Sinpro homenageia o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal pelos seus 61 anos

O Sindicato dos Bancários comemora 61 anos. Em nota divulgada em seu site, a entidade afirma que “o mês de novembro marca um momento importante na história da categoria bancária da capital federal”. O Sinpro parabeniza a categoria e o Sindicato dos Bancários por mais de seis décadas de luta e resistência e por ser exemplo da luta da classe trabalhadora no Distrito Federal.

Registrada em livro e, agora, em filme, a trajetória do Sindicato dos Bancários faz parte e se confunde com a história recente da capital do País e com a do próprio Brasil. “Essa trajetória do sindicato se confunde com a história da capital do país. Há muita semelhança, muitos processos, cuja contribuição se dá com a organização dos bancários”, afirmou Kleytton Morais, presidente da entidade. Essa luta inspirou o filme “Palco de Luta”, dirigido pelo premiado cineasta brasiliense Iberê Carvalho. https://youtu.be/Lq2FrZb6LPQ

Disponibilizado pelo Sindicato dos Bancários no seu canal do YouTube desde o dia 23 de novembro, o filme celebra esses 61 anos de luta como período de luta legítima representante dos bancários do DF e propõe uma reflexão sobre o futuro do trabalho a partir do mergulho na história de um dos mais atuantes sindicatos do Brasil. Carvalho faz uma viagem de volta ao passado com depoimentos de grandes personagens da história do sindicato.

O filme estreou no Festival de Cinema do Rio e ficou em cartaz no Cine Cultura do Liberty Mall. A obra cinematográfica “reforça a importância da luta coletiva e revela as inúmeras contribuições dos bancários e bancárias para as pautas da classe trabalhadora local e nacional”, registra a matéria no site dos Bancários. Confira o link no final deste texto.

Em 1961, um ano depois da inauguração da nova capital do Brasil, o Sindicato dos Bancários iniciou a organização da categoria no Distrito Federal. Na época, segundo informações do seu site, “teve seu requerimento atendido pelo então ministro do Trabalho, André Franco Montoro, conferindo à associação profissional o título de Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Brasília”.

Essa denominação, segundo a entidade, viabilizou uma maior organização dos trabalhadores. “A partir da mudança, confirmada pela carta sindical emitida em 22 de novembro de 1961, bancários e bancárias ampliaram sua atuação por direitos da categoria no âmbito nacional, avançando também para as discussões políticas no Brasil pré-ditadura militar”, informa.

A história da entidade também está disponível no livro “Sindicato dos Bancários de Brasília, uma história”, publicado em 2015. Na obra, os autores contam que o cenário à época era de muita dificuldade de organização e logística por falta de uma sede própria e pela estrutura de uma cidade recém-inaugurada. A Assembleia da categoria que aprovou a transformação da associação em sindicato, por exemplo, foi realizada na Escola Parque, na W3 Sul, em 28 de abril.

A diretoria colegiada homenageia o sindicato e ressalta a importância da luta dessa categoria na capital do País. A luta dos(as) bancários(as), assim como a dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais forma um longo e profundo capítulo da história recente da cidade e do País. O Sinpro deseja à entidade e aos(às) bancários(as) toda a força na luta e vida longa para uma entidade tão representativa para a população brasiliense.

 

SERVIÇO

Filme: “Palco de luta”
Diretor: Iberê Carvalho
Link:  https://youtu.be/Lq2FrZb6LPQ

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Nota da diretoria | Massacre de Aracruz: a escola como alvo da política do ódio

A diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza com os(as) familiares e com toda a equipe de educadores(as) da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Primo Bitti e do Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC), situadas em Aracruz, Espírito Santo, vítimas dos ataques a tiros de um ex-aluno da escola estadual, que tirou a vida de quatro pessoas – três professoras e uma estudante – e deixaram outras 12 feridas, algumas em estado grave.

Mais uma vez a escola é vítima do terrorismo neonazista. No mesmo dia do crime, a Secretaria de Segurança Púbica do Estado do Espírito Santo localizou o assassino e mostrou sua ligação com grupos terroristas neonazistas existentes no País. Segundo informações da SSP-ES, o atirador é filho de um policial militar, e entrou na escola estadual, abrindo fogo na sala de reuniões dos professores, na hora do recreio, atingindo, fatalmente, três professoras.

Duas faleceram no local do crime e, Flávia Amboss Merçom, professora de sociologia, faleceu horas depois. O Sinpro informa que, além de professora, Flávia era militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Em seguida, o atirador seguiu para o Centro Educacional Praia de Coqueiral, uma escola privada, e atirou em outras pessoas.  A ação do adolescente imita cenas quase que “cotidianas”  em escolas estadunidenses, país em que a venda de armas de fogo é liberada e a maioria dos políticos é financiada pela indústria bélica. Nesses locais, a escola é alvo predileto da política do ódio. O Sinpro vê com preocupação esse tipo de cena ocorrer no Brasil e teme pela vida dos(as) educadores(as) e estudantes de todo o País.

O atual governo federal rasgou o Estatuto do Desarmamento para favorecer empresários e indústrias armamentista, que precisam de uma sociedade em permanente estado de tensão para vender suas armas. Além disso, todos(as) sabemos, principalmente nós, os(as) educadores(as), que o Brasil está adoecido pelo ódio apregoado por ideologias fundamentalistas, ligadas ao nazismo, ao fascismo e, principalmente, aos Estados terroristas e milicianos. Em Estados dominados por essas ideologias, nenhum lugar é seguro para garantir a nossa própria vida e a de nossos(as) filhos(as).

É sempre bom lembrar que a escola é alvo constante de todo tipo de ataque, incluindo aí este que ocorreu em Aracruz, na véspera do Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. A data, que marca a luta das mulheres contra o feminicídio, o machismo e a misoginia, agora ficará na memória nacional como o dia da tragédia de Aracruz. Quantos ataques como esses serão necessários para que os(as) brasileiros(as) se deem conta de que ideologias que pregam o ódio e a liberação de armas é um projeto de dominação do qual todos(as) somos vítimas? Entendemos que, enquanto prevalecer o ódio apregoado por essas ideologias ninguém estará a salvo.

Diuturnamente, o Sinpro atua contra esse tipo de ideologia, denunciando todas as mazelas de grupos terroristas e revivendo a história do Brasil e do mundo para que todos(as) acessem as informações necessárias para combater esse tipo de doutrinação. O Sinpro avaliza a nota da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e afirma que a escola é sim o lugar para se refletir, criticamente, sobre a disseminação de ideologias do ódio e, juntamente com isso, a venda de armas de fogo. Uma das ações é a desmilitarização das escolas públicas como iniciativa para a pacificação da sociedade contaminada pelo ódio.

Para além dos muros das escolas, entendemos ainda que o Brasil precisa discutir urgentemente uma política nacional de desarmamento da população civil, dificultando e coibindo a posse de armas de fogo pelo cidadão comum, bem como a repressão total até a extinção de ideologias terroristas, como o nazismo, o fascismo, o Estado miliciano e sua vertente econômica: o neoliberalismo.

Assim, solidária à população. aos(às) educadores(as) e às famílias dos(as) estudantes de Aracruz, vítimas do ódio neonazista, a diretoria colegiada reforça seu compromisso com a defesa de uma sociedade mais justa, democrática e humanitária e uma escola com investimento público, capaz de oferecer não só uma educação gratuita, pública, democrática, laica, libertadora, crítica, de qualidade socialmente referenciada, mas também a segurança física por meio dos Batalhões  Escolares.

 

Brasília, 28 de novembro de 2022

Direção Colegiada do Sinpro-DF

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Sinpro informa que não haverá expediente na sede e subsedes nesta quarta (30)

A diretoria colegiada do Sinpro informa que não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato nesta quarta-feira, 30 de novembro de 2022, em virtude do feriado distrital do Dia do Evangélico.

Na quinta-feira, dia 1º de dezembro, o funcionamento da sede e das subsedes será normal.

27/11: Dia Nacional de Combate ao câncer

O Dia Nacional de Combate ao Câncer foi criado pela Portaria MS/GM nº 707/1988, e é celebrado em 27 de novembro com o objetivo de ampliar a conscientização e as informações da população brasileira sobre o câncer, principalmente sua prevenção.

A humanidade chega à terceira década do século XXI sendo capaz de curar algo entre 60% e 68% dos tipos de câncer – alguns tipos já chegam a 100% de cura. Para isso é necessário que sejam feitos todos os exames de prevenção. Ademais, um dos principais trabalhos da medicina oncológica, além de aumentar mais ainda a porcentagem de cura, é manter a qualidade de vida do paciente a despeito das reações aos medicamentos do tratamento e garantir sua recuperação no pós-tratamento.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o câncer é a segunda doença que mais mata no mundo: cerca de 9,6 milhões de óbitos por ano. Em 25 anos, será a principal, uma vez que a própria OMS informa que a cada ano surgem 12,4 milhões de novos casos por ano.

Aqui no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima o surgimento de 704 mil novos diagnósticos da doença a cada ano entre 2023 e 2025, com maior incidência de cânceres de mama feminino, de próstata e de cólon e reto.

Segundo o Inca, os tipos de tumor mais incidentes no país são tumores de pele não melanoma (31,3% dos casos), de mama feminino (10,5%) e de próstata (10,2%) como os mais incidentes no país no próximo triênio, seguidos dos casos de cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%).

Nos tumores que mais atingem homens, o de próstata é predominante em todas as regiões do país, mas fica atrás dos casos de câncer de pele não melanoma.

Prevenção é a solução

Parar de fumar, evitar o sedentarismo, modificar hábitos alimentares, usar protetor solar (no rosto e no corpo) são hábitos que podem reduzir em até 33% as mortes por câncer. Fazer exames preventivos periódicos também é uma atitude muito importante, principalmente em indivíduos com forte história familiar e risco aumentado.

“Para a mulher é essencial fazer exames preventivos. Mamografia uma vez por ano a partir dos 40 anos reduz a mortalidade por câncer de mama em 30%; papanicolau e colonoscopia também são importantes para a prevenção de câncer de colo de útero e outros tipos de cânceres colorretais. Prevenção é a palavra-chave para cuidar da saúde”, diz Elbia Pires, coordenadora da secretaria de assuntos de saúde de trabalhador do Sinpro.

É importante lembrar que os e as profissionais do magistério público do DF, efetivos ou temporários, têm direito a um dia por ano de licença para realização de exames preventivos de próstata, mama e colo de útero, bem como doação de sangue.

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TV Sinpro mostra Com quantos povos se faz o Brasil

A celebração de toda riqueza étnico-cultural do Brasil tem destaque especial no TV Sinpro do dia 30 de novembro. Trazendo todo sincretismo existente nos quatro cantos do nosso país, a Escola Classe 11 de Sobradinho realizou a Festa das Regiões, que este ano trouxe como tema Com quantos povos se faz o Brasil.

De acordo com a diretora da escola, Ilza Paula, cada ano escolar estuda uma região e a partir das pesquisas realizadas os(as) estudantes debatem a cultura, alimentação, belezas e geografia das regiões. “É um momento de aprendizagem muito rico. É o ponto alto do nosso projeto pedagógico, pois os alunos conhecem mais sobre a pluralidade cultural do nosso país, além de pesquisar a origem dos seus ancestrais e de sua própria origem”, explica Ilza, complementando que toda a arrecadação da festa é revertida para a Semana da Criança.

Durante a festa, que é esperada pela comunidade escolar durante todo o ano, os(as) estudantes realizam uma série de apresentações de Catira, Bumba meu boi, Parintins, Siriri e outras manifestações folclóricas com temas das regiões estudadas. “Hoje é um dia de festa, um dia de alegria, um dia para celebrar a riqueza étnico-cultural do nosso país. A EC 11 abre as portas para celebrar toda essa riqueza cultura do nosso país com uma festa tradicional na nossa comunidade. Hoje o tema da nossa festa é um tributo aos nossos povos originários e a outros povos que vieram se unir a nós, formando a nossa identidade cultural”, salienta a professora Roberta Andrade.

O TV Sinpro vai ao ar às 19h, na TV Comunitária, no Youtube e no Facebook do Sinpro-DF. Não perca!

 

CNTE aponta prioridades para a Educação à equipe de transição do governo Lula

CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) apresentou cerca de 30 ações imediatas para a educação ao GT Educação da equipe de transição do governo Lula. Entre elas, a revogação da Emenda Constitucional 95 (Teto de Gastos), a revogação do Programa Nacional das Escolas-Cívico Militares e o fim da tramitação da reforma Administrativa (PEC 32/2020). Os pontos estão reunidos no documento apresentado em reunião realizada nessa terça-feira (22/11).

Membros da diretoria da CNTE e do GT de Educação da equipe de transição do governo Lula

 

“Nosso documento pede a retomada das políticas de educação que estavam em curso em 2016, ano em que veio o golpe e destruiu tudo. O próximo ministro da educação vai ter que ter um diálogo mais permanente com a sociedade brasileira, com as entidades representativas de classe e os estudantes, porque a educação é uma das pautas prioritárias da sociedade. Este é só o primeiro momento de diálogo com a equipe de transição, o que nós nunca tivemos nestes quase quatro anos de governo Bolsonaro”, afirma a secretária-geral da CNTE, Fátima Aparecida da Silva.

O documento destaca a conjuntura política atual e mostra a necessidade da “revogação da estrutura e de instrumentos anacrônicos e reacionários em âmbito da administração federal, e com repercussões nos sistemas de ensino”, isso para “resgatar as políticas de promoção da educação pública interrompidas com o golpe e a eleição de Bolsonaro”.

Entre as revogações, está a da Emenda Constitucional 95, que impõe teto de gastos a setores sociais essenciais. Para a CNTE, com a EC 95 “se torna impossível implementar as políticas de inclusão social e de valorização dos serviços públicos que o país tanto necessita”.

A Confederação ainda aponta a urgência do fim do Programa Nacional das Escolas-Cívico Militares, que implementa as escolas militarizadas. “Além de comprometer a gestão democrática, o Pecim afronta a profissionalização dos/as educadores/as, promove seletividade no financiamento e evasão de estudantes não alinhados às regras militares, e desrespeita a pluralidade cultural e curricular da educação pública”, justifica a CNTE. O documento entregue ao GT de Educação ainda pede combate aos projetos de Educação Domiciliar (homeschooling) e o Escola sem Partido, que estão em debate no Congresso Nacional e no Poder Judiciário.

O documento, que alerta que “as políticas permanentes do futuro governo Lula devem se pautar nas metas do Plano Nacional de Educação”, divide as demandas de implementação em três eixos: Gestão Democrática; Financiamento; e Valorização Profissional. Neles estão questões como financiamento e a valorização profissional; recomposição do Fórum Nacional de Educação; promoção do CONAE 2023; e a derrubada dos vetos afetos à recomposição das verbas do Fundeb (estima-se em mais de R$ 26 bilhões a perda do Fundeb com a LC 194).

A CNTE encerra o documento afirmando que, além das contribuições apontadas, a Confederação encaminhará novas pautas à futura gestão do Ministério da Educação, que serão aprovadas na 4ª Plenária Intercongressual da entidade, agendada para 2023.

Acesse AQUI a íntegra do documento da CNTE entregue à equipe de transição do governo Lula

Com informações da CNTE

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Sinpro informa que expediente na sede e subsedes será reduzido nesta segunda (28)

Em virtude do jogo da seleção brasileira de futebol masculino na Copa do Mundo de 2022, a diretoria colegiada do Sinpro informa que o expediente na sede e nas subsedes do sindicato se encerrará às 12h nesta segunda-feira, 28 de novembro de 2022.

Voltamos às atividades regularmente na terça-feira, dia 29.

Fim da violência contra as mulheres exige políticas públicas transversais

No próximo dia 25 de novembro, milhares de mulheres vão às ruas do mundo inteiro, no Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. No DF, também há programação prevista para a data. Mas o empenho não é pontual. Para a coordenadora da secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras, Mônica Caldeira, a luta pelo fim da violência contra as mulheres deve ser uma pauta estrutural e permanente, passando, necessariamente, pela educação.

“Com o resultado das eleições, a expectativa é que tenhamos avanço na garantia de instrumentos e equipamentos que preservem a vida e garantam os direitos das mulheres. Afinal, foi derrotado um governo que não tem vergonha nenhuma em ser titular de discursos e práticas machistas. Isso não quer dizer que podemos arrefecer a luta. Ao contrário, nosso papel é intensificar o movimento, mostrando que, enquanto nossa pauta não for atendida, não teremos democracia consolidada”, diz a dirigente sindical.

Mônica Caldeira avalia que a atuação dos movimentos sociais é determinante para que o poder público implemente políticas públicas para o segmento. Segundo ela, isso é insubstituível para “construir um Brasil que respeite as mulheres”. Tais políticas, entretanto, na avaliação da dirigente sindical, devem ser formuladas e aplicadas de forma transversal com outros setores sociais, como saúde, trabalho e, sobretudo, educação.

“Nosso Currículo em Movimento traz alguns direcionamentos que vão ao encontro do que pleiteamos. Mas é necessário mais. A política educacional brasileira foi solidificada sobre o patriarcalismo e o sexismo. É necessário, então, que haja investimento e comprometimento com uma educação que rompa com essa trajetória e seja eficaz na contribuição da formação de crianças e adolescentes antimachistas”, reflete.

Mônica Caldeira, coordenadora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, na Oficina Pedagógica Maria da Penha Vai às Escolas.

 

Teoricamente, o DF prevê a consolidação do que reivindica a dirigente do Sinpro-DF. O II Plano Distrital de Políticas para as Mulheres (PDPM) apresenta em seus nove eixos uma série de objetivos específicos, metas e ações para combater todas as formas de violência contra as mulheres. O eixo 4 trabalha a temática de forma específica, mas o combate à violência contra as mulheres é abordado de forma transversal nos demais eixos do PDPM, como o eixo 2 – Educação para a Igualdade. O documento prevê, por exemplo, a construção de mais equipamentos de atendimento às mulheres vítimas de violência; formação permanente de agentes públicos sobre a questão da igualdade de gênero; e a implementação de programas que fomentem a educação para os direitos humanos. Mas, na prática, não é isso que acontece.

A secretária de Mulheres da CUT-DF (Central Única dos Trabalhadores), Thaísa Magalhães, afirma que foi feita uma série de denúncias ao Conselho da Mulher sobre a deficiência do sistema de amparo às mulheres do DF vítimas de violência. “Tanto a Secretaria da Mulher do DF como o próprio governador Ibaneis Rocha dizem que os índices estão bons, que tudo tem melhorado e que se faz o que é possível fazer. Mas não é assim. As Casas Abrigo não funcionam, não há servidores especializados nas Delegacias de Mulheres para atender as vítimas de violência. Em 2019, ano em que foram registrados 34 casos de feminicídio no DF, o maior da história, a Secretaria de Políticas para as Mulheres não tinha estrutura e nem mesmo plano de ação”, afirma a dirigente cutista.

Assim como para a diretora do Sinpro Mônica Caldeira, Thaísa Magalhães avalia a necessidade de as políticas públicas para as mulheres serem construídas de forma integrada com os demais setores sociais. “É necessário que haja um programa integrado com a secretaria de Saúde da mulher, principalmente às mulheres da periferia. Precisa ter um programa integrado também com a Secretaria de Educação, para que haja investimento e comprometimento para uma educação por igualdade de gênero. Precisa ter programa integrado com a Secretaria de Trabalho, para coibir, por exemplo, o assédio nos locais de trabalho”, exemplifica.

No DF, as mulheres representam 52% dos habitantes: formam um grupo de 1,6 milhões de pessoas. Mesmo sendo maioria, são alvo sistemático da violência. Aqui, a cada 34 minutos, uma mulher é agredida. Comparado com 2020, o ano de 2021 registrou crescimento de mais de 47% no número de feminicídios. Em 2022, foram 15 casos confirmados de feminicídio e 1.177 casos de violência doméstica registrados, apenas no mês de julho. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública.

Regina Célia (esquerda) e Silvana Fernandes, diretoras da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, na Oficina Pedagógica Maria da Penha Vai às Escolas.

 

Iniciativa
O Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres está inserido na campanha dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, encampada também pelo Sinpro-DF.

Como parte das ações da campanha, a secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras realizará nesta sexta-feira (25/11) panfletaço na Rodoviária do Plano Piloto, ao lado do BRT, a partir das 16h30.

A pasta também realizou as Oficinas Pedagógicas Maria das Penha Vai às Escolas, que teve como objetivo instrumentalizar professores e professoras para a exposição em sala de aula da principal lei de combate à violência contra as mulheres.

Internacionalmente, os 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres começam dia 25 de novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres, e termina no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, totalizando 16 dias de ativismo. No Brasil, a campanha começa dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, para enfatizar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022, no Brasil, a cada sete horas uma mulher é vítima de feminicídio, e a cada dez minutos uma mulher e estuprada.

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Sinpro lança caderno “É preciso ser antirracista” dia 29/11

No próximo dia 29 de novembro, terça-feira, às 19h, a Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF lança o caderno É preciso ser antirracista, em evento na sede do sindicato, no SIG (Plano Piloto). A publicação foi produzida como material de apoio a práticas pedagógicas de enfrentamento e combate ao racismo na escola; seguindo as diretrizes da lei 10.639/2003 – que inclui o ensino de história e cultura afro-brasileiras nos currículos oficiais.

O caderno foi elaborado pelo professor Adeir Ferreira Alves e pelas professoras Aldenora Conceição de Macedo e Elna Dias Cardoso, e realizado em parceria com o Sinpro. Ele traz informações importantes como dispositivos legais que respaldam, orientam e determinam o trabalho antirracista na escola; datas importantes para a luta antirracista; expressões racistas que devem ser extintas; e conceitos importantes dos estudos antirracistas.

Além disso, o caderno traz diversas sugestões para se trabalhar o combate ao racismo dentro das salas de aula, nas diversas disciplinas; e orientações para desenvolver práticas pedagógicas de reconhecimento e valorização das contribuições da população negra. “Os objetivos desse trabalho são: oferecer uma ferramenta didática; ser um suporte teórico-conceitual; atender à lei 10.639/2003 como instrumento de capacitação; e oferecer conteúdo qualificado com linguagem acessível”, explica o professor Adeir Ferreira Alves, um dos autores da publicação. “Quero agradecer, em nome da equipe técnica, pela parceria com a Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF, pela oportunidade de propor uma prática de educação antirracista e de combate ao racismo institucional”, ele destaca.

O lançamento do caderno acontece em meio às celebrações do Dia da Consciência Negra. O evento terá a participação dos três autores e da coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF, Márcia Gilda. “O caderno foi um grande presente que Adeir, Aldenora e Elna nos propiciaram, pois se traduz num importante instrumento de combate ao racismo”, comemora Márcia Gilda. “Seu conteúdo foi baseado em muitas pesquisas, e ele certamente vai instrumentalizar nossa categoria para implementar uma educação antirracista de forma multidisciplinar”, completa ela.

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Projeto Vida e Água é homenageada pela luta em prol das 47 ARIS no DF

O que para muitos é um elemento básico, natural, para tantos outros a água tem sido uma fonte de reivindicação e de muita luta. Segundo dados da Caesb, cerca de 30.551 mil habitantes não têm acesso à água e o esgoto de 278.019 mil brasilienses não é coletado em plena capital federal. Neste contexto, a Universidade de Brasília (UnB) criou o projeto Vida & Água para as ARIS, com o objetivo de mostrar a dura realidade daqueles(as) que não usufruem de saneamento básico.

Em reconhecimento à importância do projeto na vida de milhares de brasilienses, a UnB foi homenageada nesta sexta-feira (25), durante audiência pública realizada no Plenário 3 da Câmara Federal. O projeto é uma iniciativa que tem o objetivo de chamar a atenção e mobilização de políticos, eleitores, da sociedade em geral e da opinião pública sobre a gravidade da situação, em termos de violação dos Direitos Humanos e Sociais, que vivem as pessoas moradoras das 47 Áreas de Regularização de Interesse Social (ARIS).

Segundo estudos, as 47 ARIS no DF convivem hoje com um total de 200 mil pessoas sem acesso à água potável e tratada, em plena sindemia da Covid-19 no DF, caracterizada pelo agravamento socioambiental. A situação foi agravada pela concentração de casos de dengue e outras doenças, que nas ARIS vem impulsionando os indicadores de mortalidade e contaminação por serem áreas com pouca presença do Estado por meio de seus equipamentos públicos. “Hoje tivemos a oportunidade de conhecer a realidade de outros territórios, além da importância da escuta representada por diferentes vozes, relatando suas experiências. O projeto Vida e Água nos proporciona sentir, ouvir, lutar por nossos direitos, quando entendemos a importância de cada experiência”, sinaliza o professor da UnB, Perci Coelho de Souza.

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