Fake news, professor e sala de aula

O festival de Fake News que assola o país está a toda nas eleições de 2022. Trata-se de um mecanismo de má-fé que, por meio de mentira, induz as pessoas a julgamentos errôneos, muitas vezes contrários a seus próprios interesses.

Mas, afinal de contas, o que é Fake News?

Fake News é uma expressão que é diariamente surrada e desgastada. Qualquer coisa é Fake News. Donald Trump diz que a CNN só produz Fake News; Jair Bolsonaro diz que a “Globo Lixo” só produz Fake News. Então, já que qualquer um tem um conceito próprio de Fake News, a expressão não significa mais nada. É como chamar qualquer coisa que te desagrada de comunista ou fascista, segundo seu viés ideológico. Quando tudo vira comunismo (ou fascismo), nada é comunismo (ou fascismo).

O problema é que a Academia odeia essa expressão justamente por ser usada de qualquer jeito por qualquer um, ainda por cima com conotações ideológicas. Mas existe um fenômeno assombrando a sociedade mundial neste início de século XXI, conhecido e identificado por grande parte da população como Fake News. O que fazer, então?

 

Desordem da informação

A doutora Claire Wardle, da Harvard Kennedy School, apresenta, então, a ideia de desordem da informação. E, a partir daí, diferencia os processos de desordem da informação em três categorias diferentes: misinformation, disinformation e malinformation que, em português, viram informação equivocada, desinformação e má-informação. (Figura abaixo)

A informação equivocada e a desinformação são muito parecidas. Diferem, basicamente, pela presença ou ausência de dolo.

Imagine que você recebeu de um parente/ ou do(a) pastor(a) um vídeo afirmando que “se você já votou no primeiro turno, não precisa votar no segundo turno” (já adiantamos: isso é mentira, é falso!)”

Parentes não costumam desejar mal a você. Essas pessoas te amam, e querem sempre seu bem. Logo, não existe dolo, não existe má-intenção ao transmitir essa informação equivocada – até porque, elas de fato acham que essa informação é verdadeira. No caso do(a) pastor(a), estamos falando de autoridade incontestável para seus fiéis.

Mas a pessoa que elaborou esse vídeo e o disseminou pela primeira vez o fez sabendo que a informação é falsa. Essa pessoa propaga essa informação com má-intenção. Logo, existe o dolo, a intenção de te prejudicar e se beneficiar com essa informação errada. Estamos diante da desinformação.

A má-informação é quando uma informação que circulou em ambiente restrito, particular ou não publicizado, é divulgada em forma de denúncia, fora de contexto, com a clara intenção de prejudicar alguém específico (o dolo está presente, é inequívoco e inconteste, e tem um alvo específico).

Temos um bom exemplo de má-informação que circula diuturnamente nas redes sociais. É, segundo consta na informação mal-intencionada, “um vídeo em que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, antes de se tornar ministro, defendia que filhas de ministros do STF fossem estupradas e que se atirasse a queima-roupa pelas costas de ministros do STF”. Na imagem, vê-se apenas Alexandre de Moraes falando, alterado. Não há nenhuma outra informação da imagem que corrobore ou desminta, tampouco contextualize o que ele está falando.

O vídeo em questão foi recortado e manipulado. Trata-se de uma transmissão da TV Justiça , que na ocasião julgava a ADPF 572. Essa informação consta do vídeo original. Em dado momento, o ministro começa a descrever os ataques que ele e outros membros da Suprema Corte recebem de radicais de extrema direita. A má-informação, com a intenção clara de prejudicar o ministro Alexandre, transformou uma descrição indignada de ataques de ódio de terceiros num ataque de ódio proferido pelo próprio ministro. O dolo é claro, cristalino e evidente.

O Trabalho de Claire Wardle é muito usado pela Unesco em seu trabalho de combate à desinformação. Você encontra disponível para baixar neste link (é o módulo 2: reflexões sobre a desordem da informação). É um excelente material, todo trabalhado em módulos de cursos.

Então, expressões como notícias fraudulentas não ajudam a definir o que, de fato, configura uma Fake News. Se a questão é o preciosismo, comunicação criminosa é muito mais eficaz. Trata-se de um crime que só falta ser tipificado no Código Penal Brasileiro, porque já tem toda a configuração de delito.

É também importante apresentarmos alguns aspectos das Fake News abordados por Correia, Jerónimo e Gradim, que deixam claro que se valem de vulnerabilidades de nosso sistema cognitivo:

  1. Por apresentar alegações falsas como notícia de forma deliberada, envolve planejamento humano mesmo que contenha execução robótica automatizada;
  2. fenômeno facilitado pela existência e expansão das novas tecnologias digitais, mídias sociais e conteúdos gerados pelo usuário;
  3. assemelha-se ao boato e difere-se deste quando comparamos os aspectos de propagação, compartilhamento e viralização das Fake News, bem como seu potencial para atrair visualizações e seguidores;
  4. sempre parte de algum ponto verídico / verdadeiro;
  5. produção e recepção efetuada através de redes sociais em contextos informais de coprodução colaborativa em que a delimitação da autoria no sentido clássico é mais difícil;
  6. conta com a participação de seus receptores na sua divulgação e dispersão.

 

Do limão uma limonada

Apesar de todos esses problemas, é possível aproveitarmos as Fake News como material em sala de aula. É possível identificar uma série de características dos textos das Fake News, bem como debater e aprender meios de combatê-las. A seguir, listamos algumas características clássicas de uma Fake News, para se debater em sala de aula. A imagem abaixo é parte integrante do PDF disponível neste link. Há vários outros exemplos. Material bem didático:

  • Causam reações emocionais fortes – quanto menos o texto provocar sua reflexão, e quanto mais ele provocar sua ira, melhor
  • Apelo religioso – Para fazer uso de chantagem, instrumentalizam deus, o diabo e todos os anjos e santos a seu bel prazer. A ideia é fazer você odiar o que está lendo.
  • Suposta omissão dos fatos pela mídia – só aquele texto que você recebe pelo zap ou pelo Facebook contém informações preciosas. A mídia não quer que você saiba. (Aquela informação não sai na imprensa porque a mídia não quer que você saiba ou aquela informação não sai na imprensa porque é falsa?)
  • Descrédito das autoridades em saúde – Cientistas que estudam anos a fio, e estão sempre atualizando seus conhecimentos não têm credibilidade, mas o texto que você recebeu no zap “manja” muito do assunto. Isso não seria inversão de valores?
  • CAPS LOCK EM EXCESSO – TEM TEXTO QUE CHEGA PELO ZAP QUE SÓ FALA EM CAIXA ALTA, VOCÊ JÁ REPAROU? POR QUE? (caixa alta é uma forma de berrar. Quem berra não quer diálogo, tampouco ponderação. Quer apenas impor suas ideias de forma hierárquica).
  • Sem fontes / fontes sem link – “um importante cientista italiano descobriu que (…)” mas não citam o nome do cientista; “a importante cientista italiana Giuliana Santinelli descobriu que” (e você joga o nome no Google e não encontra nenhuma referência à importante cientista)
  • A Experiência pessoal relatada no texto é mais importante do que evidências científicas, que são desconsideradas.
  • Uso de Emojis
  • Erros de português ou de digitação – o texto vem sempre errado. Pode ser erro de digitação ou erro de concordância.
  • Sempre há um “controle das massas” pretendido por entidades fantasiosas.
  • Misturam informações corretas para aumentar a credibilidade do conteúdo

A partir da enxurrada de Fake News, é possível trabalhar com seus alunos a leitura crítica das informações recebidas. É possível fazer os/as jovens pensarem criticamente.

O que não é possível nem admissível é propagar mentiras, por mais que você acredite ou concorde com aquele conteúdo. O(a) professor(a) é autoridade, os conhecimentos e informações por ele(a) passados formarão o arcabouço de diversos estudantes. Preencher esse arcabouço com mentiras é errado.

MATÉRIA EM LIBRAS

Fique atento(a) às modalidades de golpe!

Fique atento(a) às “modalidades” de golpe de extorsão de dinheiro. A cada nova abordagem, os(as/es) bandidos(as/es) se aperfeiçoam e procuram facilitar e aligeirar o furto de dinheiro de quem tem processos a receber. É preciso ter cuidado e boa observação para não cair no golpe. Não é porque seu nome completo e CPF constam na mensagem, que ela é verdadeira (esses dados podem ser facilmente coletados na Internet).

O Sinpro-DF recebe, diariamente, várias denúncias de professores(as/es) e orientadores(as/es) educacionais acusando o recebimento de mensagens que usam o nome do Dr. Lucas e do seu escritório. Nessa modalidade de golpe, uma pessoa diz, na mensagem, que foi autorizada a ordem de pagamento do processo e, em seguida, solicita que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com uma advogada pelos telefones 2626-5741 e 99859-9031. Tudo isso não passa de manobra criminosa para lesar pessoas com processos judiciais e financeiros movidos pelo sindicato. Preste atenção às mensagens! Não caia no golpe! Denuncie! O Sinpro e os escritórios de advocacia ligados a ele NÃO solicitam que sejam feitos depósitos para liberação de valores.

 

Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as estratégias utilizadas pelos(as) golpistas, seguem todas as versões usadas e denunciadas ao Sinpro:

Golpe 1

Criminosos entram em contato com professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) informando sobre atualizações no processo de piso salarial e correções monetárias. Os golpistas, que se passam por funcionários do Escritório Resende Mori e Fontes, dizem que a suposta atualização, que na verdade é mais um golpe, diz respeito à cobrança de juros, correção monetária e pelo atraso do pagamento da folha salarial de 2015. Sob o argumento de liberar os valores das ações coletivas e repasse dos pagamentos em atraso, os criminosos pedem para que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com o suposto escritório. Ao ligar, o(a) aposentado(a) é informado que para receber o suposto valor deve depositar um valor na conta para o pagamento de custas advocatícias. O Sinpro volta a afirmar que nem o sindicato, nem os escritórios de advocacia ligados a ele, solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores. A Secretaria de Assuntos Jurídicos ainda ressalta que sindicato não tem processos referentes a piso salarial. Portanto, fique atento e não caia neste golpe.

 

Golpe 2

Uma mensagem enviada por WhatsApp, com foto de perfil com a marca do Sinpro, por um número que não é do sindicato, (61) 99872-4892, informa sobre o assunto: LIBERAÇÃO DO PRECATÓRIO EM FASE DE PAGAMENTO EM REGIME ESPECIAL, com os nomes dos advogados Drª Maria Rosali Barros ou Dr. Lucas Mori, indicando os números (61) 4042-0924 | WhatsApp: (61) 99840-3650 como contatos. Ao final, os golpistas colocam a observação falsa de que o sindicato não está atendendo presencialmente, em virtude os período pandêmico. Fique atento(a)! Isso é golpe! O Sinpro-DF está atendendo, normalmente, de forma presencial, das 8h às 17h, nas sedes e subsedes.

 

Golpe 3

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto do logo do Sinpro-DF.

 

Golpe 4

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

 

Golpe 5

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 6

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

Golpe 7

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

Golpe 8

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

 

Golpe 9

O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.

 

Golpe 10

Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!

 

Golpe 11

Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!

 

Confira nas matérias, a seguir, as modalidades e o modus operandi:

Sinpro alerta categoria sobre os golpes de internet

Atenção, não caia no golpe!

Sinpro informa que criminosos continuam aplicando o golpe na categoria

 

Matérias em Libras:

 

 

Estudantes e professoras ganham prêmio nacional em HQ sobre IST e gravidez na adolescência

Estudantes do Centro Educacional 07 de Taguatinga trouxeram para história em quadrinhos – também conhecida como HQ – realidades da adolescência quando o tema é saúde. O trabalho, desenvolvido com a orientação de quatro professoras, ganhou o primeiro lugar da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), na categoria Ensino Médio. O concurso nacional é promovido pela Fundação Oswaldo Cruz e está na 11ª edição.

“Enquanto escola pública, precisamos abordar essas e outras temáticas e fomentar que os alunos, cada vez mais, ocupem esses espaços”, disse a professora de Língua Portuguesa Glaucia Santos. Ela e as professoras Elaine Andrade e Rônia Santana, da mesma área, além da professora de Biologia Grazielle Batista, orientaram as sete alunas do CED 07 na elaboração do HQ “Em sintonia com meu corpo”, que aborda a gravidez na adolescência e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), tema inserido no Currículo em Movimento do Distrito Federal. Segundo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), divulgado em julho deste ano, no Brasil, a taxa de gestantes com menos de 17 anos é de 57%, um pouco menos que em países da África Subsaariana.

Professora Gláucia faz questão de dizer repetidas vezes: “essas meninas são brilhantes”. Ela conta que a orientação das professoras foi restrita à inscrição, seleção do grupo e aulas sobre saúde, técnicas de trabalho em quadrinhos e revisão de texto. “A orientação do professor também é deixar florescer os talentos. E elas têm talentos incríveis. São maravilhosas. O traço, o enredo são delas. É um trabalho autoral e personalístico”, diz a professora orgulhosa.

Mas Ana Karolyne, uma das sete alunas vencedoras, reconhece que o prêmio é também das professoras. “Elas nos ajudaram do início ao fim. Pedíamos ajuda e sempre estavam presentes para nos auxiliar em todas as nossas dúvidas. Esse prêmio é delas e de todas as professoras que estiveram presentes nesse desenvolvimento. Sem elas, nós não conseguiríamos desenvolver tão bem como nós conseguimos”, conta a estudante do 1º ano, que venceu o primeiro lugar ao lado de Bárbara Lau Damasceno de Souza, Bianca Guilherme Farto Fernandes, Gabriela Nunes Ramaldes Câmber, também do 1° ano; Anita de Lima Candeia e Giovana de Lima Candeia, do 2º ano; e Suzane Letícia Albuquerque de Araújo, do 3º ano.

Ana Karolyne, de 16 anos, relata que o trabalho foi feito em apenas duas semanas, durante o recesso escolar, e que, mesmo sendo um período de descanso, as professoras acompanharam a produção diariamente. “A nossa professora de Bilogia, a Grazi, tem uma caixinha que traz todos os tipos de preservativos, tanto masculino como feminino. Ela faz além do que ela deveria fazer. Todos os professores, independente do assunto, se importam muito e estão muito presentes nessa educação que vai além do que só passar uma matéria no quadro, na sala de aula. Eles vão mais fundo”, diz a Ana Karolyne.

 

Segundo ela, foi “um desafio grande ter que passar através do desenho e da história um assunto que é abordado como um tabu”. “Mas foi também o que mais chamou nossa atenção”, dialoga a menina, e antecipa que o grupo de estudantes pretende continuar ativo para dar continuidade à história iniciada no HQ “Em sintonia com meu corpo”. “Já temos um nome e estamos começando a pensar no desenvolvimento de uma outra HQ que vai abordar outros temas, mas com o mesmo sentido e com a mesma essência dessa primeira, abordando sempre questões da adolescência.”

O trabalho reconhecido nacionalmente também contou com a parceria dos gestores do CED 07 de Taguatinga. “Desde o início do trabalho, a direção da escola sempre apoiou as professoras, sempre nos deu todo suporte”, parabeniza a professora Glaucia Santos. O diretor do CED 07, Genovaldo Ximenes, avalia escola é local apropriado para tratar de temas abafados pelo conservadorismo, pelo fundamentalismo, pelo obscurantismo. “A escola não fala com nenhuma ideologia, como nos acusam. A gente fala com o conhecimento científico. A gente não fala com o conhecimento da religião; a gente não fala com o sentimento da família. Abordamos o tema de uma forma científica. E isso impede que os estudantes aprendam as coisas a partir de fake news ou de maneira errada, a partir de informações equivocadas dos colegas”, esclarece.

Colabore
A premiação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente será realizada no início de dezembro, no Rio de Janeiro. Pelo regulamento do concurso, a Fiocruz custeia a passagem e a hospedagem de apenas um professor e um estudante.

As passagens aéreas já foram garantidas para todas as professoras e estudantes que participaram da construção do HQ “Em sintonia com meu corpo”. Entretanto, seis estudantes e três professoras ainda precisam de hospedagem.

O grupo pele colaboração da sociedade em geral para que todas as participantes possam receber, juntas, a premiação.

As doações poderão ser feitas para o PIX de Katiúscia Andreia de Medeiros A chave do PIX é o email katiusciabalduino@gmail.com.

Resenha
Marina, Isa e Bia se encontram no banheiro de uma escola pública, exatamente no momento em que Bia descobre que está grávida, após fazer um teste de farmácia. Isa trem IST, e sofre bullyng na escola por causa disso. Marina não aceita que essas meninas – e todas as outras da escola – sejam alvo de preconceito. Juntas, elas veem uma possibilidade de se ajudar e ajudar outras pessoas que passam por situações semelhantes. Com o apoio de uma professora, elas programam um protesto que explora os temas da gravidez na adolescência e das Infecções Sexualmente Transmissíveis.

Por que a reforma Administrativa faz mal? Cabide de emprego

Na oitava matéria da série Por que a reforma administrativa faz mal?, o Sinpro-DF mostra que a PEC 32 impõe uma série de prejuízos ao(à) servidor(a) público, dentre eles a possibilidade de transformar o serviço público em um verdadeiro cabide de empregos. A série começou a ser veiculada após o pronunciamento do atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), no dia 3 de outubro. Reeleito ao cargo de deputado, Lira disse que colocará a reforma Administrativa (PEC 32) de volta no debate parlamentar.

Apresentada em 2020, a Proposta de Emenda à Constituição é um dos principais projetos de Jair Bolsonaro e de seu ministro da Economia, Paulo Guedes. Anunciada como uma forma de “modernizar o serviço público” e “desinchar o Estado”, a PEC 32 gera o contrário disso. Na prática, ela destrói princípios fundamentais do serviço público, causando precarização do trabalho e do serviço prestado à população, abertura para perseguições políticas e outras perdas irreparáveis ao povo e ao Estado democrático de direito e de bem-estar social.

Caso seja aprovado, a reforma estipulará como regras o apadrinhamento político, o favorecimento, o loteamento partidário, o nepotismo, a ingerência política, o clientelismo, o “toma-lá-dá-cá”, o empreguismo, e toda prática corrupta que prejudica o nosso país, mas beneficia o governo e seus aliados. Para isso acontecer, a estabilidade estará em cheque e servidores concursados (que possuem alta capacitação técnica, qualificação e compromisso com o país) poderão ser demitidos para dar lugar aos apadrinhados políticos (sem capacitação para o cargo, sem precisar passar por concursos e compromissados apenas com quem os indicou). Da mesma forma, os concursos públicos (que são o meio mais impessoal, moderno e democrático de ingressar no serviço público, independentemente de escolhas pessoais, políticas ou ideológicas) sairão de campo, e o serviço público será transformado em um imenso “cabide de empregos” – como era antes da Constituição de 1988.

Para a diretora do Sinpro Luciana Custódio, corrupção e piora dos serviços públicos são alguns efeitos da reforma Administrativa. “O governo vem apresentando a PEC como uma medida de redução de gastos públicos, mas é justamente o contrário que vai acontecer, caso seja aprovado. Aumento da corrupção, facilitação da captura do Estado por agentes privados e redução da eficiência do setor público em virtude da desestruturação das organizações são alguns. Além disso, teremos o fim dos concursos públicos, o apadrinhamento político e o fim da estabilidade do servidor provocarão um verdadeiro caos no serviço público. Quem vai sentir mais tudo isto é justamente a população”, afirma Luciana.

 

Consulta

A Câmara dos Deputados abriu consulta pública para que a população se manifeste sobre a reforma administrativa. O Sinpro-DF orienta que a categoria participe da iniciativa e vote em “discordo totalmente”. Acesse o link para votar https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2262083

 

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MATÉRIA EM LIBRAS

Estudantes e trabalhadores vão às ruas nesta terça (18) contra os cortes na educação pública

Estudantes e trabalhadoras(es) de todo país vão às ruas nesta terça-feira (18) para denunciar os constantes ataques de Jair Bolsonaro e dizer basta para o governo que é o inimigo número 1 da educação. A afirmação é da presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bruna Brelaz, em vídeo no Twitter da entidade. Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a dirigente estudantil disse que as mobilizações para o dia 18 estão programadas em todo o país, nas ruas e em universidades. Em Brasília, o ponto de concentração será  no viaduto da Galeria dos Estados, às 9h.  [Veja abaixo onde já tem atos confirmados].

O ato nacional foi convocado pela UNE e a ANPG (Associação Nacional dos Pós- Graduandos) depois que o Ministério da Educação (MEC), no início do mês, comunicou o corte de R$ 2,4 bilhões, que impactaria e inviabilizaria o funcionamento de universidades e institutos federais em todo país.

Segundo Bruna, mesmo depois do recuo do Governo quanto ao confisco do orçamento das universidades, diante da pressão dos estudantes e da sociedade em geral, a ameaça às universidades ganhou o debate público e deixou os/as estudantes mobilizados.

>> Saiba mais: Após recuo de cortes na educação, governo Bolsonaro cancela verbas de ciência e tecnologia e prejudica universidades

 “O clima nas universidades é que é inaceitável que as instituições vivam sobre constantes cortes, sem um projeto do MEC e do governo para que as entendam como estratégicas para o desenvolvimento do país. Esse não foi um ataque isolado. Desde que assumiu, Bolsonaro negligenciou o ensino superior e a educação básica, ao contrário do que diz na campanha”, disse a presidente da UNE.

A direção Nacional da CNTE, em nota, alerta que o ataque aos recursos da educação não foi somente direcionado às universidades e que o total de cortes na educação brasileira neste ano impactaram todas as áreas do MEC (FNDE, universidades federais, institutos federais, CAPES) para cumprir o orçamento secreto, o maior esquema de corrupção que o Brasil já viu. A entidade ressalta que estará nas ruas com os estudantes para dizer basta à Bolsonaro, que usa sem pudor a máquina pública em plena campanha eleitoral.

“Estudantes, Profissionais da Educação, pais, mães, responsáveis pelos estudantes e cidadãs e cidadãos que defendem a Universidade Pública e os Institutos Federais vão às ruas contra os cortes de recursos e o descaso para com a educação pública brasileira. Será um dia marcado pelo respeito à educação básica, profissional e superior pública. Venha para as ruas participar conosco!”, afirmou o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

Bruna fala que com a CNTE e os demais entidades e pessoas juntas na luta, a mobilização ganha força. “A adesão de demais categorias e da sociedade civil no geral, atores políticos, influenciadores e artistas é essencial para combater os ataques e o desmonte da educação. Os trabalhadores e trabalhadoras da educação são muito afetados com esse processo, e possuem muita força de mobilização em toda a sua trajetória”, destaca.

Veja onde tem atos confirmados:

1- MT – Cuiabá, UFMT às 15h (UF, IF, sindicatos)
2- DF – Brasília, Viaduto da Galeria dos Estados às 09h
3- MA – São Luís, Praça Deodoro, 15h
4- AM – Manaus, UFAM às 07 e Praça da Polícia às 14h
5 – BA – Salvador, Campo Grande, 9hrs
6 – BA Irecê – 8h – Rodoviária
7 -BA Valença – 9:30h – Praça da República
8- BA Porto Seguro – 16h – Trevo do Cabral
9 -BA Eunapólis – 17h – UNEB
10 – BA Barreiras – 9:30h – Praça da Coruja
11 – BA Ilhéus – 9h – Praça da Irene
12 – BA Itabuna – 15h – Jardim do Ó
13 – BA Feira de Santana – 8h – De frente ao Colégio Gastão
14 – MS – Três Lagoas, UFMS campus TL (dia todo, fechamento do campus e da BR, início as 06hrs da manhã)
15 – MS – Campo Grande, UFMS campus capital, 16:30
16 – MS – IFMS campus Dourados, 09:00
17 – SE – Praça General Valadão, 15h
18- MG- Juiz de Fora, Parque Halfeld UFJF, 17h
19- RN- Natal, Midway Mall, 14:30
20- MG – Poços de Caldas, Urca, 15h
21- PR – Curitiba, Praça Rui Barbosa, 17h
22- PR – Curitiba, Rua XV, Universidade na Rua, ainda sem horário
23- MG – Belo Horizonte, Praça Afonso Arinos – 17h
24 – RJ – Rio de Janeiro, Candelária, 16 h
25- GO- Goiânia, Praça Universitária, 16 h
26- CE – Fortaleza, Praça da Bandeira, 15H
27- CE – Juazeiro do Norte, Praça da prefeitura, 9H
28- SP – São Paulo, MASP, 14H
29- SP – Sorocaba, Praça da catedral, 9H30
30- SP – Baixada Santista (Ato Unificado) – Estação da Cidadania – 17h30
31- SP – IFSP Hortolandia (Ato Unificado), Campo Do Remanso Campinheiro, 14h00
32- GO – Formosa, IFG, 10h
33- GO- Catalão, praça Getúlio Vargas- 8h
34- GO – Jataí, UFJ- 17h
35- GO Cidade de Goiás, Praça João Francisco, 17h
36- SC – FPOLIS – 16h Largo da Alfândega.
37- SC – Paralização na UFSC durante o dia inteiro.
38-SC* – Joinville – Praça da Bandeira 17h Concentração
39-SC – Balneário Camboriú – Saída do campus em direção a Câmara municipal de vereadores 8h concentração
40- MG* Poços de Caldas – Urca – 15h
41-MG Juiz de Fora – Parque Halfeld – 17h
42- MG Uberlândia- Praça Ismene Mendes 15h
43- MG Viçosa – 4 Pilastras – 18h
44- AP* – Macapá – UNIFAP E IFAP – 8h e 17h
45- PI – Teresina – concentração 16h na praça do fripisa.
46- PI – Picos – concentração 7h na praça Félix Pacheco.
47- SP – Catanduva, Praça Central, 12h
48- SP – Piracicaba, Terminal Central, 16h
49- SP – Avaré, IFSP, 8h
50 – PA – Belém – Mercado de São Brás – 16h
51 – PA – Parauapebas – em frente ao IFPA Parauapebas – 17h
52- RJ – Campos – Praça São Salvador 17h
53- RJ – Petrópolis – Praça Dom Pedro 17h
54- RJ – Rio de Janeiro – Candelária 16h
55- RS – Santa Maria – Praça Saldanha Marinho – 16h
56- RS – Pelotas – Mercado Central – 16h30
57- RS – Rio Grande – Largo Dr. Pio – 14h
58 – RS – Porto Alegre – UFRGS – 17h
59 – PE – Recife – Praça do Derby – 10h
60- CE – Sobral – Arco do Triunfo- 18H
70 – ES – Vitória – UFES – Teatro Universitário – 16h30
71 – ES – Vitória – Ifes – Praça de Jucutuquara – 16h30
72 – PR Londrina, teatro ouro verde, 17:30
73 – PR Maringá, Chico Neto, 19h
74 – PR Jacarezinho, corpo de bombeiros, 20h

Fonte: CNTE

Brasil tem formado menos professores(as)

O Brasil tem formado menos professores em diversas áreas, de 2016 em relação a 2022. A conclusão é de pesquisa realizada pelo Instituto Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior), com dados do Censo do Ensino Superior. O estudo foi apresentado em matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no último sábado, 15 de outubro, dia do professor e da professora.

Os dados mostram que licenciaturas em biologia, química, geografia, ciências sociais, educação física, filosofia, letras e história tiveram menos formados em 2020 do que em 2016 (veja quadro abaixo). Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que o magistério é cada vez menos atraente para os jovens que saem do ensino médio, e a principal razão para isso é a corrente desvalorização da carreira, especialmente nos últimos anos.

Do jornal Folha de S. Paulo

 

A CNTE e os sindicatos de professores de todo o país vêm alertando para esse risco há muito tempo. Como a própria reportagem da Folha mostra, o estado de São Paulo, o mais rico da federação e com a maior rede pública de ensino, não conseguiu contratar profissionais em número suficiente para os chamados itinerários formativos do novo ensino médio.

Novo ensino médio que também compõe a realidade atual de sucateamento da escola pública e precarização da carreira de professores e professoras. A não obrigatoriedade de disciplinas como biologia, história e geografia certamente é um item importante do desestímulo dos jovens para seguir a carreira do magistério.

>>> Leia mais: Comissão Geral na CLDF mostra que novo ensino médio já fracassou

A carência de profissionais dessas áreas afetará justamente os estudantes do ensino médio e dos anos finais do ensino fundamental. A pesquisa do Semesp aponta que os cursos com maior redução de formados foram biologia (com diminuição de 24,8% de formados no período), química (-19,9%), geografia (-19,7%), ciências sociais (-18,9%) e educação física (-18,2%). Além desses, filosofia (-13,5%), letras (-12,3%) e história (-9,2%) também sofreram diminuição no número de formados no período. Os únicos cursos com pequeno aumento foram matemática (aumento de 1,8%), artes visuais (2%) e física (9,2%).

“A baixa remuneração faz com os jovens não tenham o magistério como uma opção profissional”, comenta Cláudio Antunes, coordenador da Secretaria de Políticas Educacionais do Sinpro. “Então, os cursos apontados pela pesquisa acabam sendo menos procurados e também apresentando maiores índices de evasão”, pontua ele.

Quadro Negro mostra os dois projetos que estão em disputa neste segundo turno

A exemplo do primeiro turno das eleições gerais 2022, o Sinpro-DF traz mais uma edição do jornal Quadro Negro: Dois projetos em disputa. Vote para a educação. A edição especial do informativo para o segundo turno está nos Correios e deve chegar nas casas dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais em breve.

Nesta edição, o Quadro Negro reúne informações que ajudam a categoria a decidir o voto. No próximo dia 30 de outubro, brasileiros e brasileiras voltarão às urnas eletrônicas para escolher o próximo presidente do Brasil. O momento é considerado um marco na história do país e do mundo. Haverá democracia? Qual Brasil teremos a partir de 2023? A educação pública está em xeque!

Para que a categoria tenha mais informações e dados para basear sua escolha, esta edição especial do Quadro Negro apresenta o novo cenário do Congresso Federal e da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), além das propostas e do que fizeram Lula e Bolsonaro para a Educação.

Clique na imagem ou CLIQUE AQUI para ler a versão digital do Quadro Negro – Dois projetos em disputa. Vote para a educação.

MATÉRIA EM LIBRAS

TV Sinpro mostra os passos da EJA no Distrito Federal

A identificação das iniciativas de atendimento à demanda para educação de pessoas jovens e adultas trabalhadoras, refletindo sobre a garantia do direito à educação para este público será o tema do TV Sinpro da próxima quarta-feira (19). A reconstrução dos passos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Distrito Federal no período de 1957 a 1998 foi o tema de pesquisa da tese de doutoramento da professora Leila Maria de Jesus Oliveira, gravado no dia 7 de outubro, no auditório do Sinpro.

Com o título “Pegadas” Históricas: educação de pessoas trabalhadoras no Distrito Federal (1957 a 1998), Leila Maria reconstrói a trajetória da EJA no DF no período que abrange desde a construção da Capital da República até o final do século XX. A tese buscou, na memória documental, a organização da oferta da EJA para atender à demanda que chega ao DF com os primeiros candangos, que tinham como uma das características a baixa ou nenhuma escolarização. O trabalho apresenta, também, os passos da legislação, a conjuntura político-administrativa do DF e as ações desenvolvidas ao longo do tempo, no que diz respeito à EJA.

Além da professora Leila Maria, participa do programa a diretora do Sinpro Mônica Caldeira. O TV Sinpro vai ao ar às 19h, na TV Comunitária, no Youtube e no Facebook do Sinpro-DF. Não perca!

28/10 | Sinpro adere mobilização nacional em defesa dos serviços públicos e contra a PEC 32

No dia 28 de outubro, a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), em conjunto com o Sinpro-DF e sindicatos das três esferas do serviço público, realizarão a Mobilização Nacional em Defesa dos Serviços Públicos e contra a Reforma Administrativa (PEC 32) do governo Bolsonaro. O local e o horário do ato ainda serão divulgados.

“Precisamos nos manter alertas sobre a possibilidade de ser colocada na pauta de votação a PEC 32, que trata da reforma administrativa, possui conteúdos terríveis para os serviços públicos e os servidores públicos, daí a necessidade da nossa atuação coletiva contra mais uma medida desastrosa do governo Bolsonaro. Marcar o dia 28 de outubro como data nacional de Lutas no Dia dos Servidores Públicos se faz muito necessário”, afirmou o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

No último dia 3 de outubro, um dia depois do primeiro turno das eleições 2022, o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL), reeleito ao cargo de deputado, disse que colocará de volta no debate parlamentar a reforma administrativa.

Apresentada em 2020, a PEC 32 é um dos principais projetos de Jair Bolsonaro/Paulo Guedes. Anunciada como uma forma de “modernizar o serviço público” e “desinchar o Estado”, a reforma administrativa gera o revés disso. Na prática, ela destrói princípios fundamentais do serviço público, causando precarização do trabalho e do serviço prestado à população, abertura para perseguições políticas e outras perdas irreparáveis ao povo e ao Estado Democrático de Direito.

“É nossa tarefa derrotar essa proposta perversa não só para os servidores públicos, mas para todo povo brasileiro. Freamos o avanço da PEC 32 no final de 2021 e faremos agora de novo”, afirma a coordenadora de Finanças do Sinpro-DF Luciana Custódio.

Ela ainda avalia que o anúncio de Artur Lira mostra que a extrema-direita apoiadora de Bolsonaro está disposta a “passar a boiada” nos direitos dos trabalhadores, e que o segundo das eleições presidenciais se torna um dos momentos mais importantes da história do Brasil. “Se não elegermos um presidente democrático, que preze pelos direitos trabalhistas, pelo Estado forte, pelos serviços públicos, essas e outras várias pautas terão caminho livre para serem aprovadas. De qualquer forma, é essencial lembrar que nossa luta, a luta dos servidores e servidoras de todas as esferas, é determinante para frear este projeto de destruição dos serviços públicos.”

>> Acompanhe a série “Por que a reforma administrativa faz mal?”

Impactos da PEC 32 na educação
Os impactos na educação podem vir de diversas maneiras: diminuição ou extinção de concursos públicos, substituições de professoras(es) e funcionárias(os) por cooperativas e/ou empresas terceirizadas em um contexto de já intensa precarização da área, com falta de professores(as) e porcentagem importante das trabalhadoras e trabalhadores atuando sob contratos temporários. Vale lembrar que 80% das docentes da educação básica brasileira são mulheres que seriam ainda mais prejudicadas com a precarização destes contratos.

“Além disso, há consequências para os fundos de pensões e previdenciárias do funcionalismo público. Sem concurso e com menos funcionários, como pagar a previdência do próprio quadro atual? Os mais penalizados serão os trabalhadores com os menores salários, os que mais prestam serviços à população”, alerta Fátima Silva, secretária-geral da CNTE.

Como pressionar
No site políticoscontraaeducação você pode relembrar cada um dos/as parlamentares que votaram em defesa da reforma administrativa até aqui. 

No site napressão você pode enviar mensagens diretas para cada um destes/as parlamentares. 

Baixe os materiais da campanha e divulgue em suas redes sociais

*Com informações da CNTE

Resistência e esperança dão o tom deste Dia das Professoras e dos Professores

Mais do que nunca, o Dia da Professora e do Professor – 15 de outubro – deve ser lembrado. Não simplesmente como uma data comemorativa, mas como um dia que remonta a resistência e a esperança.

A categoria do magistério público é imprescindível para a transformação das vidas e do mundo. Mas, nos últimos anos, foi alvo de criminalização e desvalorização. Um projeto que desemboca em um trágico Brasil que traz as marcas do abismo educacional, da evasão escolar, do obscurantismo, das trevas.

Ebuliram projetos e propostas que têm como objetivo calar professores e professoras, travar melhorias em seus salários, desincentivar a admiração pela docência. Como consequência, a imposição de barreiras para que crianças e adolescentes se construam enquanto cidadãos críticos, emancipados e que sejam protagonistas das suas próprias histórias para fazer um Brasil mais justo e menos desigual. Estamos falando de projetos como o Escola Sem Partido, a educação domiciliar (homeschooling), o projeto da educação como atividade essencial para impedir o direito de greve, a reforma do ensino médio, a militarização das escolas, o voucher da educação.

Cenas sinistras, nunca antes imaginadas, foram registradas. Professoras e professores que defendiam a vida ao incentivar a vacinação contra a Covid-19 foram atacados e perseguidos. Aliás, as mesmas professoras e os mesmos professores que, sem a promoção de políticas públicas, tiraram recursos do próprio bolso e fizeram esforços hercúleos para que estudantes não fossem privados do direito à educação quando as escolas precisaram ficar fechadas para que a população se protegesse do vírus mais temido do século.

Paralelamente, a investida para arrochar salários foi feita tanto em âmbito federal como distrital. Enquanto o governo Bolsonaro resistia ao reajuste constitucional do piso do magistério público, o GDF recusava sem titubear a pauta financeira de professoras e professores, que amargam sete anos sem reajuste salarial.

Mesmo assim, a categoria do magistério público não desiste, e insiste no educar – que sempre será realizada em via de mão dupla. “Esse Dia da Professora e do Professor de 2022 traz a esperança. A educação é o caminho da liberdade. E cada professora e professor atua para fazer com que a humanidade evolua e todas as áreas do conhecimento avancem”, afirma o trecho do vídeo realizado pelo Sinpro-DF em ocasião do Dia das Professoras e dos Professores.

O material será veiculado na TV aberta e em salas de cinema do Liberty Mall para que toda a sociedade se some à luta em defesa da educação e dos seus profissionais, e se reflitam que um país que trata professoras e professores com descaso, é um país que impede o povo de ter perspectiva de futuro.

Além disso, a frase “Apaixonados por transformar, educando! Orgulho de ser professora e professor!”, com a imagem de Paulo Freire, estampa outdoors em todo Distrito Federal. A afirmação lembra toda a sociedade que a categoria não se intimida com os ventos do retrocesso, e avança, orgulhosa, em nome de um DF e de um Brasil feliz. E isso pode ser percebido na procura pelas faixas com os mesmos dizerem, que vêm sendo expostas em diversas unidades escolares DF afora (clique AQUI e saiba como pegar a sua).

Que a resistência e a esperança sempre nos mobilize e nos dê forças para recriar o mundo!

Viva as professoras e os professores do DF e do Brasil. Viva o 15 de outubro!

MATÉRIA EM LIBRAS

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