Arruda quer dar o golpe: todos à Câmara nesta sexta!
Jornalista: sindicato
Atenção, delegados sindicais, professores em coordenação e abono: temos um compromisso importantíssimo nesta sexta-feira, 27 de março, às 13h, na Câmara Legislativa. Neste dia e horário o governador Arruda, apoiado por deputados distritais que sustentam o seu governo, quer dar um golpe nos professores e aprovar uma lei que pretende congelar os salários dos servidores. Todos os professores que puderem devem comparecer ao local neste dia! Essa é uma atividade da campanha salarial. Se os delegados necessitarem de transporte em sua escola ou regional devem entrar em contato com o Sinpro! Entendemos que esse embate é político, pois na verdade esse projeto não revoga a lei do nosso plano de carreira, apenas dá mais um instrumento de pressão e intimidação ao GDF. Precisamos dizer aos parlamentares, que, ao invés de aprovar a toque de caixa uma lei para beneficiar o governo Arruda, eles devem usar o mandato delegado pelos seus eleitores para buscarem uma saída negociada para fazer valer a lei 4.075, que foi aprovada por eles e sancionada pelo governador no final de 2007. Todos à luta, companheiros, porque a batalha está apenas começando e quem tem o justo do seu lado não deve temer a luta! Solicitamos ainda que os professores enviem e-mails aos parlamentares da Câmara Legislativa, exigindo o respeito à lei e solicitando apoio à luta dos professores. Seguem os e-mails dos deputados em exercício do mandato.
Corte no orçamento de 2009 não vai prejudicar reajuste
Jornalista: sindicato
Tudo indica que a pressão realizada pelos servidores públicos federais sobre o governo surtiu efeito. Em pronunciamento nesta quinta-feira (19), o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, voltou a afirmar que o pagamento escalonado do reajuste salarial negociado com os diversos ramos do funcionalismo público está garantido. “Nós temos uma programação de reajuste para julho deste ano e julho do ano que vem e nós não mudamos nada, os compromissos que nós fizemos estão mantidos. Ontem eu fiz uma reunião com sindicalistas para comunicar isso, ressalvando que caso haja uma degeneração expressiva nas nossas receitas nós teremos que conversar novamente, mas, de fato, não há nenhuma mudança sobre isso”, afirmou.
Paulo Bernardo ainda projetou um corte de R$ 21, 6 bilhões no Orçamento de 2009. De acordo com o ministro, o crescimento da economia do país neste ano também teve queda: de 3, 5% para 2%, uma conseqüência da retração de 3, 6% do PIB (Produto Interno Bruto), registrada no último trimestre do ano passado. Ainda assim, o percentual supera a estimativa do mercado financeiro (0, 59%).
No pronunciamento, o ministro voltou a dizer que projetos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), investimentos na área de educação e programas sociais também não sofrerão corte.
Luta por reajustes salariais Ao longo de 2008, os diversos ramos do funcionalismo público acordaram com o governo reajustes salariais, de porcentagens diferentes – de acordo com a necessidade de cada um –, que seriam pagos até 2010, atingindo 1, 8 milhões de servidores entre ativos, aposentados, pensionistas civis e militares. Entretanto, o cenário de crise financeira preocupou os beneficiados.
Como parte da Campanha Salarial 2009, cerca de quatro mil servidores federais marcharam ontem (18), na Esplanada dos Ministérios. O objetivo da manifestação foi garantir o cumprimento do acordo feito com os trabalhadores, além do atendimento a outros itens da pauta de reivindicação apresentada, como a paridade entre ativos e aposentados e a aprovação da Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Na parte da tarde, 15 representações sindicais, entre elas a CUT, participaram de uma reunião com o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento. Na ocasião, Bernardo reafirmou o cumprimento do compromisso feito com os seguimentos. “O debate foi extremamente positivo. Além da discussão sobre o reajuste salarial, outros temas da pauta de reivindicação dos trabalhadores também foram abordados pelo ministro. Depois do encontro, alguns representantes sindicais disseram inclusive que estavam aliviados”, avaliou a dirigente da CUT Nacional, Lúcia Reis. Por: Vanessa Galassi, da CUT-DF
A reportagem do Correio Braziliense do dia 08 de março de 2009, intitulada “GREVE SEM CAUSA” colocou em destaque um embate que não se restringe ao momento presente, mas faz parte de uma histórica luta entre os que jogam contra uma educação de qualidade sociocultural e os que jogam em favor de uma educação que promova a vida digna para todos. Indubitavelmente o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (SINPRO-DF) sempre teve uma história de luta em favor da melhoria da educação, inclusive na defesa ética do valor dos educadores e educadoras que não apenas formam crianças, jovens e adultos, como devolvem à sociedade, às empresas, aos cargos públicos e particulares o resultado de uma longa caminhada da sala de aula, do árduo trabalho administrativo-pedagógico e de um compromisso social inerente ao papel da escola como instituição social. Greve com causas tem a pretensão de contrapor ao “Greve sem causa” a partir de um lugar muito concreto: o de um educador que vê e sente na carne os mais diversificados problemas educacionais e, ousadamente, traduz a indignação de milhares de professores(as) que vivem a mesma vida e a mesma morte Severina. Obviamente, toda a luta dos professores (as) em qualquer Estado brasileiro, particularmente no Distrito Federal, tem múltiplas causas, a começar pelo cenário de desprezo das escolas públicas: sucateamento, ausência de recursos tecnológicos, salas superlotadas, falta de carteiras para alunos, violência dentro e fora da escola, ataque aos professores ( física, psicológica, simbólica), plano e saúde moribundo, plano de moradia só no papel e etc. A luta pela melhoria do Plano de Carreira dos Professores (as) do Distrito Federal é ampla, portanto a reivindicação de espaços condizentes, de segurança no trabalho, de recursos apropriados às necessidades do mundo contemporâneo e o respeito pelo profissional da educação estão estreitamente vinculados à luta pela melhoria salarial. Há uma contradição e uma incoerência ético-política ao dizer “Greve sem causa”. É um discurso contraditório, porque greve é causa e consequência se considerarmos o contexto como tal. Enquanto conseqüência, decorre da truculência e intransigência das lideranças políticas (governo) que descumpre a Lei e desrespeita acordos. A greve, neste sentido, é um instrumento-limite diante de uma opressão institucional. É causa enquanto instrumento de luta diante das barreiras que impedem a afirmação de direitos. É incoerente porque quem publica um texto afirmando “greve sem causa” sabe muito bem que toda luta tem uma causa, melhor dizer, causas. Nenhuma pessoa em sã consciência consegue negar a relação de causa e efeito. Se o governo fez um acordo e o legitimou com pessoas sérias(Sindicato e categoria dos professores) e, no decorrer do tempo, passa por cima de acordo e da Lei, obviamente, pela própria natureza crítica, propositiva e emancipatória do educador(a), uma reação seria inevitável. A equipe do Correio (Liliamn Tahan e Elisa Tecles), estão situadas em duas situações: produtos e produtoras. Não dá para pensar ingenuamente que a envergadura e o desdobramento da reportagem tenha apenas um significado subjetivo. Trata-se de uma linguagem carregada de poder, ainda que produzindo um efeito contrário, o que revela ter brotado de um contexto bem concreto: o da defesa de interesses particulares. Uma questão é fundamental neste processo de embate ético-político, por vezes jurídico: a equipe citada jogou contra ou a favor da educação? Certamente, quando se joga contra uma coletividade, particularmente os professores (as), ataca-se a educação com toda a sua significação de pessoa, de sociedade e de mundo. Crime de lesa-futuro? Ora, se lutar por causas justas é lesa-futuro, qual o significado da educação que tem como princípio a promoção da cidadania como exercício e não apenas como discurso? Como ensinar ao aluno (a) que o exercício da cidadania se conquista por meio da luta, do compromisso social e do engajamento se o professor (a) que tem esses princípios é considerado lesa-futuro? As orientações curriculares para o Ensino Médio, por exemplo, da própria Secretaria de Educação do DF propalam a necessidade de uma atuação consciente, comprometida e crítica dos alunos. Está prerrogativa só se veicula quem a tem e exercita, portanto, negar a luta dos professores é colocar por terra argumentos contidos em orientações curriculares e outros documentos. É inegável que Sindicato dos Professores do Distrito Federal exerce o seu papel com inteira responsabilidade, senso ético e principalmente com o desejo de fazer valer a Lei, o acordo já firmado e o respeito à categoria dos professores que merecem um tratamento respeitoso e condigno com a sua função. Nesta perspectiva, tudo indica que uma possível greve não terá o mínimo sentido de “lesa-futuro”. Terá sim, um significado singular dentro de uma trajetória histórica de luta, compromisso e enfrentamento. Lesa-futuro tem a ver, sim, com a imagem construída negativamente pelas lideranças políticas, via experiência de (corrupção). É a corrupção que produz um lesa-futuro. É a centralização dos bens de maneira egoística que é lesa-futuro. Quando se pergunta a um adolescente o que vai ser quando estiver adulto, diz “ser um político, porque este pode roubar”. É essa auto-imagem construída negativamente por meio da falta de escrúpulo de muitas lideranças políticas que é lesa-futuro, comprometendo o presente e o futuro não só de adolescentes e jovens, mas de toda a sociedade. Qualquer pessoa que ocupa o poder público com feição nazi-facista e corrupta não é apenas “lesa-futuro”. É sobretudo “lesa-presente”, mas o que fica de lição de tudo isso? Se o pensamento de Platão vive, há que fazer memória revolucionária de seu pensar, quando disse que a linguagem é um “pharmakon, ou seja, um remédio, um veneno ou um cosmético”. Para entender essa expressão Platônica, basta observar o veneno que saíram das palavras (escritas), ora ditas e não-ditas no contexto a que se propõe avaliar. Se para a equipe do Correio Braziliense, o ataque aos professores (as) do DF significou algo positivo, para os professores (as) revelou um veneno produzido e ingerido pelo próprio produtor. Da mesma forma, a linguagem repleta de maquiagem da realidade surtiu um efeito contrário, abriu horizontes e se transformou em remédio. Tudo leva a crer que cada palavra proferida por quem atacou com veemência o direito dos professores (as) se tornou uma ferramenta para realimentar a indignação e mobilizar para transformar…
Deu na Folha: livro de geografia distribuído pelo governo José Serra em São Paulo tem dois paraguais! É isso mesmo! E ainda por cima os alunos da sexta série receberam o referido livro com a localização invertida do Uruguai e do Paraguai e com a não-inclusão do Equador no mapa “fronteiras permeáveis”, o que impede os alunos de responderem à questão, do mesmo livro, sobre quais os países sul-americanos que não fazem fronteira com o Brasil. Sônia Castellar, professora de metodologia do ensino em geografia do curso de Pedagogia da USP (Universidade de São Paulo) considerou os erros um horror e gravíssimos. Na opinião dela, um material distribuído pelo Estado deveria ter uma avaliação mais rigorosa. Mas o que a Secretaria de Educação do governo José Serra fez foi responsabilizar a Fundação Vanzolini, que edita a publicação, pelo erro. Será que é esse o mesmo tipo de qualidade da Educação que pretendem implantar aqui em Brasília, já que vários dos projetos desenvolvidos pelo tucanos têm sido transplantados para Brasília? Quem não se lembra que as apostilas da aceleração de aprendizagem eram cópias que mantinham até oa marca da secretaria de educação de São Paulo?
Não é verdade de que haverá contingenciamento do Fundo Constitucional para o ano de 2009 na ordem de quase 230 milhões de reais, diminuindo-o de 18, 9% para cerca de 15%. Essa informação foi propalada pelo GDF e muito repercutida na imprensa nos últimos dias, mas na verdade o Fundo não pode ser contingenciado. A verdade é a seguinte: conforme os normativos legais do governo federal (clique aqui e veja o decreto que mostra essa legislação) há vários casos em que as verbas não podem ser contingenciadas, entre elas os recursos para a manutenção da polícia civil, da polícia militar e do corpo de bombeiros do DF, bem como os recursos para a assistência financeira para execução, pelo GDF, de serviços públicos de saúde e educação. Para explicar melhor: após a aprovação do Orçamento, o Governo tem até 30 dias para publicar a sua programação orçamentária e financeira para o exercício. É este o instrumento legal que contingencia os recursos – o Decreto 6752/2009, de 28 de janeiro deste ano (em anexo). Conforme podemos verificar na parte iluminada do Decreto, estão previstas nele as exceções que não poderão sofrer limitações de empenho financeiro (contingenciamento). O inciso IV (iluminado no Decreto) remete ao anexo V da LDO 2009 (em anexo), que elenca as despesas que não podem ser contingenciadas, entre elas o Fundo Constitucional (ponto iluminado no Anexo V). O extrato em anexo serve somente para remeter ao texto legal – no caso, a Lei de Responsabilidade Fiscal – que regulamenta essa história de que o Governo tem até 30 dias para fazer a sua programação financeira e, se necessário for, contingenciar recursos previstos no Orçamento da LOA 2009. Ou seja, mais uma vez o GDF manipula dados para justificar a sua decisão de não conceder o aumento dos professores. O que você acha disso? Debata no blog da campanha salarial.
Os quatro deputados distritais do PT reservaram a manhã de quarta-feira, 11, para se unirem à luta dos professores da rede pública do Distrito Federal. A categoria cobra o cumprimento de lei distrital, de autoria do Executivo, que garante aumento aos educadores compatível com o reajuste do Fundo Constitucional do DF, que esse ano foi de 19, 98%. Erika Kokay, Cabo Patrício, Chico Leite e Paulo Tadeu foram unânimes ao comprovar que o GDF tem dinheiro em caixa para cumprir com o compromisso firmado. Eles criticaram a postura adotada pelo governo local de ficar à margem da lei e se solidarizaram aos trabalhadores que exigem, legitimamente, o reajuste salarial. O deputado federal pelo PT Geraldo Magela e o presidente Regional do PT, Chico Vigilante, também fizeram discursos inflamados contra o descumprimento da lei e em defesa dos professore. “Não há justificativa lógica para o GDF não repassar o dinheiro do Fundo Constitucional, que foi maior do que em 2008 e já teve duas das 12 parcelas depositadas”, defendeu a deputada Erika Kokay, líder do PT na Câmara Legislativa. “O governador Arruda dá mais uma demonstração de que a Educação não é prioridade do seu governo. Arruda cumpre acordos e compromissos com empresários, mas não com a classe trabalhadora”, concordou o deputado Cabo Patrício, vice-presidente da Câmara Legislativa. “Não adianta tentar usar a imprensa para desqualificar o movimento legítimo dos professores. Nós, do PT, temos lado: e esse lado é o dos trabalhadores”, afirmou o deputado Chico Leite. Reafirmo minha solidariedade aos profissionais do ensino do DF. O GDF escamoteia informações para confundir a população e subtrair o reajuste devido, semeando insegurança e inquietação aos professores e a seus familiares quanto aos seus compromissos financeiros”, finalizou o deputado Paulo Tadeu. (do portal do PT: www.distritaisdopt.org.br ) Apoio incondicional
Representantes dos principais sindicatos do DF, de organizações sociais, de estudantes universitários e de líderes comunitários também tiveram voz no ato público promovido pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal. Cerca de 20 mil professoras e professores da rede pública, de acordo com a organização, ignoraram as ameaças da Secretaria de Educação, que prometeu cortar o ponto de quem não estivesse em sala de aula, e foram às ruas protestar. Após o ato, os manifestantes caminharam do Buritinga até a Praça do Bicalho, bradando: “Professores na rua. Arruda a culpa é sua!”.
Nove em cada dez professores da rede de ensino público do Distrito Federal interromperam suas atividades na manhã desta quarta-feira para participar de Ato Público em frente ao Buritinga. Cerca de oito mil professores estiveram presentes para exigir o cumprimento da lei e dos acordos firmados pelo governo que garante o reajuste salarial de 19, 98%. Os professores receberam várias manifestações de repúdio à campanha de desinformação feita pelo GDF no Correio Braziliense e outros veículos de comunicação da cidade. Apesar da forte mobilização da categoria, o secretário de educação José Luiz Valente irresponsavelmente orientou os pais a deixarem seus filhos na escola como se fosse dia letivo normal, expondo os alunos a riscos desnecessários em escolas sem professores para supervisioná-los. A frase mais ouvida foi: Professor na rua, Arruda, a culpa é sua! A manifestação contou com enorme apoio da sociedade, com deputados, representantes de partidos políticos, sindicatos e movimentos estudantis expressando sua indignação com a atitude do governador e apontando as incongruências no discurso do governo, que alega que o reajuste é inconstitucional e que não há dinheiro para pagar os professores. O governo diz que a receita do tesouro do Distrito Federal caiu 6, 9% em janeiro, comparado a janeiro de 2008. Mas dados do Sistema Integrado de Gestão Governamental do DF (SIGGO) demonstram que a receita desse período na verdade teve um aumento de quase 11, 4%, sem contar o aumento de quase 20% nas verbas repassadas pelo governo federal. Além disso, o aumento não é inconstitucional, pois não está vinculado definitivamente a nenhum índice, se tratando apenas de um reajuste para 2009 e 2010. O próximo encontro dos professores já está marcado: Assembléia Geral às 9h30 do dia 7 de abril, em frente ao Buritinga.
Em carta encaminhada aos diretores, coordenadores e demais dirigentes escolares do Distrito Federal, no último dia 04 de março, o Secretário de Educação José Valente usa números que se prestam mais à propaganda política de governo que à verdade factual. Senão vejamos: 1 – o Secretário afirma que “nos estados, a queda da receita já é superior a 15%; em São Paulo, grandes sindicatos fazem acordo para diminuir a carga horária e os salários, para que possam manter os empregos”. Ora, sabemos todos que o perfil econômico do Estado de São Paulo é bem diferente do Distrito Federal. Enquanto lá a atividade econômica se concentra na indústria e no comércio – setores mais suscetíveis aos efeitos da crise -, no Distrito Federal mais de 50% da composição de seu PIB é composto pelo serviço público. Aqui, a melhor medida anti-crise é valorizar a remuneração do pessoal desse setor, que alimenta tanto os serviços financeiros quanto o de comércio, respectivamente, o segundo e terceiro componente do PIB do DF. 2 – o Secretário diz que “o Distrito Federal não poderia ficar imune aos efeitos da crise: em janeiro, já tivemos uma frustração de receita da ordem de 6, 8%”. Acreditamos nele ou nos dados do Sistema de Gestão Governamental do próprio GDF, que mostra o crescimento em janeiro deste ano da Receita Corrente Líquida do DF em 11, 14%, quando comparado com janeiro de 2008? 3 – em outra oportunidade, o Secretário Valente insiste em comparar o piso salarial dos professores do DF com o de São Paulo, afirmando que “… enquanto em Brasília o piso salarial dos professores é de R$ 3, 2 mil, o segundo maior salário do Brasil, pago em São Paulo, é de R$ 1, 7 mil…”. O Secretário esquece, entretanto, de mencionar que os professores formam a categoria profissional com um dos menores salários de nível superior do Distrito Federal. Os professores do DF, além de ganharem menos do que todas as carreiras pagas com os recursos federais (médicos, policiais civis e militares, bombeiros, enfermeiros e dentistas), conseguem ganhar menos do que os músicos e os analistas e agentes de trânsito, entre outros. 4 – o Secretário tenta confundir a todos com a sua manipulação de números: após mencionar que o Fundo evoluiu em 18, 92%, diz o seguinte: “Mas essa evolução não se traduz em aumento real dos repasses financeiros ao longo do exercício”. Por fim, afirma que “… somente ao final do exercício é que se terá conhecimento da evolução real dos recursos consignados ao Fundo”. Ora, o Secretário aposta no desconhecimento das pessoas. É verdade que o crescimento da Receita Líquida da União foi de 18, 92% em 2008, mas o Governo Federal reajustou o Fundo em 2009 em 1, 06% acima deste patamar, chegando, assim, aos 19, 98%. Além disso, esses recursos já foram repassados ao GDF com um reajuste médio de 20% nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, quando comparados com o repassado nos mesmos meses de 2008. Se, em fevereiro de 2008 o repasse do Fundo foi da ordem de 476 milhões de reais, em fevereiro de 2009 esse repasse foi de 595 milhões de reais, conforme os dados do SIAFI. Exatos 20% a mais do que em 2008. O repasse do mês de março será divulgado em breve. 5 – Por fim, o Secretário afirma que “o Fundo paga somente 47% da folha dos trabalhadores em educação, vindo os outros 53% da arrecadação própria do Distrito Federal”. Esquece de dizer que isso só se deu porque o Ministério da Educação, por meio de decisão do Conselho Nacional de Educação, obrigou o GDF a aplicar os 25% de sua arrecadação com a educação, conforme determina a Constituição e a LDB. Com isso, o que o GDF fez? Aumentou a aplicação de seus recursos próprios com a educação – para respeitar a determinação do CNE do MEC -, e diminuiu os recursos do Fundo, de modo que o GDF apenas trocou seis por meia dúzia, demonstrando, mais uma vez, que a educação não é a sua prioridade.
Secretário não cumpre a lei, mas ameaça os professores
Jornalista: sindicato
Diante da “nota de esclarecimento” enviada às escolas pelo Senhor Secretário de Educação, José Luiz Valente, o Sinpro lembra aos professores e à população em geral que o ato de protesto, convocado para o próximo dia de 11 de março, tem o objetivo de cobrar do governo o cumprimento do acordo feito com a categoria no ano de 2007, acordo esse transformado em lei, sancionada pelo governador. É bom lembrar também que esse acordo foi firmado a partir de proposta apresentada pelo próprio Senhor Secretário ao Sinpro.
Os professores decidiram, soberanamente, realizar esse ato em assembléia geral da categoria, porque, infelizmente, os membros do governo , inclusive o Senhor Secretário José Luiz Valente, têm, repetidas vezes, afirmado que não pretendem cumprir o acordo e a Lei.
O Senhor Secretário, em sua nota, diz respeitar o direito constitucional de livre manifestação dos professores, “desde que justas, legítimas e legais” (ainda bem, porque não vivemos em uma ditadura e sim no Estado de Direito e mesmo secretários de Estado devem respeitar o que determina a Constituição). Perguntamos: existe algo mais justo, legítimo ou legal do que exigir o cumprimento de um compromisso público traduzido em lei, feito por um governante? Ou será que só são justas, legítimas e legais as manifestações favoráveis ao secretário e ao governo do qual faz parte?
Na nota, o Senhor Secretário afirma que “não deverá ser tolerada nenhuma atividade ou conduta, individual ou coletiva que implique em interrupção das atividades escolares”, uma manifestação truculenta que até o momento desconhecíamos em sua personalidade. Como pode dizer que reconhece um legítimo direito e ao mesmo tempo dizer que não tolerará a livre manifestação?
Além de dizer o que diz, fez com que a nota chegasse às escolas acompanhada de uma espécie de ata, onde os professores devem dar ciência de que conhecem o seu conteúdo. Que coisa feia, Senhor Secretário!!! Mais uma contradição do governo que se diz da legalidade, que anuncia o descumprimento de uma lei e ao mesmo tempo ameaça veladamente os professores.
Mais adiante o Senhor Secretário chama a atenção para a necessidade de cumprimento do Calendário Escolar. No que diz respeito aos professores, o Senhor Secretário não precisa se preocupar: o compromisso dos professores com o ano letivo é tanto que somos a única categoria que repõe dias parados efetivamente. O lado que está descumprindo com suas obrigações, definitivamente, não é o nosso.
Conclamamos toda a categoria a expressar toda a sua indignação tornando esse ato um dos maiores dos trinta anos da história do nosso sindicato. Como sempre demonstramos quando fomos provocados em nossa dignidade, em nossa responsabilidade como educadores e seres pensantes, que entendem que uma sociedade justa, livre e fraterna passa pelo respeito às leis, aos trabalhadores e aos seus sindicatos.
Diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no DF
Após muitos anos de luta e depois de ampla negociação com o GDF, os professores encerraram o ano de 2007 com um acordo transformado em lei que tinha como principal foco a busca da isonomia salarial com outras carreiras de nível superior da administração pública local. No projeto de lei nº 632/07, enviado a Câmara Legislativa pelo executivo, já constava o artigo 32 que previa reajustes diferenciados em 2009 e 2010, que deveriam ser, no mínimo, o mesmo percentual do reajuste no Fundo Constitucional do DF.(clique aqui para ver a íntegra do FCDF) Na época o governo reconheceu que havia uma injustiça em relação aos salários dos professores, que recebiam muito menos que outras carreiras de nível superior e que por isso o reajuste deveria ser diferenciado. Vale salientar que mesmo com esse aumento, os salários dos professores ainda não chegariam ao valor de outras carreiras, como a dos médicos, por exemplo. Seria o começo da busca da isonomia. Por isso o Sindicato acredita que a argumentação de que a lei é inconstitucional não procede. Primeiro, porque o projeto enviado pelo Executivo é fruto de um acordo amplamente debatido. Segundo, porque a escolha de um percentual mínimo baseado no Fundo Constitucional não pode ser considerada uma vinculação, porque é temporal (apenas para o ano de 2009 e 2010) e não vincula-se a percentuais de outras categorias ou índices. Terceiro, porque esse reajuste é um esforço para reestruturação da carreira do professor, que, hoje, ainda está em antepenúltimo lugar no ranking de salários das categorias de nível superior. Quanto à argumentação do GDF que afirma que os professores do DF são os mais bem pagos do País estamos cansados de repetir: não são os professores de Brasília que ganham muito bem, são os professores de outros estados que recebem muito mal. Desde o governo José Aparecido que esse argumento fajuto é utilizado. E se for comparar, por exemplo, o salário de um policial civil de qualquer estado com o valor recebido aqui, chegaremos também a conclusão de que os policiais civis daqui também recebem mais. Por isso professores, o que temos a dizer sobre tudo que se tem falado a respeito do reajuste a que temos direito é o seguinte: todas as nossas conquistas são fruto de muita luta e nada nos foi dado de mão beijada. Devemos ter consciência de que o GDF não pretende nos pagar a não ser que seja levado a isso pela força e combatividade da categoria. O governo utilizará todas as armas na tentativa de enfraquecer a luta e aposta na divisão dos professores. Por isso, a única resposta que podemos dar é preparar a greve e aguardar que até o dia 7 de abril a lei seja cumprida em sua integridade. Um dos próximos passos de nossa luta é o ato no dia 11 de março, às 9h30, em frente ao Buritinga. É fundamental que todos estejamos lá para mostrar nossa unidade. Solicitamos que os professores convidem a comunidade escolar, seus alunos, pais e funcionários para o ato. Uma escola pública de qualidade deve passar pela valorização dos educadores.