Desempenho em Enem é prejudicado por baixo investimento

O ministro da Educação, Fernando Haddad, atribuiu à insuficiência de investimentos o baixo desempenho dos alunos de escolas da rede pública estadual, em comparação aos de escolas privadas, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ao comentar os resultados por escola durante evento do Instituto Ayrton Senna, em Brasília, na última quarta-feira, 29, o ministro também destacou a situação socioeconômica dos estudantes.

“A média de investimento nos estados é de R$ 1, 5 mil por aluno por ano. Esse valor é comparável ao de uma mensalidade escolar da rede privada”, afirmou. O ministro lembrou que os investimentos estaduais no ensino médio cresceram cerca de 50% acima da inflação, entre 2002 e 2007. “Mas ainda é muito pouco”, observou.

A média das escolas federais, no entanto, equivale à de países desenvolvidos. “Todas as escolas têm metas estabelecidas pelo PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação). As federais estão muito próximas da meta a ser alcançada em 2021. As estaduais estão longe”, afirmou.

Por outro lado, Haddad destacou que o atual modelo do Enem não compara resultados no tempo e não engloba todo o currículo do ensino médio. “Não é possível aferir melhorias com o atual modelo”, alertou.

Já o novo Enem, proposto pelo Ministério da Educação, como alternativa aos vestibulares, permitirá identificar se houve melhoria no desempenho dos alunos ao longo do tempo. “Hoje, a métrica não é a mesma entre as provas. O novo Enem terá uma nova tecnologia que permitirá a comparabilidade e a orientação do currículo do ensino médio”, explicou.

Quanto às condições socioeconômicas dos alunos, Haddad disse que cerca de um terço dos brasileiros em idade escolar básica vive em condições de pobreza, tem pais com pouca ou nenhuma escolaridade e sofre com problemas que interferem negativamente no desempenho escolar, como as migrações ou o trabalho infantil.

Maria Clara Machado, do MEC

Comissão de recomposição do calendário se reúne hoje

Os dez membros da Comissão de Negociação do Sinpro-DF irão participar nesta segunda-feira, 04, às 17horas, na Secretaria de Educação, da primeira reunião da Comissão que cuidará da reorganização do Calendário Escolar 2009. Essa comissão foi criada após o fim da greve da categoria para que os dias letivos, previstos na Lei de Diretrizes de Base da Educação, sejam cumpridos.

CUT-DF participa de Marcha contra “PEC do Calote”

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, anunciou hoje (04) que já são cerca de 100 o número de entidades que confirmaram participação na Marcha em Defesa da Cidadania e do Poder Judiciário, que vai protestar na quarta-feira (06) contra a Proposta de Emenda a Constituição nº 12, a PEC do Calote dos Precatórios.

A Marcha partirá da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) às 10 horas, rumo ao Congresso Nacional, onde será entregue manifesto contra a PEC ao presidente da Câmara, Michel Temer. Participarão da passeata ministros de diversos tribunais, como STJ, TST, e desembargadores de Tribunais de Justiça de vários estados e Tribunais Regionais Federais (TRFs) e do Trabalho (TRTs), além dos dirigentes das entidades. A CUT-DF também confirmou presença e mobilizará diversos trabalhadores da base dos sindicatos filiados para se unirem ao movimento.

O presidente nacional da OAB previu “uma manifestação forte com essa marcha histórica” em que pela primeira vez os dirigentes do Poder Judiciário, da advocacia e do Ministério Público se juntarão num protesto contra eminente decisão do Legislativo. A PEC foi tachada por Cezar Britto como “uma afronta à cidadania e ao Judiciário, uma vez que consagra o desrespeito às decisões da Justiça quando manda pagar os precatórios”.

Ele sustentou que outro aspecto da PEC que diminui o Judiciário é aquela que limita o pagamento dos precatórios a 2% da receita líquida dos Estados e 1% das receitas municipais, além do sistema de leilão que fará com que os credores vendam seus créditos “na bacia das almas” e da fixação de prazos que permitem que os precatórios só sejam quitados em 100 anos ou mais.

Segundo Britto, dada a repercussão da convocação para o protesto, a expectativa da OAB em torno da Marcha contra a PEC do calote é a melhor possível. O objetivo da marcha é a derrubada da PEC na Câmara – ela já foi aprovada no Senado – e a definição de regras justas para a quitação dos precatórios.

Por: Da CUT-DF, com OAB

GDF pede indicação de nome para discutir reposição

O GDF enviou uma carta ao Sinpro pedindo a indicação de um nome da diretoria da entidade para a formação da Comissão que cuidará da reorganização do Calendário Escolar de 2009. De acordo com a carta, essa medida “visa o cumprimento de 200 dias letivos, previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, bem como a uniformização dos procedimentos relativos à reposição dos dias parados”.

Com a “uniformização dos procedimentos”, o secretário José Valente, que assina a carta do GDF, se remete ao comprometimento do governo de pagar os dias parados dos professores que participaram da greve depois que as aulas forem repostas. A comissão tem como integrantes, além do Sinpro e GDF, a OAB, Câmara Legislativa do Distrito Federal e a Universidade de Brasília.

Em contato com a diretora de recursos humanos da Secretaria de Educação, o Sinpro obteve a informação de que o primeiro encontro para discutir a reposição do calendário acontecerá na próxima segunda-feira, 4 de maio.

A Comissão foi formada por pressão da greve para que o GDF pagasse os pontos cortados no mês de abril. Em Assembléia Geral na última terça-feira, 28, os professores deliberaram pela volta à greve caso o governo não cumpra com o acordado.

Professores lutam pelo piso nacional

Na última sexta-feira, dia 24 de abril, milhares de professores de todo o país interromperam suas atividades para uma greve de advertência em luta pela implementação do piso salarial estabelecido pela lei 11.738/08, em vigor desde janeiro deste ano.

Ainda existem professores, como é o caso no Rio Grande do Sul, que ganham menos que o mínimo determinado pela lei, R$ 950 para uma carga horária de até 40 horas semanais. Outros estados desrespeitam a jornada de coordenação, também prevista na lei, ou complementam a diferença entre o salário atual e o piso com bônus e gratificações, evitando assim incorporar o aumento ao salário do educador.

O presidente da CNTE, Roberto Leão informou que a categoria atendeu ao chamado da Confederação e mostrou disposição de luta. Segundo Leão, a greve de advertência realizada na última sexta-feira, 24, atingiu pleno êxito. “A partir desta semana, todos os sindicatos que participaram da paralisação devem solicitar audiências com os prefeitos e governadores para pressionar a implantação do piso estabelecido em lei”, disse.

A paralização foi ampla, chegando a 95% da rede no Piauí, Maranhão e Pernambuco. Em Brasília, os professores em greve manifestaram seu apoio à paralização durante a assembléia convocada pela categoria na sexta-feira. Leão enfatizou que a categoria continuará mobilizada. “Vamos realizar quantas greves forem necessárias em defesa da implantação do piso salarial do magistério”, reiterou.

(do site da CNTE)

Assembleia suspende a greve. Saiba das decisões.

A assembleia geral dos professores, realizada na manhã da terça-feira, dia 28, aprovou a suspensão do movimento grevista e decidiu aceitar a proposta feita pelo GDF. A grande preocupação da categoria é a forma de recomposição do calendário escolar e o pagamento dos dias parados. Por isso o Sinpro quer garantir a formação o quanto antes da comissão formada pela Secretaria de Educação, UnB, Sinpro, OAB e representante da Câmara Legislativa, que terá como tarefa definir como se dará a reposição.
Desde o final do ano passado, quando iniciamos nossa campanha pelo cumprimento da lei, o GDF atacou a categoria de forma truculenta, com ameaças, utilizando a imprensa para desqualificar nosso movimento, já decidido a dar o calote na categoria.Tentou manipular a opinião pública com informações falsas, tentaram nos dividir e disseram que a proposta, depois da crise econômica, era zero de reajuste.
Não nos intimidamos, resistimos, nos organizamos, fizemos uma greve com garra e combatividade e arrancamos uma proposta, apesar da intransigência do governador. Essa não é a proposta ideal, pois na verdade o que queríamos era o cumprimento da lei. Mas acreditamos que diante da conjuntura econômica de crise, só conseguimos esse avanço pela força e mobilização daqueles que foram à greve e que estiveram na luta. Esta vitória, portanto, deve ser dedicada àqueles não se intimidaram, que colocaram seus interesses de classe acima de interesses pessoais, que estavam na porta das escolas fazendo piquetes de convencimento, que acreditaram que somente a luta nos garante conquistas.
Valeu o empenho, a dedicação e a coragem, atributos de pessoas dignas, que não temem ameaças, que fazem e mudam a história, construindo a consciência e a cidadania, ensinando a liberdade e o respeito aos direitos dos cidadãos. Valeu, companheiros!

Atenção para o que foi acordado com o GDF:

– Reajuste salarial de 5% no mês de maio
– Pagamento do retroativo de março e abril em 6 parcelas a começar também em maio
– Avaliação da Receita Tributária em julho e novembro. Caso o governo tenha uma receita superior a 5%, a diferença será repassada para o salário dos professores com o compromisso do pagamento dos 15, 31% em parcelas até março de 2010.
– Caso não haja o crescimento da Receita, o GDF se compromete a pagar o restante da dívida de 15, 31% em março de 2010 junto com o reajuste do Fundo Constitucional do DF de 2010, descontado o valor da progressão por merecimento de 2009
– Pagamento dos dias parados a partir da recomposição do Calendário Escolar de 2009

Comissão apresentará proposta de reposição

A comissão que representa a sociedade civil vai entregar à Comissão de Negociação do Sinpro nesta terça-feira, 28, às 8 horas da manhã, na sede da OAB-DF, uma proposta do Governo do Distrito Federal que trata da recomposição do calendário escolar e do pagamento dos dias parados dos professores em greve.
A Comissão, organizada pela CUT e formada por membros da Central Única dos Trabalhadores, OAB, Universidade de Brasilía e parlamentares, esteve na tarde desta segunda-feira, 27, reunida com o governador Arruda. Esses representantes da sociedade civil vem tentando ajudar na resolução do impasse criado até então pelo movimento grevista.

Professores fazem carreata em Sobradinho e Taguatinga

Os professores estão realizando na tarde desta segunda-feira, 27, duas carreatas em regiões distintas do Distrito Federal. Uma delas acontece em Sobradinho, com concentração a partir das 14h30, no estádio da cidade. A outra carreata vai acontecer em Taguatinga, com concentração no mesmo horário, no estádio do Serejinho. O objetivo das manifestações é chamar a atenção da sociedade para a greve da categoria, que já dura 20 dias.

Os professores reivindicam um reajuste salarial de 15, 31%. Esse índice é o mesmo do reajuste do Fundo Constitucional do DF para esse ano. Essa vinculação, proposta pelo governador Arruda, foi acordada em 2007 entre GDF e a categoria. O acordo foi transformado em lei, aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito federal , e sancionada por Arruda.

A greve foi decretada em função de o GDF não tem cumprido a lei. Nesta terça-feira, às 10 horas da manhã, os professores realizam nova Assembléia Geral em frente ao Buriti para definir o rumo da mobilização. Antes, às 9 horas, será realizado um ato unificado dos servidores públicos contra o congelamento de salários e a favor da greve dos professores.

Assembléia geral na terça-feira

A próxima assembléia geral será nessa terça-feira, dia 28 de abril, no Buriti, a partir das 10h da manhã. A vitória nessa luta depende de todos nós!

Ato Unificado – Antes da assembléia, no mesmo local, às 9 horas, será realizado o Ato Unificado dos servidores públicos do DF, promovido pela CUT, contra o congelamento dos salários e a favor da greve dos professores. Participe!

Negociação marcada para às 17h de hoje

No início desta tarde deste domingo, 26, o governo do Distrito Federal entrou em contato com a direção do Sindicato dos Professores, marcando uma reunião para às 17h de hoje, para discutir o item seis da proposta apresentada pelo GDF. Ainda hoje informaremos à categoria do resultado da negociação por meio deste site. Aguardem!

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