ESTÃO ABERTAS INSCRIÇÕES PARA EJA 2023

A Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) está com inscrições abertas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) para o primeiro semestre de 2023. O período de inscrição começou no dia 2/11 e vai até 14/11. Juntamente com esse prazo de inscrição, a SEE-DF apresenta um calendário com data de previsão de divulgação do resultado marcada para 20/12/2022, a partir das 18h; e, ainda, um período de matrículas, que vai de 3 e 10/1/2023.

 

O Sinpro informa que esse calendário não é impeditivo para que estudantes que precisam da EJA se inscrevam ou se matriculem a qualquer tempo durante o ano. O sindicato destaca que esse “período de inscrições e matrículas” é uma maneira de o Governo do Distrito Federal (GDF) se organizar e, sobretudo, estimular a população a iniciar ou a retomar os estudos na rede pública de ensino por meio da EJA.

 

Contudo, é importante ressaltar que as inscrições e as matrículas na EJA são permanentes, ou seja, são garantidas e podem ser feitas a qualquer tempo durante o ano. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é destinada a maiores de 15 anos que não concluíram o Ensino Fundamental e para maiores de 18 que não finalizaram o Ensino Médio.

 

Assim, o Sinpro orienta os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes, servidores(as) técnico-administrativos e todos(as) que fazem parte da comunidade escolar a convidar pessoas que estão fora da escola e não concluíram os Ensinos Fundamental e Médio a retomarem os estudos por meio da EJA.

 

“Se você conhece alguém que não conseguiu concluir os estudos, convide-o(a) para retomá-lo pela EJA. Envie esta matéria e compartilhe esta notícia com quem não terminou os estudos no tempo regular”, convida o sindicato.

Quinta é dia de cinema

No dia do Sinpro no cinema, do Liberty Mall, quem ganha é você! Professores(as) e orientadores(as) educacionais, pagam 10 reais na entrada, com direito a um acompanhante que pagará o mesmo valor. Para aproveitar o benefício, é preciso ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Esqueceu a carteirinha? Não tem problema. Você pode apresentar o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

“Esse projeto, em forma de parceria, busca fomentar e incentivar o acesso ao cinema e proporciona à categoria a reaproximação a essa tão importante fonte histórica de cultura e lazer que foi tão dificultada em tempos de pandemia e dos governos atuais que lutam para inviabilizá-la”, afirma o diretor Bernardo Távora, coordenador da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro.

 

Fique ligado(a)

Todas as quintas-feiras, publicaremos a programação com os filmes que estarão em cartaz no Liberty Mall, para que você possa aproveitar e se programar logo cedo.

 

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Participe da audiência pública sobre o orçamento 2023; transmissão online às 10h

Na manhã desta quarta-feira, 09, às 10h, a Câmara Legislativa (CLDF) debaterá o PLOA – Projeto de Lei Orçamentária Anual – para o exercício financeiro de 2023. É um momento de fundamental importância, pois estimará a receita (arrecadação) e fixará a despesa para o próximo ano. O evento será transmitido ao vivo pela internet.

O Sinpro-DF apresentou três emendas ao PLOA, visando à recomposição do orçamento da Secretaria de Educação, que vem sendo achatado ano a ano pelo GDF. Os recursos devem ser aplicados tanto na estrutura das escolas quanto na valorização dos profissionais da educação, com melhorias salariais e nos benefícios.

Portanto, participar da audiência pública é fundamental como parte da agenda de pressão em defesa do orçamento da educação! O Sinpro sugere que toda a categoria acompanhe a audiência, que será transmitida pelo canal da CLDF no youtube (clique AQUI), e participe do chat, destacando nossas propostas em defesa da educação pública.

Oficinas Pedagógicas Maria da Penha Vai às Escolas

Ao longo dessa semana, o Sinpro-DF realizará formação continuada de coordenações pedagógicas sobre a Lei Maria da Penha. O projeto, idealizado como “Oficinas Pedagógicas Maria das Penha Vai às Escolas”, compõe as ações da campanha 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

O pontapé inicial das oficinas foi no CEM 10 da Ceilândia, nessa segunda-feira (7/10). Professores(as) e orientadores(as) educacionais da escola receberam orientações sobre a Lei Maria da Penha de forma didática.

“Utilizamos um baralho que ajuda a compreender a Lei Maria da Penha, levamos uma entrevista da Maria da Penha concedida à Revista Sinpro Mulher, além de entregarmos aos participantes um pendrive com catálogo artístico relacionado à temática de gênero. Esses recursos didáticos ajudam na compreensão do tema e, sobretudo, instrumentalizam professores e professoras para apresentação do assunto em sala de aula”, afirma a coordenadora da secretaria Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, Mônica Caldeira.

Nesta terça-feira (8/11), quem participou das “Oficinas Pedagógicas Maria da Penha Vai às Escolas” foram professores(as) e orientadores(as) educacionais do CED 02 do Cruzeiro. As atividades se encerram nesta quarta-feira (9/11), no CEF 209 de Santa Maria.

O planejamento das Oficinas Pedagógicas conta com a participação do Coletivo das Mulheres Educadoras e da Secretaria de Mulheres da CUT-DF.

Esforço conjunto
Além de somar na campanha dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, as “Oficinas Pedagógicas Maria da Penha Vai às Escolas” encontram respaldo nos pressupostos do Currículo em Movimento da Educação Básica, no Plano Distrital de Educação (PDE) e no estatuto do Sinpro-DF.

“Além de todos os documentos basilares da educação que orientam a discussão da violência contra a mulher, não podemos nos esquecer de que esse tipo de violência acontece também dentro das escolas, afetando professoras, orientadoras educacionais e demais trabalhadoras, assim como alunas. Por tudo isso, o esforço para combater a violência contra as mulheres deve ser uma luta conjunta daqueles e daquelas que lutam por uma educação que atua para construção do pensamento crítico”, avalia a diretora do Sinpro-DF Silvia Fernandes, que compões a secretaria Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras.

Mais ações
O calendário de ações do Sinpro-DF durante os 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres é amplo. Além das “Oficinas Pedagógicas Maria da Penha Vai às Escolas”, serão realizados panfletaço e uma roda de conversa.

O panfletaço será realizado no dia 25 de novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres. O material mostrará à sociedade, em linguagem facilitada, o que é um relacionamento tóxico e o que a mulher deve fazer ao se identificar como vítima desse tipo de relacionamento. A ação terá a participação da CUT-DF, e será na Rodoviária do Plano Piloto e em escolas públicas do DF, das 16h30 às 19h.

Já a roda de conversa será realizada no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. A atividade terá a participação do Coletivo de Mulheres Educadoras, e será na Chácara do Sinpro, das 9h30 às 11h30.

“O combate à violência contra as mulheres é um trabalho diário. Mas é necessário que fortaleçamos também campanhas como essa dos 21 Dias de Ativismo, para darmos visibilidade ao tema e mostrarmos como a violência contra as mulheres é algo generalizado e, muitas vezes, banalizado. E é principalmente nas escolas que temos a chance de atuar para mudar o cenário de hoje, pois o que se aprende agora, se pratica amanhã”, esclarece a diretora do Sinpro-DF Regina Célia, da secretaria Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras.

21 Dias de Ativismo
Desde 1991, anualmente, organizações do mundo inteiro que defendem os direitos das mulheres realizam a campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. O objetivo é conscientizar a população para prevenir e eliminar os diferentes tipos de agressão cometidos contra meninas e mulheres.

Internacionalmente, a campanha começa dia 25 de novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres, e termina no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, totalizando 16 dias de ativismo. No Brasil, a campanha começa antes: no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, para enfatizar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

O Sinpro defende que o fim da violência contra as mulheres é central para um mundo justo e igualitário. Esse é um tema que deve ser discutido também nas escolas públicas de todo o Brasil, como forma de conscientizar crianças e adolescentes para direcionar suas ações futuras.

Veja fotos da Oficina Pedagógica no CEM 10 da Ceilândia em  https://www.instagram.com/p/CktcyuXplZF/?utm_source=ig_web_copy_link

Veja fotos da Oficina Pedagógica no CED 02 do Cruzeiro https://www.instagram.com/p/CkwE54OpyyS/?utm_source=ig_web_copy_link

 

>> Leia também:

SINPRO LEVA LUTA ANTIRRACISTA E PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES AOS CINEMAS

Fotos: Deva Garcia

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Empresário defende reforma tributária capaz de reduzir desigualdades sociais

Fundador e diretor-executivo da Petz, o empresário Sergio Zimerman defendeu uma reforma tributária capaz de reduzir as desigualdades sociais. A declaração foi dada em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, publicada nessa segunda-feira (7). “Pago menos imposto do que um operador de caixa da empresa. É uma vergonha”, diz o fundador da Petz.

Segundo a matéria, Sergio Zimerman acredita que a reforma tributária é a melhor forma de reduzir a desigualdade social. Ele também considera que, para além dos programas sociais de distribuição de renda, a reforma tributária deve ser encarada como uma ferramenta de justiça social. Em sua visão, hoje os ricos pagam impostos de menos e os pobres acabam sendo penalizados.

“Eu, enquanto CEO [Chief Executive Officer, em inglês; e, diretor-executivo, em português], da companhia, pago menos imposto do que um operador de caixa da minha empresa. Isso é uma vergonha. Não acho que um país pode dar certo com esse tipo de mentalidade”, disse Zimerman. “Fico preocupado quando vejo todas as propostas de reforma que foram discutidas até o momento… Vejo que nenhuma toca no assunto mais central, que é essa brutal concentração de renda”.

“É impossível reconstruir um país e torná-lo soberano sem uma reforma tributária justa, destinada a promover justiça social. A denúncia do empresário é semelhante à que temos feito há décadas no movimento sindical e político-partidário e que, agora, está mais à vista por meio da campanha ‘Tributar os Super-Ricos para Reconstruir o País’. O sistema tributário brasileiro é um monstro que enriquece cada vez mais os mais ricos e empobrece cada vez mais os mais pobres. Precisamos mudar isso radicalmente”, afirma Rosilene Corrêa, diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), ex-candidata a senadora pela federação Brasil da Esperança no Distrito Federal e vice-presidenta do PT-DF.

“Acho importante, inclusive, que uma reforma do sistema tributário brasileiro pode e deve ser com destino definido da arrecadação para as áreas que, efetivamente, trarão o equilíbrio social e econômico do nosso País”, afirma a diretora da CNTE. Ela informa que o alerta do empresário expressa muito das propostas e análises que os economistas e auditores fiscais vêm veiculando por meio da campanha “Tributar os Super-Ricos para Reconstruir o País”.

“Nos unimos a parlamentares e a várias organizações do movimento sindical e da sociedade civil e lançamos, em agosto de 2020, essa campanha, que tem sido apoiada e realizada por muitas entidades nacionais. Temos divulgado nossas propostas e sugestões de alteração do sistema tributário nacional nas redes sociais”, informa Rosilene.

A campanha tem um projeto fiscal para o Brasil e, dentre os destaques, estão a isenção de impostos para quem ganha até três salários mínimos e para as micro e pequenas empresas com faturamento anual de até 360 mil reais. Além disso, defende o aumento na taxação de pessoas físicas com salários acima de 60 mil por mês; bem como o aumento no imposto sobre heranças, que teria variação progressiva de 8% a 30%. Segundo os autores da proposta, essas medidas vão gerar um acréscimo na arrecadação de R$ 292 bilhões, onerando apenas os 0,3% mais ricos da população.

Além disso, criou a Niara, uma personagem que está sempre divulgando e explicando as propostas da campanha para a construção desse novo sistema de tributação. Nira divulga análises e comparações com base na realidade nacional e internacional. Nesta semana, por exemplo, Niara divulgou o tema da transição para um tempo de justiça social. Conectada com a eleição de Lula, a personagem afirma que o mundo celebra um tempo mais esperançoso para o Brasil e animador para tantos países frente aos desafios comuns. “A democracia revigorada fortalece sonhos e semeia possibilidades. O momento exige ajustes, colaboração, entendimento para uma transição para mais igualdade com a colaboração de todes”, diz.

E continua: “O Brasil pode oferecer dignidade a toda sua gente e ser o gerador de mais igualdade e justiça social. A justiça fiscal é o instrumento para harmonizar os desequilíbrios. O Brasil tem déficit de cidadania e a população precisa caber no orçamento. Momentos cruciais de crise no mundo comprovaram que a solidariedade tributária superou os piores momentos da história e geraram nações vigorosas. É hora da transição para a solidariedade tributária e a justiça fiscal”. Confira a publicação nas redes:

 

Para conhecer a opinião do empresário Sergio Zimerman, lei a entrevista na íntegra a seguir:


‘Pago menos imposto do que um operador de caixa da empresa. É uma vergonha’, diz fundador da Petz

 

O que o resultado das urnas diz para o senhor?

 

O resultado revela o que o é processo democrático de alternância de poder. Infelizmente estamos vendo esse ruído, mas se Deus quiser isso passa, e passa rápido. Não acho que isso deva se estender. Eu vejo sempre um novo governo como uma esperança renovada. Esperança renovada em um tema que, para mim, é central: a desigualdade social brutal que existe no Brasil. Quando se considera um novo governo com as características de liderança que o (presidente eleito Luiz Inácio) Lula (da Silva, do PT) tem, acho que, talvez, eu possa encontrar um pouco mais de eco nesse tema. No entanto, tenho a sensação de que essa questão pode ser mal endereçada.

 

Em razão do viés econômico do governo eleito?

 

Muitas vezes, uma parte significativa dos políticos imagina que a melhor forma de resolver o problema da desigualdade social é por meio de programas sociais ou por um estado gigante, com muito assistencialismo e somente isso. Algum grau de assistencialismo é necessário, principalmente para as pessoas que estão abaixo da linha da pobreza. No entanto, para realmente interferir na desigualdade e promover oportunidades de elevar a condição de vida das pessoas de uma forma estruturada, para mim, a mãe de todas as reformas é a tributária.

 

Por quê?

 

O sistema atual brasileiro concentra renda. Ou seja, aqui, quanto mais dinheiro se ganha, menos se paga impostos. Eu como CEO da companhia, pago menos imposto do que um operador de caixa da minha empresa. Isso é uma vergonha. Não acho que um país pode dar certo com esse tipo de mentalidade. Então, fico preocupado quando vejo todas as propostas de reforma que circulam até hoje, que foram discutidas até o momento, e vejo que nenhuma toca no assunto mais central, que é essa brutal concentração de renda. É um sistema regressivo, com tributação no consumo. No Brasil, há uma média de 50% de impostos sobre os bens consumidos que não se verifica no resto do mundo. No resto do mundo, a média é de 20%. Isso dá a dimensão de como quem tem menos recursos paga mais impostos [pois quanto menos recursos se tem, mais eles são destinados ao consumo]. O que agrava a situação é que o sistema de impostos é embutido. As pessoas não têm consciência da carga tributária que suportam. Saber o quanto se paga por produto provocaria uma revolta. Podemos ainda citar outro aspecto que no governo atual foi negligenciado o tempo todo que é o não reajuste da tabela do Imposto de Renda.

 

Essa era uma proposta de campanha de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

 

Era uma proposta de campanha. O problema é que isso não é uma concessão, um favor que o governo atual ou o próximo fariam. Isso é uma obrigação, porque a inflação gera mais arrecadação para o governo federal. É uma maneira disfarçada de aumentar impostos. Há 10 anos, só pagava imposto de renda quem tinha cargos de gerente para cima. Não basta a brutal carga sobre o consumo, ainda se faz esses salários mais baixos pagarem imposto de renda. Esse montante poderia estar circulando na economia. Tenho renovadas esperanças com o governo Lula, pois espero que se tenha a visão correta de como empoderar os mais pobres, como fazer justiça de distribuição de renda com a mentalidade correta. Naturalmente ele teve oportunidade de fazer isso em seus mandatos e não fez, mas sempre será tempo de fazer. É preciso encontrar outras bases de tributação. A tributação sobre dividendos, por exemplo, é um absurdo alguém defender que não deveria acontecer.

 

Isso não costuma ser mal visto no empresariado?

 

Não posso falar em nome de todo o empresariado, mas acho que o empresariado que tem consciência, não pode imaginar que tributar dividendos seja uma coisa equivocada. Da mesma forma, se por um lado o Brasil não tributa dividendos, por outro, o imposto sobre o lucro das empresas é o imposto mais alto do mundo. O ministro Paulo Guedes fez uma proposta absolutamente coerente, que era a diminuição dessa alíquota sobre as empresas e a tributação sobre dividendos. A lógica é tratar de forma diferente o dinheiro que é reinvestido na economia versus o que vai para o bolso do acionista. Assim, se o dinheiro vai para o acionista comprar um avião, perfeito, paga-se um imposto adicional. Agora, se o empresário vai abrir mais lojas, uma fábrica e gerar empregos, paga-se menos.

 

E como é possível fazer isso?

 

O que eu estou dizendo não é simples de fazer. Meu ponto é que se planejarmos o modelo ideal, com fases de transição e um prazo de 20 anos entre o que temos hoje e a proposta final, é possível. Vai se evitar muitas resistências. É muito tempo? Sim, mas se tivéssemos feito isso em 2000, estaríamos colhendo os frutos.

 

Há um nome preferido do empresariado para o ministério da Fazenda ou da Economia?

 

Prefiro não falar em nomes. Penso mais em políticas públicas do que em políticos. Qualquer ministro, seja de qual partido ou corrente for, que pense nessas questões, é o meu preferido. Tem nomes que o mercado adora, mas será que agora vão fazer o que não fizeram antes? Eu tenho dúvidas. Prefiro apostar na defesa de uma ideia e apoiar qualquer um que compactue com isso e saiba respeitar o empresariado e suas reivindicações justas, sem se curvar à miopia de alguns empresários que acham que distribuição de renda é assunto de comunismo. Essa é uma visão míope. Acredito nisso como cidadão, mas também como empresário. Minha companhia será mais forte, à medida que a sociedade for mais forte. Quanto mais renda houver no Brasil, mais lojas eu vou abrir.

 

O bloqueio de estradas por apoiadores do atual presidente traz riscos de desabastecimento?

 

Potencialmente traz riscos, já que temos caminhões nas estradas todos os dias. Isso é lamentável e gera prejuízos econômicos. Espero que seja controlado o mais breve possível e de forma pacífica. A eleição acabou domingo. A divisão no país deveria ter acabado domingo. Na segunda-feira, a cabeça deveria ser de construção de políticas públicas.

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Empresas de água e saneamento são as mais reestatizadas do mundo  

Sabia que privatizar empresas de águas, aquelas que cuidam do saneamento e de outros serviços, é especialmente danoso para os mais pobres? Isso porque, em geral, a motivação para privatizar é que a privatização diminuiria a conta para os consumidores, o que na prática, além de não acontecer, tem consequência inversa: o aumento dos valores. Por essa má experiência, o setor está no topo da lista de empresas que estão sendo reestatizadas ao redor do mundo.

Segundo a CUT Brasil, “de acordo com recente levantamento da base de dados internacional Public Services, 226 empresas do setor de serviços integrados de água foram reestatizadas no mundo nos últimos anos”, diz a postagem da central nas redes sociais. A CUT fez o destaque com base numa matéria da Folha de S. Paulo que denuncia o projeto do governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) de privatizar a Sabesp. Confira o post da CUT: https://bit.ly/3hiakVj

Diferentemente de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo pela Federação Brasil da Esperança, a mesma que elegeu o ex-presidente Lula, o projeto de Tarcísio é o mesmo de Jair Bolsonaro, que, por sua vez, é o mesmo dos governos neoliberais, como o de Ibaneis Rocha, governador reeleito no Distrito Federal, que visam a privatizar tudo o que pertence ao Estado nacional e que garante a soberania de um país.

As nações ricas não privatizam a água e nem a energia. As que se arvoraram a fazer isso, tiveram de reestatizar as empresas, como mostra a matéria da Folha de S. Paulo. Confira a seguir.

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Empresas como a Sabesp, que Tarcísio cogita privatizar, são as mais reestatizadas no mundo

 

Setor de serviços integrados de água lideram ranking de base de dados internacional

 

Levantamento da base de dados internacional Public Services aponta que as reestatizações que mais aconteceram nos últimos anos no mundo foram no setor de serviços integrados de água, como tratamento de esgoto e fornecimento de água potável.

Em São Paulo, esses serviços são oferecidos pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que entrou no debate eleitoral diante da proposta levantada por Tarcísio de Freitas (Republicanos) de privatizar a estatal.

 

Segundo a Public Services, 226 empresas do setor de serviços integrados de água foram reestatizadas no mundo nos últimos anos, ou seja, foram privatizadas e voltaram a ser públicas por motivos diversos: fim de contrato, quebra de cláusulas contratuais, desistência ou falência das empresas privadas, entre outros.

Na sequência, empresas de energia elétrica (167), fibra ótica (126), gás (64), fornecimento de água potável (80) e coleta de resíduos (60) completam o ranking. Os dados podem ser consultados neste link.

A Public Services é uma iniciativa criada a partir de parceria do Transnational Institute (TNI), sediado em Amsterdam (Holanda), com o projeto Globalmun, da Universidade de Glasgow (Escócia). A base de dados foi lançada em fevereiro de 2021, com dados coletados pelo TNI desde 2014. Em conferência realizada em dezembro de 2019, o TNI apresentou 1.408 casos de reestatização de 2.400 regiões em 58 países.

O ex-ministro da Infraestrutura tem indicado que pretende tentar a privatização da Sabesp, mas sem afirmar com clareza. Em fevereiro, durante evento promovido pelo site de finanças TC transmitido pela internet, disse que a privatização da Sabesp seria uma meta sua. Mais recentemente, tem dado declarações ambíguas.

A proposta virou ponto de ataque de seu concorrente, Fernando Haddad (PT), no segundo turno. A campanha do ex-prefeito tem afirmado que uma proposta como a de Tarcísio resultaria em aumento das tarifas. Fundada em 1973, a Sabesp é uma sociedade de economia mista que responde pelo fornecimento de água para 28,4 milhões de pessoas em 375 cidades paulistas.

Quase 150 mil jovens do DF sem trabalho e emprego; maioria é negra

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) apresentou em números as consequências da ausência de políticas públicas específicas para jovens e da redução drástica de investimento em educação nos últimos anos. Segundo o estudo “Juventude: perfil sociodemográfico, educação, mercado de trabalho e jovens nem-nem”, publicado no último dia 3 de novembro, quase 150 mil jovens entre 15 e 29 não trabalham e nem estudam.

A maioria desse grupo é de negros, mulheres com filhos e pessoas de baixa renda. De acordo com a pesquisa, são 149.435 jovens que fazem parte da população conhecida como “nem-nem”.

O estudo traz ainda um recorte sobre a situação educacional de jovens entre 15 e 29 anos. Segundo o levantamento, apenas 40% desse grupo frequenta alguma instituição de ensino. “Entre os que estudavam na rede formal de ensino (escola e faculdade), 60,3% estavam na rede pública. Fora do ensino formal (cursos profissionalizantes, preparatórios para Enem, vestibulares e concursos), estudavam 11,2% dos jovens. Considerando o ensino formal e informal, 50,3% dos jovens estudavam no momento da pesquisa”, afirma o IPEDF

“É urgente que se promova políticas públicas para a nossa juventude. Asfalto não cria uma sociedade mais justa. Emprego e educação, sim”, reivindica a dirigente do SInpro-DF Luciana Custódio.

Assista a apresentação do estudo no link https://www.youtube.com/watch?v=2XJWbIh23IY

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Sinpro leva luta antirracista e pelo fim da violência contra as mulheres aos cinemas

As salas de cinema do Liberty Mall veicularão neste mês vídeo do Sinpro-DF que traz duas importantes lutas realizadas em novembro: o Mês da Consciência Negra e a campanha dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

A peça tem pouco mais de um minuto e promove, por meio de palavras e olhares, reflexões sobre as datas. O vídeo é parte das ações realizadas pelo Sinpro-DF neste mês de novembro.

 

Mês da Consciência Negra
No dia 20 de novembro é realizado o Dia da Consciência Negra. A data faz referência à morte do líder Zumbi, do Quilombo dos Palmares, em 1695. Mas é muito mais que isso: é um dia para refletir e para escancarar as relações de desigualdade entre brancos de negros no Brasil.

“É um dia de luta. Nós, negras e negros, somos diariamente atacados por uma estrutura racista. Recebemos menos; somos os que mais morrem; os mais violentados pela polícia; os mais encarcerados. Mas, sobretudo, somos nós que fazemos esse Brasil. Negras e negras também são reis e rainhas, príncipes e princesas, guerreiros e guerreiras; somos cientistas, analistas políticos; somos professores”, lembra a coordenadora de Assuntos de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF Márcia Gilda.

Segundo ela, “a equidade racial é urgente, e só pode ser alcançada com a promoção de políticas públicas que reparem as dívidas históricas feitas com o povo negro”. “Saímos agora de um governo federal que fazia questão de ser racista, e sentia orgulho disso. Nesse período, o racismo cometido contra o povo preto brasileiro, principalmente contra as mulheres negras, foi aprofundado: fomos os que mais ficamos sem emprego, fomos os que mais morremos de Covid-19, fomos os que mais perdemos poder de compra, fomos quem mais ficamos de fora das escolas. Agora, há sim uma nova esperança. Mas a luta tem que continuar firme. Só assim construiremos um Brasil com equidade racial”, alerta.

Para marcar o Mês da Consciência Negra, o Sinpro-DF lançará o “Caderno de Apoio para Práticas Pedagógicas de Enfrentamento e Combate ao Racismo na Escola”. O material foi produzido graças aos esforços do professor Adeir Ferreira Alves e das professoras Aldenora Conceição de Macedo e Elna Dias Cardoso, que cederam ao Sinpro os diretos autorais sobre a publicação. A data e o local de lançamento serão informados em breve.

21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres
Desde 1991, anualmente, organizações do mundo inteiro que defendem os direitos das mulheres realizam a campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. O objetivo é conscientizar a população para prevenir e eliminar os diferentes tipos de agressão cometidos contra meninas e mulheres.

Internacionalmente, a campanha começa dia 25 de novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres, e termina no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, totalizando 16 dias de ativismo. No Brasil, a campanha começa antes: no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, para enfatizar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

“O Sinpro defende que o fim da violência contra as mulheres é central para um mundo justo e igualitário. Esse é um tema que deve ser discutido também nas escolas públicas de todo o Brasil, como forma de conscientizar nossas crianças e adolescentes para que suas práticas futuras respeitem os direitos de todas as mulheres”, afirma a coordenadora de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras, Mônica Caldeira.

Para somar na campanha dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, com o lema “Aprendizado hoje, prática amanhã”, o Sinpro programou uma série de atividades que serão realizadas nas escolas e nas ruas do DF. Veja a programação:

7 a 10 de novembro
Oficinas Pedagógicas – Maria da Penha Vai às Escolas

25 de novembro
Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres
Panfletaço na Rodoviária do Plano Piloto e nas escolas públicas do DF | Sinpro-DF e CUT-DF
Das 16h30 às 19h

10 de dezembro
Dia Internacional dos Direitos Humanos
Roda de Conversa | Sinpro-DF e Coletivo de Mulheres Educadoras
Na Chácara do Sinpro
Das 9h às 11h30

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TV Sinpro mostra novas metodologias para ensino da Língua Portuguesa

O questionamento sobre a existência de novas metodologias para o ensino de língua portuguesa será o ponto de debate do TV Sinpro dessa quarta-feira (09), às 19h. Após anos de pesquisa, as professoras Ana Carolina e Eloísa Pilati investiram na utilização da Gramaticoteca em sala de aula visando um melhor aproveitamento por parte dos(as) estudantes. O projeto tem renovado o ensino de gramática. A diretora do Sinpro Mônica Caldeira ficará responsável pela mediação do programa.  

A Gramaticoteca, projeto criado e coordenado por Pilati, tem sido aplicada nas aulas de português em vários lugares do Brasil. Nos últimos anos, professores(as) e estudantes têm avaliado que essa metodologia alcança resultados muito mais positivos para a aprendizagem que os métodos mais tradicionais de ensino da Gramática. Segundo Ana Carolina, que utilizou o método em sua pesquisa de Mestrado, a Metodologia da Aprendizagem Linguística Ativa é inovadora e busca aliar princípios da linguística e de outras ciências cognitivas para o desenvolvimento de práticas pedagógicas capazes de renovar o ensino de gramática, de forma cientificamente embasada.

O TV Sinpro vai ao ar às 19h, na TV Comunitária, no Youtube e no Facebook do Sinpro-DF. Não perca!

 

STF confirma regra de contagem da licença-maternidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou o entendimento que já vinha se fixando no País de que a licença-maternidade deve ser contada a partir da alta hospitalar. Na semana passada, o tribunal confirmou a contagem da licença-maternidade e do salário-maternidade a partir da alta hospitalar da mãe ou recém-nascido. A decisão, segundo notícia do Correio Braziliense, atende à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.327 e teve como relator o ministro Edson Fachin.

 

Vale destacar que a medida se restringe a casos em que as internações passem de duas semanas. O Sinpro informa que é preciso ficar atento a cada caso, pois não são todas as situações em que se terá direito desde a alta hospitalar, para tanto é preciso que a permanência no hospital supere as duas semanas.

 

“É uma decisão muito importante, que sedimenta um movimento que já existia nos tribunais inferiores de reconhecer que era importante preservar o tempo de convivência entre a mãe e o recém-nascido. Várias professoras, inclusive, buscaram o sindicato para ver esse direito respeitado, tendo conseguido decisões judiciais favoráveis. A decisão do STF, portanto, não deixa mais dúvidas sobre o direito dessas servidoras a conviver com seus filhos após a alta hospital mesmo em casos em que a criança permaneceu durante meses internada”, explica Lucas Mori, advogado do Sinpro.

 

A lei vigente indica que a licença-maternidade começa a contar no momento em que a mulher se afasta do trabalho para ter o bebê. Esse afastamento pode ocorrer até 28 dias antes do parto ou depois do nascimento da criança. Leia mais no site do Correio Braziliense: https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/trabalho-e-formacao/2022/11/5047665-licenca-maternidade-ganha-nova-regra.html

 

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