Petrobras/Lina Vieira:ex-secretário detecta farsa em notícias da mídia

O ex secretário da Receita Federal do governo FHC, Everardo Maciel, concedeu uma entrevista que desmonta a tese da oposição no Congresso de que houve irregularidades na Petrobrás e interferência do governo na atuação da secretária Lina Vieira que deixou a Receita há duas semanas. Abaixo a íntegra da matéria e entrevista concedida ao repórter Bob Fernandes, do site Terra Magazine:

O pernambucano Everardo Maciel mora há 34 anos em Brasília. Foi secretário executivo em 4 ministérios: Fazenda, Educação, Interior e Casa Civil, e foi Secretário da Fazenda no Distrito Federal. Everardo é hoje consultor do FMI, da ONU, integra 10 conselhos superiores, entre eles os da FIESP, Federação do Comércio e Associação Comercial de São Paulo e é do Conselho Consultivo do Conselho Nacional de Justiça.

Mas, nestes tempos futebolísticos, às vésperas de 2010, com tudo o que está no ar e nas manchetes e, em especial, diante do que afirma Everardo Maciel na entrevista que se segue, é importantíssimo ressaltar que ele foi, por longos oito anos, “O” Secretário da Receita Federal dos governos Fernando Henrique Cardoso.

Dito isso, vamos ao que, sem meias palavras, afirma Everardo Maciel sobre os rumorosíssimos casos da dita “manobra contábil” da Petrobras – que desaguou numa CPI -, da suposta conversa entre a Ministra Dilma Rousseff e a ex-Secretaria da Receita Lina Vieira e da alardeada “pressão de grandes contribuintes”, fator que explicaria a queda na arrecadação:

Com a palavra Everardo Maciel, Secretário da Receita Federal nos 8 anos de governo Fernando Henrique Cardoso:

Terra Magazine – Algo perplexo soube que o senhor, Secretário da Receita Federal por oito anos nos governos de Fernando Henrique Cardoso, não tem a opinião que se imaginaria, e que está nas manchetes, editoriais e colunas de opinão, sobre o caso das ditas manobras contábeis da Petrobras, agora uma CPI?

Everardo Maciel – Independentemente de ter trabalhado em qualquer governo, meu compromisso é dizer a verdade que eu conheço. Então, a verdade é que a discussão sobre essa suposta manobra contábil da Petrobras é rigorosamente uma farsa.

Uma farsa, um factóide?

É exatamente isso. Farsa, factóide. E por quê? Porque não se pode falar de manobra contábil, porque a contabilidade só tem um regime, que é o de competência.

Traduzindo em miúdos, aqui para leigos como eu….

Eu faço um registro competência… quer dizer o seguinte: os fatos são registrados em função da data que ocorreram e não da data em que foram liquidados. Por exemplo: eu hoje recebo uma receita. Se estou no regime de competência, a receita é apurada hoje. Entretanto, se o pagamento desta receita é feito no próximo mês, eu diria que a competência é agosto e o caixa é setembro. Isso é competência e caixa, esta é a diferença entre competência e caixa, de uma forma bem simples.

Cabe uma pergunta, de maneira bem simples: então, Secretário, há um bando de gente incompetente discutindo a competência?

Eu não chegaria a fazer essa observação assim porque não consigo identificar quem fez essas declarações, mas certamente quem as fez foi, para dizer o mínimo, pouco feliz.

Por que o senhor se refere, usa as expressões, “farsa” e “factóide”?

Vejamos: farsa ou factóide, como queiram, primeiro para explicar indevidamente a queda havida na arrecadação. Agora, a Petrobras, no meu entender, tem ABSOLUTO DIREITO (NR: Destaque a pedido do entrevistado) de escolher o regime de caixa ou de competência para variações cambiais, por sua própria natureza imprevisível, em qualquer época do ano. É bom lembrar que a opção pelo regime de caixa ou de competência não repercute sobre o valor do imposto a pagar, mas, sim, a data do pagamento. Essas coisas todas são demasiado elementares. Para especialistas.

Então por que todo esse banzé no Oeste?

Não estou fazendo juízo de valor sobre a competência de ninguém, mas, neste caso, para o governo, me desculpem o trocadilho, o que contava era o caixa. E o caixa caiu. Para tentar explicar por que a arrecadação estava caindo, num primeiro momento se utilizou o factóide Petrobras. No segundo, se buscou explicações imprecisas sobre eventuais pressões de grandes contribuintes, às vezes qualificados em declarações em off como financiadores de campanha. Entretanto, não se identificou quem são esses grandes “financiadores de campanha” ou “contribuintes”. Desse modo, a interpretação caiu no campo da injúria.

Diante desse tempo, o senhor teria alguma espécie de dúvida de que o pano de fundo disso aí é a eleição 2010?

Eu acho que nesse caso, em particular e em primeiro lugar, o pano de fundo era a sobrevivência política de uma facção sindical dentro da Receita.

Seria o pessoal que o atormentou durante oito anos?

Não todo tempo. E de qualquer sorte, de forma inócua.

Sim, mas me refiro para o que reverbera para além da secretaria, do que chega às manchetes… os casos da Petrobras, um atrás do outro.

Todos esses casos são, serão esclarecidos, e acabam, acabarão sendo esquecidos, perderão qualquer serventia para 2010. São factóides de vida curta. Depois disso chegamos à terceira fase do factóide.

Mais ainda? Qual é?

Aí vem a história do virtual diálogo que teria ocorrido entre a ministra-chefe da casa civil, Dilma Rousseff, e a secretária da receita, Lina Vieira. Não tem como se assegurar se houve ou deixou de haver o diálogo, mormente que teria sido entre duas pessoas, sem testemunhas. Agora tomemos como verdadeiro que tenha ocorrido o diálogo. Se ocorreu o diálogo, ele tem duas qualificações: ou era algo muito grave ou algo banal.

Sim, e aí?

Se era algo banal, deveria ser esquecido e não estar nas manchetes. Se era algo grave, deveria ter sido denunciado e chegado às manchetes em dezembro, quando supostamente ocorreu o diálogo. Ninguém pode fazer juízo de conveniência ou oportunidade sobre matéria que pode ser qualificada como infração. Caso contrário, vai parecer oportunismo.

À parte suas funções conhecidas, de especialista, por que coisas tão óbvias como essa que o senhor tá dizendo não são ditas? Já há dois meses essa conversa no ar sem que se toque nos pontos certos, óbvios… Eu não sei porque as pessoas não fazem as perguntas adequadas…

Talvez porque elas sejam incômodas para o jogo, para esse amontoado de simulacros que o senhor aponta? Quais seriam as perguntas reveladoras?

Por exemplo: quais são os nomes dos grandes contribuintes, quando e de que forma pressionaram a Receita? Quando foi inciada a fiscalização dos fatos relacionados com o senhor Fernando Sarney? Quantos foram os contribuintes de grande porte no Brasil que foram fiscalizados no primeiro semestre deste ano, comparado com o mesmo período de anos anteriores e qual foi o volume de lançamentos? Ainda uma outra pergunta: a Receita, em algum momento, expediu uma solução de consulta que tratasse dos casos de variações cambiais como os alegados em relação à Petrobras? Respostas a isso permitiriam lançar luz sobre os assuntos.

Última pergunta, valendo-me de um jargão jornalístico: trata-se então de um amontoado de cascatas?

Não tenho o brilhantismo do jornalista para construir uma frase tão fortemente elegante e esclarecedora, mas, modestamente, prefiro dizer: farsa e factóide. Ao menos, no mínimo, algumas das coisas que tenho visto, lido e ouvido, não passam de factóides. Não passam de uma farsa.

Pela atualização dos índices de produtividade

O anúncio pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva de atualização dos índices de produtividade da terra desencadeou uma furiosa campanha da bancada ruralista contra a medida, apoiada por grande maioria da poderosa mídia, pelo Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes usando para isso da mentira e de argumentos falaciosos, destinados a enganar a opinião pública e a derrubar a iniciativa governamental.
A CPT Nacional vem, pois, a público mostrar o outro lado da moeda.
Está de parabéns o senhor Presidente por este gesto histórico que trará um grande e benéfico desenvolvimento para todo o nosso povo.
Ao assinar esta atualização, atrasada há mais de 30 anos, Lula estará simplesmente cumprindo a Lei Agrária 8.629, de 25 de fevereiro de 1993 que, no artigo 11 determina o seguinte: “Os parâmetros, índices e indicadores que informam o conceito de produtividade serão ajustados periodicamente, de modo a levar em conta o progresso científico e tecnológico da agricultura e o desenvolvimento regional”. Ora, o estudo “Fontes e Crescimento da Agricultura Brasileira” divulgado em julho de 2009 pelo próprio Ministério da Agricultura revela que de 1975 a 2008 a taxa de crescimento do produto agropecuário foi de 3.68 % ao ano. No período de 2000 a 2008, o crescimento foi de 5.59 como média anual. Em 1975 produziam-se 10, 8 quilos de carne bovina por hectare; hoje são 38.6 quilos; a produção de leite por hectare multiplicou-se por 3.6 e a de carne e aves saltou de 372, 7 mil toneladas em 1975, para 10.18 milhões em 2008, segundo o mesmo estudo.
A comparação com outros paises demonstra que, no Brasil, o crescimento do PTF (Produtividade Total dos Fatores) foi o mais elevado: 4, 98% entre 2000 e 2008. Na China, de 2000 a 2006 foi de 3.2%. Nos Estados Unidos, entre 1975 e 2006 foi de 1.95%. Na Argentina, de excepcionais recursos naturais, foi, de 1960 a 2000, de 1.84%.
A conclusão óbvia a que se chega é que por trás desta guerra da bancada ruralista, teimando em manter os velhos índices de produtividade de 1975 está o intento de preservar o latifúndio improdutivo das empresas nacionais e estrangeiras, desconsiderando a função social da propriedade, estabelecida na nossa Constituição Federal, continuando o Brasil, assim, o campeão mundial do latifúndio, depois de Serra Leoa, país africano.
Eles levantam repetidamente o número de 400 mil propriedades rurais que seriam afetadas pela medida, inviabilizando assim toda a produção agrícola no país. Na realidade este número corresponde a apenas 10 % das propriedades rurais, embora ocupem 42, 6% das terras. Com efeito, das 4.238.447 propriedades cadastradas pelo Incra, 3.838.000, ou seja, 90 % não seriam afetadas pela medida. São estas propriedades as que garantem 70 % do alimento que é posto na mesa dos brasileiros. Ao passo que essas outras 400 mil, com o ferrenho apoio da bancada ruralista, são as que recorrem ao governo para adiar indefinidamente o pagamento de suas dívidas com os bancos, como a imprensa tem noticiado com frequência.
À crítica à anunciada medida juntou-se também uma raivosa criminalização dos movimentos de trabalhadores no campo, da forma mais generalizada e iníqua. Entretanto o que se vê no nosso campo é o deprimente espetáculo da multiplicação dos acampamento de sem-terra que se sujeitam, por anos a fio, a condições inumanas de vida na fila da realização, um dia, do sonho da terra prometida de viver e trabalhar.
Os dados de ocupações de terra e de acampamentos, registrados pela CPT e divulgados anualmente mostram um quadro preocupante. Onde há maior concentração de sem-terra é onde o número de assentamentos é menor. E isso justamente ao lado de áreas improdutivas, que a atualização dos índices poderia facilmente disponibilizar para assentamento das famílias. Em 2007, no Nordeste se concentraram 38, 3% das ocupações e acampamentos envolvendo 42, 5% das famílias, No Centro-Sul, aconteceram 49, 5% das ações envolvendo 43, 5% das famílias. Porém os assentamentos promovidos pelo governo aconteceram na sua maioria na Amazônia, onde há mais disponibilidade de terras públicas, distantes dos centros habitados.
Fica claro, pois, que onde há mais procura por terra, no Nordeste e no Centro-Sul, há menos disponibilidade de terras. E um dos fatores que limita esta disponibilidade são os índices defasados de produtividade. Ao lado disso, no Sul, onde foram assentados somente 2, 6% das famílias, estas tiveram uma participação de 42, 06% do total da produção nacional de grãos. Portanto a atualização dos índices de produtividade poderá disponibilizar muito mais áreas em regiões mais propícias ao cultivo de grãos, onde há mais busca por terra e onde a tradição agrícola é mais forte.
Diante de tudo isso a CPT Nacional declara que a alvissareira atualização dos novos índices de produtividade da terra, tantas vezes protelada, é uma exigência de justiça social. Mas a superação da secular estrutural injustiça social no campo e do resgate da dívida social para com os excluídos da terra, vítimas da nefasta política do sistema corrupto e violento que defende a ferro e fogo a arcaica estrutura agrária alicerçada no latifúndio, só se concretizará quando se colocarem em nossa Constituição limites para a propriedade da terra. Então, a partir disso, será possível uma real democratização ao acesso a terra.
Goiânia, 01 de setembro de 2009.
Dom Ladislau Biernaski
Presidente da Comissão Pastoral da Terra

INFORMAÇÃO AOS JORNALISTAS: Na quinta-feira, 3 de setembro, a CPT divulgará os dados parciais de conflitos no campo em 2009. Os dados serão enviados por email aos jornalistas cadastrados no mailing da entidade e, também, estarão disponíveis no site da CPT (www.cptnacional.org.br).

Assessoria de Comunicação
Comissão Pastoral da Terra
Secretaria Nacional – Goiânia, Goiás.
Fone: 62 4008-6406/6412/6400
www.cptnacional.org.br

Câmara discute redução da jornada de trabalho

A bancada do PT definiu como pauta prioritária para este ano a aprovação da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo o líder Cândido Vaccarezza (SP), a mudança é favorável não apenas para os trabalhadores, mas também para o País. “Ao longo dos anos, houve um grande aumento de produtividade no Brasil. Estes ganhos devem ser partilhados com os trabalhadores”, defendeu.

Após longo período de discussão nas comissões internas, a Câmara dos Deputados levou a questão da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais ao plenário, em Comissão Geral realizada na manhã da última terça-feira, dia 25 de agosto. Representantes de sindicatos, entidades patronais, trabalhadores e empresários ocuparam a tribuna para debater os prós e os contras da proposta.

Os sindicatos defendem que o aumento dos custos, consequência da redução da jornada de trabalho, virá acompanhado de um aumento da produtividade, e que a criação de novos postos de trabalho decorrente da necessidade de mais contratações aumentará o número de brasileiros com renda fixa, o que consequentemente aumentaria também o número de consumidores e aqueceria o mercado interno, justamente em um momento de crise em que esse mercado atinge importância fundamental. Assim, o efeito geral da redução seria benéfico para a economia brasileira, assim como aconteceu quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais.

Durante o debate, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, defendeu a importância da redução da jornada sem corte de salários para gerar mais empregos e dividir com os trabalhadores o crescimento da produtividade e do patrimônio das empresas acumulado nos últimos anos. “O resultado das mil maiores empresas do Brasil aponta para uma rentabilidade da ordem de 13, 9% e o aumento da receita da ordem de 18, 4%. Pergunto: não é possível incorporar 1, 99% de custo na folha de pagamento de quem teve esse lucro, essa rentabilidade e esse aumento do patrimônio?”, questionou o sindicalista.

Já o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, denunciou que defendeu a redução imediata da jornada e destacou que os comerciários trabalham, atualmente, até 54 horas por semana. O sindicalista lembrou que as mulheres são maioria nessa categoria. “Como elas podem cumprir esta jornada e cuidar da família, cuidar do futuro do Brasil?”, questionou.

Na avaliação do deputado Vicentinho (PT-SP), que relatou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da redução da jornada de trabalho na comissão especial, parte do empresariado não tem visão social. “As empresas sabem que estão ganhando com mão-de-obra e sabem que vão ganhar com o benefício da redução de jornada, porque um trabalhador que trabalha feliz trabalha melhor”, disse. O deputado destacou que muitas empresas já adotam as 40 horas semanais como jornada. Entre elas, montadoras de automóveis e o setor de autopeças. “Recentemente fechamos também acordo com a indústria farmacêutica para a redução de jornada para 40 horas. Estamos avançando e confiamos na votação da proposta este ano”, disse.

Argumentos apocalípticos de que as empresas iriam à falência pelos custos mais altos não têm mais credibilidade. Como apontou Clemente Lúcio, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a redução da jornada de trabalho é eminentemente uma questão política. Argumentos semelhantes aos apresentados por ambos os lados já foram vistos em outras ocasiões desde a trágica manifestação do 1° de maio de 1886 nos Estados Unidos, quando a jornada de oito horas diárias foi conquistada a custo de muito sangue da parte dos trabalhadores. Segundo dados do Dieese, o Brasil conta com uma alta produtividade e um dos menores custos de hora de trabalho do mundo. Economicamente, estamos preparados para uma redução de jornada.

CNTE no Congresso Interamericano de Administração da Educação

A CNTE participa, na sexta-feira (14), às 16h30, do último dia da programação do 24º Simpósio e 3º Congresso Interamericano de Política e Administração da Educação. O evento, iniciado no dia 12 de agosto, é realizado na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória, e promovido pela Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae).
Juçara Vieira, secretária de Finanças da CNTE, integra o painel de discussão sobre “Políticas públicas de educação e direitos humanos: o papel das entidades da sociedade civil e organizações internacionais”. Ao lado dela, estão Erasto Fortes Mendonça (UnB), Márcia Ângela Aguiar (UFPE), Antônio Lisboa Leitão de Souza (UFRN) e Paolo Fontani (Unesco/Representação no Brasil).
O Simpósio congrega pesquisadores e docentes de educação superior, professores e diretores de escola básica e dirigentes de sistemas de ensino. Juntos, refletem sobre as práticas de gestão democrática da educação na dimensão dos direitos humanos e da formação cidadã. A Anpae organiza o evento em parceria com o Centro de Educação da Ufes e seu Programa de Pós-Graduação em Educação. Conta, ainda, com o apoio de organizações nacionais e internacionais de educação.
Com informações do site da CNTE

Ato em favor de Honduras e pela soberania dos povos latino americanos

A luta pela paz se mantém acesa em todos os movimentos sociais que bravamente resistem a ofensiva do imperialismo. O golpe em Honduras é uma tentativa clara de desestruturar a abertura democratica conquistada com sangue e luta pelo povo do continente latino-americano.
Acenam os donos do capital financeiro e responsáveis pela crise econômica que atravessamos, com a instalação de bases militares na Colômbia como ponto de partida de um plano maior. Somos contra a reativação da Quarta Frota da marinha de Guerra dos EUA nas águas da América Latina, é do interesse americano tomar nossas fontes de energia, mais precisamente o petróleo do pré-sal.
Os avanços na América Latina o “Continente Rebelde” são concretos, governos eleitos legitimamente de cunho popular democrático e antiimperialistas, em uma lição de amadurecimento da participação das classes sociais mais oprimidas na busca por justiça social, desenvolvimento econômico e afirmação cultural. Essa emancipação de nosso povo faz a águia mais uma vez apontar suas garras para a América Latina.
Não compactuaremos com a ideologia belicista dos Estados Unidos que tenta nesse momento lançar uma guerra civil no continente para apresentar mais uma vez sua “colaboração” por meio da sua indústria de armas e exército. Nós não pagaremos a conta de uma crise que não criamos, repetindo a década de 30! Temos aliança sólida em defesa da paz e do progresso social e não nos entregaremos aos desmandos do capital.
Em defesa da soberania e libertação das amarras do imperialismo capitalista norte-americano o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – CEBRAPAZ – promoverá um ato em favor das mudanças políticas que vive o continente e em defesa da democracia , em frente à Embaixada de Honduras no Distrito Federal, no dia 12 de agosto de 2009, às 10h da manhã.
CONTATO: 61 98115390 / 32159732 Iberê
61 99757143 Paulo Guimarães

12 de agosto de 2009
Ato em favor do povo hondurenho e a soberania dos povos latino americanos
10h – Embaixada de Honduras
SHIS QI 19 cj 7 s/n C, 34 – Brasília – DF

Realização: CEBRAPAZ

Apoio: CMS-UNE-UBES-UJS-SINPRO/DF-SINPROEP-SINTERT

Lula sanciona lei que valoriza funcionários de escolas públicas

A partir de sexta-feira, 7 de agosto, funcionários das escolas públicas de todo o Brasil, devidamente habilitados, passam a ser oficialmente reconhecidos como educadores. A lei 12.014 / 2009 foi sancionada quinta-feira (6) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e publicada no dia seguinte no Diário Oficial da União. “É um momento histórico para a educação brasileira. Finalmente, esses profissionais tiveram sua dignidade resgatada”, comemora Roberto Leão, presidente da CNTE.
A sanção da lei, cujo texto foi mantido na íntegra pelo presidente da República, ocorreu menos de um mês após o Projeto ter sido aprovado no Senado. Ela modifica um dos artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9.394/96), discriminando as categorias de trabalhadores que se devem considerar profissionais da educação, mediante a formação em cursos reconhecidos.
“Agora, o novo desafio é exigirmos a aplicabilidade da legislação e cobrar do Ministério da Educação maior empenho no desenvolvimento do Projeto Profuncionário e a criação de cursos superiores para as áreas de apoio escolar”, afirma Leão. Ele diz que a sanção sem vetos da lei 12.014 valoriza mais de um milhão de trabalhadores em educação, e “é um incentivo à formação profissional dos funcionários de escolas, para que tenham o merecido valor na contribuição da melhoria da educação brasileira”.
Com informações do site da CNTE.

A crise do capitalismo

De um lado, novos conceitos de desenvolvimento, tecnologia, relações de trabalho e novo padrão de consumo. Do outro, aquecimento global e devastação da Amazônia. À primeira vista, esses dois temas parecem não ter relação, mas com o cenário de (pós) crise financeira internacional o debate sobre a temática se tornou inevitável. Foi neste eixo que se pautaram as explanações do segundo dia do 10º Congresso Nacional da CUT (CONCUT). Desta vez, quem compôs a mesa foi a senadora Marina Silva e a professora e doutora Tânia Bacelar, que conduziram a conferência “Desenvolvimento, Soberania e Democracia – perspectivas para a sustentabilidade”.
A crise financeira mundial, que, no Brasil, chegou tarde e já dá sinais de partida, direcionou os olhares para as significativas mudanças que estão em curso. Hoje, o cenário macroeconômico mostra o melhoramento das contas externas, o crescimento da produção brasileira, redução da desigualdade social; itens que continuaram crescendo em meio à crise. De acordo com Tânia Bacelar, a façanha se deu graças ao projeto político desenvolvido pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva. “Se essa bolha (a crise) tivesse estourado nos anos 90, o Brasil estaria muito pior do que está hoje”, afirmou Bacelar.
A crise financeira mundial também fez cair o paradigma de modelo dos Estados Unidos da América, berço do capitalismo. O sonho com a utilização desenfreada de máquinas, causando a depredação do meio ambiente em nome da evolução, aos poucos dá lugar ao projeto de desenvolvimento sustentável, ou seja, um projeto que tenha capacidade de atender as necessidades do presente sem comprometer as necessidades futuras.
O processo é lento, mas apresenta resultados. “Hoje, ninguém, nenhum prefeito, tem coragem de dizer para não preservar a Amazônia”, disse Marina Silva. A iniciativa também foi impulsionada pelo projeto político do presidente Lula. Durante seu governo, cerca de 725 pessoas envolvidas em crimes ambientais na Amazônia foram presas.
A senadora também alertou que é necessário que governos, trabalhadores, empresas e a sociedade em geral se empenhem na preservação do meio ambiente, tarefa que tem início com a sustentabilidade política. “A questão é séria”, alertou Marina Silva.
Balanço – Ainda na quarta-feira (5), os 2.461 delegados e delegadas presentes no CONCUT (40% destes mulheres) aprovaram o Regimento Interno do Congresso, debateram sobre a conjuntura nacional e internacional, além de fazerem o balanço da gestão na CUT nos últimos três anos.
Artur Henrique, presidente da Central relembrou que a atuação na CUT neste triênio garantiu conquistas históricas, como a garantia de valorização do salário mínimo, o piso salarial para professores do magistério, a criação de um projeto de lei pela redução da jornada de trabalho, o combate à terceirização, entre outras causas. Artur ainda lembrou que mesmo com a ampliação de outras centrais sindicais, a CUT continua com uma crescente em sua base, prova disso é a representatividade constatada neste CONCUT. “Aqueles que saíram, que dividiram a esquerda, não causaram o impacto que pensariam causar”, afirmou.
Alemanha e Brasil – Com o intuito de estreitar a solidariedade e as relações sindicais internacionais, vários integrantes de movimentos sindicais de outros países, como Canadá, Argentina, Honduras, Espanha, Estados Unidos e vários outros, participaram do CONCUT. Na tarde desta quarta-feira, quem esteve presente foi o vice ministro do Trabalho e dos Assuntos Sociais da Alemanha, Klaus Brandner. O vice ministro reforçou a importância da redução da jornada de trabalho e, principalmente, afirmou que o “trabalhador não pode ser culpado por uma crise que ele não causou”.
Publicações – O 10 CONCUT também marcou a entrada da Central na Frente Nacional contra a criminalização do aborto. Para isso foi realizado um ato público no início da noite desta quarta-feira. O objetivo da Frente é criar um movimento democrático unitário reunindo várias forças para garantir que as centenas de mulheres que são vítimas do aborto todos os dias possam ter autonomia sobre seu corpo.
Em uma atividade contagiante, onde homens e mulheres entoavam gritos de lutas, a secretária de Mulheres da CUT-DF, Rosane Silva, se emocionou ao receber uma homenagem por sua atuação em defesa do reconhecimento do espaço da mulher.
As participantes do CONCUT ainda foram convidados a participar do lançamento oficial da Frente, que acontece nos dias 6 e 7 de dezembro, em São Paulo, quando serão realizados atos em todo o Brasil. Ainda foi solicitado que cada pessoa se responsabilizasse por mobilizar toda a sociedade, com convocações em escolas, locais de trabalho, sindicatos, etc.
Ainda nesta quarta-feira foi lançada a revista “Avançar Rumo a Liberdade, Autonomia e Organização no Local de Trabalho”, uma parceria da CUT com a Confederação Nacional dos Trabalhadores Italianos. Devido ao horário, a publicação da Campanha em Combate ao Trabalho Escravo ficou para a quinta-feira (6).
Com informações do site da CUT

Aprovado projeto que cria Programa Federal de Educação de Qualidade

A proposta que cria o Programa Federal de Educação Integral de Qualidade para Todos, a ser implantado em escolas estaduais, municipais e do Distrito Federal, foi aprovada na quarta-feira (5) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. Para a secretária de finanças da CNTE, Juçara Vieira, o projeto “estabelece objetivos que poderão ser trabalhados na próxima Conferência Nacional de Educação”, diz.
De autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o PLS 320/08 propõe que as cidades escolhidas para a adoção do programa oferecerão horário integral em todas as suas escolas “e os meios para a modernização dos equipamentos pedagógicos e das edificações com qualidade para a implantação de um ambiente que facilite a educação de suas crianças e adultos”.
O programa beneficiará pelo menos três milhões de alunos por ano e será implantado por cidades, sob a coordenação, supervisão, fiscalização e avaliação de resultados do Ministério da Educação, com a colaboração do Distrito Federal, do estado ou do município onde se situam as cidades escolhidas. O Ministério da Educação definirá os critérios para a escolha das cidades nas quais o programa será implantado a cada ano.
O projeto cria também a Carreira Nacional do Magistério da Educação de Base, das escolas públicas de educação de base, e estabelece que o plano de cargos e salários dessa carreira adotará o Plano de Carreira de Magistério do Ensino Básico do Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro. O ingresso na carreira nacional será feito por concurso público e as escolas participantes do programa serão administradas de forma descentralizada sob a coordenação de prefeitos e governadores.
“A maior parte do texto aprovado aponta para uma visão articulada para a criação do Sistema Nacional de Educação. Mas é preciso definir claramente os compromissos financeiros da União, dos estados, municípios e do DF”, opina Juçara. “Além disso, os professores devem receber salários compatíveis com a dedicação exclusiva e o impasse atual com relação à Lei do Piso deve ser resolvido”, completa.
Na justificação da proposta, Cristovam afirma que há, no país, uma convicção de que a educação precisa mudar. O parlamentar sustenta que, com a situação atual, não será possível dar um salto de qualidade no setor em todo o Brasil, que tem 48 milhões de alunos matriculados, 2, 6 milhões de professores, 180 mil escolas. Por isso, propõe implantar a Carreira Nacional do Magistério e o Programa Federal de Educação Integral de Qualidade para Todos por conjunto de cidades.
Segundo Cristovam, “todas as escolas de ensino fundamental desses municípios escolhidos teriam: horário integral em todas as suas escolas, professores com salários elevados, com dedicação exclusiva, selecionados em concurso público federal, e com modernos equipamentos”. O senador acrescenta que, assim, seria iniciado um processo que transformaria o país no prazo de alguns anos: “o Brasil seria outro, mais rico, mais civilizado, sem o muro do atraso nem o muro da desigualdade”.
Em seu voto favorável à proposta, a relatora da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), afirma que o projeto “merece acolhida por seu alcance social e pelo grande mérito que encerra”. Serys apresentou uma emenda à proposta para tornar o projeto autorizativo. “Esse tipo de projeto é de competência do Poder Executivo. Portanto, não cabe ao Legislativo implantar o programa, mas apenas autorizá-lo”, justificou a senadora pelo PT.
A proposta será ainda apreciada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em decisão terminativa.
Com informações do site da CNTE

Prêmio para quem combater a violência contra a mulher

Neste mês de agosto, a Lei Maria da Penha completa três anos. E para marcar a data a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres lançará na próxima quinta-feira (6), às 9h, em Brasília, Prêmio de Boas Práticas e divulgará balanço da Central de Atendimento à Mulher.

O Prêmio Boas Práticas na Aplicação, Divulgação ou Implementação da Lei Maria da Penha foi criado para estimular a correta aplicação da legislação e será concedido às pessoas físicas ou jurídicas indicadas por terceiros, cujos trabalhos ou ações merecem especial destaque no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. São cinco as categorias disponíveis: implantação de programas e políticas; criação e implementação de serviços; idealização ou realização de campanhas; realização de estudos e pesquisas e; realização de matérias jornalísticas.

Balanço– Dados da Secretaria Especial de Políticas Especiais para as Mulheres revelam que mais de 45% dos atendimentos feitos pela Central de Atendimento à Mulher – disque 180, são referentes a informações sobre a Lei Maria da Penha. Balanço também mostra perfil de usuárias, ranking nos estados e regiões.

O evento contará com as presenças da ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire; do ministro da Justiça, Tarso Genro; e da farmacêutica Maria da Penha que deu nome à Lei; entre outras autoridades e ocorre às 9h no auditório da Secretaria. (Assessoria da Secretaria da Mulher).

Acordo permitirá a difusão do idioma nas escolas públicas

“Mi palabra favorita en español es…”. A frase está estampada no mural da filial do Instituto Cervantes, em Brasília. Em breve, alunos de escolas públicas brasileiras também serão capazes de completar a sentença, graças a acordo para promover o ensino do idioma no país, celebrado na terça-feira, 04, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e pela presidente do Instituto Cervantes da Espanha, Carmen Caffarel.
A carta de intenções, assinada na presença da vice-presidente da Espanha, Maria Teresa de la Vega, tem o objetivo de promover o ensino da língua espanhola no Brasil por meio da educação a distância. O Instituto Cervantes, centro de ensino com sede na Espanha, com nove filiais no Brasil, será responsável por formar professores brasileiros e tornar disponíveis recursos didáticos e técnicos para o ensino do espanhol nas escolas públicas.
“Com essa cooperação, a integração entre os países ibero-americanos se torna mais concreta”, afirmou Haddad. O ministro lembrou que, em 2005, foi sancionada a Lei nº. 11.161, que torna o ensino do espanhol obrigatório para todos os brasileiros que desejam aprender o idioma. “Nos faltavam meios para isso. Mas, com as novas tecnologias da educação, será possível revolucionar o ensino de línguas no país”, disse, em alusão à implantação de laboratórios de informática em todas as escolas públicas, com internet banda larga, até o fim de 2010.
Para a vice-presidente da Espanha, a língua espanhola deve ser um patrimônio global. “Graças ao compromisso do governo brasileiro, os estudantes de todas as regiões podem ter acesso ao ensino de espanhol, mesmo sendo o Brasil um país tão grande”, ressaltou. Maria Teresa também destacou a internet como um importante veículo de aprendizagem. “Queremos superar barreiras e fazê-lo por todos os meios possíveis.”
Projeto-piloto – O acordo assinado entre os dois países começa com um projeto-piloto, a ser desenvolvido em três fases. A primeira se inicia este mês, com a capacitação de 30 professores, seis de cada região do país — eles se tornarão multiplicadores do conhecimento. Os professores estarão reunidos no Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, com despesas pagas pelo Ministério da Educação, para aprender a metodologia do centro de ensino, por duas semanas. Em seguida, serão tutores de 600 alunos, em aulas a distância, até o fim do ano.
A segunda etapa, paralela à primeira, consiste na utilização do material didático oferecido pelo instituto. Um dos exemplos se refere a programas que serão veiculados na TV Escola, canal da Secretaria de Educação a Distância (Seed) do MEC. A terceira etapa será a utilização da tecnologia e do ambiente virtual criados pelo instituto.
No fim do ano, representantes dos dois países se reunirão na Espanha para avaliar o projeto-piloto e determinar os próximos passos, entre eles, o número de escolas e de alunos que poderão participar, inicialmente, das aulas e quando elas devem começar. Com a parceria, pretende-se alcançar desde os alunos do quinto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio.
Com informações do site do MEC

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