Eleições 2022: Sinpro subscreve manifesto que reivindica o povo no centro do debate econômico

Até a próxima quarta, 31/08, a Coalizão Direitos Valem Mais recebe adesões ao seu manifesto, que marca sua posição sobre a política econômica atual e suas expectativas para uma nova gestão do Executivo Federal e das prioridades para os novos mandatos legislativos. Na visão das integrantes da Coalizão, as decisões sobre a economia devem atender as demandas das pessoas negras, indígenas, periféricas e do campo e buscar um caminho para a superação da crise atual que não prejudique ainda mais a vida dessa população.

O Sinpro e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) fazem parte da Coalizão, e assinam esse manifesto. Estão convidadas a assinar o Manifesto organizações, movimentos, entidades e pessoas que desejarem apoiar a iniciativa. As assinaturas podem ser feitas pelo formulário bit.ly/formulario_manifesto_dvm.  

>> CLIQUE AQUI PARA LER O MANIFESTO NA ÍNTEGRA

A Coalizão Direitos Valem Mais vem convocar as candidaturas presidenciáveis e aos demais cargos dos poderes Executivo e Legislativo nas eleições de 2022 a se posicionarem por uma mudança radical na política econômica brasileira a favor efetivamente do cumprimento da Constituição Federal, do enfrentamento das nossas profundas desigualdades, da preservação ambiental e da promoção dos direitos humanos e dos direitos da natureza. É necessário dar um basta: a política econômica não pode seguir a serviço da mercantilização
da vida e dos bens comuns e da concentração de renda nas mãos de poucos!

Criada em 2018, a Coalizão Direitos Valem Mais é um esforço intersetorial comprometido com a democratização da economia e crítico às drásticas políticas de ajuste fiscal, adotadas pelo governo brasileiro nos últimos anos, que tanto destruíram a capacidade do Estado de proteger a população, de combater a miséria crescente e de efetivar políticas
públicas garantidoras de direitos. A CNTE faz parte da coalizão, que reúne mais de 200 associações, movimentos sociais e consórcios de gestores públicos; organizações, fóruns, redes, plataformas da sociedade civil; conselhos nacionais de direitos; entidades sindicais; associações de juristas e economistas e instituições de pesquisa acadêmica.

Em uma perspectiva propositiva, que parte da compreensão que o gasto público social e ambiental é também o caminho para dinamizar uma economia em profunda crise, apresentamos uma agenda comprometida com a reconstrução do país que inverta as prioridades da economia, que explicite as escolhas políticas que lhe dão base e coloque a política econômica a serviço da superação da fome, do desemprego, da barbárie, das iniquidades, da destruição ambiental, da subalternidade internacional em que o país se encontra. Uma economia que esteja em prol das políticas de cuidado com a vida e com a concretização de um projeto de sociedade comprometido radicalmente como a justiça social, racial, de gênero e ambiental, com o bem viver da população e com a transição ecológica em um contexto de mudanças climáticas aceleradas.

1 – Melhoria das condições de vida das mulheres negras, indígenas, quilombolas, periféricas e do campo como prioridade e indicador de sucesso da política econômica 
2 – Piso emergencial para as políticas sociais visando o enfrentamento da grave crise humanitária 
3 – Fim do Teto de Gastos (Emenda Constitucional 95/2016), como previsto nas Propostas de Emenda Constitucional 54/2019 e 36/2020 
4 – Estabelecimento de um novo regime fiscal sustentável e orientado para os direitos humanos e direitos da natureza 
5 – Reforma da Lei de Responsabilidade Fiscal na perspectiva de uma nova Lei de Responsabilidade Social e Ambiental 
6 – Fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) e cumprimento integral das vinculações constitucionais para as políticas de educação e saúde
7 – Eliminação do Orçamento Secreto e reconstrução do Orçamento Público com instrumento prioritário para a garantia dos direitos constitucionais da população, enfrentamento das desigualdades e preservação ambiental
8 – Reforma tributária progressiva, com justiça fiscal, com o combate efetivo à sonegação e à elisão fiscal e a transparência e controle social das isenções fiscais. Revogação das reformas trabalhista, previdenciária, da nova lei da terceirização e da lei complementar 194/2022, que reduz e desorganiza a arrecadação do ICMS
9 – Fortalecimento e aprimoramento do Pacto Federativo na perspectiva solidária, coordenada e com correção das injustiças federativas, com a retomada de instâncias de  desenvolvimento regional
10 – Retomada e fortalecimento dos instrumentos de planejamento público de curto, médio e longo prazo
11 – Obrigatoriedade da avaliação prévia do impacto e dos riscos sociais e ambientais à apresentação de propostas orçamentárias e à implementação de medidas econômicas, com base na produção de informações orientadas para o monitoramento das desigualdades e da destruição ambiental
12 – Redução dos gastos militares: desmilitarização do estado, dos territórios populares e da vida e mais investimento em políticas de proteção e garantia da vida
13 – Combate à alta geral de preços e seus impactos na vida da população, com base em uma política monetária e de controle inflacionário, conduzida por um Banco Central comprometido com a promoção dos direitos humanos
14 – Democratizar a composição da gestão econômica: servidores públicos com a cara do povo
15 – Retomada da transparência e da participação social, com investimento em programas de democratização do debate econômico com base na educação popular

>> VEJA NO MANIFESTO A DEFESA DE CADA UM DESSES ITENS

(Com informações do site da CNTE)

Atenção, não caia no golpe!

Vamos começar esta publicação com a afirmação: nem o Sinpro, nem nenhum preposto do sindicato solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores. Isso é golpe!

O mais novo golpe contra aposentados e aposentadas da categoria com processos na justiça envolve a falsificação de supostos documentos, que recebem até logomarcas de bancos, e informam de depósitos falsos prestes a serem feitos nas contas dos golpeados(as) – contanto que sejam feitos depósitos-pix em contas de pessoas físicas, ou depósitos para pagamento para supostos despachantes ou certidões de cartórios, a título de honorários ou adiantamentos, pagamentos de supostos despachantes ou supostas certidões de cartórios.

Vamos repetir a afirmação do primeiro parágrafo: isso é golpe! Nem o Sinpro, nem nenhum preposto do sindicato solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores.

Golpistas de Internet continuam tentando tirar dinheiro de pessoas com processos na Justiça. A quadrilha muda de formato constantemente para aperfeiçoar e manter o golpe! O Sinpro alerta mais uma vez: fiquem atentos e atentas!

Na mais recente abordagem, estão usando mensagens com uso do nome de Lucas Mori, advogado do Sinpro-DF, com um número falso de telefone. Toda semana, criminosos usam celulares e mensagens via Internet para aplicar novos métodos de lesar financeiramente os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Outro golpe recorrente é o de se apresentarem como funcionários da Câmara de Conciliação de Precatórios, utilizando os números de telefone (61) 2626-2740 e (61) 9825-6570 e informando o resultado do julgamento das propostas de acordo com o último lote, nos termos do edital.

O Sinpro muitas denúncias de professores(as/es) e orientadores(as/es) educacionais acusando o recebimento de mensagens que usam o nome do dr. Lucas e do seu escritório. Nessa modalidade de golpe, uma pessoa diz, na mensagem, que foi autorizada a ordem de pagamento do processo e, em seguida, solicita que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com uma advogada pelos telefones 2626-5741 e 99859-9031. Tudo isso não passa de manobra criminosa para lesar pessoas com processos judiciais e financeiros movidos pelo sindicato.  

Preste atenção às mensagens! Não caia no golpe! Denuncie! Nem o Sinpro, nem nenhum preposto do sindicato solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores.

Confira um dos modelos de mensagens enviadas aos celulares:

 

Ouça também o áudio do golpe: 

 

Modus operandi

São vários os “modus operandi” das quadrilhas cibernéticas. Um deles, segundo relatos de vítimas, é que após o primeiro contato, os(as) estelionatários(as) dizem que as propostas indeferidas poderão ser objeto de recurso administrativo em um prazo de 5 dias úteis em petição física direcionada à câmara, com protocolo no posto de atendimento da Procuradoria Geral do Município. Em seguida dizem que é preciso o depósito de um valor para as custas advocatícias e taxas de cartório.

Tudo isso é mentira! Tudo é golpe! Não deposite nenhuma quantia em dinheiro. É golpe! O Sinpro alerta para o fato de que nem o sindicato e nem os escritórios de advocacia que integram o Jurídico da entidade pedem dinheiro para recebimento de valores referentes a ações judiciais. Antes de fazer qualquer depósito ou repassar qualquer informação, ligue para o Sinpro.

Fiquem atentos(as/es) às novas “modalidades” de extorsão de dinheiro. A cada nova abordagem, os(as/es) bandidos(as/es) se aperfeiçoam e procuram facilitar e aligeirar o furto de dinheiro de quem tem processos a receber. É preciso ter cuidado e boa observação para não cair no golpe. 

Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as estratégias utilizadas pelos(as) golpistas, seguem todas as versões usadas e denunciadas ao Sinpro:

 

Golpe 1

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto da logo do Sinpro-DF.

 

Golpe 2

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

 

Golpe 3

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 4

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

Golpe 5

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

Golpe 6

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

 

Golpe 7

O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.

 

Golpe 8

Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!

 

Golpe 9

Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!

 

Confira nas matérias, a seguir, as modalidades e o modus operandi: 

Sinpro informa que criminosos continuam aplicando o golpe na categoria

Cuidado com o novo golpe na praça. Fique atento e não caia nessa

Golpistas criam nova modalidade criminosa. Não caia no golpe

Bandidos(as) põem em curso nova modalidade de golpe

Sinpro alerta: dinheiro fácil é golpe!

Bandidos aplicam novo golpe do precatório contra professores

Fraudes pelo telefone: aprenda a identificar o golpe

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Fase de entrevistas para o processo de concessão da Declaração de Aptidão para professores

O Sinpro informa que o período de agendamento para a realização de entrevistas e fases subsequentes para o processo de concessão da Declaração de Aptidão para professores(as) e orientadores(as) educacionais já está valendo, conforme Circular n.º 240/2022. Os(as) interessados(as) deverão ficar atentos(as) aos prazos e procedimentos necessários para participar do pleito. As entrevistas ocorrerão de forma presencial no período entre 31/08 e 16/09, de acordo com o cronograma da área pleiteada.

O servidor ou servidora habilitado na etapa de análise documental deverá, obrigatoriamente, realizar o agendamento da(s) entrevista(s) para a(s) área(s) que contam com esta etapa, conforme descrito no Caderno de Orientações para Concessão de Aptidão (90674941), de acordo com a disponibilização das agendas, pelo link https://inscricoes.se.df.gov.br/, no período de 27 a 31/08/2022. O sindicato recomenda que o agendamento da(s) entrevista(s) seja feito para o turno de coordenação pedagógica, sempre que possível.

Aqueles(as) que não realizarem o agendamento no período determinado estarão eliminados(as) do processo. Após a finalização e confirmação do agendamento para a entrevista, a data e o horário não poderão ser alterados. O(a) professor(a) não habilitado na etapa de análise documental não realizará o agendamento da entrevista.

É preciso ficar atento a algumas aptidões que, devido as especificidades da composição das bancas, serão agendadas pela equipe organizadora do processo e os(as) servidores(as) serão avisados via e-mail e/ou telefone cadastrados no ato da inscrição.

Clique aqui e confira a Circular na íntegra.

Governo Ibaneis segue governo federal, retrocede aos anos 70, retoma salas multietapas e destroi a EJA

Professor e diretor do Sinpro, Carlos Maciel, durante a comissão geral que discutiu o desmonte da EJA. Foto: Joelma Bonfim/Arquivo Sinpro

 

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) foi o tema da comissão geral, nessa quinta-feira (25), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A iniciativa ocorreu no Plenário da Casa Legislativa para discutir o desmonte da EJA, que ocorre de forma aligeirada no governo Ibaneis Rocha (MDB), deixando centenas de estudantes de baixa renda sem o direito à educação pública. Os(as) participantes acusam o governo Ibaneis de seguir o governo federal no desmache da educação noturna, retroagir às salas multisseriadas dos anos 1970 e destruir a EJA, um projeto de inclusão social. 

Convocado pelo deputado Reginaldo Veras, líder do Bloco Sustentabilidade e Educação (PV/Avante), o evento lotou a galeria do Plenário de estudantes, professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino. Na Mesa, deputados (as), sindicalistas e professores(as) denunciaram a volta das salas multietapas, um problema superado nos anos 1980 pela Secretaria de Estado de Educação do DF (SEE-DF), e resgatado pelo governo Ibaneis para enterrar de uma vez por todas a política pública de inclusão social por meio da inclusão educacional.

O projeto de multietapas, ou salas multisseriadas, é condenado por vários motivos e, comprovadamente, excludente. Na Mesa, estavam o deputado Reginaldo Veras, a deputada Arlete Sampaio (PT), a professora da EJA Glayce Helena Barbosa Alves de Almeida e o diretor do Sinpro-DF, Carlos Maciel. Nas galerias, estavam o CEM 304, o CED 619, o CEF 404 da Samambaia, o CEM 03 da Ceilândia e outras escolas.

Veras se comprometeu a formular um documento com as demandas apresentadas e encaminhá-lo à SEE-DF. Disse que também irá acionar a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acerca do cumprimento das metas do Plano Distrital de Educação (PDE), em especial no que concerne às salas multietapas.

 

Professora da EJA Glayce Almeida, deputada Arlete Sampaio, deputado Reginaldo Veras e o diretor do Sinpro Carlos Maciel. Foto: Joelma Bonfim/Arquivo Sinpro
Professora da EJA Glayce Almeida, deputada Arlete Sampaio, deputado Reginaldo Veras e o diretor do Sinpro Carlos Maciel. Foto: Joelma Bonfim/Arquivo Sinpro

 

Reginaldo Veras (PV):
“Regredimos à década de 1970, quando ainda encontrávamos salas multisseriadas”

O parlamentar contou que, aos 19 anos de idade, ingressou na SEE-DF como professor do contrato temporário, lecionando na Escola Classe (EC) 33 de Ceilândia, atualmente CEF 31. Nessa escola, ele integrou a equipe diretiva. Na época, atuou na EJA quese chamava Supletivo Seriado. Para ele, essa experiência foi uma referência na vida dele. A escola adotava um modelo interessante, que a fez ganhar dois prêmios internacionais da Unesco em virtude do projeto pedagógico.

Ele contou que essa crise da EJA criada pelo governo Ibaneis o fez se lembrar do caso de um estudante daquela escola, que ofertava da Alfabetização até o 9º Ano. “Na época, um de nossos estudantes, vindo da Bahia, era analfabeto. Foi alfabetizado nessa escola. Concluiu as séries iniciais, Ensino Fundamental e Ensino Médio na EJA. Fez universidade, virou professor e hoje ele é professor de uma universidade dos EUA. Fez mestrado e doutorado nos EUA e por lá ficou sendo professor de universidade”, contou.

“Isso mostra que quando a política de inclusão para aqueles que não puderam estudar no período adequado em razão de vários fatores, quando feita com seriedade, é uma política educacional de inclusão social que deve ser levada a sério. Mas, o que se observa é que, nos últimos tempos, aqui no DF, esse modelo de ensino vem sendo precarizado e, este ano, fomos surpreendidos com uma falta de planejamento da Secretaria de Educação, que levou à implantação de salas multisseriadas. Ou seja, nós, no DF, em 2022, regredimos à década de 1970, quando ainda encontrávamos salas multisseriadas em várias partes do Brasil. Naturalmente, a gente não pode admitir isso, a gente tem de debater esse assunto e buscar novas perspectivas para isso”.

 

Arlete Sampaio (PT):
“Ibaneis extinguiu laboratórios e improvisou 26 salas de aula”

Arlete Sampaio (PT), presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da CLDF,  contou que um dos momentos mais felizes da vida dela foi quando nós lançamos, lá na Ceilândia, com a presença do educador Paulo Freire, o Pró-EJA. Foi um momento marcante e eu tive a oportunidade de conhecer e passar um dia convivendo com ele. Foi um dia inesquecível. A gente teve, tanto do governo Cristóvam Buarque, do qual eu fui vice-governadora, tanto do governo Agnelo Queiroz, um trabalho importante de alfabetização de adultos. Tanto é que recebemos o título de Capital Livre do Analfabetismo durante o governo Agnelo.

Hoje, o que a gente está vendo é uma tentativa permanente de desmonte da Educação de Jovens e Adultos. E a última cartada foi esta de juntar estudantes de séries diferentes numa mesma sala de aula. Além de deixar o professor maluco, desestimula a quem está fazendo um esforço para se alfabetizar. Na ocasião, realmente, tanto o professor Reginaldo com eu mesma e outros parlamentares falamos sobre este tema aqui no Plenário. Cheguei a encaminhar um ofício à secretária de Educação protestando em relação a isso, mas a gente sabe que este governo, infelizmente, não construiu nenhuma escola nova. Ele improvisou 26 novas salas de aula, tirando espaços de laboratórios, Salas de Recursos, entre outros espaços para montar essas salas.

“Fica visível que não há qualquer prioridade com a educação pública no DF. Penso que a nossa luta atualmente é para que a gente possa aproveitar este momento para fazer mudanças no DF e a gente poder ter de fato governo, deputados e deputadas que se preocupem realmente com a educação para que a gente possa fazer avançar e tirar o DF desse atraso que estamos vivendo hoje”, finalizou.

Matéria do site da CLDF informa que, durante o evento, professores e professoras reclamaram da falta de busca ativa de estudantes para a EJA, com o retorno das aulas presenciais. “A secretaria não atacou a evasão escolar: muitos alunos adultos não retornaram por medo da pandemia e da doença e por falta de cartões mobilidade e de segurança para a locomoção, à noite, para as escolas”, apontou Glayce Almeida.

 

Assim como Carlos Maciel, participaram do evento os diretores do Sinpro Regina Célia e Samuel Fernandes. Foto: Joelma Bonfim/Arquivo Sinpro

 

 

Carlos Maciel (Sinpro-DF):
“Este governo não cumpriu as Metas 8, 9, 10 e 11 do PDE”

Carlos Maciel, diretor do Sinpro, também criticou a falta de investimento do governo em educação pública. Também contou a história de vida dele, que precisou da EJA para estudar. “Estou muito feliz de estar aqui fazendo a defesa da educação enquanto professor e dirigente do Sinpro-DF. Quero contar um pouco de minha história de educando. Nos meus 18 anos, fiz o antigo Supletivo, que era a EJA. Aos 10 anos de idade tive de parar de estudar para trabalhar. E demorou muito para retornar. Quando retornei, tive de ir para o ensino noturno. Hoje, dialogo muito com meus alunos sobre isso e conto como era a realidade. Na minha época, não tinha nem sequer o lanche para o noturno. Eu trabalhava na construção civil e chegava na escola, à noite, com fome para estudar. Não tinha o lanche, mas havia a oferta do ensino”, lembrou.

Maciel disse que o governo Ibaneis, praticamente, deu as costas para a educação. A gente não conhece projeto de educação deste governo e agora ele quer acabar com o que se manteve de pé na Educação de Jovens e Adultos e acabar com o ensino noturno. Quando a gente analisa os documentos que temos sobre educação, como, por exemplo, o PDE, a gente tem as Metas 8, 9, 10 e 11, que são umas das metas mais descumpridas por este governo.

Assista no link a seguir a audiência pública.

 

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TV Sinpro fala da Educação básica pública do DF em tempos da pandemia de Covid-19

O relatório de uma pesquisa sobre a Educação básica pública do DF em tempos da pandemia de Covid-19 – Experiências de 2020 será pauta do TV Sinpro do dia 31 de agosto, às 19h. O encontro terá a participação das diretoras do Sinpro Berenice Darc e Luciana Custódio, além da professora Edileuza Fernandes Silva, uma das coordenadoras da pesquisa juntamente com Ana Sheila e Maria Abádia Silva. O TV Sinpro vai ao ar ao vivo na TV Comunitária, no Youtube e no Facebook do Sinpro-DF. 

O documento, realizado pelo Observatório de Educação Básica (ObsEB) em 2020, contou com a participação de 248 pessoas, entre representantes da equipe gestora das escolas públicas do Distrito Federal, professores(as), supervisores(as), coordenadores(as) pedagógicos(as) intermediários(as) e locais, professores(as) da sala de recursos e orientadores(as) educacionais. Segundo Edileuza, o objetivo da pesquisa foi analisar a realidade da rede pública de ensino do DF sobre a gestão escolar, o trabalho pedagógico e a formação docente, no tocante ao desenvolvimento das atividades de professores(as), diretores(as) e equipes pedagógicas durante o ano letivo de 2020 com o ensino/trabalho remotos decorrente da Covid-19.

Luciana Custódio lembra que o Observatório de Educação Básica foi criado durante a pandemia em parceria com a Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), o Sinpro e a Comissão de Educação e Cultura da CLDF. “A apresentação do relatório foi feita na última semana e é uma pesquisa de alta relevância para compreendermos quais os desafios mais urgentes do ponto de vista da construção e do debate para a avaliação dos dados, e qual a nossa prioridade no que diz respeito à construção e à luta por políticas públicas para tentar corrigir as distorções, dificuldades e problemas evidenciados pela pandemia”, analisa. 

MATÉRIA EM LIBRAS

Prestes a completar 10 anos, lei de cotas será revista e pode ter retrocesso, alerta educadora

A Lei de Cotas, que está prestes a completar 10 anos, tem garantido a reserva de vagas nas universidades e institutos federais do país para estudantes que cursaram ensino médio em escolas públicas, para afrodescendentes, além da garantia de espaço em cursos superiores para pardos e negros. A lei mudou a cara das universidades brasileiras, democratizando o acesso a este espaço de conhecimento.

Mesmo diante de uma lei tão importante e necessária para a educação brasileira e para a correção de injustiças praticadas há séculos, Relatório do Observatório da Branquitude mostra que quase metade de todos os projetos de lei que tramitam no Congresso querem enfraquecer a lei de alguma forma. Das 30 propostas feitas durante a última legislatura, 11 são favoráveis, três neutras e 11 são contrárias às cotas, de acordo com o relatório.

Confira abaixo matéria da CNTE abordando o tema:

 

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Foto: Roberto Parizotti/CUT Brasil

Prestes a completar uma década neste mês de agosto, a Lei de Cotas Raciais, política pública que garante metade das vagas de institutos e universidades federais para ex-alunos de escolas públicas, passará por uma revisão e corre sério risco de retrocesso. A avaliação é de Mila Gaudencio, economista, educadora financeira e ex-aluna da Educafro.
“Acredito que corremos o risco de retrocesso porque ainda não falamos em lei de cotas nas empresas privadas, e se a gente enfraquece a lei, a gente não consegue uma revisão na esfera estudantil”, pontua Mila.

A Lei de Cotas foi aprovada pelo Congresso e sancionada em 2012. O texto prevê que, até 29 de agosto de 2022, a política de ações afirmativas precisa passar por uma revisão. Porém, o governo de Jair Bolsonaro (PL) não apresentou até o momento nenhuma proposta para sua revisão.

Mas o que isso significa? A lei corre o risco de deixar de existir? Segundo a economista, a revisão da lei não implica na sua expiração, mas a discussão sobre as cotas raciais precisa ser ampliada dentro das empresas privadas.

“Para conseguir ampliar essa discussão, a gente precisa fortalecer o que já existe, se não a gente retrocede em várias esferas. Independentemente das divergências, as cotas aumentaram o número de pessoas pretas, indígenas e de baixa renda nas universidades públicas. A gente não vê esse número com relevância em cargos de liderança, por exemplo”, pontua.

O termo “revisão” refere-se à necessidade de analisar como a política pública funcionou para, então, discutir se deve ser ampliada, mantida como está ou “enxugada”. Não há um prazo de validade – mesmo que o processo não aconteça em agosto a lei não caducará.

No entanto, para especialistas, se o debate não ocorrer até o fim do mês, as universidades federais podem abandonar as cotas, se assim desejarem.

“A lei precisa não só ser revisada, mas também expandida para além das universidades, para as empresas. Hoje as empresas que usam a ‘estratégia’ de diversidade são vistas como diferenciadas, é vendido como algo bom (e não estou dizendo que não é), mas a empresa não está fazendo mais que obrigação dela”, defende Mila, que só conseguiu fazer faculdade de economia pela Educafro após receber uma bolsa de 80% numa universidade particular.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) avalia que a política de cotas já apresenta uma série de reflexos objetivos e subjetivos – indo do aumento da autoestima dessas pessoas até a reconfiguração do mercado de trabalho e da produção científica. Por meio da Secretaria de Combate ao Racismo, a CNTE reafirma, permanentemente, o seu posicionamento de compromisso e justiça com a verdadeira história do povo negro e defende que manter a política de cotas é fundamental
para promover uma sociedade mais igualitária.

>> COTA NÃO É ESMOLA: VEJA A CAMPANHA DA CNTE EM DEFESA DAS COTAS 

A lei
A Lei de Cotas, pensada por intelectuais negros e após anos de luta do movimento negro brasileiro, foi desenhada com base na experiência de universidades que já tinham algum tipo de ação afirmativa. A Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, foi pioneira ao implementar em 2004 a reserva de vagas para estudantes negros.

Ela estabelece 50% das vagas dos institutos e universidades federais para estudantes que cursaram o ensino médio integralmente em escolas públicas. Foram durante os mandatos de Lula e Dilma Rousseff que a população negra conquistou algumas políticas de ações afirmativas que contribuíram para a ascensão social e intelectual de milhares de pessoas ignoradas pelos políticos durante mais de 500 anos de história do Brasil.

Essas políticas começaram a ser atacadas durante o governo ilegítimo Michel Temer (MDB-SP), que acabou com o status de ministério da Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

Já com, Jair Bolsonaro (PL) a situação piorou. Houve desmonte de todas as políticas públicas voltadas para a população negra. Em diversas declarações ele chamou as ações afirmativas como “coitadismo” dos negros, gays e nordestinos. Segundo ele, essas políticas afirmativas reforçam o preconceito.

“Eu era a única gerente de uma empresa multinacional. Única mulher negra. Eu sou fruto dessa política”, ressalta Mila.

Positividade

De acordo com levantamento do Consórcio de Acompanhamento das Ações Afirmativas, apresentados na semana passada no evento “Dez anos da Lei de Cotas: resultados e desafios”, no Museu Afro-Brasil, em São Paulo, 71% das pessoas entrevistadas avaliaram positivamente as cotas raciais. Outras 62% as cotas sociais. Segundo o levantamento, os estudos analisados foram publicados entre 2006 e 2021.

Sobre as cotas raciais, 53% dos estudos avaliaram como “bastante positiva”; 18% como “levemente positiva” e 12% como “negativas” (com 16% sem identificação clara). Já em relação às cotas sociais, 43% foram “bastante positivas”, 19% “levemente positivas” e 12% “negativas” (25% sem identificação).

Com informações da CNTE

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Oficina de Horta e Plantas Medicinais para Aposentados foi um sucesso

 

A Oficina de Horta e Plantas Medicinais para Aposentadas(os), realizada na tarde dessa quarta-feira (24), na Chácara do Sinpro-DF, foi um sucesso. O curso é uma realização da Secretaria de Assuntos dos Aposentados. Nesta edição, foram ministradas uma oficina de hortas em pequenos espaços e, outra, de plantas medicinais com explicações sobre o agregamento desses cultivos na alimentação saudável, em terapias etc.

Nas oficinas de plantas medicinais, por exemplo, foi mostrado como cultivar plantas medicinais e seus usos em chás calmantes, contra ansiedade etc. Nas oficinas, as(os) participantes aprendem cultivos focados em locais pequenos, como os espaços das residências dos participantes, e direcionados para beneficiar a saúde da pessoa. Especialmente a saúde da pessoa aposentada.

Esta edição contou com a participação de mais de 70 professoras(es) e orientadoras(es) educacionais aposentadas(os). A atividade foi realizada na tarde dessa quarta-feira (24), na Chácara do Sinpro-DF. Parte das(os) participantes foi de ônibus, disponibilizados pelo sindicato. Um saiu da sede da entidade no Setor de Indústrias Gráficas (SIG) e, o outro, do Taguaparque. Muitos(as) participantes foram em suas próprias conduções.

“A gente vê pelo semblante das pessoas que elas estão satisfeitas e felizes por estarem lá na Chácara do Sinpro-DF aprendendo um pouco nessas oficinas que tanto ajudam no seu dia a dia. Ajuda na rotina. Pela avaliação que eles fazem, é muito positivo. E pedem outras oficinas lá no espaço da chácara”, afirma Elineide Rodrigues, coordenadora da secretaria.

Ela informa que a intenção da nova gestão do Sinpro é utilizar mais o espaço da chácara com atividades para aposentadas e aposentados. Nesta edição, parte das(os) inscritas(os) fez a oficina de hortas, com o gestor ambiental Felipe Mendes Pereira. Ele ensinou a produção de hortas em pequenos espaços. A outra parte da turma ficou com Abadia, que fez a oficina de plantas medicinais.

Após a parte teórica e a prática, os dois grupos se unem para um lanche feito com tudo que foi utilizado no curso, como pasta de cenoura e de inhame para colocar no pão integral, pão de queijo com alecrim, que é feito ali mesmo no ambiente do curso. O fato é que quem faz o curso sai de lá feliz. “Isso é o que mais importa”, diz Elineide.

“Ontem o Sinpro deu mais uma prova de que como arte, cultura, cuidados consigo e com outros são importantes tanto para os ativos e, sobretudo, para os aposentados. Fizemos essa oficina de hortas e ervas na Chácara do Sinpro, num ambiente agradável e de sustentabilidade de foi muito bacana porque além da interação entre nossos pares, entre mulheres e homens presentes, a gente teve um momento de conhecimento fitoterápico e de autocuidado muito importante de saúde física, mental, social, política integradas. Quem venham outras oficinas e outros momentos de interação e de cuidado consigo e com os outros”, disse Edna Barroso, professora aposentada, moradora do Guará.

 

Abordagens e plantações 

 

Na oficina de hortas, por exemplo, Felipe faz uma abordagem bem rápida sobre a bioconstrução e o Espaço Educador Chico Mendes na chácara. “A gente explica como ele foi construído e mostra os porquês dessa técnica de construção e, aí, a gente já começa a entrar na parte da hora. Faz uma pequena abordagem da história da agricultura no Brasil e no mundo e depois já começa a falar sobre as possibilidades de plantar em pequenos jarros, palets, usando a varanda ou uma janela do apartamento”, explica o oficineiro.

No curso, as(os) participantes aprendem a cultivar, nesses pequenos espaços, ervas e até hortaliças. “E aí para implantar a sua horta a gente aborda algumas técnicas, como a do minhocário e a composteira que vão dar uma incrementada na horta do participante. Também abordamos sobre a instalação de um meliponário, que é a criação de abelhas sem ferrão, com abelhas nativas do Brasil, com as quais é possível cultivá-las, em casa, pelo fato de não serem agressivas, não terem ferrão, e até em apartamento”, afirma.

A finalização do curso é com a prática. “Os participantes colocam a mão na massa. Fazem pequenos plantios reutilizando garrafas pets como local de plantação”. A Oficina de Horta e Plantas Medicinais para Aposentadas(os) começou em abril de 2016. Depois disso, foi realizada em agosto de 2017, setembro de 2018, agosto de 2019 e, por causa da pandemia da covid-19, foi suspensa por 2 anos.

Em março deste ano, a Secretaria de Assuntos dos Aposentados retomou a oficina e realizou a quinta edição do curso. Nessa quarta, foi realizada a sexta edição com muito sucesso e participação de 36 professoras(es) na oficina de hortas e, 33, na de ervas. Geralmente, são disponibilizadas 44 vagas. Essa quantidade de vaga é por causa do número de poltronas do ônibus. Normalmente, o Sinpro envia dois ônibus.

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Armazém do MST – Uma rede de sabores, afetos e solidariedade

O Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) tem mostrado que comer também é um ato político e cultural. Há seis anos o MST tem levado o melhor do campo para as cidades, tornando-se referência para quem busca comida de qualidade e produtos orgânicos a preços justos. Além de tornar-se ponto de encontro entre campo e cidade, o Armazém do MST disponibiliza produtos agroecológicos e orgânicos produzidos em associações, cooperativas e agroindústrias da agricultura familiar camponesa.

Com 34 pontos de comercialização espalhados por 13 estados brasileiros, com atendimentos via loja física, delivery e por encomendas dos produtos da Reforma Agrária Popular, a rede de Armazéns do Campo vem se consolidando como a maior rede de produtos da Reforma Agrária do Brasil. Além de apoiar a luta do MST, o Armazém oferece alimentos saudáveis, livres de exploração e veneno.

No Distrito Federal, estes produtos estão à venda na Feira da Ponta Norte, na CLN 216 da Asa Norte, sempre aos sábados. “O Armazém do Campo é a rede de lojas do MST para comercializar produtos da Reforma Agrária e ser, também, um espaço de diálogo com a sociedade para nossas bandeiras de luta”, explica Jessica Garcia, do setor de produção do MST e coordenação do Armazém do Campo DF, comentando que o MST está no processo de articulação para abrir uma loja física no início de setembro. “Com a loja física, que vai ficar na Asa Norte, vamos fazer a comercialização dos produtos durante a semana e funcionar com programação cultural de noite. Aos poucos estamos montando uma agenda de eventos que vão desde lançamento de livros, rodas de conversa e programação musical e cultural”. 

Para Ademar Ludwig, um dos coordenadores dos Armazéns do Campo, a rede é um espaço que vai muito além de uma loja. “Acho que é importante ressaltar que o Armazém do Campo é fruto das primeiras grandes Feiras Nacionais da Reforma Agrária, principalmente a que aconteceu no Parque da Água Branca, em 2015”, relembra Ademar complementando que para além da comercialização de produtos saudáveis, existe um histórico de luta envolvido. “Por essas e outras, a rede de Armazéns tem se tornado um espaço onde a comercialização dos alimentos busca ser equalizada a preços justos tanto para quem consome quanto para quem produz, em benefício à classe trabalhadora do campo e cidade”.

Diante de tudo isto, os Armazéns se consolidam em um espaço da Reforma Agrária Popular em parceria com a agricultura familiar camponesa, indígena, quilombolas, ribeirinhos, da mulher camponesa, do trabalhador rural.

 

Informações sobre o Armazém do Campo no DF

O que: Feira da Ponta Norte

Local: CLN 216 da Asa Norte

Dia: sempre aos sábados

Horário: Das 9h às 13h

 

Com informações do site do MST.

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Hoje é dia do Sinpro no cinema

Hoje, 25/08, é dia do Sinpro no cinema, no Liberty Mall. Toda quinta-feira, você, professor(a) e orientador(a) educacional,  paga R$ 10 reais na entrada, com direito a um acompanhante que pagará também o mesmo valor.

Para aproveitar o benefício, é preciso ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Esqueceu a carteirinha? Não tem problema. Você pode apresentar o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

 

Confira a programação:

 

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SINPRO LANÇA CAMPANHA “NAS ELEIÇÕES, VOTE PARA A EDUCAÇÃO!”

Todos(as) nós sabemos a importância da educação para o futuro do país, para a formação cidadã dos(as) estudantes e para a promoção e transformação do meio social para o bem comum. Também é notória a luta do Sinpro-DF e de toda categoria por mais investimentos e por mais prioridade do Congresso Nacional e dos governos federal e estaduais para o setor, mas será que nós, como eleitores(as), estamos tomando as decisões certas e elegendo candidatos(as) comprometidos(as) de fato com a educação?

Às vésperas de mais um pleito eleitoral que definirá os nomes que ocuparão os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e distrital, o Sinpro lança a campanha: Nas eleições, vote para a educação! Além de chamar a atenção sobre a importância da educação para o país, o objetivo da campanha é mostrar ao(à) eleitor(a) que as mudanças que queremos passam diretamente pelo nosso voto.

Para se ter uma ideia, um levantamento publicado no portal da Câmara dos Deputados revelava que o setor tem 6.444 projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional. Isto mostra que a Casa, assim como a maioria dos(as) deputados(as) e senadores(as), não têm a educação como prioridade. É preciso mudar esta realidade, elegendo candidatos(as) que estejam fechados com a educação e com os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

Pensando nisto, o Sinpro divulgará materiais gráficos contendo as pautas históricas da nossa categoria, para que cada um(a) possa analisar as promessas de campanha do seu candidato para a educação. Se ele(a) pleiteia a reeleição, confira o que ele fez pelo setor, seus votos em projetos que tinham a educação como foco e se ele é comprometido com uma educação pública gratuita, de qualidade, socialmente referenciada e laica.  

No dia 2 de outubro, vote consciente. Vote para a educação!

 

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