15 de março é o dia nacional da escola. É dia de lembrarmos do papel dessa instituição no desenvolvimento de todos os indivíduos.
A escola é onde os cidadãos são formados. Para além de membros de uma família, os indivíduos aprendem o convívio com as diferenças, a tolerância, o esperar a sua vez, a existência do outro, com todas as suas necessidades e prioridades. É a escola para além do conteúdo. É a escola das ações pedagógicas e políticas. É a escola que nos prepara para a vida lá fora.
Uma boa formação escolar é fundamental para que as pessoas possam alcançar um futuro mais sólido, seja em questões sociais ou profissionais, já que a base, além do ambiente familiar, começa na escola. Por isso, aprender como ela é essencial para a construção da trajetória de cada ser humano é um passo valioso durante essa formação.
Lutamos para que toda a sociedade tenha escolas com turmas sem superlotação, que valorizem seus e suas profissionais com salários dignos e estrutura adequada para receber estudantes contemplando todas as suas diversidades. Trabalhamos para que toda a sociedade tenha escolas que propiciem a seus e suas jovens uma educação laica, de qualidade e socialmente referenciada. Nos dedicamos todos os dias para que a sociedade tenha uma escola que forme cidadãos e cidadãs.
Todo dia é dia de celebrar a escola (e todos os e as profissionais da educação). E o 15 de março é dia de celebrar a valorização da escola. De educação, a gente cuida.
Categoria decide por indicativo de greve e nova assembleia dia 26/04
Jornalista: Alessandra Terribili
A primeira assembleia geral de professoras(es) e orientadoras(es) educacionais do DF no ano, que aconteceu na manhã desta terça-feira (14), expressou a potência e a disposição de luta da categoria! Reunidos no dia do aniversário de 44 anos do Sinpro-DF, os profissionais do magistério público definiram o calendário de mobilização da campanha salarial 2023, que exige reestruturação da carreira já. Basta de descaso!
A assembleia foi conduzida por três mulheres – as diretoras do Sinpro Luciana Custódio, Berenice Darc e Márcia Gilda – em referência ao Dia Internacional de Lutas das Mulheres, que foi na semana passada mas marca o mês inteiro!
Ao mesmo tempo em que temos nossos salários congelados há oito anos, com grandes perdas financeiras que implicam na desvalorização da carreira, vemos a profunda desigualdade entre os vencimentos das diversas carreiras de ensino superior do GDF. Por isso, é hora de aprofundar e ampliar os debates, e intensificar a mobilização para fazer valer a meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE). O quadro atual é inaceitável, e transformá-lo depende da nossa luta!
A comissão de negociação informou que as reuniões com o governo, que vêm acontecendo desde setembro/2022 para discutir a reestruturação da carreira do magistério público, foram retomadas nesta segunda-feira (13), inclusive, graças à pressão da mobilização pré-assembleia! Na reunião, os representantes do sindicato foram recebidos pelo secretário de Economia do GDF, Ney Ferraz.
Três eixos orientam as negociações: 1) A tabela salarial atual, que revela as perdas salariais decorrentes de oito anos de congelamento e do não cumprimento da lei (meta 17 do PDE). 2) Redução da quantidade de padrões, para fortalecer a carreira pela garantia de qualidade no acesso, permanência e conclusão dela. 3) Incorporação das gratificações, começando pela Gaped.
É também fundamental, para o fortalecimento da carreira, a valorização salarial dos aposentados e aposentadas. Essa é uma luta importante desta campanha salarial.
Além disso, ainda no sentido do fortalecimento da categoria, a comissão destacou a importância de se nomearem o quanto antes todos os aprovados e aprovadas do último concurso, inclusive o cadastro reserva. Pelas deficiências de hoje na rede, ainda não será o suficiente! Por isso, é importante já ter no horizonte a realização de novo concurso. Os e as profissionais de contrato temporário são fundamentais para vagas temporárias, entretanto, é necessário que professoras(es) e orientadoras(es) educacionais concursadas(os) ocupem as vagas efetivas! Assim, aqueles que hoje são temporários terão a oportunidade de ser efetivos.
Estamos em luta, também, pelas nossas condições de trabalho. A superlotação das salas de aula compromete o trabalho pedagógico e adoece os docentes, além de tornar o trabalho dos orientadores e orientadoras educacionais. Seguiremos defendendo que o GDF garanta a proporção de 300 estudantes por orientador(a)!
Na reunião, a comissão de negociação deu o recado para o governo: a categoria não vai ficar esperando o governo decidir agir. Vai construir a mobilização, dialogar com a sociedade e, se necessário, paralisar as atividades para garantir seus direitos!
Nesse sentido, na assembleia geral desta terça-feira, professoras(es) e orientadoras(es) educacionais aprovaram indicativo de greve e nova assembleia para 26 de abril. Para construir o caminho até lá, foi aprovado um calendário de mobilização nas cidades (veja no final da matéria) para envolver mais educadoras(es) e também para ampliar o debate para o conjunto da comunidade escolar.
O objetivo do calendário é fortalecer a mobilização e a pressão sobre o governo. É fundamental que todas e todos se envolvam nas atividades e conquistem mais colegas para a luta. A responsabilidade dos profissionais efetivos é grande e importante: o volume da nossa mobilização contribuirá para que os temporários e temporárias se sintam seguros para participar. Assim, vamos juntos – efetivos(as) e temporários(as), aposentados(as) e profissionais da ativa – discutir e definir qual carreira queremos para o magistério público do DF!
Por fim, a assembleia aprovou uma moção de repúdio à impunidade dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes; e uma moção de solidariedade a Jane Becker, presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e região (Sinsej), ameaçada de morte no início deste mês por denunciar uma situação de trabalho análogo à escravidão.
Acaba dia 24 de março prazo para leilão de precatórios; cuidado com o golpe
Jornalista: Luis Ricardo
Termina no dia 24 de março o prazo de inscrição para a apresentação de propostas para quitação de pagamento de precatórios. É importante lembrar que só estarão aptos para participar do leilão os precatórios emitidos até 2 de abril de 2022, e que a adesão ao processo não é feita pelo departamento jurídico do Sinpro, cabendo a cada professor(a) e orientador(a) educacional credor(a) a iniciativa. Além disso, diante do alto número de golpes aplicado, o sindicato orienta cautela no desenrolar do processo.
A convocação está sendo feita pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), pelo edital 1/2023, e de acordo com o documento a apresentação para propostas de leilão direto de pagamento dos precatórios poderá ser feita pelo link http://www.acordoprecatorio.pg.df.gov.br/. Esse primeiro passo poderá ser feito pelo credor, por procurador ou por um advogado.
A antecipação do pagamento do precatório impõe um deságio de 40% sobre o valor devido, além de 10% de honorários advocatícios. Ou seja, o pagamento final, caso aprovado o leilão, é de metade do que o credor tem a receber. Além disso, ainda há uma ordem devida aos leilões. Têm prioridade, nesta ordem, processos de quem tem doenças graves (devidamente reconhecida pelo órgão competente); maiores de 60 anos, e pessoas com deficiência. Os dois últimos critérios são: ordem crescente de valores e ordem alfabética do nome do credor.
Após apresentar pedido de antecipação, o processo passará por análise, que leva em consideração, entre outros fatores, a anexação dos documentos devidos (Edital, página 8, item 5) e classificação. Depois disso, a Coordenadoria de Conciliação de Precatórios do TJDFT realizará a atualização de valores do precatório devido (já com o deságio de 40% e os 10% de honorários). Em seguida será feita a intimação do credor. Ela será feita pelo WhatsApp, pela Coordenadoria de Conciliação de Precatórios do TJDFT, “para ciência do valor a ser recebido, devolução de certidão de crédito que eventualmente tenha sido solicitado perante a COORPRE e demais providências que se fizerem necessárias à formalização final do ajuste”, segundo o edital.
Cuidado com o golpe
É neste momento que criminosos aproveitam para aplicar golpes telefônicos na categoria. Muitos professores(as) e orientadores(as) educacionais com precatórios a receber caem em golpes, que estão cada vez mais criativos. “Por isso é importante lembrar que, em nenhuma hipótese, será pedido qualquer tipo de pagamento para a conclusão do processo. Também não devem ser compartilhados dados pessoais, como número do CPF, por exemplo. Na dúvida, não clique em links. É sempre bom dar qualquer passo com o auxílio do advogado, ou se o credor preferir, peça informações diretamente no TJDFT”, orienta o coordenador da Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sinpro, Dimas Rocha.
O edital para leilão de pagamento de precatório afirma que serão destinados R$ 300 milhões para a quitação das dívidas.
Nota de repúdio contra ato de racismo e misoginia no CEM 09 de Ceilândia
Jornalista: Vanessa Galassi
O Sinpro-DF vem a público manifestar toda a sua solidariedade à professora vítima de um ataque misógino e racista e, ao mesmo tempo, declarar seu repúdio a toda atitude que envolva os crimes de racismo e de misoginia em qualquer tempo e local do planeta, principalmente, no Brasil e nas escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal.
No Dia Internacional da Mulher, a categoria do Magistério Público foi surpreendida por um gesto racista e misógino de um estudante no Centro de Ensino Médio 09 de Ceilândia (CEM 09). É repugnante e intolerável a atitude do estudante que “presenteou” uma professora negra, no dia 8 de Março, com uma esponja de aço. A ação filmada e divulgada nas redes digitais demonstra o ódio à mulher e às pessoas de pele negra. Trata-se de um duplo crime – racismo e misoginia.
É misoginia porque, no Dia Internacional da Mulher, ele ofende a mulher na sua essência – quando ele dá a palha de aço, ele imprime a mensagem de que a mulher só serve para lavar a louça, estar na frente de um fogão e que não serve para ser professora e nem é digna de estar ali exercendo sua carreira magistério. É um crime de racismo porque porque ele usou a palha de aço da marca Bombril que, por muito tempo, foi associada ao fenótipo negro, que é o cabelo.
Com esse gesto, o estudante cometeu duas atrocidades dissimuladas em brincadeira. É importante destacar que brincadeiras e piadas só são divertimento quando todo mundo sorri e se diverte. Brincadeiras não geram constrangimento, dores, humilhações nas pessoas. A escola pediu ao estudante para fazer uma carta e lê-la em público pedindo desculpas e se retratando. Contudo, na avaliação do Sinpro, isso não é suficiente para reparar a profundidade e a extensão do constrangimento, do sofrimento e da dor que marcou não só a professora, mas também todos(as) que viveram a cena e sentiram o peso do racismo estrutural e do ódio às mulheres.
O Sinpro não tolera nenhum tipo de discriminação e aponta as falhas no sistema de educação que reverberam no caráter do corpo discente. É sim responsabilidade do Governo do Distrito Federal (GDF) o que aconteceu no CEM 09 de Ceilândia porque o governo de plantão não cumpre as leis criadas para erradicar injustiças sociais, desvios de conduta, promover a educação inclusiva e garantir a cidadania.
Esse triste e repulsivo episódio revela que nenhum ambiente está livre do racismo e da misoginia, além de mostrar que esse tipo de atitude permeia todos os espaços da sociedade brasileira, provando que o machismo e o racismo estrutural existem e precisam ser combatidos. Ao mesmo tempo, revela a inoperância do GDF que não prioriza a educação antirracista e inclusiva mesmo tendo um dispositivo legal para isso – a Lei nº 10.639/03 –, que não é colocado em prática nas escolas.
Diante desse ataque criminoso, o Sinpro se coloca à disposição de todas as direções das escolas para apresentar propostas que visem à realização de um trabalho de enfrentamento ao racismo no ambiente escolar. A Secretaria de Raça e Sexualidade sempre publicou cartilhas e outros instrumentos para fazer esse enfrentamento. A obra mais recente é o caderno “É preciso ser antirracista – Caderno de apoio para práticas pedagógicas de enfrentamento e combate ao racismo na escola”, que pode ser adotado nas escolas como instrumento de combate e enfrentamento pedagógico ao racismo.
5 anos do assassinato de Marielle Franco. Quem mandou matar?
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Noite de 14 de março de 2018. Já passava das nove horas.
A vereadora da cidade do Rio de Janeiro Marielle Franco, acompanhada de uma assessora e seu motorista Anderson Gomes, sai de um evento na Lapa. Está a caminho de casa.
Um carro segue o carro de Marielle desde a rua dos Inválidos, na Lapa e, por volta da nove e meia da noite, na rua Joaquim Palhares, emparelha com o carro da vereadora. Pessoas dentro do veículo fazem 13 disparos contra o carro de Marielle, dos quais 9 acertam a lataria do carro, e os outros 4, o vidro.
Marielle é atingida por 4 tiros na cabeça.
Anderson recebe 3 tiros nas costas.
Cinco anos depois, o país ainda desconhece as motivações e mandantes dos assassinatos da vereadora do Rio de Janeiro e do motorista.
Até agora, apenas duas pessoas estão presas pelo duplo assassinato: o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Queiroz. Eles foram presos preventivamente, aguardando serem julgados por júri popular, após serem denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como os executores dos assassinatos de Marielle e Anderson.
No último dia 22 de fevereiro, o ministério da Justiça determinou que a Polícia Federal abra um inquérito policial para investigar o assassinato.
No despacho de abertura do inquérito, a PF apurará “todas as circunstâncias que envolveram a prática do crime” previamente identificado, além de outros que “porventura forem constatados no curso da investigação”.
O Brasil precisa saber: quem mandou matar Marielle Franco e Anderson Gomes?
Luta por novo plano de carreira e recomposição salarial marca 44º aniversário do Sinpro
Jornalista: Maria Carla
Assembleia Geral 2023
Nesta terça-feira (14), o Sinpro comemora seu 44º aniversário com a Campanha Salarial 2023: Reestruturação da Carreira Já! A data marca também a realização da primeira Assembleia Geral da categoria de 2023, às 9h30, no estacionamento da Funarte, a qual dá início ao ano letivo com força total por valorização profissional. Revela, ainda, uma entidade atuante que, a cada dia, “fortalece o cenário de luta em defesa da categoria do magistério público do DF e da educação”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Luciana Custódio.
Para além dessas mais de quatro décadas de existência, o Sinpro foi e é uma das entidades sindicais que mais participaram da construção da história do Distrito Federal.A trajetória do sindicato se confunde com a história da capital do País e esse protagonismo é reconhecido não só pela população, mas também pelos Poderes constituídos. Este ano, a Câmara Legislativa do DF (CLDF) realizará, como sempre faz anualmente, uma Sessão Solene para celebrar o 44º aniversário do Sinpro.
O evento é uma iniciativa do deputado distrital Gabriel Magno (PT) e está previsto para ocorrer na quinta-feira (23/3), às 19h30, no Plenário da Casa Legislativa.“A Câmara Legislativa convida toda a comunidade do DF não só para celebrar os 44 anos do Sinpro-DF, mas também para refletir sobre como alcançar cada vez mais qualidade na educação pública, principalmente, com profissionais valorizados. Espero vocês no dia 23 de março”, convida.
Recomposição salarial e novo plano de carreira
Assembleia Geral 1997
A história do Sinpro é marcada por todo tipo de luta, sobretudo, contra governos autoritários e contra a rapinagem das riquezas do Brasil. Nos últimos 5 anos, dedicou sua atuação a defender a categoria dos ataques neoliberais dos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), ambos governos do golpe de Estado de 2016, financiados por empresários escravagistas e alguns governos estrangeiros. Esse tipo de resistência vem das grandes experiências recentes passadas, quando a entidade lutou contra a uma sanguinária ditadura civil-militar (1964-1985) e sua categoria foi às ruas pela redemocratização do País.
Neste 14 de março, o Sinpro não só comemora avanços trabalhistas nunca antes vistos no campo socioeconômico, que serviram de exemplo e de conquistas para outras categorias tanto nos serviços públicos como na iniciativa privada, mas atualiza sua pauta de reivindicações e segue na luta por recomposição salarial e uma nova reestruturação da carreira, uma vez que os últimos governos neoliberais destruíram o poder aquisitivo dos salários e esmagaram as condições de trabalho nas escolas públicas.
A consciência de que somente pela educação gratuita, livre, pública, laica, inclusiva, democrática e de qualidade socialmente referenciada o Brasil e sua população se tornam uma nação soberana é a principal marca da trajetória de luta desta entidade. Por isso que, juntamente com a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e outras dezenas de entidades da Educação, o Sinpro está na luta pela revogação imediata da reforma do Ensino Médio e a extinção definitiva do tal Novo Ensino Médio imposto pelo governo anterior.
Assembleia Geral 1995
Aliás, por falar em governo anterior, é importante destacar que o Sinpro atuou, nesses últimos 5 anos, com muita garra, para interromper o golpe jurídico-político-midiático-parlamentar de 2016. Juntamente com todos os setores da sociedade brasileira que lutou contra o fascismo e o desmonte do País, protagonizamos a luta para recolocar o Brasil nos trilhos da democracia nas eleições de 2022. Combatemos, com persistência e insistência, a “pedagogia do ódio” do governo anterior, reforçamos os ideais democráticos e de justiça social. Chorarmos com milhares de famílias que perderam seus amores para a Covid-19 e, com lágrimas nos olhos e coração partido, fomos às ruas denunciar os motivos de tantas mortes evitáveis. Combatemos o uso do negacionismo para justificar o negocionismo com dinheiro público.
A diretoria colegiada destaca a necessidade de lutar por reestruturação de carreira e pela recomposição salarial e alerta para o fato de que todas as conquistas da categoria foram forjadas na luta. Somos fortes e resilientes. Estamos prontos e prontas para (re)construir o Brasil no Governo Lula 3 e lutar por melhores condições de trabalho, pelo fim do Novo Ensino Médio e pela melhoria da Educação pública. Estamos prontos e prontas para enfrentar a luta pelo novo plano de carreira.
História do Sinpro mostra importância da entidade
Assembleia Geral 1979
A história da entidade não está restrita ao Distrito Federal e nem aos últimos 5 anos. O movimento sindical dos professores no DF esteve presente e foi protagonista de momentos históricos do País. A educação esteve na pauta também por ser estratégica: seja quando propositalmente sucateada para viabilizar um Estado ditatorial, ou quando valorizada para pavimentar uma sociedade democrática. Em texto publicado no ano passado, por ocasião do 43º aniversário, a diretoria conta um pouco dessa trajetória. Confira a seguir.
Em 1979, ano da fundação do Sinpro-DF, o Brasil vivia ainda os horrores da ditadura militar, a categoria desfiou os generais e fez uma greve de 23 dias por um Plano de Carreira, pelo Estatuto do Magistério e pelos contratos de 40 horas e 20 horas. Uma afronta aos militares que governavam com o autoritarismo dos ditadores para calar a classe trabalhadora na capital do País e em todo o Brasil. O Sinpro liderou a luta e conquistou, em 1986, o primeiro escalonamento de padrão. Foi assim que valorizamos a história de quem atuava (e atua) na rede pública de ensino do DF.
Depois da luta pelo fim da ditadura e pelas Diretas Já, o Sinpro atuou diuturnamente para construir e garantir a promulgação da atual Constituição Federal, denominada de Constituição Cidadã, porque é fruto da luta pela cidadania. Juntamente com isso, a entidade avançou na luta sindical e, em 1990, conquistou o primeiro Plano de Carreira do magistério público do DF. Hoje, estamos na quarta versão desse programa estruturado que viabiliza a valorização e a qualificação de professores(as) e orientadores(as) educacionais.
No intervalo da promulgação da Constituição de 1988 e o primeiro Plano de Carreira, o sindicato atuou para garantir que a formação superior dos(as) professores(as) fosse reconhecida e valorizada. Isso beneficiou os(as) professores(as) e também a sociedade, que passou a contar com profissionais que encontraram mais uma motivação para se aperfeiçoar no que fazem.
Os anos 1990 foram de arrocho salarial com os governos neoliberais de José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e, principalmente, Fernando Henrique Cardoso. A política econômica adotada remetia ao neoliberalismo de Margaret Thatcher, a ex-primeira-ministra do Reino Unido, com forte deliberação privatista e fechada a negociações com os(as) trabalhadores(as).
Nessa época, a possibilidade de negociação estava impedida pela falta de diálogo com os governos da ocasião. A saída para o Sinpro foram as gratificações: uma alternativa ao cenário econômico. Dentre elas, estão a Gratificação de Regência (1992), a Gratificação do Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva do Magistério da Secretaria de Educação do DF, a Tidem (1992) – incorporada ao vencimento em 2013 – e a gratificação de alfabetização (1994). Também foi nos anos 1990 que foi conquistado o tíquete alimentação.
Manifestação e vigília contra a PEC 32 em 2021
A partir dos anos 2000, a luta passou a ser pelo aprimoramento dos direitos-base conquistados e o avanço de outros estruturais. Reformulamos Plano de Carreira, ampliamos licença maternidade para professoras efetivas e orientadoras educacionais e garantimos esse direito e a estabilidade provisória para professoras gestantes em contratação temporária; conquistamos reajuste salarial, lutamos e garantimos convocação de professores(as) e orientadores(as) concursados.
Durante a pandemia da Covid-19, lutamos e garantimos prioridade para a vacinação dos profissionais de educação e encampamos com peso a campanha para a imunização de crianças e adolescentes, bem como da sociedade em geral. Também reivindicamos o ensino remoto, que diante da ausência de políticas públicas para a educação, só foi garantido (ainda que com deficiências) porque professores(as) e estudantes fizeram o impossível.
A crise sanitária da covid-19 foi marcada também por índices alarmantes de desemprego nunca vistos no País. Nesse cenário de avalanches de demissões em todo o Brasil, o Sinpro-DF foi à luta e garantiu o emprego de mais de 10 mil professores(as) em regime de contratação temporária. Com isso, percorreu o caminho inverso do da maioria das unidades da Federação, em que centenas desse profissionais do contrato temporário passaram a integrar as estatísticas do desemprego, da fome e da miséria.
Embora tenha uma trajetória de conquistas trabalhistas fundamentais para assegurar uma educação de qualidade e melhores condições de trabalho aos profissionais do setor, essa mesma luta são ainda grandes desafios. Até hoje a carreira do magistério público do DF é vítima de mau governos. Os dois últimos governos, por exemplo, deram um calote econômico na categoria e a obrigou a ficar mais de 8 anos sem reajuste salarial.
Além disso, nos últimos 4 anos, várias escolas foram militarizadas à revelia do debate público honesto. A militarização é um dos projetos de mercantilização da educação pública. Os dois últimos governos do Distrito Federal forçaram a barra para impor a militariazação porque esse é o projeto de privatização dos serviços públicos e dos direitos sociais. A esse tipo de governo não interessa a emancipação do ensino do DF.
Também nos vimos – como na década de 1990 – diante do desafio de reivindicar espaços de diálogo e negociação e de exigir participação nas decisões que impactam na vida da comunidade escolar.Após 2 anos de um processo educativo complexo, com déficits de difícil recuperação, também lidamos com salas de aula superlotadas, falta de professores, escolas com instalações precárias, falta de monitores, desamparo de estudantes com deficiência e tantas coisas que deixam de dialogar com uma sociedade que não aceita mais ser impedida de exercer o pensamento crítico, alcançado através da educação.
Nós, da nova diretoria colegiada do Sinpro-DF, fazemos parte dessa história de luta e sabemos que enquanto houver classe trabalhadora haverá luta sindical. Não se trata de corporativismo. O que está em jogo é o amanhã de todas as gerações que, infelizmente, viu direitos e conquistas assegurados há mais de 1 século serem extintas num golpe de Estado. São gerações de trabalhadores que vivenciaram, nos últimos 5 anos, a institucionalização do negacionismo, do ódio de classe, do revisionismo, do machismo, do racismo, da homofobia, da devastação do meio ambiente.
Mais uma vez na história do País, do DF e do magistério público, nesses últimos 5 anos, o Sinpro protagonizou nas escolas e nas ruas a defesa da democracia e da educação de qualidade. Enfrentou milicianos e privatistas nacionais e estrangeiros e impediu, em vários momentos, “a passagem da boiada” na educação e em várias causas trabalhistas, como na luta contra a PEC 32, que visa a aniquilar os serviços públicos e o Estado nacional de bem-estar social, como determina a tão importante Constituição de 1988.
Hoje, após 5 anos consecutivos de luta em defesa da democracia, estamos prontos, como sempre estivemos, para reconstruir o Brasil e sua educação pública e gratuita, laica e democrática, inclusiva e emancipatória, de qualidade socialmente referenciada. Estamos na luta em defesa da soberania do País e do novo governo que valoriza a democracia, combate o fascismo, defende a soberania nacional e respeita a luta de classe.
Fique atento à declaração de Imposto de Renda para os beneficiários do INAS
Jornalista: Luis Ricardo
Devido à demanda de professores(as) e orientadores(as) educacionais beneficiários(as) do plano de saúde do GDF Saúde (INAS) procurando o Sinpro para tirar dúvidas referentes à declaração do Imposto de Renda, informamos que o demonstrativo do IR para a Declaração 2023 já está disponível no site do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (www.inas.df.gov.br), no Cadastro do Beneficiário.
Para ter acesso ao documento basta entrar no site do INAS, clique na aba Área doBeneficiário ou no link https://inas.maida.health/inas/getRoles.do, e preencha os campos Usuário (digite seu CPF com os dois pontos e o traço do dígito) e Senha (cadastrada no INAS). Na página do seu cadastro, clique em Serviços e depois em Demonstrativo de Imposto de Renda.
Caso tenha esquecido a senha de acesso ao seu cadastro do plano de saúde, ligue para a central do INAS (3521-5331) para solicitar o cadastramento de outra senha.
Confira o passo-a-passo para pegar seu demonstrativo do IR:
Sinpro realiza primeira reunião do ano com o Coletivo dos Aposentados
Jornalista: Maria Carla
Após 2 anos de pandemia da covid-19, o Sinpro realizou a primeira reunião presencial do coletivo de aposentados(as). No encontro, realizado na EAPE, no dia 9 de março, os(as) foi apresentada a realização de uma pesquisa direcionada aos(às) aposentados(as). Com o título “Aposentadoria Ativa”, a pesquisa é uma iniciativa do sindicato em parceria com o Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB) para investigar indicadores relativos à saúde física,, financeira, social e mental de servidores(as) aposentados(as) sindicalizados(as).
A reunião foi também a primeira deste ano e, na ocasião, foram apresentadas(os) as(os) diretoras(es) da Secretaria para Assuntos dos Aposentados, eleitas para o triênio 2022/2025. “É importante a gente retomar esses encontros e interagirmos com o segmento dos aposentados e das aposentadas para fazermos o planejamento da nossa secretaria juntamente com todos e todas. Essa reunião foi uma experiência boa de planejamento participativo dentro do que é possível ser feito coletivamente. A Secretaria para Assuntos dos Aposentados tem toda essa sensibilidade para esse olhar coletivo, participativo e democrático na nossa entidade”, ressalta Elineide Rodrigues.
Após discutirem os retrocessos que esse segmento da categoria sofreu com os ataques dos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) aos direitos dos(as) aposentados(as), o que resultou em adoecimento e grandes perdas financeiras, os(as) participantes também puderam atualizar seus cadastros no sindicato e se inscreverem nos cursos e oficinas diversas oferecidos pela entidade aos(às) sindicalizados(as).
15 de março: Dia de Luta pela Revogação do Novo Ensino Médio
Jornalista: Alessandra Terribili
Dia 15 de março é o Dia de Luta pela Revogação do Novo Ensino Médio. A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) orienta sindicatos da educação de todo o país a participarem e apoiarem os atos convocados pela UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), que acontecerão em todo o país. Em Brasília, a manifestação será no Museu Nacional às 9h.
Na compreensão do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), que reúne 45 entidades representativas do campo educacional, o Novo Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) são instrumentos normativos que desqualificam a educação básica, descaracterizam suas finalidades e precarizam a formação nas escolas públicas, o que prejudica, principalmente, os estudantes oriundos das classes trabalhadoras, aprofundando desigualdades educacionais. O Fórum se apoia no documento final da Conape 2022 e a Carta de Natal, aprovados na plenária final da conferência, para orientar que as entidades nacionais do campo educacional a se engajaram nos atos do dia 15.
O presidente da CNTE e coordenador do FNPE, Heleno Araújo, disse para a Mídia Ninja: “A ideia é revogar o entulho do golpe. O novo ensino médio veio, por imposição, através de uma Medida Provisória, por um governo que não tinha legitimidade popular, sem qualquer diálogo com os setores da área de educação. Apresentamos a demanda de revogação do ensino médio e da Base Nacional Comum Curricular para Lula, e ele foi sensível aos problemas apresentados e prometeu analisar melhor o pedido”.
Assembleia de 14 de março: veja os locais de saída dos ônibus
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Professores(as) e orientadores(as) educacionais se reunirão em assembleia geral com paralisação na terça-feira (14/3), no estacionamento da Funarte.
Essa é a primeira assembleia geral deste ano, e traz como pauta a reestruturação da carreira do magistério.
Transporte para a assembleia
O Sinpro-DF disponibilizará transporte para levar professores(as) e orientadores(as) educacionais à assembleia. Sairão ônibus de Planaltina, Sobradinho, Paranoá, São Sebastião, Núcleo Bandeirante, Santa Maria, Gama, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, Formosa, Planaltina de Goiás, Águas Lindas e Guará.
Confira na imagem abaixo os locais de saída dos ônibus, que partem às 8h.