Fique atento às novas datas para aquisição do anuênio
Jornalista: Luis Ricardo
Devido à existência de algumas dúvidas referentes ao pagamento do anuênio dos(as) servidores(as) públicos(as) do Governo do Distrito Federal (GDF), o Sinpro volta a informar que o pagamento do benefício nunca deixou de ser feito; o que ocorreu foi a paralisação da progressão do percentual.
Portanto, professores(as) e orientadores(as) educacionais que ingressaram no serviço público entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021 fizeram jus à aquisição de seu primeiro anuênio em 1º de janeiro de 2023. Para esses, a contagem de tempo para o anuênio começou em 1º de janeiro de 2022, com o descongelamento. Portanto, a folha 01 de 2023 trouxe o primeiro adicional de tempo de serviço; e os anuênios seguintes desse grupo de servidores(as) ocorrerão sempre nessa mesma data.
Servidores que tomaram posse em 2021
Já os(as) professores e orientadores(as) educacionais que tomaram posse no dia 15 de dezembro de 2021, o Sinpro orienta que verifiquem o contracheque de janeiro para ver se receberam seu primeiro anuênio. Caso não tenha recebido no mês 1, você deve fazer a solicitação via Repag.
O Sinpro já solicitou que a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) observe esta data de posse de novos(as) servidores(as), uma vez que identificou alguns sem o adicional por tempo de serviço.
Os(as) demais servidores(as), ou seja, aqueles(as) que ingressaram no serviço público até 27 de maio de 2020, segue a tabela abaixo para formar seu anuênio:
Dando continuidade ao projeto Janeiro Branco, a Secretaria de Saúde do Trabalhador do Sinpro está lançando o programa A vida em palavras. A ideia do sindicato é oferecer encontros todos os meses, de forma presencial, com o objetivo de falar sobre temas relevantes para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, como por exemplo cansaço, esgotamento físico e mental, desânimo, tristeza intensa, depressão, ansiedade, Burnout e outros sintomas que afetam diretamente a saúde da nossa categoria.
Para o primeiro encontro a Secretaria de Saúde, em parceria com a Secretaria de Políticas para Mulheres Educadoras, fala sobre Saúde mental e gênero no dia 28 de fevereiro, das 16 às 18h, na sede do Sinpro (SIG). Para falar mais sobre esta temática foi convidada a professora doutora Valeska Zanello, do departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília (UnB) na área de saúde mental e gênero. As inscrições estão abertas para toda a categoria e podem ser feitas até o dia 24 de fevereiro clicando aqui. Os(as) participantes receberão certificado.
A psicóloga mostrará o resultado de suas pesquisas, fruto da escuta de queixas específicas de homens e mulheres, tanto em atendimentos psicoterápicos individuais como em pesquisas realizadas no campo de saúde mental no Brasil. Dentre as linhas de pesquisa utilizada por ela estão a Prateleira do Amor: sobre mulheres, homens, relações; Baralho Emancipação: jogando contra o machismo; Dispositivo Amoroso: um guia de autoconhecimento e sobrevivência para mulheres; e Saúde mental, gênero e dispositivos, cuja leitura pode nos ajudar a refletir e problematizar sobre gênero, dispositivos e caminhos privilegiados de subjetivação, configurações históricas do dispositivo amoroso, dispositivo materno, homens e dispositivo da eficácia, virilidades sexuais e laborativas.
O debate sobre a saúde da categoria é uma forma de encontrar soluções para problemas encontrados por professores(as) e orientadores(as) educacionais durante o dia-a-dia. “No momento que identificamos que um professor, professora, orientador ou orientadora estão sofrendo com adoecimento psicológico ou mental, precisamos ter uma solução para isto. Ao debater esta temática com a categoria, os próprios educadores se identificam com certos problemas, ficando mais fácil o tratamento. O objetivo do Sinpro é justamente elaborar propostas para contribuir com o bem-estar dos profissionais do magistério público”, afirma a coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro, Elbia Pires.
Mônica Caldeira, também diretora do Sinpro, lembra que a intenção do sindicato é realizar o programa A vida em palavras todos os meses, oferecendo um complemento das visitas realizadas nas escolas públicas do DF. “O adoecimento da professora é agravado ainda mais pela violência de gênero em que as mulheres estão submetidas, seja no trabalho ou em casa. É preciso fortalecer mulheres para o enfrentamento diário desse problema social”, finaliza a coordenadora da Secretaria de Políticas para Mulheres Educadoras.
A diretoria do Sinpro-DF informa que devido ao feriado de Carnaval não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato de 20 a 22 de fevereiro. O funcionamento voltará ao normal na próxima quinta-feira (23).
Desejamos um bom feriado a todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais e um bom descanso.
Educação inclusiva e a valorização da educação especial
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A diretora do Sinpro Luciana Custódio participou do seminário promovido pelo deputado distrital Fábio Félix para discutir a educação inclusiva no DF. O evento ocorreu na última sexta-feira (10/02), e contou com a presença de especialistas, representantes de associações ligadas ao tema e integrantes da SEE-DF.
Luciana participou da segunda mesa de debates: “Iniciativas previstas para inclusão em 2023”, mediada por Ana Medrado.
A diretora do Sinpro lembrou que educação inclusiva amplia o conceito de educação especial, pois significa dizer que todo e qualquer aluno que tenha dificuldades de aprendizagem ou de adaptação ao ambiente escolar precisa de ações que o ajudem a permanecer na escola, e não se evadir. A inclusão vem para ampliar o conceito de educação especial, que é uma modalidade transversal de toda a educação básica, da educação infantil até a faculdade, e para a vida toda.
Para Luciana, é preciso pensar a educação inclusiva também na perspectiva de quem não tem condições de aprender por viver em vulnerabilidade social. Desde moradores de comunidades carentes, expostos à realidade da falta de saneamento básico e cotidiano de violência, passando pelos filhos de casais homoafetivos que sofrem com discriminação no ambiente escolar. “Tudo é a nossa ação prática e a nossa luta diária” em sala de aula, já que o estado insiste em se fazer ausente dessas realidades. A diretora do Sinpro defende que a SEE-DF deve definir ações em rede com as secretarias de Saúde e Desenvolvimento Social.
Ela lembrou ainda das consequências da ausência de estrutura do Estado no sistema de ensino e na educação especial, que se traduzem nas dificuldades do dia a dia de uma sala de aula com mais de 30 alunos: “O TDAH sai correndo da sala, e o DMU pode cair da cadeira e se machucar, e você tem que parar a sua aula para trocar outro, porque não tem monitor. Isso faz a gente sofrer, claro. Mas vamos ser contra a inclusão? Claro que não! Sou professora da rede pública há 29 anos, e não me lembro de quando foi fácil. ”
Lutas indissociáveis
A dirigente do Sinpro explica que não basta garantir o acesso dos estudantes especiais à escola. Há que se garantir, também, as condições de permanência, acessibilidade, estrutura e recursos humanos suficientes para propiciar aos estudantes as aprendizagens ativas a partir de metodológicas ativas.
Luciana se recusa a perceber os alunos como números: são estudantes, e com necessidades inúmeras. Se o Estado guiar sua política educacional apenas por uma lógica quantitativa, a escola vai se tornar um mero depósito de alunos.
Para a diretora do Sinpro, não há como dissociar as lutas da educação inclusiva das lutas da categoria como um todo. Luciana explica que não existe luta por estratégia de matrícula se não existe luta por construção de escolas; não existe luta por redução de alunos por turma sem lutar por concurso público para preenchimento de vagas efetivas – para o magistério ou para monitoria. Os temas estão correlacionados.
“Quando a gente fala em lutar pela redução do número de alunos nas escolas, a gente precisa lutar por construção de escolas; quando a gente fala que precisamos de condições, não podemos naturalizar o ano letivo de 2022, que contou com 14 mil profissionais em regime de contrato temporário – lembrando que estamos falando, também, a favor desses profissionais, pois eles ocupam vagas de profissionais efetivos. A aprovação em concurso deveria ocorrer para uma vaga efetiva, e não temporária”.
Para a diretora do Sinpro, defender a educação inclusiva e a educação especial é, ao final das contas, defender a educação pública, de qualidade e socialmente referenciada, que compreenda o estudante como aluno não deste ou daquela professor(a), mas da escola inteira.
Sucateamento é projeto
Luciana lembrou das dificuldades de luta em meio a um projeto de governo (que acaba de ser reeleito, portanto referendado pela maioria dos eleitores do Distrito Federal) que promove desinvestimento e sucateamento da educação. Como incluir os debates da educação especial num governo cujo projeto é o desmonte da educação? “Os professores são vistos pela família e pela sociedade como cuidadores, mas somos profissionais muito bem formados na área de educação inclusiva/profissional! ”
Luciana lembra que as lutas do Sindicato, para além de questões salariais, também englobam condições de trabalho, estratégia de matrícula, concurso para o magistério público para o preenchimento de vagas efetivas, e não apenas para formação de cadastro de contratos temporários. A dirigente lembrou que, no ano letivo de 2022, de 23 mil profissionais regentes nas escolas do GDF, 14 mil estão sob regime de contrato temporário. “No CEF 04 do Paranoá, por exemplo, a equipe de gestores era composta por profissionais efetivos, o restante do corpo docente era de contratos temporários”.
Na conclusão de sua fala, Luciana afirmou que só vai existir inclusão educacional quando houver inclusão social, e lembrou Paulo Freire: “É pedagógico debater a fome. Ninguém aprende com fome. É pedagógico debater inclusão. É pedagógico lutar contra qualquer forma de exclusão. Ser professor e não lutar é uma contradição pedagógica”.
Ao final do evento, o deputado Fábio Felix sugeriu a criação de um Grupo de Trabalho, constituído pelos presentes no evento, para posteriormente se reunir com a Frente Parlamentar da Educação Inclusiva e elaborar estratégia de diálogo com o poder executivo.
LINGUAGEM NEUTRA: Decisão do STF deve ser considerada em sala de aula
Jornalista: Vanessa Galassi
O uso da linguagem neutra em sala de aula como princípio da dignidade humana ganhou reforço com a decisão do Supremo Tribunal Federal.
No último dia 11, por unanimidade, o STF considerou ilegal lei estadual de Rondônia que proibia o uso da linguagem neutra na grade curricular e no material didático de escolas.
No relatório, o ministro Edson Fachin afirma que “a chamada ‘linguagem neutra’ ou ainda ‘linguagem inclusiva’ visa combater preconceitos linguísticos, retirando vieses que usualmente subordinam um gênero em relação a outro. A sua adoção tem sido frequente sobretudo em órgãos públicos de diversos países e organizações internacionais. Sendo esse o objetivo da linguagem inclusiva, é difícil imaginar que a sua proibição possa ser constitucionalmente compatível com a liberdade de expressão”.
Para a diretora do Sinpro-DF Marcia Gilda, a decisão do STF é uma vitória, e precisa ser reconhecida dentro de sala de aula. “Ainda temos vários professores e professoras que não concordam ou questionam a linguagem neutra. Uns acham que é mudar a língua portuguesa. E não é nada disso. A linguagem neutra permite que todas as pessoas, sem exceção, tenham o direito de existir”, afirma.
Márcia Gilda ainda afirma que a utilização da linguagem neutra não tem sequer potencial de definir a orientação sexual de crianças e adolescentes. “Há professores e professoras severamente perseguidos por utilizarem a linguagem neutra. Há pessoas que acham que a utilização da linguagem neutra é ensinar a criança que ela não é menino ou menina. E não é nada disso. Não influenciamos a orientação sexual das pessoas. Ninguém determina o que uma pessoa é. Isso cabe a ela. Nosso papel é respeitar e ensinar o respeito”.
Segundo a dirigente sindical, o papel da escola é também colaborar na formação de pessoas que reconheçam e respeitem a diversidade, e que a liberdade de cátedra não pode ser coibida. A avaliação da sindicalista que converge com o relatório do ministro Edson Fachin. No texto, ele diz que o ambiente escolar é “ambiente no qual, segundo comando da Constituição, devem imperar não apenas a igualdade plena, mas também ‘a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber’”.
A decisão do STF abre precedente para que leis com o mesmo teor da editada em Rondônia também sejam consideradas inconstitucionais.
Confira como ficará o pagamento dos temporários no início do ano letivo
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro se reuniu com a Subsecretaria de Gestão de Pessoas na última semana e questionou como ficaria o pagamento dos(as) professores(as) em contrato temporário para o início do ano letivo de 2023. A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou que o(a) professor(a) substituto(a) que for contratado(a) até o dia 20 de fevereiro entrará na folha de pagamento do mesmo mês, que será pago até o quinto dia útil do mês de março.
Já os(as) educadores(as) em regime de contratação temporária contratados(as) a partir do dia 21 de fevereiro receberão a remuneração a partir do quinto dia útil de abril, uma vez que a SEEDF não terá tempo hábil para pagar o salário no quinto dia útil de março. Aqueles(as) que pegarem carências e trabalharem a partir do dia 20 de fevereiro, além do mês de março, receberão os meses 2 e 3 no quinto dia útil de abril.
“Nosso ano letivo teve início nesta terça-feira (13) e a preocupação de muitos temporários e temporárias é com relação ao pagamento. Conforme conversamos com a Secretaria de Educação, todos receberão, mas é preciso analisar a data que cada um entrou para ver quando receberá sua remuneração”, salienta a diretora do Sinpro Ana Cláudia.
Parlamentares participam do Café da Manhã do Sinpro e declaram apoio à luta pela reestruturação
Jornalista: Maria Carla
A valorização do Magistério Público, a reestruturação da carreira, a recomposição salarial e a defesa do concurso público para todas as carreiras da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF) foi o tema que regeu os discursos e conversas durante o Café da Manhã com Parlamentares, que o sindicato realizou na manhã desta segunda-feira (13/2).A data é simbólica porque é o dia em que os(as) estudantes iniciam, efetivamente, o ano letivo de 2023.
O evento contou com a presença de 11 parlamentares: nove deputados distritais, dois deputados federais e três representações. Entre os deputados distritais, estiveram no Café da Manhã Gabriel Magno (PT); Chico Vigilante (PT); Ricardo Vale (PT); João Cardoso (Avante); Dra. Jane (AGIR); Fábio Félix (PSOL); Max (PSOL); Daise (PSB); Rogério Morro da Cruz (PMN). Dentre os federais da bancada do DF, compareceram o deputado Reginaldo Veras (PV) e a deputada Erika Kokay (PT). E ainda estiveram presentes as representações do deputado distrital Jorge Viana (PSD), deputado federal Rafael Prudente (MDB) e da senadora Leila Barros.
“Nosso evento, nesta segunda-feira (13), é muito simbólico porque hoje o DF testemunha um momento muito importante para os filhos e filhas da classe trabalhadora que é o retorno às aulas da rede pública de ensino. A gente pode presenciar as escolas recebendo de forma tão carinhosa e fraterna esses estudantes, mas, infelizmente, no dia a dia, vivem uma realidade muito dramática. Com turmas superlotadas gerando dificuldades de aprendizagens, aumento dos índices de violência nas escolas, além de ausência de monitores, carências de professores. A gente já vive hoje uma realidade de nove mil professores do contrato temporário na rede. Ora, precisamos lutar por concurso público para que esses profissionais sejam efetivados”, destacou Luciana Custódio, diretora do Sinpro-DF na abertura do evento.
Ela observou que “não há como valorizar a educação pública se não valorizam os profissionais que nela atuam. Já se arrastam 8 anos de congelamento salarial. A nossa categoria grita por socorro. Precisamos sair dessa condição que o DF um dia já esteve em primeiro lugar como referência salarial no Brasil e hoje a gente tem uma categoria extremamente desvalorizada ocupando o penúltimo lugar no ranquiamento das carreiras de nível superior no DF. Iniciamos o ano com muita alegria, mas não há valorização da educação pública se o governo não valoriza os profissionais que nela atuam”.
Luciana destacou também a urgência que o Governo do Distrito Federal (GDF) precisa ter agora neste início de ano para homologar o último concurso e convocar os(as) professores(as) aprovados(as) e, ainda, providenciar a realização de um novo concurso porque a quantidade de profissionais aprovados(as) no último, tanto para contratação imediata como para o banco de reserva, não atende à demanda. Outro problema que já se arrasta há alguns anos que é a convocação do banco reserva e a realização de novos concurso para monitores.
Ela lembra que o número de aprovados não cobre a demanda da SEE-DF. Com 4.254 vagas para nível superior, o último certame inclui vagas para contratação imediata e formação de cadastro reserva. Do total, são 3.880 para professor de educação básica; 100 para pedagogo – orientador educacional e 274 para analista de gestão educacional da carreira assistência à educação.
“A luta contra a militarização, a revogação do Novo Ensino Médio, a violência nas escolas e a importância de reforçar a alimentação escolar e todas as garantias para que os(as) estudantes da classe trabalhadora permaneçam na escola também têm sido temas dos debates do Sinpro com os Poderes Legislativo e Executivo e foram assuntos muito falados no nosso café da manhã”, afirma a diretora.
Todos os parlamentares que estiveram no Sinpro declararam apoio à luta da categoria pela valorização da carreira e colocaram seus gabinetes à disposição da campanha salarial que reivindica não só o reajuste e a recomposição salarial após 8 anos de salários congelados, mas, principalmente, um novo Plano de Carreira que promova a reestruturação da carreira com a construção de novas tabelas salariais, baseadas na Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), e equiparação do vencimento básico, no mínimo, à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF com nível superior.
Berenice Darc, diretora do Sinpro, também vê o Café da Manhã com Parlamentares no dia que se inicia o ano letivo para os estudantes, um momento cheio de simbolismo. “Hoje, a realização deste evento, reunindo parlamentares da nossa Casa Legislativa do Distrito Federal e da Câmara dos Deputados foi imprescindível, primeiramente, porque esse diálogo ocorre num dia simbólico para a educação que é o dia do retorno dos estudantes para a escola. É um momento carregado de importância política de um ato na nossa casa, o nosso sindicato. Recebemos os parlamentares e diversos deles reafirmando o compromisso com a nossa categoria neste momento político tão importante”, afirma.
Ela ressalta que esse compromisso político dos parlamentares é importante porque é nas Casas Legislativas distrital e federal que fazemos leis que podem mudar o País e não apenas numa perspectiva salarial, mas também pedagógica. “Estamos num ano em que precisamos começar a confluir para o ano que vem, quando haverá mudanças e inovações no Plano Nacional de Educação e no Plano Distrital de Educação. A Câmara Legislativa do DF vai cuidar diretamente do PDE sob a liderança do deputado distrital Gabriel Magno, que é o presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), e o deputado federal Professor Reginaldo Veras (PV), que também é nosso representante na Câmara dos Deputados na Comissão de Educação.
“Para nós é fundamental termos nossos representantes nesses dois espaços por que no DF, a CLDF é quem vai tocar as discussões do Fórum [Fórum Distrital de Educação] e nacionalmente também. Além da luta pelo reajuste e recomposição salaria, bem como a reestruturação da carreira, que é urgente, é preciso discutirmos o PDE e resgatar a Meta 17, que, ano que vem, completa 10 anos. A Meta 17 está aprovada há uma década e nunca foi implementada. A gente precisa fazer com que ela seja implementada. Todos os parlamentares que estiveram aqui, e muitos que não vieram, terão de fazer a pressão para isso. Nosso evento é mais uma ação para que eles se aproximem do sindicato porque é naquelas Casas que a gente legisla sobre as questões da educação. Assim, para nós este espaço é fundamental”, afirma.
O Sinpro destaca ainda a importância de a categoria estar atenta aos(às) parlamentares que apoiam e os (as) que não apoiam a luta do Magistério a fim de cobrar de quem não apoia o compromisso com a educação. Afinal, na eleição de 2022, a valorização da educação foi o que mais se ouviu falar nas campanhas. Na avaliação do Sinpro, esta é a hora de saber quem está realmente do lado da melhoria da educação pública. No evento da manhã desta segunda, todos, todas e todes os(as/es) parlamentares que participaram não só declararam apoio à luta, mas também colocaram seus mandatos à disposição da nossa categoria.
Os(as) parlamentares que estiveram no Café da Manhã do Sinpro também reconhecem as dificuldades que a educação e a categoria enfrentam e declaram apoio à luta da categoria. Confira alguns depoimentos.
Depoimentos de alguns parlamantares:
João Cardoso (Avante)
“Enquanto parlamentar e sendo professor da SEE-DF, e minha esposa também sendo professora da secretaria, temos oito filhos, todos estudantes da escola pública, nós sempre defendemos a educação pública. Sabemos que a defasagem salarial dos professores é imensa. Temos um dos menores salários de nível superior aqui do Distrito Federal. São esses professores que educam, que formam, como sempre falo e agradeço, e ajudam na formação dos meus filhos também, precisam ser valorizados: tudo passa pela educação. Se a criminalidade está grande, precisamos investir mais na educação para que a gente possa ter uma sociedade mais plena de harmonia e de justiça.
Chico Vigilante (PT)
Este evento tradicional do Sinpro, que estão sempre convidando parlamentares. Espero que não estejam aqui só para tomar o café, mas que vista a camisa e defenda efetivamente esta pauta a ser apresentada pelo sindicato. Precisa ser feita essa reestruturação até porque o número de professores temporários hoje é gitantesco e é difícil se planejar e desenvolver uma educação numa unidade da Federação com tantos contratos temporários. Portanto, o concurso público é urgentíssimo para que se possa planejar, efetivamente, a educação no DF. Nesse último fim de semana fiz uma reunião na Fazendinha, uma área do Sol Nascente, inclusive está fora da poligonal, e o que as mães diziam na reunião é que a principal necessidade é a construção de escolas, bem como transporte e auxílios, enquanto não tem escola, para que seus filhos e filhas não fiquem fora da sala de aula.
Gabriel Magno (PT)
Estamos no Café da Manhã do Sinpro neste 13 de fevereiro, início do ano letivo para os estudantes. Temos muitos desafios neste ano. Começa com o primeiro desafio que é a reestruturação da carreira de uma categoria que está há 8 anos com congelamento salarial. É muito importante e fundamental que o Governo do Distrito Federal apresente uma proposta tanto de recomposição salarial como de readequação dos pontos da carreira, construção de de novas escolas. Estamos começando o ano letivo de 2023 com 12 mil novos estudantes na rede e não temos um plano na SEE-DF de construção de novas salas de aula, de novas escolas e de contratação de novos professores e professoras: este é um problema crônico hoje no DF.
Estamos iniciando o ano com quase metade da rede pública em regência de classe de professores e professoras do contrato temporário, o que mostra o intenso processo de sucateamento, de esvaziamento, nos últimos anos, da valorização. Isso vale também para monitores e para todos os profissionais da educação, não só da carreira do Magistério. É preciso pensar também um política de financiamento. A gente vê que o GDF não cumpriu e se manteve longe de cumprir a Meta 20 do PDE. Nos últimos anos, em vez de aumentar o investimento em educação, como prevê a Meta 20 do PDF, só foi diminuindo. Só para ter uma ideia, o PDAF, criado em 2012 com custo aluno per capita de R$ 40,00 e se manteve até hoje os mesmos R$ 40,00. Ou seja, o recurso que a escola recebe para fazer investimentos e se manter não foi alterado nos últimos 10 anos. Não acompanhou nem a inflação.
Temos aí um sucateamento muito grande da rede do ponto de vista de estrutura, de investimento, que os profissionais da educação tem se desdobrado muito para garantir um atendimento de qualidade porque nós temos uma rede de muita qualidade. A gente deseja um ano letivo melhor possível para os profissionais e para a comunidade escolar, para os estudantes, mas na CLDF estamos assumindo a presidência da Comissão de Educação, Saúde e Cultura e vamos fazer, ao longo do ano, audiências públicas para fazer o monitoramento das 21 Metas do PDE, identificar por que elas não foram alcançadas, quais foram os gargalos no Ensino Médio, Fundamental, Educação Infantil, Especial, na formação, na questão da carreira, da valorização, do financiamento, mas também para propor essa nova agenda porque está na própria lei do PDE que no ano que vem o GDF deverá encaminhar esse debate com a sociedade para a gente começar a pensar o novo plano. Nosso mandato está à disposição do sindicato.
Reginaldo Veras (PV)
Tenho acompanhado o Sinpro. Tenho agendado reuniões na tentativa de fazer uma recomposição salarial e um plano de reestruturação da carreira a curto e médio prazos. Nossos rendimentos estão bastante deficitários quando comparados a outras categorias e mais ainda quando comparados à perda inflacionária. Vai ser uma luta continuada. Não vai ser da noite para o dia. Vai ser fundamental a participação da categoria. Além disso, o DF terá de fazer concurso permanentemente porque temos um número elevado de professores do contrato temporário. Não se vive sem professores do contrato temporário no modelo que temos hoje na SEE-DF, mas não dá para ser também essa quantidade gigantesca que se tem. Então, temos de ter uma pressão continuada para a realização de concurso de 2 em 2 anos com quantitativo de vagas significativo.
Fábio Félix (PSOL)
Somos totalmente favoráveis à reestruturação da carreira do Magistério Público do DF. Se você analisa os contracheques dos servidores públicos do DF, os piores são os dos professores e professoras, então é um segmento que é o menos cuidado, o menos prestigiado pelo Poder Público local e é um dos segmentos mais importantes. Atende basicamente meio milhão de estudantes. Hoje, dia 13/2, é a volta das aulas e a valorização dos professores e professoras tem de ser a prioridade do Poder Público local. Temos de trabalhar para isso. Agora, não vai ser simples. Vai ter de ter muita luta porque não vejo o atual governo com o compromisso de priorizar a educação. Vai ter de ter luta do Sinpro e da categoria para garantir isso.
Max Maciel (PSOL)
Hoje vim aqui parabenizar e também agradecer porque sou deputado hoje graças a professores e professoras que não desistiram de mim. Professor Luciano era orientador educacional do Centro de Ensino Médio 3 quando fui membro do grêmio estudantil e organizei a primeira greve de estudantes porque estava faltando uma pessoa de geografia e de artes. Essa greve incentivou o 5, do P Norte, que organizou a maior greve de estudantes daquela época também por exigir professores na escola. Eu estava naquele front sem entender muito o que a gente ia fazer e professores diziam que a gente precisava conhecer o Sinpro. Paulo Tadeu era deputado distrital e lutava pela meia entrada e passe livre e foi o Sinpro que garantiu para nós a estrutura, panfletos para nós irmos à luta. Foi nessa vivência que tive minha primeira eleição: fui eleito, como estudante, do Conselho da Escola, eleito pelos três turnos do Médio 3.
Então, gente, não preciso dizer que nosso mandato está à disposição de vocês porque não quero que vocês tenham dúvida disso. De coração quero agradecer a toda essa luta que me fez me enxergar enquanto militante, ativista e reconhecer a escola como potencial porque nas nossas periferias, às vezes não, todas as vezes, a escola é o único equipamento público que está naquele território. Pode faltar posto de saúde, delegacia, quadra olímpica, mas sempre há uma escola que é referência para todo aquele território. É o nosso ponto de cultura, nosso encontro de formulação. Era na escola que eu lia os jornais da semana passada para não pecar numa fala porque eu era membro do conselho e do grêmio estudantil e o que mais existia era a galera dizer que a gente era peleguinho ou a reboque de alguém. Não! A gente é fruto da luta de vocês e eu quero dizer que sou fruto da luta de vocês e nosso mandato está aberto para cada um e cada uma até o fim e sempre.
Confira também o vídeo sobre do Sinpro em que a diretora Luciana Custódio dá boas-vindas, no primeiro dia de aula (13/2/2023) à categoria e aos(às) estudantes
“A escola que queremos passa pela luta das mulheres”
Jornalista: sindicato
Professoras e orientadores educacionais participaram do “Encontro de Mulheres Educadoras – Mulheres e direitos humanos: qual escola queremos?”, nesse 11 de fevereiro. Na atividade, realizada pela Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, foi unânime o entendimento de que a construção de um país democrático passa pela educação que emancipa e que forma pessoas críticas, o que, necessariamente, passa pela luta das mulheres.
A atividade foi realizada em forma de roda de conversa, com a participação de Luana Euzebia, professora da rede pública de ensino do DF e integrante do o grupo de rap feminino Donas da Rima – que se apresentou no encontro; Nilza Cristina, professora e vereadora, e Márcia Gilda, professora da rede pública de ensino do DF e coordenadora da secretaria de Assuntos de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF.
“Falar, discutir e construir a luta das mulheres é falar da estrutura social. É por isso que esse tema deve permear os espaços escolares. Precisamos romper com essa ideia de educação acrítica. Isso só serve para aqueles que querem a manutenção das estruturas de poder, de injustiça, de exclusão e, consequentemente, de machismo, misoginia e de racismo”, afirma a coordenadora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, Mônica Caldeira.
Segundo ela, “as professoras e orientadoras educacionais saem do encontro com encaminhamentos definitivos para fazer a luta unitária pela dignidade de meninas e mulheres nas escolas e na sociedade”. “A política educacional brasileira foi solidificada sobre o patriarcalismo e o sexismo. Isso também reflete nos índices que escancaram que o Brasil é um país em que as mulheres são violentadas e agredidas, inclusive dentro das próprias escolas. Também é papel nosso, das educadoras e dos educadores, colaborar na formação de pessoas que entendam, respeitem e valorizem os direitos humanos; que lutem pela igualdade de gênero. Por isso, escolhemos essa temática para o encontro”, explica Mônica Caldeira, e diz com ênfase: “A escola que queremos passa pela luta das mulheres”.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022, no Brasil, a cada sete horas uma mulher é vítima de feminicídio, e a cada dez minutos uma mulher e estuprada. Desde que implementada a política da educação como ferramenta para transformação social, as escolas se configuram espaços de prevenção à violência de gênero, que atinge, sobretudo, as mulheres negras.
Em 2015, o CEMI do Cruzeiro começou a trabalhar técnicas e a arte da linguagem cinematográfica, surgindo assim o festival Curta um Curta. A atividade sempre teve como objetivo estimular estudantes a criarem suas próprias histórias por meio da produção audiovisual. Em sua sétima edição, escolas do Cruzeiro realizaram uma grande festa no auditório do Centro de Ensino Médio Integrado do Cruzeiro, conteúdo que será destaque do TV Sinpro desta quarta-feira (15).
O festival surgiu do projeto Cine Consciência implantado no CEMI e conduzido pelo professor Zaldo, objeto de estudo em sua tese de doutorado, na Faculdade de Educação da UnB. O projeto foi a oportunidade de pesquisar o uso dos celulares como recurso acessível que estimula a criatividade, pesquisa e organização.
O programa está imperdível. Não perca o TV Sinpro, que vai ao ar às 19h desta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, na TV Comunitária, no Youtube e no Facebook do sindicato.
Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência
Jornalista: Alessandra Terribili
A luta das mulheres por autonomia, liberdade, pelo fim da violência e da opressão está em todas as esferas da sociedade, na vida pública e na vida privada, no campo e na cidade, em todas as gerações e etnias. As desigualdades salariais, a exposição a situações de assédio, a invisibilidade e os obstáculos para chegar aos espaços de poder também estão em todas as esferas, e é preciso que a sociedade esteja atenta.
Na ciência, a desigualdade também se expressa nesses termos. Por isso, desde 2015, a Assembleia das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro. O objetivo da ONU é incentivar a presença e a permanência das mulheres no fazer ciência, colaborando para a construção de um ambiente receptivo e democrático, onde elas estejam livres para construir sua carreira e dar sua contribuição à ciência e à inovação.
Na comemoração do Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência de 2022, o secretário-geral da ONU, António Guterres, emitiu uma mensagem na qual destacou: “Hoje, apenas um em cada três pesquisadores de ciência e engenharia no mundo é mulher. Barreiras estruturais e sociais impedem que mulheres e meninas entrem e avancem na ciência. A pandemia da covid-19 aumentou ainda mais as desigualdades de gênero, desde o fechamento de escolas até o aumento da violência e uma maior carga de cuidados em casa. Esta desigualdade está privando o nosso mundo de enormes talentos e de inovação que estão por explorar. Precisamos da perspectiva das mulheres para garantir que a ciência e a tecnologia funcionem para todos. Podemos – e devemos – agir”.
Para além dessas questões, há que se destacar que, com mais mulheres fazendo ciência, aumentam as possibilidades de se produzir conhecimento e inovação para vencer as desigualdades de gênero. Quando se incluem mais mulheres, a democracia como um todo se alarga.
Buscando um novo tempo
Ministra Luciana Santos em sua solenidade de posse.
No Brasil, temos, pela primeira vez, uma mulher à frente do Ministério de Ciência e Tecnologia. Luciana Santos é engenheira eletricista formada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi prefeita de Olinda em dois mandatos consecutivos, secretária de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco e vice-governadora do estado.
Na solenidade da sua posse, Luciana ressaltou o papel da ciência, tecnologia e inovação para a solução dos problemas nacionais e para a redução das desigualdades. “Temos de fato uma longa jornada pela frente, mas se os desafios são imensos, as perspectivas são maiores ainda. Vou usar essa motivação e experiência na gestão pública para fazer valer o fato histórico de ser a primeira mulher ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil”, ela disse na ocasião.
Mulheres e meninas cientistas no DF
Professora Ana Carolina de Castro
A professora e pesquisadora Ana Carolina Castro, mestra e doutoranda em Linguística pela UnB, acredita que haver referências de mulheres que ocupam esses espaços é muito importante para incentivar as meninas a enveredarem pela ciência como carreira: “Não é fácil, porque enfrentamos uma invisibilidade histórica das mulheres na ciência, mas nossa contribuição é fundamental tanto para nos mostrarmos para o mundo quanto para simplificar para a sociedade aquilo que é complexo”, considera ela.
Ana, que é professora efetiva da rede pública, conta que sempre foi curiosa e apaixonada pelos estudos, característica que a levou a construir uma carreira como pesquisadora. “Para as mulheres, perseguir seus sonhos é importante para corrigir aquela invisibilidade histórica e para firmar nossa presença como sujeitas que podem e devem contribuir com competência técnica na área que escolheram”, aponta.
A jovem Gabriely de Souza Santos, que tem o nome artístico de K7, foi uma das vencedoras do 4ª edição do Prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher”, oferecido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ela foi premiada pelo projeto “Biodiversidade, ciência e juventude negritude, política e protagonismo juvenil”, que desenvolveu como estudante do Centro de Ensino Médio Elefante Branco. Hoje, K7 é caloura de Artes Cênicas na UnB.
Professor de K7 no Elefante Branco, Marcelo D’Lucas se orgulha da conquista da estudante: “Ela sempre foi disponível para aprender, trocar conhecimento e correr atrás de tudo o que foi necessário para concretizar com êxito suas produções, com muita empatia e senso de coletividade”, disse ele ao Sinpro na ocasião da divulgação do prêmio.
Mônica Caldeira, diretora da Secretaria de Mulheres do Sinpro
“Lugar de mulher é onde ela quiser! Por isso reivindicamos políticas públicas que garantam oportunidades para que elas se desenvolvam e realizem seus sonhos, sigam suas carreiras”, afirma Mônica Caldeira, diretora da Secretaria de Mulheres do Sinpro. “Ficamos muito felizes pelo prêmio da estudante Gabriely, porque quanto mais mulheres negras nas ciências e nas artes, certamente serão melhores as ciências e as artes”, conclui.
Criado em 2019, o Prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher” é uma homenagem da SBPC às cientistas brasileiras destacadas e às futuras cientistas brasileiras de notório talento. Carolina foi psicóloga, professora e pesquisadora na área de Psicologia Experimental. Foi a primeira mulher a presidir a SBPC, o que aconteceu entre os anos de 1986 e 1989, e também foi presidenta de entidades como a ABP (Associação Brasileira de Psicologia), a ANPEPP (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia) e a SBP (Sociedade Brasileira de Psicologia).
Vem aí o 8 de março
A preparação das ações do Dia Internacional da Mulher estão a todo vapor no Distrito Federal. Movimentos de mulheres, secretarias de mulheres de diversas entidades sindicais e organizações não-governamentais têm se reunido para planejar as atividades do 8 de março de 2023.
A diretora do Sinpro Mônica Caldeira destaca que será um momento importante de denunciar a violência, os feminicídios, a desigualdade no mercado de trabalho; e também, de mostrar a força da presença das mulheres em todos os espaços. “Como todos os anos, estaremos juntas nas ruas: mulheres negras, brancas, indígenas, cis, trans, jovens, idosas, de todas as orientações sexuais. Juntas para, com nossa força, construir o caminho para um mundo de igualdade”, diz ela.