonas registrou duas ocorrências com 13 trabalhadores envolvidos e libertados.
Uma observação importante. Estes são dados parciais. De diversas regiões do país, sobretudo do Norte, não nos chegaram as informações completas, podendo, assim, os números sofrerem alterações expressivas ao serem incorporados novos dados.

Além dos Olhos será lançado no Cine Brasília

O professor Péterson Paim, do Centro Educacional 01 do Guará, convida todas as professoras e professores para o lançamento do longa-metragem ALÉM DOS OLHOS. O trabalho terá sua estreia no dia 7 de Setembro, no Cine Brasília. O filme foi dirigido, roteirizado e produzido pelo professor Péterson e conta com a participação de alunos da SEEDF.

ECOCUT apoia atleta goiana

A atleta goiana Lana Spencieri, 28, chegou em 2º lugar na corrida “Largue o Cigarro Correndo”, realizada no último domingo, 29, em Goiânia. Foi a primeira vez que ela correu vestindo a camiseta da Ecocut (Escola Centro Oeste de Formação Sindical da CUT), que a partir de agora irá patrocinar a atleta em seus desafios. “Estou muito feliz com essa torcida da Ecocut, com pessoas entusiasmadas e comprometidas com o meu desempenho desportivo”, afirma ela.
De acordo com Olavo Medeiros, da Ecocut, a ideia de patrocinar a atleta surgiu após conhecer o esforço pessoal dela, que treina profissionalmente há menos de um ano e de 19 corridas que participou, chegou ao pódio em 18, seja por faixa etária, seja no cômputo geral.
No próximo dia 12, domingo, ela participará em Brasília da Corrida das Estações, e a Ecocut convida a todos a participar da torcida da atleta.

Carta-compromisso apresenta desafios para educação

Educação de qualidade para todos e valorização dos profissionais da educação são princípios da Carta-Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade, lançada nesta terça-feira (31), na sede do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília. O documento, assinado por 27 instituições e movimentos favoráveis à educação, é uma convocação aos futuros governantes e ao Congresso Nacional. A carta-compromisso apresenta sete desafios a serem vencidos até 2016 e propõe a criação de um sistema nacional de educação. Entre os desafios, destacam-se a inclusão escolar de todas as crianças e adolescentes de quatro a 17 anos até 2016, a superação do analfabetismo de jovens e adultos e a garantia da plena alfabetização de crianças aos oito anos de idade até 2014.
O projeto de criação de um sistema nacional de educação, recomendado pela Conferência Nacional de Educação (Conae) em abril deste ano, foi retomado pelo grupo que subscreve a carta-compromisso. Pela proposta, o sistema seria estruturado em três pilares — elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE) para o período 2011-2020, estabelecimento do regime de colaboração entre a União, estados e municípios e colocação em prática da lei de responsabilidade da educação, também aprovada pela Conae.
De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Educação, Carlos Ronca, a carta, resultado de meses de trabalho das instituições e movimentos, representa um compromisso com a melhoria da qualidade da educação nesta década. Ronca reconhece que o país avançou muito na educação nos últimos anos, mas considera importante a construção conjunta de um projeto nacional. “Este é um momento de festa, mas também de compromisso”, disse.
Com informações do site do MEC

Educação é eleita eixo essencial para crescimento do país

A CNTE, representada pelo presidente da entidade, Roberto Franklin Leão, participou quinta-feira (26), em Brasília, da 35ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). O encontro teve a presença dos ministros da Educação, Fernando Haddad; de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge e da Ciência e Tecnologia, Sérgio Machado Rezende, do presidente do BNDES, Luciano Coutinho e membros da sociedade civil.
A educação foi eleita como um dos eixos essenciais para o crescimento econômico com inclusão social no Brasil. Os conselheiros consideraram as novas demandas geradas pela economia em expansão, para chegar à conclusão da importância da educação no desenvolvimento do país. Como afirma Leão, “um país, para conseguir construir desenvolvimento com autonomia e independência, precisa de um projeto de educação que tenha o ser humano como referência e que receba uma educação que não seja puramente instrumental”. Para Leão, as pessoas precisam ser preparadas para enfrentar a demanda no mercado de trabalho. “Não queremos que seja um adestramento, mas sim uma educação que permita o ser humano ter a exata consciência do que está fazendo”, acrescentou Leão.
Os conselheiros redigiram as diretrizes que compõem a Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento que tem 9 eixos considerados prioritários: 1) os novos horizontes da educação; 2) os desafios do Estado democrático e indutor do desenvolvimento; 3) a transição para a economia do conhecimento; 4) o trabalho decente e inclusão produtiva; 5) o padrão de produção para o novo ciclo de desenvolvimento; 6) o potencial da agricultura; 7) o papel da infraestrutura (transportes, energia, comunicação, água e saneamento); 8) a sustentabilidade ambiental; 9) a consolidação e ampliação das políticas sociais.
Com informações do site da CNTE

CPI conclui que corrupção no GDF começou há dez anos

O Relatório final da CPI da Corrupção foi aprovado nesta quarta-feira (25). O relatório final da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal também aponta esquema de desvio de verbas. O plenário estava vazio, só com quatro deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito. O relatório final, lido pelo deputado Paulo Tadeu, do PT, foi aprovado por unanimidade pelos outros três parlamentares, antigos aliados do ex-governador José Roberto Arruda. O texto aprovado sofreu alterações. Depois de conversas ao pé do ouvido, os parlamentares entenderam que não havia provas de que alguns deputados receberam dinheiro para aprovar o Plano Diretor de Ordenamento Territorial, o PDOT. Nem que o empresário Osório Adriano e o deputado distrital Geraldo Naves tenham participado do suposto esquema de corrupção. Foi mantida a recomendação de indiciamento de vinte e duas pessoas: José Roberto Arruda, Paulo Octávio, Joaquim Roriz, Benjamin Roriz, Domingos Lamóglia, Omézio Pontes, José Geraldo Maciel, Welligton Moraes, Fábio Simão, Marcelo Toledo, Marcelo Carvalho de Oliveira, Luiz Paulo Costa Sampaio, José Humberto Pires, Fernando Antunes, Gibrail Gebrin, Roberto Giffoni, Ricardo Penna, Gilberto Lucena, Maria Cristina Boner, Eurides Brito, Leonardo Prudente e Júnior Brunelli. Eles teriam praticado 17 crimes, entre eles, formação de quadrilha, corrupção, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Para a CPI, não há dúvidas de que a corrupção era generalizada nos órgãos do GDF desde 1999. Por isso, o relatório recomenda vários mecanismos de controle e fiscalização, entre eles, mudanças nas normas de contratação de empresas e suspensão dos pagamentos às que estariam envolvidas no suposto esquema de desvio de dinheiro. O documento vai ser enviado para a polícia, Ministério Público e para o Supremo Tribunal de Justiça. Caixa de Pandora Alguns desses nomes aparecem também no relatório final da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O relatório traz duas planilhas encontradas no computador do ex-chefe da Casa Civil do GDF, José Geraldo Maciel. Segundo a polícia, as anotações são indícios de recebimento de propina por parte de parlamentares para a aprovação do plano de ordenamento territorial, o PDOT. Entre os deputados citados, alguns aparecem com um número na frente. Caso do bispo Renato, que aparece com o número 1, 6. Dr. Charles, Cristiano Araújo e Eliana Pedrosa que aparecem com o número 2. Geraldo Naves está ao lado do número 1, 6. Raimundo Ribeiro, Rogério Ulysses e Rôney Nemer estão ao lado do número 2. Com o número 4, aparecem Aylton Gomes, Batista das Cooperativas, Benedito Domingos, Júnior Brunelli e Eurides Brito. Em uma segunda lista, aparecem nomes de deputados com um “ok” na frente e um xis, que indicaria aqueles com quem o ex-chefe da casa civil já teria falado. Durval Barbosa, o delator do suposto mensalão, contou à polícia que os deputados receberam R$ 420 mil para aprovar o PDOT. A participação de deputados não se encerra aí. Gravações mostram que pelo menos oito deputados – alguns que são novamente candidatos – receberam propina em troca de apoio político. São eles: Aylton Gomes, Rôney Nemer, Eurides Brito, Leonardo Prudente, Júnior Brunelli, Benedito Domingos, Benício Tavares e Rogério Ulysses. Com o relatório pronto, cabe agora ao Ministério Público Federal decidir se vai oferecer denúncia ao STJ contra os citados pela polícia. Por outro lado, o delegado do caso pediu autorização para ampliar as investigações. Ele quer abrir inquéritos individuais para cada um dos envolvidos. Respostas Bispo Renato e Doutor Charles negam as acusações. Cristiano Araújo disse que o relatório é irresponsável e que quer prejudicá-lo politicamente. Eliana Pedrosa disse que não participou das votações do PDOT, na época era secretária de Desenvolvimento Social. Geraldo Naves disse que ainda não teve acesso ao relatório e não vai se pronunciar. Raimundo Ribeiro disse que no relatório o delegado afirma que “não pretende atribuir conduta criminosa a partir tão somente das inscrições”. Rogério Ulysses disse que nada foi encontrado nas buscas feitas na casa dele nem no gabinete parlamentar e que ele não foi indiciado pela PF. Rôney Nemer, Batista das Cooperativas, Eurides Brito e Júnior Brunelli disseram que não vão se pronunciar sobre as acusações. Aylton Gomes informou que o relatório o inocenta. Sobre o PDOT, disse que nem era deputado na época da votação e sim administrador de Planaltina. Benedito Domingos também disse que não participou da votação do PDOT e que e vai se defender na Justiça. Leonardo Prudente não respondeu às nossas ligações. Benício Tavares disse que na lista o nome dele não tem nenhuma referência a valores ou marcações. Roberto Giffoni disse que nunca participou de nenhum esquema de corrupção no GDF. José Roberto Arruda, José Reraldo Maciel, Ricardo Penna, Omézio Pontes, Benjamin Roriz, Domingos Lamóglia e Fábio Simão não foram encontrados pela nossa reportagem. Sobre o relatório final da CPI, Paulo Octávio respondeu que ainda não teve acesso ao relatório, por isso, não vai se pronunciar. A assessoria de Joaquim Roriz respondeu que “é oportunista um integrante do PT fazer insinuações como essa às vésperas das eleições, esquecendo que os contratos com a Codeplan e com o ICS começaram no governo do Partido dos Trabalhadores”. Welligton Moraes respondeu, por meio do advogado, que não vai se pronunciar sobre o relatório da CPI porque não teve acesso ao material. O advogado de Marcelo Toledo disse que ele não integra nenhuma organização criminosa e que o equívoco será esclarecido em juízo. O advogado de Marcelo Carvalho disse que não houve indiciamento do seu cliente. Maria Cristina Boner não retornou nossas ligações. Luiz Paulo Costa Sampaio, José Humberto e Gibrail Gebrin não foram localizados pela TV Globo. Fernando Antunes e Leonardo Prudente não atenderam às nossas ligações. Gilberto Lucena disse que “é vítima nessa história toda”.
Com informações do site Orçamento Transparente

Encontro Nacional de Educadores/as Aposentados/as

Estatuto do idoso, o sistema previdenciário internacional e brasileiro, saúde e a participação dos aposentados na estrutura sindical estão entre os temas que serão abordados durante a 8ª edição do Encontro Nacional dos Trabalhadores em Educação Aposentados. Organizado pela CNTE, o evento será realizado de 26 a 28 de agosto em Recife. No primeiro dia, a programação conta com uma mesa sobre a conjuntura e segue com debates sobre o sistema previdenciário e trocas de experiências sobre o sistema de outros países. O Estatuto do idoso é um dos temas do segundo dia de encontro. Depois das discussões grupos de trabalho serão montados para elaboração de propostas para o 31º Congresso da CNTE e para o plano de trabalho do próximo grupo que assumirá a secretaria da CNTE.
Confira abaixo a programação completa do evento:

Dia 26 de agosto
9h – Abertura (cultural e política)
10h – Mesa de conjuntura
Prof. Roberto Franklin de Leão – Presidente da CNTE
12h – Almoço
14h – Painel: O sistema previdenciário brasileiro: avaliações e perspectivas
Painelista: Marcelo Caetano -IPEA
Coordenação: Milton Canuto de Almeida – Vice-presidente da CNTE
15h45 – Lanche
16h- Painel: Experiência internacional sobre sistemas previdenciários e os aposentados na estrutura sindical
Painelista: Esther Julia Gomez Bermejo – CTERA/Argentina
Coordenação: Fátima Silva – Secretária de Relações Internacionais da CNTE
20h – Jantar de confraternização

Dia 27 de agosto
9h – Painel: A saúde do idoso e o processo de envelhecimento
Painelista: Dr. Antônio José de Siqueira – Geriatra/PE
Coordenação: Marta Vanelli – Secretária de Assuntos Municipais da CNTE
10h30 – Lanche
10h45 Painel – O Estatuto do Idoso no contexto da sociedade: implementação, avaliação e desafio s da Lei 10.741/03
Painelista: Sra. Paula Regina Machado – Especialista em Envelhecimento, Coordenadora do Centro
Integrado de Atenção e Prevenção à Violência contra a pessoa idosa da Secretaria de Justiça e
Direitos Humanos do Estado de Pernambuco
Coordenação: Madalena A. Alcântara – Secretária de Aposentados e Assuntos Previdenciários da
CNTE

12h30 – Almoço
14h – Biodanza: atividade de relaxamento
15h30- Lanche
15h45 -Trabalho em grupo (propostas para o 31º Congresso da CNTE e Plano de Trabalho da Secretaria -gestão 2011/13)
17h- Plenária final para aprovação das propostas dos grupos de trabalho
Com informações do site da CNTE

Programas educacionais recebem R$ 53 milhões de fundo nacional

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transferiu, nesta semana, R$ 53, 8 milhões para diversas escolas beneficiadas pelo programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), para o programa Brasil Alfabetizado e para seis municípios cadastrados no Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e Ação Comunitária (ProJovem Urbano), da Secretaria Nacional da Juventude da Presidência da República.
O valor referente ao PDDE foi de R$ 47, 7 milhões, assim distribuídos: R$ 8, 2 milhões para os caixas escolares das escolas públicas do ensino básico; R$ 31, 8 milhões para as escolas que oferecem ensino integral; R$ 5, 8 milhões para as instituições que funcionam nos finais de semana; e R$ 1, 7 milhão para as escolas que executam o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola). Os 485 municípios que desenvolvem o programa Brasil Alfabetizado receberam R$ 3, 9 milhões, e para o ProJovem Urbano foram enviados R$ 2, 1 milhões. Confira em www.fnde.gov.br / Liberação de recursos o valor transferido para seu município ou escola.
Com informações do site do MEC

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