Professor da rede apresenta tese de Doutorado sofre Reforma do Ensino Médio no TV Sinpro

Fruto de um projeto privatista que assaltou o Estado brasileiro com o golpe de 2016 e se aprofundou com a ascensão de Bolsonaro em 2019, a Reforma do Ensino Médio tem mobilizado a categoria. Além de debates e atividades realizadas para abordar esta pauta, o professor da rede pública de ensino do Distrito Federal, Ricardo Pacheco, apresenta um pouco sobre sua tese de doutorado no TV Sinpro de hoje (07/12), às 19h. O programa também terá a participação da coordenadora da Secretaria de Imprensa do sindicato, Letícia Montandon.

Ao basear o currículo escolar em formação geral básica e itinerários formativos, o Novo Ensino Médio reduz a oferta de conhecimento e desvincula conteúdos fundamentais da formação obrigatória. A consequência óbvia da proposta é a redução da presença das disciplinas que levam ao conhecimento geral do país e da realidade mundial, contribuindo para formação humana e crítica. Em resumo, apenas matemática e português serão conteúdos obrigatórios, criando-se indivíduos aptos a servirem de mão-de-obra para o mercado de trabalho apenas com formação técnica e profissional.

Para Ricardo Pacheco, a reforma reproduz um modelo de educação que divide a teoria da prática, aqueles(as) que serão formados para pensar e elaborar daqueles(as) que somente executarão. “Isto não é o processo educativo que nós defendemos. Nós defendemos um processo que os jovens possam não só ter acesso ao conhecimento, à ciência e à tecnologia, mas também que tenham a prática a todos esses processos”, explica Pacheco, professor da SEEDF há trinta anos, atualmente na EAPE e com especialização, mestrado e doutorado na Faculdade de Educação da UnB.

O TV Sinpro vai ao ar às 19h, na TV Comunitária, no Youtube e no Facebook do Sinpro-DF. Não perca!

 

 

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Sinpro articula com CLDF e garante alterações na Lei da Gestão Democrática

As alterações sugeridas pelo Sinpro-DF ao projeto que atualiza a Lei da Gestão Democrática nas escolas (Lei Distrital nº 4.751/2012) foram aprovadas em primeiro e segundo turno pelo plenário da Câmara Legislativa do DF, nesta terça-feira (6/12). As emendas substitutivas foram apresentadas pela deputada Arlete Sampaio (PT), relatora do projeto na Comissão de Educação e Saúde.

“O projeto original, apresentado pelo Executivo, não foi discutido com a categoria. Era um projeto com problemas técnicos e políticos importantes, como a possibilidade de perseguição a direções instituídas, a exclusão dos professores em regime de contratação temporária e outros. O substitutivo possibilita a construção de uma atualização da Lei de Gestão Democrática com a participação da categoria, dialogando com suas necessidades”, explica a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.

Entre os principais pontos do substitutivo estão a prorrogação dos mandatos até dezembro de 2023, devido à impossibilidade de realização de eleição ainda em 2022 pelo próprio governo; novas eleições para diretores, vice-diretores e conselheiros escolares em outubro de 2023; a garantia do voto dos professores em regime de contratação temporária; além da possibilidade de reeleição dos diretores e vice-diretores eleitos em 2019 e dos conselheiros escolares eleitos em 2017.

“Os outros pontos da Lei de Gestão Democrática serão debatidos no próximo ano, assegurando a participação da comunidade escolar, dos parlamentares e das entidades representativas da educação. Essa é uma legislação essencial à educação pública, e tem a prerrogativa de ser discutida coletivamente, com a realização de audiências públicas e outros recursos democráticos”, explica a diretora do Sinpro-DF Berenice Darc.

“Agradecemos aos deputados e às deputadas o consenso para a aprovação da proposta”, afirma a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.

Luta
A atuação do Sinpro-DF pela substituição do projeto da Lei da Gestão Democrática começou cedo na CLDF, nesta terça. Ainda pela manhã, dirigentes do sindicato realizaram trabalho corpo a corpo com parlamentares, sensibilizando-os sobre a necessidade de substituição do texto. O trabalho continuou na parte da tarde, no plenário da Casa, e se mostrou determinante para que as emendas substitutivas fossem aprovadas.

>> Leia também: DIRETORIA DO SINPRO VISITA GABINETES NA CLDF EM DEFESA DA GESTÃO DEMOCRÁTICA

Foto: Deva Garcia (capa) | Luzo Comunicação

Dia 1º de Dezembro – É preciso falar sobre o combate à Aids

A conscientização é uma poderosa ferramenta contra todo e qualquer preconceito que se possa ter com relação à Aids. Com esta preocupação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data, estabelecida nos anos 80, não foi criada apenas para se lembrar da doença, mas para dar visibilidade aos métodos de prevenção e de enfrentamento da enfermidade, bem como aos cuidados com as pessoas que convivem com o vírus HIV.

O diagnóstico e o tratamento da doença são os principais métodos de controle, e a data surte um importante reforço para que o combate ao preconceito e o aumento da conscientização das pessoas ganhem notoriedade no Brasil e no mundo. Com esta finalidade o Sinpro recebeu estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal na sede do sindicato para debater sobre o assunto, que para muitos ainda pode ser repleto de tabus, além de falar sobre a importância do Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Para a coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro, Elbia Pires, o debate com os(as) alunos(as) e com a comunidade escolar é a forma que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais têm para contribuir, levando o conhecimento a todos(as). “Levar o debate para a comunidade escolar, em especial para os nossos alunos, é a melhor forma de prevenir as infecções das doenças sexualmente transmissíveis. Só o conhecimento e a ciência podem garantir e nos dar caminhos para que possamos ter uma sociedade livre das infecções e do adoecimento”, salienta.  

 

Em uma noite especial, Sinpro lança caderno “É preciso ser antirracista”

O dia 29 de novembro foi mais um momento especial no Sinpro. Em luta contra o racismo na escola, a Secretaria de Raça e Sexualidade do sindicato lançou o caderno É preciso ser antirracista, publicação produzida como material de apoio a práticas pedagógicas de enfrentamento e combate ao racismo no ambiente escolar, seguindo as diretrizes da Lei nº 10.639/2003, que inclui o ensino de história e cultura afro-brasileiras nos currículos oficiais. Além da presença de vários(as) diretores(as) do Sinpro, o evento teve a participação de Andrey Lemos, da UnaLGBT; Jacira Silva e Rosimar, do Coletivo de Mulheres Negras Baobá; da professora Renata Parreira; dos professores Toninho e Ildere Batista, juntamente com sua filha Luiza Batista Andrade, que participaram do documentário das “Raízes às Pontas”; da professora Joana Dark, do Coletivo Ubuntu; e do artista Cleyson Batah, que fez a apresentação cultural.

Elaborado pelo professor Adeir Ferreira Alves e pelas professoras Aldenora Conceição de Macedo e Elna Dias Cardoso, o caderno foi realizado em parceria com o Sinpro e traz informações importantes, como dispositivos legais que respaldam, orientam e determinam o trabalho antirracista na escola; datas importantes para a luta antirracista; expressões racistas que devem ser extintas; e conceitos dos estudos antirracistas. A publicação ainda traz diversas sugestões para se trabalhar o combate ao racismo dentro das salas de aula, nas diversas disciplinas; e orientações para desenvolver práticas pedagógicas de reconhecimento e valorização das contribuições da população negra.

O lançamento do caderno aconteceu em meio às celebrações do Dia da Consciência Negra. “Nós, como uma entidade que luta contra qualquer tipo de preconceito, temos muito orgulho de lançar um caderno antirracista. Além de oferecer uma ferramenta didática, a publicação tem o objetivo de ser um suporte teórico-conceitual e oferecer conteúdo qualificado com linguagem acessível”, salienta a diretora do Sinpro Ana Cristina.

Para a coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro, Márcia Gilda, o Caderno de Práticas Antirracistas configura como um importante instrumento pedagógico para a efetiva implementação da Lei 10. 639/03. “Fundamentado em uma pesquisa abrangente, o material apresentado no caderno tira o foco do combate ao racismo como apenas uma pedagogia de projetos, fomentando o debate multidisciplinar da importância e do protagonismo do povo negro e de seus ancestrais africanos na formação do nosso país”, conclui.

Clique aqui e confira o Caderno na íntegra.

Diretoria do Sinpro visita gabinetes na CLDF em defesa da gestão democrática

Na manhã desta terça-feira (06), a diretoria colegiada do Sinpro visitou gabinetes na Câmara Legislativa para dialogar com deputados e deputadas distritais pela rejeição do projeto de lei enviado pelo GDF alterando a lei de gestão democrática, sem discussão alguma com a categoria nem com a comunidade escolar.

Os diretores e diretoras do Sinpro também apresentaram aos parlamentares um ofício com a proposta que vem sendo articulada com a CLDF e SEEDF desde que o PL foi enviado, em outubro, para que sejam estabelecidos os parâmetros do processo eleitoral que acontecerá em 2023, e que os demais aspectos sejam debatidos em projeto de lei no próximo ano, garantindo a participação da categoria.

Além da completa falta de diálogo, o PL apresenta problemas técnicos e políticos importantes, como a possibilidade de perseguição a direções instituídas, a exclusão dos professores(as) em regime de contratação temporária, entre outros.

A diretoria colegiada do Sinpro reforça o chamado para que a categoria compareça à CLDF às 14h30 desta terça para defender a gestão democrática. O PL em questão está na ordem do dia.

Falta de diálogo

A Secretaria de Educação (SEEDF) decidiu de forma unilateral adiar para 2023 o processo eleitoral nas escolas. Desde o início desse processo, a diretoria colegiada do Sinpro viu com muita preocupação essa movimentação do GDF, e tomou as iniciativas cabíveis para questionar o PL e promover a defesa da gestão democrática.

Dia 18 de outubro, a comissão de negociação do sindicato esteve na CLDF em reunião com a presidenta da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), Arlete Sampaio, com o líder do PT Chico Vigilante e com as assessorias dos deputados Leandro Grass, Reginaldo Veras e Fábio Félix. Na ocasião, os representantes do Sinpro apresentaram aos parlamentares um estudo sobre o PL.

Desde meados de novembro, a campanha Gestão Democrática: Eu Apoio, produzida pelo Sinpro, está nas ruas do DF demarcando a importância da gestão democrática para as escolas. O objetivo da campanha é envolver a categoria e toda a comunidade escolar na defesa da gestão democrática.

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GO: Juiz manda Universidade nomear professor branco e tira vaga de cotista negra

Juiz destituiu a candidata negra Gabriela Marques em favor de Rodrigo Gabrioti, professor branco, por entender que a Lei de Cotas para negros em concursos públicos não se aplica ao caso

 

Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

Uma decisão do juiz da 6ª Vara da Seção Judiciária de Goiás, Urbano Leal Berquó Neto, provocou revolta em alunos e professores da Universidade Federal de Goiás (UFG). O magistrado determinou que um candidato branco assumisse o cargo de professor universitário em uma das vagas reservadas às cotas para professores negros em concursos públicos.

Com isso, Rodrigo Gabrioti de Lima tomou a vaga que seria da Gabriela Marques.

A candidata, de 34 anos, jornalista, foi a terceira colocada na ampla concorrência do concurso, mas foi a pessoa negra com melhor desempenho e teria, de acordo com a Lei 12.990/2014, que reserva 20% das vagas em concursos públicos para negros, o direito de assumir a vaga.

Rodrigo, que também disputava vaga na ampla concorrência, teve nota maior que Gabriela, entrou com uma ação contra a reserva de vagas.

O juiz, em sua decisão cujo entendimento sobre a reserva de vagas foi diferente do que diz a lei, mandou suspender a nomeação da professora do cargo. De acordo com o despacho, apenas uma vaga era destinada à área de telejornalismo e audiovisual, pretendida pelos candidatos, e por isso não haveria a possibilidade da aplicação da reserva de vagas prevista na Lei 12.990, a Lei de Cotas, que ocorre a partir de três vagas.

“O número de vagas objeto da atual lide corresponde a apenas uma, motivo pelo qual não havia razão para que a UFG desconsiderasse o primeiro colocado para inserir a terceira colocada, como o fez, baseado no regime de cotas”, diz trecho da decisão.

Tanto a candidata cotista quanto a universidade entraram com recursos contra a decisão da Justiça.

Em entrevista ao Globo, Gabriela expressou sua decepção. “É muito frustrante e cansativo. Cansativo porque a gente está o tempo inteiro tendo que provar a nossa capacidade, a nossa trajetória, que a gente está qualificada para ocupar esses espaços. E frustrante por ver que é uma política pública sendo questionada na Justiça por colega da área”, disse ela.

O advogado da professora, Marcus Macedo, afirmou que a ação é uma “aventura jurídica que busca violar a política de cotas”.

“É uma questão já pacificada, sedimentada e não cabe mais esse tipo de discussão. Nos impressionou mais ainda, quando houve algum respaldo jurisdicional disso, mesmo que provisório, mesmo que liminar”, afirmou o advogado.

A secretária de inclusão da UFG, Luciana Dias, afirma que a instituição cumpriu com decisão do juiz em convocar o candidato Rodrigo Gabrioti, mas também já recorrei da sentença pedindo a reversão.

“A universidade entende que a decisão judicial está pautada em um desconhecimento do juiz e do candidato que solicita a nomeação sobre o processo seletivo conforme ele acontece na universidade, do concurso público com a aplicação da Lei de Cotas com reserva de vagas para pessoas negras”, afirmou Luciana.

 

Ministério Público

O Ministério Público (MP) de Goiás se pronunciou por meio de nota, afirmando a decisão afeta a população em geral e, por isso, está acompanhando o caso em todas as instâncias.

De acordo com o procurador que cuida do caso, o tema é de interesse público porque envolve concurso público e afeta não apenas os candidatos aprovados, mas também a instituição, os estudantes e a população em geral.

 

Fonte: CUT-Brasil

 

Professores efetivos devem estar atentos para a progressão na carreira

O Sinpro informa os professores(as) que ingressaram na rede pública de ensino em 2018 para o prazo de apresentação de certificados e comprovações de cursos realizados para efeito de progressão na carreira. A progressão vertical ocorre do Padrão 1 até o 25: a cada ano trabalhado, o(a) servidor(a) público(a) avança um padrão. A comprovação de 180 horas de cursos de formação continuada a cada 5 anos também faz avançar mais um padrão.

 

Os(as) professores(as) que ingressaram na carreira em fevereiro de 2018, por exemplo, têm até fevereiro de 2023 para comprovar a realização dos cursos. O Sinpro recomenda que todos(as) procurem se antecipar ao prazo, fazendo a solicitação e apresentando sua documentação para evitar contratempos. Vale destacar que é importante entregar a comprovação 40 dias antes. Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que entraram em 2013 e apresentaram seus certificados pela primeira vez em 2018, agora está no momento de entregar os documentos de cursos feitos no segundo quinquênio, e assim consecutivamente.

 

Documentos e certificados entregues depois do prazo, ou seja, depois do mês em que se completam 5 anos (um quinquênio), acarretam atraso na progressão. Assim, se seu aniversário de ingresso na carreira é em fevereiro, mas você só entregou sua documentação referente aos cursos em maio, sua progressão passa a se efetivar nos meses de maio. O tempo de atraso na entrega dos cursos é o tempo de atraso que você terá na progressão, portanto, não corra esse risco. Atraso na progressão significa prejuízo para o(a) servidor(a). Os(as) professores (as) que já alcançaram o Padrão 25 chegaram no topo de progressão de carreira, portanto, não há mais necessidade de entrega de curso.

 

Progressão horizontal

 

A progressão horizontal é aquela em que o(a) professor(a) apresenta uma titulação de pós-graduação. O Sinpro identificou que, atualmente, temos pouco mais de 3 mil professores(as) que ainda estão na ativa e não apresentaram curso de pós-graduação. Recomendamos a esses(as) professores(as), ao menos, façam uma pós-gradução em nível de lato sensu para ter acesso à progressão para o PQ 4. A progressão horizontal vai do PQ 1 ao PQ 6.

Diante disso, o Sinpro recomenda fazer a pós-graduação lato sensu porque vale a pena financeiramente e, sobretudo, deve ser feita o quanto antes em relação à aposentadoria. Não deixem para fazê-la de última hora e muito menos se aposentar sem fazer a pós-graduação.

Vale ressaltar que as titulações de pós-graduação das carreiras do Magistério Público do Distrito Federal não são gratificações, são níveis salariais, já que as gratificações de pós-graduação foram incorporadas no terceiro Plano de Carreira da categoria. Atualmente, estamos no quarto Plano de Carreira. A diretoria colegiada destaca que isso é um avanço importante para a estrutura da carreira, no entanto, para o(a) professor(a) se beneficiar, tem de fazer a pós-graduação.

 

 

Clique e confira a Portaria 259/2013. 

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Sinpro lança vídeo no Dia do Laço Branco: Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres

O Sinpro lança, nesta terça-feira (6), o vídeo sobre o combate à violência contra a mulher. Diretores da entidade mostram dados sobre os crimes e falam sobre a necessidade de denunciar qualquer tipo de violência: “Em briga de marido e mulher, se mete a colher sim. Seja um agente do combate à violência contra as mulheres. Diante de qualquer caso, preste socorro à vítima e denuncie”, orienta Ricardo Gama, diretor do sindicato.

Sempre engajada pelo fim da violência contra a mulher, a diretoria colegiada, que representa uma das maiores categorias profissionais do Distrito Federal, a qual é formada, majoritariamente, por mulheres, apresenta o vídeo para marcar a passagem do dia 6 de dezembro, data em que se celebra o Dia do Laço Branco e o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A data integra o calendário da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Importante também lembrar que a campanha do Laço Branco começou, segundo matéria da Agência Patrícia Galvão, após uma tragédia ocorrida em 1989, em Montreal, no Canadá, dentro de uma escola. Marc Lepine invadiu uma escola politécnica canadense, ordenou que homens se retirassem, assassinou 14 mulheres e suicidou-se em seguida. A tragédia mobilizou canadenses a criar a primeira campanha do Laço Branco. Entre 25 de novembro e 6 de dezembro daquele ano, foram distribuídos cerca de 100 mil laços entre os homens canadenses. O dia 25 de novembro foi proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU), como o Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a mulher.

Historicamente, vale lembrar que o Sinpro foi a primeira entidade de trabalhadores(as) do Distrito Federal e uma das primeiras do País a instituir a Secretaria de Mulheres. Com isso, inaugurou e fortaleceu, no movimento sindical, o tema do combate à violência contra a mulher como um dos conteúdos dentre todos os outros temas relacionados à luta de classe.

A diretoria colegiada reconhece o recrudescimento desse tipo de violência nos últimos anos, agravada pela política econômica neoliberal, pela má-gestão da Economia do País, pela falta de investimento público no combate aos crimes e acolhimento e proteção de mulheres e meninas e também pela pandemia da covid-19.

Com dados de várias instituições, como os do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os diretores que participaram do vídeo mostram, por exemplo, que, “em 2021, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 7 horas”, informa o diretor Samuel Fernandes. Rodrigo Rodrgues, presidente da CUT-DF revela que “mais de 230 mulheres denunciaram casos de violência em 2021”. Fernando Reis, diretor do Sinpro, mostra os cinco tipos de violências contra a mulher segundo a classificação da Lei Maria da Penha.

O Sinpro também realiza, nesse sábado (10),  uma atividade para a categoria celebrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos. A Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras realizará o “Encontro de Mulheres Educadoras – Mulheres e direitos humanos: qual escola queremos?” A atividade será na Chácara do Sinpro, das 9h às 12h. As inscrições são gratuitas, e podem ser feitas até o dia 8 de dezembro, às 18h, pelo link https://sinpro25.sinprodf.org.br/formulario-inscricao-encontro-de-mulheres-educadoras-fonte-sinpro-df/

 

Violência: dados recentes

 

Uma matéria do Jornal Hoje, da Rede Globo, divulgada no dia 24 de novembro, dá conta de que “a cada minuto, em média, uma pessoa liga para o 190 para denunciar casos de violência doméstica. O jornal mostrou que foram registrados 619 mil pedidos de ajuda à polícia em 2021, segundo o FBSP. Só em Minas Gerais, por exemplo, de janeiro a setembro de 2022, 121 mulheres foram vítimas de feminicídio e a Polícia Civil registrou 142 tentativas de crimes contra as mulheres: um aumento de 8%, em relação ao mesmo período de 2021”, diz.

Uma matéria recente da revista Carta Capital também indica aumento dessa violência e indica que “ao menos 4.473 mulheres foram vítimas de feminicídio na América Latina em 2021”. Os dados da Carta Capital foram divulgados no dia 25 de novembro, data em que se celebra o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, que também faz parte da campanha 21 Dias de Ativismo. Segundo a revista, as informações foram divulgadas pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Segundo a Cepal, o número representa uma média de 12 mortes violentas de mulheres por razão de gênero por dia na região, segundo um relatório do Observatório de Igualdade de Gênero de América Latina e do Caribe (OIG) da Cepal. “O feminicídio persiste como uma realidade e não há sinais claros de que o fenômeno esteja diminuindo”, diz o relatório.

Em 2021, as maiores taxas de feminicídio da América Latina foram registradas em Honduras (4,6 casos a cada 100.000 mulheres), República Dominicana (2,7 casos), El Salvador (2,4), Bolívia (1,8) e Brasil (1,7). No Caribe, Belize e Guiana têm as taxas mais altas, 3,5 e 2,0 em cada 100.000 mulheres, respectivamente. Os dados “são inaceitáveis”, aponta José Manuel Salazar-Xirinachs, secretário executivo da Cepal, citado no texto. Adolescentes e jovens mulheres de entre 15 e 29 anos constituem a faixa etária em que se concentra a maior proporção de casos de feminicídio.

 

Confira a vídeo do Sinpro-DF

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Sinpro convoca categoria a ocupar galerias da CLDF nesta terça (06) em defesa da gestão democrática

O projeto de lei (PL) que altera a Lei de Gestão Democrática, enviado pelo GDF à CLDF dia 13 de outubro sem discussão com a categoria, está na ordem do dia da Câmara Distrital (CLDF) desta terça-feira, 6 de dezembro. Por isso, o Sinpro-DF convoca os e as profissionais do Magistério público do DF a comparecerem à Câmara às 14h30 para acompanhar a discussão.

Desde o início desse processo, a diretoria colegiada do Sinpro viu com muita preocupação essa movimentação do GDF, e tomou as iniciativas cabíveis para questionar o PL e promover a defesa da gestão democrática.

Dia 18 de outubro, a comissão de negociação do sindicato esteve na CLDF em reunião com a presidenta da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), Arlete Sampaio, com o líder do PT Chico Vigilante e com as assessorias dos deputados Leandro Grass, Reginaldo Veras e Fábio Félix. Na ocasião, a comissão de negociação apresentou estudo sobre o PL, demonstrando problemas políticos que fragilizarão a gestão democrática, permitindo perseguição a direções instituídas, impedindo a participação de professores(as) em regime de contratação temporária, entre outros problemas graves.

>>> Saiba mais: SINPRO CRITICA IMPOSIÇÃO DA SEE-DF E ATUA PARA GARANTIR EFETIVIDADE DA GESTÃO DEMOCRÁTICA

O Sinpro vinha cobrando reunião com a SEEDF desde o meio do ano, o que só aconteceu dia 10 de outubro, depois da reeleição do governador Ibaneis Rocha. Foi nessa reunião que a secretaria informou a comissão de negociação que os atuais mandatos das equipes gestoras e conselhos seriam prorrogados até 2023, quando acontecem as eleições.

 

Mais uma vez, SEEDF não debate

O Sinpro já vinha destacando a importância de se garantir o processo eleitoral no seu prazo previsto, ainda em 2022. Entretanto, a SEEDF decidiu de forma unilateral adiá-lo para 2023.

Na reunião de 10/10, a comissão de negociação não teve acesso à minuta que seria enviada à Câmara, repleta de problemas políticos e técnicos, de modo a golpear duramente a gestão democrática tão cara para a educação no DF. A ação da secretaria, mais uma vez, expressa sua intenção de excluir a comunidade escolar de decisões importantes como essa, o que, por si só, já demonstra a intenção de enfraquecer a política de gestão democrática.

Por isso, desde meados de novembro, a campanha Gestão Democrática: Eu Apoio está nas ruas do Distrito Federal, através de outdoors e front-lights que demarcam a importância da gestão democrática para as escolas. O objetivo da campanha é envolver a categoria e toda a comunidade escolar na defesa da gestão democrática.

>>> Saiba mais: SINPRO-DF CONTINUA CAMPANHA EM DEFESA DA GESTÃO DEMOCRÁTICA

A proposta do Sinpro é que os deputados distritais votem um substitutivo para parametrizar o processo eleitoral que acontecerá em 2023, e que o corpo da lei seja debatido em momento posterior, para que haja participação da categoria e da comunidade escolar como um todo. A eleição das equipes gestoras e dos conselhos é um dos aspectos mais importantes da gestão democrática, mas a lei envolve muito mais que isso.

 

Participe da mobilização!

Por isso, a diretoria colegiada do Sinpro-DF reforça o chamado para que toda a categoria compareça à CLDF às 14h30 para acessar as galerias da casa e fazer pressão sobre deputados e deputadas distritais em defesa da gestão democrática.

Nossa mobilização será decisiva para assegurar a manutenção desse que um dos maiores patrimônios da educação no DF. Não aceitaremos que a categoria seja excluída desse debate!

Acesse a íntegra do projeto de lei clicando AQUI.

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Escolas do Cruzeiro realizam o 7º Curta um Curta

Unidas pela sétima arte, escolas do Cruzeiro realizam a o 7º Curta um Curta, que acontecerá de 6 a 8 de dezembro, no auditório do Centro de Ensino Médio Integrado do Cruzeiro. O festival surgiu do projeto Cine Consciência implantado no CEMI e conduzido pelo professor Zaldo, que o teve como objeto de estudo em sua tese de doutorado, na Faculdade de Educação da UnB. O projeto foi a oportunidade de pesquisar o uso dos celulares como recurso acessível que estimula a criatividade, pesquisa e organização.

“O Ministério da Educação tem uma plataforma, com um banco de práticas inspiradoras, onde destacam 29 práticas no país e uma delas é, justamente, a ferramenta do nosso projeto: o uso das tecnologias para estimular o aprendizado. O MEC vê a nossa experiência como a que melhor ilustra a quinta competência da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que trata da cultura digital”, afirma. Apaixonado pela temática, professor Zaldo também é autor de “Vídeo Estudantil – Luz, Câmera, Educação”, primeiro livro didático sobre cinema voltado aos alunos da Educação Básica. O livro digital, que será lançado em breve, pode ser aquirido gratuitamente. Clique aqui e baixe o seu exemplar.

 

O Festival

Curta um Curta surgiu em 2015, quando o CEMI do Cruzeiro começou a trabalhar a oficina, com aulas semanais, em 18 turmas. Ao estudar as técnicas e a arte da linguagem cinematográfica, estimulando os(as) estudantes a criarem suas próprias histórias, surgiu a produção audiovisual. Com a quantidade de vídeos produzida surgiu também a ideia de criar um festival de curtas. Esse ano é a primeira vez que Curta um Curta é aberto à participação de todas as escolas do Cruzeiro, onde uma comissão julgadora escolherá até 30 vídeos para a mostra competitiva.

 

Confira abaixo o regulamento:

 7º Festival de Cinema Curta um Curta

Podem participar vídeos de alunos de qualquer escola pública ou particular do Cruzeiro;

Os vídeos devem ter, no máximo, 5 minutos e o tema é livre;

Podem ser de qualquer gênero ou técnica;

Serão desclassificados vídeos com ideias preconceituosas e/ou ofensivas;

Serão premiados com certificados e troféus os três melhores vídeos nas modalidades:

  • Melhores dos 6º anos;
  • Melhores dos 7º anos;
  • Melhores dos 8º anos;
  • Melhores dos 9º anos;
  • Melhores dos Ensinos Médios.

 

O melhor vídeo de cada série receberá um vale-compras, no Super Veneza, no valor de R$ 200,00;

Os vídeos devem ser enviados até o dia 25/11 para o e-mail setimocurtaumcurta@gmail.com. Na mensagem, deve-se informar: escola, série, telefone do(a) estudante, nome do(a) diretor(a) do vídeo, roteirista e editor(a);

Os direitos de imagens e sons apresentados no vídeo são de responsabilidade dos produtores.

 

Mais informações: Prof. Zaldo (61)99901-0021

 

 

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