Divulgado o 17º ranking da baixaria na TV

O “Big Brother Brasil 10”, exibido pela TV Globo, foi o programa de TV que mais recebeu denúncias de desrespeito aos direitos humanos na campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”. O programa lidera o 17º Ranking da Baixaria na TV, divulgado no último dia 6 de maio, em seminário promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Entre agosto de 2009 e abril de 2010, a campanha recebeu 227 denúncias fundamentadas contra o reality show. As reclamações tratavam de desrespeito à dignidade da pessoa humana, apelo sexual, exposição de pessoas ao ridículo e nudez.
O 2º lugar do ranking, com 105 denúncias, foi o programa “Pegadinhas picantes”, exibido pelo SBT. Em terceiro lugar ficou o “Pânico na TV”, apresentado pela Rede TV. Figuram no quarto e quinto lugar da lista, respectivamente, os programas os regionais “Se liga Bocão”, da Record, e “Bronca na TV”, do SBT.

Os dados foram apresentados pela representante da Executiva da Campanha pela Ética na TV, Cláudia Cardoso. A campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania” foi lançada em 2002 pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias em parceria com entidades da sociedade civil.

Homofobia e nudez

De acordo com o pesquisador e jornalista Cláudio Ferreira, da TV Câmara, foram registradas diversas reclamações com relação ao Big Brother sobre comportamentos homofóbicos e incitação à violência do participante Marcelo Dourado – que acabou sendo o vencedor da edição.

Para Cláudio Ferreira, a sociedade precisa estar atenta aos reality shows. “A televisão, com seus parâmetros comerciais, não vai desistir desse tipo de programa, que custa pouco e rende muito”, afirmou.

Ferreira destacou que, em geral, houve muitas reclamações em relação à exposição exagerada do corpo das pessoas. “Ainda há uma parcela da população que é conservadora em relação a temas relativos à nudez e sexualidade, e a diversidade precisa ser respeitada”, destacou.

A representante da Executiva da Campanha pela Ética na TV Cláudia Cardoso disse que o programa “Pânico na TV”, apesar de figurar em 3º lugar no ranking atual, tem aparecido seguidas vezes na lista dos programas denunciados por desrespeito aos direitos humanos. “Há desrespeito e tortura. Os trabalhadores são submetidos a situações constrangedoras, como enfiar a cabeça na privada e dar descarga”, afirmou.

Resultados da campanha

Cláudia Cardoso informou que, apesar de ainda haver casos recorrentes, a campanha pela ética na TV já obteve várias conquistas para a sociedade, como mudanças de horários de programas e até cancelamento de contratos de apresentadores. Segundo ela, os pareceres trazem em comum a necessidade de acionar o Ministério Público para a realização de termos de ajustamento de conduta.

Para a representante da campanha, o controle social da mídia também precisa ser transformado em lei. “É um contrassenso que as empresas percam a dimensão do serviço que prestam, principalmente por serem uma concessão pública”, afirmou.

O seminário da Comissão de Direitos Humanos discutiu a diretriz de Comunicação do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), elaborado pelo governo federal. O evento foi proposto pela presidente da comissão, deputada Iriny Lopes (PT-ES), e pelo deputado Pedro Wilson (PT-GO). (fonte: agência câmara de notícias)

Em tempo: para denunciar uma programação, basta ligar para o 0800 619 619 ou acesse o site www.eticanatv.org.br para mais informações. O Sinpro entende que, como a TV é uma concessão pública, temos o direito de exigir o fim da baixaria e da falta de respeito às minorias. Solicitamos que os professores e professoras divulguem esse serviço em suas salas de aula.

Desvios de recursos da educação: velha chaga social

Reportagem de Demétrio Weber, em O Globo (10/05), com base em informações do Ministério da Educação, apontou desvios de R$ 2, 1 bilhões no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) no ano de 2009. Os Estados campeões em desvios foram o Espírito Santo e São Paulo, além do Distrito Federal, que não contabilizou os recursos do Fundeb num flagrante descumprimento ao art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT/CF).
No editorial da semana anterior, que tratava dos desvios de verbas de programas financiados pelo FNDE, expusemos as consequências desse tipo de prática criminosa para a qualidade da educação e apontamos algumas medidas necessárias para pôr fim aos desvios, dentre as quais se destacam a capacitação dos conselheiros do Fundeb e da Merenda Escolar e a autonomia desses conselhos de controle e acompanhamento social perante os gestores públicos.
Com relação às novas denúncias, exclusivas do Fundeb, algumas considerações:

1. Enquanto se verifica um esforço da União para aumentar os recursos da educação básica, que é de responsabilidade prioritária dos estados, municípios e DF, esses mesmos entes federados, ao invés de aumentarem seus investimentos (inclusive para garantir o pagamento do Piso Nacional vinculado à carreira do magistério) lançam mão de “maracutaias” para desviarem recursos da área da educação;
2. O Estado de São Paulo, ainda na gestão do ex-governador José Serra, além de não ter tido coragem de assinar a ADI 4.167 contra a Lei do Piso (apesar de ser um dos articuladores da mesma), situa-se como o principal sonegador de recursos do Fundeb: R$ 660 milhões, que corresponde a 28, 6% do desvio nacional;
3. No caso do Espírito Santo, o Fundap – Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias – desonera as operações de comércio exterior tributadas com ICMS estadual, retirando da educação parte significativa dos recursos constitucionalmente vinculados ao setor;
4. Em Mato Grosso, apesar de o Sindicato dos Trabalhadores em Educação ter ganhado ação na Justiça sobre a incidência do Imposto de Renda Retido na Fonte dos Servidores Públicos Estaduais nos recursos vinculados à educação, o Governo do Estado insiste em não repassar as parcelas de 20% para o Fundeb e de 5% para as demais políticas de manutenção e desenvolvimento do ensino;
5. No DF, o caso é típico de intervenção federal, a exemplo do que tem ocorrido na vida política da capital da República. Sob a alegação de que o Fundo Constitucional (com repasse de R$ 7, 5 bilhões em 2009) financia parte dos investimentos educacionais, o GDF se auto-exime em constituir o Fundeb, dificultando os controles social e institucional das verbas da educação. Pior: tudo isso, a exemplo do caso em MT, conta com o apoio do Tribunal de Contas e do Ministério Público do DF e Territórios, órgãos suspeitos, segundo apurado na grande mídia, de ligação no esquema envolvendo os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz.
Mais uma vez, suspeitas de desvios se transformam em fatos comprovados. É preciso que os órgãos competentes do Estado apurem as denúncias e punam os criminosos. A CNTE, como forma de atuar mais incisivamente nesta pauta, está preparando uma publicação para auxiliar no controle das verbas do Fundeb, bem como na aplicação do PSPN adequado à carreira profissional. A qualidade da escola pública depende da responsabilidade dos gestores e da sociedade. Não admitiremos que os atuais recursos, insuficientes para melhorar a educação, sejam desviados impunemente.
Com informações do site da CNTE

Encontro pretende fortalecer política de educação integral

Com 2, 1 milhões de estudantes em escolas públicas de educação integral nos 26 estados e no Distrito Federal, o Ministério da Educação realiza, este mês, o 1º Seminário Nacional de Educação Integral. O evento acontece de 18 a 21, na Academia de Tênis, em Brasília. Aprofundar e fortalecer a política pública de educação integral está entre os objetivos do encontro. Participam do seminário os 405 coordenadores municipais e os 27 coordenadores estaduais do programa Mais Educação, as universidades públicas parceiras do programa, o comitê nacional do Mais Educação, centros de formação de professores, representantes do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), comissões de educação da Câmara dos Deputados e do Senado.
A agenda do seminário consta de mesas de debates que abordarão temas como o currículo da educação integral, a formação dos educadores, gestão e financiamento; colóquios que vão tratar do programa em relação a educação no campo, aos direitos humanos, às pessoas com deficiência; grupos de trabalho e plenárias.
Experiências desenvolvidas nas escolas estarão presentes. Será exibido um documentário de 26 minutos sobre atividades em tempo integral de escolas de Belo Horizonte, Recife, Ananindeua (PA) e Diadema (SP). Alunos, professores, pais, monitores, agentes culturais contam como participam, o que fazem e o que isso representa na vida de suas escolas e comunidades.
Haverá uma exposição de 55 cartazes que mostram um pouco das experiências, selecionados entre as escolas do programa, e lançamentos de cadernos pedagógicos e de Direitos Humanos. Os participantes vão conhecer ainda o Jornal Escolar, que reúne uma mostra de jornais produzidos pelos estudantes do Mais Educação.
Programa – O Mais Educação existe desde 2008 como política de educação integral pública. O programa é desenvolvido em áreas de risco social e regiões metropolitanas, e a cada ano agrega mais alunos e mais escolas. Em 2010, o Mais Educação habilitou 10.042 escolas, sendo 9.907 do ensino fundamental e 135 do ensino médio. Esse conjunto de escolas deve atender 2, 1 milhões de alunos. O investimento do governo federal será de R$ 382 milhões.
Com informações do site do MEC

Qualidade da educação exige compromisso social

As duas últimas edições da revista Época (nº 623 e nº 624) abordaram dois temas inerentes à qualidade da educação: o desempenho do professor e os ralos que dragam os investimentos públicos nesta área. É lamentável, porém, que as matérias (principalmente a primeira) tenham se eximido de debater os assuntos de forma plural e priorizado uma única corrente de pensamento, o da meritocracia pura e neutra.
Em “Os segredos dos bons professores”, capa da edição de 26 de abril, a matéria redigida pela jornalista Camila Guimarães enfoca a importância do professor no processo de aprendizagem dos estudantes e compara estilos pessoais e métodos pedagógicos que diferem o ótimo professor daquele “mal preparado”. Para estes últimos, são sugeridas técnicas de aperfeiçoamento desenvolvidas por dois estudiosos americanos. Já a punição no processo de avaliação de desempenho, indispensável para o sucesso do conteúdo ministrado, segundo a reportagem, é outro método eficiente para a se atingir a qualidade educacional. Será isso mesmo?
O contraponto à matéria de 26 de abril mostrou-se parcialmente presente na reportagem “As rachaduras no orçamento da educação”, veiculada em 3 de maio pela mesma revista. Com base em relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão ligado à Presidência da Republica e responsável pela fiscalização dos recursos federais repassados às esferas estaduais e municipais, a repórter Ana Aranha denuncia desvios de verbas na ordem de R$ 48 milhões, na maioria das vezes praticados por prefeitos. O mais alarmante, nesse caso, é que a fiscalização da CGU é amostral e não abarca os recursos providos no próprio ente federado, que corresponde à maior parte das verbas destinadas à educação básica. Ou seja, os desvios tendem a ser bem maiores!
Com relação à matéria do desempenho dos professores, a CNTE, apesar de lamentar a ausência de outras opiniões sobre o assunto (já que a mesma ficou circunscrita às experiências reproduzidas no Estado de São Paulo), reconhece o protagonismo não só dos professores, mas de todos os profissionais da escola envolvidos no processo de produção de conhecimento e cultura. Enfatiza, também, a necessidade de se valorizar esses trabalhadores, através (1) de bons salários e de uma carreira que incentive a permanência no emprego; (2) de uma política permanente de formação (inicial e continuada) pautada em temas, métodos e instrumentos didáticos atualizados, e ofertada pelo Poder Público; e (3) de condições de trabalho apropriadas, com jornada integral em uma só escola e com tempo para atividades de preparação de aulas, de reuniões entre os profissionais e familiares, dentre outras atividades inerentes à organização curricular e pedagógica da escola – condição que alguns governadores, apoiados pelo Executivo de São Paulo, tentam impedir na Ação Direta de Inconstitucionalidade movida contra a Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério.
Quanto ao assalto às verbas educacionais, que emperra sobremaneira a melhoria da qualidade da educação, faz-se necessário não apenas apurar, mas, principalmente, punir os criminosos. Essa prática revela também a falta de investimento no controle social dos recursos públicos. Os conselhos do Fundeb e da Merenda Escolar, por exemplo, não têm cumprido suas prerrogativas, sobretudo em razão da ingerência dos gestores locais sobre o trabalho dos conselheiros sociais. E essa conduta tem que ter fim!
Em que pese discordarmos de determinados conceitos das mencionadas matérias, ambas foram válidas para mostrar que a educação se promove com políticas sistêmicas e com compromisso social. Assim, tanto a formação e a valorização dos profissionais quanto o comprometimento do gestor em aplicar corretamente as verbas públicas são condições essenciais para a qualidade. Depositar a responsabilidade de todo um sistema sobre um único ator educacional não é o caminho para a promoção da verdadeira função social da escola, embora muitos acreditem que seja.
Da mesma forma que há estudos indicando a pasteurização de métodos e conteúdos e a individualização da responsabilidade do educador como fatores para o (in)sucesso do aprendizado conteudista, há outros, no entanto, pautados nos princípios de uma educação voltada à cidadania, que revelam ser a gestão democrática o alicerce da escola quanto agência pública de promoção social.
Seguindo esta última lógica, acreditamos que o país, representado pelas três esferas de governo (Federal, Estadual e Municipal), precisa avançar rumo à cooperação e à democratização da gestão educacional, razão pela qual a implementação do PSPN aliado à carreira e a constituição do Sistema Nacional Articulado de Educação são as maiores urgências no atual cenário da educação brasileira.
Com informações do site da CNTE

Deputados argentinos aprovam casamento gay

Buenos Aires, 5 mai (EFE).- A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na terça, 4, uma reforma do Código Civil para permitir os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, uma iniciativa impulsionada por grupos de homossexuais e rejeitada por setores religiosos.

Após 12 horas de debate, a reforma foi aprovada por 126 votos a favor, 109 contra e cinco abstenções. Falta agora a aprovação do Senado para que o projeto entre em vigor.

Os deputados modificaram vários artigos do Código Civil, nos quais os termos “marido e mulher” foram substituídos por “contraentes” (que contraem matrimônio).

Ao contrário de outros debates parlamentares, os líderes parlamentares governistas e opositores permitiram que os legisladores votassem livremente sobre a iniciativa, sem recomendação dos partidos.

“Marcamos um precedente para o resto da América Latina. Agora nos resta convencer os senadores”, declarou à imprensa María Rachid, líder da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais, que acompanhou os debates.

A deputada Vilma Ibarra destacou que essa reforma “outorga direitos a quem os tinha restritos” e “protege legalmente” as crianças adotadas por homossexuais.

Dia do Trabalhador: trabalhar menos, para trabalhar todos

Por Emir Sader – O capitalismo é o sistema econômico que mais transformou a face da humanidade até aqui – como o próprio Marx havia reconhecido no Manifesto Comunista. Porém, a estrutura central do capitalismo se articula pela separação entre os produtores da riqueza e os que se apropriam dela, entre os trabalhadores e os capitalistas.

Esse processo de alienação do trabalho – em que o trabalhador entrega a outro o produto do seu trabalho – percorre todo o processo produtivo e a vida social. O trabalhador não se reconhece no que produz, não decide o que vai produzir, com que ritmo vai produzir, qual o preço de venda do que ele produz, para quem ele vai produzir. Ele é vítima do trabalho alienado, que cruza toda a sociedade capitalista. Ele não se reconhece no produto do seu trabalho, assim como o capitalismo não reconhece o papel essencial do trabalhador na sociedade contemporânea.

A luta dos trabalhadores, ao longo dos últimos séculos foi a luta de resistência à exploração do trabalho. Esta se dá pela apropriação do valor do trabalho incorporado às mercadorias, que não é pago ao trabalhador e alimenta o processo de acumulação de capital.

Não por acaso o Primeiro de Maio, dia do Trabalhador, foi escolhido para recordar o massacre de trabalhadores em mobilização realizada em Chicago, pela redução da jornada de trabalho – uma das formas de busca de diminuição da taxa de exploração do trabalho.

Neste ano o tema central do Primeiro de Maio será o da diminuição da jornada de trabalho. A grande maioria da população vive do seu trabalho, acorda bem cedo, gasta muito tempo para chegar a seu local de trabalho, onde ficará a maior parte do seu dia, gastando muito tempo para retornar, cansada, apenas para recompor suas energias e retomar no dia seguinte o mesmo tipo de jornada. Para trabalhar de forma alienada e receber um salário que, em grande parte dos casos, não basta sequer para satisfazer suas necessidades básicas. Uma vida tão sacrificada produz todas as riquezas do país, embora não tenha o reconhecimento e a remuneração devida.

Só isso bastaria para que um dos objetivos nacionais devesse ser o da redução da jornada de trabalho. Que o desenvolvimento tecnológico não seja apropriado pelos grandes capitalistas para maximizar a taxa de lucro, mas reverta para a diminuição da jornada de trabalho, para o pleno emprego, para a melhoria das condições de trabalho da massa trabalhadora.

Que o Brasil conclua os dois mandatos de um trabalhador como presidente da República, diminuindo a jornada de trabalho!

Especialistas discutem modelo de ensino médio para o Brasil

Que tipo de ensino médio o Brasil precisa? Para responder a essa pergunta, cerca de 130 especialistas em educação de vários países estão reunidos em Brasília, nesta segunda-feira, 3, no Seminário Internacional de Políticas sobre Melhores Práticas no Ensino Médio. O encontro vai até terça-feira, 4. “É importante lembrar que estamos falando da juventude e sua complexidade, da diferença entre gerações, que causa, muitas vezes, confrontos e conflitos nas escolas”, disse a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, na abertura do encontro. Hoje, no Brasil, há 4, 8 milhões de jovens entre 15 e 17 anos que cursam o ensino médio.
Pilar citou diversos avanços já alcançados em relação a essa etapa de ensino nos últimos anos, como a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e o fim da desvinculação de recursos da união (DRU) para a educação — devolve R$ 11 bilhões anuais ao orçamento do Ministério da Educação e permite a obrigatoriedade da matrícula dos quatro aos 17 anos. Além disso, a secretária lembrou da ampliação dos programas de transporte escolar, livro didático e biblioteca, estendidos ao ensino médio.
O representante da área de políticas para a educação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Carlos Herrán, considera a troca de experiências entre os países benéfica para a formulação de políticas públicas. O economista apresentará, durante o seminário, os resultados de uma pesquisa feita pelo banco, a pedido do Ministério da Educação, sobre as melhores práticas no ensino médio em quatro estados brasileiros — Ceará, São Paulo, Acre e Paraná.
Marcelo Perez, também do BID, elogiou a atuação do Brasil na área da avaliação e do financiamento educacionais. “Todas as ações a favor da educação tornam os brasileiros mais livres e capazes de participar ativamente dos processos sociais, culturais e econômicos de seu país”, disse. Para Ian Whitman, representante da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é necessário que a escola ajude os jovens a expandir horizontes. “O mundo está mudando; o século 21 requer novas habilidades. Se quisermos ter trabalhadores qualificados, em qualquer área, precisamos dar boa formação a eles, desde a base”, enfatizou.
Participam do seminário secretários de educação de 23 estados e do Distrito Federal, além de representantes dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Escócia, Chile e Uruguai.
Com informações do site do MEC

Emprego com carteira assinada ultrapassa os 50%

Dados divulgados na última segunda-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, pela primeira vez em 16 anos, mais de 50% dos trabalhadores estão trabalhando com carteira assinada. A pesquisa ratifica a aposta da CUT, que no auge da crise, defendeu e lutou por mais produção e emprego, ampliando os investimentos públicos com o Estado como indutor do desenvolvimento. Naquele momento, grupos minoritários de representação dos trabalhadores defendiam a tese do Estado mínimo, da flexibilização de direitos, redução da jornada com redução de salários, suspensão de contratos de trabalho e outras sandices que equivaleriam a tentar apagar o fogo com gasolina.
“Os dados da formalização do trabalho mostram que o Brasil está superando a crise, enquanto outros países como os Estados Unidos, Espanha e Grécia ainda estão vivendo um período de turbulências”, ressalta Artur Henrique, presidente a CUT. Outro destaque da pesquisa é a questão da informalidade. Segundo o estudo do IBGE, o trabalho informal atingiu nas grandes metrópoles um de seus patamares mais baixos, com 36, 7% dos ocupados (18, 1% trabalham sem carteira assinada e 18, 6% por conta própria). Conforme a pesquisa, em fevereiro, os empresários respondiam por 4, 5% do total, militares e funcionários públicos por 7, 5%.
Apesar dos avanços, Artur lembra que a informalidade ainda é um problema recorrente no mercado de trabalho e precisa ser enfrentada juntamente com outras questões como a terceirização e precarização. “Hoje, quase 8 milhões de pessoas se mantêm em empregos precários. Este é um numero alarmante. Precisamos de mais políticas afirmativas que combatam a precarização, que tragam segurança e proteção social.”
Falando sobre a expectativa de crescimento do País, que gira hoje em torno de 6 a 7%, Artur adverte que o crescimento econômico deve vir acompanhado de inclusão social, distribuição de renda, valorização do trabalho e preocupação com a sustentabilidade ambiental. “Nesse debate, fica cada vez mais claro que precisamos garantir o pleno emprego para poder dar conta de colocar a questão do trabalho no centro do debate do modelo de desenvolvimento.”
Com informações do site da CUT

Na rede pública, tecnologia atende 24 milhões de alunos

As tecnologias na educação estão acessíveis a 24, 8 milhões de estudantes das escolas públicas brasileiras. O número, que corresponde ao total de alunos atendidos pelo Programa Banda Larga nas Escolas, do Ministério da Educação, foi anunciado nesta terça-feira, 27, durante a conferência O Impacto das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na Educação. O encontro, promovido pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), foi encerrado na quarta-feira, 28. No seminário de abertura, o secretário de educação a distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, destacou a importância de uma reflexão no momento em que o país tem investido em TICs nas escolas públicas. “Não basta dar a infraestutura. É necessário capacitar o corpo docente e oferecer conteúdos a serem trabalhados em sala de aula”, disse.
Em 2009, 332 mil professores foram capacitados para trabalhar com as tecnologias em sala de aula. Até o fim deste ano, 303 mil terão participado de cursos de formação. Em outro programa, o Aluno Integrado, 75 mil estudantes acima de 15 anos serão formados para atuar como monitores nos laboratórios de informática das escolas.
Bielschowsky destacou ainda o número de estudantes atendidos pelo Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado), que atende 18, 4 milhões de estudantes de escolas públicas em todo país e deve chegar aos 30 milhões até o fim do ano. O secretário apresentou os programas do Ministério da Educação que levam a tecnologia à sala de aula, como o ProInfo Integrado, o Banda Larga nas Escolas, o Banco Internacional de Objetos Educacionais, o Domínio Público, o Projetor ProInfo e Um Computador por Aluno (UCA).
Para o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, a capacitação de professores é fundamental no processo de introdução das TICs na educação. “É preciso transformar a sociedade da educação em sociedade do conhecimento”, ressaltou. “Há a necessidade de envolver estudantes gestores e também a família e a sociedade, que são parte da comunidade escolar.”
Com informações do site do MEC

Lula é um dos líderes mais influentes do mundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos líderes mais influentes do mundo, segundo lista divulgada pela revista americana Time nesta quinta-feira (29). Em um primeiro momento, a imprensa chegou a divulgar que ele seria o líder mais influente, pelo fato de Lula ser o “número um” da lista publicada no site da revista – uma lista numerada de 1 a 25 e que não está em ordem alfabética. A revista posteriormente explicou que não há um ranking entre os líderes citados. Segundo o setor de Relações Públicas da revista, a decisão de colocar Lula com o “número um” se deu meramente por “razões editoriais”. “Os editores da revista consideraram que seria mais interessante colocar o texto de Michael Moore sobre Lula como o primeiro, o que não significa que exista um ranqueamento”, explicou a assessoria.
No release divulgado pela revista, por exemplo, a assessoria divulga a relação completa de líderes influentes e nesta lista o presidente Lula aparece numa posição diversa: a de número 13. No texto sobre Lula, o documentarista Michael Moore apresenta uma breve biografia do presidente. “O que Lula quer para o Brasil é o que nós [dos Estados Unidos] costumávamos chamar de sonho americano”, avalia. A revista faz uma tradicional indicação anual das 100 pessoas mais influentes do mundo nas categorias “líderes”, “heróis”, “artistas” e “pensadores”. O presidente americano Barack Obama também aparece na lista de líderes mais influentes da revista.
Outras homenagens – Lula já havia recebido outras homenagens de jornais e revistas importantes no cenário internacional. Em 2009, foi escolhido pelo jornal britânico “Financial Times” como uma das 50 personalidades que moldaram a última década. Também foi eleito o “homem do ano 2009” pelo jornal francês Le Monde, na primeira vez que o veículo decide conferir a honraria a uma personalidade. No mesmo ano, o jornal espanhol El País escolheu Lula o personagem do ano. Na ocasião, Zapatero redigiu o artigo de apresentação do brasileiro e disse que Lula surpreende o mundo.
Com informações do site do G1

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