CUT debate com entregadores de aplicativos organização da categoria no DF

Leia abaixo matéria da CUT-DF sobre a oficina “Organização, Direitos e Trabalho Decente para Entregadores por Aplicativos”, promovida pela CUT e pelo Instituto Observatório Social (IOS), com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O tema é de fundamental importância para toda a classe trabalhadora. A profunda precarização do trabalho é uma realidade que se amplia dia a dia nas mais diversas categorias. Na nossa, por exemplo, são mais de 12 mil professores(as) em situação de contrato temporário, sem acesso aos direitos constitucionais e à estabilidade.

Na oficina, ficou nítido que as principais reivindicações dos entregadores e entregadoras por aplicativo, além da criação de pontos de apoio – demanda específica da categoria – são remuneração justa, vínculo empregatício, e acesso à previdência. Essas são reivindicações comuns a quase toda a classe trabalhadora.

Por tudo isso, o Sinpro é parceiro da iniciativa da CUT. Leia matéria abaixo e saiba como foi a oficina e os próximos passos dessa tão importante mobilização.

 

CUT debate com entregadores de aplicativos organização da categoria no DF

Seguro acidente, salário, repouso remunerado, auxílio doença, lugar para carregar celular, usar o banheiro ou mesmo para descansar entre um pedido e outro são alguns dos direitos negados pelas plataformas e que são as principais reivindicações dos entregadores de aplicativos. Foi este o tom da oficina “Organização, Direitos e Trabalho Decente para Entregadores por Aplicativos”, promovida pela CUT, Instituto Observatório Social (IOS) com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que aconteceu nesta quarta-feira (10), na sede da CUT Brasília.

A oficina é parte do projeto “Pesquisa, Organização e Fortalecimento dos Direitos e do Diálogo Social com os Trabalhadores de Aplicativos de Entrega em Brasília e Recife”, na qual comprova que os pilares do trabalho decente, como os direitos e princípios fundamentais do trabalho, a promoção do emprego de qualidade, a extensão da proteção social e o diálogo social, não estão sendo cumpridos, segundo dados do sumário executivo do estudo.

O secretário de Relações Internacionais da CUT Brasil, Antônio Lisboa, disse que o aumento do trabalho de plataforma tem crescido na mesma intensidade do trabalho precário e que a luta destes trabalhadores é mundial, mas que é preciso se organizar.

“Esta pesquisa é a primeira das Américas e será usada nos mais diversos espaços para contribuir com o debate. Esta forma de trabalho é uma nova forma de exploração e já existe um nível de demandas por direitos em todo o planeta, mas é preciso se organizar para garantir direitos e um trabalho digno e isso é um desafio dos trabalhadores e das trabalhadoras. A pesquisa e a oficina são justamente para pensar como faremos isso juntos”, afirmou.

Os entregadores compuseram a atividade relatando a realidade a qual estão expostos, as dificuldades do dia a dia e suas reivindicações, que passam por remuneração justa, criação de mais pontos de apoio, vínculo empregatício e até mesmo segurança e acesso à previdência. Além disso, a música dos Paralamas do Sucesso, Capitão de Indústria, foi tocada na oficina para dar clima ao debate, porque a letra fala sobre a exploração do capitalismo e a falta que as trabalhadoras e os trabalhadores sentem de ter tempo de ter ou de ser por trabalhar demais.

“Esta música, que fala sobre a falta de tempo de ser e de fazer algo além de trabalhar mostra como o capitalismo impôs regras e que os trabalhadores tinham que doar seu tempo em troca de salário com longas jornadas e muita exploração, mas davam o meio de produção e hoje não dão mais e isso é importante lembrar e discutir para pensarmos de onde viemos, onde estamos e o que a gente quer”, destacou a Secretária-Geral do IOS, Lucilene Binsfeld, conhecida com Tudi.

O presidente da CUT DF, Rodrigo Rodrigues, lembrou os desafios e a esperança das trabalhadoras e dos trabalhadores no surgimento da CUT, quando em 1983, fundou a Central para organizar a classe trabalhadora para enfrentar a revolução industrial a exploração exacerbada que acontecia no período.

“No próximo dia 28 vamos completar 39 anos de fundação da Central Única dos Trabalhadores, que nasce em um momento de ressurgimento da democracia brasileira e também de avanço na industrialização do país. Naquela época, os trabalhadores eram contratados da mesma forma, o que há de novo é o avanço da tecnologia, mas o processo de exploração continua. Nesse tempo, temos feito muito para avançar, sobretudo na organização e mobilização da classe trabalhadora, mas o sistema capitalista está sempre inventando novas formas de burlar aquilo que construímos”, destacou.

O líder sindical também destacou a intensificação das perdas de direitos que acometeram os trabalhadores nos últimos anos e relembrou a construção do Ponto de Apoio ao Trabalhador, que hoje atende a diversas categorias, como garis, comerciários e entregadores. “Sabemos que não é o suficiente, não atende a todos os que precisam. Mas foi uma demonstração não só de solidariedade de classe, mas de que é possível fazer e é preciso ser feito”, destacou Rodrigues.

O professor doutor Ricardo Festi, do Grupo de Pesquisa Mundo do Trabalho e Teoria Social da UnB, apresentou brevemente a pesquisa que foi realizada sobre o perfil dos entregadores por aplicativo. “É muito importante este processo de compreensão da realidade para que possamos pensar a ação”, destacou.

Ele ainda lembrou que a pesquisa concluiu que a renda média bruta da categoria é em torno de R $2400, o que com os descontos cai para R $1237, mas nem todos recebem isso. Para chegar a esse montante, a jornada dos trabalhadores chega a sete dias por semana e 13 horas diárias

“O DF é uma das regiões mais ricas do país com maior desigualdade social e isso se expressa na realidade dos entregadores”, afirmou Festi. De acordo com a pesquisa realizada, 92% dos entregadores são homens, solteiros, têm entre 19 e 30 anos e em sua maioria são negros ou pardos. 90% trabalham para o Ifood e muitos estão conectados em mais de uma empresa.

Juntos somos mais fortes

O entregador e presidente da Associação dos Motoboys Autônomos e Entregadores do Distrito Federal (AMAE-DF), Alessandro Conceição, mais conhecido como Sorriso, disse que é preciso achar uma saída juntos e juntas, porque só assim será possível avançar em direitos e na luta contra a precarização.

“É muito importante estarmos unidos nessa, porque se a gente não tiver união entre nós, nós não vamos chegar à lugar nenhum e a exploração, essa escravidão digital, vai continuar e nós não aguentamos mais isso. Juntos somos muito mais fortes e vamos buscar soluções para darmos um basta nessa situação, porque nossos colegas estão desgastados de tanto trabalhar e trabalhar cada vez mais e ganhar cada vez menos”, destacou.

O entregador João Ferreira Júnior, mais conhecido como Índio, afirmou que a questão dos acidentes de trabalho é um ponto muito sério e urgente para a categoria. “Temos um seguro do IFood que na prática não funciona. Muitos motoboys estão em casa com depressão, sem poder trabalhar porque estão fraturados sendo o único provedor em suas casas. Alguns que nem andar vão conseguir mais, não tem como entrar com pedido na previdência porque não tem vínculo, e a plataforma afirma que o entregador não estava fazendo entrega no momento do acidente”, relatou.

Índio sofreu na pele o descaso da plataforma, quando acidentou-se e teve o pedido de seguro negado mesmo com fotos que comprovam o ocorrido. “No site do Ifood tem as imagens, eu estou no chão com o pedido e é possível ver até a rota. Quebrei duas costelas, tive uma lesão tornozelo esquerdo por causa desse acidente, não recebi nenhum seguro do ifood, só recebi o descaso dessas plataformas com o trabalhador”, relatou.

O trabalhador conclamou os colegas presentes a mobilizar seus pares em defesa de mais direitos. “Que essa exploração acabe de uma forma ou de outra, que a gente possa se unir para se fortalecer cada vez mais contra essa exploração digital. Ou a gente luta para vencer a exploração ou seremos explorados pelo resto da vida”, afirmou Índio.

A gente não se entrega

Durante o oficina foi apresentada para as entregadoras e os entregadores por aplicativos a campanha de comunicação “A gente não se entrega”, que faz parte do projeto “Pesquisa, Organização e Fortalecimento dos Direitos e do Diálogo Social com os Trabalhadores de Aplicativos de Entrega em Brasília e Recife” e tem como objetivo se aproximar com a categoria e divulgar os resultados da pesquisa de forma mais dinâmica. Tem site, Facebook e Instagram.

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CEF 11 do Gama divulga matrículas abertas para EJA

O CEF 11 do Gama está em campanha de divulgação de seus cursos de Educação de Jovens de Adultos (EJA) para o segundo semestre de 2022. Intensificando o processo de busca ativa, a escola produziu um vídeo no qual estudantes falam da sua experiência e da alfabetização na maturidade (veja no final da matéria). Para se matricular, os interessados e interessadas devem procurar a secretaria da escola, ou os números 3901-8113 (telefone) e 9968-1927 (whatsapp) para mais informações.

Os cursos de EJA no CEF 11 têm mais de 30 anos de história e foram criados para atender à comunidade do Setor Sul do Gama e Entorno. O público-alvo são jovens a partir de 15 anos até as pessoas de mais idade. A escola tem 15 salas de aula com TV, refeitório, biblioteca, uma quadra de esportes coberta e um espaço com área verde para eventos.

A EJA no CEF 11 é um patrimônio que deve ser defendido e celebrado. Ela acolhe jovens do sistema sócio-educativo e, recentemente, também passou a receber pessoas com deficiência auditiva, contando com uma equipe de professores intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

As matrículas para a EJA continuam abertas em toda a rede. O Sinpro acredita que a abertura e a manutenção de turmas de EJA é importante e fundamental para garantir o acesso ao direito básico à educação de uma parcela da população que é desfavorecida, seja social, financeira ou materialmente. É dever do Estado fazer a busca ativa de potenciais estudantes e disponibilizar não só vagas suficientes para todos como vagas em locais que atendam mais facilmente a todos os potenciais alunos.

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Última semana para participar do nono leilão de precatórios

Professor(a) e orientador(a) educacional: se você quer participar do nono leilão de precatórios fique atento, pois o prazo termina nessa sexta-feira (12). Aqueles(as) que tiverem interesse em participar deverão apresentar proposta por meio de requerimento online a ser preenchido pelo credor, ou por seu procurador/advogado, no site www.acordoprecatorio.pg.df.gov.br. Após o preenchimento, o(a) usuário(a) deverá salvar cópia do requerimento em PDF e acessar a opção “Clique aqui para protocolar seu requerimento”. O(a) interessado(a) será direcionado(a) para o Sistema de Peticionamento Eletrônico – SISPE e deverá clicar em “Entrar com gov.br” para autenticação na conta de acesso única do Governo. Aqueles(as) que já possuem conta na plataforma “gov.br” podem apenas informar CPF e senha. Novos(as) usuários(as) devem criar conta, mediante preenchimento das informações necessárias. Ao acessar a conta do “gov.br”, é necessário acessar “Novo Peticionamento” e selecionar “PGDF – Acordo Direto de Precatórios”. O usuário deve preencher os dados solicitados, anexar a documentação que consta no item 5 do Edital, incluindo o documento previamente salvo em PDF e enviar.

O sindicato esclarece que ao aceitar participar do leilão, o(a) professor(a)/orientador(a) educacional se submeterá a um deságio de 40% sobre o valor do seu precatório e além deste valor, há a necessidade de pagar os honorários de 10% do advogado. Esta é a sexta vez desde 2018 que o governo abre este espaço de negociação. Caso ao longo do processo de atendimento no leilão o(a) interessado(a) seja notificado(a) com algum tipo de impedimento, o(a) mesmo(a) deverá procurar assistência jurídica do Sinpro para que possamos analisar a possibilidade de um recurso.

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Dia do estudante é dia de luta!

O 11 de agosto é o dia do advogado e do estudante – e as duas datas comemorativas têm a ver uma com a outra.

No dia 11 de agosto de 1827, D Pedro II instituiu o primeiro curso de direito do país – a faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, fundada em março de 1828.

Nas comemorações dos cem anos da criação dos cursos de direito no país, o advogado Celso Gand Ley sugeriu aos demais participantes que, na mesma data, fosse instituído o Dia do Estudante, já que, mais do que símbolo do início dos cursos jurídicos no Brasil, as faculdades de Direito eram também ícones da história da educação brasileira.

Desde então, advogados e estudantes dividem as comemorações pelo seu dia no 11 de agosto – que também é o aniversário da criação da União Nacional dos Estudantes, a UNE, em 1937.

O Sinpro, que sempre esteve ao lado da classe estudantil em suas pautas históricas, deseja a todos(as) os(as) estudantes do país um feliz dia, e que a história do 11 de agosto contribua para a reflexão do tanto que nós (professores e estudantes) já lutamos e ainda temos que lutar por uma educação laica, de qualidade e socialmente referenciada, que irá proporcionar uma sociedade mais justa, crítica e igualitária.

 

Plataforma do Diap permite acompanhar o desempenho de congressistas

Lançada nesta quarta-feira, a plataforma Quem Foi Quem no Congresso Nacional é uma ferramenta desenvolvida pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Disponível online, a ferramenta sistematiza e organiza informações sobre os votos de deputados(as) e senadores(as) em temas relevantes de interesse dos trabalhadores e da sociedade.

Presente ao lançamento da plataforma, a diretora do Sinpro Luciana Custódio, que também é direrora do Diap, relata que a ferramenta é essencial para demonstrar à sociedade a correlação de forças no Congresso: “O site quem foi quem é um instrumento importante de luta para dialogarmos com a sociedade e demonstrarmos o papel cumprido por cada parlamentar na defesa de nossas pautas, e como a atual configuração do parlamento tem se posicionado com relação à agenda da classe trabalhadora e com relação às pautas que e com  as altas que dialogam com os direitos humanos.”

O Sinpro vai fazer a divulgação permanente da nova plataforma do Diap, para tornar o conteúdo disponível para toda a sociedade. “A ideia é colocar em cada escola um cartaz com QR Code que direciona para a página.”, diz.

 

A plataforma “Quem foi quem no Congresso Nacional”

Com essa plataforma, o Diap oferece aos eleitores e eleitoras a oportunidade de analisar a atuação e votação de cada parlamentar, podendo discernir com nitidez aqueles e aquelas que puseram seu mandato a serviço dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras. “A plataforma foi desenvolvida para aferir o desempenho parlamentar em temas que impactam os direitos dos trabalhadores e os serviços prestados à sociedade, e faz parte de novo projeto de acompanhamento e compartilhamento de informações de domínio público, como forma de estimular a participação política e o voto consciente”, afirma Rodrigo Britto, presidente em exercício do Diap.

O site faz parte do novo projeto do Diap de acompanhamento e compartilhamento de informações de domínio público, como forma de estimular a participação política e o voto consciente. O universo de temas é abrangente: abarca desde votações de interesse direto e imediato dos trabalhadores, passando por deliberações sobre temas de interesse geral, como mudanças estruturais que impactam o papel do Estado e marcos regulatórios específicos como de meio ambiente, fiscal e econômico, dentre outros.

 

Critérios

Para o Quem Foi Quem no Congresso Nacional, o Diap definiu a critérios para chegar a determinadas matérias votadas nas duas casas legislativas:

1) a importância da matéria sob os pontos de vistas político, econômico e/ou social;

2) o registro nominal do voto de cada parlamentar, excetuando as de forma simbólica quando não há registro do voto por tratarem de matérias consensuais ou em função de manobras regimentais;

3) o grau de disputa entre governo e oposição, exigindo-se em cada votação oposição superior a 20% da Casa do Congresso, no caso da Câmara com divergência superior a 100 votos;

4) o aspecto temporal das propostas de leis submetidas para votação pelos parlamentares com vigência permanente ou temporária das políticas públicas; e

5) a clareza do dispositivo votado em relação ao objetivo pretendido, de modo a não deixar margens para dúvidas sobre o conteúdo da votação.

Dentro dos critérios mencionados acima, serão consideradas de mérito quando houve indicação de posição favorável ou contrária a trabalhadores e sociedade; e/ou aquelas informativas, que não tiveram indicação de posição pelo Diap, mas ficarão à disposição para o conhecimento da população.

O Diap destaca que, pelo vínculo com as causas que patrocina e defende, a plataforma reflete o pensamento majoritário das entidades sindicais filiadas a ele, da mesma forma que os demais rankings de avaliação parlamentar existentes no país.

Com informações da reportagem de Alessandra Terribili

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Artigo de diretor do Sinpro é publicado em diversos sites

Leia abaixo artigo de Raimundo Kamir, diretor da Secretaria de Políticas Sociais do Sinpro, sobre o Dia Internacional dos Povos Indígenas. Artigo originalmente publicado nos portais Brasil de Fato, Brasil Popular e Revista Fórum.

O respeito aos povos indígenas não pode estar restrito à história

Raimundo Kamir*

Se analisarmos atentamente, perceberemos a riqueza e a importância da cultura indígena na construção da identidade nacional brasileira.

Não é somente nas linhas dos livros de história que essa riqueza se faz presente, mas, também, em elementos contidos na dança, nas festas populares, na culinária, no artesanato e, principalmente, na língua portuguesa falada no Brasil, que é fruto do processo de aculturação entre povos indígenas, negros e europeus.

O dia 9 de agosto relembra a responsabilidade de proteger histórias, legados, espaços e direitos destes povos. Mas tudo isso tem, de fato, sido respeitado?

Desde o início do governo de Jair Bolsonaro, o desrespeito aos povos originários é gritante. Elencando alguns exemplos, temos a perspectiva nula da demarcação de terras no atual governo, o que gera problemas crônicos para os indígenas; a tramitação, no Congresso, do PL 490, que prevê a revisão do usufruto exclusivo das terras pelos indígenas, previsto na Constituição; o desmonte da Funai, o que fragiliza ainda mais a situação destes povos; a drástica destruição da Amazônia, fato que atinge diretamente os povos originários; além do desmatamento e da retirada de riquezas vegetais e minerais de forma criminosa.

O Relatório Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil, divulgado em 2020 pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), apresenta bem o retrato de um ano trágico para os povos originários no país.

A grave crise sanitária provocada pela pandemia do Coronavírus, ao contrário do que se poderia esperar, não impediu que grileiros, garimpeiros, madeireiros e outros invasores intensificassem ainda mais suas investidas sobre as terras indígenas. O resultado é o aumento de casos de tortura, perseguição, massacre e desrespeito.

Toda esta destruição pode ser vista em números. Nos últimos anos, mais de um bilhão de árvores foram perdidas, caracterizando o maior desmatamento da história.

Quase 20% da Amazônia já foi desmatada e cientistas afirmam que o país está próximo de atingir um ponto que não será mais possível reverter os impactos desta destruição.

Dados de satélite apontam que as terras indígenas funcionam como uma barreira contra o avanço do desmatamento e de suas trágicas consequências, por isso os indígenas, que arriscam suas vidas para denunciar atividades ilegais em seus territórios, são ameaçados, criminalizados e sofrem graves tipos de violência. A resposta, na grande maioria dos casos, vem na forma de sangue.

Em um desses casos, o indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips foram brutalmente assassinados na região do Vale do Javari, no Amazonas. A exemplo de outros indigenistas, Bruno, que atuava como colaborador da União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), entidade mantida pelos próprios indígenas, denunciou que estaria sofrendo ameaças na região. Por outro lado, Phillips realizava reportagens sobre desmatamento e crimes em terras indígenas. Ao confrontarem e mostrarem os interesses escusos de garimpeiros e exploradores, os dois foram executados, fato corriqueiro na região.

O dia 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas, deve ser celebrado por todos e todas nós em respeito a toda importância e legado, mas como uma forma de conscientizar sobre a inclusão dos povos indígenas na sociedade, alertando sobre seus direitos, pois muitas vezes são marginalizados ou excluídos da cidadania.

O respeito aos povos indígenas não pode estar restrito à história. É preciso pensar além dos livros!

*Raimundo Kamir é professor da rede pública de ensino do Distrito Federal e diretor do Sinpro-DF.

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No dia do Sinpro nos cinemas do Liberty Mall, quem ganha é você!

Se você é sindicalizado(a) ao Sinpro, quinta-feira é o seu dia de ir ao cinema!

A partir da próxima quinta-feira 11 de agosto, no dia do Sinpro nos cinemas do Liberty Mall, você paga R$ 10,00 de entrada no cinema. E se você quiser levar um(a) acompanhante, ele(ela) também paga R$ 10,00!

Para aproveitar o Dia do Sinpro nos cinemas do Liberty Mall, você precisa ser sindicalizado(a), e deve apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Se esquecer a carteirinha, pode apresentar o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

“Esse projeto em forma de parceria busca fomentar e incentivar o acesso ao cinema e proporciona à categoria a reaproximação a essa tão importante fonte histórica de cultura e lazer, que foi tão dificultada em tempos de pandemia e de governos atuais que lutam para inviabilizá-la”, disse o diretor do Sinpro Bernardo Távora, coordenador da Secretaria de Assuntos Culturais do sindicato.

Toda quinta-feira, publicaremos os filmes que estarão em cartaz no Liberty Mall, para que você possa aproveitar e se programar logo cedo! Fique ligado(a)!

Confira a programação de 11 a 17 de agosto:

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Divulgada portaria da EAPE para cursos de formação continuada

O Sinpro informa que foi divulgada a Portaria 764/2022 da EAPE, que regulamenta a formação continuada para o aperfeiçoamento do trabalho técnico-pedagógico dos(as) profissionais da Carreira Magistério Público do Distrito Federal, incluindo docentes em contrato temporário; profissionais da Carreira Assistência à Educação do Distrito Federal; profissionais que atuam em instituições parceiras junto à Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE). Em breve serão divulgadas as datas para o processo seletivo interno e externo, e serão postados na página e redes sociais do sindicato.

A formação continuada promovida pela EAPE tem o objetivo de promover o aperfeiçoamento constante dos(as) profissionais de educação, visando a melhoria permanente da aprendizagem dos(as) estudantes. A formação deve considerar as dimensões do trabalho e do desenvolvimento humano nos campos do conhecimento e do engajamento profissional, a relação da teoria com a prática, a pesquisa e ser articulada com o contexto social, político e cultural das Unidades Escolares (UEs), das Unidades Escolares Especializadas (UEEs), das Escolas de Natureza Especial (ENEs) e dos demais setores da SEE, além de considerar a reflexão sobre a prática educacional, por meio do Projeto Interventivo Local (PIL), e a busca de aperfeiçoamento técnico, pedagógico e ético dos profissionais da educação.

Clique aqui e confira a portaria.

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População brasileira volta às ruas por democracia e eleições livres, dia 11

Em defesa da democracia, brasileiros vão ocupar as ruas do país na quinta-feira, dia 11 de agosto. A data simbolizará um marco na luta contra a escalada do autoritarismo que volta a ameaçar a liberdade e os direitos da população, estimulado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com seus discursos contra o sistema eleitoral, ataques a ministros do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) e as urnas eletrônicas.

Em 21 capitais, grandes atos já estão marcados. Em Brasília, a atividade será às 15h, no Museu Nacional. Outros atos em cidades do interior também estão sendo organizados.

O “dia de mobilização nacional em defesa da democracia e por eleições livres” está sendo organizado pela CUT, demais centrais sindicais, movimentos populares, partidos políticos, estudantis e outras entidades da sociedade civil.

Recado ao “capitão”

Bolsonaro insiste em praticar atos antidemocráticos, querendo usar as Forças Armadas para mostrar poder, já que não tem apoio popular. Por isso, precisamos ir às ruas e por meio das manifestações fazer a disputa política dentro das regras que a própria democracia estabelece”, afirma o secretário-adjunto de Mobilização e Relacionamento com os Movimentos Sociais da CUT, Milton dos Santos Rezende, o Miltinho.

O dirigente reforça que há um risco sério para a democracia no país – um golpe – por causa dos ataques de Bolsonaro. Entre eles, a incitação ao ódio às instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o questionamento das urnas eletrônicas, insinuando, inclusive, que não aceitará o resultado das eleições deste ano. Todas as pesquisas de opinião apontam para sua derrota para o ex-presidente Lula.

“Temos um insano no poder que não aceita as regras e que quer impor as suas condições. Isso traz instabilidade política e econômica ao país. Nenhum investidor vai querer investir em um país em uma situação como está o Brasil”, diz Miltinho.

E essa preocupação, ele prossegue, é de todo o conjunto da sociedade. “Todos os setores que estão preocupados com essa situação, com a miséria no país que já atinge 20 milhões de brasileiros, além dos mais de 30 milhões em insegurança alimentar, com a falta de políticas de educação, de saúde, bem como um plano para fazer o Brasil crescer, estão apoiando a nossa luta”, ele diz.

E, prova disso, é união em torno de iniciativas de defesa da democracia, como a “Carta aos Brasileiros e Brasileiras em defesa do Estado Democrático de Direito”, que já tem mais de 800 mil assinaturas e será lida no mesmo dia, 11 de agosto. A inciativa da USP conta com a adesão de todos os setores da sociedade, de trabalhadores a banqueiros, passando por juristas, empresários e artistas.

É muito importante que toda a sociedade esteja engajada nessa luta. Trata-se do futuro da nossa democracia, conquistada a duras penas após a ditadura militar. Muitos deram suas vidas para conquistá-la e nosso dever moral defende-la neste momento

Defesa Permanente

A mobilização em defesa de democracia será permanente. No dia 7 de setembro movimentos sociais voltam às ruas no tradicional Grito dos Excluídos. Três dias depois, o dia 10, CUT, centrais, movimentos populares e partidos políticos além de outras entidades da sociedade civil estarão nas ruas novamente em defesa da democracia, de eleições livres e contra a violência política.

Dia 13, mulheres nas ruas por direitos

As mulheres, que já em 2018 expressam oposição ao então candidato Jair Bolsonaro por seu histórico fascista de misoginia, machismo e homofobia, reforçam a jornada pela democracia indo às ruas no dia 13 de agosto em todo o Brasil. Além da defesa da demcoracia, as mulheres lutam contra os desmontes promovidos nos últimos anos que impactaram de forma mais profunda o segmento.

“As mulheres da CUT junto com movimentos feministas, movimentos sociais e partidos políticos farão atos no dia 13 tendo com pauta o combate à fome, a miséria, a reforma Trabalhista, contra a violência contra a mulher. O movimento ‘Vamos juntas pelo Brasil’ vem para reforçar e manter vivo esse espírito de luta, que é histórico em torno de uma luta, pela democracia, contra essa violência que estamos vivendo contra o povo brasileiro”, diz Juneia Batista, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT.

Mês dos Estudantes

A juventude brasileira, cuja grande contribuição à democracia já teve um momento importante este ano, quando mais de dois milhões de jovens entre 16 e 18 anos ‘correram’ para tirar o título de eleitor para poder votar este ano, também estará nas ruas no dia 11 de agosto.

A data é parte do calendário de mobilizações marcadas por entidades representativas do segmento para o mês de agosto, o Mês dos Estudantes”. Já em seu congresso, realizado em julho deste ano, a União Nacional dos Estudantes (UNE) havia definido a data como um dia de manifestações contra o golpismo de Bolsonaro.

Fonte: CUT Nacional

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Diap lança plataforma que disponibiliza a atuação de cada parlamentar do Congresso Nacional

O Diap – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – lança nesta quarta-feira (10), a plataforma Quem Foi Quem no Congresso Nacional. Trata-se de ferramenta que sistematiza e disponibiliza os votos de deputados(as) e senadores(as) em temas relevantes de interesse dos trabalhadores e da sociedade.

Com isso, a entidade oferece aos eleitores e eleitoras a oportunidade de analisar a atuação e votação de cada parlamentar, podendo discernir com nitidez aqueles e aquelas que puseram seu mandato a serviço dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras. “A plataforma foi desenvolvida para aferir o desempenho parlamentar em temas que impactam os direitos dos trabalhadores e os serviços prestados à sociedade, faz parte de novo projeto de acompanhamento e compartilhamento de informações de domínio público, como forma de estimular a participação política e o voto consciente”, afirma Rodrigo Britto, presidente em exercício do Diap.

A plataforma faz parte do novo projeto do Diap de acompanhamento e compartilhamento de informações de domínio público, como forma de estimular a participação política e o voto consciente. O universo de temas é abrangente, desde votações de interesse direto e imediato dos trabalhadores, passando por deliberações sobre temas de interesse geral, como mudanças estruturais que impactam o papel do Estado e marcos regulatórios específicos como de meio ambiente, fiscal e econômico, dentre outros.

Critérios

Para o Quem Foi Quem no Congresso Nacional, a entidade definiu a critérios para chegar a determinadas matérias votadas nas duas casas legislativas:

1) a importância da matéria sob os pontos de vistas político, econômico e/ou social;

2) o registro nominal do voto de cada parlamentar, excetuando as de forma simbólica quando não há registro do voto por tratarem de matérias consensuais ou em função de manobras regimentais;

3) o grau de disputa entre governo e oposição, exigindo-se em cada votação oposição superior a 20% da Casa do Congresso, no caso da Câmara com divergência superior a 100 votos;

4) o aspecto temporal das propostas de leis submetidas para votação pelos parlamentares com vigência permanente ou temporária das políticas públicas; e

5) a clareza do dispositivo votado em relação ao objetivo pretendido, de modo a não deixar margens para dúvidas sobre o conteúdo da votação.

Dentro dos critérios mencionados acima, serão consideradas de mérito quando houve indicação de posição favorável ou contrária a trabalhadores e sociedade; e/ou aquelas informativas, que não tiveram indicação de posição pelo Diap, mas ficarão à disposição para o conhecimento da população.

O Diap destaca que, pelo vínculo com as causas que patrocina e defende, a plataforma reflete o pensamento majoritário das entidades sindicais filiadas a ele, da mesma forma que os demais rankings de avaliação parlamentar existentes no país.

A plataforma Quem Foi Quem no Congresso Nacional estará disponível a partir de quarta-feira (10/08). Para acessá-la, clique no link www.quemfoiquem.org.br.

Histórico

O Diap tem experiência em organizar informações para proporcionar maior grau de consciência aos eleitores e eleitoras do Brasil. Em 1986, a entidade lançou a publicação Quem é Quem, expondo a atuação dos parlamentares sobre as matérias de interesse dos trabalhadores; e o livro Quem Foi Quem na Constituinte, lançado em 1988.

Em 1991, a entidade traçou o perfil dos primeiros deputados distritais de Brasília no livro Quem é Quem na Câmara Distrital. Em 1993, antecipou as opiniões dos deputados e senadores sobre a revisão constitucional no livro A Cabeça do Congresso – Quem é Quem na Revisão Constitucional. Em 1994, lançou a série anual “Os Cabeças do Congresso Nacional”.

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