Eleições 2022 podem impedir apagão de professores

O estudo “Risco de Apagão de Professores” foi destaque nos veículos de comunicação nesse 29 e neste 30 de setembro. Realizado pelo Instituto Semesp, o levantamento aponta que o déficit de professores da educação básica pode chegar a 235 mil em 2040, e mostra alguns porquês disso. A raiz desses problemas, entretanto, não é abordada pelo material: a ausência de políticas públicas para a educação e o projeto político-ideológico que torna o setor mercadoria.

Pelo estudo, “em 2040 serão necessários 1,97 milhão de professores para atender a demanda de alunos na mesma proporção de hoje. No entanto, mantendo as mesmas taxas de crescimento de 2021, estima-se que o número de professores diminuirá 20,7% até 2040. Dessa forma, a estimativa de professores que estarão em atividade nesse ano será de 1,74 milhão”.

Um dos motivos desse rombo é o desinteresse do jovem em seguir a carreira de professor, motivado, sobretudo, pela precarização da profissão, “com baixa remuneração e a falta de reconhecimento de sua importância perante a sociedade”.

No Distrito Federal, por exemplo, a categoria do magistério público está há sete anos com o salário congelado. “Mesmo assim, o atual governador do DF, Ibaneis Rocha, tratou nossa pauta por recomposição salarial com total descaso. Em quase quatro anos de governo, ele recebeu o Sinpro-DF apenas duas vezes, embora nossos repetidos pedidos de reunião para tratar sobre a pauta econômica e pedagógica da categoria”, afirma a coordenadora de Finanças do Sinpro-DF, Luciana Custódio.

Ela lembra que a tabela salarial do magistério público do DF já foi uma das melhores do Brasil, mas diante da política de precarização da educação, hoje tem o piso da tabela bem próximo ao Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público.

Pela tabela salarial mais atual da categoria – de abril de 2022 –, professores ingressam na carreira com vencimento inicial de R$ 4.228,56. O piso da educação é de R$ 3.845,63. “O último reajuste concedido aos professores do DF foi em 2013, dividido em seis vezes. As perdas inflacionárias atingem mais de 45%, levando em consideração o IPCA”, lembra Luciana Custódio.

PDE esquecido

O descaso do GDF com a valorização salarial do magistério público vai contra o Plano Distrital de Educação, principal documento norteador do setor. Na Meta 17, o PDE prevê a equiparação do vencimento básico de professores e professoras à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF com nível superior.

Mesmo sendo lei, o PDE não foi tido como pilar das ações do GDF e da Secretaria de Educação do DF. De forma alarmante, seu cumprimento também não consta no plano de governo de Ibaneis Rocha, que se recandidata ao cargo de governador nestas eleições.

Infraestrutura

Segundo o estudo “Risco de Apagão de Professores”, a falta de infraestrutura adequada de escolas também é um dos motivos que desestimulam a entrada de jovens na carreira da docência.

Pelo levantamento, “considerando as 138 mil escolas públicas, pelo menos 3,8% não possuem banheiro, 2,6% não tinham abastecimento de água (5,8% sem acesso a água potável), 2,5% não possuíam energia elétrica e 5,5% não tinham esgotamento sanitário. Além disso, 21,6% das escolas não tinham acesso à internet e 39,9% não possuíam sala de professores”.

No DF, os problemas de infraestrutura nas unidades escolares também são flagrantes. Segundo o diretor do Sinpro-DF Samuel Fernandes, “há unidades escolares fechadas há anos para serem reconstruídas”. “A Escola Classe 59 e o Centro de Ensino Médio da Ceilândia, a Escola Classe 415 e a Escola Classe 425 de Samambaia, e o Caic do Gama, por exemplo, estão nessa situação”, afirma.

Ele ainda lembra que, depois de anos, as salas de aula das escolas públicas do DF voltaram a ficar superlotadas, diante da “falta de políticas de construção de novas escolas por parte do GDF”.

Saúde mental e militarização

O “Risco de Apagão de Professores” lembra que a categoria do magistério público é uma das que mais sofrem de burnout, síndrome do esgotamento físico e mental. “Estudo realizado pela Associação Nova Escola, em 2018, revelou que 60% dos docentes sofriam com ansiedade, estresse e dores de cabeça e 66% já sentiram fraqueza, incapacidade ou medo de ir trabalhar”.

O problema generalizado no Brasil é agravado no DF nas escolas militarizadas. Implementada no DF em 2019 por decreto do governador Ibaneis Rocha, o Programa Colégios Cívico-Militares não traz dados que comprovem o sucesso da proposta. Em contraponto, vem gerando graves problemas de saúde mental em professores(as), orientadores(as) educacionais e estudantes. Isso porque o projeto de militarização é verticalizado, avesso ao que propõe a gestão compartilhada.

Uma professora do Centro Educacional 01 da Estrutural, que prefere não se identificar por medo de represália, conta que a gestão militarizada vem adoecendo os professores da unidade.

“Lá (na escola) a questão é velada. Tem participação das pessoas armadas nas reuniões pedagógicas coletivas; tem alunos transferidos e a gente não é informado ou consultado sobre qual é o impacto acadêmico e social para aquela criança ou adolescente. Esse clima de tensão e conflito o tempo todo vai minando a saúde dos professores. O resultado é que a maior parte de nós, tanto efetivos como temporários, adoeceu, precisou se afastar. A escola vive hoje com pessoas adoecidas”, relata.

Em desabafo, a professora diz que, para uma pessoa comprometida com a missão da educação, que é transformar socialmente, é “difícil não poder entregar todo potencial e ainda conviver com conflito e violência, com desrespeito aos direitos humanos e ao Estatuto da Criança e do Adolescente’. “Isso vai minando a saúde mental e física das pessoas”, afirma.

Criminalização do magistério

Embora não seja apontado pelo estudo “Risco de Apagão de Professores”, o processo de desvalorização da educação passa também pela criminalização dos docentes. A avaliação é do diretor do Sinpro-DF Cléber Soares.

“Parlamentares colocam em dúvida o que ensinamos em sala de aula. A partir de projetos completamente descabidos, insinuam que doutrinamos, que sexualizamos crianças e adolescentes. E isso, sem dúvida nenhuma, repercute seriamente em parte da sociedade, que compra esse discurso avesso à educação”, afirma Cléber Soares.

Entre os projetos que confluem para a criminalização dos(as) professores(as) estão o Infância Sem Pornografia (PL 158/2017) e a Proibição de crianças de até 12 anos a danças que aludam à sexualização precoce (PL 721/2019), ambos do deputado distrital Rodrigo Delmasso (Republicanos), que se recandidata ao cargo nessas eleições. Embora a nomenclatura impactante, o pano de fundo dos PL’s é censurar o debate sobre sexualidade e, na ponta, chegam a ser uma acusação criminosa contra a categoria do magistério público, uma vez que sugere que a pornografia e a sexualização precoce nas escolas é uma prática.

Outro projeto que criminaliza os docentes é o Escola Sem Partido, proposta prioritária do governo Bolsonaro e de suas candidatas ao Senado pelo DF: Flávia Arruda e Damares Alves. O projeto sugere que professores(as) realizam “doutrinação” em sala de aula, e proíbe que assuntos como homofobia e violência contra as mulheres sejam tratados em âmbito escolar.

“Não podemos nos enganar. Essa desvalorização da educação pública também é um projeto político para aqueles que entendem a educação, pilar da democracia, como uma mercadoria. A estratégia é detonar o setor público para abrir portas e janelas para a iniciativa privada. É o que se almeja com projetos como a educação domiciliar, conhecida como homeschooling”, avalia o diretor do Sinpro-DF Cléber Soares.

No DF, o Ensino Domiciliar (PL 1262/2020) é apoiado pelos seguintes parlamentares: Júlia Lucy (União Brasil), Agaciel Maia (PL), Daniel Donizet (PL), Fernando Fernandes (Pros), João Cardoso (Avante), José Gomes (PP), Martins Machado (Republicanos), Reginaldo Sardinha (PL), Valdelino Barcelos (PP) e Delmasso (Republicanos).

Saídas

O estudo “Risco de Apagão de Professores” aponta como saídas para o déficit de professores o “investimento na carreira do professor, melhorando seus benefícios, desenvolvendo redes de apoio e habilidades socioemocionais, criando condições adequadas de ensino que atraiam novos profissionais docentes e auxiliem na permanência dos professores em exercício”.

Para a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio, os resultados destas eleições são determinantes para viabilizar o recuo do apagão de professores apontado pelo Instituto Semesp.

“Essas e outras saídas que precisamos ter para evitar o apagão de professores em todas as etapas do ensino depende dos projetos políticos que serão implementados tanto em nível federal como distrital e estadual. Isso exige de nós compromisso com nosso voto nestas eleições. Precisamos votar para a educação. Isso quer dizer que precisamos eleger quem tem compromisso com a educação pública, com a luta da categoria do magistério”.

Acesse AQUI o Quadro Negro edição especial Vote Para a Educação. Ele reúne informações que ajudam a categoria a decidir o voto.

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Senado dos EUA aprova resolução de apoio às eleições brasileiras

O mundo está de olho nas eleições brasileiras. Vários países tanto do ocidente como do oriente têm manifestado preocupação com as ameaças de golpe de Estado. Nessa quinta-feira (28), o Senado dos Estados Unidos aprovou, por unanimidade, uma resolução em favor do respeito à democracia no Brasil. O texto foi aceito por consenso pelos parlamentares e defende o reconhecimento imediato, pelo governo de Joe Biden, do resultado das eleições brasileiras a ocorrerem neste domingo, 2 de outubro.

 

A resolução também determina que Biden deverá rever a relação entre os dois países em caso de golpe de Estado. No seu discurso de defesa do documento, Sanders também repudiou os casos de violência política que têm ocorrido no País.

 

Nas redes sociais, o senador estadunidense defendeu as eleições brasileiras. “Ontem [28/9], o Senado dos Estados Unidos aprovou por unanimidade nossa resolução apoiando eleições livres e justas no Brasil. Estamos enviando uma mensagem clara e bipartidária de que estamos do lado do povo do Brasil e do lado da democracia”, escreveu.

 

 

“Ao falar sobre o documento, o senador Bernie Sanders citou o risco de golpe militar no Brasil. “Bolsonaro pode tentar destruir a democracia brasileira”, afirmou.

 

O documento foi uma iniciativa de Bernie Sanders, que afirmou que “Bolsonaro pode tentar destruir a democracia brasileira”. O senador diz que o chefe do Executivo fez várias “declarações muito provocativas” e sugeriu que pode não aceitar o resultado das urnas.

 

Sanders ainda lembrou de declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) e ameaças de golpe, além de um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre o aumento da violência política no País e do manifesto pela democracia.

 

“Seria inaceitável que os Estados Unidos reconheçam um governo que tome o poder de forma antidemocrática e mandaria uma mensagem horrível para o mundo todo”, prosseguiu. Não são apenas os políticos norte-americanos que estão de olho nas eleições brasileiras. O mundo inteiro está presente nesse processo.

 

Nas redes digitais, políticos, empresas de jornalismo e cidadãos(ãs) repercutiram a notícia. Entre os dois candidatos à Presidência da República com maior número de votos segundo as pesquisas eleitorais dos vários institutos, apenas Lula repercutiu a deliberação do Congresso estadunidense nas redes.

 

“A voz do eleitor brasileiro será ouvida e tem que ser respeitada. Mensagem do senador americano @SenSanders  sobre as eleições no Brasil. #equipeLula”.

 

 

Em defesa da democracia

Assim como o mundo está de olho nas eleições, o Sinpro vê com preocupação o momento atual do País. É inaceitável que, após anos de luta contra ditaduras e em defesa de um país soberano, democrático e independente, a população se sentir recuada no processo eleitoral democrático por causa da violência política que tem se repetido cotidianamente nas redes sociais, nas ruas e nos locais de encontros sociais.

 

Além das ameaças de golpe de Estado do próprio Presidente da República, que se nega a reconhecer os resultados das eleições deste ano, várias pessoas foram assassinadas por defenderem o candidato que lidera as pesquisas eleitorais. Trata-se de uma prática abominável, inaceitável e autoritária contra quem declara de forma aberta suas opções políticas. A perseguição política é típica de quem defende regimes autoritários e ideias neonazistas.

 

Durante todo o período que antecedeu este processo eleitoral, e até muito antes disso, o Sinpro se posicionou contra todo tipo de ditadura, de autoritarismo, de desrespeito político e, além de denunciar práticas neofascistas, como, por exemplo, a Lei da Mordaça, também publicou diversos materiais para levar à categoria o máximo de informações sobre esta eleição, sobre as pessoas envolvidas e as propostas apresentadas, sobretudo, para trazer à educação a responsabilidade do voto consciente, afinal, somos formadores(as) de opinião.

 

Por isso que, no domingo, 2 de outubro, possamos exercer a nossa cidadania por meio do processo democrático eleitoral e do voto consciente em quem defende a educação e que esse voto seja respeitado e a vontade popular seja reconhecida pelo grupo perdedor. Clique no link do Quadro Negro com informações sobre as eleições deste ano: https://bit.ly/3CfrU4C

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Educação pública sangra no governo de Jair Bolsonaro

O governo de Jair Bolsonaro segue firme no objetivo de implodir a educação pública brasileira. Após uma série de ataques praticados ao longo de seu (des)governo, o presidente da República propôs um corte de mais de 95% em diversos programas para a educação em 2023. O projeto orçamentário para o próximo ano prevê cortes em setores estratégicos, como por exemplo na infraestrutura das escolas e em ações para o desenvolvimento da Educação Básica, como a compra de ônibus escolares, a capacitação dos(as) profissionais da educação e até mesmo na aquisição de material escolar.

O projeto do governo federal pulveriza o dinheiro destinado para a construção, ampliação, reforma e adequação de escolas, caindo de R$ 119,1 milhões para R$ 3,45 milhões. O valor é suficiente para atender apenas quatro projetos. E o desmonte continua. Em relação aos ônibus escolares, apenas R$ 428 mil estão previstos para 2023. No caso dos ônibus escolares, estão previstos R$ 425 mil para o programa Caminho da Escola, recurso suficiente para comprar apenas um automóvel, ou seja, uma queda equivalente a 95% em comparação com este ano. Já para a capacitação profissional, houve um corte de 95% entre 2022 e 2023, saindo de um orçamento de R$ 136,9 milhões neste ano para R$ 6,4 milhões no ano que vem. No caso do corte de recursos para a educação básica, Bolsonaro pretende cortar 95% da verba direcionada para o setor, caindo de R$ 664,5 milhões para R$ 29,1 milhões.

Todo este desmanche ainda é agravado pela falta de reajuste nas verbas para a merenda escolar. Mesmo com a inflação dos alimentos disparando, nos quatro anos de governo Bolsonaro não reajustou nenhuma vez os valores destinados à alimentação dos(as) estudantes. O último reajuste das verbas federais para merenda escolar aconteceu em 2017. Em agosto de 2022, um novo reajuste chegou a ser aprovado no Congresso, mas foi vetado por Bolsonaro. A inflação da cesta básica, que inclui feijão e verduras, teve alta de 26,75% apenas de maio de 2021 a maio deste ano. Em diferentes estados, relatos dão conta de alunos(as) com a mão carimbada para não repetir o prato de comida, divisão de um ovo entre quatro crianças, refeições sem arroz ou carne e outras que trazem apenas suco e bolachas.

 

Para a educação, nada. Para os amigos, tudo

Enquanto a educação, setor tão necessário e importante para o futuro de qualquer país, sofre cortes irresponsáveis e inescrupulosos, para seus aliados políticos Bolsonaro aumenta o “pacote de bondades”. O centrão, grupo político que dá sobrevida ao seu governo, ganhou R$ 19,4 bilhões do governo federal para emendas de relator, ou seja, para o orçamento secreto. Este valor está dentro dos R$ 38,7 bilhões reservados por Bolsonaro para emendas parlamentares, o maior valor já registrado. Destes, 1,1 bilhão foram alocados no Ministério da Educação (MEC), porém, mesmo indicados na pasta, não há destinação definida.

Assim como a educação, a saúde tem sofrido com cortes criminosos. Bolsonaro cortou 60% dos recursos para o Farmácia Popular no orçamento do ano que vem, derrubando a verba para os medicamentos gratuitos de R$ 2,04 bilhões no orçamento de 2022 para R$ 804 milhões no projeto de 2023 enviado ao Congresso. Até mesmo o combate ao câncer foi comprometido com 45% de redução orçamentária em relação a 2022. Bolsonaro cortou recursos da Rede de Atenção à Pessoa com Doenças Crônicas – Oncologia, braço do Ministério da Saúde que atua na prevenção e controle do câncer.

Para o Sinpro, o desmonte e a falta de investimentos na Educação fazem parte de projetos do governo federal. Desde o início do mandato de Jair Bolsonaro, o que percebemos é a falta de metas para alfabetizar crianças; perda de recursos para o Ensino Básico; esvaziamento do Enem; a possibilidade de ingressar na universidade foi arrancada daqueles(as) que sonhavam em fazer curso superior para ter alguma chance de alcançar melhores condições de vida; a imposição de se transformar unidades escolares em escolas militarizadas; além, claro, do desvio de recursos do MEC para a corrupção.

“Por este e por outros motivos a educação está sendo convocada para que neste domingo possamos decidir qual projeto para a educação nós queremos para os próximos quatro anos. Se continuaremos com este desrespeito ou se votaremos pela possibilidade real de mudança”, analisa o diretor do Sinpro Cláudio Antunes, lembrando que as discussões tanto da qualidade de educação quanto da própria valorização dos docentes perpassam pelo comportamento e pelas prioridades estipuladas pelo governo federal.

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Termina hoje o prazo para fazer a prova de vida dos aniversariantes de setembro

O Sinpro informa que o período para fazer a prova de vida e o recadastramento de professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) e pensionistas, que fazem aniversário em setembro, encerra hoje (30).

O sindicato ressalta que a prova de vida e o recadastramento poderão ser realizados de forma presencial, ou seja, com o comparecimento do(a) aposentado(a) ou do pensionista a qualquer Agência do BRB mais próxima de sua residência, ou de forma on-line, por meio do aplicativo já disponível nas lojas da iOS e Android. Criado durante a fase mais grave da pandemia do novo coronavírus, o aplicativo Prova de Vida GDF está em uso e oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual.

Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF (veja os links no final da matéria), inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado. Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.

A prova de vida é a comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões. Ela havia sido suspensa em março de 2020, como forma de evitar aglomeração e impedir o avanço da contaminação da Covid-19. Agora, com a melhora nos números sobre infecção e morte decorrentes da doença, o procedimento voltará a ser obrigatório, e deve ser realizado sempre no mês de aniversário do(a) servidor(a) aposentado(a) ou pensionista.

 

Outras formas de fazer a prova de vida

Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. Mas, atenção! Para isso, a pessoa tem de provar que está com problemas graves de locomoção.

Locomoção e maiores de 90 anos – Aposentados(as) e pensionistas impossibilitados(as) de locomoção e maiores de 90 anos podem pedir visita domiciliar para realizar a prova de vida pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br: devem anexar atestado médico comprovando a impossibilidade.

Hospitalizados(as) – Aposentados(as) e pensionistas hospitalizados(as) também podem solicitar a visita domiciliar. Para isso, a pessoa responsável pelo(a) internado(a) em hospital deverá apresentar ao Iprev declaração/laudo do médico atestando a internação do paciente naquela data.

Reclusão – Aposentados(as) e/ou pensionistas em reclusão devem encaminhar ao Iprev documentação prevista na Portaria com atestado ou declaração de Permanência Carcerária em papel timbrado expedido pela instituição carcerária.

Para quem mora no exterior – Para essas pessoas, a prova de vida pode ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Para isso, deve encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/

 

CLIQUE NO LINK PARA BAIXAR O APLICATIVO PARA CELULARES ANDROID:
https://play.google.com/store/search?q=prova+de+vida+gdf&c=apps

CLIQUE NO LINK PARA BAIXAR O APLICATIVO PARA CELULARES iOS:

https://apps.apple.com/br/app/prova-de-vida-gdf/id1614842989

 

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Criminosos usam processo de piso salarial e correções monetárias para tentar dar golpe

O Sinpro foi informado que criminosos estão entrando em contato com professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) informando sobre atualizações no processo de piso salarial e correções monetárias. Os golpistas, que se passam por funcionários do Escritório Resende Mori e Fontes, dizem que a suposta atualização, que na verdade é mais um golpe, diz respeito à cobrança de juros, correção monetária e pelo atraso do pagamento da folha salarial de 2015.

Sob o argumento de liberar os valores das ações coletivas e repasse dos pagamentos em atraso, os criminosos pedem para que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com o suposto escritório. Ao ligar, o(a) aposentado(a) é informado que para receber o suposto valor deve depositar um valor na conta para o pagamento de custas advocatícias. O Sinpro volta a afirmar que nem o sindicato, nem os escritórios de advocacia ligados a ele, solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores.

A Secretaria de Assuntos Jurídicos ainda ressalta que sindicato não tem processos referentes a piso salarial. Portanto, fique atento e não caia neste golpe.

O Sinpro-DF recebe, diariamente, várias denúncias de professores(as/es) e orientadores(as/es) educacionais acusando o recebimento de mensagens que usam o nome do Dr. Lucas e do seu escritório. Nessa modalidade de golpe, uma pessoa diz, na mensagem, que foi autorizada a ordem de pagamento do processo e, em seguida, solicita que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com uma advogada pelos telefones 2626-5741 e 99859-9031. Tudo isso não passa de manobra criminosa para lesar pessoas com processos judiciais e financeiros movidos pelo sindicato. Preste atenção às mensagens! Não caia no golpe! Denuncie! Nem o Sinpro, nem nenhum preposto do sindicato solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores.

Fique atento(a)!

Fiquem atentos(as/es) às novas “modalidades” de extorsão de dinheiro. A cada nova abordagem, os(as/es) bandidos(as/es) se aperfeiçoam e procuram facilitar e aligeirar o furto de dinheiro de quem tem processos a receber. É preciso ter cuidado e boa observação para não cair no golpe. Não é porque seu nome completo e CPF constam na mensagem, que ela é verdadeira (esses dados podem ser facilmente coletados na Internet). Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as estratégias utilizadas pelos(as) golpistas, seguem todas as versões usadas e denunciadas ao Sinpro:

 

Golpe 1

Uma mensagem enviada por WhatsApp, com foto de perfil com a marca do Sinpro, por um número que não é do sindicato, (61) 99872-4892, informa sobre o assunto: LIBERAÇÃO DO PRECATÓRIO EM FASE DE PAGAMENTO EM REGIME ESPECIAL, com os nomes dos advogados Drª Maria Rosali Barros ou Dr. Lucas Mori, indicando os números (61) 4042-0924 | WhatsApp: (61) 99840-3650 como contatos. Ao final, os golpistas colocam a observação falsa de que o sindicato não está atendendo presencialmente, em virtude os período pandêmico. Fique atento(a)! Isso é golpe! O Sinpro-DF está atendendo, normalmente, de forma presencial, das 8h às 17h, nas sedes e subsedes.

 

Golpe 2

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto do logo do Sinpro-DF.

 

Golpe 3

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

 

Golpe 4

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 5

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

Golpe 6

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

Golpe 7

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

 

Golpe 8

O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.

 

Golpe 9

Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!

 

Golpe 10

Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!

 

Sinpro alerta categoria sobre os golpes de internet

Golpistas criam nova modalidade criminosa. Não caia no golpe

 

Inscrições para pós-graduação em Educação Infantil vão até 30 de outubro

O Centro Universitário UDF abriu as inscrições para pós-graduação em Educação Infantil. As inscrições e as matrículas poderão ser feitas até o dia 30 de outubro. As aulas serão realizadas em dois sábados por mês, de forma presencial, das 8h às 12h e das 14h às 18h; e um sábado on-line (remoto síncrono), das 10h às 12h. O curso terá duração de 15 meses e será realizado no SEP/SUL EQ. 704/904 Conjunto A / Brasília-DF.

O objetivo da pós é preparar professores(as), gestores(as) e supervisores(as) para atuarem em instituições escolares e não escolares com capacidade teórica e prática a fim de consolidar práticas democráticas na educação das crianças; fomentar, a partir de estudos teóricos e interações, novas práticas para professores(as) que atuam com crianças de 0 a 6 anos no Distrito Federal e cidades do entorno; preparar o(a) profissional da educação infantil nos diferentes campos e linguagens para solidificar processos educacionais coerentes com os referenciais teóricos atuais da Educação Infantil; e oportunizar ao egresso do curso em educação infantil condições para pesquisas e investigações no campo da educação infantil tendo a criança como centro do processo.

Clique aqui e faça a sua inscrição.

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TV Sinpro explica a correção das gratificações dos professores em contrato temporário

O TV Sinpro dessa quarta-feira (28) foi todo dedicado à explicação da correção no pagamento das gratificações dos(as) professores(as) em contrato temporário que trabalharam no período de 2014 a 2019 e receberam um valor menor em seus contracheques, o que gerou uma diferença salarial.

Essa correção é resultado de uma ação judicial que o sindicato ganhou e, com isso, garantiu aos(às) professores(as) do contrato temporário que trabalharam no período acima mencionado e receberam GAA, GAEE, GARZ, GADERL ou GADEED, o recebimento, agora, da diferença subtraída de seus vencimentos na época.

Assim, se você perdeu o programa, acesse o link do programa no final deste texto e confira a explicação do advogado do Sinpro, Lucas Mori; do coordenador da Secretaria de Assuntos Jurídicos do sindicato, Dimas Rocha; e da diretora do Sinpro Ana Bonina.

O TV Sinpro foi ao ar às 19h, dessa quarta-feira (28), na TV Comunitária, no Youtube e no Facebook do Sinpro-DF.

 

Clique no link a seguir e assista:

Hoje é dia do Sinpro no cinema

Hoje, 29/09, é dia do Sinpro no cinema, no Liberty Mall. Toda quinta-feira, você, professor(a) e orientador(a) educacional,  paga 10 reais na entrada, com direito a um acompanhante que pagará também o mesmo valor.

Para aproveitar o benefício, é preciso ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Esqueceu a carteirinha? Não tem problema. Você pode apresentar o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

 

Confira a programação:

Quadro Negro aborda defesa da educação pública nas eleições 2022

A poucos dias das eleições gerais 2022, o Sinpro-DF traz como tema do Quadro Negro: “Vote em quem luta para a educação”. A edição especial do informativo está nos Correios e deve chegar aos lares dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais na semana que começa dia 26 de setembro.

Nesta edição, o Quadro Negro reúne informações que ajudam a categoria a decidir o voto. Entre os temas abordados, estão as principais propostas para a educação apresentadas no plano de governo dos(as) candidatos(as) que estão à frente nas intenções de voto para a presidência da República, para o GDF e para o Senado Federal.

Ainda na edição especial do Quadro Negro, são apresentadas as principais pautas da educação que tramitam no Congresso Nacional e na Câmara Legislativa do DF, e como os(as) parlamentares se posicionaram sobre os temas.

O Quadro Negro de setembro ainda apresenta a orientação dos partidos políticos em projetos que impactam diretamente na vida dos(as) servidores(as) do magistério público e de toda a classe trabalhadora.

Clique na imagem ou CLIQUE AQUI para ler a versão digital do Quadro Negro – Vote para a educação.

 

Matéria em Libras

Projeto Querino retrata as origens do Brasil em oito episódios de podcast

As origens e a história do Brasil, sem medo de colocar o dedo na ferida das elites e de apontar responsabilidades, estão sendo tratadas em podcasts. Idealizado e apresentado pelo jornalista Tiago Rogero, o Projeto Querino mostra um olhar afrocentrado para a formação do país, analisando tanto a contribuição afro-brasileira quanto a ganância desenfreada dos escravizadores.

O jornalista lembra que desmistificar a história é um dos trunfos de projeto, produzido pela Rádio Novelo e lançado no mês de agosto. “A ideia é refletir sobre como a escravidão formou o Brasil, país que recebeu cerca de 5 milhões dos 12 milhões de pessoas trazidas à força da África. Foi o maior contingente das Américas. A data para o lançamento de “Querino” não foi escolhida ao acaso. Este ano marca o bicentenário da independência do Brasil, evento que é tema do primeiro episódio do podcasts”, explica.

Rogero ressalta que nos episódios é possível perceber que pessoas negras estão no centro da narrativa, e não mais às margens da história. Exemplo disso pode ser encontrado já no nome do podcast, batizado em homenagem a Manuel Raimundo Querino, intelectual negro considerado o primeiro historiador da arte baiana.

Com edição caprichada, roteiro bem amarrado e pesquisa rigorosa, Projeto Querino se firma como um podcast fundamental para lembrar um passado que o país por vezes tenta esquecer. Como cantou a Mangueira no Carnaval de 2019, é a história que a história não conta, são versos que o livro apagou.

Confira abaixo todos os episódios do Projeto Querino:

* O episódio 3 está disponível no Youtube. Clique em “Assistir no YouTube” e confira o episódio completo.

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