TV Sinpro, o pastor, o guerrilheiro e as escolas do DF

O próximo TV Sinpro vai falar sobre o projeto “Cinema nas Escolas – Circuito de Cinema Brasileiro”, da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC) que tem o apoio do Sinpro-DF, e leva o longa-metragem de José Eduardo Belmonte “O Pastor e o guerrilheiro” para dentro das escolas públicas do Distrito Federal.

No programa, a mediadora da TV Comunitária Rosilene Correa recebe a coordenadora de Imprensa do Sinpro, Letícia Montandon, e o produtor de O Pastor e o Guerrilheiro, Nilson Rodrigues, que vai falar sobre as sessões de pré-estreia do filme, exibidas em 10 escolas da rede distrital do DF. As sessões serão seguidas de debates com a comunidade escolar.

O longa-metragem “O Pastor e o Guerrilheiro” se passa nas décadas de 1960, 1970 e nos últimos dias de 1999. Em 1968, o jovem comunista João deixa a universidade e vai para uma guerrilha na Amazônia. É preso, torturado e enviado para a prisão em Brasília, onde encontra Zaqueu, um cristão evangélico preso por engano. Eles sofrem juntos, superam diferenças ideológicas, se ajudam e marcam um encontro para 27 anos depois, à meia-noite, na virada do milênio, na Torre de TV de Brasília.

O filme foi selecionado para o Festival de Gramado, Nova York Latino Film Festival, Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, Mostra de Cinema Internacional de São Paulo e Festival de Trieste na Itália. Em Brasília, foi vencedor do prêmio Melhor Filme, concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, no 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, edição de 2022.

O TV Sinpro vai ao ar nesta quarta-feira, 22 de fevereiro, às 19h, nas redes do Sinpro e na TV Comunitária. Não perca.

Retorno às aulas após pandemia traz apreensão aos trabalhadores e trabalhadoras em educação

 Foto Euzivaldo Queiroz Seduc AM

Foto: Euzivaldo Queiroz (Seduc-AM)

 

A pandemia de Covid-19 está presente no imaginário da população mundial e para muitos trabalhadores e trabalhadoras, o ano de 2023 marca um efetivo retorno a condições próximas daquelas com as quais viviam antes do surgimento da doença.

A volta ao ambiente físico de trabalho, porém, não elimina sequelas mentais e físicas para profissões como a de professor e professora e muitos prefeitos e governadores precisam ter maior responsabilidade ao lidar com essa questão.

Em 2021, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou o estudo “Novas formas de trabalhar, novos modos de adoecer” a partir de uma pesquisa realizada com 714 profissionais da educação.

O conteúdo realizado no auge da pandemia aponta que a falta de profissionais, o contínuo processo de deslegitimação da autoridade apoiado em ataques da extrema-direita como o projeto Escola sem Partido e a perda da autonomia com a transformação dos educadores e educadoras em tarefeiros têm adoecido toda a categoria.

Secretária Nacional da CNTE de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora da Educação, Francisca Seixas, ressalta que a pandemia aprofundou algo que já existia.

“O adoecimento mental já era muito grave na profissão. Muitos já lidavam com estresse, síndrome de burnout, síndrome do pânico, questões que estão relacionadas aos baixos salários e jornadas extensas, problemas da nossa profissão”, explica.

Para Francisca, a aplicação da Lei do Piso não é apenas uma questão de respeito e de efetivo investimento na educação, mas também de saúde.

“A estrutura pela qual a CNTE tem lutado inclui a valorização da carreira com ações como o respeito ao um terço de atividade extraclasse que muitos professores não conseguem exercer por falta de tempo e pelo excesso de aulas que são obrigados a assumir por condições financeiras. A saúde mental passa pela valorização da profissão que pressupõe remuneração, plano de carreira atrativo e boas condições de trabalho”, define.

Sem isso, conforme constata o estudo da confederação, o cenário é de uma epidemia de ansiedade, depressão e desesperança. Além de problemas físicos por excesso de trabalho como doenças ligadas às cordas vocais, distúrbios osteomusculares, lesão por esforço repetitivo e doenças do aparelho respiratório que foram os danos mais notificados.

 

Meritocracia

A dirigente ressalta ainda que a definição das metas como único parâmetro de educação de qualidade tem transferido aos trabalhadores e trabalhadoras a responsabilidade pelo bom resultado em testes de alunos.

A medida é resultado de um processo crescente de apropriação da educação pública pela iniciativa privada e torna ainda mais importante o diálogo entre o Ministério da Educação (MEC) e a CNTE para estabelecer novas estratégias para o ensino público.

Secretária-Geral da Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), Fernanda Lou Magano, lembra que a Lei 13.935/2019 determina a inclusão obrigatória de profissionais de psicologia e serviço social em redes públicas para atender às necessidades e prioridades da educação básica.

Ela explica que o papel desses profissionais e da gestão conjunta com professores e professoras, diretores e diretoras é fundamental no preparo ao ambiente para evitar o adoecimento na comunidade escolar diante da responsabilidade de lidar, além de estrutura profissional precária, com populações vulneráveis que são vítimas de violência e precisam ser amparadas por educadores e educadoras.

“Temos de ter em mente que oferecer uma estrutura física, de condições dignas e apoio aos trabalhadores, de escuta, e de estudo do ambiente da escola, ao invés de culpabilizar o indivíduo por seu adoecimento é também investir na educação”, define.

Além disso, o estudo da CNTE indica que cabe ao Estado estabelecer mecanismos de escuta dos professores e professoras para radiografar cenários sem anular opiniões contrárias, construir uma estrutura em que é possível ocupar espaços de fala para além das fronteiras conhecidas e permitir àqueles e àquelas que estão no chão da escola possam indicar carências nas organizações do trabalho. Assim como oferecer estruturas mínimas de tecnologia aos educadores e educadoras.

Medidas fundamentais para fazer da escola um espaço de formação e não de adoecimento.

Atenção para o expediente do Sinpro no Carnaval

A diretoria do Sinpro-DF informa que devido ao feriado de Carnaval não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato de 20 a 22 de fevereiro. O funcionamento voltará ao normal na próxima quinta-feira (23).

Desejamos um bom feriado a todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais e um bom descanso.

Na 100ª edição, Xapuri traz parceria com o Sinpro pela Educação Ambiental

A publicação deste mês de fevereiro da Revista Xapuri é especial. Essa é a 100ª edição do material idealizado por Zezé Weiss e Jaime Sautchuk, que, nesse período, provou fazer comunicação de resistência. Embora o impecável trabalho realizado voluntariamente, foram necessárias parcerias para que a Xapuri pudesse chegar aos vários cantos do Brasil. E o Sinpro tem orgulho de dizer que está junto nesta trincheira.

Na 100ª edição da Xapuri: “Que será dos Yanomami?”, matéria da professora e ambientalista Iolanda Rocha fala da Educação Ambiental, seu trajeto para ser aplicada nas escolas públicas do DF, além de projetos realizados atualmente, mesmo sem o apoio do Estado. Iolanda fala também das importantes parcerias para que a Educação Ambiental fosse disseminada, e uma delas é a realizada entre a Xapuri e o Sinpro.

“O SINPRO/DF há tempos abraçou essa causa e, cada vez mais intensamente, vem protagonizando a luta pela formação continuada na área da Educação para a Sustentabilidade”, cita a professora, que é membro do Conselho Editorial da Revista Xapuri (LEIA A MATÉRIA NA PÁGINA 44).

“Nos orgulhamos de fazer parte dessa história! Que venham mais centenas de edições da Xapuri. A Educação Ambiental é necessária para a vida”, afirma a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.

Conheça a Revista Xapuri e assine aqui https://xapuri.info/assine/

Acesse o link e leia a 100ª edição da Revista Xapuri.

 

 

Projeto levará o cinema brasileiro para dentro das escolas públicas do DF

“Cinema nas Escolas – Circuito de Cinema Brasileiro” é um projeto da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC) que tem o apoio do Sinpro-DF, e levará o cinema brasileiro para dentro das escolas públicas do Distrito Federal. As sessões acontecerão entre 28 de fevereiro e 16 de março, e serão abertas para toda a comunidade escolar.

O filme que será exibido é “O Pastor e o Guerrilheiro”, de José Eduardo Belmonte. O projeto marcará a pré-estreia nacional do longa-metragem, que teve cenas rodadas na Universidade de Brasília (UnB). O objetivo é ocupar as escolas com arte, promover o encontro dos profissionais da educação, estudantes e suas famílias, e provocar reflexão sobre as temáticas levantadas pelo filme – em 10 das 18 sessões, haverá um pequeno debate entre espectadores e equipe. 

“O Sinpro, como um dos patrocinadores do evento, vai estar presente nesses debates. Abraçamos este projeto por toda a importância do que ele representa, pois ele ajuda a comunidade escolar a refletir sobre assuntos que repercutem até hoje na sociedade e na democracia, como o papel da religião e da política em nossa sociedade. Arte e cultura são ferramentas importantíssimas para auxiliar a sociedade a pensar e refletir”, comenta a diretora do Sinpro Luciana Custódio.

A atividade se dará antes do filme estrear nas salas de cinema, ou seja, os estudantes das escolas públicas de Brasília serão os primeiros a assistir! Será uma boa oportunidade para que a comunidade estudantil possa prestigiar e discutir a obra com seus realizadores e especialistas. Mais ainda, é uma contribuição para ampliar as atividades culturais dentro das escolas, favorecendo a diversidade curricular.

O projeto “Cinema nas Escolas – Circuito de Cinema Brasileiro” é uma realização da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC), tem a parceria da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (SECEC-DF), e conta com o apoio do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) e da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB).

 

O pastor e o guerrilheiro

O longa-metragem “O Pastor e o Guerrilheiro” se passa nas décadas de 1960, 1970 e nos últimos dias de 1999. Em 1968, o jovem comunista João deixa a universidade e vai para uma guerrilha na Amazônia. É preso, torturado e enviado para a prisão em Brasília, onde encontra Zaqueu, um cristão evangélico preso por engano. Eles sofrem juntos, superam diferenças ideológicas, se ajudam e marcam um encontro para 27 anos depois, à meia-noite, na virada do milênio, na Torre de TV de Brasília.

O filme foi selecionado para o Festival de Gramado, Nova York Latino Film Festival, Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, Mostra de Cinema Internacional de São Paulo e Festival de Trieste na Itália. Em Brasília, foi vencedor do prêmio Melhor Filme, concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, no 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, edição de 2022.

Produzido por Nilson Rodrigues e dirigido por José Eduardo Belmonte, o longa-metragem foi rodado no Tocantins, às margens do Rio Araguaia, e em Brasília.

O elenco conta com uma nova geração do cinema nacional: Johnny Massaro, Julia Dalavia, César Mello, Ana Hartmann, Túlio Starling e William Costa. Também tem nomes como, Antônio Grassi, Sérgio Mamberti, Buda Lira e Ricardo Gelli.

Produção executiva de Caetano Curi, direção de fotografia de Bárbara Alvarez, direção de arte de Ana Paula Cardoso, direção de produção de Larissa Rolin, música de Sascha Kratzer e figurino de Diana Brandão. O roteiro é assinado por José Rezende Junior, Nilson Rodrigues e José Eduardo Belmonte. Roteiro final de Josefina Trotta.

Três semanas de muito cinema

O filme “O Pastor e o guerrilheiro” será projetado ao longo de três semanas, em 18 sessões exclusivas para convidados, alunos e familiares das escolas. Haverá um debate entre os espectadores e os atores que participaram do projeto após 10 das 18 sessões.

Confira os dias, horários e locais das sessões, e os horários dos debates (sujeitos a alterações):

 

– 28/02 no auditório do CED INCRA 08 de Brazlândia. Sessões às 13:10 e 15:30, e debate com Ricardo Gelli e Miquéias Paz após a sessão das 15:30.

– 02/03 no auditório da UPIS, na 911 Sul. Sessões às 9h e às 15h, aberta a alunos e familiares do CEMSO. Após a sessão das 15h, debate com o ator Buda Lira.

– 03/03 no auditório do CEM 02 de Ceilândia. Sessões às 7:30 e 19h, com debate após a sessão das 19h com o ator Buda Lira.

– 07/03 no auditório do SESC Taguatinga Norte. Sessão às 7:30 para alunos e familiares com CEMTN Taguatinga. Após a sessão, debate com Ana Hartmann e Miquéias Paz.

– 08/03 no auditório do CED 01 do Guará. Sessão às 20h, seguida de debate com Ana Hartmann

– 09/03 no auditório do CEM 04 de Ceilândia. Sessões às 8h e às 14h, com debate após a sessão das 14h com Gabriela Correa

– 10/03 no auditório do CEM 01 do Gama. Sessões às 8h e às 13:45. Debate após a sessão das 13:45 com Genésio Tocantins.

– 13/03 no auditório do CEMAB de Taguatinga. Sessões às 9h e às 14h. Debate após a sessão das 14h com Genésio Tocantins

– 15/03 no auditório da ADUnB, no campus Darcy Ribeiro da UnB. Sessão às 9:15, aberta a alunos e familiares do CEAN. Após a sessão, debate com Cesar Mello

– 16/03 no auditório do IFB Campus Recanto das Emas. Sessões às 14h, 16h e 19h. Após a sessão das 19h, debate com o diretor José Eduardo Belmonte.

 

GDF cancela reunião com Sinpro

A reunião que ocorreria na tarde de quarta-feira (15) entre Sinpro e GDF foi cancelada pela governadora em exercício “por motivos de agenda”. Celina Leão repete, assim, o comportamento padrão que o Palácio do Buriti tem assumido em relação a professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF nos últimos anos: a suspensão de reuniões tem sido uma constante. A diretoria colegiada do Sinpro aguarda urgente a marcação de nova data para o encontro.

Dessa forma, foi frustrada a expectativa de dar sequência à discussão e negociação sobre a processo urgente de reestruturação da carreira do magistério público, visto que nossa categoria completa 8 anos de congelamento salarial..

Conforme havia sido discutido em reunião anterior, realizada em 7 de fevereiro, a reunião que foi cancelada seria o momento de a Secretaria de Planejamento apresentar sua proposta de reajuste salarial, tendo como base estudos de impacto financeiro que vêm sendo feitos pela pasta.

>>> Saiba mais: SINPRO COBRA DO GDF REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA; NOVA REUNIÃO DIA 15

Nos últimos dias, a diretoria do Sinpro intensificou a pressão sobre deputados(as) distritais, federais, senadoras e senador em defesa da reestruturação da carreira. Em café da manhã realizado na sede do Sinpro na última segunda-feira (13), parlamentares declararam apoio à luta do sindicato.

>>> Saiba mais: PARLAMENTARES PARTICIPAM DO CAFÉ DA MANHÃ DO SINPRO E DECLARAM APOIO À LUTA PELA REESTRUTURAÇÃO

A comissão de negociação do Sinpro continuará cobrando do gabinete da governadora uma nova agenda para dar prosseguimento aos debates e à negociação, esperando ser recebida o quanto antes. “Não podemos esperar mais, nossa urgência é a consequência lamentável de 8 anos de congelamento de salários”, destaca Luciana Custódio, diretora do Sinpro.

 

Assembleia 14/03

Dia 14 de março, às 9h30, no estacionamento da Funarte, a categoria se reúne em assembleia, dando início à campanha salarial 2023. O tema da campanha é Reestruturação da carreira já!.

A diretoria colegiada do Sinpro reforça o convite: é fundamental a mobilização das escolas, tanto de efetivos(as) como de temporários; aposentados(as) e profissionais da ativa. Dia 14, todos e todas à assembleia geral!

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Sinpro entrega certificado a 80 aposentados do curso de Formação Sindical

O Sinpro realizou, nessa terça-feira (14), no Auditório Paulo Freire, na sede do sindicato no Setor de Indústria Gráficas (SIG), a certificação de 80 professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) que fizeram ao curso de Formação Sindical. Todos(as) receberam a certificação. A primeira e a segunda etapas são realizadas em Caldas Novas. A Turma Avançada, geralmente, acontece na Chácara do Sinpro.U

Uma parte dos cursistas já havia feito a primeira fase, em 2019, antes da pandemia da covid-19, e havia recebido o certificado da primeira fase. Além dos cursistas, estavam presentes a coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados, Elineide Rodrigues; e os diretores Chicão e Consuelita Oliveira; e a coordenadora da Secretaria de Formação Sindical, Vanilce Diniz. 

O curso de formação sindical é uma parceria do Sinpro – representado pelas Secretarias de Formação Sindical e de Assuntos para Aposentados e Aposentadas – com a ECOCUT, uma escola de formação sindical da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Com essa parceria, o Sinpro já formou mais de 30 turmas entre as fases 1 e 2. O curso havia sido suspenso, em 2020, por causa da pandemia da covid-19.

“Mas voltou em 2022 com todo o vapor e a vontade dos aposentados de se reencontrarem, de debaterem temas atuais e outros assuntos necessários para eles continuarem informados sobre as questões da pessoa idosa, de nossas perdas e direitos financeiros, bem como de outros assuntos que dizem respeito a nosso bem-estar”, destaca Elineide.

Ela conta que, nessa terça, a turma certificada era uma das mais animadas. “Um momento em que todos se sentem mais jovens e mais úteis. Eu até brinquei que acabaram de concluir o Ensino Médio ao receber o certificado. Primeiramente, porque esse certificado é a representação de que eles e elas estiveram presentes nos debates, de que aposentaram, mas não estão inativos; continuam atentos e atentas às questões inerentes a sua realidade hoje, que são pessoas que estão aí aposentadas, mas também continuam precisando de ter os seus direitos assegurados”.

A diretora afirma que a categoria continua tendo pessoas aposentadas tanto mais jovens como mais idosas com acúmulo de perdas salariais. “Eles e elas participam do curso e ficam atentas ao que está acontecendo e da necessidade, mais do que nunca, de estarmos unidos, unificados e fortes na luta”.

 

Curso de Formação Sindical

Nas etapas realizadas em Caldas Novas, Goiás, os ônibus vão com cerca de 50 cursistas acompanhados pelos diretores(as) da Secretaria para Assuntos de Aposentados, a Secretaria de Formação Sindical e a EcoCUT.

Além de estudos e debates com temas importantes, como a questão da mulher, uma vez que a categoria é 80% formada por mulheres, portanto, o segmento de aposentados e aposentadas tem também sua maioria formada por mulheres. Além dessa formação, as pessoas aposentadas vêm com o intuito de se reencontrar, bater-papo e outras formas de reaproximação.

“Há muitas pessoas aposentadas que vivem sós, carentes desse contato, e, além de tudo isso, o curso em Caldas Novas é um momento de esse segmento dar uma saída da cidade, ficar um pouco longe de problemas, sair da rotina massante do dia a dia. A gente percebe uma felicidade muito grande nas pessoas que vão nesses momentos do curso”, observa a diretora.

Ela avalia que o curso de formação sindical é muito importante e de muito proveito pelos(as) aposentados(as). A previsão do Sinpro é a de que o curso aconteça este ano. Para isso, o sindicato está com as pré-inscrições de todos os cursos e oficinas abertas. “Quem quiser fazer a pré-inscrição, basta entrar em contato pelo telefone 61 9994-6258”, destaca Elineide.

 

Oficina de Mídias/Redes Sociais

“O mais importante foi recebermos os nossos cursistas num café da tarde. Eles e elas receberam seus respectivos certificados e todo mundo adorou esse reencontro e está pronto para outras lutas, outras atividades. A nossa Secretaria para Assuntos de Aposentados oferece também outras ações, como oficinas, feiras culturais, e, este ano, estamos abrindo uma oficina nova, intitulada Oficina de Mídias/Redes Sociais”, informa a coordenadora da secretaria.

Elineide diz também que as pré-inscrições para o Curso de Formação Sindical e para a Oficina de Mídias/Redes Sociais estão abertas, bem como de outras atividades. “Quando a gente tiver a data direitinho, a gente divulga e, quem estiver pré-inscrito, já efetiva sua inscrição”, ressalta.

Qualquer professor(a) e orientador(a) educacional sindicalizado(a) pode fazer sua pré-inscrição na Secretaria de Aposentados. Quanto o curso for acontecer, a funcionária do sindicato liga e estabelece o contato com o(a) pré-inscrito(a) e para conferir se a pessoa irá, realmente, querer fazer a atividade. “Estar pré-inscrita já é um caminho andado pela pessoa aposentada para ela efetivar sua inscrição”, finaliza a diretora.

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Ministério da Educação abre as portas para diálogo com a CNTE

Do portal da CNTE

 

Após seis anos, o Ministério da Educação recebeu a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para uma audiência, reabrindo assim o diálogo com a classe trabalhadora. A reunião ocorreu nesta quarta (15), em Brasília (DF), e contou com a participação do ministro da educação, Camilo Santana, da secretária executiva do MEC, Izolda Cela, da secretária de educação básica, Kátia Schweickardt, do presidente da CNTE, Heleno Araújo e outros participantes.

“Apresentar a pauta da categoria nos inícios de governo é uma tradição nossa”, afirmou o presidente da CNTE na abertura do encontro. Ele presenteou o ministro com um livro sobre mercantilização da educação, uma edição da revista Retratos da Escola sobre o Plano Nacional de Educação, um calendário e um caderno de resoluções da confederação.

Heleno Araújo apresentou um breve histórico da valorização dos funcionários da educação, que culminou no pro-funcionário, e dos professores, com a Lei do Piso Salarial do Magistério. Disse também que a categoria está com expectativa alta por avanços na valorização profissional.

O ministro da educação, Camilo Santana, relatou que nos últimos 4 anos ele foi testemunha, como governador, de que as portas do MEC estavam fechadas: “É um momento de reconstrução. O MEC agora está de portas abertas para a CNTE. A orientação do presidente Lula é que todas as políticas sejam construídas através do diálogo. Há várias ações a serem corrigidas”, reforçou o ministro.

Avaliação da CNTE

“Nós tínhamos dois objetivos para a audiência de hoje: apresentar a pauta de reivindicações da CNTE e estabelecer um diálogo permanente com o ministério da educação”, relatou Heleno Araújo.

Ele apresentou os 13 pontos que se dividem em três eixos: um sobre as políticas diretamente ligadas à profissão como o piso salarial do conjunto dos profissionais da educação e valorização da carreira. O segundo eixo é sobre políticas educacionais que o MEC tem o dever de dirigir e articular entre estados e municípios; e no terceiro eixo há as questões de infraestrutura, como o fim da emenda constitucional 95 (teto de gastos) e adoção de uma reforma tributária para garantir mais investimento para a educação.

Sobre a questão do reajuste do piso salarial, o ministro Camilo Santana sinalizou que agora é o momento de sentar-se à mesa com representantes dos estados, municípios e entidades representativas, CNTE, Undime e Consed, para dar sustentabilidade e valorização aos professores. No mês de março o ministério vai fazer a convocação para criar um Fórum para a resolução dessas questões.

Camilo Santana também informou que o ministério está com estudo em andamento para fortalecer o plano nacional de alimentação escolar e com projetos para promover acesso à conectividade; formação de professores; restabelecer fórum permanente sobre o piso e carreira e restabelecer a plataforma freire de formação dos docentes. O ministro confirmou a participação da CNTE em grupos de debate no âmbito do Ministério.

Participação e resultados

Heleno Araújo avalia que a retomada do diálogo traz boas perspectivas. “Foi assim no primeiro e no segundo ano do governo Lula. Quando abriu o espaço de debate nós criamos o Profuncionário, garantimos o Fundeb 2007, o piso do magistério, a realização da Conferência Nacional da Educação. Ou seja, a participação social fez com que tivéssemos um plano nacional de educação com 20 metas sendo que 17 delas têm as nossas digitais, a nossa participação”, relembrou o presidente da CNTE.

Para Heleno Araújo, recuperar o diálogo com o MEC traz a perspectiva de avançar e corrigir o que foi feito de errado nesse período, como por exemplo o novo ensino médio. “Então há a disposição do Ministério de avaliar, discutir e mudar para melhor. Esse compromisso foi firmado. E vamos continuar nessa luta e organização para isso”, finalizou Heleno.

>> Acesse o documento com a pauta de reivindicações da CNTE apresentada ao MEC

Da CNTE, participaram da reunião o presidente da CNTE, Heleno Araújo; a vice-presidente, Marlei Fernandes; a secretária geral, Fátima Silva; a secretária de finanças, Rosilene Corrêa; a secretária de relações de gênero, Berenice D’Arc; o secretário de assuntos jurídicos e legislativos, Gabriel Magno; o secretário de imprensa e divulgação, Luiz Vieira; e o secretário executivo, Guilherme Mateus Bourscheid.

 

Hoje é dia do Sinpro no cinema

Hoje (16/02) é dia do Sinpro no cinema, no Liberty Mall. Toda quinta-feira, você, professor(a) e orientador(a) educacional, paga 10 reais na entrada, com direito a um acompanhante que pagará também o mesmo valor. Para aproveitar o benefício, é preciso ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Esqueceu a carteirinha? Não tem problema. Você pode apresentar o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

 

Confira a programação:

Sinpro recebe lançamento de curta sobre o rombo da dívida pública

O auditório do Sinpro no SIG recebe, no dia 1º/3 às 19h, o lançamento nacional do curta-metragem O Complô. O documentário, baseado em livro homônimo do Deputado Federal Constituinte Hermes Zaneti, revela manobras políticas por trás da dívida pública brasileira.

Após a sessão, haverá um debate com os convidados sobre esse esquema que beneficia os rentistas e as instituições, enquanto retira dinheiro do orçamento em educação, saúde e políticas públicas. Hermes Zaneti, Luiz Alberto Cassol e Roseli Faria (Analista de Planejamento e Orçamento) já estão confirmados para o debate.

A discussão sobre a gestão da dívida pública é um dos temas mais interditados dentro da sociedade brasileira. Na maior parte das vezes é “naturalizada” como um problema técnico-econômico a ser gerenciado de maneira responsável. O pagamento dos juros sobre o estoque da dívida enriquece os agentes financeiros e as elites, além de colaborar com a precarização da oferta e qualidade dos serviços públicos.

No período da feitura da Constituição de 1988, o Deputado Federal Constituinte Hermes Zaneti tentou estabelecer um artigo que auditasse as origens e o crescimento da dívida pública brasileira, que ultrapassou R$ 7,1 trilhões em 2022. As propostas foram barradas na época, mas inspiraram, 35 anos depois, a criação do curta-metragem O Complô.

Essa história tem raízes nos anos 70 e 80, que passou pelos debates e envolveu tramas às claras e às escuras na Assembleia Nacional Constituinte, em momentos narrados e fartamente documentados no livro “O complô – como o sistema financeiro e seus agentes políticos sequestraram a economia brasileira” (Verbena Editora; 280p., 2017), de Hermes Zaneti.

Contar essa história e revelar essas tramas é também desmascarar a narrativa daqueles atores que tentam vender para a sociedade que os nossos direitos sociais, conforme aprovados pela Assembleia Constituinte e dispostos na Constituição Federal de 1988 não cabem no orçamento público, e, portanto, teríamos que escolher entre aceitar a precária prestação de serviços públicos de saúde, educação, previdência, assistência social, transporte, moradia e cultura como vem ocorrendo, ou pagar para ter acesso ao serviços de melhor qualidade (escolas privadas, planos de saúde e de previdência privada, etc).

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