SINPRO PARTICIPOU DO LANÇAMENTO DE O COMPLÔ – FILME LIVRO QUE DENUNCIA COMO A POLÍTICA ECONÔMICA AJUDA ELITE FINANCEIRA

O documentário O Complô – Como o rentismo sequestrou a economia brasileira foi lançado em todo o Brasil e o Sinpro, representado pelo diretor Cláudio Antunes, participou do lançamento, que aconteceu no Teatro dos Bancários. Baseado no livro do deputado federal Hermes Zaneti, O Complô – Como o Sistema Financeiro e seus Agentes Políticos Sequestraram a Economia Brasileira (Verbena Editora; 280p., 2017), o documentário dirigido por Luiz Alberto Cassol questiona como chegamos até aqui, com um sistema que explora os trabalhadores de todas as formas.

Em 1987 o deputado apresentou um projeto para que a carta magna previsse uma auditoria nas contas públicas e adoção de uma gestão transparente, para que a sociedade – que paga a conta – pudesse acompanhá-la. A proposta foi rechaçada e os motivos são explicados na obra, que deve ser lançada na segunda quinzena de maio/primeira de junho. “O Complô é a ação das instituições de poder federal, de forma coordenada, agindo contra o povo brasileiro que as mantêm, a favor de uma minoria que se beneficia do rentismo”, explica o autor, mencionando medidas que impediram a regulação de juros em 12%, a restrição do crime de usura à pessoas físicas, isentando as instituições financeiras, como exemplo das ações do complô.

Na obra, o autor defende que a política econômica do Executivo esconde uma manobra para favorecer as elites financeiras, às custas do sacrifício da população, que convive com a falta de investimentos em saúde, educação, além de carestia e baixos salários. Diante disto, para que a população entenda a quem interessa o endividamento, o curta-metragem vai abordar a relação entre os Três Poderes, o Ministério Público Federal e o sistema financeiro nacional e seus impactos na vida dos brasileiros. “A ideia do filme é trazer questionamentos de como chegamos até aqui, com um sistema que explora de todas as formas”, resume Luiz Alberto Cassol.

Após a sessão foi realizado um debate com as presenças de Hermes Zaneti, deputado constituinte/1988; Luiz Alberto Cassol, diretor do filme; Roseli Faria, analista de planejamento e orçamento), e convidados.

 

Um filme necessário

Viabilizado com recursos de dezenas de entidades do movimento social organizado e pessoas físicas, a partir de campanha de financiamento coletivo, o filme é necessário “porque nos ajuda a entender como essa máquina pública funciona a favor dos rentistas e como nós podemos, enquanto sociedade, nos unir para reverter a situação”, declara Cassol. “Todos os que estão envolvidos nessa denúncia têm muita coragem. A nossa esperança é de que a mensagem do filme seja levada para o povo brasileiro, e que isso nos ajude a libertar o Brasil do sistema rentista do qual somos escravos”, complementa Zaneti.

Sinpro-DF convida professores e orientadores aposentados para reunião do Coletivo dia 9 de março

O Sinpro-DF, por meio da Secretaria de Assuntos dos Aposentados, convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) para mais uma reunião do Coletivo no dia 09 de março (quinta-feira), às 9h. O encontro será no auditório da Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação – EAPE (SGAS 907, Asa Sul), e marca a primeira reunião pós-pandemia da Covid-19.

Além de ser uma oportunidade de reencontro e confraternização entre os(as) aposentados(as), o encontro trará para o debate as ações previstas para 2023 e tratará sobre a situação nacional dos(as) aposentados(as), uma vez que o grupo sofreu com a reforma da Previdência, com o achatamento de salários, além da perda salarial. Outros pontos importantes são o início das inscrições para cursos e oficinas diversas, a atualização de cadastro e nossa campanha salarial.

A coordenadora da Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro, Elineide Rodrigues, ressalta que durante o Coletivo será apresentada uma pesquisa direcionada aos(às) aposentados(as). “Vamos apresentar a proposta de uma pesquisa direcionada aos aposentados da educação para saber qual o perfil deste aposentado hoje em todos os níveis (saúde, financeira, social e etc). A partir da necessidade deles, podemos fazer uma luta em busca de políticas públicas tanto no âmbito local quanto no nacional”, salienta.

Por isto a participação de todos e todas é de grande importância para que, juntos(as), possamos lutar por nossos direitos. Nossas conquistas trabalhistas dependem da unidade de luta.

 

 

Confira abaixo os locais de saída dos ônibus:

Brazlândia: Praça do Laço – 8h

Formosa: Igreja Matriz – 7h

Gama: Subsede do Sinpro – 8h15

Guará I: Paróquia São Paulo Apóstolo – 8h45

Guara II: Centrão – 8h30

Planaltina: Centro de Ensino Especial 01 – 8h

Sobradinho: Centro de Ensino Médio (CEM 01) – 8h30

Taguatinga: Taguaparque Estacionamento da Administração – 8h30

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Trabalhadoras do magistério fortalecem marcha do 8 de março

Professoras e orientadoras educacionais marcharão com as mulheres do Distrito Federal, nesta quarta-feira, 8 de março. A ação do Dia Internacional de Luta das Mulheres deste ano tem como tema: “Vivas! Mulheres do DF e entorno, por democracia e pelo bem viver, contra a fome, o racismo e o machismo, sem anistia aos fascistas”. A concentração para a marcha será às 16h, Eixo Cultural Íbero-americano (antiga Funarte).

A caminhada seguirá até o Palácio do Buriti. Lá, as mulheres cobrarão do GDF a efetivação de políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.

“Até o dia 2 de março, 8 mulheres foram vítimas de feminicídio no Distrito Federal. Isso representa 1/3 do total de casos registrados em todo o ano passado. Em 2015, a lei 13.104 tornou o feminicídio crime hediondo. Um grande avanço para a sociedade. Mas, mesmo assim, desde a aprovação da lei, pelo menos 158 mulheres foram assassinadas no DF pelo fato de serem mulheres, até o início de março de 2023”, diz a diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira, citando dados da própria Secretaria de Segurança Pública.

Ela afirma que a participação das professoras e orientadoras educacionais das escolas públicas do DF, bem como professores e orientadores, na atividade é essencial. “Para emancipar, a educação, necessariamente, tem que ser antimachista, antimisógina, antirracista. Precisamos levar esse debate para dentro das escolas, onde nós, professoras e orientadoras, além das estudantes, também sofremos violência de gênero das mais diversas formas.”

A Secretária de Mulheres da CUT-DF (Central Única dos Trabalhadores) lembra que a Secretaria da Mulher do GDF teve verba, mas não articulou as políticas necessárias para proteger a vida das mulheres. “Desde 2020 foi aprovada a construção de quatro Casas da Mulher Brasileira no DF, que deveriam ter sido entregues no ano passado, mas nenhuma delas foi inaugurada. A única que existe no DF, reaberta ano passado na Ceilândia, não oferece a rede integrada de assistência à mulher e aos filhos”, traz trecho de matéria da CUT-DF (Leia íntegra AQUI).

A diretora do Sinpro-DF Monica Caldeira informa que as professoras e orientadoras educacionais sairão em bloco na marcha. O encontro será na tenda do Sinpro, levantada no local da concentração da atividade.

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Especialistas e educadores pressionam o governo Lula para revogar a excludente do Ensino Médio

Desde 2022 começou a ser aplicada em todo o Brasil a reforma do Ensino Médio, proposta aprovada durante o governo do golpista Michel Temer. A reforma, que será implantada gradualmente até 2024, é um dos piores retrocessos da história do Brasil que pode produzir o aumento da desigualdade entre estudantes mais ricos e mais pobres. O grande prejuízo é aprofundar o abismo que existe entre as escolas. A reforma, que promete fazer uma revolução, na prática significa que vai diminuir o conteúdo da escola dos(as) alunos(as) mais pobres, se transformando um grande atraso.

O Sinpro, a exemplo da CNTE e de outras entidades ligadas à educação, tem lutado contra esta reforma, que vai acentuar ainda mais o abismo educacional no Brasil. Além de todos os aspectos negativos, a comunidade escolar não foi consultada.

A revogação da lei e o início de um novo debate para definir as diretrizes de um Ensino Médio que atenda às demandas de alunos(as), professores(as) e gestores(as) da educação é fundamental e urgente. É preciso considerar as necessidades da rede pública de ensino.

Confira abaixo a matéria completa divulgada no site Carta Capital:

 

Não há como remendar

 

Fruto de uma Medida Provisória publicada no primeiro ano do governo de Michel Temer, o surfista do golpe de 2016, a reforma do Ensino Médio volta ao debate público. As mudanças começaram a ser implantadas por etapas a partir de 2019, dois anos após o texto ser convertido na Lei 13.415/17, e passou a ser obrigatória desde o ano passado, a começar pelos alunos do primeiro ano. A introdução do novo modelo prossegue, agora, com os estudantes do primeiro e do segundo ano e, em 2024, terá de ser concluída, abrangendo os terceiranistas que se preparam para prestar o Enem, principal porta de acesso ao ensino superior público.

Desde o primeiro momento, o novo Ensino Médio sofre resistência por parte de pesquisadores, alunos e professores, que acusam a reforma de ser excludente. A justificativa é de que o modelo vai acentuar ainda mais as desigualdades no País, devido às enormes desvantagens das escolas públicas em relação às particulares na viabilização da proposta. É com esse argumento que numerosas organizações da sociedade civil pressionam o Ministério da Educação para revogar a medida.

“Esse novo Ensino Médio foi instituído por uma MP precária, então ele pode ser revogado pelo mesmo instrumento, desde que essa seja a vontade do Ministério da Educação. Além disso, já existe um projeto em tramitação na Câmara, da deputada Alice Portugal, e pretendemos apresentar um novo em termos semelhantes para ampliar a pressão pública pela revogação”, explica o deputado federal Glauber Braga, do PSOL, a liderar um movimento com mais de 300 mil assinaturas pedindo a anulação da reforma de Temer. Na avaliação do parlamentar, o atual modelo só interessa ao setor privado. “Vai estabelecer um sistema voltado exclusivamente para os interesses do mercado, com foco na profissionalização precarizada”, diz, acrescentando que o novo Ensino Médio dificulta o acesso dos pobres à universidade pública.

A reforma de Temer divide o currículo escolar em duas partes, uma comum a todos os alunos e que envolve praticamente matemática e português, e outra denominada de itinerário formativo, com conteúdos subjetivos. Cada escola monta a sua própria grade curricular e o aluno escolhe o que lhe for mais atrativo. Com esse formato foram criadas cinco áreas de conhecimento: Matemáticas e suas Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e ensino técnico profissionalizante. Segundo a socióloga Ana Paula Corti, professora do Instituto Federal de São Paulo e integrante da Rede de Escola Pública e Universidade de São Paulo (Repu), os itinerários formativos geram uma formação segmentada e desigual entre as escolas, com diferenças gritantes entre um estado e outro. “Você não teria mais aquela base comum para os estudantes. Quando você fala em educação básica, você está falando de algo que é essencial para todos, e não é isso que acontece no novo Ensino Médio”, explica Corti.

Antes da reforma, havia 2,4 mil horas na grade dos três anos do Ensino Médio. Agora, são 1,8 mil horas para as disciplinas obrigatórias e outras 1,2 mil para os itinerários formativos, o que totalizaria 3 mil horas. “Como a reforma não tem um investimento financeiro, promete resolver os problemas do ensino a partir de um rearranjo curricular, mas isso não funcionará na prática. Se você vai promover uma diversificação de currículo e criar disciplinas novas, precisa contratar mais professores. As escolas terão de oferecer itinerários com base na estrutura atual. Ao cabo devem oferecer o mínimo previsto em lei, porque não têm equipes suficientes para ofertar o cardápio de disciplinas”, salienta a socióloga, ressaltando que as escolas maiores, que atendem os estratos econômicos mais elevados, acabam oferecendo um número superior de itinerários e o aluno fica com mais liberdade de escolha do que aquele com menor nível socioeconômico. “Essa segregação dentro de uma mesma rede de ensino fará com que a desigualdade aumente”.

Nesse rearranjo, disciplinas que promovem o senso crítico do aluno, como história, filosofia e sociologia, deixam de ser obrigatórias, o que tem estimulado as escolas a fazerem uma grande redução na carga horária desses conteúdos. Se na rede pública de ensino é perceptível a diferença entre escolas com mais e com menos estrutura, a disparidade entre as instituições públicas e privadas é ainda maior. “Essa reforma do Ensino Médio é fruto do golpe sofrido pela presidenta Dilma Rousseff. Jamais teria sido aprovada em qualquer cenário de tramitação legislativa em um período democrático normal. Na prática, cria várias alternativas de reduzir custos com a educação, em especial com os professores. É uma reforma que precisa ser revogada com urgência. A geração que hoje está na escola será punida por um Ensino Médio de baixíssima qualidade, que atua contra o pensamento crítico e vai impactar no acesso às universidades. E isso é cruel demais”, destaca Daniel Cara, cientista político e e pesquisador da USP.

Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação, a CNTE, ressalta o caráter autoritário da reforma. Ele lembra que a comunidade escolar não foi consultada e cobra do atual governo a revogação da lei e o início de um novo debate para definir as diretrizes de um Ensino Médio que atenda às demandas de alunos, professores e gestores da educação, considerando as necessidades da rede pública de ensino. Ao ressaltar o caráter excludente da reforma de Temer, Araújo cita a evasão escolar, quando muitos alunos abandonam os estudos para trabalhar e ajudar na renda familiar. Dados de 2022 divulgadas pelo MEC mostram que o número de matrículas realizadas no ensino médio em 2022 foi 5,3% menor que no ano anterior. O sindicalista critica a equipe que compõe o Ministério da Educação, a maioria formada por empresários da educação que defendem o novo Ensino Médio, dentre eles representantes da Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann.

“O ministro Camilo Santana e sua equipe estão acompanhando a reforma com base apenas na nota do Ideb, que só avalia matemática, português e a taxa de aprovação. Não leva em consideração os outros aspectos da escola, não tem um olhar social mais amplo ”, critica Araújo. “O novo Ensino Médio está provocando o abandono de muitos alunos já no primeiro ano de implantação, com o aumento da carga horária. É a destruição dessa juventude. Na escola privada isso não acontece”. De fato, a reforma praticamente não foi sentida pelos alunos das escolas particulares. Isso porque a grade das disciplinas foi mantida e os conteúdos ofertados dentro do itinerário formativo são uma espécie de reforço das matérias que constam na grade obrigatória, ampliando a chance de aprendizagem dos estudantes.

“Achei bem interessante a especificidade que vai passar a ser cobrada, uma vez que cada estudante terá de se aprofundar em sua área de desejo profissional. Ainda mais quando o Enem aponta para o implante de questões discursivas da área de cada estudante, o que reduz a responsabilidade de dominar muitos assuntos que não têm relação direta com o curso que o vestibulando quer seguir”, opina Pablo Kaly, estudante do primeiro ano do Ensino Médio de uma escola particular em Pernambuco. “Mas acho que a democratização do acesso ainda é um problema muito grave, até porque diversas escolas públicas não possuem estrutura suficiente”, completa. Na escola em que Pablo estuda, a oferta de itinerário formativo vai desde química olímpica, passando por biologia prática, linguística olímpica, fotografia e história da arte, além de diferentes laboratórios que auxiliam no aprendizado. Pablo, que participou recentemente da Olimpíada de Simulação da ONU, escolheu entre as opções de itinerários formativos as eletivas de biologia prática e laboratório de física, opções que, em geral, não são oferecidas na rede pública, como é o caso do Colégio Estadual Padre Arnaldo Jansen, no Paraná.

“Depois da reforma do Ensino Médio, o que vimos foram diversas matérias serem tiradas da grade curricular. No segundo ano não tem física e a carga horária de sociologia, artes e filosofia foi diminuída. Matérias extremamente importantes, que fazem as pessoas pensarem, são tiradas da grade curricular e são colocadas matérias como robótica e planejamento de vida, pensamento computacional, sem a menor estrutura para apresentar essas matérias”, destaca Luiz Miguel Reis Mazza, concluinte do colégio Padre Arnaldo Jansen e membro do grêmio escolar. “Queremos uma reforma do Ensino Médio, porém deve ser uma reforma de qualidade. A escola pública tem uma função social, de formar cidadãos e nos preparar para a vida profissional”.

Bem diferente do que acontece no colégio de Pablo, nas escolas públicas o itinerário formativo é composto de conteú­dos que vão desde empreendedorismo até disciplinas nada convencionais, como “brigadeiro caseiro”, “confecção de almofadas” ou ainda “o que rola por aí”. Na Escola Estadual de Ensino Médio Jardim América, em Capão do Leão, no Rio Grande do Sul, por exemplo, foram ofertadas aos alunos do primeiro ano as disciplinas “Projeto de Vida”, “Cultura e Tecnologias Digitais” e “Mundo do Trabalho”. Dentre as ofertas para o segundo ano estão “Corpo e Movimento”, “Estrutura e Funcionamento da Máquina Humana” e “Gestão e Políticas Públicas”, cujos conteúdos não estão inseridos no programa do Enem e, portanto, não são passaporte para ingresso na universidade.

“Ainda não há como dimensionar perdas no longo prazo. Agora, a principal delas é não oportunizar um conhecimento integral. Com a enorme redução nas disciplinas das ciências humanas, deixamos de oportunizar conhecimentos em que os estudantes possam discutir e compreender o mundo em que vivem e a sociedade em que estão inseridos”, avalia Guilherme Bourscheid, professor da Escola Jardim América e dirigente da CNTE. “A redução de conteúdos aprofunda as desigualdades e cria um abismo entre a educação pública da classe trabalhadora e a educação privada da classe dominante”, completa.

Citada com frequência pelos críticos da reforma como grande entusiasta do novo Ensino Médio, a ONG Todos pela Educação defende a manutenção do modelo, mas reconhece falhas e aponta a necessidade de ajustes. A entidade acusa o governo Bolsonaro de não ter assumido a coordenação da implantação do projeto, deixando os estados à deriva para implantarem o novo Ensino Médio de maneira heterogênea, e cita também a dificuldade imposta pela pandemia de Covid-19. Alguns dos aspectos que precisam ser revistos, segundo o Todos pela Educação, são os referenciais nacionais para a construção dos itinerários formativos, que na visão da entidade são muito amplos e que em alguns casos tem possibilitado o surgimento de trilhas esdrúxulas, e a permissão excessiva para o EAD (20%), o que pode resultar em precarização. “Urge que o MEC organize um diagnóstico preciso e completo da atual situação a partir do diálogo com as redes, com os profissionais da educação e estudantes”, defende Olavo Nogueira Filho, diretor executivo do Todos pela Educação. Contactado pela reportagem, o MEC não quis falar sobre o assunto.

*Matéria publicada no site Carta Capital.

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Vídeo do Sinpro que combate feminicídio vai para as telonas

Em março, mês de luta das mulheres, vídeo-campanha do Sinpro-DF contra o feminicídio será reproduzido nas salas de cinema do Libety Mall.

Em 1 minuto, o material condena a prática do feminicídio, mostra dados sobre o crime no DF e incentiva pessoas a denunciarem casos de violência contra as mulheres. A narração é da diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira.

“O feminicídio é uma realidade cruel para nós mulheres. Mesmo com a lei 13.104/15, que tipifica a prática como crime, os casos cresceram. É preciso dar um basta nisso, e nós do Sinpro estamos juntas, juntos e juntes nessa luta”, afirma Mônica Caldeira.

Assista ao vídeo

Senador do PL do Espírito Santo apresenta “novo” projeto de Lei da Mordaça

Era 2015 quando o então deputado (hoje senador) Izalci Lucas (PSDB-DF) apresentou o projeto de lei “Escola Sem Partido” – conhecido também como Lei da Mordaça – à Câmara Federal. O projeto de Izalci segue em tramitação na Câmara, apensado a outros de teor semelhante, mas está parado, graças à resistência que os movimentos da Educação impuseram.

Agora, o senador Magno Malta (PL-ES) apresenta um novo projeto, que não é nada novo. Seguindo as mesmas premissas dos anteriores, visa a eliminar das salas de aula o contraditório, a diversidade, o pensamento crítico, cassar a liberdade de cátedra e promover a perseguição de professores.

Apresentado recentemente, o projeto aguarda despacho da mesa para que sejam designadas comissões e ele comece a tramitar.

O que é mesmo?

Antes de mais nada, é preciso destacar que os projetos de lei que levam o nome de “Escola Sem Partido” não se referem em nada à presença ou não de partidos na escola. Como qualquer iniciativa que se autodeclara “apartidária”, essa também tem uma ideologia muito nítida, que se manifesta em agrupamentos partidários muito bem definidos. Por isso, alguns também a conhecem sob o codinome de “Escola Com Um Só Partido”.

Ainda que a Lei da Mordaça não tenha sido bem-sucedida na Câmara Federal nem na Distrital, seu conteúdo foi utilizado para a censura e a propagação de valores enviesados por um setor da sociedade. Atropelando sem dó a laicidade do Estado, os projetos falam em “valores de família” como se uma crença específica pudesse ser universal e imposta a todos. Vale lembrar que a então deputada distrital Sandra Faraj (União Brasil), derrotada nas duas últimas eleições, chegou a enviar ofícios a escolas para cobrar explicações e “providências” contra professores e professoras que trabalham com seus/suas estudantes questões relativas aos direitos humanos.

A discussão da Lei da Mordaça deixou nítido que alguns(as) parlamentares desconhecem e não têm interesse em conhecer os reais problemas das escolas públicas do DF hoje; e, portanto, resta-lhes muito tempo para executar patrulha moral sobre o trabalho que professores e professoras desenvolvem nas nossas escolas, visando a construir tolerância, respeito e igualdade. Segundo os idealizadores do projeto, a escola não é lugar de combater ou questionar a cultura do ódio, do racismo, da discriminação e da opressão.

O Sinpro e continuará atento ao futuro desses projetos no Congresso Nacional e na Câmara Legislativa, e chamará a categoria à luta em defesa da educação pública sempre que necessário!

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Luta pela igualdade gêneros passa pela valorização da educação pública

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A formação da sociedade brasileira tem a educação como um fator fundamental e as escolas são um espaço privilegiado de luta contra o machismo e a misoginia. Mas para que isso aconteça é preciso valorizar as educadoras e educadores e oferecer condições dignas de trabalho, ação que inclui formação, bons salários e liberdade a quem está à frente da sala de aula.

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) levará às ruas como uma das bandeiras em defesa de um país mais justo e igualitário a efetiva implementação da Lei Nacional do Piso, uma conquista ainda em disputa no Brasil e que afeta majoritariamente as trabalhadoras.

Segundo o Censo Escolar, em 2020, 81% das 2,2 milhões de pessoas que exercem a profissão na educação básica são professoras. Porém, o levantamento aponta que os homens recebem 12% a mais do que as mulheres.

Isso ocorre porque, conforme os níveis escolares avançam, a presença feminina cai: são 96% dos professores da educação infantil, 88% no ensino fundamental I, 67% no fundamental II e 58% no ensino médio.

Para reverter esse processo, a CNTE defenderá nas mobilizações em todo o país a implementação do ajuste do Piso em toda a carreira (incluindo Professores/as e Funcionários/as da Educação) como forma de ampliar o investimento, equilibrar as condições para as educadoras e educadores e combater a desigualdade.

Além da medida, a confederação aponta outras bandeiras que se somarão às pautas de combate ao machismo em todo o país, conforme destaca a Secretária de Relações de Gênero da entidade, Berenice Jacinto.

“As centrais sindicas e os movimentos populares e feministas estão se organizando para uma luta conjunta e o piso na carreira é uma das bandeiras, ao lado de outras questões fundamentais como o fim das escolas militarizadas, que são uma afronta à democracia e à pluralidade da educação. Sabemos que as mulheres são as mais afetadas quando a liberdade está ausente, porque só nos ambientes democráticos conseguimos lutar e avançar em direitos iguais”, avalia.

 

Pluralidade para igualdade

A dirigente aponta ainda os prejuízos que dois retrocessos recentes ligados à onda conservadora que tomou o país trazem para elas. O primeiro deles é a reforma do ensino médio. Implementado durante o governo do golpista Michel Temer (MDB), o projeto apresenta como proposta aulas complementares que não incentivam a autonomia e o empoderamento feminino ao ignorarem noções de desenvolvimento coletivo e da consciência de classe, fundamentais para reverter a lógica machista.

“A fragmentação dos complementos curriculares do ensino médio tirou a qualidade do ensino e adotou uma perspectiva de baixa qualidade de formação para o mercado de trabalho. Como base da pirâmide social, as mulheres perdem duas vezes, porque as disciplinas básicas caem em qualidade e prejudicam nossa formação e nossa ascensão, e porque as aulas que se propõem a ser de formação técnica ficam restritas a um modelo de trabalho baseado na lógica privatizante e tecnicista que não nos favorece”, explica.

Berenice destaca também projetos como o Escola Sem Partido, que vive uma perspectiva de retomada mesmo após a derrota no campo jurídico, e busca estrangular qualquer discussão sobre igualdade de gênero no país.

O antídoto a essas investidas, define, é aprimorar o processo de formação em espaços como as organizações sindicais para que um olhar plural se faça presentes também nas escolas.

Para isso, a CNTE apresenta ferramentas como a recém-lançada revista Mátria que visa contribuir com o debate sobre o empoderamento feminino e mostrar bons exemplos e caminhos para a divisão de poderes. “A Mátria tem um papel muito importante de trazer o olhar das trabalhadoras da educação para o modelo que queremos, com a valorização das dirigentes sindicais e das lideranças que vemos ocupar espaços. Nossa publicação pretende ser um instrumento valioso no processo de formação das nossas companheiras e companheiros”, reforça a secretária da CNTE.

 

Fonte: CNTE

Semana de Promoção da Educação Inclusiva – 06 a 10/03

Para que a educação seja efetivamente um direito de todos e todas, conforme assegura a Constituição Federal, são necessárias políticas públicas que garantam o acesso e a permanência dos estudantes nas escolas. Quando falamos de pessoas com deficiência, é preciso estar ainda mais atento

A Semana de Promoção da Educação Inclusiva existe desde 2016, com o objetivo de defender os direitos dos estudantes com deficiência, assegurar a consolidação da educação inclusiva, combater a discriminação e a intolerância e promover o respeito à diversidade.

É necessário questionar atitudes discriminatórias que são reproduzidas cotidianamente de modo a excluir e constranger pessoas com deficiência, e a educação é uma arma poderosíssima para isso. A escola deve ser um espaço de construção de cidadania e de igualdade.

Segundo o diretor do Sinpro Carlos Maciel, membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (Coddede), barreiras precisam ser retiradas para que as pessoas com deficiência possam usufruir dos seus direitos. “A escola precisa oferecer um ambiente acessível tanto do ponto de vista arquitetônico e tecnológico, quanto do ponto de vista atitudinal, visando a incluir e a formar cidadãos com empatia e respeito à diversidade”, afirma Carlos.

Carlos Maciel também lembra que a educação inclusiva precisa ser discutida e implementada em todos os níveis da aprendizagem, tanto na educação básica, no ensino superior e técnico, quanto na educação informal. “Hoje, a educação inclusiva está mais adiantada na educação básica. Muitas vezes não há a porta de entrada para pessoas com deficiência no ensino superior; e o ensino tecnológico precisa promover e ampliar as adaptações necessárias para esses estudantes. É preciso derrubar barreiras em todas as esferas”, aponta ele.

Carlos destaca que para se garantirem as políticas públicas de inclusão, é necessário investimento dos governos. “Para adaptar um espaço, para garantir acessibilidade, condições para as pessoas com deficiência, formação de profissionais para atenderem adequadamente, para tudo isso são necessários recursos, então o governo precisa investir nesse segmento da população”, diz.

O Sinpro tratará da Semana de Promoção da Educação Inclusiva ao longo de toda a semana em suas redes sociais, por meio de textos e cards produzidos com base no trabalho das professoras da Sala de Recursos do CED 104 do Recanto das Emas Adriana Budal e Ana Paula Tauber, a quem agradecemos com carinho!

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TV Sinpro traz o primeiro encontro do projeto Vida em Palavras

O TV Sinpro especial de hoje, 8 de março, dia Internacional da Mulher, traz os melhores momentos do primeiro encontro Vida em Palavras, ocorrido no dia 28 de fevereiro no auditório do sindicato.

A ideia do projeto Viver em Palavras, pensado para ser uma parceria da secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador com as outras 13 secretarias do sindicato, é utilizar a transversalidade como um processo de integrar a comunicação, uma pausa para refletir sobre o viver, reforçando a conscientização sobre a prevenção dos adoecimentos.

O primeiro evento da série foi realizado em parceria com a secretaria de mulheres do Sinpro, e trouxe a professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Brasília Valeska Zanello para falar sobre saúde mental e gênero.

Zanello demonstrou que, por ser socialmente construído como o gênero frágil, que é obrigado a gerar e cuidar, sempre pensando primeiro nos outros e ficando para último nas prioridades de vida, as mulheres são cobradas socialmente por determinadas atitudes e comportamentos e, se não se comportam dessa forma predeterminada, são julgadas e culpadas por suas condutas não condizentes com seu papel de gênero.

Várias professoras trouxeram seus depoimentos de vivências. Duas professoras aposentadas contaram das cobranças dos irmãos homens para cuidar de pais idosos; outra professora aposentada contou das cobranças feitas por suas amigas durante seu casamento e após seu divórcio. Histórias compartilhadas por mulheres que se sentiam culpadas por não conseguir atender às expectativas de uma sociedade machista e patriarcal.

A troca de vivências e de experiências foi emocionante. E você pode conferir tudo no TV Sinpro de hoje, 8 de março, às 19h, nas redes do Sinpro e na TV Comunitária.

Campanha salarial: vista essa camisa!

Para a próxima assembleia com paralisação, a diretoria do Sinpro reforça a convocação: é fundamental a mobilização das escolas, tanto de professores(as) e orientadores(as) educacionais efetivos(as) como professores(as) em regime de contratação temporária e também aposentados(as), para que consigamos a participação massiva da categoria do magistério público na assembleia geral do dia 14 de março, às 9:30 no estacionamento da Funarte, por reestruturação da carreira já!

Dando continuidade à campanha salarial iniciada em 2022 (que foi suspensa devido ao período eleitoral), reivindicamos recomposição salarial, isonomia e paridade como princípios da reestruturação da carreira. “Com a reestruturação da carreira, garantimos a ampliação de direitos que são para a vida toda e atingem tanto trabalhadores da ativa como aposentados”, lembra a dirigente do Sinpro Luciana Custódio.

Os debates para a reestruturação da carreira do magistério público do DF já vinham sendo feitos com a categoria. No ano passado, o Sinpro-DF realizou assembleias, mutirões nas escolas, reuniões com delegados sindicais e plenária para discutir os parâmetros para orientar esse tema. Há consenso de que um dos desafios centrais dessa reestruturação é a construção de novas tabelas salariais, com base no cumprimento da Meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação), que equipara o vencimento básico, no mínimo, à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF com nível superior.

A sua participação é parte integrante da força de nossa categoria. Vista essa camisa!

 

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