CUT cobra condições dignas de vida para o trabalhador

No Dia Mundial do Trabalho Decente, celebrado dia 7 de outubro, cerca de 300 dirigentes cutistas de todo o país ocuparam a Câmara dos Deputados para pedir o apoio dos 513 deputados da Casa na votação de projetos que apontam para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária. Em grupos de dez a 15 pessoas, os sindicalistas visitaram os gabinetes dos deputados explicando o motivo da ação e sua importância. “Dialogar no Congresso sobre esta pauta da classe trabalhadora significa lutar por condições de vida mais digna”, afirmou o secretário-geral da CUT Nacional, Quintino Severo.
O principal ponto de reivindicação da Central é a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários. Mas a pauta da CUT ainda abrange a aprovação da PEC contra o trabalho escravo e a atualização dos índices de produtividade da terra, uma política de valorização do salário mínimo, a defesa do pré-sal para garantir desenvolvimento, soberania e distribuição de renda, a regulamentação da terceirização e o combate à precarização do trabalho, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe a demissão imotivada.
“Com a redução da jornada de 44 para 40 horas além de representar a melhoria da qualidade de vida do trabalhador, vai gerar, segundo o DIEESE, em torno de 2 milhões e 200 mil empregos diretos. Estas vagas serão muito importantes principalmente para os alunos que estão saindo da rede pública de ensino”, analisa o sindicalista Antônio Lisboa, da executiva nacional da CUT.

PEC 231/95
De acordo com Quintino Severo, o presidente da Câmara realizará na semana próxima semana uma reunião com os líderes das bancadas para discutir e agilizar a votação da PEC 231/95, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários e prevê o aumento do adicional da hora extra de 50% para 75% do valor da hora trabalhada. “Nós estamos trabalhado para colocar esta PEC em votação o mais rápido possível”, afirmou o vice-presidente da CUT Nacional, José Lopez Feijó.
A proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho já foi aprovada por unanimidade na Comissão Especial da Câmara e agora deverá ser votada em dois turnos pelo Plenário da Casa. Em seguida, a PEC será apreciada pelo Senado, onde será examinada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e, posteriormente, também votada em dois turnos pelos senadores.

Mais empregos
De acordo com pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a jornada normal de trabalho no Brasil é uma das maiores no mundo. Além disso, não há limite semanal, mensal ou anual para a execução de horas extras, o que também torna esta prática uma das mais altas entre os países. Em função das jornadas extensas, intensas e imprevisíveis, os trabalhadores têm ficado cada vez mais doentes, com diagnósticos de estresse, depressão, hipertensão, distúrbios no sono e lesão por esforços repetitivos, por exemplo. Ainda de acordo com a pesquisa, a redução da jornada geraria mais de dois milhões de novos postos de trabalho, além da qualidade de vida.
Ao contrário do que os representantes de empresas vem afirmando, a redução não causaria rombo nos cofres empresariais. Conforme dados da própria Confederação Nacional das Indústrias, a participação dos salários no custo das indústrias de transformação é de 22%. Na equação em que se inclui neste percentual uma redução de 9, 09% das horas trabalhadas (44 para 40 horas), chega-se ao resultado de que o aumento no custo geraria um total de 23, 99%, diferença de apenas 1, 99%. De acordo com dados do Dieese, a diferença com os custos salariais, que ocorrerá apenas uma vez, será compensada em menos de seis meses com o aumento da produtividade, que será constante.

6ª Marcha da Classe Trabalhadora
A atividade realizada pela CUT nesta quarta-feira antecede a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, que reunirá milhares de trabalhadores em Brasília no dia 11 de novembro. A pauta de reivindicação da Marcha será a mesma cobrada pela Central na atividade de hoje. A data da manifestação foi definida em reunião realizada dia 29 e setembro entre a CUT e as demais centrais sindicais.

Educadores discutem construção do Sistema Nacional de Educação

Cerca de 340 trabalhadores da educação vão participar de 9 a 11 de outubro, em Brasília, da 7ª Conferência Nacional de Educação promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para consolidar a posição dos educadores sobre a construção do Sistema Nacional Articulado de Educação e do novo PNE. Esses dois temas serão debatidos na Conferência Nacional de Educação (CONAE) a ser promovida no ano que vem pelo MEC.
O encontro será aberto pelo presidente da CNTE, Roberto Leão, e contará com a presença de especialistas da área educacional, de toda a diretoria da Confederação e de representantes e das afiliadas nos estados. Entre os principais pontos de discussão, a valorização dos profissionais da educação, a implementação do piso salarial profissional nacional, o financiamento, a gestão democrática e avaliação educacional. Ao final, será elaborado um documento que servirá de subsídio para as conferências estaduais e a CONAE 2010.

Programação
9/10
17h-20h Credenciamento
18h Jantar
19h30 Abertura
20h Conferência de Abertura
– Elementos constitutivos do Sistema Nacional Articulado de Educação

10/10
8h-12h Credenciamento
9h – Organização e gestão da educação na perspectiva de construção do SNE
– Valorização profissional e Sistema Nacional Articulado de Educação
12h Almoço
14h – Políticas em vigor: possibilidades e entraves (FUNDEB, PDE, ensino médio inovador, Política Nacional de Formação)
Encerramento dos trabalhados
20h Jantar de Confraternização

11/10
9h Trabalho em grupo
12h Almoço
14h Plenária – Apreciação do documento síntese da Conferência
17h Encerramento da Conferência

Um sistema articulado pode mudar a realidade da educação

A Constituição de 1988, em seus artigos 205 e 206, elegeu a educação como um direito de todos e dever do Estado e da família. A igualdade de condições para acesso e permanência na escola; na liberdade de aprender e ensinar; na gestão democrática; no financiamento; na garantia de padrão de qualidade; na valorização da carreira dos profissionais da educação, através de Piso Salarial Profissional Nacional e de planos de carreira, são alguns dos objetivos do Sistema Nacional Articulado de Educação (SNE). Acreditamos que, somente por meio de ações integradas e implementadas em todo o país, é possível elevar a qualidade da educação em todo o Brasil.

No próximo final de semana, educadores de todo o país e especialistas da área se unirão em um amplo debate durante a 7ª Conferência Nacional de Educação, promovida pela CNTE, para consolidar posições quanto à construção de uma proposta democrática de SNE, tema da CONAE 2010. A intenção da Confederação é aprofundar o debate em torno de um projeto de educação pública de qualidade para todos, que acabe as desigualdades e promova uma nova etapa de desenvolvimento no país.

Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba, gradualmente, com a incidência da Desvinculação de Receitas da União (DRU) sobre o dinheiro do governo federal destinado à educação, o que assegura o direito à educação básica gratuita. Uma etapa foi vencida. Como a proposta do Senado foi alterada pelos deputados o texto voltará para nova votação dos senadores.

Com o fim da DRU para a educação, o MEC passará a contar com cerca de R$ 9 bilhões a mais por ano em seu orçamento. Hoje, a DRU retira 20% dos recursos destinados à educação, provenientes de arrecadação de tributos e contribuições federais. Esses recursos, sem dúvida, proporcionarão avanços efetivos à educação pública.

O piso salarial nacional, um importante instrumento de valorização dos profissionais de educação, representa uma vitória para os educadores, mas precisa ser implementado corretamente em todos os estados para mudar os rumos do país. Nesse sentido, é necessário que os governos se conscientizem da sua importância e, em vez de atrapalhar, contribuam para sua implantação.

CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação

Mais uma vez mídia e ruralistas investem contra o MST

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT) vem a público para manifestar sua estranheza diante do “requentamento” por toda a grande mídia de um fato ocorrido na segunda feira da semana passada, 28 de setembro, e que foi noticiado naquela ocasião, mas que voltou com maior destaque, uma semana depois, a partir do dia 5 de outubro até hoje.
Trata-se do seguinte: no dia 28 de setembro, integrantes do MST ocuparam a Fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do estado de São Paulo. A área faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e que pertencem à União. A fazenda Capim, com mais de 2, 7 mil hectares, foi grilada pela Sucocítrico Cutrale, uma das maiores empresas produtora de suco de laranja do mundo, para a monocultura de laranja. O MST destruiu dois hectares de laranjeiras para neles plantar alimentos básicos. A ação tinha por objetivo chamar a atenção para o fato de uma terra pública ter sido grilada por uma grande empresa e pressionar o judiciário, já que, há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na posse destas terras que são da União.
As primeiras ocupações na região aconteceram em 1995. Passados mais de 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos. A maioria das terras, porém, ainda está nas mãos de grandes grupos econômicos. A Cutrale instalou-se há poucos anos, 4 ou 5 mais ou menos. Sabia que as terras eram griladas, mas esperava, porém, que houvesse regularização fundiária a seu favor.
As imagens da televisão, feitas de helicóptero, mostram um trator destruindo as plantas. As reações, depois da notícia ser novamente colocada em pauta, vieram inclusive de pessoas do governo, mas, sobretudo, de membros da bancada ruralista que acusam o movimento de criminoso e terrorista.
A quem interessa a repetição da notícia, uma semana depois?
No mesmo dia da ação dos sem-terra foi entregue aos presidentes do Senado e da Câmara, um Manifesto, assinado por mais de 4.000 pessoas, entre as quais muitas personalidades nacionais e internacionais, declarando seu apoio ao MST, diante da tentativa de instalação de uma CPMI para investigar os repasses de recursos públicos a entidades ligadas ao Movimento. Logo no dia 30, foi lido em plenário o requerimento para sua instalação, que acabou frustrada porque mais de 40 deputados retiraram seu nome e com isso não atingiu o número regimental necessário. A bancada ruralista se enfureceu.
A ação do MST do dia 28, que ao ser divulgada pela primeira vez não provocara muita reação, poderia dar a munição necessária para novamente se propor uma CPI contra o MST. E numa ação articulada entre os interesses da grande mídia, da bancada ruralista do Congresso e dos defensores do agronegócio, se lançaram novamente as imagens da ocupação da fazenda da Cutrale.
A ação do MST, por mais radical que possa parecer, escancara aos olhos da nação a realidade brasileira. Enquanto milhares de famílias sem terra continuam acampadas Brasil afora, grandes empresas praticam a grilagem e ainda conseguem a cobertura do poder público.
Algumas perguntam martelam nossa consciência:
Por que a imprensa não dá destaque à grilagem da Cutrale?
Por que a bancada ruralista se empenha tanto em querer destruir os movimentos dos trabalhadores rurais? Por que não se propõe uma grande investigação parlamentar sobre os recursos repassados às entidades do agronegócio, ao perdão rotineiro das dívidas dos grandes produtores que não honram seus compromissos com as instituições financeiras?
Por que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), declarou, nas eleições ao Senado em 2006, o valor de menos de oito reais o hectare de uma área de sua propriedade em Campos Lindos, Tocantins? Por que por um lado, o agronegócio alardeia os ganhos de produtividade no campo, o que é uma realidade, e se opõe com unhas e dentes à atualização dos índices de produtividade? Por que a PEC 438, que propõe o confisco de terras onde for flagrado o trabalho escravo nunca é votada? E por fim, por que o presidente Lula que em agosto prometeu em 15 dias assinar a portaria com os novos índices de produtividade, até agora, mais de um mês e meio depois, não o fez?
São perguntas que a Coordenação Nacional da CPT gostaria de ver respondidas.
Comissão Pastoral da Terra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

MEC marca nova data para o Enem

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já têm nova data: 5 e 6 de dezembro (sábado e domingo). O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na terça-feira, 6, após reunião com o ministro da Justiça, Tarso Genro. No encontro entre os ministros, ficou definida a participação da Força Nacional e da Polícia Federal em todas as etapas da logística da prova.
“A Polícia Federal vai acompanhar todo o processo, desde a saída da prova do cofre do Inep até a distribuição das provas, que deverá ser feita pelos correios”, disse Haddad. Caso seja acertada a participação dos correios na logística do Enem, a distribuição do material impresso será feito por meio de uma operação especial, “cercada de garantias para que as provas cheguem aos destinos corretamente”, nas palavras do ministro.
A partir de agora, a equipe do setor de inteligência da Polícia Federal vai elaborar os detalhes do monitoramento de cada etapa da logística do Enem. “O exame é um ícone nacional e o desafio do Estado é zelar para que o instrumento seja aplicado de maneira adequada”, enfatizou Haddad.
O ministro ressaltou que a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC tem mantido contato com as universidades que tinham vestibular marcado para o primeiro fim de semana de dezembro, para que entrem em consenso sobre nova data. Entre as universidades federais que aplicariam vestibular nesses dias e já confirmaram adequação à nova data estão a de Juiz de Fora, de Santa Catarina e a Universidade de Brasília.
Ainda nesta terça-feira haverá uma reunião entre representantes do Ministério da Educação, do Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe) e da Fundação Cesgranrio, que vão aplicar a prova, para definir detalhes de correção e divulgação do resultado do exame.
Com informações do site do MEC

CNTE e IE homenageiam educadores comprometidos com a esperança

Cinco de outubro é Dia Mundial dos Docentes. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Internacional da Educação (IE) homenageiam os 55 milhões de professores que vivem ao redor do mundo que, por meio do seu trabalho diário, tentam melhorar e transformar a realidade social de estudantes, colegas, comunidades e países comprometidos com a esperança.

A CNTE defende uma educação pública gratuita, de qualidade, para todos e em todos os níveis. Mais que uma formação para o mercado de trabalho, a Confederação – que possui 1 milhão de filiados dentro de uma base de cerca de 2, 5 milhões de trabalhadores – entende que a educação deva servir, antes e acima de tudo, à vida: à formação pessoal, cidadã, social, política.

É também da opinião, que a educação deve promover, em todos os indivíduos, o discernimento, o questionamento, a capacidade transformadora, a fim de alcançarmos um modelo de sociedade justo, fraterno e solidário. Mas, segundo a CNTE, o resgate da escola pública depende da valorização dos profissionais e, neste sentido, luta pela implementação em todo o pais do Piso Salarial dos professores da educação básica.

A Internacional da Educação destaca que, durante a sua VII Conferência Regional realizada em São Paulo, no mês de setembro, os participantes assinalaram que a desigualdade na educação é o principal problema a ser resolvido, uma vez que representa um reflexo inegável das desigualdades sociais agravadas pelas ditaduras econômicas neoliberais.

De acordo com a IE, com a crise do sistema financeiro, a classe trabalhadora enfrentou a perda dos direitos conquistados e a redução dos investimentos públicos. Diante disso, insiste que a melhor forma de enfrentar a crise é investir mais na educação pública, e principalmente, proteger as condições de trabalho e de vida dos educadores.

A organização mundial destaca ainda que, além do impacto sobre os orçamentos para a educação, neste 5 de outubro quer denunciar uma vez mais a violência moral e física a que são submetidos milhões de sindicatos de professores que sofrem perseguição, assédio e assassinato.

Segundo a IE, a qualidade do ensino não representa a única responsabilidade dos professores, mas responde por políticas públicas de educação. “Milhões de professores estão se formando em universidades privadas que surgem sem regulamentação governamental e conteúdo educacional gratuito capaz de incutir o valor da educação libertadora e transformadora do papel do professor”.

Na opinião da IE, a formação inicial e continuada garante aos professores as ferramentas necessárias para exercer uma prática pedagógica coerente com as necessidades da comunidade educativa. Mas, a luta dos sindicatos continua sendo a de monitorar a qualidade e igualdade da educação, o respeito aos direitos humanos e sindicais e de negociação coletiva, políticas públicas e orçamento para atender as realidades e necessidades dos países, planos de pensão dignos, salário justo e segurança social.

Ao finalizar a mensagem, a IE assinala que a VII Conferência Regional homenageou a memória e a luta do educador Paulo Freire, que sempre falou de “uma certa maneira de estar, para enfrentar, compreender e agir, que cria através de uma prática política, buscando a transformação da sociedade…. E essas não são virtudes de qualquer educador, mas de educadores comprometidos com um sonho político de justiça social”.

CNTE, 05/10/09

Inep rompe contrato e negocia novo consórcio para o exame

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, anunciou, em Brasília, o rompimento do contrato com o Consorcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel) que aplicaria as provas do novo Enem. O Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília (UnB) e a Fundação Cesgranrio devem assumir a função. “As negociações com o Cespe e a Cesgranrio, que já realizaram outras edições do Enem, estão bastante avançadas”, disse Reynaldo. De acordo com o presidente, o rompimento foi acordado com a Connassel. “Foi uma decisão bilateral, de comum acordo”, explicou. Detalhes da nova prova como logística, segurança e data serão anunciados na quarta-feira, 07, pelo ministro da educação Fernando Haddad. Foram pagos cerca de R$ 38 milhões à Connasel pela impressão das provas, o que representa um terço do valor do contrato firmado pelo Inep com o consórcio. Ainda de acordo com Reynaldo, caso o consórcio seja responsabilizado judicialmente pelo vazamento da prova, o Estado deve pedir o ressarcimento do dinheiro pago. “Se isso ficar provado, sou obrigado a pedir o ressarcimento”, afirmou o presidente do Inep.

Sem resposta dos banqueiros, bancários mantêm greve

Sem nenhuma novidade nas negociações desde a rodada da semana passada com a Fenaban, que pediu “um tempo” aos representantes dos trabalhadores para levar aos banqueiros a proposta de PLR apresentada pelo Comando Nacional, a assembleia geral da categoria desta segunda-feira, realizada agora à noite no Setor Bancário Sul, manteve a greve por tempo indeterminado.
Há impasse sobre o novo modelo de distribuição dos lucros, o que vem travando as negociações, porque os bancos, mesmo em posse, há mais de dois meses, de duas propostas de PLR apresentadas pelos bancários, ofereceram um modelo rebaixado, que paga menos do que o valor do ano passado.
Contrariando o compromisso firmado com o Comando Nacional dos Bancários, porém, há informações de que os negociadores da Fenaban não se reuniram com os banqueiros para a busca de uma proposta.
“É por isso que a nossa greve vem crescendo e se fortalecendo cada vez mais, em todo o país. Vamos continuar unidos, porque os bancos vão ter que se render”, reforça o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto. “Eles precisam aprender a respeitar os trabalhadores e a população. Não dá para continuar sem o menor compromisso com o país e com os bancários”.
Os bancários realizam nova assembleia nesta terça terça-feira, 6, às 18h, na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul.
BRB
As atividades da Campanha Nacional dos Bancários de 2009 começaram cedo no BRB neste 12º dia de greve em Brasília: houve um ato em frente ao edifício Brasília, no Setor Bancário Sul, às 7h30 para passar os informes aos funcionários sobre as negociações específicas do banco. E para reforçar os protestos contra a falta de avanço e de respeito do BRB com os empregados.
“O BRB, além de abusar, ainda provoca a gente. Na única negociação que aconteceu até agora durante a greve, o banco não falou nada sobre a PLR e ainda negou aos funcionários a isenção de tarifas”, afirmou Antônio Eustáquio, diretor do Sindicato.
O secretário-geral do Sindicato, André Nepomuceno, também mostrou indignação. “O tipo de negociação que eles estão fazendo não condiz com o discurso que eles têm de modernidade, de governança corporativa. Mesmo com a força da greve, que demonstra o alto grau de insatisfação dos funcionários, nada avançou”, desabafou lembrando também que os trabalhadores do BRB exigirão diretrizes transparentes de promoção durante as negociações.
Uma nova reunião de negociação específica foi marcada para esta quarta-feira (7), às 11h, quando a diretoria do Sindicato espera que o BRB pare com as enrolações e as provocações e apresente melhorias na proposta de PLR e atenda as demais reivindicações específicas da categoria. ( do site www.bancariosdf.com.br)

Magistério convoca nova paralisação anti-golpista

A Federação de Organizações Magisteriais de Honduras (FOMH) convocou, no domingo (04), uma nova paralisação de 48 horas nesta semana para demandar a restituição da ordem constitucional e do presidente Manuel Zelaya. A decisão foi confirmada pelo presidente do Colégio de Professores de Educação Média (COPEMH), Eulogio Chávez, quem ratificou que a luta pela recuperação do estado de direito se manterá até conseguir a vitória. Chávez explicou que na segunda-feira, terça-feira e quarta-feira os maestros retornarão às aulas e o resto da semana participarão nas ações convocadas pela Frente Nacional contra o golpe de Estado.
O magistério declarou uma greve geral a partir da segunda-feira 29 de junho, em um dia após o golpe militar que derrocou a Zelaya, e a manteve durante um mês. Posteriormente, a FOMH e seus seis colégios membros decidiram a estratégia de compartilhar a resistência com as classes três dias à semana. Os protestos coincidem com o estado de sítio decretado pelo governo interino faz nove dias e um aumento da presença policial e do exército nas ruas para tratar de impedir as marchas dos opositores ao golpe.
A Frente Nacional realizou assembléias regionais para determinar suas ações para as próximas semanas. Para a quarta-feira, 07, está prevista a chegada ao país de uma nova missão de chanceleres de países da Organização de Estados Americanos (OEA) para promover uma solução à crise mediante o diálogo.
Com informações do site Pátria Latina

The Observer: com Rio 2016, país do futuro vive o presente

A escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 é “a última prova de que para o Brasil, um dos países mais glamurosos e carismáticos do mundo, os bons tempos estão começando”, de acordo com uma elogiosa reportagem publicada neste domingo pelo semanário britânico The Observer.
Tão frequentemente descritos como pertencentes a um país do futuro, os brasileiros viram-se vivendo o presente neste fim de semana”, escreveu o correspondente Tom Phillips, do Rio de Janeiro.
A reportagem do Observer destaca a importância da escolha do Rio para todo o Brasil, mas principalmente para a própria Cidade Maravilhosa, “após anos de abandono e violência urbana”.
O jornal afirma que os investimentos estão voltando ao Rio, que estaria vivendo um “boom econômico e cultural que já levou à recuperação de áreas dilapidadas do centro da cidade”.
A reportagem também destaca a importância dos Jogos Olímpicos do Rio para a auto-estima dos brasileiros, citando palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “O Brasil saiu do patamar de país de segunda classe e entrou no patamar de país de primeira classe.”
Governo Lula
O jornal elogia ainda a situação privilegiada do Brasil, após meses de crise econômica mundial, destacando o crescimento nas exportações do país, o aumento no preço de commodities e as políticas sociais do governo Lula, “que ajudaram milhões de brasileiros pobres a deixar a pobreza desde que o líder de esquerda assumiu o poder”.
“O renascimento incipiente do Rio espelha o boom nacional que, nas expectativas do governo brasileiro, deve transformar o país em uma das potências políticas, econômicas e petrolíferas mundiais”, diz o Observer.
“Em 2007, a sua fortuna recebeu um potencial forte empurrão com o descobrimento de enormes reservas de petróleo na costa, que podem ajudar a tornar o país um peso ainda mais pesado no cenário internacional.”
O jornal britânico vai mais longe ao ressaltar a crescente força da diplomacia brasileira, afirmando que como integrante do G20, “que ofuscou o G8”, o Brasil “está começando a mostrar os seus músculos”.
O semanário também credita a virada na política diplomática brasileira ao governo Lula, “que abriu o caminho para vários presidentes sul-americanos cada vez mais influentes, que estão ajudando a pôr o chamado continente esquecido no mapa”.
No entanto, a reportagem lembra que em meio à crescente importância econômica, política e ambiental, “o Brasil ainda tem vastos exércitos de pobres.”
“O país ainda tem um dos níveis de desigualdade mais altos do planeta, com os 10% mais ricos em posse de metade da renda do país, enquanto menos de 1% dela pinga para os 10% mais pobres”, afirma o Observer. do site da BBCBrasil.

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