CEM 02 realiza Festival de Curtas e Sarau Cultural com obras do PAS II e III

Estudantes do Centro de Ensino Médio 02 de Ceilândia (CEM 02) participaram da edição 2022 do Festival de Curtas (FECEM02) e do Sarau Cultural, realizados na escola, respectivamente, nos dias 2 e 5 de dezembro.  As duas atividades integram o Projeto Político-Pedagógico (PPP) e estão conectadas com a vida acadêmica das escolas públicas do Distrito Federal, desde o Ensino Médio até o Superior, porque trazem os temas do Programa de Avaliação Seriada (PAS) II e III da Universidade de Brasília (UnB) na sua execução. Além disso, contam com participação da comunidade escolar.

Os dois projetos são realizados anualmente, há mais de 10 anos. O Festival de Curtas é desenvolvido nas turmas de 2º  e, o Sarau Cultural, nas dos 3º Anos e envolve todas as disciplinas. A proposta visa a oferecer aos(às) estudantes o contato com a chamada sétima arte e com a cultura popular brasileira.

Festival de Curtas e o PAS II UnB

“Nesse projeto de curtas, por exemplo, a arte do cinema é inserida nas diversas atividades pedagógicas por meio de um trabalho interdisciplinar e multidisciplinar como forma de aproximação dos alunos às narrativas audiovisuais. O FECEM02 oportuniza aos alunos um acesso a linguagem audiovisual, aproximando e utilizando o cinema como uma ferramenta de multiplicação do conhecimento”, explica Sônia Aparecida de Souza Cotrim, professora de língua portuguesa e vice-diretora.

Ela informa que, a partir de 2018, o projeto passou a ter como temática principal as obras do Programa de Avaliação Seriada (PAS) II, da Universidade de Brasília (UnB), e foi direcionado, especificamente, aos(às) estudantes do 2º Ano do Ensino Médio. Nessas turmas, a partir de obras do PAS II, os(as) estudantes criam o roteiro e produzem o vídeo de até 5 minutos que, posteriormente, são exibidos no auditório do CEM 02.

Resultado – Este ano, a culminância ocorreu no dia 2 de dezembro, quando os vídeos foram exibidos no auditório e os(as) estudantes foram premiados em várias categorias, conforme votação de jurados: Melhor ator: Pedro Arthur Carvalho – 2⁰ H; melhor Atriz: Yasmin Lourenço – 2⁰ C; melhor Trilha Sonora: Marieta – 2⁰ C; melhor Produção: Sonho Africano – 2⁰ G; melhor Reportagem: Cabaça D’água – 2⁰ F; melhor Documentário: Roda de capoeira – 2⁰ I; melhor Divulgação: A cartomante – 2⁰ A; melhor Animação: A Igreja do Diabo – 2ºE; melhor Ficção: A cartomante – 2⁰ B.

No festival, a opinião do povo conta como voto. Assim, conforme votação popular, o troféu de melhor filme foi para “O rapto de Proserpina”, uma produção do 2⁰ C. Todos(as) os(as) estudantes da turma que participaram do projeto foram premiados com uma medalha comemorativa.

Este ano, 12 turmas do matutino participaram do projeto em 2022. Há mais de 10 anos, quando tudo começou, era realizado pelo grupo de Ciências Humanas, mas, atualmente, todas as disciplinas estão envolvidas. Os filmes são produzidos pelos próprios estudantes, que criam o enredo, o roteiro, fazem a direção, também são atores, editores, divulgadores.  Enfim, eles participam de todo o processo de elaboração de um filme. Atualmente, utilizam celulares e fazem a denominada “edição caseira”.

A escola sempre tem parceria para realização de oficinas de produção de vídeo, mas nunca foi feita com a Agência Nacional de Cinema (Ancine). O festival é divulgado na Internet, na página da escola. Acesse o link para ver a divulgação dos filmes e outras informações:  https://cem02ceilandia.com.br/2022/12/01/estudantes-cem-02-realizam-festival-de-curtas-a-partir-de-obras-do-pas-unb/

Sarau Cultural, o PPP do 3º Ano

Outra atividade anual e relacionada ao PPP do CEM 02 de Ceilândia é o Sarau Cultural com obras do PAS III da UnB. Esse projeto começou em 2010 com os(as) estudantes das turmas de 3º Ano por causa da necessidade de ampliarem seus conhecimentos acerca das manifestações artísticas. Atualmente, a atividade conta com a coordenação de diversas áreas do conhecimento, que, mesclando cultura de massa e cultura erudita, orientam os(as) educandos(as) a realizarem as apresentações no auditório da escola.

A vice-diretora Sônia explica que os objetivos propostos são, dentre outros, o de realizar atividade multicultural, envolvendo os(as) estudantes concluintes do Ensino Médio a partir da análise de obras literárias indicadas pela UnB no PAS; promover o debate filosófico sobre a produção cultural; estimular a pesquisa e a criação artística; facilitar o acesso da população às fontes de cultura; estimular a produção e a difusão cultural e artística, além de preservar o patrimônio cultural e histórico.

Desenvolvimento – O projeto Sarau Cultural – CEM 02 se divide  em três fases principais. Fase 1 é a Preparação. Dentro dessa fase, são realizadas reuniões na escola com estudantes e professores para expor o projeto e coletar sugestões, aperfeiçoar conteúdo, criar expectativa para a implantação. Feito isso, vão ao teatro para assistirem à encenação de peças a fim de que tenham contato mais significativo com esse tipo de linguagem. O terceiro passo dessa fase é a preparação propriamente dita do material de divulgação, que consta, basicamente, de audiovisual, camiseta, panfleto, cartazes de divulgação, folder, edital (orientações para realização das apresentações), ensaios no auditório da escola; ensaio geral.

A Fase 2 é a Apresentação. Nessa fase, os(as) estudantes fazem apresentação no auditório da escola, com a presença de todos os alunos do 3º Ano – matutino, professores(as), direção, pais e convidados(as). Depois disso, realizam uma festa comemorativa no pátio da escola.

A Fase 3 e última é a da divulgação, com atividades de edição de vídeo e montagem de DVD com o conteúdo das encenações; entrega de DVDs para estudantes do 3º Ano e funcionários da escola;  divulgação de imagens do projeto nas redes sociais. O Sarau Cultural pode ser acessado no link https://cem02ceilandia.com.br/2022/12/04/formandos-cem-02-promovem-sarau-cultural-a-partir-de-obras-do-pas-3-unb/

 

Professores(as) e orientadores(as) novatos receberão 1° anuênio

Professores(as) e orientadores(as) educacionais – assim como demais servidores(as), exceto os das áreas de saúde e de segurança – que ingressaram no serviço público entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021 farão jus à aquisição de seu primeiro anuênio em 1º de janeiro de 2023. Para esses, a contagem de tempo para o anuênio começou em 1º de janeiro de 2022, com o descongelamento. Portanto, a folha 01 de 2023 trará o primeiro adicional de tempo de serviço; e os anuênios seguintes desse grupo de servidores ocorrerá sempre nessa mesma data.

Em 28/05/2020, a Lei Complementar 173/20 congelou a contagem de tempo para a aquisição do anuênio. A contagem do tempo para aposentadoria, licença-prêmio e progressão de carreira não foram atingidas por essa lei.

Demais servidores, ou seja, aqueles e aquelas que ingressaram no serviço público até 27 de maio de 2020, seguem a tabela abaixo para formar seu anuênio:

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CEFAB encerra novembro com a Exposição Leitura e Consciência Negra

Fotos: Cefab

 

 

O Centro de Ensino Fundamental Athos Bulcão (CEFAB), do Cruzeiro Novo, encerrou o mês de novembro – mês da consciência negra no Brasil – com a sétima edição da Exposição Leitura e Consciência Negra. O trabalho, cuja culminância ocorreu no dia 20/11, faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola.

Durante todo o mês de novembro, os(as) cerca de 600 estudantes foram apresentados a obras literárias escritas ou não por autores(as) negros(as), bem como, a livros que tratam de diversas questões étnico-raciais, tais como a História da África e a do Brasil, políticas educacionais para um educação antirracista, quilombos, biografias de personalidades negras. Este ano, também assistiram à reportagem “Negros na literatura: personagens ajudam na construção da identidade”, da TV Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

Atualmente, a exposição é um projeto pedagógico que envolve todas as disciplinas do Ensino Fundamental – língua portuguesa, história, ciências, matemática, inglês, geografia, artes e educação física – e a Biblioteca, espaço organizado para recepcionar os(as) estudantes de forma acolhedora com elementos e trabalhos artísticos que remetem à cultura afro-brasileira. Mas, antes, no início do projeto, ele era específico da disciplina língua portuguesa, que, na época, era lecionada pela professora Nerinete Colonna, idealizadora do projeto.

“Esse trabalho da Athos Bulcão funciona como mais um registro importante da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Africanas nas instituições de ensino do País, como bem demonstra a qualidade dos projetos nas escolas públicas do Distrito Federal, ajudando a construir caminhos democráticos e de maior justiça social”, afirma, Regina Célia, diretora da Secretaria de Assuntos e Política para Mulheres do Sinpro.

 

“Livros, vídeos, elementos e trabalhos artísticos (feitos com tecidos, bonecas de cerâmica, estatuetas e quadros) são objetos culturais capazes não só de apresentar as questões étnico-raciais relevantes aos(às) estudantes, mas também, de propiciar o diálogo entre eles sobre tais temas, de encantá-los, de elevar a auto-estima de muitos deles, de valorizar a diversidade, de enfrentar o racismo na escola, de apresentar o acervo literário da biblioteca da escola e de colaborar para a formação do gosto pela leitura”, informa Nerinete, professora de língua portuguesa readaptada para o trabalho em apoio pedagógico. O projeto conta com a participação intensa das também professoras readaptadas Adriana Costa de Miranda e Rosimary Souza Freitas.

 

Ao centro, a ativista negra Elisangela Tibério. À esquerda de Elisangela, Larissa Colonna (filha da professora) e, à direita, a professora Neris, de língua portuguesa, idealizadora do PPP Consciência Negra 

 

Metodologia e culminância

Ela explica que, como a Exposição Leitura e Consciência Negra faz parte do Projeto Pedagógico de Consciência Negra, o tema é trabalhado com discussões e trabalhos com os(as) estudantes e professores(as). “A culminância ocorre com a exposição de leitura, momento em que os(as) autores(as) negros(as) são apresentados(as) aos(às) estudantes, com suas biografias, leitura de trechos das obras e contribuições, bem como com apresentações de atividades diversas, sempre dentro do tema, tais como oficinas de tranças e turbantes; apresentações artísticas e culturais, como música, capoeira, danças; Desfile da Beleza Negra etc.”

 

Professora Bárbara, coordenadora pedagogia (à direita) e Professora Lucinéia de língua portuguesa (esquerda). A professora Lucinéia é uma das professoras parceiras da biblioteca. Desenvolvemos trabalhos juntas durante todo esse ano.
Professora Bárbara, coordenadora pedagógica (à direita) e professora Lucinéia de língua portuguesa (esquerda). A professora Lucinéia é uma das parceiras da Biblioteca. Foto: Cefab

 

 

Os(as) professores(as) participam desenvolvendo trabalhos em sala de aula, discutindo o tema, apresentando vídeos, fazendo trabalhos escritos e orais com as turmas. Os(as) estudantes, por sua vez, apresentam seus trabalhos no dia da “Culminância”– geralmente, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra –  e, nesse dia, os(as) professores(as) oferecem as oficinas. De 2015 até hoje, o projeto passou por algumas reformulações. No início, ele era executado durante o ano todo, mas, com a pandemia da covid-19, muita coisa mudou e ele passou a ser executado somente em novembro.

“Na minha coordenação, nos anos de 2015 a 2017, a exposição tinha um formato diferente porque eu estava em sala de aula, e, então, era feito um trabalho com as turmas de língua portuguesa desde o primeiro bimestre. Trabalhávamos a literatura dos(as) autores(as) negros(as), porém em 2018, me readaptei e, daí, o projeto tomou um formato menos abrangente para mim e a exposição só passou a ocorrer em novembro”, afirma a professor Neris, como é carinhosamente chamada na escola.

Ela conta que, desde que chegou na escola, sempre se preocupou em trabalhar o tema antirracista como parte do PPP , mas já havia um tempo que não vinha ocorrendo. “Como o tema é de meu interesse, eu me ofereci para desenvolvê-lo desde então. Tenho recebido apoio e incentivo da direção e de professores(as) para mantê-lo acontecendo”, afirma.

Como surgiu e a importância do projeto

O Projeto Pedagógico de Consciência Negra é realizado para o turno vespertino – que abrange as turmas dos 6⁰ e 7⁰ Anos – e para o matutino, turmas dos 8⁰ e 9⁰ Anos. Ocorre também de forma diferenciada, conforme a decisão do grupo. A proposta surgiu da idealização de um sonho da professora Neris.

“Como professora de língua portuguesa, eu percebia que os e as estudantes não tinham conhecimento dos autores negros e das autoras negra e nem conheciam suas contribuições para o Brasil. Os e as estudantes não conheciam suas histórias de vida e de luta. Com a exposição, é possível vê-los(as) se identificando com esses(as) autores(as), tomando gosto pela literatura e até mesmo exaltando-os(as)”, diz.

Segundo ela, o tema da consciência negra foi escolhido por ser de profunda relevância no cenário atual, em que o respeito às diferentes culturas, principalmente à cultura negra, da qual se origina a maioria dos(as) estudantes, professores(as) e servidores(as) da escola, bem como por ser um debate necessário dentro da escola, local principal para fomentar a erradicação do racismo fora e dentro do espaço escolar.

Técnica de gestão educacional e diretora da escola, Mirian Silveira Silva considera o projeto muito importante. “Foi desenvolvido para conscientizar sobre a importância dos povos e da cultura africana na construção sociocultural brasileira, promover o resgate da identidade negra, bem como dedicar um tempo desse nosso conteúdo e trabalho pedagógico à erradicação do preconceito e à aceitação da diversidade étnico-racial”, finaliza.

CEF 27 de Ceilândia realiza exposição “Isso É Coisa de Preto”

Dias 29/11 e 01/12 o CEF 27 de Ceilândia realizou a exposição Isso É Coisa de Preto, culminância do projeto de mesmo nome que vinha sendo desenvolvido na escola desde agosto. O projeto envolve estudantes de 8º e 9º anos e tem o objetivo de ampliar o contato deles e delas com a cultura africana e afro-brasileira, e contribuir para que se percebam como negros e negras atuantes em uma sociedade racista e que precisa de mudança urgente.

Conforme vemos nas fotos, os estudantes apresentaram trabalhos diversos: maquetes, quadros de desenhos inspirados em imagens, fotografias, performances e poemas. Esses trabalhos compuseram uma rede de significados que conduziram os participantes a um passeio de valorização, empoderamento, visibilidade e ressignificação da identidade e cultura afro-brasileira, africana e afrodescendente.

Durante o ano letivo, aconteceram diversos encontros para que o tema fosse trabalhado mais a fundo. Os professores e professoras mapearam os conhecimentos prévios dos estudantes, compartilharam histórias de vida e contos africanos. Houve saídas a campo para exposição fotográfica no Centro Cultural TCU, filmes no SESC em conjunto com o projeto Cinema em Preto e Preto, além de semanas de debates e trocas de relatos pessoais.

“O projeto foi crescendo e precisava ser encerrado de uma forma que aqueles estudantes vissem que todo espaço é nosso por direito”, contam os professores da escola. “Então, o intuito da exposição foi escolher diferentes áreas, dentre elas a literatura, o esporte, a música, as ciências, as artes e a história para enaltecermos personalidades negras. Dessa forma, eles puderam ver e estudar sobre tantas pessoas negras que conquistaram e abriram caminho para que as próximas gerações, nossos alunos, também pudessem chegar onde desejarem”, dizem eles.

O projeto “Isso é Coisa de Preto” envolve toda a escola, mas a coordenação ficou por conta das professoras Amanda (Geografia/História), Kelly (Língua Portuguesa), Tiago (História) e Danilo (Arte).

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Cortes de Bolsonaro na educação deixam MEC em estado de ‘asfixia’

Foto: Marcelo Casal Jr/ABR

 

O governo de Jair Bolsonaro (PL) tem menos de um mês pela frente e seu Ministério da Educação (MEC), praticamente já encerrou as atividades. A pasta não tem verbas para a compra de livros didáticos, o que vai atrapalhar o início do ano letivo em 2023. E também não tem dinheiro para pagar os médicos residentes neste mês. A lista de problemas, que vai muito além, foi apresentada no final da tarde desta terça-feira (6) pelo grupo temático de educação da equipe de transição do governo eleito.

O coordenador dos grupos de trabalho, o ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante, fez um resumo dessas emergências identificadas pelos integrantes a partir de reuniões com a equipe do atual governo.

-Faltam recursos para o pagamento de 14 mil bolsas de estudos para médicos residentes;
-Não há recursos no MEC para pagamento de bolsas para 100 mil bolsistas da Capes;
-O governo Bolsonaro não empenhou recursos para o Programa Nacional do Livro Didático;
-Cortes e bloqueios impedem que os reitores de universidades e institutos federais de educação técnica e tecnológica tenham recursos para pagar contas de serviços básicos, como luz, água, segurança e também de ações em prol da permanência estudantil;
-Faltam recursos para a educação infantil e alfabetização.

 

Possibilidade de apagação no Enem, Sisu, Fies, Inep e Fundeb

Coordenador do núcleo temático de educação, o ex-ministro Henrique Paim, que atuou no governo Dilma Rousseff (2014-2015), chamou atenção para outra dificuldade que o novo governo terá de enfrentar de imediato: o fim de contratos de serviços de tecnologia da informação. “São serviços que precisam estar em pleno funcionamento já em janeiro, como o Sisu, o Fies, e mesmo o Inep, o Fundeb”, disse, alertando para a possibilidade de apagão nessas áreas.

Também reforçou a gravidade da situação orçamentária e financeira, que prejudica a educação neste final de 2022 e começo de 2023. “Se não houver liberação de recursos pelo atual governo, vai ter atraso na entrega dos livros para os alunos nas escolas ano que vem, atrapalhando as aulas. E a gente sabe também que há novas medidas e decretos na pasta, aos quais pedimos acesso para não sermos pegos de surpresa’, disse.

 

Responsabilidade de Bolsonaro no desmonte do MEC

Para Mercadante, o quadro da educação é talvez o mais grave entre outras áreas em situação crítica. Ele lembrou que da educação dependem diversos outros setores, e também o futuro do país. E lamentou que o governo de transição ainda não tenha sido procurado por integrantes do atual governo. “Alguns são até mais abertos. Mas a gente conversa e percebe que em geral os ministros parecem viver em uma realidade paralela”, disse.

Diante da situação, o coordenador foi enfático em relação à responsabilidade do atual governo. “Jair Bolsonaro quebrou o país. Tudo bem que teve pandemia, guerra. Mas também má gestão. Neste período eleitoral, Bolsonaro furou o teto em R$ 800 milhões. Perto da eleição, havia 2,5 milhões de “famílias” unipessoais (ou seja, de uma única pessoa) recebendo auxílio, que eles reconhecem agora. A Caixa liberou R$ 4 bilhões de crédito consignado para 2 milhões de pessoas que a partir de janeiro vão perder seu auxílio. Aí teve subsídio para combustível para motorista de caminhão. Um represamento durante anos e, na véspera da eleição, romperam a comporta e não tem dinheiro pra pagar”, disse.

 

Por Redação RBA /Cida de Oliveira (06/12/2022) – Fonte: CNTE

Hoje é dia do Sinpro no cinema

Hoje, 08/12, é dia do Sinpro no cinema, no Liberty Mall. Toda quinta-feira, você, professor(a) e orientador(a) educacional,  paga 10 reais na entrada, com direito a um acompanhante que pagará também o mesmo valor. Para aproveitar o benefício, é preciso ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Esqueceu a carteirinha? Não tem problema. Você pode apresentar o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

 

Confira a programação:

Confira o Calendário Escolar 2023

O Sinpro está disponibilizando o Calendário Escolar 2023 diagramado para que o(a) professor(a) e orientador(a) educacional possam utilizar como referência de trabalho no exercício do próximo ano letivo. O documento cumpre todos os direitos trabalhistas previstos e conquistados pela categoria, garante a Semana Pedagógica, os recessos e o período de férias.

O documento ainda traz datas importantes, como o aniversário do Sinpro (14/03); o lançamento do Concurso de Redação que o sindicato promove anualmente, que em 2023 as inscrições se iniciarão no dia 1º de junho; e o Dia da Consciência Ambiental (22/11), data importante aprovada pelo deputado distrital Leandro Grass. O sindicato teve o cuidado com esta data pela importância da sustentabilidade no futuro do mundo, tema que inclusive foi utilizada na nossa agenda. Também traz, mais uma vez, os dias letivos móveis, que a escola deve ser organizar até a primeira quinzena de março para decidir se vai flexibilizar esses dias móveis.

O sindicato alerta que as escolas devem tomar essa decisão logo no início do ano escolar, na Semana Pedagógica (até 15 de março), para que o(a) professor(a) e orientador(a) educacional possam se organizar ao longo do ano. Mudar após este período acaba trazendo transtornos, além de não haver garantia que a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) vai autorizar a flexibilizar. O Sinpro não recomenda decidir os dias móveis agora, junto com a distribuição de carga horária.

 

Calendário construído com a categoria

Os dois calendários apresentados pelo Sinpro cumpriram todas as legislações trabalhistas e teve a participação da categoria. Organizar o ano letivo com essa parceria é uma conquista importante, uma vez que até o início dos anos 2000 a SEEDF não consultava os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais sobre o calendário escolar e nem era garantido um recesso no meio do ano de quinze dias, que hoje é uma conquista que temos no nosso Plano de Carreira.

Aqueles(as) que tiverem interesse na versão impressa podem solicitar ao(à) diretor(a) do Sinpro ou buscar pessoalmente na sede do sindicato.

Clique aqui e confira o Calendário Escolar 2023.

Clique aqui e confira o Calendário Escolar Semestral 2023.

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Isonomia, paridade e recomposição salarial são princípios para reestruturação da carreira

Em plenária realizada no último sábado (3/12), a diretoria colegiada do Sinpro-DF deu início à série de encontros que discutirão com a categoria a reestruturação da carreira do magistério público do DF. Neste primeiro momento, foi feito o debate sobre os parâmetros que orientaram as discussões sobre a reestruturação. A plenária foi realizada no auditório do Sinpro-DF.

No encontro, os membros da comissão de negociação do Sinpro-DF apresentaram a história de construção dos planos anteriores e apontaram os principais pontos a serem alterados de modo a produzir novas conquistas para a categoria. Um dos desafios centrais é a construção de novas tabelas salariais, com base no cumprimento da meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação), que signifique valorização salarial real para a categoria.

A dirigente do Sinpro-DF Luciana Custódio lembra que a estrutura de carreira adotada no passado era composta por um vencimento mínimo e acréscimo de gratificações que representavam a maior parcela da remuneração total. Segundo ela, ao longo dos anos, com a luta da categoria, foi possível inverter a lógica de estrutura da carreira, que hoje conta com o salário base superior à somatória de gratificações. Isso graças à estratégia política da diretoria colegiada do Sinpor-DF, que atua pela incorporação das gratificações ao vencimento, como foi feito com a Tidem e com o auxílio saúde, por exemplo.

Para Luciana Custódio, isonomia, paridade e recomposição são princípios que devem guiar a reestruturação da carreira, para que toda a categoria, da ativa e aposentados, tenha benefícios.

>> Leia também: SINPRO-DF GARANTE INCORPORAÇÃO DO AUXÍLIO-SAÚDE AO VENCIMENTO

Durante a plenária, o diretor do Sinpro-DF Cláudio Antunes lembrou que, “a luta é por recomposição salarial, avanços e melhorias; mas também pelo avanço de como esse salário chega ao contracheque, para que ele possibilite uma aposentadoria justa, com uma remuneração sem prejuízos. A reestruturação que queremos deve dar continuidade àquilo que se acumula na carreira como incentivo”, diz.

O debate sobre a reestruturação da carreira do magistério público continuará sendo feito, inclusive dentro das escolas, para que sua construção tenha participação maciça da categoria.

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Portarias de atuação e de distribuição de turmas publicadas no DODF desta quarta (07)

A edição do Diário Oficial do DF (DODF) desta quarta-feira, dia 7, trouxe duas portarias muito importantes para os profissionais do magistério público: de atuação (nº 1.152) e de distribuição de turmas (nº 1.153). Clique sobre os números para acessar o texto integral de cada portaria.

A distribuição de turmas está marcada para 20 de dezembro, e o formulário de pontuação deve ser entregue até 09/12 (sexta). Aqueles e aquelas que já eram da escola devem entregá-lo via SIGEP (Sistema Integrado de Gestão de Pessoas), e quem chegou à escola agora por remanejamento deve preenchê-lo e entregá-lo presencialmente.

Um dos pontos importantes a notar é que, com a definição desta terça (06) sobre a lei de gestão democrática, as eleições para equipes gestoras e conselhos escolares ficaram definidas para o final de 2023. Sendo assim, a distribuição de turmas em 20 de dezembro será do jeito de sempre: os integrantes das direções das escolas serão classificados, mas escolherão turmas por último.

Sobre arredondamento por tempo de serviço, o artigo 22 da portaria define que a fração igual ou superior a 180 (cento e oitenta) dias será arredondada para 1 (um) ano. O arredondamento poderá ser aplicado para aquelas e aqueles que ingressaram na Secretaria de Educação até 23 de junho (de qualquer ano).

A referência para encerramento desse período é a data do procedimento de distribuição e atribuição de turmas, ou seja, 20 de dezembro. Porém, não se pode arredondar diversos períodos ao longo da carreira. O arredondamento é feito uma vez por vínculo empregatício, do contrário, o tempo líquido de trabalho de um(a) professor(a), com 15 anos, poderia saltar para 18 ou 20 anos de serviço, dependendo do número de vezes que ele ou ela tiver mudado de local de exercício.

Vale lembrar que, conforme aponta o formulário de pontuação que consta no artigo 17, o ano de ingresso do servidor ou servidora conta para a distribuição de turmas. No que se refere a isso, afastamentos – remunerados ou não – são excluídos do tempo de contagem. A pontuação para professores(as) e orientadores(as) educacionais que se afastaram para estudos existe, mas está contemplada em outro item.

>> Saiba mais: DISTRIBUIÇÃO DE TURMAS DO ANO LETIVO DE 2023 SERÁ REALIZADA EM DEZEMBRO DE 2022

Acesse AQUI a circular nº 26, que dispõe sobre orientações gerais sobre o encerramento do ano letivo de 2022 e preparação para início do ano letivo 2023 (Programa Educação sem Carência), bem como definição da data do procedimento de distribuição de turmas/atendimentos para o ano letivo de 2023, no dia 20/12/2022. 

 

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Expediente do Sinpro nestas quinta e sexta-feiras (8 e 9/12)

O Sinpro informa que, diante do alto índice de testes positivos para a covid-19, a diretoria colegiada suspendeu o expediente de trabalho na sede do Setor de Indústrias Gráficas (SIG), nesta quinta-feira, 8/12/2022, para sanitização do prédio. Assim, não haverá expediente no SIG nesta quinta. No entanto, haverá expediente normal nas subsedes do Gama, Planaltina e Taguatinga.

Informa também que não haverá expediente na sede e subsedes, na sexta-feira (9/12), em razão do jogo do Brasil na Copa do Mundo de Futebol. Ou seja, todas as unidades do Sinpro estarão fechadas na sexta-feira (9/12) em razão do campeonato. O sindicato retoma o funcionamento e expediente normais, com todas as unidades abertas, na segunda-feira (12/12).

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