Dia do orientador e da orientadora educacional – É preciso valorizar este profissional

Dia 4 de dezembro é dia de reconhecer o trabalho dos(as) pedagogos-orientadores educacionais, profissionais que contribuem para o desenvolvimento pessoal do(a) aluno, ouvindo, ajudando a fazer escolhas, trabalhando valores, traçando metas e motivando no estudo. Ajuda a escola a organizar e realizar a proposta pedagógica e trabalha em parceria com toda a equipe escolar.

O(a) orientador(a) tem um importante papel dentro da escola. Ao lado do(a) diretor(a), do(a) coordenador(a) pedagógico(a), do professor(a) e demais membros da equipe escolar, é parte importante da escola e um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento integral de cada estudante, contribuindo para a formação de um cidadão crítico e participativo na sociedade, como também preparando para o mundo do trabalho, cada vez mais disputado. Mesmo diante deste importante papel, o Governo do Distrito Federal não amplia a política de concurso público e ainda não valoriza o profissional enquanto integrante da carreira do magistério público. O descaso do GDF é notório, uma vez que ainda temos muitas escolas sem nenhum(a) orientador(a) ou com um número exorbitante de estudantes por orientador(a).

A diretoria do Sinpro-DF tem travado uma luta permanente pelo fortalecimento desse importante segmento da categoria, lutando pela ampliação do número de cargos em número suficiente para atender a demanda existente.

Para o diretor do Sinpro Luciano Matos, a falta desses profissionais acarreta uma série de problemas, que perpassam desde o prejuízo aos estudantes à sobrecarga de trabalho, acarretando o adoecimento desse profissional. “É preciso ter respeito pelos orientadores e orientadoras educacionais, pois desempenham um papel de extrema importância na educação pública do DF. Diante disso exigimos a contratação de mais orientadores, pois a escolarização do estudante vai além da sala de aula”, afirma o diretor do Sinpro.

 

Encontro no dia 16 de dezembro

Os(as) pedagogos-orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) têm um importante compromisso no dia 16 de dezembro, às 9h, na Chácara do Sinpro. A data será um momento de comemorarmos o nosso dia e faz parte do calendário da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), sendo uma conquista do Sinpro e da categoria. Para participar do encontro dos(as) orientadores(as) no dia 16 de dezembro, faça já a sua inscrição clicando aqui.

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VIDEO | Clara Marinho fala sobre capacitismo no CED 16 de Ceilândia

Neste 3 de dezembro, em que se comemora o dia Internacional da Luta das Pessoas com Deficiências, o Sinpro lança o vídeo da palestra que Clara Marinho, estudante de Letras da Universidade de Brasília, deu para estudantes e professores(as) do CED 16 de Ceilândia, no último dia 18 de outubro.

Clarinha, como é conhecida, tem paralisia cerebral e faz sucesso na Internet.  Aos 21 anos, ela tem parte dos movimentos e a fala limitados devido à paralisia, mas desde o início da pandemia publica vídeos falando sobre a sua rotina, dando dicas e conselhos e lições de auto aceitação. O exemplo dela motivou a direção do Centro Educacional 16 de Ceilândia a promover uma programação sobre Capacitismo – Inclusão em debate.

“Quando eu era estudante do ensino fundamental, percebia que nenhum palestrante tinha deficiência. Eu não me via representada. Então, quando você se sente único, é sinal de que falta gente que nem você ocupando os espaços”, aponta Clarinha.

Durante a palestra, a estudante expôs sua vida, o que aprendeu com a deficiência, trouxe exemplos do que já viveu e ressaltou sobre a necessidade da política de cotas e da oportunidade para todos.

“O capacitismo é um tema novo para debate nas escolas, ainda que seja uma forma de preconceito que acontece há muito tempo. Por isso convidamos a Clarinha para falar na escola. A fala dela para nossos alunos e alunas, e também para nós docentes é combater o preconceito e nos ajudar a adotar a postura correta diante dos vários estudantes com deficiência que temos no CED 16, que tem classes especiais e EJA interventiva”, comenta a pedagoga Fernanda Fantini Vieira.

Os alunos se sentiram representados e contemplados com a palestra de Clara Marinho e perceberam o quanto é difícil um PCD conseguir um espaço dentro da nossa sociedade.

Veja o vídeo.

https://youtu.be/6lL5xJo2bkU

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Dia Internacional da Luta das Pessoas com Deficiência

Neste 3 de dezembro celebra-se o dia Internacional da Luta das Pessoas com Deficiência. No Brasil, as pessoas com deficiência já podem celebrar o fim das trevas que foram o governo Bolsonaro para esse segmento da sociedade.

Foram quatro anos de destruição de políticas públicas – e se nao fosse a luta da sociedade civil organizada, levando o questionamento até o Supremo Tribunal Federal (STF) para considerar inconstitucional o decreto 10.502 de 2020, anos de políticas afirmativas de educação inclusiva teriam ido ralo abaixo.

O modelo proposto pelo decreto em questão provocaria discriminação e segregação entre os alunos, o que viola o direito à educação inclusiva. Mesmo com o decreto suspenso por liminar, o secretário executivo do Ministério da Educação, Victor Godoy Veiga, defendeu o decreto numa famigerada live: “As escolas estão tendo que contratar profissionais especializados para ficar cuidando daquela criança, para ela não atrapalhar a aula dos demais alunos e aquela criança não está tendo o atendimento especializado que ela precisa” (sic).

Em 2021 não houve pagamento da dotação orçamentária autorizada nem de restos a pagar de anos anteriores referentes a essa rubrica. Traduzindo: o governo federal investiu zero em materiais didáticos ou acessíveis para a inclusão em 2021. Não prever orçamento para determinada rubrica, e assim não dar condições orçamentárias para política acontecer, é uma estratégia de promoção e implementação do decreto.

 

Conade aparelhado por Damares

O Conselho Nacional das Pessoas com Deficiência (Conade) também sofreu com o aparelhamento promovido pelo governo Bolsonaro, pelas mãos da então ministra Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (e agora senadora eleita pelo Distrito Federal), Damares Alves.

A formação do órgão para o triênio 2022-2025 foi anunciada em março deste ano. O Decreto nº 10.177, publicado em 2019, acabou com a eleição no órgão e colocou nas mãos do Ministério da Mulher o poder exclusivo de selecionar os integrantes.

Entre os excluídos do Conade estavam a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência (AMPID), que sempre participou de seu colegiado. Também foram eliminados conselhos estaduais e municipais de pessoas com deficiência. O projeto é óbvio: extinguir a participação social e política das pessoas com deficiência na elaboração e implementação de legislações, programas e projetos voltados a essa população.

Nos últimos quatro anos, a pessoa com deficiência não vista, tampouco entendida, como parte da diversidade humana.

 

Luz no fim do túnel

Nesse contexto de terra arrasada, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) redigiu um documento entregue à equipe de transição (clique aqui para ler a íntegra do documento) do futuro governo Lula, em que faz apontamentos para a transição e para o novo momento político para as pessoas com deficiência.

No documento, a entidade recomenda ao novo governo “a adoção de diretrizes para a formulação e a implementação de políticas públicas federais, estaduais, municipais e distritais voltadas à promoção, à proteção e à garantia dos direitos humanos. Para tanto, partimos como ponto balizador da Convenção Sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU”.

O documento aponta que “Diante dos graves retrocessos sofridos pelas políticas públicas no Brasil, nos últimos seis anos após o golpe ao mandato da Presidenta Dilma e após o desgoverno de Jair Bolsonaro, (…) neste cenário se faz imprescindível uma restruturação das políticas com definição de prioridades, as quais se enquadram como essenciais para o desenvolvimento de um país justo, pois são estruturantes para uma sociedade democrática e cidadã.”

O documento recomenda a revogação de 12 atos de Jair Bolsonaro que vão contra os princípios da Lei Brasileira de Inclusão (13.146 de 6/7/2015).

O Dia Internacional da Luta das Pessoas com deficiência, comemorado em 3 de dezembro, foi instituído em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo da data é o de conscientizar a população a respeito da importância de assegurar uma melhor qualidade de vida a todas as pessoas com deficiência, tendo em mente que as pessoas com deficiência não são menos capacitadas e, assim como todas as outras, possuem direitos e deveres assegurados.

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EXPEDIENTE DO SINPRO SERÁ REDUZIDO NESTA SEGUNDA-FEIRA (5/12)

Em virtude do jogo das oitavas-de-final do Brasil contra Coreia do Sul nesta segunda-feira na Copa do Mundo de 2022, a diretoria colegiada do Sinpro informa que o expediente na sede e nas subsedes do sindicato se encerrará às 12h nesta segunda-feira, 5 de dezembro de 2022.

 

Voltamos às atividades regularmente na terça-feira, dia 6.

Diferença de 13º salário 2022

Professores(as) e orientadores(as) educacionais efetivos(as) que fazem aniversário nos meses de janeiro, fevereiro e março terão direito a receber uma diferença no valor do seu décimo terceiro salário de 2022. Isto vai acontecer devido à incorporação de R$ 200 na folha de abril e do início do pagamento da tabela de setembro de 2015. Com esses dois movimentos financeiros, esses(as) educadores(as) têm direito a receber essa diferença.

O Sinpro já tinha sinalizado isto para a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) ainda no primeiro semestre e hoje foi confirmado que este pagamento está previsto para ocorrer até o limite da lei, que é 20 de dezembro. Os(as) professores(as) que fazem aniversário nos três primeiros meses do ano devem acompanhar o contracheque e o extrato bancário com o pagamento desta diferença.

Os(as) educadores(as) em regime de contratação temporária e professores(as) e orientadores(as) efetivos(as) que fazem aniversário a partir do mês de abril não farão jus a esta diferença uma vez que o 13º já foi pago com essas alterações, ou será pago, no caso do contrato temporário, já com esta mudança.

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Distribuição de turmas do ano letivo de 2023 será realizada em dezembro de 2022

O Sinpro informa que a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) está organizando o ano escolar de 2023 já agora, no fim de 2022, com o início da distribuição de turma. Outro objetivo é organizar a contratação temporária de professores para o exercício de 2023.

Uma das ações da SEE-DF nesse sentido foi a divulgação da Circular nº 26/2022 (confira o PDF no final deste texto), no dia 29 de novembro. Porém, a qualquer momento, haverá a publicação da Portaria de Distribuição de Carga Horária. Essa nova portaria não vai trazer muitas novidades, inclusive a Ficha de Pontuação vai ser a mesma utilizada anteriormente porque na Comissão de Negociação do Sinpro foi avaliado que não havia necessidade de alteração de pontuação.

O sindicato destaca que não é a primeira vez que a distribuição de carga horária acontece em dezembro do ano anterior ao ano letivo em questão e que alguns problemas que entravam o processo sempre são mais bem resolvidos quando a distribuição de carga horária é realizada em dezembro do ano anterior.

Participam do procedimento de distribuição de turma todos os(as) servidores(as) que têm lotação e exercício definitivo na unidade escolar, a saber: professores(as), orientadores(as) educacionais, professores(as) e orientadores(as) educacionais readaptados(as), professores(as) em restrição de função, professores(as) que atuam na Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem (EEAA), professores(as) que atuam nas Salas de Apoio à Aprendizagem (SAA), Sala de Recurso (SR).

 

Confira os procedimentos

 

Distribuição de carga horária

 

A distribuição de carga horária vai acontecer no dia 20/12/22

Matutino (manhã) – 10h
Noturno (noite) – 20h
Vespertino (tarde) – 16h – Apenas para escolas que atendem exclusivamente à jornada 20/20

Os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais, os(as) readaptados(as) e os(as) servidores(as) com restrição de função deveram se organizar para participar desta distribuição de turma dias antes. Confira o passo a passo:

1 – Os professores deverão acessar o SIGEP no site: https://sigep.se.df.gov.br/ (sem o www) e enviar a pontuação do formulário que se encontra lá.

Observação A: Caso a pontuação do ano anterior ainda conste no sistema,o professor deve atualizar os dados, já que a atualização não é automática,informando mais um ano de trabalho que ele teve e também atualizar eventualmente cursos novos que ele fez no decorrer dos últimos anos.

Observação B: Caso o formulário esteja em branco, o professor deve preencher completamente todos os dados.

Observação C: Os professores que já são da escola vão preencher o formulário eletrônico de pontuação no site da Sigep cujo endereço está no item 1.

Observação D: Os(as) servidores(as) que fizeram o Concurso de Remanejamento e que vão mudar de escola, devem fazer o preenchimento do formulário de forma manual. O formulário manual estará disponível na Portaria de Distribuição de Turma que será publicada nos próximos dias.

Observação E: A Portaria de Distribuição de Turma que ainda será publicada vai trazer uma excepcionalidade este ano. Isso ocorre porque a data da eleição das escolas ainda será definida nos próximos dias. Com isso, a Portaria vai excepcionalizar da seguinte forma, a saber:

Hipótese 1: Caso a eleição das escolas seja prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2023, as direções de escola irão escolher turma na sua classificação de origem.

Hipótese 2: Caso a eleição esteja prevista para ocorrer no segundo semestre, as direções de escolas escolherão turmas da mesma forma que nos anos anteriores: terão os pontos contabilizados, mas bloquearão cargas remanescentes no final da fila.

→ Importante: Tanto na Hipótese 1 como na Hipótese 2, participam da distribuição de turma somente professores e orientadores que estejam atuando na direção de escola com lotação e exercício definidos e regularizados na unidade escolar.

 

 

2 – Esse formulário deve ser encaminhado para as escolas até o dia 09/12/2022.

 

3 – Professores que participaram do Concurso de Remanejamento deverão preencher o Formulário de Pontuação de forma manual. Ou seja, imprimir o formulário que ficará disponível na Portaria que será publicada em breve e levá-lo à escola em que atuará completamente preenchido.

 

4 – Todos os professores (tanto os que vão ficar na escola como os que fizeram o Concurso de Remanejamento) devem entregar essa pontuação e todos os documentos comprobatórios.

Documentos comprobatórios.

a) Declaração de atuação nas escolas que trabalhou.

b) Cópia de diplomas, certificações etc. de cursos que tem.

c) Cópia de diploma de pós-graduação.

d) Cópia de diploma de graduação.

e) Cursos de formação continuada.

 

5 – A equipe gestora irá validar os documentos e pontuações até o dia 13/12/2022 e divulgar a classificação do procedimento de escolha de turma no mesmo dia até às 21h.

 

6 – No dia 14/12/22, caso o professor discorde da classificação obtida, poderá requerer recurso, inclusive podendo ser enviada documentação adicional.

 

 

Professores com lotação/exercício provisório

Os professores que estão com lotação provisória e/ou exercício provisório e os professores que tinham direito de escolha de turma, mas que excederam na hora do procedimento da distribuição de carga horária, deverão se apresentar na Coordenação Regional de Ensino (CRE) no dia 21/12/22 e seguir o cronograma da Regional para adquirir novo local de exercício.

Observação F: Todos esses casos deverão participar do procedimento de remanejamento de 2023/2024.

 

 

Contratação temporária de professores

Um dos motivos pelos quais a distribuição de carga horária para professores efetivos será realizada em dezembro de 2022 é que isso organiza melhor a contratação temporária de professores, inclusive porque, se em dezembro a SEE-DF já tem os coordenadores das escolas definidos, essas carências serão ofertadas para os professores do contrato temporário no início do procedimento de contratação.

Assim, os professores substitutos devem estar atentos ao cronograma que a SEE-DF irá divulgar nos próximos dias para a contratação em 2023.

Os professores devem estar em Brasília-DF e disponíveis para comparecer às CREs a partir do dia 23 de janeiro de 2023, quando teremos o início das contratações de professores substitutos.

 

Confira a seguir o PDF da Circular nº 26/2022

https://sinpro25.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Circular-26-2022_-Orientacoes-gerais-sobre-o-encerramento-do-ano-letivo-de-2022.pdf

 

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CLDF aprova em primeiro turno que recursos do PDAF possam ir para colégios militares

Na última terça-feira (29), os deputados distritais aprovaram em primeiro turno o projeto de lei nº 2.014/2021, que altera a Lei do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (lei nº 6.023/2017) para permitir que recursos públicos do PDAF possam ser repassados aos colégios militares através de emendas parlamentares. O projeto é de autoria do deputado Roosevelt Vilela (PL).

A sessão que aprovou o projeto em primeiro turno foi esvaziada – somente 14 dos 24 deputados e deputadas distritais compareceram à votação. Foram 9 votos favoráveis e 5 contrários. Votaram contra: deputada Arlete Sampaio (PT) e deputados Chico Vigilante (PT), Fábio Félix (PSOL), Reginaldo Véras (PDT) e João Cardoso (Avante).

O parecer da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Distrital (CESC) foi pela rejeição do projeto. Agora, o PL aguarda votação em segundo turno, que pode acontecer a qualquer momento ainda nesta legislatura.

O projeto é preocupante por permitir repasse dos já escassos recursos da educação pública a colégios militares, que não fazem parte da rede e já são beneficiados por uma estrutura de financiamento próprio, que lhes garante muitos mais verbas do que o que é destinado às escolas públicas. “Esse projeto significa tirar recursos de onde tem pouco recurso”, afirma Gabriel Magno, ex-diretor do Sinpro e deputado distrital eleito.

Além disso, vale lembrar que os colégios militares já contam com muito investimento, e que o fato de receberem seus estudantes através de processo seletivo os diferencia de forma decisiva das escolas de rede pública, cujo atendimento é universal.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF destaca a importância dessa votação, e sugere que a categoria mantenha-se alerta para evitar a aprovação do projeto.

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Programa Opinião (TV Cultura) debate 5 anos da Reforma Trabalhista

Nesta quinta-feira, 1º de dezembro, às 20h30, o programa Opinião da TV Cultura debaterá os 5 anos da Reforma Trabalhista. Marco importante do governo ilegítimo de Michel Temer, a reforma expressava o projeto que tinha sido derrotado nas urnas em 2014, apontando para a precarização das relações de trabalho e o enfraquecimento das entidades sindicais, entre outros problemas sérios.

O Opinião tem duração de aproximadamente meia hora e terá a participação de Ricardo Patah, comerciário e presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), e do advogado trabalhista Eduardo Pastore. A apresentação é da jornalista Andresa Boni e o programa conta com interpretação em libras.

Para Luciana Custódio, diretora do Sinpro e integrante da direção do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), é muito importante trazer o tema de volta ao centro dos debates nacionais, uma vez que as eleições de 2022 abriram novas perspectivas para os direitos de trabalhadores e trabalhadoras: “Recentemente vimos a experiência da Espanha, que revogou sua reforma trabalhista porque ela não gerou as consequências esperadas”, lembra Luciana. “No Brasil, em 2017, a reforma espanhola tinha sido uma referência, mas ela rapidamente demonstrou que não funcionou. Lá, a flexibilização nas relações de trabalho ampliou o trabalho temporário e de curta duração, facilitou demissões e redução de salários, e fez o desemprego aumentar”, completa ela.

O debate vem em boa hora, e resgatar a experiência espanhola pode ser útil, afinal, conforme a Agência Diap noticiou, a equipe de transição do presidente eleito Lula vem discutindo pontos da reforma que poderão ser revistos. Veja AQUI.

A TV Cultura está no canal 516 da Net e no canal 2 da Sky. O programa Opinião fica disponível, depois de sua transmissão, no canal Jornalismo TV Cultura do youtube no pelo próprio site da TV.

Coletivo da Juventude da CNTE discute os desafios para ampliar a participação de jovens nos sindicatos

Realizada nesta quarta (30/11), a reunião do Coletivo da Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) debateu estratégias para a ampliar a participar de jovens nos sindicatos. A professora em contrato temporário e diretora do Sinpro-DF, Ana Cláudia Bonina, faz parte do Coletivo da Juventude da CNTE e esteve presente. O encontro ocorreu em formato híbrido: presencialmente em Brasília (DF), com representantes dos sindicatos: Apeoesp/SP, App/PR , Cpers/RS, SINTEPE/PÉ, Sintep/MT, Asprolf/BA, Sinpro/DF, Síntese/SE, Sinte/RN, Sindiupes/ES, Sinproja/PE, e virtualmente pela plataforma Zoom.

 

 

Foto: Renato Braga

 

O atual coordenador do Coletivo da Juventude da CNTE, Valdeir Pereira, que é presidente do Sintep/MT, apresentou um balanço sobre as ações da Confederação e os desafios que permanecem na agenda. “O objetivo da reunião é discutir a nossa conjuntura, a eleição do departamento e o planejamento de ações a serem tomadas no próximo período”, sintetizou.

Os professores Luiz Felipe Krehan da Silva, da APEOESP/SP, e Bruno Vital, do SINTE/RN, foram escolhidos para a nova coordenação do Coletivo da Juventude. A secretária geral da CNTE, Fátima Silva, anunciou que essa gestão compartilhada é necessária para suprir as atividades na base.

Luiz Felipe, coordenador do coletivo da juventude da APEOESP, acredita que o encaminhamento de dividir a função com o Bruno é natural porque no sindicato em que ele atua é assim. Há 5 anos Luiz Felipe representa a Apeoesp na juventude da CUT.

Bruno Vital diz que essa gestão tem o desafio de trazer mais jovens para o sindicato e isso requer a participação de todos: “A gente tem uma proposta e espera que vocês façam contribuições exatamente com as singularidades de cada lugar. Cada representante do seu estado vai ser muito importante nessa construção, entendendo que essa é uma tarefa do coletivo”.

 

Novos coordenadores Luiz Felipe Silva e Bruno Vital – Foto: Renato Braga

 

Cenário Internacional

A secretária geral da CNTE, Fátima Silva, relata que há uma militância envelhecida não só no Brasil. “Faço parte da direção da Internacional da Educação e quando a gente vai nas reuniões as pessoas falam: ‘a Fátima é nova’. Imagine o quanto o movimento sindical também está envelhecido na Europa e na América Latina, e o quanto é necessário políticas no sentido de trazer os jovens para dentro da militância”, analisa.

O assessor da secretaria de juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasil), Caio Montanari Marques Pereira, participou como convidado da reunião e apresentou alguns dados sobre o panorama internacional dos trabalhadores da juventude.

Ele explica que a baixa sindicalização, por exemplo, é um problema global, e afeta principalmente os jovens. “Se eles estão sindicalizados, não estão na direção ou nas atividades sindicais. Muitos estão em situação de contrato temporário, mas não têm uma representatividade. A gente precisa aumentar o diálogo com os precarizados e orientar que eles se sindicalizem”, recomenda.

O apoio ao emprego jovem é um dos eixos que foram discutidos no congresso da Confederação Sindical Internacional (CSI) realizado neste mês em Melbourne, Austrália. Segundo Caio Montanari, essa demanda aparece ao lado de outras como pleno emprego, geração de postos de trabalho decentes e seguros e transição climática justa com empregos qualificados.

No plano nacional, Caio Montanari avalia que o movimento estudantil precisa se engajar com os sindicatos e vice-versa. “Eles precisam saber primeiro que eles têm direitos, segundo que têm direitos que são garantidos por lei e outros que são garantidos com negociação. Depois, eles precisam saber qual sindicato os representa e como acessar esses sindicatos. Isso passa pelo processo educativo dos jovens”, descreveu.

Outro ponto apresentado por Montanari é a criação de uma cota mínima dos jovens para espaço de deliberação dos sindicatos. “Precisamos garantir 10% nas nossas federações cutistas. Essa é uma definição do 13º Congresso da CUT. Isso não é cumprido, primeiro porque não temos [quantidade suficiente de] jovens sindicalizados, e depois porque não é de conhecimento que existe essa determinação. E isso precisa ser revertido”.

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Conjuntura

A vice-presidente da CNTE, Marlei de Carvalho, reforçou o quanto é importante o papel do coletivo para pensar a renovação da categoria. “Aqueles que estão chegando agora nos sindicatos sofrem os processos mais intensos deste processo histórico de precarização – estão sem carreira, em contratos temporários – esses são a maioria dos jovens que entram na categoria, com menos direitos do que nós. Mesmo os concursados estão na luta pela manutenção dos direitos”, acrescentou.

O secretário de assunto jurídicos e legislativos da CNTE, Gabriel Magno, chamou a atenção para a necessidade de discutir o papel da juventude brasileira como um presente. “Hoje a juventude está num espaço mais precarizado, num mercado informal. É fundamental pensar renda para juventude, política de moradia… Essa população, diante do cenário de muita precarização, tem não só o futuro prejudicado, mas o próprio presente”, reflete.

A secretária de Finanças da CNTE, Rosilene Corrêa, acrescenta: “O que nós precisamos ter em mente é em como fazer para trazer a juventude. Não é só aqui nos sindicatos, mas também nos partidos políticos. Temos sim a ausência de concursos na nossa área, mas não podemos esquecer das condições precárias de trabalho dos jovens atualmente e do novo ensino médio que aprofunda essa triste realidade”.

Propostas

Para reverter esse cenário, Bruno Vital apresentou as seguintes sugestões de ações para os próximos anos: realizar uma pesquisa sobre a juventude trabalhadora em educação; promover curso de formação dos jovens trabalhadores em educação; e desenvolver ações para sindicalização de jovens. O detalhamento dessas propostas será apresentado na próxima reunião da direção da CNTE, em fevereiro de 2023.

 

Fonte: CNTE

Plano de Carreira: Sinpro convida para plenária dia 03/12

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convida toda a categoria para a plenária que começará a debater a reestruturação da nossa carreira. Esse encontro muito importante acontecerá no sábado 3 de dezembro, a partir de 8h30, no auditório da sede do Sinpro no SIG.

As discussões que serão realizadas pela categoria do magistério público do Distrito Federal oferecerão elementos para o debate no grupo de trabalho (GT) formado pelo GDF para a reestruturação da nossa carreira. O GT é composto por representantes do Sinpro-DF e da Secretaria de Educação.

As reuniões do GT já começaram a acontecer, e seu objetivo é debater avanços tanto na pauta financeira quanto nas condições de trabalho. A expectativa é de avançar na composição das tabelas salariais, tendo em vista a meta 17 do PDE, assim como aprofundar conquistas que impactem positivamente no exercício profissional de nossa categoria.

O grupo de trabalho deve produzir uma proposta para o quinto plano de carreira dos dos profissionais do magistério público do DF. A categoria está com salário congelado há oito anos, com perdas salariais significativas, que deverão ser superadas com a construção deste novo plano de carreira.

Debate fundamental

A plenária sobre a carreira do magistério público dará continuidade ao debate iniciado no primeiro semestre de 2022, com a campanha salarial. Em diversas assembleias, a categoria expressou para o GDF sua reivindicação por recomposição salarial.

Todos os planos de carreira sempre foram construídos com a participação da categoria. Assim, é muito importante a presença de todas e todos nesta primeira plenária, que deverá se desdobrar em outros encontros. A proposta da diretoria do Sinpro é que o debate aconteça também de forma descentralizada, para favorecer o máximo de participação possível..

A reestruturação do plano de carreira atingirá tanto efetivos quanto temporários, profissionais da ativa e aposentados. Por isso, a diretoria colegiada do Sinpro reforça o chamado e destaca que a participação de cada uma e de cada um é fundamental para a elaboração de uma proposta que traga avanços e que efetivamente responda às necessidades da educação pública e dos profissionais do magistério do DF.

 

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