Orientadora educacional lança livro antirracista no Espaço Infantil da BNB neste sábado (14)

 

A orientadora educacional Jurema Almeida irá lançar o livro didático “Thor”, no Espaço Infantil (térreo) da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), neste sábado (14). O lançamento acontecerá entre 10h e 13h. A escritora também receberá as crianças e autografará livros o que também é uma forma de inserção cultural e representatividade por ser uma escritora preta.

A obra foi escrita com base na constatação da importância e dos benefícios da leitura como forma de aquisição de conhecimentos, bem como de entretenimento lúdico. O personagem Thor é uma criança negra e o livro aborda os temas da inclusão por meio de ilustrações diversas e contextualização. No final, apresenta textos extras sobre a importância da leitura e alerta sobre o bullying, além de ter contextualização da história e espaço para o(a) leitor(a) desenhar.

“Ler estimula a criatividade, por meio da leitura, crianças e adultos podem viajar para inúmeros lugares, reais ou fictícios; ler favorece a liberdade de pensamento, o leitores tem acesso a diversas formas de pensar e diferentes realidades; ler estimula o raciocínio, informação ajuda a pensar e unir ideias, estabelecendo novas conexões; melhora o vocabulário, quanto mais o hábito da leitura fizer parte da rotina, mais amplo será o vocabulário do leitor; não há contraindicações, ler é um remédio para a alma pois alivia o estresse e pode-se ler a vontade”, diz.

Ela explica também que a obra parte também da constatação de que a representação para a criança negra é tão importante como a de qualquer outra criança no processo de construção de sua identidade. “Sabemos a importância da representatividade do povo negro rumo a igualdade social e de direitos. É importante incluir, destacar e nos dar vozes em diversos setores da sociedade, como mídia, cultura, educação, negócios e outras áreas, adotando uma postura antirracista, que permite assim a desestruturação do racismo estruturado, que por sua vez atinge a população negra em todos os setores sociais, causando danos diversificados e muitas vezes irreversíveis”.

Além de orientadora educacional, Jurema é pedagoga, filósofa e palestrante. Na opinião dela, “é imprescindível, nas instituições, a utilização e a aquisição de elementos significativos referentes as diferentes etnias, para a autopercepção das crianças a respeito de sua autoimagem. Também sabemos da carência destes recursos tanto em meio social, familiar bem como no meio acadêmico escolar, em todo o mundo”.

Jurema conta que, com base nessas indagações, ela passou a ansiar a escritura de um livro ilustrado e intitulado “Thor”. “Isso vem com a proposta principal de promover estimular e fortalecer a cultura negra por meio da história do menino Thor, que é uma criança negra da periferia que desde os seus primeiros passos, passou a amar o basquete incentivado pelos pais. Thor desde pequeno vem aprendendo a importância da disciplina, da rotina saudável e do vínculo familiar, para um desenvolvimento integral e harmônico.

Lotada provisoriamente no Jardim de Infância 03 do Gama, a autora do livro se dispõe a realizar curso de formação para diversos públicos e ir às escolas de Educação Infantil e de Ensino Fundamental 1 para promover o livro e conversar sobre educação antirracista, literatura afro positiva, inclusão e diversidade e respeito às diferenças no contexto escolar e sua relação com bullying. Ela informa, ainda, que tem pleiteado desenvolver esse projeto nas escolas gratuitamente para estudantes, caso haja financiamento, ou que seja transformado em um projeto por meio do qual os(as) estudantes sejam oportunizados(as) de alguma maneira.

 

SEE-DF ESTIPULA MÁXIMO DE 15 AULAS E ORIENTADORES EDUCACIONAIS GARANTIDOS PARA UNIDADES DE INTERNAÇÃO

O Diário Oficial do DF publicou na edição de ontem (9/12) a portaria que altera a redação de alguns artigos da portaria 1.608 de 28/11. As alterações foram solicitadas pelo Sinpro à Secretaria de Educação. O novo documento estipula quantidade máxima de aulas para professores(as) de Educação Física do PECM, e garante a atuação de ao menos um(a) orientador(a) educacional nas Unidades de Internação (UIS).

Pela nova redação, fica estipulado que docentes de educação física que atuam no programa Educação com Movimento (PECM) terão, no máximo, 15 aulas, ficando desobrigados da 16ª aula. Com isso, está garantido o cumprimento do acordo de greve. Caso haja horas a serem cumpridas, o(a) professor(a) de Educação Física deverá desenvolver projetos interdisciplinares, dentro da Proposta Pedagógica da UE/UEE/ENE, respeitando-se o disposto na Portaria 94 de 3/3/21.

No caso dos(as) orientadores(as) educacionais, a nova portaria determina que cada Unidade de Internação fará “jus a 1 Pedagogo – Orientador Educacional”. O texto anterior afirmava que o exercício na unidade de internação só seria possível mediante uma quantidade mínima de estudantes, numa área de atuação com alta rotatividade e vulnerabilidade.

Clique aqui para ler a portaria

10/12: Dia Internacional dos Direitos Humanos

Nesta terça-feira (10), Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Sinpro-DF destaca a importância da defesa das liberdades fundamentais no Brasil e no mundo e, nesse contexto, a defesa intransigente de uma educação pública, gratuita, laica, libertadora, inclusiva e de qualidade socialmente referenciada.

Nesta data em que se comemora a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, como marco atemporal e fonte de inspiração para a luta por uma sociedade mais justa e igualitária, o direito à educação pública de qualidade é fundamental para a humanidade.

Além disso, o Sinpro alerta para o fato de que os direitos humanos são o alicerce das políticas de Estado que promovem a justiça educacional e, consequentemente, a justiça social. No entendimento da diretoria colegiada do sindicato, é dever de cada brasileira e brasileiro vigiar e exigir dos políticos a garantia da dignidade e oportunidades a todas as pessoas, especialmente àquelas historicamente vulnerabilizadas.

O sindicato ressalta, ainda, o protagonismo de cada professor(a) e orientador(a) educacional que, no chão da escola, busca construir os ideais dos direitos fundamentais e reforçar projetos pedagógicos de combate ao racismo, à violência de gênero e à LGBTQIAPN+fobia.

No dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Sinpro convida a todos e todas à reflexão sobre o papel de cada pessoa na erradicação de preconceitos, intolerâncias e de apoiar políticas públicas que visem à erradicação de desigualdades sociais, com ações inclusivas a fim de consolidar os direitos humanos no Distrito Federal, no Brasil e no mundo.

É pela defesa dos direitos humanos que nesta terça-feira, 10, a CUT e as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo organizam o ato “Sem Anistia para Golpistas”, que será realizado nas capitais do país. No DF, o ato será às 11h30 na Praça Zumbi (Conic).

>>> Saiba mais: 10 motivos para a classe trabalhadora ir às ruas nos atos do próximo dia 10

MATÉRIAS EM LIBRAS

CNTE repudia privatização da educação, em audiência no Senado

O avanço das políticas de privatização da gestão escolar em diversos estados do país foi duramente criticado pelo presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, em audiência pública nesta segunda-feira (9/12), na Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado Federal.

 

 

Segundo Araújo, que também é coordenador do Fórum Nacional de Educação (FNE), a prática tem sido uma das formas de precarizar o ensino e atacar o direito humano fundamental à educação. “Educação pública é um direito humano básico que deve ser assegurado a todas as pessoas, não pode ser regrada pelo mercado”, afirma.

A audiência pública, de iniciativa da senadora Teresa Leitão (PT-PE), foi acompanhada pelo Sinpro e por educadores(as) públicos de todo o Brasil. A ação marca a abertura da Campanha Nacional “Não Venda a Minha Escola”, lançada pela CNTE. A iniciativa está inserida na Campanha Mundial da Internacional da Educação (IE) que exige mais recursos públicos para a escola pública.

A diretora da CNTE Rosilene Corrêa, lembra que a investida na mercantilização da educação vem sendo feita mundialmente. “Em todos os casos, ‘coincidentemente’, por países governados pela direita”.

No Brasil, estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo, todos com governadores de partidos de ideologia à direita, já têm estabelecidas políticas de privatização da educação pública. Para Rosilene Corrêa, o DF caminha no mesmo rumo.

“A privatização da gestão da saúde pública, da Companhia Energética de Brasília e os projetos para outros setores são prova de que a atual gestão do GDF tem perfil absolutamente liberal e privatista. Na educação, esse projeto está em curso. Basta observar a quantidade de contratos temporários nas escolas, o maior da história do DF, e a insistência em militarizar as escolas públicas, que não deixa de ser uma forma de apropriação da educação”, analisa.

Segundo a diretora do Sinpro e da CNTE Berenice Darc, “a privatização do ensino torna a educação pública ainda mais distante de ser um direito para todas e todos”.

“Educação pública de qualidade é um direito humano básico. Entretanto, ela é subfinanciada, tem seus professores, professores, orientadores e orientadoras educacionais desvalorizados. E isso é uma barreira gigantesca para assegurar o acesso a esse direito humano básico. Entretanto a privatização não resolve esse problema: ela só é interessante para o mercado”, afirma.

Na audiência realizada no Senado, a oficial de Projetos de Educação da Unesco para o Brasil, Lorena Carvalho, apresentou dados de 2022 do Observatório Mundial de Educação da Unesco. O estudo mostra que “o obstáculo em se ampliar o acesso à educação de qualidade em todo mundo está na falta de financiamento”.

“Países de renda média e baixa gastam cerca de US$ 55 por estudantes, enquanto países de renda alta gastam em médica US$ 8,3 mil por estudante”, destacou. Segundo ela, “quanto maior a dívida pública, menor o grau de investimento na educação.”

A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC), Kátia Helena Serafina Cruz Schweickardt, ressaltou que o atual governo tem trabalhado para recolocar o diálogo pela educação pública na agenda de prioridades do país.

Entre as ações “recuperadas”, ela citou a defesa de que a educação básica precisa ser executada de forma sistêmica, o incentivo a educação integral, o avanço na ampliação de matrículas e a reforma do ensino médio com a criação do programa “Pé de Meia”. No entanto, a secretária advertiu que nenhum plano será efetivo se o país não fortalecer a sua democracia, reconhecer sua diversidade e sanar preconceitos que ainda são preservados na sociedade e nas esferas de poder.

 

>> Veja álbum de fotos da audiência

Com informações da CNTE e da Agência Senado

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

Multa abusiva: Sinpro recorrerá de decisão do TJDFT

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) aprovou a legalidade da multa de R$ 6 milhões ao Sinpro, solicitada pelo Governo do Distrito Federal como forma de penalizar a categoria do magistério público pela greve realizada em 2023. A decisão foi tomada em sessão realizada nesta segunda-feira (9/12).

O acórdão (decisão final do Tribunal) será publicado no Diário Oficial do DF até o final deste ano ou início de 2025. A partir daí, o GDF estará liberado para executar a multa milionária.

 

 

“Vamos fazer um recurso especial para o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e um extraordinário para o STF (Supremo Tribunal Federal). Essa multa é exorbitante, é uma penalidade gravíssima que ataca o direito de greve e inviabiliza as ações do Sinpro. Esse é mais um ataque do GDF aos profissionais da educação do DF”, afirma o diretor do Sinpro Dimas Rocha.

Ele reforça que, ao contrário do que o GDF alega, a Greve da Educação de 2023 não é ilegal. “Estávamos negociando um Plano de Carreira desde 2022, inclusive com um grupo de trabalho montado. Esse grupo mandou uma sugestão de projeto de lei para o governador Ibaneis Rocha, mas ele ignorou o projeto e decidiu, em via de mão única, conceder reajuste de 6% durante três anos para todos os servidores públicos. A partir deste momento, o próprio governador deu por encerrada as negociações”, afirma o sindicalista.

Matéria publicada recentemente pelo Sinpro mostra que “todos os movimentos do atual governo local vêm sendo no sentido de atacar a educação pública e seus profissionais”. “A multa pela greve de 2023 não escapa desse script. De forma prática, a cifra milionária funciona como uma barreira para sustentar a estrutura material de atos e ações necessários para a garantia de direitos básicos da categoria do magistério público. Nas entrelinhas, a multa de R$ 6 milhões traz consigo o recado “façam greve e serão punidos”, um aviso autoritário que tenta impor comando via medo”, traz trecho do material. Leia texto completo AQUI

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

Portaria sobre carga horária e distribuição de turma é alterada

O formulário de pontuação da portaria de Distribuição de Turmas, Carga Horária, Atribuição de Atendimentos e Atuação (Portaria 1662/24) foi alterado. A mudança foi realizada devido ao sistema inserido na plataforma EducaDF não garantir programação com inserção de casas decimais. A Portaria foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (09/12).

Com a alteração, neste ano, foi acrescentado um 0 em todas as pontuações do formulário (Veja AQUI como ficou). O documento estará disponível ainda nesta segunda, na plataforma EducaDF. Tanto o envio do formulário quanto da documentação deverá ser realizado até o dia 12 de dezembro.

 

 

Entre as documentações necessárias para a distribuição de turmas e carga horária, estão a declaração de atuação da Secretaria de Educação, declaração de atuação em regime de contratação temporária, declaração de atuação em outro estado ou município, certificados de cursos feitos (frente e verso). Todos esses documentos devem estar em PDF.

O Sinpro realizará uma live no próximo dia 11 (quarta-feira), às 19h, sobre o tema. A transmissão será pela TV Comunitária de Brasília (Canal 12 da NET) e no YouTube do Sinpro. Clique no botão abaixo para participar:

 

Participe da Live

 

Em caso de duvidas sobre a portaria de Distribuição de Turmas, Carga Horária, Atribuição de Atendimentos e Atuação, o(a) filiado(a) também poderá entrar em contato com os diretores do Sinpro.

> Acesse o formulário final

> Acesse o formulário em branco

> Acesse a planilha para fazer o cálculo da pontuação

 

 

Leia mais sobre a portaria de Distribuição de Turmas, Carga Horária, Atribuição de Atendimentos e Atuação AQUI

MATÉRIAS EM LIBRAS

CEMI do Cruzeiro: 60 anos de tradição e inovação no ensino público de qualidade

O Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) do Cruzeiro, uma das instituições de ensino mais antigas, tradicionais e inovadoras do Distrito Federal, dedicou o ano de 2024 às comemorações dos seus 60 anos. A escola traz, em seu currículo, um histórico de premiações e de trabalhos significativos. Este ano, por exemplo, repetiu sua trajetória de sucessos acadêmicos: foi uma das escolas que se sobressaíram no Ideb e foi a única do DF a apresentar trabalhos na 4ª Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica, um evento do Ministério da Educação (MEC) que está em curso.

A professora Ana Maria Faquineli informa que desde o início do ano letivo, a escola comemora seus 60 anos, completados no dia 20 de janeiro. Foram realizadas várias ações para reconstruir e resgatar a história da instituição desde a inauguração até os dias atuais, mostrando que passou por diversas modulações e estruturas. A “Culminância” das comemorações aconteceu no dia 13 de novembro, com uma grande celebração, apresentação da peça de teatro “Entre Caixas”, que abordou o tema das memórias – peça dirigida pela professora Letícia Cunha –, além de um bailinho dos anos 60 e ainda muitas homenagens e contação de histórias vividas aqui.

“Tivemos vários convidados ilustres entre eles: ex-professores(as), ex-alunos(as), ex-diretores(as), representantes da Secretaria de Estado de Educação do DF (SEE-DF), representante do Sinpro, diretora Regina Célia Pinheiro, além do Administrador Regional do Cruzeiro, Administrador Regional do Sudoeste, grupo do Coral da 3ª Idade, amigos e pessoas da comunidade da Região Administrativa do Cruzeiro”, informa a professora.

Ela diz que todas as atividades realizadas durante o ano letivo teve como objetivo valorizar a educação, o trabalho desenvolvido por todos os profissionais e estudantes que passaram pela escola, romper esquecimentos e silêncios, promover um novo olhar sobre a importância da escola para as novas gerações e desenvolver um sentimento de pertencimento para que os(as) estudantes e professores(as) atuais se sintam participantes, integrantes e pertencentes à história do CEMI Cruzeiro.

A celebração resgatou a memória que a escola construiu ao longo dos anos passando por grandes transformações.  Esta escola que já foi chamada de Ginásio do Cruzeiro, Centro de Ensino Médio 01 do Cruzeiro, Centro Educacional 01 do Cruzeiro e hoje CEMI Cruzeiro já passou por cursos do Ensino Fundamental, Segundo Grau, Ensino Profissionalizante, Educação de Jovens e Adultos ( EJA) e até abrigou estudantes do CAJE.

Hoje, a escola se chama CEMI do Cruzeiro com o curso do Ensino Médio Regular integrado ao Ensino Profissionalizante em Tecnologia da Informação para Internet. Esse curso abriga vários projetos da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), custeados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do governo federal.

Segundo levantamento do professor de física e supervisor pedagógico do 1º Ano, Antônio Marcos dos Santos Trevisoli, já passaram pelo CEMI do Cruzeiro mais de 12 mil estudantes e mais de 1 mil professores(as) – efetivos(as) e de contrato temporário. Segundo ele, chegar aos 60 anos não foi fácil. E chegar a esta idade bem, é mais difícil ainda.

“Aos 60 anos o Cemi é uma escola que apresenta boa fachada, conforto para os alunos , oferta educação em tempo integral juntamente com um curso técnico, ou seja, tem um currículo moderno e, a cada ano, vem melhorando seus índices tanto no Inep quanto na nota do Enem e também em quantidade de aprovados em universidades públicas. Em razão do perfil atual, o CEMI ultrapassou os “muros” do Cruzeiro e, atualmente, atende a estudantes de todo Distrito Federal e também do Entorno. Tudo isso é graças a uma comunidade escolar atuante e que acredita na proposta pedagógica da nossa escola”, disse.

Durante as comemorações, houve sarau temático, camiseta comemorativa, disponibilizaram uma televisão que está exibindo, o tempo todo, mais de duas mil fotos da trajetória da instituição. “Por fim, tivemos o bolo dos 60 anos acompanhado de um baile cujo temos foi ‘Anos 60′”, conta o supervisor. Uma das pessoas homenageadas foi o professor de química e orientador, Marco Antônio, 75 anos, conta que, atualmente, é professor-orientador e colaborador mais experiente da escola e que ninguém melhor do que o público-alvo para falar sobre a importância da escola.

Para isso, ele convidou a estudante Julie Dourado Guerra, 17 anos, e do 3º A, atualmente supervisora de feira: “A nossa escola permite que a gente realize várias coisas, dentre elas, vários projetos. Isso propicia adquirir conhecimento e características importantes para o mercado de trabalho, como, por exemplo, liderança, trabalhar em equipe, saber resolver problemas, como pesquisar, como desenvolver projetos e, além disso, a gente tem, na escola, a parte técnica. Ela é uma excelente escola preparatória”, disse.

Regina Célia Pinheiro, diretora do Sinpro-DF, diz que, ao receber o vídeo do convite para o aniversário do nosso CEMI Cruzeiro, no qual o diretor Getúlio diz “ser um tributo ao passado mirando o futuro”, ela percebeu o quanto essa frase é significativa e fala do perfil dessa escola.

“Muito já foi dito sobre o trabalho de equipe dessa escola de excelência, este sindicato não pode deixar de destacar o quanto é inspiradora a criticidade, a resistência e o acolhimento das lutas que encontra no grupo de colegas de trabalho CEMI: sempre prontos a contribuir com os movimentos da nossa categoria, organizados para as lutas e entendedores da necessidade de fazê-las. É a Pedagogia da Autonomia posta em prática diariamente, com muita competência e isso não tem como dar errado. Viva o CEMI do Cruzeiro!”

 

Histórico

Getúlio Sousa Cruz, diretor da escola, arte-educador e ator, conta que ela foi fundada em 20 de janeiro de 1964 como o Ginásio do Cruzeiro. “A escola passou por várias transformações, adaptando-se às demandas educacionais e mantendo-se relevante para as novas gerações. Hoje, o CEMI é referência em Ensino Médio e profissionalizante, destacando-se pelo seu compromisso com a formação integral dos e das estudantes”, afirma.

Ele informa que o CEMI começou modestamente em um galpão de madeira, funcionando apenas no período noturno e oferecendo aulas para a primeira série do ensino ginasial. Em 1965, a escola ganhou um novo prédio e passou a atender no turno diurno. Em 1977, o nome da instituição foi alterado para Centro Educacional 01 do Cruzeiro, e, após algumas modificações, foi finalmente rebatizada como CEMI em 2018. A modernização foi acompanhada de uma ampliação curricular, com a introdução do curso técnico em Informática para a Internet, com a formação das primeiras turmas ao final de 2018.

Em sua trajetória, o CEMI se destacou por suas várias iniciativas extracurriculares e pelos excelentes resultados acadêmicos. Em 2024, a escola conquistou o 4º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as escolas do Distrito Federal e o 1º lugar nas escolas do Plano Piloto. A escola também teve grande destaque no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), consolidando-se como uma das melhores do DF. “Somos a melhor escola do Plano Piloto, e isso é fruto de um trabalho sério, com foco na excelência educacional”, afirmou Getúlio Cruz, diretor da instituição.

A qualidade do ensino no CEMI vai além das aulas tradicionais. A escola oferece aos(às) estudantes a oportunidade de participar de diversos projetos, como robótica, orquestra sinfônica, teatro, basquete e iniciativas de mídias sociais. “Os alunos têm a chance de desenvolver projetos variados, que envolvem desde a reciclagem até o cultivo de plantas medicinais. Estamos preparando nossos estudantes não apenas para o mercado de trabalho, mas para a vida”, explicou Cruz.

O CEMI também é reconhecido por sua contribuição para o desenvolvimento de talentos locais. O diretor Getúlio Cruz, que está à frente da escola desde 2004, contou que a instituição já formou profissionais que se destacam nas artes e na produção cultural. “Criamos o primeiro grupo de teatro da escola, o ‘Cutucart’, que se tornou uma referência no Distrito Federal. Muitos dos nossos ex-alunos hoje são empreendedores e profissionais reconhecidos na área artística”, lembrou Cruz, que também tem uma vasta carreira no teatro e cinema.

Entre os muitos projetos e iniciativas que o CEMI oferece aos seus alunos, o curso técnico integrado ao ensino médio em Tecnologia da Informação para Internet tem sido um grande diferencial. Oferecendo um ensino em tempo integral, o curso integra teoria e prática, com os estudantes desenvolvendo habilidades para enfrentar os desafios do mercado de trabalho. A escola valoriza a educação de qualidade, o aprendizado contínuo e a formação de bons profissionais.

Em termos de infraestrutura, o CEMI do Cruzeiro se destaca. Os(as) estudantes têm acesso a um ambiente acolhedor, com boas acomodações e alimentação completa durante o dia. “O ambiente é organizado, e a equipe de professores é altamente qualificada. Queremos garantir que nossos alunos se sintam apoiados em todos os aspectos da sua vida escolar”, afirmou Cruz. Essa infraestrutura de excelência tem sido um dos fatores que contribuíram para o sucesso da escola, tanto no cenário local quanto nacional.

O legado de 60 anos do CEMI é uma verdadeira inspiração para a comunidade educacional do Distrito Federal. Com uma história rica e uma visão voltada para o futuro, a escola continua a preparar seus(as) estudantes para o mercado de trabalho e para a cidadania. “Celebrar essas seis décadas é reconhecer uma história feita de dedicação e esperança. O CEMI Cruzeiro nos lembra que uma escola é mais do que paredes; é o coração vivo de uma comunidade. Que essa jornada continue inspirando novas gerações a acreditar no poder transformador da educação”, finaliza Humbertânio Hilário da Silva, vice-diretor do CEMI.

CLDF vota orçamento para 2025 nesta semana; Sinpro luta por mais recurso para a educação

O Plenário da Câmara Legislativa votará nesta terça e quarta-feira (10 e 11/12) o projeto de lei orçamentária anual (PLOA) para 2025. Nos dois dias, a sessão começa às 14h. O Sinpro convoca a categoria para acompanhar a votação, já que texto indicará o orçamento destinado à educação.

 

O objetivo da participação é pressionar a aprovação de uma LOA que garanta mais recurso para a educação. O texto enviado à CLDF pelo Executivo apresenta redução de R$ 52,7 milhões nos recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) para o setor.

Além disso, o GDF realiza manobras no PLOA 2025 para atingir o mínimo constitucional de 25% de recursos para a educação. Na contramão de legislações vigentes, o governo insere no percentual os recursos voltados ao passe livre estudantil e à Universidade do DF, mesmo que a lei vete que despesas com educação superior sejam computadas para limite dos mínimos constitucionais.

Na última semana, o parecer parcial da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da CLDF aprovou 33 emendas relacionadas à Secretaria de Educação, com quase R$ 143 milhões em recursos destinados. O principal foco das emendas foi a descentralização dos recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF). Também teve destaque o apoio a projetos educacionais, como equoterapia e desenvolvimento de iniciativas nas escolas.

Sinpro alerta: terça (10) é o único dia para entrega de documentos para concessão de aptidão

O Sinpro informa aos(às) professores(as) substitutos(as) do contrato temporário que esta terça-feira (10) será o único dia para a entrega de documentação para concessão de aptidão. Os locais e as modalidades de ensino estão disponíveis no Edital nº 53/2023, que pode ser acessado AQUI. É importante ler atentamente as orientações de cada regional de ensino.

Os(as) professores(as) em regime de contratação temporária interessados(as) na concessão de aptidão deverão comparecer presencialmente para a entrega de documentos. Em caso de impedimento judicial, administrativo ou não atendimento à legislação vigente, fica inabilitada a contração.

>> Acesse os locais, horários e documentos necessários para o processo de concessão de aptidão

 

 

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

CEM 10 de Ceilândia realiza premiação da 3ª Mostra de Curtas

O Centro de Ensino Médio número 10 de Ceilândia (CEM 10 de Ceilândia) finalizou as atividades pedagógicas relacionadas à Semana da Consciência Negra com a premiação da 3ª Mostra de Curtas, ocorrida no dia 28 de novembro. Nesta edição, os curtas “Dandara dos Palmares”, de autoria do 1º M, e “Revolta dos Malês”, do 2º D, ambos do turno vespertino, bem como o curta “Você sentiu? Toda favela é um campo de extermínio do povo preto”, do 3º B, do turno matutino, foram os três minifilmes vencedores da mostra. A premiação é a última etapa do projeto da Consciência Negra, que trabalhou com os temas “Protagonismo das mulheres negras” e a “Trajetória do povo negro no Brasil”.

Houve premiações também para melhor atriz e atores coadjuvante, melhor direção, melhor roteiro, figurino, melhor ator e atriz principal. “A qualidade dos curtas mostra como a educação pública pode fazer uma reflexão efetiva, inspiradora e coletiva e transformá-la em arte. O grande prêmio é essa construção realizada por todos os segmentos da escola, que consolida a comunidade escolar, e tem o intuito de valorizar uma educação antirracista. As premiações foram para categorias, melhor roteiro, melhor direção, melhores ator e atriz coadjuvante, melhor ator e atriz e o melhor curta”, afirma a professora Juliana de Freitas.

Veja as fotografias no álbum do Facebook no link a seguir: https://www.facebook.com/share/p/1EvupSCEm9/

Confira em matérias do Sinpro-DF a sequência de atividades que o CEM 10 de Ceilândia realizou para a culminância da Semana da Consciência Negra com a 3ª Mostra de Curtas.

 

CEM 10 de Ceilândia realiza 3ª Mostra de Curtas com protagonismo das mulheres negras

CEM 10 de Ceilândia realiza 3ª Mostra de Curtas com protagonismo das mulheres negras

 

Protagonismo das mulheres negras é o foco da 3ª Mostra de Curtas do CEM 10 de Ceilândia

Protagonismo das mulheres negras é o foco da 3ª Mostra de Curtas do CEM 10 de Ceilândia

 

Acessar o conteúdo