Primeira rodada do III Torneio de Futebol Paulo Freire

Foi realizada neste fim de semana (15 e 16/4) a primeira rodada da fase classificatória do III Torneio de Futebol Paulo Freire, na Chácara do Sinpro. A atividade já faz parte da agenda esportiva dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública filiados(as) ao Sinpro.

Goleadas historicamente inacreditáveis (ou inacreditavelmente históricas) ocorreram no fim de semana, entre as equipes.

No torneio feminino, o time das Divas bateu o GG por 9 X 1, e o Marielle venceu as Feministas Antifascistas por 15 X 0.

Entre os homens, o Deportivo Gama venceu o Saída Sul por 7 X 0 e, à tarde, venceu o Real Matismo por 9 X 2.

A segunda rodada está, a princípio, programada para o mês de maio, mas sua confirmação estará condicionada à agenda de lutas da categoria (Assembleia Geral dia 26/4 no estacionamento da Funarte com paralisação e indicativo de greve).

O III torneio de Futebol Paulo Freire recebeu mais de 300 inscrições, já que neste ano a equipe técnica dos times também foi incluída.

“O torneio já é um sucesso na categoria, temos a participação de profissionais de todas as regionais que vêm à chácara do Sinpro para curtir mais um momento de confraternização da categoria”, comemora Bernardo Távora, coordenador da secretaria de cultura do Sinpro.

No Facebook do Sinpro há um álbum com todas as fotos do evento. Clique aqui para ver.

Confira os resultados e a tabela de classificação:

JOGO  EQUIPE    EQUIPE GÊNERO
1 Divas FC 9 X 1 GG F
2 Deportivo Gama 7 X 0 Saída Sul M
3 100 Pressão 2 X 8 Lokomotiva 33 M
4 GG 1 X 3 Ceilândia “B” M
5 Tupamaros 3 X 0 Ursal M
6 Real Matismo 2 X 9 Deportivo Gama M
7 Lokomotiva 33 2 X 1 Ceilândia “B” M
8 100 Pressão 1 X 7 GG M
9 Real Matismo  2 X7 Dinossauros M

 

 

JOGO EQUIPE   EQUIPE GÊNERO
10 Tupamaros 2 X 5 Sub-óbito M
11 GG 1  X  5 Marielle FC F
12 100 Pressão 2 X11 Ceilândia “B” M
13 Dinossauros 3 X 2 Saída Sul M
14 Lokomotiva 33 4 X 0 GG M
15 Marielle FC 15 X 0 Feministas

Antifascistas

F
16 Sub-óbito 4 X 1 Ursal M
17 Deportivo Gama 4 X 0 Dinossauros M
18 Real Matismo 0 X 8 Saída Sul M

 

 

CLASSIFICAÇÃO – TORNEIO PAULO FREIRE DE FUTEBOL – Masculino 

 Em negrito equipes classificadas para a 2ª fase

 

GRUPO A

  EQUIPE PG V SG GP GC J
Deportivo Gama     9  3  18  20  2 3
Dinossauros  6  2  2  10  8 3
Saida Sul  3  1  0  10  10 3
4º  Real Matismo  0  0  -20  4  24 3

 

 

GRUPO B

  EQUIPE PG V SG GP GC J
 Lokomotiva 33  9  3  11  14  3 3
Ceilândia “B”  6  2  10  15  5 3
GG  3  1 0  8  8 3
4º  100 Pressão   0  0  -25  5  26 3

 

 

GRUPO C

  EQUIPE PG V SG GP GC J
Sub-óbito  6  2  6  9  3 2
Tupamaros 3     1 0     5     5 2
Ursal   0 0 -6 1 7 2

 

 

 

CLASSIFICAÇÃO – TORNEIO PAULO FREIRE DE FUTEBOL – Feminino

 

            GRUPO A

  EQUIPE PG V SG GP GC J
Marielle FC  6  2  19  20  1 2
 Divas 3 1 8 9 1 1
GG 0 0 -12 2 14 2
 Feministas Antifascistas 0 0 -15 0 15 1
5º  Elzas   0

 

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Concurso público: novo adiamento preocupa o Sinpro

O Sinpro vê com preocupação a publicação, no DODF de ontem (17/4), de mais uma alteração no cronograma do concurso para o magistério público do DF, com o adiamento da conclusão e homologação de resultados do concurso, que foi realizado e deveria ter sido concluído no ano passado. Esse novo adiamento pode deixar centenas de alunos sem professor efetivo, principalmente no ensino fundamental e médio.

Enquanto o edital original, publicado em julho de 2022, previa homologação de resultados em fevereiro de 2023, a retificação das datas publicada ontem leva a homologação do concurso para julho deste ano (confira na imagem abaixo). A preocupação do sindicato reside nas consequências de mais um adiamento, que prejudicam não só os concursados, como a educação do Distrito Federal como um todo. O adiamento da homologação é uma decisão política cujas consequências podem trazer dificuldades para a nomeação de profissionais aprovados nesse concurso ainda para o ano letivo de 2023.

Antes do ano de 2022, o último concurso para o magistério público ocorreu em 2016. Não há seleção para professor de educação física desde 2013. Numa realidade em que a média de aposentados da categoria oscila entre 1.000 e 1.400 a cada ano, é necessário ter esse fato vislumbrado no horizonte de médio prazo, e assim prever, dentro da rotina de gestão, formas de substituição desses profissionais. Essa falta de regularidade não ocorria nem nos anos 1990, quando havia concurso a cada dois anos. Os intervalos muito longos entre concursos precarizam ainda mais o ensino no Distrito Federal.

O Sindicato vem acompanhando o desenrolar desse concurso desde o seu anúncio. Nossa cobrança é para a homologação do processo seletivo, seguida da nomeação imediata de todos os aprovados, em regime efetivo, até zerar o cadastro – e que outro concurso seja convocado ainda este ano. Previsão orçamentária para isso existe: lutamos por ela em 2022 na Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada no ano passado na CLDF, e recentemente o Sinpro protocolou junto ao MPDFT um documento enfatizando a importância deste concurso público e da imediata convocação de todos os aprovados.

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Assembleia Geral dia 26/4, às 9h30, no estacionamento da Funarte

O Sinpro informa que a Assembleia Geral da categoria com paralisação e indicativo de greve será realizada no dia 26 de abril (quarta-feira), às 9h30, no estacionamento da Funarte.

 

A Assemblei Geral faz parte do calendário de mobilização. “Todas as atividades estão no calendário de mobilização aprovado na Assembleia Geral do dia 14 de março, que aprovou indicativo de greve”, lembra Luciana Custódio, coordenadora da Secretaria de Finanças do Sinpro-DF.

 

Ela também destaca os princípios da Campanha Salarial 2023: “Isonomia e paridade são princípios da nossa campanha. Nossa pauta atinge toda a categoria: efetivos e contratos temporários, ativos e aposentados”, explica a diretora.

 

A Campanha Salarial 2023 da categoria do magistério público do DF está a todo vapor nas ruas, nas TVs, nas redes sociais e na categoria. Para o público brasiliense, o Sinpro divulgou vídeos da campanha na TV, em outdoors em toda a cidade e nas redes digitais. Clique na matéria a seguir e confira:

 

Assembleia Geral dia 26/4 com paralisação e indicativo de greve: acesse os materiais da Campanha Salarial 2023

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TV Sinpro Vida em Palavras: Construindo Pontes

O TV Sinpro desta quarta-feira (19/4) será ao vivo. Os diretores da secretaria de assuntos de saúde do trabalhador, Élbia Pires, João Braga e Rodrigo Teixeira, conversam com a professora Ana Magnólia Mendes, do Instituto de Psicologia da UnB, e com a psicóloga Luciane Kozicz, que atua no Sinpro-DF, sobre a onda de violência que assola as escolas brasileiras, e vem mobilizando o ministério da Justiça e as polícias estaduais.

Como a categoria, que já está trabalhando no limite da saúde psicológica, pode fazer para lidar com mais essa escalada de violência? Polícia nas escolas é a solução?

Este é mais um evento do projeto Vida em Palavras. O projeto, pensado para ser uma parceria da secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador com as outras 13 secretarias do sindicato, tem como eixo principal utilizar a transversalidade como um processo de integrar a comunicação, uma pausa para refletir sobre o viver, reforçando a conscientização sobre a prevenção dos adoecimentos.

Ana Magnólia Mendes é Professora Titular da Universidade de Brasília no Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, Pesquisadora do Laboratório de Critica Social do Trabalho, e autora dos livros: Desejar, Falar, Trabalhar, editora Fi (2018) e As Galinhas que Lutem! O Trabalho na Clinica Lacaniana, editora Circuitos (2022). Luciane Kozicz é psicóloga clínica e atua na Secretaria de Saúde do Sinpro-DF. Mestra em Avaliação de Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca/Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz) e especialista em Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupos pelo Instituto de Pesquisa em Psicopatologia e Psicanálise de Brasília, é pesquisadora convidada do Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB).

O TV Sinpro é nesta quarta-feira, às 19h, nas redes do Sinpro e na TV Comunitária. Não perca!

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Sua escola já realizou a eleição para delegado e representantes sindicais?

A sua escola já tem delegado(a) e representantes sindicais? A Assembleia Geral da categoria, realizada dia 14 de março, aprovou um calendário de mobilização para estimular a categoria a cumprir sua agenda de luta e promover a eleição de delegados(as) e representantes sindicais no local de trabalho.

O Sinpro destaca que a eleição de delegados(as) e representantes sindicais pode ser realizada a qualquer tempo ao longo do ano e não é inflexível. Com isso, o sindicato sugere às escolas realizarem essa eleição na próxima reunião de coordenação coletiva. O mandato vale por 1 ano.

Por que é importante ter delegados e representantes sindicais na escola?

A eleição de delegados(as) e representantes sindicais nas escolas é fundamental para fortalecer e encaminhar a Campanha Salarial 2023. Reestruturação da carreira já! Por isso, o quanto antes os(as) delegados(as) e representantes sindicais forem eleitos, mais força teremos na nossa luta pela valorização da nossa carreira.

A eleição de delegados(as) e de representantes sindicais é essencial para o fortalecimento dos processos democráticos e de construção coletiva da luta por melhores condições de trabalho e salários dignos, bem como por uma educação gratuita, pública e referenciada socialmente.

Dentre as tarefas executadas pelos(as) delegados(as) e representantes sindicais estão a mobilização da categoria na escola, a articulação da presença do sindicato em coordenações coletivas, a divulgação de campanhas e mobilizações virtuais.

O(a) delegado(a) e o(a) representante sindicais são os(as) interlocutores(as) entre seus pares e a diretoria do sindicato, cumprindo as deliberações do Estatuto, das Assembleias e da Diretoria Colegiada da entidade. O fortalecimento da organização por local de trabalho é uma condição fundamental e importantíssima para o sucesso nas lutas da categoria.  

Como é a eleição?

Cada unidade escolar pode eleger um(a) delegado(a) sindical, além de um representante por turno. Por exemplo, uma escola que funciona nos três (3) turnos, pode eleger uma(a) (1) delegado(a) sindical e um/a (1) representante por turno, num total de quatro (4) pessoas. Não há verticalidade nessa relação; a eleição de delegado(a) e de representantes é uma estratégia importante para aumentar o nível de representatividade por escola. 

Quem pode se candidatar?

Podem ser delegados(as) e representante sindicais o(a) professor(a) efetivo(a), de contrato temporário, ou orientador(a) educacional desde que sejam sindicalizados(as) no Sinpro. A diretoria destaca que a existência de delegados(as) e representantes sindicais é o principal mecanismo do sindicato para a categoria se organizar no local de trabalho, principalmente durante a nossa “Campanha salarial 2023: Reestruturação Já!”.

Além disso, é uma forma de humanização dos ambientes de trabalho, de fortalecer o pertencimento classista e de fazer parte da estrutura sindical das entidades ligadas ao projeto organizativo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que defende a autonomia e a independência dos sindicatos.

 

Confira o passo a passo abaixo:

1) Após a realização da eleição durante a coletiva, o (a) delegado sindical deverá acessar o LINK e informar o CPF.

 

 

2) Se houver representações sindicais por turno, o(a) delegado sindical, deverá preencher e informar no formulário. Havendo necessidade de inserir mais representantes, basta clicar em adicionar “representantes” e, em seguida, salvar os dados informados.

3) O delegado(a) irá inserir o CPF e nome de cada participante da reunião na qual ocorreu a eleição.

Atenção: É de extrema importância que todos os participantes que estiveram presentes na coletiva sejam inseridos no documento digital, independentemente de serem ou não filiados(as).  Para cada participante, é preciso salvar o documento.

 

4) Após o preenchimento de todas as informações, o Sinpro automaticamente receberá as informações  do formulário.

5) Por fim, clique em visualizar a Ata de Eleição, imprima ou salve o documento para você. 

 

 

Caso o candidato(a) queira fazer alguma mudança no formulário, basta acessar o e-mail que será enviado para o endereço eletrônico cadastrado. Os(as) delegados(as) sindicais serão eleitos para mandato de um ano.

 

Ata de Eleição 

 

É possível baixar a ata e a lista de presença, preencher e enviar em formato PDF para a Secretaria de Formação do Sinpro-DF pelo Whatsapp (61) 99323-8140 ou pelo e-mail joelma@sinprodf.org.br; ou ainda presencialmente na sede e subsedes do sindicato.

 

PDF da Ata de Eleição:

https://sinpro25.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Ata-Delegado-Sindical-2023.pdf

 

Atenção: o(a) delegado(a) só será validado(a) quando o sindicato receber a ata devidamente preenchida! Caso tenha alguma dúvida, contatar a Secretaria de Formação no mesmo número de Whatsapp citado acima ou pelo telefone (61) 3343-4209.

 

Matéria originalmente publicada em 16 de março de 2023.
Editada em 11 de abril de 2023.

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18 de abril – Dia Nacional do Livro Infantil

Acanhada, Maria Eduarda (nome fictício), de 10 anos, sempre encontrou no isolamento e na timidez a força que precisava para superar dificuldades que viveu desde seu primeiro contato com a escola. Ao entrar no ensino infantil, Duda se alegrava com os momentos de ludicidade, mas se retraía quando o assunto era leitura. Ao identificar sua dificuldade com as letras, sua professora passou a mostrar à aluna um leque de novidades que poderia obter através dos livros, das gravuras, e com o tempo Maria Eduarda voltou a sorrir, deixando a tristeza de lado. Um mundo de novidades se abria para ela.

A história se confunde com a de vários(as) alunos(as) que passaram por dificuldades no momento da alfabetização, e da importância da leitura neste importante processo pedagógico. E para enfatizar e reconhecer a importância dos livros para a educação e para o futuro da humanidade, o dia 18 de abril foi escolhido para abarcar o Dia Nacional do Livro Infantil.

Nesta mesma data, em 1882, nascia o escritor Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil brasileira. Portanto, é uma data que celebra esse tipo de literatura e ainda homenageia o escritor, autor não só de textos para crianças, apesar de ser mais conhecido por eles. É vasto o legado de Lobato: Urupês; O Saci; Narizinho Arrebitado; Fábulas; O Marquês de Rabicó; As Aventuras de Hans Staden; Peter Pan, dentre outros.

O próprio Lobato afirmava que o livro infantil é lugar de sonhos, fantasias, reflexões e, também, de realidade. A literatura infantil mostra um universo lúdico e particular, mas sem deixar de lado a importância no processo de alfabetização. O incentivo à leitura é, portanto, um desafio para pais ou responsáveis, escolas, editoras, enfim, de todo um país e dos governos Federal e locais.

Passados três anos do despertar de seu amor pela leitura, Maria Eduarda ajuda outras crianças a conhecerem toda riqueza que os livros escondem. “A literatura na infância traz uma gama de benefícios, colaborando com o processo de apropriação da linguagem escrita, agregando conhecimento e produzindo conceitos significativos no desenvolvimento de ensino e aprendizado. É uma fonte de estímulo à criatividade e à imaginação de seus leitores, o que contribui para o desenvolvimento intelectual e para a formação de um público leitor”, ressalta o diretor do Sinpro Cláudio Antunes.

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Ações preventivas contra a onda de violência nas escolas de todo o país

A onda de violência vista em várias escolas do Brasil tem gerado, além de preocupações constantes, debates pela melhor forma de garantir a segurança de educadores(as), alunos(as) e profissionais que trabalham nas unidades escolares. Este debate tem sido levantado pelo Sinpro desde a primeira edição do Concurso de Redação do sindicato, que trouxe como tema: Quem bate na escola maltrata muita gente.

Outro projeto trazido por autoridades é a Cultura da Paz, um conjunto de valores, atitudes, modos de comportamento e de vida que rejeitam a violência, e que apostam no diálogo e na negociação para prevenir e solucionar conflitos, agindo sobre suas causas. No Distrito Federal, reuniões com diretores, protocolos de segurança e reforço no policiamento do batalhão escolar têm sido tomados com o objetivo de impedir ataques terroristas, exemplo do que aconteceu em São Paulo, quando uma professora foi morta a facadas, e em uma creche de Blumenau, com o assassinato de quatro crianças.

O site G1.com abordou a temática e aprofundou sobre o que é Cultura da Paz. Confira abaixo o texto na íntegra:

Por Caroline Cintra, g1 DF

 


Sala de aula de uma escola pública do Distrito Federal — Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Sala de aula de uma escola pública do Distrito Federal — Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

 

Por causa da onda de violência nas escolas de todo o país, autoridades têm anunciado ações preventivas. No Distrito Federal, por exemplo, o GDF anunciou medidas como reuniões com diretores, protocolos de segurança e reforço no policiamento do batalhão escolar.

Além das medidas práticas, algo que tem sido bastante citado nos pronunciamentos oficiais é a cultura de paz nas escolas. Mas, afinal o que é isso?

O professor e mestre em educação da Universidade Católica de Brasília (UCB) , José Ivaldo Araújo de Lucena explica que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), “a cultura de paz é um conjunto de valores, atitudes, modos de comportamento e de vida que rejeitam a violência, e que apostam no diálogo e na negociação para prevenir e solucionar conflitos, agindo sobre suas causas”.

 

“Cultura de paz nas escolas significa, nesse contexto, uma opção política e pedagógica dos atores que compõem o sistema de ensino, equipes diretivas, professores, auxiliares, estudantes e suas famílias, no sentido da construção de ações coletivas de superação de todo o tipo de violência”, diz o professor.

 

Para o especialista, o desenvolvimento de uma cultura de paz nas escolas não é responsabilidade única e exclusiva das instituições de ensino, “mas elas são territórios privilegiados para o desenvolvimento de programas, projetos, atividades e ações de sensibilização e formação de crianças, adolescentes e jovens para a construção de uma sociedade mais humana e menos violenta”.

 

“A paz, assim como outros conhecimentos difundidos nas escolas, precisa ser aprendida e cultivada. Exige um processo contínuo de aprendizagem, construção e reconstrução permanente, dentro e fora da sala de aula”, diz José Ivaldo.

 

De acordo com o especialista, são experiências exitosas de cultura de paz na escola:

  • Capacitação de estudantes para que possam atuar como protagonistas na mediação de conflitos entre seus pares
  • Implantação de uma sala de mediação de conflitos nas escolas para que os estudantes possam atuar como mediadores no atendimento dos colegas
  • Realização de assembleias escolares em sala de aula na qual os conflitos são apresentados e a turma pode contribuir com a busca de soluções
  • Formação de professores, auxiliares, estudantes e famílias sobre cultura de paz, comunicação não violenta e mediação de conflitos, criando assim um ecossistema de cultura de paz na comunidade

 

‘Cultura de paz não significa ausência de conflitos’

 

Criança com mão no rosto — Foto: Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo

Criança com mão no rosto — Foto: Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo

O professor explica que a cultura de paz favorece relações abertas para o diálogo e a cooperação, no entanto “não significa a ausência de conflitos, mas promove a maturidade de como resolvê-los de formas não violentas”.

 

“A escola se torna ambiente propício para falas autênticas e escutas empáticas pautadas pelo respeito e pela corresponsabilidade entre os atores que fazem partes do processo de ensino e de aprendizagem.”

Para José Ivaldo Araújo de Lucena, na maioria das vezes a violência não tem origem na escola, mas dentro da própria família e da comunidade.

 

“Nesse sentido, é indispensável a criação de políticas públicas de educação para a paz que mobilizem toda a sociedade, desde famílias, associações de bairro, empresas, igrejas, órgãos de segurança pública, entre outros, numa ação sistêmica de prevenção à violência”, diz José Ivaldo.

 

O professor também é secretário executivo da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília (UCB). Um centro de estudos e pesquisas sobre juventude, educação e sociedade.

“A UNESCO considera a educação, a ciência, as ciências sociais, a cultura e a comunicação como meios para atingir o objetivo ambicioso declarado em sua constituição: ‘uma vez que as guerras se iniciam nas mentes das pessoas, é nas mentes das pessoas que devem ser construídas as defesas da paz”, diz o especialista.

 

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Assembleia Geral dia 26/4 com paralisação e indicativo de greve: acesse os materiais da Campanha Salarial 2023

A Campanha Salarial 2023 da categoria do magistério público do DF está a todo vapor. No dia 26 de abril (quarta-feira), às 9h, no estacionamento da Funarte, professores(as) e orientadores(as) educacionais vão realizar uma Assembleia Geral com paralisação e indicativo de greve. Confira, no final desta matéria, os links dos vídeos da campanha na TV. O Sinpro também divulgou a campanha em outdoors em todo o Distrito Federal. Confira nas redes digitais toda a campanha. Com o lema “Basta de descaso com a educação – Reestruturação da carreira já!”, a campanha reflete o cenário imposto à categoria do magistério público do DF, que traz desde o congelamento salarial de 8 anos até condições de trabalho precárias.

A campanha é estruturada em várias ações junto à categoria e outros setores, como plenárias regionalizadas, Sinpro nas Cidades, reuniões com gestores, delegados(as) sindicais, concursados(as); mutirão nos gabinetes da Câmara Legislativa, entre outras. Todas as atividades estão no calendário de mobilização aprovado na assembleia geral do dia 14 de março, que aprovou indicativo de greve. “Isonomia e paridade são princípios da nossa campanha. Nossa pauta atinge toda a categoria: efetivos e contratos temporários, ativos e aposentados”, explica a diretora do Sinpro Luciana Custódio.

>> Acesse o link para ver o calendário de mobilização da Campanha Salarial 2023 e a conjuntura imposta a professores(as) e orientadores(as) educacionaishttps://bit.ly/40tk9Bb

Para dialogar com professores(as) e orientadores(as) educacionais e com a população do DF, o Sinpro elaborou materiais gráficos que mobilizam, falam da situação imposta pelo GDF e indicam a luta como saída para o cenário de desvalorização e descaso.

Foram feitas duas edições do Folha do Professor, uma delas é especial para professores(as) de contrato temporário. Os dois informativos são utilizados nas plenárias regionalizadas como materiais pedagógicos.

Também vem sendo distribuído o Sinpro Cidadão. O material é direcionado à sociedade, mas também chegou às unidades escolares.

Ainda foram confeccionadas faixas com motes da campanha salarial, como reestruturação da carreira, recomposição salarial e convocação imediata dos(as) aprovados(as) no último concurso público, realizado em 2022. Elas são levadas às unidades escolares por dirigentes do Sinpro, que realizam reuniões para dialogar sobre as pautas de reivindicação e a importância da unidade na luta.

“Registramos todas as visitas com fotos. É essencial que professores e orientadores educacionais saiam nas fotografias. Isso é importante para mostrar a força do nosso movimento. As fotos são postadas nas redes sociais do nosso Sindicato”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Letícia Montandon.

 

O Sinpro também distribui plaquinhas com a frase “Basta de retirada de direitos das aposentadas e dos aposentados”, para denunciar a situação vivida por este segmento, que vem sendo duramente combatida pelo Sinpro. Os materiais já foram levados a quase 300 escolas e milhares de professores(as), orientadores(as) educacionais, cidadãos e cidadãs.

 

O Sinpro orienta que esses materiais sejam distribuídos por toda a categoria para estudantes, familiares, amigos. “Uma ideia é, nos bilhetes e mensagens enviadas a pais, mães e responsáveis, anexar nossos materiais. O objetivo é dialogar também com a sociedade para denunciar o descaso com a educação, explicar a legitimidade da campanha salarial e mobilizar para a luta”, orienta Letícia Montandon. (Acesse todos os materiais no fim da matéria. Leia, imprima, compartilhe com seus contatos)

Convoca Já!
A luta pela convocação imediata de todos os aprovados e todas as aprovadas no concurso público para o magistério do DF é uma das pautas prioritárias da campanha salarial da categoria.

A qualidade da educação pública está necessariamente ligada à qualidade das condições de trabalho dos profissionais do magistério da rede pública de ensino. E aos professores(as) de contrato temporário é imposto um vínculo empregatício frágil, que gera insegurança e medo.

A reivindicação é para que nomeiem, imediatamente, tanto os aprovados para vagas de provimento imediato como aqueles que ficaram no cadastro reserva. Isso porque, mesmo com essa convocação, as carências da rede pública de ensino não serão resolvidas.

>> Clique no link e saiba mais sobre a pauta https://bit.ly/3nvq6iG

Mutirão na CLDF
Outra ação que o Sinpro realiza para fortalecer a Campanha Salarial 2023 são os mutirões nos gabinetes da Câmara Legislativa do DF. Pela terceira vez neste ano, a Comissão de Negociação do Sinpro visitou a os gabinetes dos(as) parlamentares para pedir apoio na luta pela reestruturação da carreira e recomposição salarial.

Por intermédio do deputado Gabriel Magno (PT), na última terça-feira (28/3), a comissão foi recebida pelo presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB). O compromisso foi de que a Câmara faça a mediação de diálogo com o GDF para que não se encerrem as negociações com a proposta de reajuste de 18%, parcelado em três anos, apresentada unilateralmente pelo governador Ibaneis Rocha ao conjunto do funcionalismo público.

A luta da categoria do magistério público conta com o apoio parlamentares de diversas legendas.

Assembleia geral
Assembleia geral com indicativo de greve e paralisação está agendada para 26 de abril, com possibilidade de antecipação. Segundo a Comissão de Negociação do Sinpro, “a resposta se haverá greve ou não está nas mãos do governador”.

Acesse os materiais gráficos da Campanha Salarial 2023 e veja fotos das visitas às unidades escolares. Interessados(as) podem retirar exemplares de materiais impressos na sede do Sinpro (SIG) ou nas plenárias regionalizadas. Ainda é possível obter os materiais com os(as) dirigentes do Sinpro que visitam a sua escola.

 

 

 

 

Vídeos da Campanha Salarial 2023 veiculados nas televisões:

 

 

 
 
 
 
 
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Sinpro nas Cidades
Planaltina, Gama e Guará https://bit.ly/3zl6eSk
Ceilândia, Planaltina e Gama https://bit.ly/3ntyY8B
Ceilândia, Brazlândia, Sobradinho e Núcleo Bandeirante https://bit.ly/3G4mACv
Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Sobradinho e Brazlândia https://bit.ly/3M35VTC
Plenárias regionalizadas dos dias 6 e 13/4 foram reunidas em uma só e realizadas na Câmara Legislativa do DF (CLDF): Paranoá, Plano Piloto, Recanto das Emas e Samambaia; Santa Maria, São Sebastião e Taguatinga https://bit.ly/3MOr8ks

 

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Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária

Dia 17 de abril é o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. A data faz referência ao massacre de Eldorado dos Carajás, acontecido em 1996. Na ocasião, 21 trabalhadores sem terra ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) foram assassinados pela polícia paraense quando marchavam em direção a Belém para reivindicar a desapropriação de terras para reforma agrária. Outras 69 pessoas ficaram feridas.

A reforma agrária continua sendo um tema muito atual e mal resolvido no país. Basta lembrar que a origem do latifúndio está ligada ao processo de ocupação do Brasil após a chegada dos portugueses, ainda no século XVI. Em 1536, a coroa portuguesa dividiu o território em grandes faixas de terras que iam do litoral até a linha imaginária determinada pelo Tratado de Tordesilhas. Eram as capitanias hereditárias, que estão na raiz do grande problema que é a concentração fundiária no Brasil: nossa história é baseada na concentração da propriedade, originada também na ocupação de terras públicas.

Segundo o Estatuto da Terra, “A Reforma Agrária é o conjunto de medidas que promovem a melhor distribuição da terra, mediante modificações no regime de sua posse e uso, a fim de atender aos princípios de justiça social e ao aumento de produtividade”. O MST, por exemplo, luta de forma articulada pela distribuição de terras e por um projeto de agricultura sustentável para a produção de alimentos e o combate à fome, e pela soberania alimentar.

Dados não mentem

A concentração de terras é uma triste e forte expressão da desigualdade social no Brasil. O último censo agropecuário, de 2017, revelou que 15 milhões de pessoas trabalhavam com atividades agropecuárias – 1,4 milhão a menos do que o censo anterior havia indicado (2006). A razão para a queda está no aumento do poder do agronegócio e na mecanização do campo: entre a realização dos dois censos, houve uma redução de 9,5% no número de estabelecimentos da agricultura familiar, enquanto no agronegócio o crescimento foi de 35%.

Análise do Dieese aponta que, em termos de número de estabelecimentos agrícolas, a maior parte continua sendo da agricultura familiar (77%); porém, ao se analisar pela extensão, a maioria das terras está nas mãos do agronegócio (77%). Os números mostram inequivocamente que a concentração de terras é um problema seríssimo no Brasil.

A democratização do acesso à terra contribuiria para fortalecer a democracia brasileira e para diminuir as desigualdades sociais. A Reforma Agrária também gera emprego e trabalho cooperado, garantindo dignidade para trabalhadoras e trabalhadores rurais.

Para a Via Campesina, movimento internacional que coordena organizações camponesas de pequenos e médios agricultores, trabalhadores agrícolas, mulheres rurais e comunidades indígenas e negras, a melhor homenagem que se pode fazer a um lutador ou lutadora é seguir lutando. Por isso, desde o massacre de Eldorado dos Carajás, o movimento instituiu 17 de abril como o Dia Internacional da Luta Camponesa. No Brasil, um decreto fez da data o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Para o MST, que integra a Via Campesina no Brasil, o mês de abril é de lutas, com a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária.

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16 de abril – dia nacional e mundial da voz

O dia nacional da voz é uma campanha educativa que contribui para prevenção, promoção e proteção da saúde da voz, e vem sendo comemorado desde 1999. Tem como finalidade alertar o público sobre a importância da voz.

A comemoração desse dia surgiu como ideia de um grupo de profissionais brasileiros, médicos, fonoaudiólogos e professores de canto, preocupados com a saúde da voz, até mesmo a prevenção do câncer de laringe e sua detecção precoce. A iniciativa brasileira logo foi seguida por outros países, o que tornou o dia 16 de abril o dia nacional e mundial da voz.

E, já sabendo que um(a) professor(a) vai ter alguma dificuldade em cumprir com o item “evite falar por longos períodos, principalmente em ambientes ruidosos”, a seguir listamos algumas dicas para manter sua voz saudável:

– hidratação do organismo: beber de 7 a 8 copos de água por dia, em temperatura ambiente;
– em ambientes com ar condicionado, que resseca as mucosas, intensificar a hidratação;
– tossir ou pigarrear excessivamente provoca atrito nas pregas vocais, podendo feri-las;
– fale sem esforço e articule bem as palavras;
– mantenha uma boa postura corporal ao falar ou cantar;
– durma bem;
– tenha uma alimentação saudável, rica em frutas e proteínas;
– procure reduzir a quantidade de fala durante quadros gripais, crises alérgicas e período pré-menstrual;

O vídeo a seguir mostra todo o aparelho fonador humano em ação. É a imagem de ressonância magnética de um cantor de ópera cantando.

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