Narrativas decoloniais: intercâmbio de saberes entre professores

Entre os dias 5 e 7 de dezembro, o Auditório da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (AdUnb) e a Faculdade de Educação da UnB recebem o III Narrativas Interculturais Decoloniais e Antirracistas em Educação. O evento reúne professores e professoras do ensino superior, da educação básica e em processo de formação, bem como educadores(as) populares, mestras e mestres do conhecimento tradicional, artistas, pesquisadores (as) e intelectuais de dentro e de fora da academia, para o intercâmbio de saberes e práticas educativas de forma intercultural, decolonial e antirracista.

O evento tem se consolidado como um espaço de valorização de conhecimentos contra-hegemônicos – especialmente aqueles provenientes da tradição oral e das zonas periféricas do mundo –, bem como de reconhecimento e visibilização positiva dos sujeitos que os produzem, dentre os quais se destacam intelectualidades negras, quilombolas, LGBTQIA+, indígenas, crianças e pessoas com deficiência.

A Profa. Dra. Ana Tereza Reis da Silva (Gpdes/UnB), junto com seu grupo de pesquisa, é a coordenadora geral do evento e conta, para esta edição, com a parceria de redes de pesquisa da UnB – (Imagem (e)m Cena (IDA/UnB), Afeto (UnB), GECRIA (IL/UnB/CNPq), Semillero Brasil (FE/UnB), Mespt/UnB – e de outras universidades do Brasil e do exterior  – GIASE/UV/México, Núcleo Takinahak/UFG, GEPHADA /UFS. Conta também com a colaboração de várias outras entidades, dentre elas o Sinpro-DF.

 

Banca póstuma de doutoramento

No dia 7 de dezembro, às 9h na Faculdade de Educação da UnB, o Grupo de Pesquisa Educação, Saberes e Decolonialidades (Gpdes) fará uma homenagem póstuma ao professor Alberto Roberto Costa, que foi professor de artes em várias escolas da SEE-DF, dentre elas, Escola Parque 308 Sul, Elefante Branco, CEF 1 e CED 6, essas últimas no Gama. Atuou também na Coordenação Regional de Ensino do Gama (CRE). O professor Alberto faleceu de Covid no último dia 23 de dezembro, quando estava prestes a concluir sua tese de doutoramento.

Durante o III Narrativas Interculturais Decoloniais e Antirracistas em Educação, o Gpdes fará a defesa da tese de doutoramento do professor Costa, intitulada Os quilombismos do jogo de búzios: filosofia de ifá, afroestética e pedagogias antirracistas em terreiros de candomblé. A banca de doutoramento é composta por sua orientadora, a profa. dra. Ana Tereza, mais os professores Nelson Inocêncio e Jorge das Graças Veloso e a professora Luciana Hartmann. O Babá Renato de Logunedé, da Casa de Axé Asé Odè Omi Lodé, é o convidado especial da banca. 

 

Partilhas, narrativas, trocas de experiências e saberes

Haverá sessões de partilhas de narrativas de pessoas convidadas; as Oficinas “Conhecimento na prática”, com a partilha de vivências decoloniais; os Conversatórios que reúnem pessoas que desejam troca de saberes decoloniais, tendo como fio condutor a educação. Haverá ainda sessões ritualísticas conduzidas por indígenas, mestres e mestras do conhecimento tradicional e de matriz afrodescendente.

É um novo modo de realizar evento acadêmico na universidade, uma vez que o foco está na linguagem decolonial, em encontros insurgentes, em saberes multifacetados e em uma reunião de vozes diversas. Confirma a programação completa no site do evento

Novembro Azul: diagnóstico inicial é decisivo para o combate ao câncer de próstata

Em vídeo produzido pelo Sinpro, os diretores Rodrigo Teixeira e João Braga, da Secretaria de Saúde do sindicato, chamam a atenção de professores e orientadores educacionais para a necessidade da prevenção ao câncer de próstata. A ação integra a campanha Novembro Azul, movimento internacional para a conscientização sobre o câncer de próstata e a importância do diagnóstico precoce.

Os dois diretores destacam que a doença mata muitos homens no Brasil e no mundo, e o maior vilão para isso é o preconceito. “A maioria dos casos que poderiam ser tratados logo de início acabam se tornando fatais”, aponta Rodrigo. Os dados apontam que a chance de cura é de mais de 90%, quando a doença é detectada cedo.

O diagnóstico inicial é fundamental para o combate ao câncer de próstata. Quando detectada precocemente, a doença tem muito mais chances de cura. “Não precisamos procurar o médico somente se aparecerem sintomas”, alerta João. Homens com mais de 50 anos devem manter acompanhamento frequente com urologista. Aqueles que pertencem ao grupo de risco – homens negros, obesos ou com casos na família – devem fazer o acompanhamento a partir dos 45.

Fique atento! Professores e orientadores educacionais têm direito a um dia de abono para realizar o exame de próstata.

Assista ao vídeo:

MATÉRIA EM LIBRAS

TV Sinpro especial chama para panfletaço pelos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres

Nesta quinta-feira (24/11), às 10h, o TV Sinpro especial recebe as professoras Olgamir Amancia e Rosilene Corrêa Elas conversam com as integrantes da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, Mônica Caldeira, Silvana Fernandes e Regina Célia, sobre os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, que no Brasil acontece a partir de 20 de novembro, dia da consciência negra, para enfatizar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

Há muito o que conversar sobre esse tema. Em 2021, só no Brasil, uma mulher foi assassinada a cada 7 horas no Brasil, e a cada 10 minutos, uma mulher (ou menina) foi estuprada. Há que se compartilhar as histórias, denunciar agressores e, principalmente, descobrir como parar com essa escalada.

Para isso, no dia 25 de novembro (próxima sexta-feira), a partir das 16:30, o Sinpro-DF, em parceria com a CUT-DF, fará um panfletaço pelo fim da violência contra as mulheres na plataforma inferior da Rodoviária do Plano Piloto, virado para o Congresso Nacional.

E o TV Sinpro especial será na quinta-feira, dia 24/11, às 10h, na TV comunitária e nas redes do Sinpro. Não perca!

 

Sinpro realiza seminário “Curto-circuito no ensino: que nossos afetos não nos matem, nem morram”

O Sinpro-DF convida professores(as) e orientadores(as) educacionais para o seminário Curto-circuito no ensino: que nossos afetos não nos matem, nem morram, a fim de discutir a violência sob a ótica da saúde. O evento acontece na sede do Sinpro no SIG, dia 25 de novembro, sexta-feira, e é realizado em parceria com o Instituto Olhos da Alma Sã, organização não-governamental que atua na área da saúde mental.

Diversos(as) especialistas falarão sobre temas como violência juvenil e imaginário; serviços públicos na atualidade; o fenômeno da psicologia das massas; o psicopedagógico nos tempos atuais; e um olhar bioético sobre a violência. Para participar, é preciso se inscrever pelo link: https://sinpro25.sinprodf.org.br/seminario-da-saude-2/.

Para Élbia Pires, coordenadora da Secretaria de Saúde do Trabalhador do Sinpro, é importante abrir espaços para refletir sobre o sofrimento psíquico e o enfrentamento da violência. “No momento em que registramos crescimento do adoecimento psicológico e mental na nossa categoria, precisamos pensar caminhos para superar esse sofrimento, elaborar propostas para contribuir com o bem-estar dos profissionais do Magistério e da sociedade como um todo, e combater a violência”, afirma ela.

Confira programação e palestrantes do seminário:

13h30 – Acolhimento
Élbia Pires – diretora da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador Sinpro/DF

14h – A saúde mental pelos Olhos da Alma Sã
Daniele Scandiucci de Freitas – doutora em Biologia (UnB), especialista em Psicologia Analítica e supervisora clínica junto ao Instituto Olhos da Alma Sã

14h20 – Um olhar bioético sobre a violência
Flávia Aparecida Squinca – doutora em Ciências da Saúde (UnB), assistente social da Articulação de Redes para Prevenção e Promoção da Saúde (CoREDES) da Diretoria de Atenção à Saúde Universitária (DASU) do Decanato de Assuntos Comunitários (DAC)

14h50 – Violência juvenil e imaginação: a necessidade de um espaço psíquico para a elaboração dos conflitos
Ezequiel Nogueira Braga – psicólogo clínico e psicoterapeuta, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP

15h10 – Serviços públicos na atualidade: o que o cidadão espera de nós?
Marina Figueiredo Moreira – PHD em Sciences de Géstion pela Université Aix-Marseille (França) e em Administração pelo PPGA/UnB, pós-doutora em Business pela University of Nottingham (UK), e coordenadora-adjunta do Mestrado Profissional em Administração Pública da UnB

15h30 – O fenômeno da psicologia de massas
Guilherme S. Labarrere – psicólogo, especialista em Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung

15h50 – Um olhar psicopedagógico em tempos atuais
Marcia Melo – graduada em Psicologia Clínica (UniCeub), com especialização em arteterapia de orientação Junguiana (IJEP) e em Psicodinâmica do Trabalho (UNB)

16h10 – Perguntas e respostas

17h – Encerramento

 

Matéria em Libras:

 

Hoje é dia do Sinpro no cinema

Hoje, 24/11, é dia do Sinpro no cinema, no Liberty Mall. Toda quinta-feira, você, professor(a) e orientador(a) educacional,  paga 10 reais na entrada, com direito a um acompanhante que pagará também o mesmo valor.

Para aproveitar o benefício, é preciso ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Esqueceu a carteirinha? Não tem problema. Você pode apresentar o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

 

Confira a programação:

 

 

 

Bolsonaro volta ao trabalho, após PSOL denunciar abandono de emprego

Os parlamentares do PSOL alegam que enviaram notícia-crime à PGR porque desde a derrota para Lula, o presidente “tem apresentado exagerada ausência do cargo e de suas funções”. Foram 20 dias sem trabalhar 

 

 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou ao trabalho, nesta quarta-feira (23), após a bancada do PSOL de São Paulo enviar à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma notícia-crime em que acusa o presidente de abandono de cargo público. Se Bolsonaro fosse trabalhador da iniciativa privada já teria sido punido pela empresa e se faltasse ao trabalho mais dez dias sem apresentar justificativa, seria demitido por justa causa.

 

 

A volta ao trabalho coincide também com mais uma ação golpista. Bolsonaro voltou ao Palácio do Planalto, seu local de trabalho, um dia após os dirigentes do PL obedecerem suas ordens e apresentarem um relatório golpista em que pede a invalidação de votos depositados em urnas de modelos anteriores a 2020. Detalhe, o pedido do PL se refere apenas ao segundo turno da eleição, nada fala sobre o primeiro turno quando elegeu a maior bancada do Congresso Nacional, apesar das urnas serem as mesmas.

 

 

O presidente faltou ao trabalho do dia 3 ao dia 22  de novembro. No dia 3, deu uma passada no Palácio do Planalto para se reunir rapidamente com o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB).

 

 

Leia mais: Bolsonaro trabalhou 24 minutos por dia até 1º/10. Depois da derrota, menos que isso

 

 

A iniciativa de enviar notícia-crime à PGR foi do   deputado estadual Carlos Giannazi, do vereador da capital Celso Giannazi e da primeira suplente do partido em São Paulo para a Câmara dos Deputados, Luciene Cavalcante, segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S Paulo.

 

 

De acordo com a nota, os signatários da notícia-crime afirmam que, desde a sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente da República “tem apresentado exagerada ausência do cargo e de suas funções”.

 

 

Além do recebimento de notícia-crime pela PGR, Carlos Giannazi, Celso Giannazi e Luciene Cavalcante pedem a abertura de um inquérito civil para que seja investigado eventual ato de improbidade administrativa.

 

 

A única informação sobre o motivo das faltas de Bolsonaro ao trabalho foi dada pelo vice-presidente Hamilton Mourão que, em conversa com jornalistas, disse que Bolsonaro tinha uma ferida na perna e não podia usar calça comprida. O diagnóstico de erisipela, uma doença infecciosa na pele considerada mais comum em pessoas com problemas de circulação ou diabetes, na semana seguinte à eleição não foi confirmado oficialmente pelo presidente.

A educação tem papel decisivo para o combate à violência contra as mulheres, afirma dirigente da CNTE

O Brasil é um dos países que mais mata mulheres no mundo e esse tipo de violência a cada dia aumenta, principalmente os feminicídios. Na busca por uma sociedade igualitária, com mais respeito e melhoria das condições de vida, a educação pode ser decisiva para o combate a violência contra de gênero.

A Secretária de Relações de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Berenice D’Arc Jacinto, explica que a escola tem um papel fundamental na construção de sujeitos que possam compreender a realidade social do país. “A educação pode e deve ajudar muito no processo de construção de personalidades, construção do sujeito que compreende seu papel social e, entre elas, está o papel e a importância da mulher na luta contra a violência”, diz.

O Brasil ocupa a 5ª colocação no ranking mundial de feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Esse é um fenômeno mundial que vitimiza mulheres todos os dias, consequências da discriminação estrutural e da desigualdade de poder.

Para a dirigente, o aumento no número de feminicídio no Brasil é resultado da destruição das políticas públicas dos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), e a escola, com apoio do Estado, pode ajudar nesse debate.

“Certamente, a escola é um espaço de debate e de construção de ideias, de não à violência contra a mulher, não ao racismo, não à homofobia, entre outros tipos de preconceito. A escola tem um grande papel de ajudar no debate da violência doméstica”, explica Berenice, que complementa: “Nós precisamos construir no Brasil inteiro a esperança, a esperança do novo MEC e da construção de um ministério da mulher que a gente possa construir políticas na educação e acabar com este ciclo de violência, diferente do governo Bolsonaro. Porque o que nós tivemos nos últimos anos foi um desmonte da política nacional para mulheres”.

Armamentismo e feminicídio

Um estudo divulgado pelo Instituto Sou da Paz em agosto de 2021 identificou que a arma de fogo foi o instrumento responsável por 51% das mortes de mulheres brasileiras entre 2000 e 2019. Em 2021, a arma de fogo foi o instrumento que provocou 65% das fatalidades de mulheres, de acordo com o Anuário 2020 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Berenice responsabiliza o governo Bolsonaro pela política armamentista. “A gente viu o crescimento do feminicídio, hoje o Estado tem uma política de armar a população, e a gente percebe como é importante o papel da escola na contrapartida desse debate”.

21 dias de ativismo contra a violência às mulheres

Mulheres do campo e da cidade, trabalhadoras da educação de todo país participam dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres, que começou no último domingo (20). O Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher será dia 25 de novembro, mas a campanha só termina em 10 de dezembro. A programação vai contar com palestras, apitaço, campanhas de enfrentamento da violência contra as mulheres, serviços de autocuidados, momentos culturais, atendimento multidisciplinar, entre outras ações.

>> Trabalhadoras da educação organizam os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres

 

 

 
 
 
 
 
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Audiência pública faz homenagem à UnB pelo projeto Vida e Água para as ARIS

A Universidade de Brasília (UnB) será homenageada por meio de uma Audiência Pública em reconhecimento ao trabalho realizado pelo projeto Vida & Água para ARIS durante a sindemia da Covid-19. O evento será realizado nessa sexta-feira (25), às 10h, no Plenário 3, Anexo II, da Câmara Federal. A audiência será transmitida ao vivo pelo Canal da Câmara dos Deputados no YouTube.

O projeto é uma iniciativa que tem o objetivo de chamar a atenção e mobilização de políticos, eleitores, da sociedade em geral e da opinião pública sobre a gravidade da situação, em termos de violação dos Direitos Humanos e Sociais, que vivem as pessoas moradoras das 47 Áreas de Regularização de Interesse Social (ARIS). Por definição, segundo o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), as ARIS são constituídas de moradores de baixa-renda, ou seja, pessoas que ganham até 5 salários mínimos. Essas áreas sofrem com o descaso do Estado e foram identificadas e caracterizadas pela Lei Distrital do PDOT desde 2009, em conformidade e cumprimento do Estatuto das Cidades de 2003 e da Constituição Federal de 1988.

Neste ponto, cabe ressaltar que o projeto Vida & Água para ARIS, da UnB, em execução desde abril de 2020, apurou dados e informações inéditas sobre as ARIS, muitas delas em consonância com os dados oficiais da própria CAESB. Segundo esses estudos, as 47 ARIS no DF convivem hoje com um total de 200 mil pessoas sem acesso à água potável e tratada, em plena sindemia da Covid-19 no DF, caracterizada pelo agravamento socioambiental. A situação foi agravada pela concentração de casos de dengue e outras doenças, que nas ARIS vem impulsionando os indicadores de mortalidade e contaminação por serem áreas com pouca presença do Estado por meio de seus equipamentos públicos.

 

Ex-dirigente do Sinpro, Antonio Lisboa é presidente-adjunto da CSI

O professor da rede pública de ensino do DF Antônio Lisboa assumirá a presidência-adjunta da Confederação Sindical Internacional (CSI) – a maior federação de sindicatos do mundo – nos próximos quatro anos. Secretário de Relações Internacionais da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Lisboa foi eleito ao cargo durante o 5º congresso da CSI, realizada em Melbourne, Austrália, de 17 a 22 de novembro.

“Muita honra de ter sido eleito presidente-adjunto da CSI. É uma grande responsabilidade que envolve a representação de 210 milhões de trabalhadores de todo o mundo”, afirmou Antonio Lisboa.

A CSI tem como princípio fazer frente ao capital globalizado para, a partir de pressão e fiscalização, garantir direitos da classe trabalhadora em todo mundo. Além disso, a Confederação atua para implementar tais direitos nos países onde esse tipo de legislação inexiste.

Nesse 5º Congresso, o tema central foi o futuro do planeta frente às condições econômicas. Para os delegados sindicais, “o mundo está à beira de uma crise econômica histórica com resultados desastrosos para os trabalhadores em todas as regiões, a menos que os governos implementem urgentemente um novo contrato social”.

Encabeça a nova direção da CSI o italiano Luca Visentini, presidente da ETUC (European Trade Union Confederation), que assumiu o cargo de secretário-geral. O congresso da CSI contou com cerca de mil delegados sindicais de mais de 120 países, sendo a maioria (50,8%) mulheres. Mais de 200 organizações de trabalhadores participaram do encontro.

Antônio Lisboa
O novo presidente-adjunto da CSI, Antônio Lisboa, foi membro da diretoria do Sinpro-DF de 1989 a 1995, voltando a integrar a direção do sindicato de 2001 a 2009, quando dirigiu as maiores greves da história da categoria.

Cearense, o filho de agricultores familiares é professor da rede pública do DF e também Secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores, onde vem atuando pela luta internacional da classe trabalhadora.

Antonio Lisboa chegou a Brasília aos 12 anos. Ele trabalhava de dia para ajudar no sustento da família e estudava à noite. Foi na escola que iniciou sua militância, como membro do movimento estudantil nos anos finais da ditadura.

Com informações da CUT Brasil

 

 

 

 

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Ações interventivas levam EC 01 da Candangolândia a ser destaque no Distrito Federal

A equipe de educadores(as) da Escola Classe 01 da Candangolândia(EC 01 da Candangolândia) está feliz da vida. Seu esforço para melhorar a capacidade da escola de promover o ensino-aprendizagem foi reconhecido. Além de ter alcançado a nota 6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2021, a escola foi classificada pelo site QEdu, do governo federal, como destaque da região da capital do País, ficando entre as seis que mais se desenvolveram em 2021, apesar da pandemia da covid-19. O resultado do Ideb 2021 foi divulgado em setembro deste ano.

Esse reconhecimento ocorre 13 anos depois de a escola ter tido uma das piores notas na avaliação. De 2009  a 2021 — respectivamente, ano em que tirou uma nota muito ruim no Ideb e chegou a ser categorizada como uma das piores da região e ano do reconhecimento do esforço —, a equipe utilizou ações pedagógicas interventivas para recuperar a reputação da escola e, mais do que isso, assegurar sua capacidade de promover o ensino-aprendizagem entre seus(as) 320 estudantes.

Drika Galeno, diretora da escola, conta que o resultado foi divulgado em setembro deste ano, mas a nota se refere aos testes realizados em 2021. A escola tirou 6.2 no Ideb. “Superamos a meta projetada de 5.1 e tiramos 6.2. Essa nota representou o avanço das crianças e que elas estão dentro dos objetivos de ensino-aprendizagem propostos pelo MEC, BNCC, Currículo”.

 

A pedagogia das ações interventivas

 

A diretora Drika e sua vice, Rita Rios, estão na gestão desde 2016 e, desde então, têm trabalhado, juntamente com os(as) professores(as), para fazer os(as) estudantes alcançarem os objetivos do Ministério da Educação (MEC). A nova nota da escola é resultado de várias ações. Ela explica que a nota do Ideb contabiliza tudo, mas a prova é feita somente pelo 5º Ano. Assim, a nota final da avaliação do MEC é retirada de um índice resultante de aprovações e reprovações do 5º e do 3º Anos mais a nota da prova realizada com os(as) estudantes do 5º Ano.

O desempenho reconhecido é consequência dos projetos de leitura que a escola desenvolveu. “As ações que temos feito para que as crianças possam ser alfabetizadas e alcancem os objetivos de aprendizagens dos 4º e 5º Anos é investir nos projetos de leitura. Cada professor de cada Ano escolar tem o seu projeto de leitura e o desenvolve durante o ano letivo. Essa é uma ação que a gente faz e que tem surtido muito efeito”, explica Drika.

Ela conta que outra ação que tem gerado bons resultados são os interventivos executados do 1º ao 5º ano. As crianças são distribuídasde acordo com os seus respectivos níveis de aprendizagem. “A gente utiliza o Bloco Inicial de Alfabetização como instrumento de avaliação, o teste da psicogênese e, de acordo com os testes, os(as) estudantes são divididos. Com isso, do 1º ao 3º Anos, as ações interventivas são direcionadas nesse sentido. Para as ações interventivas do 4º e 5º Anos, os(as) estudantes são também avaliados(as) na leitura, escrita, produção e interpretação de texto e, na matemática, resolução de situações-problemas e resolução das operações”, afirma.

Segundo ela, de acordo com o resultado que os(as) estudantes alcançam nas avaliações, eles e elas são divididos e, a partir daí,a intervenção é executada quer seja de português quer seja em matemática. Além disso, as intervenções são pontuais tanto para o Bloco Inicial de Alfabetização (BIA), ou seja, para os 2º e 3º Anos, como para o 4º e 5º Anos.  “Este ano, a gente trabalhou com intervenções de 15 dias. Por três semanas fechadas, os(as) estudantes foram divididos por níveis de aprendizagem com os professores fazendo as devidas intervenções para que avancem nas dificuldades identificadas”.

Especificamente para os 5º Anos, a maior ação da escola para resgatar e desenvolver as aprendizagens foram ações feitas já com disciplinas. Hoje há quatro turmas. Os(as) professores(as) dividem as disciplinas entre si e o 5º Ano funciona como se já fosse os Anos Finais: os(as) estudantes têm aula de português, matemática e todas as disciplinas e os(as) professores(as) entram nas salas.

“Ou seja, os(as) estudantes do 5º Ano já saem da escola, no fim do ano, acostumados com essa rotina de mudança de professor, de ter as disciplinas individualizadas e isso tem dado muito certo. Mesmo quando fazemos os interventivos, eles e elas permanecem com o pé no 6º Ano. Temos percebido um grande avanço. Tanto é que a orientadora do nosso CEF, que é o sequencial, tem nos dado retorno e dito que nossos(as) estudantes se adaptam muito bem à rotina do 6º Ano porque já chegam lá conhecendo o que vai acontecer, bem como vão muito bem de conteúdo porque as intervenções são bem pontuais na leitura, interpretação, produção, escrita e nas operações e resoluções das situações-problemas”.

Drika afirma que, com essas ações, percebe-se um crescimento contínuo nas avaliações do Ideb e um número bem reduzido de retenções no 3º Ano e no 5º Ano. “Infelizmente, em 2009, a EC 01 teve uma nota muito ruim e, progressivamente, com essas ações, a gente viu, nas avaliações do Ideb, os resultados serem muito bons. Hoje temos um Ideb de 6.0, conquistado após uma pandemia de covid-19 que impôs o atraso em muitas escolas, e, por incrível que pareça, houve um crescimento durante esse período, embora tenha sido um crescimento menor, e o nível de retenção foi maior no 3º Ano. Isso deu uma desequilibrada na avaliação do Ideb porque ela conta com a nota da prova dos indicadores do 5º Ano e conta os índices de reprovação do 3º e 5º Anos. Mas conseguimos manter o nosso crescimento, tirando a nota 6 no Ideb2021.

A diretora ressalta que essa evolução no conhecimento e nas notas, é resultado de um trabalho coletivo, que acontece desde o 1º Ano. “Um trabalho de leitura, de resgate de aprendizagens o tempo inteiro com as ações interventivas, o trabalho ‘Com o pé no 6º Ano’, que avançou até mesmo na pandemia, embora não tenha tido o avanço que a equipe almejava justamente por causa da crise sanitária. A gente fica muito feliz por ver o reconhecimento do trabalho e que estamos no caminho certo. O objetivo não é só a nota e, sim, que nossas crianças alcancem os objetivos de aprendizagem previstos na BNCC, no Currículo, para que eles e elas possam acompanhar um 6º Ano e finalizar os seus estudos com conhecimento”, finaliza a diretora.

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