Comissão dos aprovados em concurso da SEE-DF apoia a greve do Magistério Público

A Comissão dos Aprovados no Concurso de Efetivos SEE-DF 2022 divulgou uma carta, nessa quarta-feira (3), em apoio à greve do Magistério Público no Distrito Federal. No documento, o grupo afirma que a luta pela reestruturação da carreira é justa e vai além das melhorias salariais e progressões da carreira: “é uma luta por melhores condições de trabalho, valorização de todos os trabalhadores da educação (efetivos, temporários e aposentados), incluindo a segurança no ambiente escolar”.

Desde antes da Constituição Federal de 1988, que estabeleceu o concurso público como forma legal e principal para ingresso aos cargos públicos, a luta por concurso para acesso aos cargos do Estado brasileiro e do Governo do Distrito Federal (GDF) sempre esteve na pauta do Sinpro-DF. Atualmente, o governo que está no Buriti já ocupou vagas definitivas com cerca de dois terços de profissionais do contrato temporário, o que é uma das formas de sucateamento da educação pública.

Por isso, o Sinpro luta pela realização de concursos e mantém campanhas permanentes, como a “Convoca Já”, para o GDF convocar os aprovados. A luta por concurso público para o Magistério Público é fundamental não só para o cumprimento da Constituição, mas também é imprescindível para o fortalecimento da Educação pública. Assim, por esses e outros motivos, a realização de concurso público sempre fez parte das ações, da pauta de reivindicações e dos princípios que norteiam o Sinpro.

Esse item é destaque central na Campanha Salarial 2023 porque a realização de concurso público caminha lado a lado com a luta pela reestruturação da carreira porque o respeito e a valorização da carreira estão, diretamente, ligados à garantia de direitos, vínculos trabalhistas fortalecidos e condições de trabalho dignas. Tudo isso só pode existir e ser instituído como lei quando estiver contemplado e reconhecido na carreira do Magistério Público.

Na Campanha Salarial 2023, o Sinpro exige a nomeação de todos(as) os(as) aprovados(as) no último concurso, realizado em 2022, tanto para vagas de provimento imediato como aqueles que ficaram no cadastro reserva. E alerta: mesmo com essa convocação, as carências da rede pública de ensino não serão resolvidas. Por isso, a necessidade de o GDF fazer a convocação imediata dos aprovados de 2022, incluvise de quem está no cadastro de reserva, e providenciar a realização de outro concurso público.

 

Confira, a seguir, a íntegra da carta:

A Comissão dos Aprovados no Concurso da SEE-DF apoia a luta coletiva dos professores e orientadores educacionais da rede pública do DF

 

Essa greve que se iniciará amanhã também é por reajuste salarial justo, incorporação das gratificações, melhorias na progressão da tabela salarial e melhorias na estruturação do plano de carreira, mas vai muito além disso, é uma luta por melhores condições de trabalho, valorização de todos os trabalhadores de educação (efetivos, temporários e aposentados), incluindo a segurança no ambiente escolar e políticas públicas para evolução no aprendizado em sala de aula, entre outras questões importantíssimas como a nossa luta principal: a homologação e nomeação de todos os aprovados no nosso concurso de 2022.

 

Nesse sentido queremos manifestar apoio à greve dos professores e orientadores, bem como apoiamos a organização do SINPRO-DF nesse movimento de luta da categoria.

 

Vamos continuar participando das Assembleias com as nossas faixas, cartazes, placas e camisetas mantendo a visibilidade para a nossa luta!

 

A nossa vitória será do tamanho da nossa luta coletiva! Não há vitória sem luta!

 

Brasília-DF, 03/05/23.

 

Comissão dos Aprovados no Concurso de Efetivos SEEDF 2022

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Guerra matemática invisibiliza reajuste de R$ 5 mil para Ibaneis e supervaloriza os R$ 200 para a educação

É flagrante o jogo desinformativo de percentuais que o governo local e veículos de imprensa ligados a atuais e ex-políticos vêm aplicando para tentar colocar a sociedade contra a greve da categoria do magistério público do DF.

Um dos portais de notícia mais acessados do DF publicou a seguinte enquete: “Assim como outras categorias de servidores, os professores do DF receberão reajuste de 18% nos salários. Mesmo assim, a categoria anunciou greve a partir desta quinta-feira. Você é a favor ou contra a greve dos professores?”. O mesmo portal lançou ainda como manchete: “Apesar de reajuste de 18%, professores decidem manter greve”.

Ambos os exemplos deixam clara a tentativa de conduzir os leitores à falsa conclusão de que foi concedido a professores(as) e orientadores(as) educacionais reajuste salarial mais do que suficiente (inclusive no mesmo valor oferecido a outras carreiras do funcionalismo local), mas, mesmo assim, a decisão da categoria é entrar em greve. Espera-se gerar revolta nos leitores e, ao mesmo tempo, descredibilizar o movimento.

“O que não se diz ou se coloca de maneira discreta é que o reajuste não é de 18%, mas sim de 6% ao ano, pagos em agosto. Isso porque o percentual imposto de maneira arbitrária pelo governador será dividido em três anos. Além disso, estamos falando de uma categoria que, atualmente, ocupa a penúltima colocação no ranking de remuneração dos profissionais com nível superior do Distrito Federal. Isso vai, inclusive, contra o Plano Distrital de Educação. Tratamento igual para desiguais transgride o princípio da igualdade”, reflete do diretor do Sinpro-DF Cleber Soares.

Ele lembra que professores(as) e orientadores(as) educacionais estão há oito anos sem reajuste salarial e que, por isso, acumulam mais de 30% de perda inflacionária. “Um dos eixos centrais da nossa luta é a reestruturação salarial, que servirá para mitigar as perdas impostas nos últimos anos. Com ela poderemos, por exemplo, incorporar gratificações ao vencimento, reduzir os padrões da tabela para chegar mais rápido ao topo, aumentar percentuais de progressão, entre outras questões”, exemplifica.

Segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), 6% a mais no vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais (tabela PQ3/graduação) representa pouco mais de R$ 200.

Ao mesmo tempo em que tenta emplacar a narrativa de que professores(as) e orientadores(as) educacionais receberam reajuste farto, esses mesmos veículos de imprensa e o próprio Ibaneis Rocha tentam silenciar o reajuste – e seu impacto – concedido ao governador e vice do DF, secretários e cargos comissionados.

Com o reajuste de 25% de uma só vez, o salário de Ibaneis Rocha terá acréscimo de mais de R$ 5,8 mil: passará dos atuais R$ 23.449,55 para R$ 29.311,94. Já o valor recebido pela vice-governadora passará de R$ 20.743,83 para R$ 25.929,79. Secretários de Estado, como a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, por exemplo, passarão a receber R$ 22.547,65. Os valores foram sancionados pelo próprio governador Ibaneis Rocha.

“Responsabilidade com a sociedade sempre foi uma marca do Sinpro. A greve é o último recurso utilizado para combater o descaso contra a Educação. Insistimos e continuamos insistindo no diálogo, na negociação. Mas o GDF não avançou nas nossas pautas. E ainda por cima diz que vai ‘radicalizar’, como se estivéssemos em uma guerra”, avalia a diretora do Sinpro Berenice Darc.

Ela reflete que a luta da categoria do magistério público por valorização impacta diretamente na sociedade. “Quando professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais são valorizados, a Educação é valorizada, e isso gera qualidade também na aprendizagem. Por isso, essa narrativa que se tenta criar é uma fake news grave, e deve ser combatida.”

Tem margem financeira
Relatório Fiscal de Investimento no Pessoal realizado pelo Dieese mostra que o governo do DF tem margem para avançar no valor de reajuste aplicado em pessoal, sem ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Pelos cálculos, o avanço poderia ser de quase R$ 7,5 milhões.

Outra cifra importante foca no crescimento do Fundo Constitucional da Educação. Para 2023, a previsão de reajuste do Fundo é de 41,4% em relação ao executado em 2022. Com isso, a LOA 2023 (Lei Orçamentária Anual) destina R$ 5 bilhões só para o setor da educação, um crescimento de quase 79% em relação ao empenhado em 2022.

Greve
A greve da Educação teve início nesta quinta-feira (4/5), ratificada em assembleia geral. Em uníssono, a frase “professor na rua, Ibaneis a culpa é sua” foi entoada pela multidão que esteve presente à atividade.

 

 

Campanha salarial 2023: Mobilização do Sinpro

Confira o vídeo apresentado à categoria do magistério que se reuniu hoje (4/5) na assembleia Geral no estacionamento da Funarte. Ele mostra todo o processo de mobilização do Sinpro e o envolvimento da categoria na Campanha salarial 2023.

A campanha começou ainda em 2022, e foi suspensa por causa das eleições. Foi retomada em 2023, logo no início do ano letivo. O Sindicato percorreu gabinetes de deputados e deputadas distritais, todas as escolas do Distrito Federal e plenárias regionais. O Sinpro conversou com cada professor e cada professora, cada orientador e cada orientadora educacional, profissionais efetivos(as) e em regime de contrato temporário de trabalho.

A categoria não está satisfeita.

Em pouco mais de seis minutos, o vídeo mostra toda a mobilização que encontrou profissionais fartos de descaso com a categoria. Profissionais com turmas superlotadas, o ensino de EJA (Educação de Jovens e Adultos) e do ensino especial desmontados, atrasos no repasse do PDAF, comprometimento das atividades pedagógicas por falta de estrutura e de pessoal e oito anos de reajuste ZERO.

A greve começou hoje. O fim da greve está nas mãos de Ibaneis.

Assembleias regionais definirão integrantes do Comando de Greve

Conforme aprovado pelos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais presentes na assembleia geral da categoria realizada durante a manhã desta quinta-feira (04), o Sinpro informa que as Assembleias Regionais serão realizadas às 9h desta sexta-feira (05), em todas as regionais de ensino do Distrito Federal. Dentre outras deliberações, as assembleias escolherão os integrantes do Comando Geral de Greve. A assembleia aprovou a manutenção de um comando de greve paritário.

O Sinpro lembra que professores(as) efetivos(as), do contrato temporário, aposentados(as) e os(as) orientadores(as) educacionais devem participar em peso das assembleias regionais. A participação de todos e todas é importante para a construção da greve, pois a atuação do Comando de Greve será fundamental para o processo de mobilização e para pensar as ações do movimento paredista. Sua participação garantirá que a eleição ocorra de forma representativa.

Confira abaixo os locais e horário de realização das Assembleias Regionais:

 

Brazlândia – CEM 01

Ceilândia – CEF 20 (EQNM 08/10)

Gama – CG (CEM 01)

Guará – GG (CEM 01)

Núcleo Bandeirante – CEM JK (Candangolândia)

Paranoá – CEM 01

Planaltina – CEM 01 (Centrão)

Plano Piloto – Sinpro (Sede-SIG)

Recanto das Emas – CEF 301

Samambaia – CEE 01

Santa Maria – CED 310

São Sebastião – CAIC Unesco

Sobradinho – CEM 01

Taguatinga – CEMAB

Consulta Pública sobre o Novo Ensino Médio exige ações e respostas pela revogação

A CNTE divulgará, até o dia 20 de maio, um Manual de Orientação para a Consulta Pública sobre o Novo Ensino Médio (NEM), prazo que se antecipa ao cronograma de audiências públicas do Ministério da Educação (MEC) nas cinco regiões do País, e à própria conclusão da Consulta Pública. O documento é uma resposta ao posicionamento do MEC, que no dia 24 de abril, de forma açodada e sem consultar a comunidade educacional brasileira sobre seu conteúdo, lançou a Consulta Pública sobre a avaliação e reestruturação da Política Nacional em Ensino Médio.

A CNTE, junto às suas 52 entidades filiadas em todo o Brasil, defende que, ao contrário do propagado por esses setores interessados no NEM, tem propostas de tornar essa etapa do ensino brasileiro mais atrativa e includente, de modo a atender a grande maioria da população brasileira. Não há interesse em voltar ao antigo Ensino Médio, mas reconhecer que o NEM é ainda pior que o anterior e, por isso, trata-se de uma reforma irreformável.

Confira abaixo o texto na íntegra.

 

 

nota04052023

No último dia 24 de abril, o Ministério da Educação (MEC), de forma açodada e sem consultar a comunidade educacional brasileira sobre seu conteúdo, lançou a Consulta Pública sobre a “avaliação e reestruturação da Política Nacional em Ensino Médio”. Anunciada ainda no mês de março como resposta do MEC à enorme insatisfação e pressão da sociedade contra o Novo Ensino Médio (NEM), a Consulta Pública, além de representar um recuo do Ministério em sua posição inicial de manter inalterada a Lei 13.415/2017 – aprovada ainda no governo golpista de Michel Temer –, tem como objetivo tácito dar sobrevida a essa proposta que não encontra adesão junto aos/às profissionais da educação e ao conjunto da sociedade brasileira que frequenta e defende a escola pública, gratuita, democrática, de qualidade social e para todos e todas.

A revogação da antirreforma do ensino médio é a única possibilidade aceitável para dar conta de tantos ataques promovidos por uma legislação que, sem meias palavras, interessa somente a setores privados, ávidos por parcerias que escoam os recursos públicos da educação, e às elites produtivas que desejam mão de obra barata e formada através de currículos escolares mínimos, pasteurizados, desarticulados e acríticos.

A CNTE, junto às suas 52 entidades filiadas em todo o Brasil, defende que, ao contrário do propagado por esses setores interessados no NEM, temos, sim, propostas de tornar essa etapa do ensino brasileiro mais atrativa e includente, de modo a atender a grande maioria da população brasileira. Não nos interessa voltar ao antigo Ensino Médio. Mas devemos reconhecer que o NEM é ainda pior do que o que tínhamos antes e, por isso, trata-se de uma reforma irreformável.

A luta pela revogação do NEM, instituído não apenas pela Lei 13.415, mas pelas resoluções do Conselho Nacional de Educação, pela BNCC do Ensino Médio e pela BNC-Formação de Professores, precisa caminhar junto com alternativas de substituição desse arcabouço legal e normativo que ampara a antirreforma do ensino médio. E a CNTE não se furtará em participar do debate público do NEM, através da Consulta do MEC. Buscaremos intervir com qualidade e subsidiando os/as profissionais da educação e demais segmentos da comunidade escolar, a fim de disputarmos o melhor modelo de educação para a nossa juventude e o Brasil.

As propostas da CNTE para o Ensino Médio se pautam em princípios da Constituição Federal de igualdade de condições de acesso e permanência na escola e de garantia do padrão de qualidade para todos/as (art. 206, I e VII da CF), observando o dever do Estado em ofertar esta e outras etapas e modalidades da educação básica a todos/as que não tiveram acesso na idade própria, seja em turnos diurnos ou noturno regular, este último adequado às condições do educando, e possibilitando o acesso de todos/as aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um (art. 208, I, V e VI da CF).

Neste sentido, até o próximo dia 20 de maio, a CNTE divulgará seu Manual de Orientação para a Consulta Pública sobre o NEM, prazo este que se antecipa ao cronograma de audiências públicas do MEC nas cinco Regiões do País, e à própria conclusão da Consulta Pública. Por isso, solicitamos aos/às profissionais da educação que aguardem as orientações da CNTE para só depois enviarem suas respostas à consulta.

Brasília, 03 de maio de 2023

Direção Executiva da CNTE

Assembleia de início de greve mostra a força da categoria

A greve de professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública do DF começou nesta quinta-feira, 4 de maio, com uma assembleia vigorosa no estacionamento da Funarte.

A comissão de negociação informou que a reunião com as secretarias de Economia e de Educação do GDF, que aconteceu na última terça-feira (02), assegurou que a mesa de negociação será permanente durante a greve. Uma nova reunião deve ser agendada para tratar de itens referentes à reestruturação da carreira. Na ocasião, a comissão de negociação reafirmou ao governo que a categoria está mobilizada e o movimento de greve está crescendo.

A comissão informou também que continua visitando os gabinetes da Câmara Legislativa para fortalecer o processo institucional de negociação e a garantia do direito de greve para todos os profissionais do magistério, especialmente aqueles e aquelas em regime de contratação temporária. Destacou também que, como o calendário escolar está suspenso, qualquer reposição de paralisação e de dia letivo móvel está suspensa durante a greve, até a discussão do calendário escolar no final da greve.

Nas suas intervenções, educadores e educadoras lembraram das condições de trabalho precárias que resultaram da política de sucateamento do governo Ibaneis. Turmas superlotadas, desmonte da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e do ensino especial, atrasos no repasse do PDAF, comprometimento das atividades pedagógicas por falta de estrutura e de pessoal. Tudo isso se soma à desvalorização dos e das profissionais da educação, que estão com seus salários congelados há 8 anos. O governador respondeu a esse problema com 6% de reajuste em 2023, que sequer cobre as perdas do último período.

A partir de agora, a mobilização deverá se intensificar cada vez mais! É muito importante que cada professor(a) e orientador(a) educacional converse com seus colegas, com a comunidade escolar, para que o máximo de escolas possível paralise suas atividades. Vamos mostrar nossa força ao governo. A saída da greve está nas mãos do Ibaneis!

Por isso, a assembleia aprovou um calendário de lutas que tem o objetivo de fortalecer e ampliar a mobilização. Nesta sexta-feira, 05, haverá assembleias regionalizadas nas cidades às 9h, para eleger os integrantes do Comando Geral de Greve. Confira abaixo os locais das assembleias. Na noite de sexta acontecerá a primeira reunião do Comando.

Outras ações serão propostas pelo Comando Geral de Greve, com atividades centralizadas e nas cidades

A assembleia geral também aprovou uma moção de repúdio contra as declarações antigreve dadas pelo presidente da Aspa – Associação de Pais de Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal – (leia abaixo); e, ao final, professores(as) e orientadores(as) educacionais saíram em passeata até o Palácio do Buriti mostrar a força do nosso movimento!

Juntos somos fortes! Todos às assembleias regionalizadas nesta sexta!

Confira as fotos da assembleia em nosso albúm do facebook: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.621290780035049&type=3

 

Veja os locais das assembleias regionalizadas:

Brazlândia – CEM 01
Ceilândia – CEF 20 (EQNM 08/10)
Gama – CG (CEM 01)
Guará – GG (CEM 01)
Núcleo Bandeirante – CEM JK (Candangolândia)
Paranoá – CEM 01
Planaltina – CEM 01 (Centrão)
Plano Piloto – Sinpro (sede SIG)
Recanto das Emas – CEF 301
Samambaia – CEE 01
Santa Maria – CED 310
São Sebastião – CAIC Unesco
Sobradinho – CEM 01
Taguatinga – Cemab

 

Moção de Repúdio

A assembleia geral de professores(as) e orientadores(as) educacionais manifesta seu repúdio contra as declarações da Aspa – Associação de Pais de Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal – que responsabilizou a categoria, e não o governo, pela greve.

De dentro das escolas, sabemos que os pais, mães e responsáveis de nossos estudantes não estão representados nas falas elitistas e descoladas da realidade da rede pública registradas pelo presidente da associação em questão. Ao longo da semana, dialogamos com a comunidade escolar e ela tem manifestado seu apoio à nossa causa, sabendo que a valorização dos profissionais da educação é um pilar fundamental da garantia de uma educação pública de qualidade.

Entretanto, qualidade não é exatamente uma preocupação da Aspa, que jamais se manifestou sobre as turmas superlotadas, o desmonte da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e do ensino especial, os atrasos no repasse do PDAF, e o comprometimento das atividades pedagógicas por falta de estrutura e de pessoal.

A Aspa não tem legitimidade nem conhecimento para avaliar de que forma deve se dar a luta dos professores(as) e orientadores(as) educacionais e o formato da negociação que conduzimos junto ao governo. Por isso, repudiamos seu posicionamento frente à nossa greve, mas esperamos, sinceramente, que um dia a associação venha para a realidade das escolas e se some à luta em defesa da educação pública, que é uma luta em defesa do futuro de nossas crianças, adolescentes e jovens.

Confira o vídeo apresentado à categoria do magistério que se reuniu hoje (4/5) na assembleia Geral no estacionamento da Funarte. Ele mostra todo o processo de mobilização do Sinpro e o envolvimento da categoria na Campanha salarial 2023.

MATÉRIA EM LIBRAS

Audiência pública – Sinpro relança campanha Quem bate na escola maltrata muita gente

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por meio do deputado distrital Joaquim Roriz Neto, colocou na pauta da Casa um dos temas mais preocupantes e recorrentes da atualidade: a violência nas escolas. A audiência pública foi realizada na última terça-feira (02) e teve a participação da coordenadora da Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro, Elineide Rodrigues.

O parlamentar afirmou que a audiência é uma forma de aperfeiçoar o debate sobre as políticas públicas existentes, bem como a instauração de novas políticas destinadas à segurança nas escolas. “É salutar a adoção de medidas para assegurar a devida segurança no âmbito das escolas do Distrito Federal, de maneira que não ocorram, em nossas escolas, os episódios de violência brutal que ocorreram em instituições de outras unidades da Federação. Também é necessária a oitiva de todos os atores envolvidos na temática, tais como diretores de escola, representantes dos pais, responsáveis pelos alunos e representantes da segurança pública do Distrito Federal”, explica.

Elineide Rodrigues lembra que a violência não está atrelada apenas às mortes e a atos terroristas registrados em várias escolas, mas à desvalorização dos profissionais da educação. “Quando percebemos a desvalorização dos profissionais da educação, a desvalorização dos professores e orientadores educacionais e a superlotação nas salas de aula, tudo isto é uma violência com a escola. O resultado disto é uma categoria sofrida, adoecida, empobrecida e superendividada”, comenta. “Queremos valorização. Chega de descaso com a educação. Precisamos de concurso público, melhores condições de trabalho e é por isto que estamos com um movimento de greve, que começa amanhã, para colocar fim a todos estes maus tratos. Espero que o governador e os parlamentares compreendam a situação fragilizada que a educação está passando e atenda as nossas reivindicações”.

 

Quem bate na escola maltrata muita gente

A onda de violência vista em várias escolas do Brasil tem gerado, além de preocupações constantes, debates pela melhor forma de garantir a segurança de educadores(as), alunos(as) e profissionais que trabalham nas unidades escolares. Este debate tem sido levantado pelo Sinpro desde a primeira edição do Concurso de Redação do sindicato, que trouxe como tema: Quem bate na escola maltrata muita gente.

Diante desta preocupação o Sinpro relançou a campanha Quem bate na escola maltrata muita gente, ampliando-a para diversos outros motes. Dentre eles, destaque para o que afirma que a escola não é lugar de medo, e sim de ser feliz.

MATÉRIA EM LIBRAS

ENSINO DE FÍSICA EM DEBATE ACADÊMICO

A Universidade de Brasília (UnB) recebe, na semana de 17 a 21 de julho, a XV Conferência Interamericana de Ensino de Física (CIAEF) e o III Encontro Nacional do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF).

A conferência volta-se às temáticas norteadoras: (a) Formação em Física para uma sociedade inclusiva; (b) Formação em Física para para a credibilidade social; (c) Ensino e aprendizagem em Física sem limitações de gênero; (d) Formação em Física para a incerteza; (e) Formação em Física no contexto das políticas educacionais; (f) Formação em Física para o enfrentamento dos problemas em tempos de crise; (g) Ensino de Física e Ciências a partir da interdisciplinaridade.

As inscrições foram encerradas no dia 2 de maio. Para mais informações, clique aqui

A conferência Inaurgural do evento será realizada pelo Prof. Dr. Marco Antônio Moreira, na Universidade de Brasília. Moreira é professor emérito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e autor de diversas obras na área do Ensino de Física.

Também está confirmada a participação do Prof. Dr. Eder Pires de Camargo, do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia da UNESP de Ilha Solteira e do programa de pós-graduação em educação para ciências da faculdade de ciências da UNESP de Bauru.

 

Para quaisquer informações, entrem em contato com a organização do evento no e-mail: ciaef15mnpef10@gmail.com

 

O candidato prometeu uma coisa, o governador faz outra

O candidato Ibaneis Rocha, pra conseguir o voto dos brasilienses para ocupar o Palácio do Buriti, prometeu que professor teria salário de Juiz.

“Professores no meu governo vão ser prioridade, porque quem forma todas as categorias são os professores.” Esse candidato afirmou que “o diálogo com o sindicato da categoria vai ser implementado a partir do primeiro momento [de governo]”, para construir uma proposta “de ser a melhor educação deste país”.

O candidato Ibaneis também dizia que “professor deveria ganhar salário de juiz, porque ele forma um juiz”, e por isso, merece o “teto do funcionalismo público”.

O governador Ibaneis Rocha é bem diferente do candidato Ibaneis. Nunca está disponível para um diálogo franco e aberto com os professores. A categoria negociava com o governo, desde 2022, formas de reajuste que contemplasse as perdas salariais e nos mantivessem acima do piso nacional. Ele decidiu, de forma monocrática, que todo o funcionalismo público do Distrito Federal teria o mesmo reajuste: 3 parcelas anuais de 6%.

Se o que o candidato Ibaneis Rocha prometeu fosse de fato cumprido, o Distrito Federal teria cumprido com a meta 17 do PDE, de equiparar os vencimentos básicos da categoria do magistério com as demais carreiras de igual formação.

A “melhor educação do país” do candidato Ibaneis não se concretizou. A Educação do governador Ibaneis mantém a categoria com salários abaixo do piso nacional pela primeira vez desde que o piso foi aprovado. E as 3 parcelas de 6% de aumento não serão suficientes para elevar o salário de volta a esse patamar.

O governador Ibaneis se esqueceu das promessas do candidato Ibaneis. Entrou no Supremo Tribunal Federal com ação de inconstitucionalidade para não pagar a 6ª parcela do reajuste obtido ainda no governo Agnello Queiroz. O STF rejeitou a ação, e o governador Ibaneis só pagou a última parcela devida porque foi obrigado pelo Supremo. Mas o governador Ibaneis não desiste: ele ainda continua com ação na justiça para não pagar o retroativo dessa última parcela.

A “melhor educação do país” do governador Ibaneis é muito diferente da educação do candidato Ibaneis, pois tem turmas superlotadas, alunos com deficiência sofrendo com descaso e dificuldades, e 2/3 da categoria que deveria “ter salário de juiz”, segundo o candidato Ibaneis, ganhou do governador Ibaneis um contrato de trabalho temporário, precarizado. E oito anos de reajuste ZERO pra todo mundo.

E o governador Ibaneis ainda está arrolado num processo do Supremo Tribunal Federal por atentado contra o estado democrático de direito, por prevaricar em suas funções de manter a segurança da Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro deste ano. Por essa o candidato Ibaneis não esperava!

O candidato prometeu uma coisa, o governador faz outra completamente diferente. Mas o registro em vídeo é para sempre. Veja:

 

Confira os materiais da greve e saiba como retirar os seus

Uma série de materiais impressos e digitais foram produzidos pelo Sinpro-DF para fortalecer a mobilização da categoria do magistério para a greve da educação. O movimento, reflexo do descaso do governador Ibaneis Rocha com a educação, começa nesta quinta-feira (4/5).

Clique AQUI e veja entrevista da diretoria do Sinpro Luciana Custódio sobre os motivos da greve 

Os itens estão sendo entregues nas escolas desde essa terça (3/5) e continuarão sendo distribuídos até que todas as unidades os recebam. Quem preferir, pode retirar os materiais na sede e nas subsedes do Sinpro. Basta ligar antes para conferir a disponibilidade.

Foram confeccionados cartazes, plaquinhas, adesivos, banner, faixas, melequinhas, informativos sobre os motivos da greve. Professores(as) e orientadores(as) também podem adicionar o tema “Greve da Educação” aos seus avatares (foto do perfil nas redes sociais). Essa opção também é dada a apoiadores da greve, que podem adicionar aos avatares o tema “Eu Apoio a Greve da Educação”.

Nesta quinta-feira(4/5), primeiro dia de greve da categoria, será realizada assembleia geral, às 9h30, no estacionamento da Funarte.

Veja abaixo a lista de materiais para serem utilizados na greve da Educação. Baixe e salve para imprimir ou compartilhar com seus contatos.

>> Cartaz


>> Pirulito 


>> Adesivo melequinha


>> Adesivo

>> Display mão

 

>> Banner 


>> Sinpro Cidadão


>> Folha do Professor

 

>> Folha do Professor – edição especial contrato temporário


>> Tema de avatar para professores(as) e orientadores(as) educacionais

Veja como personalizar seu avatar AQUI

>> Tema de avatar para apoiadores da greve da educação

Veja como personalizar seu avatar aqui

 

Para retirar os materiais físicos, vá a um desses endereços (ligue antes para conferir disponibilidade.

SIG
Endereço: Quadra 6, lote 2260 – Setor Gráfico
Telefone: (61) 3343-4200

Taguatinga
Endereço: CNB 04, lote 03, loja 01 – Taguatinga-DF
Telefones: (61) 3562-4011

Gama
Endereço: Área Especial 20/21, salas 42 e 44. Ed. Alternativo Center – Setor Central, Gama-DF
Telefone: (61) 3556-9105 | (61) 3384-8476 | (61) 99204-6345 | (61) 99167-2846

Planaltina
Endereço: Av. Independência, quadra 5, lote 18 – Vila Vicentina, Planaltina-DF
Telefones: (61) 3388-5144 | (61) 99323-8114 | (61) 99261-9905

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