Escolha para quem? Novo Ensino Médio aprofunda abismo entre redes pública e privada

Ao ser apresentado, em 2016, no início do governo de Michel Temer (MDB), o Novo Ensino Médio prometia ser uma oportunidade ao alunos, permitindo escolher quais disciplinas iriam cursar ao longo dos três últimos anos de sua vida escolar. Na prática, o que se viu quando os novos currículos entraram em vigor, neste ano de 2022, foi um abismo crescente entre estudantes das redes pública e privada. Expressões como “autonomia” e “flexibilidade”, usadas pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para descrever o novo currículo, parecem, na realidade, omitir a ausência de diretrizes e recurso ofertados às escolas públicas, enquanto instituições privadas aproveitam a oportunidade para garantir ensino de excelência, mas acessível a pouquíssimos.

A matriz curricular implementada pela Seduc para o Novo Ensino Médio estabelece que os estudantes terão, ao longo dos três anos da etapa, 1.800 horas de Formação Geral Básica — composta pelas disciplinas das áreas de conhecimento tradicionais — e 1.200 horas de currículo diversificado, onde entram os chamados Itinerários Formativos.

Estes itinerários são divididos em componentes obrigatórios (as disciplinas de Projeto de Vida, Mundo do Trabalho, Cultura e Tecnologias Digitais e Iniciação Científica), trilhas de aprofundamento curricular (divididas em duas áreas de conhecimento e um componente de formação técnica e profissional) e disciplinas eletivas.

O aprofundamento curricular consiste em priorização de disciplinas em duas das quatro áreas de conhecimento oferecidas na rede: Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. O estudante também terá disciplinas de educação profissional, que inicialmente serão oferecidas pela rede estadual em quatro áreas: Informática, Administração, Eletrotécnica e Agropecuária.

A principal escolha a ser feita pelos alunos está justamente no aprofundamento curricular. De acordo com a matriz curricular, cada área de conhecimento é dividida em duas temáticas. Com isso, ao menos em tese, os estudantes da rede pública poderiam optar por realizar o aprofundamento curricular em oito áreas: Cidadania e Relações Interpessoais, Empreendedorismo, Expressão Corporal, Expressões Culturais, Sustentabilidade, Saúde, Educação Financeira e Tecnologia. Na prática, o que se viu nas 264 escolas-piloto, onde o Novo Ensino Médio começou a ser implantando em 2020, é que cada instituição oferecia duas opções de aprofundamento para os alunos.

Marcio Koehn de Freitas é diretor da Escola Estadual de Educação Básica Presidente Roosevelt, de Porto Alegre, uma das escolas-piloto que implementaram o modelo do Novo Ensino Médio em 2020 e, em 2022, tem as primeiras turmas concluindo o novo formato. Ele conta que, inicialmente, a Secretaria de Educação demonstrou interesse na construção conjunta dos currículos com a comunidade escolar. No entanto, ele avalia que o processo de participação ficou muito aquém do ideal. “Fizeram uma escuta da comunidade, mas muito pouco divulgada, depois enviaram questionários para as escolas, também muito em cima da hora, poucos alunos entregaram, querendo saber quais eram os interesses, como se isso fosse servir de base para uma organização curricular nova”, diz.

Segundo Marcio, a Seduc realizou uma gincana na escola, com alunos do 9º ano do Ensino Médio ao 3º ano do Ensino Médio. “Os alunos se dividiram por áreas de interesse sugeridas pela Seduc, não lembro de todas as 10, mas tinha áreas culturais, áreas voltadas para a saúde, áreas voltadas para o empreendedorismo, que por sinal não foi muito bem votado, e agora tá sendo imposto. Aqui na Roosevelt, o que tirou o primeiro lugar foi a parte da Expressão Corporal, esporte, dança, teatro. A Seduc não gostou nada porque não estava nos planos deles que isso aparecesse, mas, como era o piloto, o coordenador da época estava de acordo com o que a comunidade escolheu”, relata.

Em 2020, a primeira turma de Expressão Corporal teve início. Então, de acordo com o diretor, a Seduc enviou um comunicado expressando a necessidade de que a escola disponibilizasse outro itinerário formativo. Após nova votação com os alunos, foi definido então que esse novo itinerário seria Empreendedorismo. No entanto, Marcio avalia que a implantação concomitante dos dois itinerários exigiria da escola realizar um novo processo de matrícula com o ano já em andamento. “A logística é absurda, como fazer uma rematrícula.”

Ainda assim, foram implementados entre o final de fevereiro e o início de março de 2020. Semanas depois as aulas foram suspensas em razão da pandemia de covid-19, retornando posteriormente apenas no formato a distância.

Márcio avalia que, na prática, os alunos da Presidente Roosevelt não tiveram ao longo dos três anos do Novo Ensino Médio liberdade de escolha de disciplinas eletivas e do itinerário. “Teve um papo que teria escolha, que o aluno poderia escolher, poderia optar, inclusive ele poderia se matricular aqui, mas cursar as eletivas em outras escolas se ele quisesse um itinerário que a escola não atende. Os itinerários agora são impostos e essa questão da troca, eles dizem que o aluno vai poder optar, mas já vai acabar o primeiro semestre e eles não dizem como vai ser esse processo de opção e de troca. Por enquanto, o que efetivamente existe é que o aluno se matricula onde tem vaga. E ele aceita o itinerário que está sendo ofertado naquela turma”, diz o diretor.

Além disso, ele pontua que mesmo a escola fazendo parte do projeto piloto e tendo recebido da Seduc a definição de qual itinerário deveria ofertar aos estudantes, não houve repasse algum de materiais didáticos para os professores, que também não foram direcionados a nenhuma disciplina específica, nem ocorreram novas contratações ou concursos para a nova carga horária. “Só criaram as disciplinas e o professor se vira para buscar o conteúdo, para buscar as estratégias para dar em aula, é o que tem acontecido ultimamente. Os professores não sabem o que tratar em aula. Fica mais ou menos no senso comum. Por exemplo, tem Legislação e Cidadania, professores de História e de Geografia trabalham dando esse itinerário no entendimento deles, eles buscam matérias para tratar em sala de aula.”

A professora Mariângela Bairros, coordenadora do Grupo de Estudos em Políticas Públicas para o Ensino Médio (Geppem) da Faculdade de Educação (Faced) da UFRGS, que estuda a implantação do Novo Ensino Médio no Estado, avalia que um dos problemas mais graves do formato é justamente o fato de ter delegado às escolas a responsabilidade de organizar os itinerários formativos.

“A secretária Raquel Teixeira vem falando amplamente que basta o aluno querer, basta o aluno sonhar. Mas é um crime contra a juventude o que está ocorrendo hoje no Rio Grande do Sul, porque tudo isso que nós estamos falando é do ponto de vista da proposta, da implementação, mas nós vamos para as escolas e não temos laboratórios de informática, não temos laboratórios de ciências, não temos a infraestrutura. Nós temos professores com baixos salários, até recentemente com salários atrasados, falta de professores, inclusive de Português e Matemática. Isso não é dito nesta reforma. Não há um objetivo de recuperar a estrutura das escolas, mas coloca sobre os jovens que basta eles escolherem”, diz.

Mariângela avalia que, quando a reforma foi proposta, criou-se uma ilusão de que o aluno poderia, de fato, escolher o que iria cursar a partir de seus interesses. Poderia, por exemplo, cursar “Design de Games”, como no caso do Farroupilha, mas essa realidade está longe de se materializar na rede pública estadual, onde a oferta de disciplinas é voltada, basicamente, para uma proposta de Empreendedorismo. “Neste momento, eu digo, sem medo de errar, a partir das pesquisas que nós temos acompanhado nas escolas, que o futuro dos jovens está comprometido. O empreendedorismo é o menino subir na sua bicicleta, ser entregador. Esse é o empreendedorismo em vigor neste momento”, diz.

No privado, múltiplas escolhas

Por sua vez, a realidade na rede privada parece ser bem diferente. Daiane Modelski, coordenadora de ensino no Colégio Farroupilha, conta que a instituição começou a construir a proposta inicial de implementação do Novo Ensino Médio anos antes do novo currículo entrar em vigor. Uma das etapas de construção foi uma consulta aos estudantes realizada ao longo do ano de 2021 para identificar quais as áreas de interesse deles, o que ajudaria a moldar os itinerários formativos e as eletivas a serem oferecidos pela escola.

A ideia, diz, era de que os alunos se sentissem “pertencentes” ao novo modelo e que não fosse algo desconhecido. A partir das conversas, o Farroupilha optou por trabalhar, em 2022, a Formação Geral Básica, isto é, o currículo comum que todos os estudantes devem cursar, e deixar a escolha dos itinerários formativos para 2023, quando os primeiros estudantes do Novo Ensino Médio estiverem começando o segundo ano. Contudo, para já preparar os alunos para o momento de “fazer escolhas”, o colégio implantou em seu currículo a necessidade deles cursarem duas disciplinas eletivas ao longo deste ano.

“A partir do próximo ano, na segunda e terceira série, além das eletivas, eles fazem a escolha do itinerário de aprofundamento, que é um pouco mais direcionada. Mas, como é uma novidade para o aluno fazer uma escolha, a escola também se preocupou em preparar o estudante de forma gradativa para isso”, explica Daiane, acrescentando que as escolas privadas têm autonomia para escolherem os componentes flexíveis do novo currículo.

O Farroupilha disponibilizou, então, dez eletivas para os estudantes escolherem quais cursar no primeiro semestre: Estatística aplicada à pesquisa científica; Comunicação e expressão; Ateliê de linguagens visuais; Escape Room: atualidades por meio da gamificação; Ciência forense; Cultura maker e prototipagem digital; Programação e desenvolvimento de web+games; Inovação e Saúde; Escrita criativa; e Poder e território: a construção da sociedade ocidental.

Para o segundo semestre, a grade de eletivas sofreu algumas modificações. Foram oferecidas: Ciência forense; Comida de verdade; Comunicação digital e redes sociais; Comunicação e expressão; Desenvolvimento mobile; Estatística aplicada à pesquisa científica; Inovação e saúde; Lógica: mentes humanas vs. inteligência artificial (ministrada em inglês); e Poder e território: a construção da sociedade ocidental.

Daiane explica que a maioria das disciplinas são ministradas por professores que já faziam parte do quadro de funcionários da escola e receberam treinamento para elas. Porém, há algumas disciplinas que são ministradas em parceria com instituições de ensino superior, como é o caso de Inovação e Saúde, oferecida em parceria com a Unisinos.

A ideia do Farroupilha é aumentar gradativamente o número de disciplinas oferecidas e, a partir do segundo ano, adotar a configuração multisseriada, com o aprofundamento em uma mesma área. Por exemplo, oferecendo Ciência forense II.

“As eletivas têm dois objetivos. Um deles é que os alunos tenham a possibilidade de desenvolver habilidades específicas e ampliar suas possibilidades. Por exemplo, eu quero Medicina, mas vou fazer uma disciplina de Comunicação e expressão, porque talvez ele entenda que precisa se desenvolver nessa área. Então, ele pode buscar algumas eletivas para aprimoramento de algumas habilidades ou para conhecer a área. Não é um único objetivo profissional, não”, diz Daiane.

Ela avalia que a implementação do Novo Ensino Médio no Colégio Farroupilha tem sido “muito positiva”. “Eu acho que especialmente a parte flexível do currículo é muito importante para a gente trabalhar o protagonismo estudantil, a autonomia do estudante, que era algo que a gente buscava muito. E, agora, com essa flexibilidade do currículo, isso está permitindo que as escola possam personalizar melhor as trajetórias dos estudantes. Então, eu vejo de forma muito positiva, minha única preocupação é que as escolas públicas também tenham essas mesmas possibilidades de personalização, para que todos tenham acesso a isso.”

Além de uma ampla oferta de disciplinas, os estudantes do Farroupilha têm à disposição laboratórios e salas de aula multimídia adequadas para os novos componentes curriculares, com notebooks de última geração. Já a escola estadual Presidente Roosevelt conta com um único laboratório de informática, cujos computadores foram doados em 2008 e não acompanham as necessidades do Novo Ensino Médio.

Outro tradicional colégio particular de Porto Alegre, o Anchieta ofereceu em seu novo currículo em 2022 o que chamou de quatro Trilhas dos Itinerários, cada uma delas dividida em dois temas. São elas: Inovação, Tecnologias e Pesquisa Científica (dividida em Inteligência financeira e Ciência e tecnologia); Saúde e Bem-Estar Social (dividida em Saúde individual e coletiva e Química do cotidiano); Humanidades e Desenvolvimento Pessoal (dividida em Política, direito e sociedade e Cidadania global em inglês); e Processos Criativos (Linguagens artísticas e Pensamento computacional).

Além das trilhas, o Anchieta ofereceu nesta ano as disciplinas eletivas de Cinema e História; Esportes/práticas corporais; Teatro; Música e neurociência; Jogos digitais; Dança e saúde mental; e Geopolítica.

Na escola escola Tuiuti, de Gravataí, não há oferta de disciplinas eletivas para o primeiro ano do Novo Ensino Médio. O currículo prevê a implementação de matérias que os alunos poderão escolher a partir do segundo ano, mas a diretora Geovana Rosa Affeldt avalia que, hoje, a escola não tem condições de oferecê-las. “Essa questão dos alunos poderem optar por áreas não têm como acontecer aqui, porque nós não temos professor, não temos espaço para isso”, diz a diretora.

Geovana aponta ainda que a formação oferecida aos professores pela Seduc consistiu na disponibilização de conteúdos em plataformas digitais, como o projeto Aprende Mais. Contudo, ela enxerga que os professores não têm nenhum incentivo para buscarem essa formação ou sequer tem tempo para isso.

“O professor faz 16 períodos de 50 minutos a cada 20 horas. O que sobra para a formação, para que ele assista um vídeo? Não tem, a carga horária do professor é praticamente toda ocupada em sala de aula, não existe espaço para fazer uma construção, para fazer uma análise, para fazer uma crítica, porque é tudo ocupado com sala de aula”, diz.

A respeito dos itinerários formativos e das eletivas, a professora Marina Vargas, da Escola Estadual Walter Jobim, de Viamão, pontua que as escolas se prepararam para uma “realidade que não está acontecendo”. Ela esperava por exemplo que, pelo fato de a cidade de Viamão ter uma vocação agrícola importante, escolas localizadas em bairros de perfil mais rural pudessem oferecer aos alunos itinerários voltados para a questão agroecológica. O mesmo para a região de Itapuã, que poderia, por exemplo, tratar da temática indígena, e assim por diante. “Só que isso não está acontecendo, porque a gente não consegue nem ter professor para dar o principal, que dirá dividir em eletivo”, diz. “O que a gente vê na privada é que eles já estão preparados, já estão organizados”, complementa.

Marina conta que a coordenadoria de educação que atende a região solicitou que a escola fizesse um levantamento de currículos, em que fossem elencadas, além das graduações e pós-graduações, a experiência profissional dos professores. A ideia seria organizar os itinerários, que começarão na escola em 2023, a partir dessa experiência.

“Tem um colega que teve uma loja, que foi administrador e trabalhou um tempo, ele vai entrar no itinerário da Administração, mas não está acontecendo ainda”, diz. “A gente tem na Walter Jobim um professor que é perito criminal. Poderia aproveitar esta experiência dele, mas aí vai depender da escola que vai ter um professor, entendeu?”, diz.

Questionada pela reportagem sobre como pretendia equiparar a oferta de conteúdos entre as redes pública e privada, a Seduc respondeu, por meio de nota, que cada rede de educação do sistema estadual de Ensino possui autonomia para a definição dos seus Itinerários Formativos a partir das diretrizes estabelecidas. “No caso da Rede Estadual de Educação do RS, serão ofertados 29 Itinerários Formativos, sendo 24 Trilhas de Aprofundamento Propedêuticas, contemplando as quatro áreas de conhecimento (Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias) e 5 Trilhas de Formação Técnica, Profissional e Profissionalizante. Isso significa um impacto de, aproximadamente, 190 novos componentes curriculares”, diz apenas a resposta da Seduc.

A secretaria pontuou ainda que a experiência das escolas-piloto é relevante para o processo de construção das Trilhas de Aprofundamento que serão ofertadas em toda a rede estadual. “Com as experiências compartilhadas pelas 264 escolas-piloto, aprendemos a trabalhar o planejamento pedagógico de forma integrada e por área de conhecimento, identificando assim os aspectos necessários de melhoria”, diz a nota.

Presidente interino do Cpers, Alex Saratt avalia que, na prática, o que está se vendo é a composição de um “ensino dualista”. Isto é, há dois modelos de ensino que são concomitantemente aplicados no Brasil. “Uma escola de excelência acessível para poucos, a gente sabe quem são esses poucos. E uma escola de uma formação geral muito básica, no sentido digamos pejorativo da palavra básica, muito supérflua, sem aprofundamento, sem criticidade, condicionando apenas a formação do trabalhador obediente e submisso, não do cidadão ativo, compromissado e consciente”, diz.

Ele pontua que essa separação entre uma escola de excelência, a ser aplicada na rede privada e em algumas poucas unidades da educação pública, e uma escola básica para a maioria dos estudantes, já havia sido discutida, mas derrotada, nos anos 1990, quando se tratou da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Apesar de existir um abismo entre as redes, garantiu-se, então, que a proposta de escola privada e pública seria a mesma. Com o Novo Ensino Médio, diz, abriram-se novamente as portas para a diferenciação.

“O que nós temos hoje com o Novo Ensino Médio é justamente um sistema onde as escolas públicas são vistas como gasto dentro da lógica do ajuste fiscal, dentro da lógica da austeridade, dentro da lógica da precarização do serviço do público, uma lógica que contrasta com o que o movimento educacional brasileiro vem dizendo há décadas”, diz Saratt.

Saratt avalia que, por trás da reforma, está uma proposta de que a escola pública deve formar apenas profissionais, enquanto ele acredita que a sociedade atual exige uma formação polivalente, que abranja vários temas, a fim de preparar os estudantes para um mundo do trabalho constantemente impactado por revoluções tecnológicas. No entanto, ele crê que o Novo Ensino Médio, até o momento, não está apto para preparar os estudantes “nem para uma coisa, nem para outra”, no Rio Grande do Sul.

Marcio Freitas conta que a recepção dos estudantes que estão concluindo o terceiro ano do Novo Ensino Médio na escola Presidente Roosevelt é negativa e que as reclamações giram em torno da falta de preparação para o Enem e para vestibulares, em razão da redução da carga horária de disciplinas como Química, Física e Biologia. “Os alunos, em geral, não gostam, eles prefeririam ter o Ensino Médio tradicional. Então eles aceitam, a gente fala que não é uma coisa da escola, que todas as escolas agora a partir de 2022 estão implantando e que se quiserem trocar de escola vai ser igual, mas eles não gostam, é mau humor, apatia bastante grande. Eles sentem que perdem disciplinas para inclusão do itinerário que, no ponto de vista imediatista do aluno, não vai ter função nenhuma, porque eles querem o Enem e o vestibular da UFRGS. Os professores não têm culpa de não saber o que dar de matéria, muitos acabam fazendo algum projeto extracurricular que não foi aprovado pela secretaria.”

Marina Vargas pontua que um complicador da avaliação do Novo Ensino Médio é que os alunos não sabem dizer se preferem este modelo ou o anterior, pelo fato óbvio de que não passaram pela etapa anteriormente. Ela diz que chegou a fazer essa pergunta em sala de aula e ouviu como resposta que, no caso de sua disciplina, achavam interessante o fato de ela estar permanente tentando trazer conteúdos novos, mas, ao mesmo tempo, se sentem perdidos em outras cadeiras.

“Um menino que veio transferido de outra escola e chegou agora, ele disse assim: ‘pois é, professora, isso que a senhora fala em Mundo do Trabalho, da inteligência artificial, eu já tive toda a história até chegar nisso em Cultura e Tecnologias Digitais’. Só que aqui na nossa escola, o pessoal não teve nada dessa disciplina ainda, então fica completamente desparelho. Uma coisa que é para ser padronizado, dar um caminho, não tem conexão uma escola com a outra, isso dentro do mesmo município”, diz.

A diretora Geovana Affeldt, da escola estadual Tuiuti, avalia que, neste cenário, falar em melhoria do Ensino Médio seria uma “falácia”, pois os alunos não estão recebendo a formação adequada nas novas disciplinas ao mesmo tempo em que perderam qualidade nas disciplinas antigas que tiveram redução de carga horária.

“Aqui, na prática, no chão da escola, a fala do Novo Ensino Médio de mudança para atender melhor os alunos é uma falácia. Não existe a menor possibilidade de ter nenhuma melhoria se algo mais básico não for resolvido. Sem falar da questão da ideologia das disciplinas que poderiam preparar melhor os alunos para ascender numa carreira, para fazer uma faculdade, e isso está sendo destruído com o novo Ensino Médio, que incorpora esses novos componentes curriculares que nós não temos pessoas especializadas para dar. A base está sendo destruída. Eles não vão ter base e também não vão ter essas novas disciplinas de qualidade, porque nós não vamos ter quem as dê”, diz.

Contudo, Geovana ressalta que não é contrária à ideia do Novo Ensino Médio em absoluto, o que ela lamenta é que não foram oferecidas condições à escola de colocar em prática a nova matriz curricular de forma adequada. “A gente não tem a possibilidade de colocar em prática o Novo Ensino Médio para ver se ele vai dar certo, a gente não consegue chegar lá.”

Ela ainda pondera que a nova matriz curricular não foi pensada para se adaptar a questões básicas da realidade dos alunos da rede pública, como a ampliação do horário que levou à antecipação do início das aulas noturnas para o final da tarde. “Eu tenho muitos alunos que vão para a escola direto do trabalho. Com o aumento da carga horária, como os alunos vão fazer para cumprir?”, questiona. “Não tem como. Já tive aluno que me disse que não tem como. ‘Meu horário já era queimadinho às 19h, como é que eu vou chegar às cinco e pouco’”, relata a diretora.

Na prática, a alternativa encontrada pelos professores para lidar com estes alunos foi deixar atividades em plataforma digital, como leituras, para que conteúdos ministrados no início do turno possam ser recuperados. “O Novo Ensino Médio não contempla a realidade das escolas públicas. Ele não foi feito para as escolas públicas, talvez as escolas particulares sim. Mas todas as escolas públicas que eu tenho contato, ninguém está conseguindo cumprir minimamente as mudanças em função da falta de condições”, diz Geovana.

Por Luíz Gomes – Sul21 (02/08/2022)

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Semipresidencialismo surge das sombras do Congresso

Que tal propor um novo sistema de governo, no qual o presidente eleito nomeia um primeiro-ministro? A ideia, que alguns consideram genial, é defendida por pessoas do naipe de Michel Temer, Arthur Lira e Gilmar Mendes. Quem gosta dessa ideia já tem até a desculpa na ponta da língua: o atual sistema presidencialista está dando “claros sinais de esgotamento”. Afinal de contas, o país passou por dois processos de impeachment em menos de 30 anos (Collor em 1992 e Dilma em 2016), vive em frequentes crises políticas e institucionais a instabilidade política desanda a cada microtropeço econômico. Por essa lógica, “o modelo do presidencialismo de coalizão, que vigora hoje no Brasil, é ineficaz.”

Se você está desconfiando que tem vários outros interesses por trás dessa proposta de semipresidencialismo, está desconfiando certo. Mas antes, vamos entender como funcionaria esse sistema “inovador”.

 

O sistema-jabuticaba

Jabuticabas só crescem no Brasil. Nenhuma jabuticabeira levada para o exterior deu frutos. Por extensão de sentido, “jabuticaba” é a qualidade de algo que só ocorre ou se desenvolve no Brasil.

Pelo que se propõe no sistema semipresidencialista, o presidente é eleito pelo voto direto, e se torna o chefe do Estado (das Instituições). Cabe ao Presidente da República a indicação de um primeiro-ministro, que deve ser aprovado pelo Congresso, e será o chefe de governo (decide políticas públicas de gestão, por exemplo).

O atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é um dos entusiastas desse novo sistema de governo. Lira é também o atual responsável pelas chamadas emendas de relator RP-9 (popularmente conhecidas como orçamento secreto) e é o responsável por engavetar cerca de 143 pedidos de impeachment contra o presidente da República (pelas contas de dezembro de 2021 do site Poder360).

O entusiasmo de Lira se explica facilmente: como no sistema presidencialista, o presidente compartilha poder com o primeiro-ministro, que seria também o chefe do Legislativo, a adoção do semipresidencialismo ratificaria, oficial e irrevogavelmente, o que acontece, agora, na prática: o presidente Jair Bolsonaro está mais ocupado em fazer motociatas do que em governar; cabe ao presidente da Câmara definir para onde vai o dinheiro da máquina governamental.

 

Câmara tem pressa

Por essa lógica exposta acima, qualquer ideia que beneficie deputados e senadores em detrimento do poder Executivo é uma boa ideia. Logo, deve ser analisada com rapidez.

Foi montado, então, no último mês de abril, um Grupo de Trabalho na Câmara dos Deputados, formado por oito deputados. Pode conferir: não há um deputado progressista que integre esse grupo de trabalho: Enrico Misasi (MDB-SP), Felipe Rigoni (UNIÃO-ES), Luisa Canziani (PSD-PR), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), Marcel van Hattem (NOVO-RS), Margarete Coelho (PP-PI), Samuel Moreira (PSDB-SP, o relator) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). A esse grupo, somaram-se algumas personalidades, como os ex-presidentes do STF Nelson Jobim e Ellen Gracie e também o ex-presidente Michel Temer.

Em apenas quatro meses, o grupo de onze notáveis que pensaram nas formas de se alterar a forma de governar o país já fechou um relatório e, nesta quarta-feira 3 de agosto, às 14h, o texto deve ser aprovado em sessão remota. O relatório em questão prevê a realização de um plebiscito para que a população aprove o tema. É importante lembrar que a aprovação do relatório do grupo de trabalho não produz norma ou lei.

O Brasil já realizou um plebiscito para decidir se seu sistema de governo seria República (o chefe de Estado é o presidente) ou Monarquia (o imperador é o chefe de Estado), e presidencialismo ou parlamentarismo (se a chefia de Governo fica a cargo do Poder Executivo ou Legislativo), conforme previa a Constituição Federal promulgada cinco anos antes. Foi em 1993, e decidimos por República Presidencialista.

“Estou em busca de uma palavra melhor para definir o semipresidencialismo, mas só consigo pensar em ‘Golpe’”, diz Luciana Custódio, diretora do Sinpro.

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Fique atento(a) às novas datas de aquisição do anuênio

Quem está contando tempo para receber anuênio, deve lembrar que o intervalo entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021 congelou a contagem – ela foi retomada em 1º de janeiro de 2022. 

A Lei Complementar 173/20, que estabeleceu esse congelamento, dirigia-se a todas as esferas do funcionalismo público, e foi sancionada pelo presidente da República sob pretexto de combate à Covid-19. Vale destacar que a contagem do tempo de aposentadoria, licença-prêmio e de progressão de carreira (quinquênios e padrões) não foram atingidas por essa lei.

>>> Entenda mais sobre a LC 173/20, a LC 191/22 e a contagem de tempo para o anuênio

Em 9 de março de 2022, outra lei complementar do governo federal (LC 191/22) alterou o disposto na 173/20. Ela revogou o congelamento apenas servidores(as) da saúde e da segurança. A educação e demais categorias tiveram o congelamento de contagem mantido. O Sinpro entrou na Justiça para questionar a quebra de isonomia entre as categorias.

Confira no quadro abaixo como ficam as novas datas para aquisição do anuênio. Quem receberia em agosto, agora, receberá em março. Recebe agora em agosto quem teria recebido em janeiro último.

Aqueles e aquelas que tomaram posse entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021 não seguem a tabela acima, mas sim, começaram a formar seu primeiro anuênio no dia 01 de janeiro de 2022, fazendo jus à aquisição em 01 de janeiro de 2023.

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Brasileiros assinam a carta em defesa do Estado Democrático de Direito

Você já assinou a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros da Faculdade de Direito da USP? A instituição de ensino lidera um importante movimento em defesa da democracia brasileira. A Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito foi elaborada na última terça-feira (26/7) pela Faculdade do Largo de São Francisco (SP), e tem como objetivo se opor aos ataques contra o processo eleitoral brasileiro e defender a segurança e a eficácia das urnas eletrônicas, que há 25 anos vêm garantindo eleições limpas e transparentes e resultados de apuração poucas horas após o término da votação.

A carta será lida na faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, no dia 11 de agosto, uma data bem cara à instituição de ensino paulistana. Até as 19 horas do dia 1/8, o site que hospeda a Carta já havia colhido mais de 647 mil assinaturas de cidadãos e cidadãs comuns.

Na qualidade de entidade civil, o Sinpro será um dos signatários do Manifesto em Defesa da Democracia e da Justiça, ao qual também aderiram outras entidades dos mais diversos espectros ideológicos e atividades na sociedade civil, como CUT, UNE, Fiesp e Febraban. Esse manifesto também será lido no Salão Nobre da Faculdade de Direito no dia 11 de agosto.

“A Carta e o Manifesto são mais um gesto que o povo brasileiro, novamente, anseia pela conquista de um Estado Democrático e Soberano. É a materialização do quanto o Brasil, mesmo sangrado por uma política fascista, não perdeu a esperança por dias melhores e que credita no processo democrático eleitoral, o marco para o fortalecimento e respeito às nossas instituições”, diz Luciana Custódio, diretora do Sinpro-DF. “Exercitar a democracia após tantos ataques contra o nosso povo, é a esperança de ter um Brasil feliz de novo! Por isso, convidamos toda a categoria a também assinar a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros, tão importante para a nossa democracia”, completa.

 

Data emblemática

O 11 de agosto marca os 195 anos da fundação dos cursos jurídicos no Brasil. Foi também num 11 de agosto, no ano de 1977, que o professor de direito Goffredo da Silva Telles Junior leu uma carta de autoria própria em oposição ao governo da ditadura militar, no mesmo local. Das pessoas que assinaram esse documento em 1977, 17 delas também são signatárias da nova carta elaborada pela Faculdade de Direito da USP.

Segundo o site G1, subscrevem o documento nomes tão díspares como Chico Buarque, Roberto Setúbal, Ellen Gracie e Luiz Gonzaga Beluzzo. “O movimento recebeu nas últimas horas um engajamento de nomes como o da escritora e presidente interina da ABL Nélida Piñon, da atriz e imortal Fernanda Montenegro, (…) dos cantores Gal Costa, Zélia Duncan, Maria Bethânia e Frejat, dos atores Antonio Calloni e Bruno Gagliasso, do cineasta Fernando Meirelles, dos escritores Luís Fernando Veríssimo, Martha Medeiros e Djamila Ribeiro, dos historiadores Eduardo Bueno e Lilia Schwarcz, entre outros”, segundo o site, que ainda relata que 12 ex-ministros do STF assinaram a carta.

Clique aqui para assinar você também a Carta em defesa do Estado Democrático de Direito https://www.estadodedireitosempre.com/

Clique aqui para ver quem já assinou a carta https://www.estadodedireitosempre.com/adesoes

 

Confira a íntegra da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito.

 

“Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais.

Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal.

Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos para país sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania popular.

A lição de Goffredo está estampada em nossa Constituição “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral.

Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em país de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável. O Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios. Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude.

Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos.

Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições.

Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional.

Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão.

Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática.

Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições.

No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.

Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona:

Estado Democrático de Direito Sempre!!!!”

 

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Atenção aposentados e pensionistas: prova de vida de agosto já pode ser feito

Começa nesta segunda-feira, 1º de agosto, o período para fazer o Recadastramento/Prova de vida dos(as) professores(as), orientadores(as) educacionais aposentados(as) e pensionistas que fazem aniversário no mês de agosto. O grupo poderá realizar o procedimento de forma presencial, com o comparecimento do aposentado ou pensionista a uma Agência do BRB mais próxima de sua residência, ou de forma on-line, por meio de aplicativo que já está disponível nas lojas da iOS e Android. O aplicativo Prova de Vida GDF chega para trazer agilidade no atendimento e comodidade ao(à) beneficiário(a).

Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF (veja os links no final da matéria), inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem-iluminado. Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da prova de vida.

A prova de vida é a comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões. Ela havia sido suspensa em março de 2020, como forma de evitar aglomeração e impedir o avanço da contaminação da Covid-19. Agora, com a melhora nos números sobre infecção e morte decorrentes da doença, o procedimento voltará a ser obrigatório, e deve ser realizado sempre no mês de aniversário do(a) servidor(a) aposentado(a) ou pensionista.

 

Aplicativo Prova de Vida GDF para sistema Android: clique AQUI

Aplicativo Prova de Vida GDF para sistema iOS: clique AQUI

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Gama recebe próxima edição da Feira Cultural dos(as) Aposentados(as)

Está confirmada para o próximo dia 12 de agosto, na praça Cine Itapuã, no Gama, a V Feira Cultural das Aposentadas e Aposentados, que ocorre das 9 às 17h. O evento é realizado pela Secretaria para Assuntos dos Aposentados(as) do sindicato.

Quem estiver interessado em expor seus trabalhos deve entrar em contato até o dia 10 de agosto, com a Secretaria de Aposentados e Aposentadas do sindicato, pelos telefones 3343-4235 ou 99994-6258. Para se inscrever, é necessário ser filiado(a), e os trabalhos devem ser feitos pelo próprio expositor, sendo vedada a revenda de qualquer peça.

“A Feira Cultural é um espaço para nossas aposentadas e aposentados mostrarem seus trabalhos e ainda é um momento de encontro e interação. O Sinpro valoriza esses momentos e a categoria aposentada mostra que permanece ativa”, diz Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria de Aposentados do Sinpro.

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EAPE divulga cursos de formação para o 2º semestre de 2022

A Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE) divulgou o cronograma para inscrições em ações de formação ofertadas no 2º semestre de 2022. Para ações de formação da EAPE, o período de inscrição é de 1º a 9 de agosto (Sorteio: 10/08); e para as vagas remanescentes, de 15 a 17 de agosto. O início do curso está marcado para o dia 22 de agosto, com o término até 9 de dezembro.

Considerando os cursos de formação continuada na modalidade a distância e híbridos ofertados pela EAPE, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais inscritos gozam dos mesmos direitos dispensados àqueles(as) que frequentam os cursos na modalidade presencial, conforme Portaria Nº 55/2022.

O Sinpro ressalta que a liberação para realização das atividades inerentes aos cursos ministrados na modalidade à distância e híbridos, nos dias destinados a eles, se dará em razão da EaD desenvolver ações de acesso à plataforma, leitura e escrita de textos no ambiente virtual de aprendizagem, que são considerados como imprescindíveis à realização da formação continuada do servidor.

Diante disto, os(as) profissionais da educação devem ser liberados(as) para participar das atividades dos cursos presenciais e online ou híbridos no dia/turno previstos quando da sua inscrição.

 

Para fazer sua inscrição, clique aqui.

Clique aqui e confira a Circular n.º 65/2022.

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Audiência pública sobre educação inclusiva nesta quinta (04) na CLDF

Nesta quinta-feira, 04 de agosto, a Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa (CESC-CLDF), em parceria com o Ministério Público do DF e a Defensoria Pública do DF, realiza audiência pública com o tema A Política de Educação Inclusiva no DF. O evento acontece às 10h no plenário da CLDF, e terá transmissão ao vivo pelo canal da Câmara no youtube.

O Sinpro estará representado na mesa pela diretora Luciana Custódio. As demais expositoras e expositor serão: deputada distrital Arlete Sampaio, presidenta da CESC; Dra Juliana Braga, defensora pública; Dr. Anderson Pereira de Andrade, promotor de Justiça de defesa da educação; Fabíola Gonzaga de Freitas, diretora de educação inclusiva e atendimentos educacionais especializados, e Jane dos Santos Carrijo, gerente da gerência de acompanhamento à educação inclusiva, representando a Secretária Educação do DF; Ângela Maria Sacramento, gerente da gerência de apoio à saúde da família e integrante do Grupo Condutor da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência; professora Edileuza Fernandes, representante do Observatório de Educação Básica da UnB; e Jéssica Borges, educadora inclusiva.

O objetivo da audiência é discutir as políticas públicas que sustentam a educação inclusiva. E os principais entraves que estão sendo enfrentados pelas escolas, gestores, professores, estudantes e familiares.

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Últimas semanas para participar do nono leilão de precatórios

O Sinpro informa que o prazo para participar do nono leilão de precatórios termina no dia 12 de agosto. O(a) professor(a)/orientador(a) educacional interessado(a) em participar deverá apresentar proposta por meio de requerimento online a ser preenchido pelo credor, ou por seu procurador/advogado, no site www.acordoprecatorio.pg.df.gov.br. Após o preenchimento, o(a) usuário(a) deverá salvar cópia do requerimento em PDF e acessar a opção “Clique aqui para protocolar seu requerimento”. O(a) interessado(a) será direcionado(a) para o Sistema de Peticionamento Eletrônico – SISPE e deverá clicar em “Entrar com gov.br” para autenticação na conta de acesso única do Governo. Aqueles(as) que já possuem conta na plataforma “gov.br” podem apenas informar CPF e senha. Novos(as) usuários(as) devem criar conta, mediante preenchimento das informações necessárias. Ao acessar a conta do “gov.br”, é necessário acessar “Novo Peticionamento” e selecionar “PGDF – Acordo Direto de Precatórios”. O usuário deve preencher os dados solicitados, anexar a documentação que consta no item 5 do Edital, incluindo o documento previamente salvo em PDF e enviar.

O sindicato esclarece que ao aceitar participar do leilão, o(a) professor(a)/orientador(a) educacional se submeterá a um deságio de 40% sobre o valor do seu precatório e além deste valor, há a necessidade de pagar os honorários de 10% do advogado. Esta é a sexta vez desde 2018 que o governo abre este espaço de negociação. Caso ao longo do processo de atendimento no leilão o(a) interessado(a) seja notificado(a) com algum tipo de impedimento, o(a) mesmo(a) deverá procurar assistência jurídica do Sinpro para que possamos analisar a possibilidade de um recurso.

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Ex-gestores e professores lançam movimento para eleger ‘Bancada da Educação’

A luta por mais investimentos e pela valorização necessária à educação, professores(as) e ex-gestores(as) se lançaram na corrida eleitoral com o objetivo de eleger uma Bancada da Educação. Com mais de 100 pré-candidatos já anunciados, o movimento tem como uma de suas principais bandeiras garantir o financiamento adequado de todos os níveis de educação, o que passa pela defesa da extinção do chamado teto de gastos, que limita investimentos e tem levado o governo federal a promover constantes cortes no orçamento do Ministério da Educação (MEC).

Entre os nomes de expressão nacional ligados à educação que disputarão as eleições de outubro deste ano está a ex-diretora do Sinpro-DF, Rosilene Corrêa, pré-candidata a senadora; o ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ricardo Galvão (Rede), que é pré-candidato a deputado federal por São Paulo, além dos pré-candidatos para os cargos de governador — Giselle Marques (PT), em Mato Grosso do Sul –, a vice-governador — Olgamir Amancia Ferreira (PCdoB), no Distrito Federal –, senador (7), deputado federal (44), deputado estadual (49) e a deputado distrital (3).

Confira a matéria publicada pelo Brasil de Fato, que aborda o tema com profundidade.

 

Ex-gestores e professores lançam movimento para eleger ‘Bancada da Educação’

Com mais de 100 pré-candidatos já anunciados, movimento defende o financiamento adequado de todos os níveis de educação

Luís Gomes Sul21
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Movimento busca ampliar número de parlamentares ligados à educação no Congresso – Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

O brasileiro já se acostumou a ouvir falar das bancadas da bala, do boi e da Bíblia, formadas por parlamentares que representam, respectivamente, os interesses das fabricantes de armas, do agronegócio e das igrejas evangélicas. Já ouviu falar também de parlamentares que representam interesses de outros segmentos da sociedade, mas um movimento formado por ex-gestores de universidades e institutos federais e professores de todos os níveis tentará em outubro formar uma nova bancada forte, a da educação, que eles consideram que não possui representação no Congresso proporcional ao papel da área na sociedade.

Com mais de 100 pré-candidatos já anunciados, o movimento tem como uma de suas principais bandeira garantir o financiamento adequado de todos os níveis de educação, o que passa pela defesa da extinção do chamado teto de gastos, que limita investimentos e tem levado o governo federal a promover constantes cortes no orçamento do Ministério da Educação (MEC).

A iniciativa foi idealizada e tem como um de seus coordenadores o professor Edward Madureira, candidato a deputado federal pelo PT, que foi reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e presidiu até o ano passado a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Edward conta que começou a construir a ideia de uma bancada em conversas com o professor Jerônimo Rodrigues, que foi reitor do Instituto Federal de Goiás e presidiu até 2019 o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).

“Nós dois terminamos os mandatos de uma maneira mais ou menos próxima. E a gente, diante de toda essa situação que as nossas instituições passam, não só as nossas instituições, mas a educação como um todo, a gente sentiu muito na pele a restrição orçamentária, os ataques à autonomia, com tentativas de desqualificação. A gente sempre buscou interlocutores no Congresso para nos ajudar nesse enfrentamento, porque estamos diante de um governo muito negacionista, com o objetivo muito deliberado de destruir instituições no País, e a gente encontrava alguns desses interlocutores, mas em um número muito menor do que o que representa, não só as instituições federais, mas a educação como um todo. A gente busca no Congresso Nacional e tem lá uma meia dúzia, um pouco mais, de interlocutores”, pondera.

O ex-presidente da Andifes pontua que os dois então passaram a discutir se outros ex-gestores de instituições de ensino topariam assumir o desafio de concorrer. Ele próprio já tinha tentado uma vaga na Câmara em 2014. Fez quase 59 mil votos, o 23º mais votado em Goiás — o estado elege 17 deputados federais.

“Conversando com os outros colegas, a gente viu que tinha mais gente. Aí eu falei: ‘bom, a gente precisa também saber se a academia, os líderes da educação que não têm pretensão de serem candidatos, se eles também entendem que essa movimentação é positiva. Para nossa alegria, as principais lideranças científicas do país e educacionais também já tinham até tido algumas iniciativas nesse sentido e acharam uma ideia fantástica”, conta.

A partir dessas conversas, foram realizadas lives envolvendo personalidades de todo o país e pré-candidatos, o que resultou na divulgação de um manifesto na última terça-feira (26). “A gente começou a estimular pessoas no país a se colocarem como pré-candidatos neste momento. Para nossa alegria, estamos chegando a 120 pré-candidatos no Brasil inteiro a deputados estaduais, deputado federais, senadores, temos uma grande candidata a governadora. Enfim, pessoas ligadas à educação se apresentando para construir bancadas da educação, tanto nas assembleias legislativas, quanto na Câmara e no Senado”, diz Edward.

O manifesto do movimento estabelece 12 pontos prioritários a serem defendidos por eventuais membros da bancada, são eles:

1) Autonomia Universitária;

2) Revogação da Emenda Constitucional 95 (Teto de Gastos);

3) Recomposição integral do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e a recuperação do Fundo Social do pré-sal com destinação para Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação;

4) Retorno das Conferências Nacionais de Educação (CONAEs) e de Ciência, Tecnologia e Inovação;

5) Defesa e o resgate do Plano Nacional de Educação (PNE), à luz das deliberações das CONAEs de 2010 e 2014, e da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE 2018), com a flexibilização da LRF;

6) Valorização dos profissionais da educação e, de forma especial, garantia de planos de carreira e remuneração atrativa e justa para os profissionais da educação básica;

7) Promoção e a expansão da oferta de educação técnico-profissional integrada ao Ensino Médio e fortalecimento dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia;

8) Atenção e apoio às universidades e centros de pesquisa por meio do fomento a projetos cooperativos em redes e infraestruturas científicas;

9) Recuperação institucional e fortalecimento da Capes, CNPq e Finep;

10) Retomada e fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação a partir das políticas do Estado e das prioridades nacionais de interesse público;

11) Destinação de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) para plataforma pública e internet de alta velocidade com acesso gratuito aos profissionais da educação e estudantes;

12) Reconhecimento, valorização, articulação e ampliação da rede de instituições de educação, ciência e tecnologia do país: universidades e institutos federais, universidades estaduais e municipais, institutos de pesquisa federais e estaduais e outros para que contribuam para o desenvolvimento harmônico do país e para a redução das assimetrias regionais.

No dia deu seu lançamento, o documento já havia sido assassinado por mais de 100 pessoas, envolvendo parlamentares em exercício e pré-candidatos vinculados à educação para os cargos de governador — Giselle Marques (PT), em Mato Grosso do Sul –, a vice-governador — Olgamir Amancia Ferreira (PCdoB), no Distrito Federal –, senador (7), deputado federal (44), deputado estadual (49) e a deputado distrital (3).

Entre os nomes de expressão nacional ligados à educação que disputarão as eleições está o ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ricardo Galvão (Rede), que é pré-candidato a deputado federal por São Paulo. Fazem parte do movimento pré-candidatos de PT, PSOL, PCdoB, PDT, PSB, Rede, PV, Cidadania, PROS e União Brasil.

No Rio Grande do Sul, um dos principais articuladores do movimento é o ex-reitor da Universidade Federal de Santa Maria, Paulo Burmann, que fez parte da direção da Andifes comandada pelo professor Edward Madureira. “Nós todos, sendo egressos desse espaço de gestão educacional, conhecemos de perto a realidade, a dura realidade, as dificuldades de se movimentar no ministério, nos gabinetes em Brasília, sem ter uma representação totalmente comprometida com a educação. Então, isso é o espírito central, trabalhar com essa perspectiva de ter uma bancada que represente os interesses, sendo conhecedora da área”, afirma.

Além de Burmann e das atuais parlamentares Maria do Rosário (PT) e Sofia Cavedon (PT), ambas ex-professoras, entre os postulantes à bancada da educação pelo Rio Grande do Sul estão Claudia Schiedeck (PT), ex-reitora do Instituto Federal do RS; Émerson da Costa (PSOL), presidente da Associação Brasileira de Incentivo à Ciência (Abric); e Helenir Aguiar Schurer (PT), presidente do Cpers. Burmann, pelo PDT, Schiedeck e Costa são pré-candidatos a deputado federal, enquanto Helenir tentará uma vaga na Assembleia Legislativa.

O ex-reitor da UFSM diz que tem conversado com muitas pessoas e percebido que há compreensão da necessidade de aumentar a força da representação da educação nos parlamentos brasileiros. “Na verdade, todos os parlamentares que se colocam em defesa do interesse do País, do interesse da coletividade, do interesse da população, deveriam ter a educação como centro desse processo, porque nós temos uma crença muito forte e segura de que a saída para o País é através da educação e da ciência. Não há país do mundo que tenha emergido da sua condição de subdesenvolvimento que não tenha sido a partir de investimentos pesados na educação, na ciência e na inovação. Isso é muito claro para todos nós e a população entende isso, especialmente nesse momento que nós estamos vivendo uma crise na educação, que o Darcy Ribeiro já dizia que não é uma crise, é um projeto de desmonte”, diz.

O professor avalia que a comunidade educacional e a população estão vendo na prática os efeitos do desmonte. “A população sente a dificuldade de colocar o seu filho em uma escola de qualidade, de colocar o seu filho numa universidade e de lá ele se manter, sente a dificuldade de não ter uma assistência estudantil adequada nas universidades por conta da falta de recursos que é recorrente”, diz.

Em maio passado, o governo federal anunciou um corte de R$ 3,2 bilhões no orçamento para despesas e investimento do Ministério da Educação, o que representava uma perda de R$ 1 bilhão somente para os orçamentos das universidades e institutos federais. Posteriormente, em junho, reduziu para R$ 1,6 bilhão o corte no orçamento do MEC.

Burmann pontua que assumiu a reitoria da UFSM em 2014 e, em setembro daquele ano, já teve um corte orçamentário de 34%, com os cortes se aprofundando desde então. Ele pontua que uma das propostas já consensuadas entre os postulantes a fazerem parte da bancada é de que os orçamentos para a educação devem ser imunes a cortes ao longo dos anos, para que os recursos da área não sejam apenas “fundos de papel”. Além disso, obviamente, trabalharão pela ampliação do financiamento para a educação básica, técnica e tecnológica, superior, da pós-graduação e da pesquisa. “É uma oportunidade de emancipação das pessoas através da educação e a soberania nacional, geração de conhecimento e tecnologia própria para o país, o que vem sendo totalmente desmontado”, diz.

O ex-reitor destaca ainda que a pauta do financiamento das universidades não trata apenas de educação, uma vez que as instituições federais de ensino têm papel fundamental no desenvolvimento de algumas cidades, especialmente nas distantes dos grandes centros, como é o caso de Santa Maria.

“Veja que, aqui, além do processo de formação de profissionais, da geração de conhecimento, nós criamos uma agência de inovação e transferência de tecnologia para a fixação dos talentos gerados na universidade na região, para que possam promover trabalho, renda e oportunidade para milhares de jovens. Nós já temos 45 empresas incubadas no espaço da universidade. Para uma região como a nossa, isso é um impacto muito forte”, afirma.

Leia o manifestado apresenta na última terça-feira neste link

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