IX Passeio Ciclístico CED Stella é destaque do TV Sinpro

Um projeto interdisciplinar e coletivo desenvolvido pelo Centro Educacional Stella de Planaltina será o destaque do TV Sinpro da próxima quarta-feira (05). No dia 7 de setembro a comunidade escolar participou do IX Passeio Ciclístico CED Stella, que este ano teve como tema o Centenário da Pedra Fundamental (1922-2022), e o sindicato mostrará a importância deste projeto, que aborda a preservação ambiental e o uso consciente da água.

Com percurso de aproximadamente 25km, o passeio ciclístico saiu do CED Stella em direção à Pedra Fundamental, onde foram realizadas homenagens, com a abertura de uma cápsula do tempo centenária e o depósito de uma nova, contendo a Carta para o Futuro, fruto de um concurso de redação, que será aberta também daqui a 100 anos. Logo após, o passeio ciclístico seguiu para o CED Stella, onde foi finalizado com um grande almoço para os(as) participantes.

O TV Sinpro vai ao ar às 19h, na TV Comunitária, no Youtube e no Facebook do Sinpro-DF. Não perca!

Inscrições para vagas na rede pública de ensino começam hoje

Estudantes que não estão matriculados(as) em escolas da rede pública de ensino podem fazer a inscrição para o ano letivo de 2023 a partir de hoje (4/10). As inscrições vão até 31 de outubro e podem ser realizadas pelo site da SEEDF ou pela central 156 – Opção 2. As inscrições para os alunos com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Transtornos Funcionais Específicos (TFE) serão realizadas presencialmente, no mesmo período, na Unidade de Planejamento (Uniplat), da Coordenação Regional de Ensino de preferência.

O resultado das inscrições das vagas está previsto para ser divulgado no site da Secretaria de Educação em 20 de dezembro, a partir das 18h. O(a) estudante ou o(a) responsável deve comparecer à escola na qual foi contemplado(a), levando os documentos necessários para confirmar a matrícula. O período de efetivação de matrícula está previsto para ocorrer entre 3 e 10 de janeiro de 2023.

 

Inscrição

Durante o preenchimento do cadastro, os(as) candidatos(as) precisarão inserir os dados pessoais, tais como o CPF, nome completo, data de nascimento, nome do(a) responsável e CEP da residência ou trabalho do(a) responsável legal. Caso o(a) estudante não possua CPF, a inscrição deve ser feita pelo telefone 156. O CEP possibilitará o direcionamento a uma vaga próxima à residência do(a) estudante, conforme disponibilidade. Portanto, não há escolha de unidade escolar no momento da inscrição. Mãe, pai ou responsável, fique atenta(o)! Ao concluir a digitação das informações solicitadas, clique em “GRAVAR”, pois a inscrição só será concluída se os dados informados estiverem completos e corretos.

Clique aqui e faça a sua inscrição.

Atenção para as próximas etapas do Remanejamento 2022/2023

Começa hoje (04/10), mais duas etapas do Remanejamento 2022/2023: a divulgação preliminar e o período de recurso das carências, que vai até 06/10. Para auxiliar no processo de remanejamento, o Sinpro preparou uma tabela completa com as datas de todas as etapas e um card. Prepare-se para tirar um print, salvar as informações e não perder nenhum dos prazos.

Para participar do procedimento e acompanhar as fases constantes no processo, os(as) interessados(as) devem acessar o Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (Sigep). O Procedimento de Remanejamento é regulado pelas normas contidas no edital e é disponibilizado e efetivado via Internet, no sítio eletrônico sigep.se.df.gov.br, por meio do Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (Sigep).

Confira as etapas do remanejamento interno:

Em comemoração aos 69 anos da Petrobrás, Sinpro republica série de matérias

Nessa segunda-feira (3), a Petrobrás completou 69 anos. Trata-se de uma data histórica para o povo brasileiro. A empresa foi criada em 1953, após uma luta imensa contra países e empresários estrangeiros e brasileiros que não queriam que o Estado brasileiro se apropriasse de suas próprias riquezas minerais. Na luta para assegurar o domínio do País sobre o seu petróleo, o presidente Getúlio Vargas teve de deflagrar a campanha “O petróleo é nosso”.

Por causa disso, ele foi levado ao suicídio. A trajetória histórica da Petróbras é marcada pela luta, resistência e avanços. Hoje, quase 69 anos depois, os trabalhadores petroleiros resistem bravamente contra os ataques da atual gestão bolsonarista na empresa. Para comemorar a data e, principalmente, alertar a todos e todas sobre o desmonte de uma das maiores empresas de petróleo e energia do mundo, lucrativa e construída com nosso dinheiro público e nossos profissionais, o Sinpro repete uma série de cinco matérias sobre a Petrobrás publicada em julho deste ano.

É importante observar que, nas comemorações desta semana, a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) alerta para o desmonte da empresa pelo governo Jair Bolsonaro, do PL, e pelos políticos dos partidos neopentecostais e do centrão. Eles chamam de demônio qualquer candidato que tenha no seu projeto político para o País a não privatização da Petrobrás. O discurso fundamentalista e neocolonizador usa as religiões cristãs para demonizar as pessoas que lutam contra a entrega das riquezas do Brasil a estrangeiros, a grileiros, a empresários que não têm compromissos com a soberania do Brasil.

A meta de Jair Bolsonaro e sua equipe é privatizar a empresa e, se isso acontecer, o Brasil vai perder uma empresa estratégica para o futuro do país. A atual gestão da Petrobrás colocou à venda as refinarias, destruindo o parque de refino do Brasil. A primeira a ser vendida foi a RLAM, na Bahia, ao fundo dos Emirados Árabes Mubadala pela metade do preço, US$ 1,6 bilhão. Também foram vendidas a refinaria Lubnor (Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste), no Ceará; Reman (Refinaria Isaac Sabbá), no Amazonas; a SIX (Unidade de Industrialização de Xisto), no Paraná.

 

A partir de agora, confira a série sobre a Petrobrás.

 


Governo privatiza os pilares da energia nacional e sacrifica soberania e cidadania brasileiras

 

 

“Um país que abre mão do controle estatal de sua energia, abre mão de promover a cidadania de sua população”
Pedro Augusto Pinho, presidente da Aepet

 

 

O Brasil começou a abrir mão da sua soberania em 2016. Perdeu o pré-sal, uma riqueza mineral imensa, para empresas estrangeiras. Hoje, em vez de assegurar o desenvolvimento do Brasil, o pré-sal, um petróleo riquíssimo situado abaixo da camada do pré-sal em mares brasileiros, é usado para desenvolver os EUA, a Inglaterra e outros países que dominam o mundo por meio da energia.

 

Desmoralizaram a Petrobrás, maior empresa nacional e uma das maiores e mais eficientes do mundo na extração de petróleo, pilar da soberania brasileira, para entregar o pré-sal à Exxon Mobil, dos EUA, à Shell e British Petroleum, ambas inglesas, dentre outras estrangeiras. De lá para cá, a empresa sofre grandes desmontes diários para enriquecer banqueiros, rentistas debenturistas. O mesmo aconteceu com a Eletrobrás: outro pilar da soberania nacional. Imagine um imenso prédio sendo implodido. É isso que está acontecendo com a soberania e a cidadania brasileiras.

 

O Sinpro inicia nesta quarta-feira (22/6) a série “Em defesa da Petrobrás” e traz, como primeiro conteúdo, o tema da relação entre energia, soberania e cidadania. Para isso, entrevistou Pedro Augusto Pinho, administrador e petroleiro da Petrobrás aposentado, atualmente é presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet). A entidade luta, diuturnamente, contra o desmonte da nação brasileira e contra a privatização dos pilares energéticos do Brasil: a Petrobrás e a Eletrobrás.

 

Nesta entrevista, Pedro Pinho responde às provocações do Sinpro-DF e, para além da relação íntima entre energia, soberania e cidadania, mostra o estrago que as privatizações estão fazendo no País. Compara com o que os EUA fazem lá dentro do seu próprio território com as suas empresas estatais que controlam a energia e suas águas. Confira.

 

Entrevista | Pedro Augusto Pinho – Aepet

 

Sinpro-DF  – Qual é a relação entre energia, soberania e cidadania?

Pedro Pinho – É a própria civilização, sociedade humana. O ser humano usou, inicialmente, a própria energia. A energia dos braços, das pernas. Escravizou o próprio homem para aumentar a possibilidade energética. Depois domesticou animais até que ele descobriu o fogo, o que foi um grande avanço na energia. E desde então o ser humano veio buscando fontes de energia até que descobriu, no século XIX, o petróleo.

Sinpro-DF  – O que tem o petróleo de tão importante em relação às fontes energéticas?

Pedro Pinho – É porque tem uma densidade de energia incrível. Uma gota de petróleo equivale a quilômetros quadrados de painéis de energia solar. Com isso é possível imaginar o que significar ter o petróleo. É por isso que o petróleo, em todo o mundo, é uma questão estratégica, que é cuidada pelos governos mesmo em países onde não existe petróleo e mesmo em países que adotam a iniciativa privada para promover o seu desenvolvimento industrial e da sociedade.

É nesses países que os Estados Unidos da América (EUA) colocam a Quarta Frota para garantir o seu petróleo. A Arábia Saudita já foi chamada de “porta-avião” dos EUA porque é o lugar que mais fornecia petróleo para os EUA na época. Hoje as coisas estão mudando muito, mas o petróleo ainda é o bem mais precioso e durante os próximos 100 anos vai ser o principal insumo energético.

Para se ter uma ideia, o consumo de energia mundial, em 2020, é o último dado que se tem do mundo, dizia que o petróleo e o gás – porque, na verdade, petróleo é a forma líquida, é o óleo e o gás que formam o petróleo – representavam 56% do consumo de energia do mundo. Mais da metade do consumo de energia do mundo vinha do petróleo.

No Brasil é um pouco menos. No Brasil é 48% o consumo de energia que vem do petróleo porque o Brasil tem uma riqueza hídrica muito grande, que é outra fonte de energia. A hidroeletricidade no Brasil corresponde a quase 30% do consumo energético, enquanto o mundo não chega a 7%. Essa é a distinção entre o Brasil e o mundo na fonte primária de energia. Outra fonte importante é a energia nuclear. O mundo já usa mais de 4% de energia nuclear. O Brasil mal tem 1%. Isso significa desenvolvimento tecnológico.

Sinpro-DF  – Por que a energia é fonte de todo o processo civilizatório?

Pedro Pinho – As energias do petróleo e a nuclear são energia que indicam e determinam o nível de tecnologia de país porque, com o petróleo, o país faz, praticamente, tudo por meio da petroquímica. A petroquímica está na frente de todo mundo. Qualquer coisa que a pessoa esteja usando tem petroquímica, tem petróleo.

Por exemplo, está presente no caderno, no livro, na capa do livro, no talher, nos pratos e copos, na própria comida porque o que a gente come, no geral, veio de plantações nutridas por fertilizantes em que o gás foi fundamental para o fertilizante. O seu lado está carregado de petróleo.

Esse processamento, essa transformação do óleo e do gás do petróleo nessa série de produtos é desenvolvimento tecnológico para o país. Também a energia nuclear. Hoje em dia, o setor de saúde está associado a essa energia. Quantos equipamentos, hoje em dia, salvam vidas e prolongam vidas pelo uso da energia nuclear.

Tudo mostra que a relação da energia com a sociedade é a cidadania. Esse é o ponto fundamental e está interligado com a vida num país que ousa a ser uma nação desenvolvida para seu próprio povo. O que significa isso em termos de cidadania e de soberania? Isso significa que um país que abre mão do controle estatal de sua energia, abre mão de promover a cidadania de sua população.

Sinpro-DF – O que é cidadania?

Pedro Pinho – É saúde, educação, mobilidade urbana, habitação, emprego, renda, cultura, laser, alimentação, vestuário: tudo. Quem pode fazer isso? Os governos. Não estou dizendo que o governo vai agir como o operador de tudo isso. Mas ele tem estabelecer projetos, planejamentos, incentivos, controle para que isso ocorra. A cidadania está vinculada à soberania e é a energia que garante tudo isso.

Sinpro-DF  – Como o senhor mesmo diz, sem energia não há conservação, processamento, cozimento alimentar, não há proteção das variações de temperatura, transformação de matérias primes em objetos de uso individual e social etc. O que isso significa na prática?)

Pedro Pinho – O que significa na prática é a indispensabilidade da energia. Hoje existe uma falácia que o ex-presidente e o atual vice-presidente da Aepet dizem que são as energias potencialmente renováveis. Para se ter uma ideia do que significa isso: apesar de toda a campanha que se faz no mundo inteiro, essas energias renováveis não representam nem 6% da energia mundial. É menos que 6%. Ou seja, se, de repente, aparecessem as energias renováveis muito pouco seriam sentidas.

O Brasil até está mais à frente nisso. O Brasil até tem energias renováveis, como a biomassa, a energia solar, eólica, que representa 17% da energia consumida no País. Além disso, tem a energia hídrica, que representa quase 30% da energia brasileira. Isso mostra que o Brasil, do ponto de vista de energia, é um paraíso porque ele tem a energia do petróleo – óleo e gás abundantes que podem suprir perfeitamente a metade da necessidade energética do País. Tem mais 30% de energia hídrica. Com isso, o Brasil tem 80% das energias fornecidas pelo próprio País: não precisa importar energia alguma.

Isso é a prática. O que significa que o Brasil poderia ser um país desenvolvido, bem melhor do que ele é se houvesse política nacional. Se houvesse elite dirigente, política, que tivesse, acima de tudo, o interesse nacional e que considerasse o Brasil e seu povo uma pátria e uma nação. A energia e seu uso transformador capacitam o povo para a sua defesa, para a sua existência. É claro que a energia está em tudo.

Sinpro-DF  – Como surgiu a Petrobrás?

Pedro Pinho – A Petrobrás surgiu a partir de uma constatação de um ministro chamado Góis Monteiro, em 1930, que ele mandou perguntar quanto tempo teria de combustível para deslocar as tropas brasileiras num determinado sentido. Ele teve como resposta que todo o combustível disponível no Brasil, naquele momento, mal dava para uma semana. Aí ele disse: “Isso tem de mudar.” A partir daí foi criado o Conselho Nacional do Petróleo e, posteriormente, foi criada a Petrobrás, a Eletrobrás e, desde então, o Brasil passou a ter interesse na questão da energia. Isso só aconteceu após a Revolução de 1930.

Sinpro-DF – O que está acontecendo hoje?

Pedro Pinho – O que está acontecendo hoje é que estamos deixando de ter um Estado brasileiro para ter um Estado de mercado. Ou seja, um Estado privatista que só se interessa para o lucro de alguns, que são os acionistas das empresas, os donos das empresas. Por isso, que o governo Jair Bolsonaro, do PL, está privatizando todas as empresas e riquezas do Estado brasileiro. Com isso, o Brasil não está capacitando seu povo e está abdicando (renunciando) de sua própria soberania.

Países que não têm energia, eles têm dinheiro, como é o caso da Suíça, que é um país onde o dinheiro é livre. O Estado suíço não pergunta qual é a origem do dinheiro que qualquer pessoa física ou jurídica deposita em seus bancos. Um traficante de drogas, por exemplo, chega lá, despeja uma quantidade de dinheiro e esse dinheiro fica lá, rendendo, aplicado. Com isso, a Suíça, que não tem fontes de energia, tem dinheiro para poder compensar a falta dessa energia.

No entanto, a grande parte dos países que não têm fontes de energia é simplesmente colônia de países ricos e do mercado. São países que se submetem aos ditames dos Estados Unidos da América (EUA) porque não têm energia para se manter. Que energia tem a Bélgica, a França? Que energia tem quase todos os países da Europa? Nenhuma. Então, esses países têm de se submeterem aos EUA, que são detentores de energia. Os EUA têm energia deles mesmos. E a energia que ele tem, a energia hídrica, é controlada pelo Exército. Não é  privatizada não.

Lá nos EUA, a energia hidroelétrica não só é do Estado nacional e controlada pelo governo federal como é administrada pelas Forças Armadas para garantir que seja estatal e porque o controle dessa energia é uma questão de segurança nacional. No resto do mundo, os EUA colocam frotas das suas Forças Armadas para tomar e gerir as minas de petróleo pertencentes a outros países, como é o caso da Arábia Saudita, Kuait, Oriente Médio onde estão as grandes reservas de petróleo do mundo ainda hoje.

Energia, consequentemente, é um elemento básico da cidadania que significa, saúde, educação, moradia, mobilidade urbana, alimentação, desenvolvimento tecnológico, inclusão social.

Sinpro-DF  – O que está acontecendo no Brasil?

Pedro Pinho – A Petrobrás e a Eletrobrás são os pilares da energia brasileira. São empresas nacionais que detêm elevadas tecnologias, que vêm se construindo ao longo dos anos sempre no sentido de aprofundar o conhecimento. Hoje a Petrobrás, sem nenhum sentimento patriótico, simplesmente apenas verificando o que está acontecendo no mundo, pelos prêmios que ela recebe pela capacitação tecnológica na área de petróleo, que a Petrobrás vem acumulando prêmios ao longo de todo este século, ela, a Petrobrás, é a única empresa no mundo capaz de perfurar as águas ultraprofundas atravessando a camada do pré-sal sem causar nenhum acidente ou desastre ambiental.

Essa produção só é feita pela Petrobrás. As empresas de fora que foram colocadas pelo golpe de Estado de 2016 aqui para explorar o pré-sal estão trabalhando em parceria com a Petrobrás, cumprindo as orientações técnicas da Petrobrás porque a Petrobrás é quem detém esse conhecimento e ela detém esse conhecimento porque ela estuda. A Petrobrás, desde 1981 em diante, sobretudo a partir de 1990, ou seja, de 30 anos para cá, a Petrobrás aprofundou os estudos sobre materiais, pressão, corrosão, etc. para poder atravessar a camada de sal e poder produzir petróleo sem que aja um desastre ecológico monumental.

Não há. Quem tem provocado desastres ecológicos monumentais é a Exxon, a Shell, British Petroleum, empresas impostas ao Brasil pelo golpe de Estado de 2016. Após o golpe, o senador José Serra, do PSDB de São Paulo, encontrou um jeito de aprovar o Projeto de Lei 3178/2019, de sua autoria, que modificou a Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 2010, que dispunha sobre a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos. Um conluio imenso, com muitos brasileiros envolvidos, contra o Brasil.

As empresas que têm causado grandes desastres ambientais monumentais no mundo, principalmente no Golfo do México e no Alaska, são a Exxon Mobil Corporation – multinacional de petróleo e gás dos EUA; a Shell PLC – multinacional petrolífera britânica; a British Petroleum (BP), originalmente Anglo-Persian Oil Company e, depois, British Petroleum, multinacional do Reino Unido. Empresas para as quais, o governo do golpe de Estado de 2016 (Michel Temer) entregaram o pré-sal brasileiro com ajuda do senador Serra. A Petrobrás não produz desastres monumentais e, quando há algum vazamento e a própria imprensa neoliberal brasileira faz um escândalo em cima, esse vazamento não é nem visto no exterior diante das tragédias que acontecem provocadas pelas estrangeiras. O Mar do Norte é a prova disso.

Essas empresas no mar do Brasil é uma armadilha porque elas não têm os mesmos interesses nem o mesmo compromisso com as águas brasileiras que a Petrobrás tem. Os interesses da Petrobrás são diferentes. Ela quer lucrar, claro. Mas ela quer lucrar para continuar investindo, mas ela é, acima de tudo, a produção, atender ao mercado brasileiro de petróleo.  Assim, ao privatizarem a Eletrobrás, como foi feito pelo governo Bolsonaro, deu-se um tiro na soberania brasileira e, consequentemente, um tiro, na cidadania.

Mais cedo ou mais tarde, e mais cedo do que mais tarde, todo e qualquer brasileiro, incluindo aí os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF, vão sentir o que significa a perda da Eletrobrás para o Brasil. E agora, está a caminho a privatização da Petrobrás, com o projeto inconstitucional do presidente do Congresso Nacional, Arthur Lira, do PP de Alagoas. Com a venda dos dois pilares da energia brasileira, a vida vai ficar muito mais difícil. Não é só a gasolina, o gás e o diesel que vão ficar muito mais caros não. Vai ficar cara qualquer coisa que seja de plástico, qualquer coisa de origem petroquímica e os alimentos que têm necessidade de fertilizantes porque, no governo Bolsonaro, a Petrobrás alienou todas as empresas de fertilizantes nacionais que existiam como subsidiárias da Petrobrás, do grupo chamado Petrofértil.

Meus caros e minhas caras, professores e professoras, orientadoras e orientadores educacionais, patriotas brasileiros(as), não é uma questão de economia apenas. É uma questão de soberania e de cidadania a defesa do controle da energia pelos(as) brasileiros(as).

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Causa e consequência: PEC32 entra na pauta da Câmara

O resultado da eleição de uma bancada de deputados essencialmente conservadora e com reeleição de nomes que deliberadamente votam contra os interesses da classe trabalhadora não tardou a surgir.

Menos de 24 horas depois do resultado final das eleições de domingo, o atual (e, ao que tudo indica, futuro) presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) disse à Globonews que a casa volta a discutir na semana que vem a PEC32, a reforma administrativa, que corta direitos do funcionalismo público para precarizar os serviços e possibilitar indicação de nomes a cargos de muita importância para o bom funcionamento da administração do governo. É a principal plataforma de governo (sic) de Jair Bolsonaro, que está no segundo turno das eleições presidenciais disputando a reeleição contra Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).

A votação da PEC32 havia saído da pauta da Câmara por dois motivos. O primeiro: a luta e o empenho de vários sindicatos e centrais sindicais, que fizeram incansáveis vigílias no Aeroporto de Brasília e em frente ao Anexo 2 da Câmara dos Deputados. O segundo: a lei está parada desde junho na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, que analisa trecho sobre a inclusão de carreiras policiais no texto. Mas, como o texto já foi apreciado pela Comissão Especial, pode ir a Plenário a qualquer momento.

Lira foi bem claro em suas intenções. Disse à Globonews que o país elegeu no último domingo um Congresso “liberal, reformista, que vai dar andamento às pautas que o Brasil precisa”. Ele afirmou ainda que temas como a reforma tributária ainda tramitarão pelo Congresso.

Essa é a primeira consequência da reeleição de nomes conservadores para a Câmara. O slogan de campanha de Arthur Lira era: Arthur Lira é f*da.

7ª mostra literária da EC 12 de Taguatinga recebe o título “Polinizando sonhos”

Da esquerda para a direita: Professora Thaís da EC 12 de Taguatinga; ilustrador André Cerino; professora Hozana Costa, autora do livro “Dó, Ré, Mi, Dormir”, e supervisora da EC 12 de Taguatinga;  autor e editor Álvaro Modernell; professora Maria Cecília; professora Adriana; e o autor Alexandre Lobão. Foto: Arquivo pessoal de Hozana Costa

 

Este ano a Escola Classe 12 de Taguatinga (EC 12) trouxe para a sétima edição da sua mostra literária o tema da polinização das abelhas e, de forma metafórica, como a “polinização” está relacionada com a palavra “disseminação”. Assim, inspirada na ação das abelhas de polinizar, a escola buscou mostrar aos(às) estudantes como funciona a disseminação de cultura, arte, literatura, enfim, do conhecimento.

O evento ocorreu no sábado, 24 de setembro, durante quase todo o dia. Além da tradicional visita de um escritor, este ano, a mostra teve o privilégio de receber, pela primeira vez, o ilustrador André Cerino. A Mostra Literária 2022 – Polinizando sonhos é a culminância de um projeto pedagógico interdisciplinar que, este ano, trabalhou nas turmas da Escola Classe , sete escritores e suas respectivas obras literárias: “Dó, Ré, Mi, Dormir” – 1º Ano – da autora Hozana Costa; “Tô fraca, tô fraca” – 2º Ano – de Rose Costa; “Venha conhecer o Brasil” – 3º Ano –  de Álvaro Modernell; “Brasília e o sonho encantado” –  4º Ano – de Alexandre Parente; O terror no Minecraft –  5º Ano –  de Alexandre Lobão e Cida Chagas; e “O pescador de histórias” –  5º Ano – de Eraldo Miranda.

“Foi um sucesso absoluto. Nesta edição da mostra literária, trabalhamos com o tema ‘polinizando sonhos’. E por que falar de abelhas? Porque a gente acredita que os escritores são como as abelhas, assim como os professores: disseminam o ‘pólen’ da ventura, do encantamento, da diversão, da fé, da esperança e do amor que alimenta os sonhos nos corações de nossas crianças. O escritor e o professor acreditam no poder transformador da nossa sociedade por meio da leitura, da educação e do encantamento. Por isso que tratamos essa questão de polinizar, disseminar a cultura, a literatura, sobretudo, a arte”, conta a professora e supervisora Hozana Costa.

Na abertura oficial, a mostra valorizou os talentos da própria escola com a abertura oficial da diretora da escola e uma apresentação do Hino Nacional feita pelas professoras Gileade e Rosilene Hertel (vice-diretora), juntamente com os estudantes Nicolas Cruciol, que tocou a flauta transversal, e Davi Araújo.

Hozana conta que desde 2015 a EC 12 de Taguatinga realiza a mostra literária no seguinte formato: os professores escolhem as obras de autores e, por intermédio de Hozana, que pega as obras por consignação com a Arco-Íris – Distribuidora de Livros na 509 Sul. Os professores escolhem os livros por ano e pela temática.

 

A execução do método e a realização da mostra

“Como temos cinco turmas de 5º Ano, e para o autor não ficar assim com uma turma muito cheia, foram escolhidos dois livros. Os professores trabalham desde a capa, instigando a curiosidade das crianças. Leem a história. Trabalham a temática e aprofundam, fazendo os estudantes mergulharem naquele livro que aquele autor escolhido escreveu: por que ele escreveu aquele livro, qual a sua temática. Os professores trabalham diversas disciplinas a partir de um livro”, explica.

 

 

Ela diz que a base é a Língua Portuguesa, mas, tudo acontece, incluindo aí o envolvimento das demais disciplinas, de acordo com o tema. “Este ano, por exemplo, tivemos a obra “Tô fraca, Tô fraca”, da autora Rose Costa. Fala da história da galinha d’Angola . Mas, por trás dessa história, as crianças puderam trabalhar a questão da escravidão. O porquê da escravidão. Na história da Rose Costa, a autora diz que o ‘tô fraca’ é um grito de liberdade. E assim ela mostra que a gente precisa de dar o grito de liberdade todas as vezes que a gente se sentir oprimido, subjugado, então, é um trabalho riquíssimo que envolve artes, língua portuguesa, ciências, história geografia”, conta.

Ela informou que este ano a escola adotou também o livro “Venha conhecer o Brasil”, de Álvaro Modernell, que fala de todas as regiões, culinária, vegetação, relevo etc. de uma forma lúdica, de uma forma leve e atraente para as crianças entenderem e se interessarem pelo assunto.

 

Hozana Costa também é autora de um dos livros adotados, o “Dó, Ré, Mi, Dormir”, indicado para crianças pequenas, até 1º Ano. “É uma temática bem gostosa, lúdica também, que traz as notas musicais para que o professor, a família apresentem para as crianças as notas musicais e brinquem com as crianças com as sonoridade, com as vozes dos animais. É uma obra que enseja o estreitamento dos laços de afetividade entre família e criança, entre professor e criança, ou parente. Para contação de história para crianças, ela é um aconchego, uma expressão de amor“.

A mostra literária é uma atividade pedagógica que envolve toda a escola, não só professores(as) e estudantes, mas também  funcionários e pais, mães e responsáveis. “Desde o pessoa terceirizado da portaria, dos pais e mães e das equipes de apoio até os professores, estudantes, diretoria, todo mundo se envolve para que essa culminância da mostra literária se realize.

“É um trabalho fantástico. As famílias ajudam as crianças. A gente procura passar tarefas para casa, a partir do livro, que envolvam as famílias para que elas também mergulhem nesse mundo literário e passem a valorizar mais a questão da leitura, da literatura, e, o mais importante de tudo: estreitar os laços familiares. Quando um pai, quando uma pessoa se senta com uma criança para ler uma história, contar uma história, ela está estreitando laços. Ela está curando feridas, mágoas etc. através da literatura. Pela literatura a gente pode tratar de assuntos diversos sem que a criança perceba que ela está vivenciando aquilo, é o personagem que está vivendo aquilo. A literatura é mágica!”, conclui a professora.

Mostra literária: 7 anos fazendo história na EC 12

Hozana Costa, professora e supervisora pedagógica da EC 12, conta que começou a trabalhar nessa escola no fim de 2014 e, em 2015, iniciou, com a equipe da unidade, o projeto da Mostra Literária porque tinha essa experiência adquirida em outro lugar. Só que era em outro formato.

“Como eu já conhecia alguns escritores, eu quis convidá-los a adotar os livros desses escritores na nossa escola e trazer o escritor pessoalmente para que os professores e os estudantes tivessem essa experiência de conhecer o escritor pessoalmente, saber sobre a sua produção, como funciona o seu processo de criação e, sobretudo, as pessoas poderem perceber que o escritor é uma pessoa comum, assim como qualquer um de nós. Acredito muito nisso e acho que isso traz empoderamento para as nossas crianças”, diz a professora.

“A gente, quando era criança, achava que um autor, um escritor, era alguém inatingível, uma pessoa que a gente jamais iria conhecer pessoalmente. Tem crianças que até pega na gente para saber se o escritor é de carne e osso, se ele é de verdade”, afirma.

O primeiro projeto aconteceu em 2015. Naquele ano o renomado escritor Jonas Ribeiro visitou a escola e, de lá para cá, todo ano, a escola começou a trazer escritores nas edições do projeto. “Daí eu acabei me tornando escritora e conheci os autores do Instituto Casa de Autores, de Brasília”, conta. Antigamente, o ICA tinha autores somente de Brasília, mas, hoje, já há autores de outros estados.

ELEIÇÕES 2022 | É possível ter um Brasil para a educação pública

As eleições de 2022 mostram que o estrago causado pelo golpe de 2016 foi mesmo grande; e o Brasil ainda levará um tempo para recompor os danos. A eleição de Bolsonaro em 2018 foi um produto direto do golpe, que se viabilizou junto à população a partir de discursos de deslegitimação da política e de ódio de classe. Tais discursos seguem firmes até agora, e sustentam boa parte dos resultados que emergiram das urnas no último domingo (2/10). Mas há um outro lado que mostra que há forças indispensáveis para recriar o que hoje se mostra triste, cruel, perverso e indecoroso.

No DF, a despeito da desastrosa gestão da pandemia de Covid-19 e dos resultados lastimáveis de políticas como a militarização de escolas, por exemplo, o governador Ibaneis foi reeleito em primeiro turno. Entretanto, ele vai encontrar uma Câmara Legislativa com disposição de fazer os enfrentamentos necessários em defesa da educação pública e dos direitos de trabalhadores e trabalhadoras.

A bancada do PT cresceu de dois para três deputados distritais – sendo um deles o professor e ex-diretor do Sinpro Gabriel Magno; além da reeleição de Chico Vigilante e do retorno de Ricardo Vale. Já a bancada do PSOL aumentou de um para dois: Fábio Félix e Max Maciel. Desses cinco parlamentares, três são jovens. E ainda foi eleita a deputada Dayse Amarilio, do PSB, que soma na frente progressista.

A ascensão de novos personagens e novas lideranças políticas no campo progressista é o ponto forte desse processo. Em sua primeira eleição, Rosilene Corrêa, ex-diretora do Sinpro, obteve mais de 350 mil votos na disputa para o Senado Federal. Diante das campanhas de duas ex-ministras – com o apoio da máquina estatal, o resultado é uma vitória, inclusive porque Rosilene conseguiu pautar com ênfase o tema da educação. Embora a eleição de Damares represente um grande retrocesso para o Senado e para o DF, é possível perceber que há um caminho aberto para a contraposição ao projeto que ela representa.

A representação do DF na Câmara Federal manteve a correlação de forças da bancada anterior. Entre os oito deputados e deputadas federais eleitos pelo DF, dois são comprometidos com a defesa da educação pública e os direitos dos trabalhadores: Érika Kokay e Reginaldo Veras.

O Brasil ainda sofre as consequências de um golpe que derrubou uma presidenta legítima e que não cometeu crime nenhum para dar espaço ao programa que havia sido derrotado nas urnas. A superação definitiva do processo ali aberto passa necessariamente pela manutenção da luta de quem pensa, age e sonha como nós. Nesse primeiro turno das eleições, demos um passo importante. Precisamos dar continuidade a essa caminhada no segundo turno, quando dois projetos bem distintos estão em jogo para a presidência da República.

Façamos e refaçamos nossas análises. Comparemos o que foi feito nos dois governos dos candidatos que voltam a pleitear a principal cadeira do Executivo Federal. Lembremos como a educação pública e seus profissionais foram tratados, e de como esteve o Brasil nesses dois momentos. Uma coisa é consenso: o Brasil que a gente quer é aquele que trata a educação como investimento e não como gasto; como direito e não como regalia; com respeito e não com criminalização. Busquemos isso nas urnas.

 

Diretoria colegiada do Sinpro-DF

 

MATÉRIA EM LIBRAS

CUIDADO COM O NOVO GOLPE! FIQUE ATENTO E NÃO CAIA NESSA

O Sinpro foi informado que criminosos estão entrando em contato com professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) informando sobre atualizações no processo de piso salarial e correções monetárias. Os golpistas, que se passam por funcionários do Escritório Resende Mori e Fontes, dizem que a suposta atualização, que na verdade é mais um golpe, diz respeito à cobrança de juros, correção monetária e pelo atraso do pagamento da folha salarial de 2015.

Sob o argumento de liberar os valores das ações coletivas e repasse dos pagamentos em atraso, os criminosos pedem para que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com o suposto escritório. Ao ligar, o(a) aposentado(a) é informado que para receber o suposto valor deve depositar um valor na conta para o pagamento de custas advocatícias. O Sinpro volta a afirmar que nem o sindicato, nem os escritórios de advocacia ligados a ele, solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores.

A Secretaria de Assuntos Jurídicos ainda ressalta que sindicato não tem processos referentes a piso salarial. Portanto, fique atento e não caia neste golpe.

O Sinpro-DF recebe, diariamente, várias denúncias de professores(as/es) e orientadores(as/es) educacionais acusando o recebimento de mensagens que usam o nome do Dr. Lucas e do seu escritório. Nessa modalidade de golpe, uma pessoa diz, na mensagem, que foi autorizada a ordem de pagamento do processo e, em seguida, solicita que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com uma advogada pelos telefones 2626-5741 e 99859-9031. Tudo isso não passa de manobra criminosa para lesar pessoas com processos judiciais e financeiros movidos pelo sindicato. Preste atenção às mensagens! Não caia no golpe! Denuncie! Nem o Sinpro, nem nenhum preposto do sindicato solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores.

Fique atento(a)!

Fiquem atentos(as/es) às novas “modalidades” de extorsão de dinheiro. A cada nova abordagem, os(as/es) bandidos(as/es) se aperfeiçoam e procuram facilitar e aligeirar o furto de dinheiro de quem tem processos a receber. É preciso ter cuidado e boa observação para não cair no golpe. Não é porque seu nome completo e CPF constam na mensagem, que ela é verdadeira (esses dados podem ser facilmente coletados na Internet). Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as estratégias utilizadas pelos(as) golpistas, seguem todas as versões usadas e denunciadas ao Sinpro:

 

Golpe 1

Uma mensagem enviada por WhatsApp, com foto de perfil com a marca do Sinpro, por um número que não é do sindicato, (61) 99872-4892, informa sobre o assunto: LIBERAÇÃO DO PRECATÓRIO EM FASE DE PAGAMENTO EM REGIME ESPECIAL, com os nomes dos advogados Drª Maria Rosali Barros ou Dr. Lucas Mori, indicando os números (61) 4042-0924 | WhatsApp: (61) 99840-3650 como contatos. Ao final, os golpistas colocam a observação falsa de que o sindicato não está atendendo presencialmente, em virtude os período pandêmico. Fique atento(a)! Isso é golpe! O Sinpro-DF está atendendo, normalmente, de forma presencial, das 8h às 17h, nas sedes e subsedes.

 

Golpe 2

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto do logo do Sinpro-DF.

 

Golpe 3

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

 

Golpe 4

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 5

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

Golpe 6

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

Golpe 7

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

 

Golpe 8

O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.

 

Golpe 9

Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!

 

Golpe 10

Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!

 

Confira nas matérias, a seguir, as modalidades e o modus operandi: 

Sinpro informa que criminosos continuam aplicando o golpe na categoria

 

Cuidado com o novo golpe na praça. Fique atento e não caia nessa

CLDF publica derrubada de vetos, mas mobilização deve continuar

A mobilização da categoria por meio da campanha VerbaSimVetoNão, o trabalho de corpo a corpo dos(as) diretores(as) do Sinpro e de alguns deputados distritais foram fundamentais para a derrubada de alguns vetos do governador Ibaneis Rocha, que atingiam diretamente a educação pública do DF. Durante a tarde desta terça-feira (23), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) confirmou a derrubada de alguns vetos ligados à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023 que estabelecia metas e prioridades para o exercício financeiro do próximo ano.

Em votação no dia 19 de agosto, no Plenário da Casa, todos(as) os distritais presentes (16) votaram pela derrubada parcial. Oito parlamentes estavam ausentes. Conforme a publicação no dia 19 de agosto no Diário Oficial do DF, dentre os pontos que terão verbas para o próximo ano estão a construção de creches; ampliação de unidades de ensino fundamental; construção de unidade escolar; ampliação de unidade escolar; construção de unidade de ensino; e a transparência por meio de descentralização de recursos financeiros para as escolas (PDAF).

A diretora do Sinpro Luciana Custódio afirma que a votação de hoje representa uma conquista parcial, mas importante para a educação pública da capital federal, mas que ainda é preciso manter a mobilização. “Esses vetos representavam entraves que atingem investimentos na infraestrutura das escolas e na busca por uma educação pública de qualidade. Agora, com a derrubada desses vetos, as emendas propostas farão parte da LDO de 2023. Mesmo diante desta conquista parcial, precisamos manter a mobilização para que tenhamos a conquista, também, no que se refere aos nossos avanços salariais”, destaca.

Dois vetos ainda serão analisados pela Câmara Legislativa: a destinação de veto para o cumprimento da Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), que se refere aos avanços salariais da categoria; e verba para a aquisição de equipamentos e meios para a preparação do ambiente escolar com condições sanitárias adequadas, além de investimento em tecnologia e equipamentos para possibilitar o amplo acesso ao ensino. Diante disto, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais devem manter a mobilização pedindo aos(às) deputados(as) o voto pela derrubada desses vetos.

Agaciel Maia
https://bit.ly/3pEoukC

Alerte Sampaio
https://bit.ly/3QP7rZ1

Chico Vigilante
https://bit.ly/3QM1OLh

Claudio Abrantes
https://bit.ly/3PGBIIl

Daniel Donizet
https://bit.ly/3KfBmXX

Delmasso
https://bit.ly/3QXmAau

Eduardo Pedrosa
https://bit.ly/3AnTpXz

Fábio Felix
https://bit.ly/3cfIcA4

Guarda Jânio
https://bit.ly/3QQGVP2

Hermeto
https://bit.ly/3CtD71W

Iolando
https://bit.ly/3AcJAeE

Jaqueline Silva
https://bit.ly/3dNM4Zz

João Cardoso
https://bit.ly/3wqJ5wy

Jorge Viana
https://bit.ly/3QLObLX

José Gomes
https://bit.ly/3QOR8eG

Júlia Lucy
https://bit.ly/3PLEI6b

Leandro Grass
https://bit.ly/3dSMsWN

Martins Machado
https://bit.ly/3An8BDZ

Rafael Prudente
https://bit.ly/3Uu00c8

Reginaldo Sardinha
https://bit.ly/3R4L8yj

Reginaldo Veras
https://bit.ly/3QQXeLK

Robério Negreiros
https://bit.ly/3cfWlNI

Roosevelt Vilela
https://bit.ly/3Kku1WU

Valdelino Barcelos
https://bit.ly/3dTDAjI

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

1º de outubro – Dia Nacional do Idoso e Dia Internacional da Terceira Idade

A experiência e toda vivência adquiridas durante a vida podem e devem ser respeitadas e comemoradas. Neste sábado (1° de outubro), Dia Nacional da Idoso e Dia Internacional da Terceira Idade, o Sinpro ressalta a importância da luta pela garantia dos direitos da pessoa idosa e a consolidação de políticas públicas capazes de assegurar qualidade de vida, cidadania e atenção à saúde dos(as) idosos(as), reconhecendo seu valor na sociedade.

Atualmente, os idosos representam 14,3% dos(as) brasileiros(as), ou seja, 29,3 milhões de pessoas. Em 2030, o número de idosos(as) deve superar o de crianças e adolescentes de zero a quatorze anos. Em sete décadas, a média de vida do brasileiro aumentou 30 anos, saindo de 45,4 anos, em 1940, para 75,4 anos, em 2015. O envelhecimento da população tem impactos importantes na saúde, apontando para a importância de organização da rede de atenção à saúde para a oferta de cuidados longitudinais.

Diante desta realidade é preciso políticas públicas em atenção a este grupo. A questão da saúde é um dos principais pontos. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, 25,1% dos idosos tem diabetes, 18,7% são obesos, 57,1% tem hipertensão e 66,8% tem excesso de peso. Também são responsáveis por mais de 70% das mortes do país. É importante que os idosos de hoje e os do futuro possam envelhecer de maneira saudável e ativa, ou seja, que a idade avançada não impeça as pessoas de ser e fazer o que querem ou valorizam.

Associa-se a isto a necessidade de espaços ao ar livre e edifícios; transportes; habitação; participação social; respeito e integração social; participação cívica e emprego; comunicação e informação; e apoio da comunidade. Todas estas preocupações atendem às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para avaliação e desenvolvimento dos Planos de Ação voltados à adaptação das cidades às necessidades dos idosos.

Não bastassem todos estes pontos, a questão da aposentadoria é uma das grandes preocupações dos(as) idosos(as). A reforma da Previdência, proposta defendida pelos banqueiros e pelo governo Bolsonaro, amplia a desigualdade social e a concentração de renda, penalizando ainda mais os(as) idosos(as), trabalhadores(as) e a população mais pobre do país. Além dos variados obstáculos que este grupo enfrenta, a dificuldade em se aposentar gera uma grande gama de instabilidades e preocupações.

Para o Sinpro, é preciso defender os idosos contra a omissão do Estado na formulação de políticas de proteção e defesa que inclua moradia digna, saúde, alfabetização, justiça, cultura, trabalho, aposentadoria, transporte, lazer, entre outros.

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