População é favorável à luta dos professores

Cada vez fica mais claro que a população apóia o movimento grevista dos professores no Distrito Federal. O último indício deste apoio foi uma enquete sobre a greve da categoria realizada pelo portal www.correioweb.com.br . Até o final da noite do último domingo, 12, a maioria dos internautas, 105 comentários, foram favoráveis à paralisação, contra apenas 34 contrários. É o que se chama no dito popular de “lavada”. Uma prova de que a população entende a justiça das reivindicações feitas pelos educadores e educadoras.

Veja alguns dos comentários postados no portal:

“Essa informação não condiz com a realidade, pois os professores não tiveram o referido reajuste. Ademais, a greve dos professores é legítima e merece o respaldo da sociedade. O que está sendo demonstrado, na verdade, é um descaso do governo arruda, o qual, juntamente com o Paulo Octávio, não gosta de servidor público. Nas próximas eleições daremos uma resposta nas urnas para eles”.

Autor: Pablo Regis- 13/04/2009 às 09:58

“Acho que tem que ter greve sim, e esse governo Arruda é um tremendo cara de pau, Brasília é a única cidade do país que não foi afetada pela crise e a arrecadação de impostos aumentou. Quem ganha bem são eles.”

Autor: Giuliano S. de Abreu- 13/04/2009 às 09:48

“Fala-se em maior salário do Brasil, mas alguns ignorantes não consideram que aqui em Brasília é exigido o nível superior para o cargo de professor, inclusive das séries iniciais, o que não ocorre em outros estados. E o governo, que diz valorizar tanto a educação, paga aos professores os menores salários do DF para cargos que exigem nível superior, mesmo estes desempenhando uma função fundamental! Em propaganda o governo gasta milhões, mas para a educação alega não ter dinheiro suficiente? Para custear shows existe dinheiro? O governo está apenas utilizando de uma tática milenar para tapar o sol com a peneira, desviar a atenção do povo com pão e circo, entretanto não é justo que o excelentíssimo governador Arruda menospreze nossa inteligência desta maneira que chega a ser vil! Respeite os trabalhadores! Pois, caso contrário, em pouco tempo os outros servidores também se cansarão da enfadonha espera e começarão a pleitear seus direitos da única forma que o governo ouve, GREVE! Não sou ligado a educação, mas reconheço a legitimidade das pretensões dos professores!”

Autor: Israel- 13/04/2009 às 09:45

“Os Professores estão corretíssimos… Se o GDF já havia aprovado esta LEI O ANO PASSADO, deveria ter cortado o aumento dos Deputados Distritais e ter dado para os seus funcionários. Porque eles não cortam o auxílio moradia deles e investem mais em saúde e educação? Todos os políticos Legislativo e Executivo são demagogos demais…”

Autor: Juliana- 13/04/2009 às 09:42

“Sou a favor da greve, pois penso que o professor da rede pública aqui no Brasil recebe uma remuneração que está muito aquém daquela que seria merecedora. Por se tratar de um setor tão importante como a educação. Teriam que ser um dos profissionais mais bem remunerados da sociedade. Se o GDF não enxerga isso, se não prioriza a educação de nossas crianças, se não investe na educação como uma alavanca para diminuir a desigualdade que existe na sociedade, uma das formas que os professores tem para que sejam notados, infelizmente, é fazendo greve. Só assim o governo sendo pressionado, podem conseguir os seus objetivos.”

Autor: Rômulo Santos Ribeiro- 13/04/2009 às 09:39

“O GDF tá rico…fazendo propagandas do modo que está fazendo só pode estar é muito rico… devia era aumentar em 100% o salário dos professores…”

Autor: Roberto- 13/04/2009 às 09:25

“Educaçao em Brasilia não é Prioridade…Está é a temática do Governo Arruda diante da greve dos professores! Se existe um culpado pela greve, seu nome é ARRUDA!Um governo que só começou a trabalhar 2 anos após a posse, nao tem competência para pedir aos professores que evitem a greve.Arruda, gaste menos com propaganda política e pague aos professores o que é devido ! É inadmissível falar em crime econômica diante dos gastos com propaganda e festinhas pagas com dinheiro público. Brasília não quer festa, quer VIDA!”

Autor: Martins- 13/04/2009 às 08:45

“A greve dos professores é um movimento legítimo. Ao assinar uma lei, no mínimo o que se espera é que a mesma seja cumprida. A sociedade é a principal fiscal que deve zelar pelo cumprimento desta lei que propõe o reajuste salarial dos professores e de todas as outras leis que existem”.

Autor: Sirley – 13/04/2009 às 08:24

“É engraçado! Tudo agora é culpa da crise econômica que assola o mundo. Porque será que o país que não tem recursos para cuidar da educação, da saúde e da segurança de seus cidadãos possui recursos para emprestar ao FMI? Não é apenas paradoxal, é vergonhoso o que esses que se dizem governantes fazem com nosso dinheiro.”

Autor: Marta Veloso- 13/04/2009 às 08:17

“Aplaudo os professores sempre!Porque foi na escola que aprendi os conhecimentos letrados. Os meus valores foram construídos por três instituições importantes: a minha família, a escola e a igreja. Não gosto da forma como os meios de comunicação manipulam a verdade e mostram apenas a versão do governador. A verdade é que o acordo de reajuste para 2009 e 2010 foram feitos através de uma lei proposta e aprovada pelo próprio governador Arruda, que se comprometeu a começar a discutir o reajuste dos salários a partir do índice mínimo do Fundo Constitucional do DF. Só que agora o governador pretende dar o golpe e não conceder o reajuste alegando crises e etc. Na verdade o governador já está recebendo esse dinheiro do reajuste repassado pelo governo fededral desde janeiro de 2009.Quer dar o calote e engambelar a sociedade tentando colocá-la contra os professores. VIOLOU o PAINEL JUROU e CHOROU dizendo que não havia feito.Você ainda acredita nele?Eu não. Professores lutem por seus direitos e levem a greve até as últimas conseqüências, porque essa sim é uma aulla que seus alunos levarão para vida. Desistir é péssimo exemplo para seus alunos.”

Autor: Clay- 13/04/2009 às 07:54

“Os professores estão certos e devem iniciar e continuar com a greve até que este governo mentiroso cumpra o que prometeu antes e depois das eleições.Importante lembrar que em 2010 ela vai rastejar por nossos votos, e eu desejo que todos os cidadãos mandem ele para o PAREDÃO e que ele seja ELIMINADO com 100% dos votos.”

Autor: Sheila Pereira Soares- 13/04/2009 às 04:25

“Todos sabemos que um país de primeiro mundo tem como investimento alvo a educação. Um governo não pode ser considerado sério quando prefere combater bandido que formar cidadão. O Arruda mais uma vez está achando que pode manipular a opinião pública, argumentando através de mentiras como fez no painel eletrônico. Passa por cima de regras, leis como fez no Senado, traindo seus eleitores, e agora a categoria dos professores. Entra ano e sai ano, entra governo e sai governo, e todos pegam a educação para Cristo. Sempre não há receita quando o assunto é aumento desses pobres profissionais da educação que insistem em continuar na profissão por amor ao que fazem. Até os policiais militares, concurso de nível médio, ganham mais que os professores. Que país é esse: Professores sem salários dignos, sendo sempre enrolados quando o assunto é aumento salarial, doentes, sem perspectiva de futuro melhor, depois de anos de estudo e atualização, muitas responsabilidades e muitas vezes atuando como pais, mães, psicólogos. É, esse país é uma vergonha. Precisamos apoiar os professores nessa greve, para fazer valer o que o Arruda des
conhece, LEI.
SOU A FAVOR DOS PROFESSORES, QUE VENHA A GREVE E QUE ELA SEJA HISTÓRICA!!!!”

Autor: Rosane- 13/04/2009 às 01:43

Apelo ao governador: cumpra a lei

Governador, em resposta ao seu apelo publicado pela imprensa no dia 8 de março, fazemos nós o nosso apelo:
Em 2007 e 2008, os professores negociaram exaustivamente com o GDF e priorizaram o diálogo. Como resultado dessa postura, foi feito um acordo e aprovada uma lei que evitou a greve naquele período. O acordo previa reajustes diferenciados em 2009 e 2010 como início de um esforço para a isonomia da carreira com outras de nível superior. Mas, infelizmente, o GDF não reajustou os salários da categoria conforme previsto na lei.
Diante dessa atitude, não restou aos professores outra saída senão decretar greve, a partir da próxima segunda-feira, 13 de abril. Temos consciência dos transtornos que a paralisação traz aos alunos e aos pais, e esperamos que o governador cumpra o seu dever, possibilitando que a normalidade seja restabelecida rapidamente nas escolas.
Por isso, fazemos um apelo ao governador: os dados que apresentamos, mais do que claros, mostram que o GDF tem a possibilidade de cumprir o acertado com os professores. O próprio presidente Lula está fazendo isso com categorias que fecharam acordos em 2007 e 2008. É o caso, por exemplo, dos policiais civis do DF, que por terem o reajuste vinculado ao da Polícia Federal, já receberam o percentual de reajuste acertado. Tudo é questão de prioridade! Se todos concordam que a educação é o único caminho para o desenvolvimento de uma sociedade, porque não apostar que salários melhores significarão professores mais satisfeitos, menos doentes e mais preparados?
Governador Arruda, o senhor próprio admite que é preciso melhorar os nossos salários. Vale lembrar que mesmo com esse percentual de reajuste os nossos salários ainda não chegarão nem perto de outras carreiras de nível superior do GDF. É apenas o começo de uma almejada isonomia. Sabemos que a crise é grave e temos consciência de que o percentual de reajuste do Fundo Constitucional, em 2010, será bem menor do que o reajuste de 2009. Mas no momento sabemos que o FCDF cresceu mais de um bilhão de reais entre 2008 e 2009, o que permite o reajuste pretendido à categoria e ainda sobra bastante dinheiro para aplicação nos outros setores custeados pelo Fundo.
Governador, está nas suas mãos a solução para a greve. Ao contrário do que o senhor externou em seu apelo, não estamos interessados em uma “queda-de-braço”:desde o início da discussão sobre a reformulação de nosso plano de carreira priorizamos o diálogo, inclusive aceitando fechar um acordo escalonado, que previa reajuste em 2008, 2009 e 2010. Hoje lutamos apenas pelo que é um direito garantido por uma lei aprovada por unanimidade por todas as forças políticas com assento na Câmara e sancionada por vossa excelência.
Reconhecer isso é efetivamente priorizar a educação.
Sindicato dos Professores no Distrito Federal.

Terceirizados encerram greve vitoriosos

Terceirizados encerram greve vitoriosos
O Sindicato dos Professores parabeniza os dirigentes do Sindiserviços e à categoria pela campanha vitoriosa, que encerrou uma greve de adesão histórica dos servidores das empresas terceirizadas. O segredo da vitória, temos a certeza, foi a união demonstrada pela categoria.

A greve dos servidores terceirizados que seguia desde o dia 1º de abril, foi encerrada nesta terça-feira (7). Mais uma vez debaixo de chuva, a categoria aprovou por unanimidade o encerramento do movimento paredista e já está de volta ao trabalho.

Depois de uma audiência de conciliação sem êxito no Ministério Público do Trabalho no último dia 6, o movimento que corria risco de ir para dissídio coletivo teve o impasse resolvido na manhã desta terça-feira, no Tribunal Regional do Trabalho. Com representantes da CUT-DF, Contracs e Sindiserviços, que representam os trabalhadores; Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, além do SEAC-DF, sindicato patronal, foi fechado um acordo que proporciona à categoria piso salarial de R$ 502 mais 10% de reajuste incidente em cada vencimento, com data base em 1º de abril. Também foi acordado tíquete alimentação de R$ 8 e a garantia de que nenhum servidor terá ponto cortado devido a adesão à greve. “Depois de tanta ameaça patronal e seis dias de greve de baixo de sol, chuva e frio, nós garantimos vitória”, avaliou a presidente do Sindiserviços, Maria Isabel. A sindicalista ainda afirmou que a categoria permanecerá unida para garantir direitos e conquistar benefícios. “Na data base do ano que vem, se o patrão nos peitar e disser novamente que a gente pode fazer greve, nós não vamos parar 10 mil trabalhadores, mas 20 mil”, afirmou.

Atualmente, a maioria dos 40 mil servidores terceirizados recebem R$ 456, menos que um salário mínimo (R$ 465). Vários deles também estavam há mais de 15 meses sem nenhum tipo de reajuste. “Com a discussão e a decisão de hoje, nós passamos a resolver problemas de precarização tanto do trabalhador como das empresas. Acredito que este é o primeiro passo para que a gente passe a escrever uma nova história para os trabalhadores que prestam serviços”, afirmou Cícero Rola, dirigente da CUT-DF.

A reivindicação inicial da categoria era de 12% de reajuste salarial e tíquete-alimentação de R$ 10. Já os patrões ofereciam apenas R$ 8, 32% de reajuste e tíquete-alimentação de R$ 7.

Unidade na luta
A solidariedade de classe também marcou a greve histórica dos servidores terceirizados do Distrito Federal. Desde a confecção de simples panfletos até a alimentação oferecida aos grevistas foram garantidas graças a colaboração dos diversos sindicatos cutistas que se uniram à luta da categoria. Além da colaboração financeira, os sindicatos também deram peso político à greve dos terceirizados. Em falações, panfletagens, mobilização da base e todas as outras as atividades, o que se viu foi um exemplo de unidade na luta.

“A reivindicação dos trabalhadores foi mais que justa e também por isso nós resolvemos nos unir à luta deles. Acredito que o apoio de todos os sindicatos deu ânimo aos trabalhadores e colaborou para a vitória da categoria”, disse o dirigente do Sindicato dos Auxiliares em Educação (SAE), Denivaldo Alves do Nascimento.

Já Valter Endres, presidente do Sinpaf (Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário), acredita que em todos as mobilizações de trabalhadores deve haver a solidariedade sindical. “Essa não era uma luta só dos trabalhadores de serviço e conservação, mas te todos nós, uma luta em defesa do trabalhador”, afirmou.

Também colaboraram para o desenvolvimento das atividades durante a greve dos servidores terceirizados a CUT-DF, o Sindicato dos Bancários de Brasília, Sintifub (Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília), Sindicato dos Comerciários, Sindser (Sindicato dos Servidores e Empregados na Administração Direta, Autarquias, Empresas Públicas e Sociedade de Economia Mista do DF), Sindsep-DF (Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF), Sindjus-DF (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal e MPU no DF), Sindicato dos Vigilantes e o PT-DF. (com informações da CUT-DF)

Gestores se recusam a substituir

O Sindicato dos Professores parabeniza os professores gestores que trabalham na área administrativa da Secretaria de Educação pela decisão de não substituir os colegas em greve. Demonstraram assim que têm consciência de classe e compromisso com a educação e com a categoria. Os gestores estão de parabéns porque na reunião que ocorreu na manhã desta quinta-feira, 9, com o secretário de Educação deixaram bem clara a posição de não substituir os companheiros.
Ao tentar usar de pressão sobre os gestores, o GDF só conseguiu irritar mais a categoria, que considera um desrespeito a coação exercida.

Desesperado, GDF pode utilizar diretores para delação

A greve da categoria ainda nem começou e o Governo do Distrito Federal já está fazendo terrorismo com os professores. Essa é uma velha tática usada com o intuito de desmobilizar os educadores e educadoras que se unem em torno do movimento grevista. Nesse sentido, tentarão ameaçar os professores por meio dos diretores, incentivando a delação, e com o uso da força policial.
O Sinpro foi informado de que o Secretário de Educação, José Valente, desesperado com a decretação da greve, mandou uma carta aos diretores pedindo que fizessem uma lista com o nome dos grevistas. Essa lista deveria estar pronta antes da segunda-feira, primeiro dia de paralisação. A intenção com isso seria convocar professores temporários para cobrir as vagas e pressionar os educadores a furarem a greve.
O Sinpro repudia essa prática absurda e covarde. E esclarece que os professores, caso sejam contactados, não são obrigados a informar se vão participar do movimento grevista. É importante que cada educador e educadora tenha consciência de seu papel na luta. Os diretores não devem ser submissos às circulares que vão surgir aos montes durante o movimento. Como professores que são, precisam respeitar o direito à greve.
O descumprimento a circulares e ordens desse tipo está garantido ainda pela lei 8.102, que rege os vínculos trabalhistas com o GDF. Ou seja, sua função como gestor escolar não está ameaçada por essa espécie de coação.

Polícia para quem precisa – Outra informação que chegou até o sindicato é de que o governador Arruda pediu reforço policial durante os piquetes dos professores nas escolas. Esta é outra prática autoritária, mas que não irá coibir quem está participando do movimento. Os professores sempre apelaram pela paz e pelo diálogo e farão uma greve pacífica, sem aceitar provocações. Afinal, a Lei está do lado da categoria. Quem não a cumpriu foi o GDF.
Tranquilize-se – O Sindicato já mobilizou o jurídico da entidade para que, num ou noutro caso, advogados sejam acionados para resolver qualquer pendência. Mas, nesse momento de tensão, a melhor saída ainda é a tranqüilidade. O Sinpro está atento para defender o professor, que deve denunciar diretores que queiram delatar seus companheiros ou qualquer qualquer ação policial violenta.

CNTE envia carta a Arruda

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) enviou carta ao governador do DF, José Roberto Arruda, expressando sua preocupação em relação ao descumprimento do acordo do Plano de Carreira dos educadores, o que levou os professores do DF a decidirem paralisarem suas atividades por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 13. Confira a íntegra:

Senhor Governador:

Ao cumprimentá-lo, cordialmente, vimos expressar nossa preocupação em relação à greve deflagrada pelo magistério público do Distrito Federal, na tarde dessa sexta-feira, em razão do descumprimento do acordo firmado por sua Administração com o SINPRO/DF, o qual, inclusive, sacramentou-se em âmbito da Lei 4.075, que regulamenta o plano de carreira da categoria.

Não obstante as diversas interpretações quanto à correta aplicação dos recursos constitucionalmente vinculados à educação (art. 212, CF/88), aos quais se deveriam acrescer 1/3 (um terço) do Fundo Constitucional do DF, o fato é que a receita tributária do Distrito Federal não foi encaminhada pela crise econômica mundial, razão pela qual não vemos motivos para que o GDF descumpra a Lei 4.075.

Outrossim, a manutenção desta postura negativa significa, ainda, deixar de cumprir o acordo de equiparação salarial entre os servidores do DF, por nível de formação, também assumido por V. Exa. perante a categoria do magistério.

Na expectativa de que V. Exa. Reconsidere sua posição em prol da educação pública do Distrito Federal e da valorização de seus profissionais, subscrevemos-nos.

Roberto Franklin de Leão
Presidente

Moção de apoio aos professores do DF

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, entidade representativa de mais de 2, 5 milhões de profissionais da educação básica pública no Brasil, à qual o SINPRO – Sindicato dos Professores no Distrito Federal – é afiliado, vem a público manifestar seu irrestrito APOIO à greve deflagrada nesse dia 7 de abril, com início marcado para o próximo dia 13, por entender que a luta por melhores condições de trabalho e pela qualidade social da educação pública é legítima.

Para a CNTE, somente mobilizados e organizados, os professores poderão construir uma escola pública gratuita e de qualidade para todos e em todos os níveis e modalidades de ensino. A deflagração de greve é o último recurso usado pelos trabalhadores na luta por melhores condições de trabalho.

Neste sentido, a direção da Confederação espera que o Sr. Governador José Roberto Arruda restabeleça o canal de negociação com os professores, que têm o direito constitucional à livre associação sindical e, consequentemente, o direito de negociar as suas condições de trabalho e perspectivas de carreira para o funcionamento permanente da educação pública.

Assim, a CNTE espera que seja encaminhada, com urgência, uma proposta concreta para as reivindicações da categoria, com o intuito de por fim o mais breve possível à greve, sobretudo atendendo aos anseios da população por educação pública de qualidade e da categoria por dignidade e reconhecimento profissional.

Comunicado de greve foi apresentado na terça-feira

Às 17h30 de terça-feira, 7, o diretor do Jurídico do Sinpro, Washington Dourado, acompanhado do advogado Roberto Gomes, protocolaram na sede do GDF (Buritinga) o comunicado de greve da categoria. No documento o Sindicato informa que a greve será iniciada na próxima segunda-feira, dia 13. Essa comunicação faz parte das exigências para o exercício do direito de greve, que o Sinpro está cumprindo rigorosamente.

Professores decretam greve por tempo indeterminado

Os professores votaram em peso a favor da greve por tempo indeterminado na Assembléia Geral realizada nesta terça-feira, 7, em frente ao Buritinga. A categoria respondeu em peso à convocação feita pelo Sinpro. Milhares de educadores e educadoras lotaram o estacionamento onde foi realizada a assembléia, mostrando disposição e convicção para o movimento grevista. A paralisação está marcada para começar na próxima segunda-feira, 13 de abril.

A Assembléia Geral aconteceu no dia seguinte à reunião realizada entre o Sinpro e o Governo do Distrito Federal. No encontro, o governador Arruda e o secretário de Educação, José Valente, limitaram-se a entregar uma carta com quatro páginas na qual não apresentaram qualquer proposta alternativa aos 15, 31% reivindicados pelos professores. Apenas repete os mesmo argumentos apresentados até agora para a categoria, como perda de recursos, contingenciamento e dificuldades ocasionadas pela crise mundial.

A partir das 9 horas da manhã, os professores, vestidos com a camiseta da campanha, começaram a chegar e receberam o jornal do Sinpro com as informações da negociação e um anexo com a carta, na íntegra, do GDF. A disposição dos professores, diante da falta de proposta do governo era para a paralisação. “O acordo foi descumprido e a gente não pode aceitar isso. Se ele jogou no chão a lei, só nos resta a alternativa da greve”, argumenta Thiago Oliveira, professor no Recanto das Emas.

“Arruda está querendo nos embromar com essa história de crise mundial. Ele teve tempo suficiente para se programar e pagar nosso reajuste. Além do mais, é lei. Ignorar a nossa proposta é ignorar o trabalho dos professores. Diante do calote, a greve é inevitável”, defende Maria José Goulart, professora na Vila Planalto.

Ao lado dos professores compareceram estudantes com nariz de palhaço, caras pintadas, faixas com palavras de ordem e apito na boca, apoiando os professores. “Apoiamos os professores porque sabemos que um professor valorizado é mais feliz dentro da sala de aula. Com isso, a gente ganha muito. Todos os estudantes da minha escola, a CEMTN, pararam para vir pra cá”, conta o aluno Douglas Brasil.

Animados, apesar da ameaça de chuva, os professores não demoraram muito a votar o indicativo de greve apresentado na Assembléia Geral, que contou ainda com a presença de parlamentares do Partido dos Trabalhadores e líderes de vários sindicatos. Às 11 horas da manhã, 80% dos professores presentes à assembléia votaram a favor da greve por tempo indeterminado. “Professor na rua, Arruda a culpa é sua”, reagiu em coro a categoria à decisão.

“O Arruda é arrogante e a gente não pode se retrair diante das provocações dele. Por isso e por causa do desrespeito dele, a gente tem que se unir em torno dessa greve. É a forma de dizer que os professores têm coragem”, vibrou o professor José Bonifácio de Souza, de Taguatinga. “A união é muito importante nesse momento. Por isso, vamos entrar nessa greve com muita vontade, mostrando que temos consciência do que queremos”, reforçou Rose Carvalho, de Samambaia.

Ainda nesta tarde de terça o Sinpro vai protocolar uma carta junto ao GDF, Tribunal Regional do Trabalho-TRT e Tribunal de Justiça informando sobre a decisão da Assembléia Geral. Somente 72 horas após esse protocolo, conforme previsto em lei, uma categoria pode entrar em greve, o que leva o início da paralisação para o dia 13 de abril. A Assembléia definiu a próxima Assembléia Geral para o dia 15 de abril.

DEPOIMENTOS DOS PROFESSORES

“Eu acabei de entrar na Fundação e esperava mais tolerância do GDF. No momento em que não faz nenhuma contraproposta, o governo demonstra falta de compromisso não só com os professores, mas com toda a comunidade. Quando ele culpa a crise, só está enrolando a gente. Os professores não queriam greve, queriam o cumprimento da lei. O reajuste foi definido por lei. Agora é greve e só com luta a gente vai conquistar esse direito. Por isso acho que essa vai ser uma greve forte”

Ana Lúcia Alves Lima, Centro de Ensino Fundamental 510, Ceilândia

“Eu já esperava que o Arruda não fizesse proposta alguma. A Assembléia Geral está dando uma resposta a ele. Com isso o governador só desrespeita os professores. A única solução agora é a greve mesmo. Essa greve é em nome da dignidade e pelo cumprimento da lei. Eu ensino meus alunos a serem cumpridores da lei e na hora de nós cobrarmos o cumprimento de uma lei, vamos ficar quietos? De jeito nenhum. Eu não posso ficar quietinho diante desse desrespeito. Essa greve vai ser histórica”

Fábio Bitar, Centro de Ensino Fundamental 05, de Planaltina

“O Arruda prometeu e tem que cumprir a lei. Ele não precisa fazer nenhum favor para o professor, apenas cumprir a lei. É o mínimo. O Arruda já não era exemplo antes de eleito, agora que se mostra descumpridor da lei, pior ainda. Qualquer pessoa que sabe ler, vê que culpar a crise para não pagar nosso reajuste é uma furada. A greve é a solução que o próprio Arruda nos deu. Não que quiséssemos isso. Foi ele que motivou. Espero que a greve seja unida , uniforme e com a participação da comunidade e dos alunos”.

Valdilene Almeida, Centro de Ensino Médio 03, Gama

“A falta de proposta do Arruda é típico dele, ele está apenas revelando aquilo que sempre foi. Ele deu o calote e cabe a nós professores corremos atrás de nossos direitos. Ele vai procurar todos os meios para não pagar nosso reajuste e a crise não é desculpa pra isso. Mas, apesar disso, no final das contas, com a nossa mobilização, ele vai ter que cumprir o que prometeu. E não podemos aceitar nada abaixo dos 15, 31% a que temos direito de fato. Infelizmente, a única saída é a greve. Os professores estão na luta há muitos anos e não vai ser essa pressão do Arruda que vai fazer com que a gente baixe a cabeça.”

Valderson Cardoso, Caic, Sobradinho 2

“O descumprimento da lei é um desrespeito à nossa classe. Afinal, o professor é um batalhador, é um guerreiro. Estar dentro de uma sala de aula e se você não estiver realmente preparada pra trabalhar com nossos alunos, o que vamos ter no futuro? O GDD deveria dar mais valor ao professor, porque sem o professor ninguém jamais chegará a algum lugar. A gente tem mais é que lutar, uma luta em conjunto, grudar um no outro mesmo e vamos embora. É com união que nós venceremos essa batalha. Não estamos pedindo nada de absurdo com essa greve, apenas os nossos direitos”

Sandra Maria, professora aposentada, Plano Piloto

“A falta de proposta do GDF reafirma uma postura de intransigência. Primeiro com o descumprimento da lei. O fato da gente estar chegando em meados de abril de 2009, discutindo um acordo que foi feito em 2007 por ele não ter sido implementado é um absurdo. Nós professores no Distrito Federal mostramos um grau de transigência, de paciência, mas que chegou ao seu limite. A postura do governador de não apresentar uma proposta material que se aproxime daquilo que a lei acena, empurra a categoria para a greve. Se tem uma categoria que tem trajetória de luta e dá exemplos concretos de como se construir uma sociedade que acene pra emancipação humana, essa categoria se chama professor”

Roberto Leal, professor do Plano Piloto

“Eu achei o que todo mundo achou: a falta de proposta de Arruda é ridícula. O dinheiro já existe e não tem porque adiar o pagamento do reajuste dos professores. A greve é justa porque o governo desrespeitou uma lei firmada. O GDF tem que ser o primeiro a por em prática as determinações legais. Esse é um governo desacreditado e espero que isso se reflita nas próxima eleições. O governo vinha empurrando a gente aos pouquinhos para a greve. Eu vou para a greve porque essa é a única forma de luta para pressionar o gov
erno”.

Marcilene Reis, Centro de Ensino Médio 01, Gama

Governo não apresenta proposta: todos à assembleia

Em reunião com a comissão do Sinpro, ontem, 6, o governador Arruda se limitou a apresentar uma carta de quatro páginas em que não faz nenhuma proposta e repete a cantilena de números e tabelas que já foram apresentadas em outras ocasiões.
Com um discurso vazio, o governador José Roberto Arruda e o secretário de educação José Valente confirmaram o calote que já haviam ameaçado aplicar nos professores. O GDF continua usando de dissimulação, chantagem emocional e falsos argumentos financeiros.
Ao contrário do que falou a imprensa, o pedido de prazo para cumprir a lei não foi formalizado. Nem sequer apresentou uma outra proposta de índice como alternativa aos 15, 31% do Fundo Constitucional. Chamou assim, implicitamente, os professores para a briga. E esse é o único caminho para quem, como nós, é vítima da arrogância de um governante que não sabe valorizar nosso trabalho. Por isso, companheiros, esperamos todos à assembléia para deliberar a respeito do indicativo de greve. É fundamental a presença de todos!!!

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