Concurso Nacional de Professores: CNTE quer debate
Jornalista: sindicato
Em reunião nesta quarta-feira (30) com o ministro da Educação, Fernando Haddad, diretores da CNTE trataram da implementação do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. O assunto também foi pauta de discussão do Expressão Nacional, da TV Câmara, com participação do presidente, Roberto Leão. “Precisamos aprofundar o debate sobre as matrizes da prova e garantir que o exame seja utilizado unicamente como ingresso dos docentes na carreira, nunca como avaliação dos professores”, aponta Leão. Participaram também da reunião o secretário geral da CNTE, Denílson Bento da Costa, e o secretário de assuntos educacionais, Heleno Araújo Filho; além da secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar, e os presidentes do Undime, Carlos Eduardo Sanches, e do Consed, Ivelise Arco-Verde. No encontro foi decidido que as entidades irão compor um Comitê de Governança para avaliar o Exame Nacional e apresentar propostas para concretizar o projeto. Além disso, a reunião deliberou que serão promovidas audiências públicas para que a categoria e a sociedade participem da discussão. A proposta ainda está aberta para consulta pública até o dia 3 de julho no site http://consultaexamedocente.inep.gov.br/index/login. Entenda o exame – Uma pesquisa de 2007 do Ministério da Educação apontou o percentual de alunos que aprenderam o que era esperado para cada série. O resultado não foi animador: na 8ª série do Ensino Fundamental apenas 20% sabiam português satisfatoriamente; enquanto na matemática, o percentual foi menor: 14%. Para os estudantes do 3ª série do Ensino Médio, 24, 5% dominavam português, e menos de 10% garantiam a matemática. Para melhorar esses índices, o Ministério aposta na melhor capacitação dos professores e lança um exame nacional que vai avaliar esses profissionais. O exame não vai avaliar o professor que está na ativa, mas vai dar notas para quem pretende trabalhar para a rede pública de ensino. Os municípios e estados poderão contratar a partir da avaliação nacional. Com informações do site da CNTE
Aluno com síndrome de Asperger é desafio para educação inclusiva
Jornalista: sindicato
Com dificuldade de interagir, fazer amigos e tendência a se isolar, o aluno com síndrome de Asperger é um dos desafios para a educação inclusiva. A doença é considerada um tipo leve de autismo que não afeta o desenvolvimento intelectual. É comum que os “aspies” – como são chamados – tenham inteligência acima da considerada “normal.” Especialistas defendem que as crianças que apresentam este tipo de síndrome podem – e devem – frequentar escolas regulares. “As pessoas aprendem de jeitos diferentes e a pluralidade faz com que a escola fique cada vez mais interessante. Ambientes homogêneos são desinteressantes”, diz Liliane Garcez, coordenadora do curso de pós-graduação inclusiva do Instituto Vera Cruz. Para Liliane, o papel da escola é aproveitar o potencial do aluno e canalizá-lo para os demais conteúdos da série que cursa. “É preciso aprofundar o conhecimento sobre estas síndromes para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas envolvidas. Não cabe mais a segregação.” Em cartaz nos cinemas, a animação “Mary e Max – Uma Amizade Diferente” mostra os problemas dos “aspies”. Na ficção, Mary, de 8 anos, uma menina gordinha e solitária, que mora na Austrália, torna-se amiga de Max, um homem de 44 anos, que tem síndrome de Asperger e vive em Nova York. Ambos têm dificuldade de fazer amigos e passam a trocar correspondências onde compartilham alegrias e decepções. Famílias – Na vida real, a professora e atual presidente da AMA (Associação de Amigos dos Autistas), em São Paulo, Sonia Maria Costa Alabarce Nardi, de 48 anos, conhece as dificuldades da síndrome. Seu filho, Guilherme Alabarce Nardi, de 15 anos, tem Asperger e passou por três escolas antes de completar 7 anos. “As escolas não estavam preparadas para recebê-lo porque ele chorava muito e não aceitava regras.” Sonia buscou apoio na AMA, que fornecia suporte pedagógico a Guilherme e o matriculou em uma escola pequena, onde os funcionários podiam lhe dar mais atenção. “Ele não tinha facilidade de conviver com outras crianças e tivemos de nos adaptar.” Hoje, no segundo ano do ensino médio, Guilherme tem notas exemplares. “Ele é muito inteligente, tem uma memória excelente, mas a convivência ainda é um pouco difícil. São poucos os amigos.” A auxiliar financeira Maria Aparecida de Santana Oliveira, de 53 anos, também tem um filho com a síndrome. Jefferson Santana de Oliveira, hoje com 23 anos, sempre estudou em colégios comuns. “Ele conseguiu acompanhar, ficava um pouco isolado, mas, aos poucos, começou a interagir. Às vezes os colegas o excluíam, mas ele gostava de ir à escola. Tinha dificuldade em matemática, mas muita facilidade para línguas.” Concluído o ensino médio, Jefferson tem uma nova batalha: encarar a frustração de não ter passado no vestibular da Universidade de São Paulo (USP) e retomar os estudos. A mãe diz que antes o jovem quer encontrar um emprego. Diagnóstico – O primeiro obstáculo dessas famílias é acertar o diagnóstico. Muitas vezes percorrem verdadeiras maratonas em psicólogos, psiquiatras e neurologistas que chegam a confundir a síndrome com hiperatividade ou déficit de atenção. “São sintomas sutis e muitas vezes os pais não identificam porque acham que é o jeito da criança”, afirma Cinara Zanin Perillo, psiquiatra especialista em infância e adolescência. Outra característica da síndrome é a fixação por interesses específicos, geralmente ligados ao campo das ciências, como biologia, corpo humano, astronomia ou dinossauros. Os “aspies” têm dificuldade de centrar o olhar em um determinado ponto e entender metáforas. Todas as expressões, para eles, têm sentido literal. A síndrome de Asperger é causada por alterações genéticas associadas a fatores hereditários. É mais comum em meninos e os indícios podem ser percebidos a partir dos 3 anos. Segundo Cinara, é comum que os portadores desenvolvam outros transtornos psiquiátricos. Não há cura.
Brasil é o país latino-americano que mais crescerá neste ano
Jornalista: sindicato
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) previu, na terça-feira (29), que o Brasil será neste ano o país latino-americano em que a economia vai crescer mais. “O Brasil terá crescimento acima de 5, 5%, talvez até 6%, seguido pelo Uruguai, Peru, Chile e Panamá, que continuam sendo economias bastante fortes”, afirmou a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena. O próprio governo brasileiro prevê crescimento entre 6% e 6, 5%. Em dezembro do ano passado a Cepal estimou que o crescimento médio da economia regional chegaria a 4, 1% em 2010. Agora a estimativa é de 4, 5% e se baseia, especialmente, no alto preço das matérias primas nos mercados internacionais, que favorece as exportações, sobretudo, dos países da América do Sul.
A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) entrou com uma representação junto ao Procurador Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios requerendo a anulação do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) e do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT-DF). Uma das razões da representação é a situação de ocupação de algumas das áreas da poligonal tombada não poderem se caracterizar como “diagnóstico”, por estarem completamente desprovidas de análise, quer sob os aspectos técnico-urbanísticos, sócio-ambiental ou legal. O fato do documento “informativo”, único distribuído, estar incompleto, pois não traz a transcrição dos instrumentos legais do Tombamento nem qualquer análise ou avaliação que possa ser utilizada como produto de conscientização da população à preservação de Brasília, é outro motivo para a solicitação. Para discutir a questão a Coordenação dos Movimentos Sociais convoca todas as entidades membro da CMS-DF e demais interessados a participarem da Plenária desta quarta-feira (30), às 19h, na sede do STIU-DF (SCS, Quadra 06, Edifício Arnaldo Vilares, 7º Andar). A CMS pede ainda que a população participe da reivindicação com um abaixo-assinado que será entregue ao Ministério Público. Entre os assuntos que serão discutidos na Plenária estão:
1) Seja suspensa, imediatamente, a elaboração deste Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília”; 2) Sejam suspensos os efeitos do PDOT-DF; 3) Seja anulada a Lei Complementar 803/2009 – PDOT-DF, por todos os fatos supervenientes e posteriores a sua aprovação que o colocam sob suspeita; 4) Sejam suspensas todas as obras e empreendimentos decorrentes da aprovação do PDOT-DF ; 5) Sejam anuladas as leis que transgridem a legislação do Tombamento, independente de terem recebido aprovação do IPHAN; 6) Seja suspenso o projeto de expansão do Setor Sudoeste – quadras 500, por se situar em área non-aedificandi conforme mapa anexo ao Decreto Distrital do Tombamento; 7) Sejam suspensos o projeto e implantação do Setor Noroeste até a reavaliação da ocupação da bacia do Lago Paranoá, condição ambiental existente em Brasília revisitada e descumprida pelas autoridades locais e federais; 8) O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN baixe Portaria delimitando a área de influência de Brasília enquanto Patrimônio Histórico Nacional e Cultural da Humanidade, coincidente com o limite da bacia do lago Paranoá, conforme estudos técnicos contratados por aquela Instituição e assim divulgado à imprensa local.
Israelenses praticam guerra de extermínio contra palestinos
Jornalista: sindicato
Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Sequer tem o direito de escolher seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são punidos. Gaza está sendo punida. Converteu-se em uma ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou de forma justa as eleições no ano de 2006. Algo semelhante ocorreu em 1932, quando o Partido Comunista ganhou as eleições em El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e desde então viveram submetidos às ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência, os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com pouca pontaria sobre as terras que eram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à beira da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficiente guerra de extermínio vem negando, há anos, o direito à existência da Palestina. Pouca Palestina resta. Passo a passo, Israel a está exterminando do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão consertando a fronteira. As balas consagram os restos mortais, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que esta invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que este invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina e, os almoços seguem. A comilança se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico gerado pelos palestinos na espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, e que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que zomba do direito internacional, e é também o único país que legalizou a tortura dos prisioneiros. Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não poderia bombardear impunemente o País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico poderia devastar a Irlanda para liquidar ao IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou esse sinal verde provêm da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional dos seus servos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são crianças. E somam-se os milhares de mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está testando com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. A cada cem palestinos mortos, há um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos chamam a acreditar que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos chamam a crer que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que devastou Hiroxima e Nagasaki. A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os EUA se auto denominam quando fazem teatro? Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial aparece mais uma vez. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações bombásticas, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam suas mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século atrás essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, anti semitas. Eles estão pagando, com sangue, uma conta alheia. Por Eduardo Galeano
No último dia 17, o instituto Ibope divulgou os resultados de uma pesquisa qualitativa realizada com eleitores de todo Brasil, em que a valorização do magistério aparece como principal política educacional a ser efetivada pelo Estado brasileiro. Cerca de 46% da população reivindicam essa medida. Em seguida aparece a melhoria dos equipamentos das escolas já existentes (29%), a criação de escolas profissionalizantes (28%), a segurança nas escolas (28%), a ampliação das redes escolares públicas (26%) e a melhoria da capacitação dos trabalhadores em educação (26%). Desde 1999, quando a CNTE realizou a primeira pesquisa Retrato da Escola, essas constatações já eram verificadas. À época, mais da metade dos entrevistados consideravam muito baixos os salários dos profissionais da educação e reivindicavam melhoria na qualidade do ensino público, desde a infraestrutura até a formação continuada dos trabalhadores que atuam nas redes escolares. E não temos dúvida de que a conjunção de anseios da população com as pautas de lutas dos trabalhadores em educação – num momento político em que as políticas sociais ganharam maior destaque no país – foi decisiva para a aprovação do piso salarial profissional. Contudo, na prática, a luta de classes em nossa sociedade, sobretudo na esfera política, tem impedido que os preceitos da Lei 11.738 (piso do magistério) sejam observados em benefício da valorização de nossos educadores, com carreiras devidamente estruturadas e dignas para o bom desempenho da profissão. A educação, cada vez mais, ganha relevância no processo de desenvolvimento do país. Muitas áreas estratégicas já se veem carentes de profissionais qualificados, a exemplo da engenharia, da computação, dos serviços médicos e da própria educação – não se esquecendo que faltam professores em diversas áreas de conhecimento, como física, química, matemática, biologia e línguas estrangeiras. Neste sentido, esperamos que os anseios da sociedade e de nós, trabalhadores e trabalhadoras da educação, se confluam novamente na perspectiva de colocar, definitivamente, a educação no centro das atenções de nosso país. E a construção do Sistema Nacional Articulado de Educação é o primeiro passo rumo a essa trajetória. Erradicar o analfabetismo; garantir acesso, permanência e aprendizado a todos/as os/as estudantes; qualificar a escola pública e valorizar seus profissionais são algumas das dívidas que precisam ser quitadas, imediatamente. A partir daí, é preciso garantir investimentos que atendam aos requisitos do desenvolvimento sustentável (econômico, social, cultural e ambiental). Com informações do site da CNTE
Os professores da educação básica pública terão agora livros específicos para eles. É o Programa Nacional Biblioteca da Escola – acervo do professor criado pelo Ministério da Educação. O programa vai fornecer material de apoio teórico e metodológico para o trabalho do professor em sala de aula e contribuir como ferramenta para o planejamento de suas aulas. A biblioteca contará com 154 títulos que compõem acervos a serem distribuídos por categorias. São 53 títulos para os anos iniciais do ensino fundamental; 39 para os anos finais do ensino fundamental; 45 para o ensino médio e educação de jovens e adultos; e 17 para os anos iniciais e finais do ensino fundamental da educação de jovens e adultos. Os livros abordam conteúdos sobre alfabetização, língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências, física, química, biologia, filosofia, sociologia, artes, educação física, inglês e espanhol. Serão distribuídos seis milhões de títulos para os professores das escolas públicas das 27 unidades da Federação. O investimento na Biblioteca do Professor é de R$ 78 milhões. Com informações do site do MEC
"Nossa única defesa contra a morte é o amor", disse Saramago
Jornalista: sindicato
“Nossa única defesa contra a morte é o amor”, disse certa vez José Saramago, a quem não só o amor ajudou-o a combater essa morte que o levou hoje, aos 87 anos. Também colaboraram para isso os inúmeros romances escritos por ele ao longo de sua vida e que foram reconhecidos com o Prêmio Nobel em 1998.
De origem humilde, Saramago escolheu a literatura porque não gostava do mundo em que vivia. Seus romances abordam reflexões sobre alguns dos principais problemas do ser humano; fazem o leitor pensar, o estremecem e comovem. Seus personagens estão cheios de dignidade.
Nascido em 16 de novembro de 1922 em Azinhaga, uma aldeia do Ribatejo (Portugal), José de Sousa ficou mais conhecido pelo apelido de sua família paterna, Saramago, que o funcionário do Registro Civil acrescentou ao inscrevê-lo.
Quando tinha dois anos, sua família se transferiu para Lisboa, mas nunca rompeu seus laços com Azinhaga.
Embora tenha sido um aluno brilhante, teve de abandonar os estudos cedo porque sua família não dispunha de recursos para financiá-los.
Antes de dedicar-se totalmente à literatura e de se transformar em um dos melhores romancistas do século 20, Saramago trabalhou como serralheiro, mecânico, editor e jornalista. Foi diretor-adjunto do “Diário de Notícias”, de Lisboa.
Mas seu maior sonho era ser escritor. Em 1947, publicou seu primeiro romance, “Terra do Pecado”. Nessa mesma época avivou dentro dele a consciência política que sempre o acompanhou e que levou a filiar-se em 1969 ao Partido Comunista Português.
Após um silêncio de quase 20 anos, nos quais esteve sem publicar porque justificava que não tinha “nada a dizer”, Saramago passeou pela poesia entre 1966 e 1975 e escreveu “Os Poemas Possíveis”, “Provavelmente Alegria” e “O Ano de 1993”.
Como dizia à Efe quando Alfaguara, sua editora espanhola, publicou “Poesia completa”, em 2005, ele nunca foi “um poeta genial” nem “um grande poeta”. Apenas se considerava “um bom poeta”.
Em 1977, veio a luz o romance “Manual de Pintura e Caligrafia”, ao qual seguiu o livro de contos “Objeto Quase” (1978) e a obra teatral “A Noite” (1979).
Nos anos 80, voltou ao teatro com “Que Farei com Este Livro?” (1980), o relato “Alçado do Solo” (1980-Prêmio Cidade de Lisboa) e o livro de viagens “Viagem a Portugal” (1981).
Com estas obras, Saramago já tinha construído as bases da sua trajetória. Mas foi em 1982 que ganhou fama mundial com “Memorial do Convento” que lhe valeu o Prêmio do PEN Clube Português, distinção que voltou a receber em 1984 com “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, também reconhecido com o Prêmio Dom Dinis da Fundação Casa de Mateus.
A partir daí seu prestígio foi se consolidando com títulos como “A Balsa de Pedra” (1986), levada ao cinema em 2002 pelo diretor holandês George Sluizer e a peça teatral “A Segunda Vida de Francisco de Assis” (1987); e “História do Cerco de Lisboa” (1989).
Em 1991, publicou o romance “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, muito criticado pelo Vaticano e objeto de um polêmico veto em 1992, quando foi retirado da lista de candidatas ao Prêmio Literário Europeu para o qual tinha sido selecionado por um júri do PEN Clube de Portugal e a Associação de Críticos literários portugueses. Apesar de tudo, esta obra recebeu o prestigioso Prêmio da Associação de Escritores de Portugal (1992).
Esse último ano obteve o Prêmio Internacional Flaiano de Literatura com seu romance “Uma Terra Chamada Alentejo”.
Os problemas que teve em Portugal o levaram em 1993 a transferir sua residência à Espanha, concretamente à ilha canária de Lanzarote, acompanhado por sua segunda mulher, a jornalista espanhola Pilar del Río, tradutora do escritor.
Após publicar sua quarta obra de teatro, “In Nomine Dei” (Grande Prêmio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores), entrou a fazer parte do Parlamento Internacional de Escritores.
O ano 1995 foi especial para ele, com a obtenção do Prêmio Camões ao conjunto de sua obra e a publicação do “Ensaio sobre a Cegueira”, primeira obra de sua trilogia sobre a identidade do indivíduo, que continuou com “Todos os nomes” (1998) e fechou com “Ensaio sobre a lucidez” (2004).
O primeiro volume da trilogia foi levado ao cinema em 2008 pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles, que no Brasil ganhou o mesmo nome do título original, “Ensaio sobre a Cegueira”.
Seus inegáveis méritos como romancista foram finalmente reconhecidos em 1998 com o Prêmio Nobel de Literatura, concedido por ter criado uma obra na qual “mediante parábolas sustentadas com imaginação, compaixão e ironia, nos permite continuamente captar uma realidade fugitiva”.
Nos últimos anos, Saramago não deixou passar muito tempo entre um romance e outro. Era consciente de sua idade e, como disse à agência Efe em entrevista, tinha “ainda algo para dizer”, e o melhor é que o dissesse “o mais rápido possível”.
Embora também dizia que “chegará o dia em que se acabarão as ideias, e nada iria ocorrer”.
Fruto dessa urgência escreveu os romances “A Caverna” (2000); “O Homem Duplicado” (2002); “As Intermitências da Morte” (2005); “As Pequenas Memórias” (2006); “A Viagem do Elefante” (2008); e “Caim” (2009), seu último romance.
Entre suas obras figuram também os autobiográficos “Cadernos de Lanzarote”.
Saramago era consciente do poder que tinha a internet para divulgar qualquer ideia, e em setembro de 2008 criou um blog, intitulado “O Caderno”. Foi “um espaço pessoal na página infinita de internet”, segundo suas palavras.
A morte o surpreendeu quando preparava um romance sobre a indústria do armamento e a ausência de greves neste setor, ou pelo menos essa era a ideia que queria desenvolver, como disse quando apresentou “Caim” em novembro de 2009. DA EFE, EM MADRI
Racistas do DEM querem determinar o futuro da população negra
Jornalista: sindicato
As elites brancas e racistas do Brasil, inconformadas com as atuações do governo Lula em favor da população pobre brasileira, majoritariamente negra, se articulou sob a liderança do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) para impedir qualquer avanço social ou perspectiva de ascensão do negro. Após oito anos de intensos debates, o Estatuto da Igualdade Racial, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), sofreu vergonhosos cortes e alterações que o descaracterizaram completamente, retirando todo o impacto positivo que a sua implementação provocaria na sociedade brasileira e, principalmente, na parcela auto declarada negra. O projeto original do senador Paulo Paim prevê um conjunto de ações afirmativas para promover a igualdade racial no país e compensar os descendentes de africanos pelos quase quatro séculos de escravidão e 120 anos de toda sorte de discriminações. O texto, que apenas buscava reparar injustiças históricas, foi alvo da ação dos setores conservadores e racistas, sendo mutilado pelo relator no Senado. O parlamentar Demóstenes Torres já é conhecido por culpar os africanos pela escravidão e por afirmar, sem meios termos, que os estupros das mulheres negras pelos seus senhores eram relações consensuais. É surpreendente que uma agremiação política auto-denominada Democrática se permita atuar de forma tão retrógrada num período pré-eleitoral, quando milhões de eleitores negros estão atentos às notícias veiculadas sobre os seus representantes no Congresso. O DEM assumiu o papel inequívoco de agremiação racista, pautada por uma política reacionária de negação de direitos e tentativas constantes de impedir qualquer melhora na condição econômica e social da parcela da população brasileira que têm nos seus ancestrais os responsáveis por toda a produção da riqueza nos primeiros trezentos e cinqüenta anos da história desse pais. Prova disso é que além de retirar a menção sobre raça, privou a negritude do sistema de cotas nas universidades e no mercado de trabalho, além de barrar a possibilidade de uma assistência nacional de saúde específica. Ao votar o texto de Demóstenes no dia 16 de junho, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado virou Comissão de Injustiça ao achincalhar e depreciar o Estatuto da Igualdade Racial. Ao ser totalmente descaracterizado, o projeto ficou praticamente sem qualquer efeito prático no sentido de mudar a situação dos negros brasileiros. Diante disso, este é o momento de pressão da militância sindical, do movimento negro e do conjunto das organizações democráticas e populares da sociedade brasileira para que, após a sanção presidencial, seja reparada a injustiça com projetos de lei capazes de recompor os objetivos iniciais propostos pelo senador Paim. Certamente a Secretaria Nacional de Combate ao Racismo, cuja criação deixa claro o comprometimento da CUT com a causa, permanecerá mobilizada e na linha de frente desta luta, que é de todos e todas, pois é inegável que a maioria da população deste pais tem o sangue negro correndo em suas veias. Diante dos que buscam transformar esta nação, sob a força da chibata e da mordaça em um imenso navio negreiro, reiteramos a intransigente defesa do Estatuto da Igualdade Racial a partir dos moldes em que foi concebido e, portanto, da sua implementação integral. Zumbi está conosco, os feitores com eles. Com informações do site da CUT
As inscrições para o Concurso “Aprender e Ensinar Tecnologia Social” da Revista Fórum estão abertas . Só no ano passado o Concurso da Revista Fórum recebeu 2.640 trabalhos inscritos.O Concurso alcançou 910 cidades em 26 estados do país.
O Concurso “Aprender e Ensinar Tecnologia Social” é destinado exclusivamente a professores do ensino fundamental de escolas públicas e de espaços não-formais de educação de todo o Brasil. Os interessados devem apresentar uma proposta de atividade que discuta o tema. Cinco educadores serão premiados com uma viagem ao Fórum Social Mundial 2011 em janeiro, no Senegal.
O Concurso tem como objetivo fomentar a discussão entre professores e estudantes a respeito de ações que utilizam Tecnologias Sociais em projetos de desenvolvimento local. As inscrições podem ser realizadas de 27 de janeiro a 28 de junho de 2010, pelo site. Ao efetuar a inscrição, o participante recebe material explicativo a respeito de Tecnologias Sociais, com a localização de experiências, indicações de livros e páginas da internet onde buscar informações a respeito. Também passa a receber uma assinatura da revista Fórum com duração até outubro de 2010 e um exemplar do segundo livro Geração de Trabalho e Renda. Cada professor(a) poderá efetuar apenas uma inscrição.
O participante receberá um link para o formulário de Certificação, no qual deve apresentar um resumo de sua proposta de atividades para discutir Tecnologias Sociais na escola. O texto deve responder às seguintes perguntas: – Qual é o melhor caminho para apresentar o conceito de Tecnologia Social na sua escola? Por quê? – O que você propõe para envolver a comunidade escolar e a localidade onde atua no tema da Tecnologia Social?.
Uma vez enviado e confirmado, o texto não poderá sofrer alterações. Todos os participantes que cumprirem esta fase receberão certificados de participação.
A proposta de atividades deve envolver, obrigatoriamente, estudantes da escola. Ela pode consistir em uma aula presencial, uma série de aulas, estudo de meio, ação dentro ou fora do espaço escolar, exibição de filmes e vídeos, debates e palestra com expositor convidado para conversar com os estudantes entre outras formas.
Um Comitê de Avaliação irá selecionar 10 (dez) finalistas de cada região do país – totalizando 50 (cinqUenta) finalistas – para concorrer às premiações finais do Concurso. O mesmo Comitê de Avaliação definirá a melhor proposta de cada uma das cinco regiões do país.
Os critérios de avaliação tanto na definição dos finalistas quanto dos vencedores serão: grau de clareza a respeito do conceito de Tecnologias Sociais; possibilidade de ser executado pelo proponente; reaplicabilidade em outras escolas; envolvimento da comunidade escolar; envolvimento da comunidade extra- escolar (bairro ou cidade); capacidade de fomento de interesse nos estudantes e de futuras ações de difusão da Tecnologias Sociais na escola; e integração entre disciplinas escolares.
Prêmio Um(a) professor(a) participante de cada região do Brasil será selecionado e ganhará uma viagem ao Fórum Social Mundial 2011, o FSM Senegal, que acontece em janeiro de 2011 em Dacar. Além de participar das atividades do evento, o professor participará de uma oficina promovida pela Fundação Banco do Brasil e pela revista Fórum onde dará seu depoimento sobre a proposta de atividades de ensinar e aprender sobre Tecnologias Sociais na escola.
Confira o regulamento completo aqui .
Em caso de dúvidas, o participante pode entrar em contato pelo e-mail ts@revistaforum.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email para poder visualizar o endereço de email ou (11) 3813.1836. No endereço www.revistaforum.com.br/ts/perguntas estão respostas às perguntas mais frequentes.
Fonte: CNTE com informações da Revista Fórum, 02/06/2010.