Documento final do 12º Congresso de Trabalhadoras/es em Educação será publicado na próxima semana
Jornalista: Luis Ricardo
Devido a alguns ajustes de diagramação no caderno virtual que reúne todo o conteúdo aprovado no 12º Congresso de Trabalhadoras(es) em Educação (12º CTE) – Um outro Brasil é possível, o Sinpro tirou da página o caderno de teses. O documento será publicado novamente na próxima semana com todos os ajustes feitos para que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais possam fazer suas consultas.
No Caderno de Teses a categoria poderá consultar o capítulo da Tese-guia – “Um outro Brasil é possível! Um outro DF é possível!”, distribuída em quatro partes: Conjuntura internacional, nacional e local; Em defesa da educação pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada; Organização e estrutura sindical; e Plano de Lutas. Também poderá consultar as teses incorporadas à tese guia, além das Contribuições, divididas em seis partes abrangendo as contribuições dos Grupos de Trabalho (GT) Meio Ambiente; Raça e Sexualidade; Educação Inclusiva com Foco na Educação Especial; Tecnologia na Escola – É preciso não retroceder; Inclusão de Pessoa com Deficiência; Coordenação Pedagógica: um direito a ser valorizado e protegido. Há ainda os capítulos das Resoluções e das Moções aprovadas pela categoria durante o encontro.
Em apenas 8 dias, golpistas tentaram extorquir mais de 20 professores pelo celular
Jornalista: Maria Carla
Nos últimos oito dias, mais de 20 professores(as/es) e orientadores(as/es) educacionais receberam mensagens dos golpistas de Internet. Os crimes cibernéticos para arrancar dinheiro de pessoas com processos na Justiça continuam e quase todo dia a quadrilha muda de formato e aperfeiçoam o golpe. Nessa última semana, estão usando mensagens com uso do nome de Lucas Mori, advogado do Sinpro-DF, e informando que é do escritório dele, com um número falso de telefone.
Isso tem sido uma rotina. Toda semana criminosos usam celulares e mensagens via Internet para aplicar novos métodos de lesar financeiramente os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Mas, nesta semana, voltaram a utilizarem o velho golpe de se apresentarem como funcionários da Câmara de Conciliação de Precatórios, utilizando os números de telefone (61) 2626-2740 e (61) 9825-6570 e informando o resultado do julgamento das propostas de acordo com o último lote, nos termos do edital. Fiquem atentos(as)! Não caiam no golpe!
O Sinpro recebeu mais de 20 denúncias de professores(as/es) e orientadores(as/es) educacionais acusando o recebimento de mensagens que usam o nome do dr. Lucas e do seu escritório. Nessa modalidade de golpe, a uma pessoa diz, na mensagem, que foi autorizada a ordem de pagamento do processo e, em seguida, solicita que o(a/e) professor(a/e) ou orientador(a/e) educacional entre em contato com uma advogada pelos telefones 2626-5741 e 99859-9031. Tudo isso não passa de manobra criminosa para lesar pessoas com processos judiciais e financeiros movidos pelo sindicato.
Fique atento(a/e)! Não caia no golpe! Denuncie!
Confira um dos modelos de mensagens enviadas aos celulares:
Ouça também o áudio do golpe:
Modus operandi
São vários os “modus operandi” das quadrilhas cibernéticas. Um deles, segundo relatos de vítimas, é que após o primeiro contato, os(as) estelionatários(as) dizem que as propostas indeferidas poderão ser objeto de recurso administrativo em um prazo de 5 dias úteis em petição física direcionada à câmara, com protocolo no posto de atendimento da Procuradoria Geral do Município. Em seguida dizem que é preciso o depósito de um valor para as custas advocatícias e taxas de cartório.
Tudo isso é mentira! Tudo é golpe! Não deposite nenhuma quantia em dinheiro. É golpe! O Sinpro alerta para o fato de que nem o sindicato e nem os escritórios de advocacia que integram o Jurídico da entidade pedem dinheiro para recebimento de valores referentes a ações judiciais. Antes de fazer qualquer depósito ou repassar qualquer informação, ligue para o Sinpro.
Fiquem atentos(as/es) às novas “modalidades” de extorsão de dinheiro. A cada nova abordagem, os(as/es) bandidos(as/es) se aperfeiçoam e procuram facilitar e aligeirar o furto de dinheiro de quem tem processos a receber. É preciso ter cuidado e boa observação para não cair no golpe.
Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as estratégias utilizadas pelos(as) golpistas, seguem todas as versões usadas e denunciadas ao Sinpro:
Golpe 1
Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto da logo do Sinpro-DF.
Golpe 2
Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.
Golpe 3
Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.
Golpe 4
Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.
Golpe 5
Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.
Golpe 6
O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.
Golpe 7
O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.
Golpe 8
Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!
Golpe 9
Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!
Confira nas matérias, a seguir, as modalidades e o modus operandi:
DF começará a vacinar crianças com mais de 3 anos contra a covid-19
Jornalista: Alessandra Terribili
O GDF anunciou que iniciará a vacinação de crianças a partir de 3 anos de idade contra a covid-19. O anúncio veio dias depois de a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberar, na última quinta (13) a Coronavac para aplicação em crianças de 3 a 5 anos. A data para o início do processo ainda não está confirmada.
Agora, a Secretaria de Saúde aguarda a emissão de nota técnica pelo Ministério da Saúde para efetivamente dar início ao processo de imunização dos pequenos. No documento devem constar instruções sobre a vacinação do novo grupo, como dosagem; novos envios de lotes; prazos de reforço; e outros. Segundo o governo federal, a nota deve ser publicada até estar terça (19).
Todo o estoque de CoronaVac destinado à vacinação infantil no DF será distribuído na tarde desta segunda (18) para cerca de 70 pontos de vacinação infantil.
O Sinpro-DF defende a ampliação da campanha de vacinação para as crianças, a fim de estender a elas a proteção com a qual a maioria da população já conta. Se as crianças não forem vacinadas, elas seguem correndo risco e o vírus intensifica sua circulação.
Desvio de R$ 30 milhões das creches aprofunda voucherização da Educação Infantil
Jornalista: Maria Carla
O governo Ibaneis Rocha (MDB) desviou R$ 30 milhões do Orçamento público destinado às creches que atendem crianças de 0 a 3 anos da rede pública de ensino para pagar empresas privadas de terceirização. A denúncia do site Metrópoles mostra que o remanejamento do dinheiro da escola pública para empresas privadas foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de quinta-feira (14/7). Apuração do jornal revela também que o valor será destinado a no mínimo seis empresas privadas prestadoras de serviços para o Governo do Distrito Federal (GDF), que mantêm contratos de manutenção e vigilância com a Secretaria de Estado de Educação (SEE-DF).
Trata-se, segundo o jornal, da Confederal – ligada ao ex-senador Eunício Oliveira (MDB) – e Real JG, de propriedade da família do deputado distrital José Gomes (PP). Ambos os políticos de partidos que compõem o chamado “centrão”, ligado ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Ainda segundo o jornal, “a decisão contraria a recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) sobre a necessidade de ampliação de ofertas para crianças em creches conveniadas pela rede pública local (veja a imagem no final deste texto). De acordo com um projeto básico elaborado pela Pasta, a estimativa de 2022 seria o suprimento de vagas para 20 mil crianças em creches em todo o Distrito Federal. Até o fim de 2021, o benefício apoiava aproximadamente 4 mil pequenos.
A lei que criou o Cartão Creche é de 11 de janeiro deste ano. Atualmente, são cerca de 60 instituições privadas que participam do programa. Os beneficiários são crianças inscritas no cadastro de solicitação de vagas em creches das Coordenações Regionais de Ensino (CRE). O GDF repassa o valor de R$ 803,57 por criança, mensalmente, para que os pais ou responsáveis possam efetuar o pagamento às escolas conveniadas. Segundo a Lei Distrital nº 7.064/22, as famílias podem usar a quantia e complementar com recursos próprios os valores das mensalidades cobradas pelas creches.
Voucherização da educação infantil
Edna Rodrigues Barroso, professora aposentada da SEE-DF, mestra e doutora em Educação, afirma que qualquer retirada, remanejamento ou inexecução de recursos destinados à educação causa prejuízos não somente às crianças, mas também às suas famílias e à sociedade. “O cartão creche, política de onde os recursos foram remanejados pelo governo Ibaneis, não é defendida pelos momentos sociais e educacionais, visto que é uma espécie de terceirização da Educação Infantil. Entretanto, se havia uma destinação de recursos para a educação, deveria ter sido aplicada na íntegra. Os movimentos sociais, educacionais e sindicais e as pesquisas acadêmicas defendem que os recursos orçamentários da educação sejam utilizados na construção, ampliação e qualificação das redes públicas. O cartão creche, os conveniamentos e outros tipos de propostas de vouchers são, na verdade, políticas de privatização e precarização da oferta educacional, pela transferência de recursos da esfera pública para a privada”, denuncia.
Ela afirma que esse movimento de conversão do direito à educação a uma mera mercadoria é uma negação de um direito, fazendo com que a política pública se transforme em um bem de consumo individual e desobrigando o Estado em relação às suas responsabilidades sociais e coletivas. “O governo Ibaneis, afinado com o governo Bolsonaro, abraça essa conversão e, de acordo com interesses opacos, opera remanejamentos que afetam justamente a Educação Infantil e, por consequência, a primeira infância. Ou seja, uma mudança de rumos que afeta, como sempre, justamente os mais vulneráveis. Nossa luta é por mais vagas na rede pública na Educação Infantil, com profissionais concursados e qualificados, infraestrutura, recursos e insumos satisfatórios, prédios com arquitetura e equipamentos adequados, formação inicial e continuada voltada para a infância, gestão democrática, participação das famílias e, principalmente, tendo os/as pequeno(a)s como centro do processo político e pedagógico”.
Cida Camarano, professora aposentada da SEE-DF, mestre e doutora em Educação pela Universidade de Brasilia (UnB) e membro do Comitê Diretivo do Movimento Interfóruns de Educação Infantil e do Fórum de Educação Infantil do Distrito Federal (FEIDF), considera um absurdo apenas pensar nisso. Ela diz que a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e é uma etapa cara porque exige um quantitativo menor de criança por turma exatamente para ter esse atendimento mais atencioso às necessidades e particularidades de cada criança; requer estrutura física adequada, com mobiliário que atenda ao conforto e à segurança das crianças, parque infantil, parque de areia, jardim, brinquedoteca, refeitório, sala de vídeo e literatura; recursos pedagógicos diversificados: brinquedos e jogos, materiais para atividades de artes; alimentação diversificada. Enfim, é uma etapa que precisa de investimento.
“Sem contar que, pela Meta 1 do PDE, seria preciso até 2016 universalizar o atendimento na pré-escola e atender, no mínimo, 60% dos bebês e crianças bem pequenas em creche até 2024. Sendo ao menos 90% desse total em período integral. Os últimos dados que acessamos são de 2020, 45,8% da Educação Infantil ofertada na rede pública direta, 21,3% na rede conveniada. Uma vez que a rede parceira é a que oferta maior número de matrículas em tempo integral, estamos longe de atingir as metas do PDE. O mesmo censo apontou que apenas 77,9% das escolas públicas que ofertam Educação Infantil no DF têm biblioteca; 90,2% têm brinquedos para Educação Infantil; 89,5% têm jogos educativos; apenas 46% dispõem de materiais para atividades artísticas; 84,1% têm banheiro específico para crianças de Educação Infantil; 84,8% têm algum recurso de acessibilidade; apenas 58,7% têm área verde; 89,1% têm parque infantil; 93,1% têm pátio. Portanto, há muito por fazer para a oferta de Educação Infantil de qualidade. Esse recurso que será desviado para outros fins impactará diretamente nesses aspectos, sem mencionar a formação continuada dos profissionais e pagamento de salários para mais profissionais e construção de escolas”, explica Cida Camarano.
Lacunas e o impacto do desvio do dinheiro
O Sinpro-DF sempre tem denunciado, em matérias divulgadas no site, que esse e outros tipos de desvios sucateiam o ensino público e promovem pioras expressivas no sistema de educação infantil na rede pública de ensino do DF. O governo Ibaneis Rocha é um desses governos que mais criaram esse tipo de problema do que soluções por falta de investimento do dinheiro público no setor. Uma das grandes lacunas da Educação Infantil é a falta de vagas de todas as famílias que buscam atendimento para suas crianças de 0 a 5 anos de idade.
“Nas Coordenações Regionais de Ensino (CRE) existem listas de espera por vaga, especialmente na faixa etária de 0 a 3 anos. Afinal, as mães precisam retomar a vida profissional e pessoal a partir do momento em que o bebê completa 4 meses de idade e a creche é um local em que há segurança, proteção, cuidado e educação especialmente planejada para crianças pequenas. Infelizmente, tanto em nível federal quanto em nível distrital, não vemos esforços integrados e eficazes no sentido de dar o atendimento adequado à primeira infância, configurando um descumprimento de um direito. Na verdade, a Meta 1, do Plano Nacional de Educação (PNE) e do Plano Distrital de Educação (PDE), que diz respeito à ampliação da oferta de vagas na Educação Infantil, ainda não foi plenamente alcançada e dificilmente será visto que não há o necessário planejamento orçamentário com a sua devida execução a partir de uma priorização política”, denuncia Edna Barroso.
A professora considera ainda que o mais grave reside no fato de que a faixa etária de acesso à creche é muito curta, em torno de 3 anos. Pela falta de vagas, boa parte das nossas crianças pequenas não terá a oportunidade de usufruir do direito à educação. “Um dos grandes ganhos de uma criança frequentar a escola desde cedo é desenvolver-se integralmente em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. Investir na Educação Infantil, tanto na creche quanto na pré-escola, é assegurar que a cidadania plena não seja uma conquista do futuro, mas uma condição de acesso a direitos desde o presente. Crianças atendidas na escola têm mais oportunidades não somente em relação à educação e cuidado, mas também usufruem de mais possibilidades de saúde, alimentação, socialização, dignidade, brincadeiras, autonomia, proteção contra abusos e maus tratos”.
Cida Camarano, por sua vez, alerta para a voucherização da educação. “O primeiro ponto que levanto é o número de crianças nas turmas. Com o aumento de demanda na rede pública pós pandemia, não construíram escolas. Somado-se ao problema de a Educação Infantil ainda ser ofertada em Escolas Classe, CEFs e CEDs, a SEE-DF aumentou o quantitativo de crianças por turma na Educação Infantil. Enquanto os indicadores internacionais apontam um quantitativo de, no máximo, 20 crianças por professor; neste ano de 2022 a estratégia de matrícula estabeleceu 30 crianças por turma. A mesma estratégia permite um acréscimo de 10%, o que representaria 33 crianças por turma, no entanto, sabemos de instituições com até 38 crianças de 4 e 5 anos por turma. Isso inviabiliza o trabalho centrado nas relações e na brincadeira”.
Ela diz que o GDF tem se esquecido de que Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica, que, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (BRASIL, 2009), indissocia educação e cuidado. “E nos perguntamos como é possível ofertar uma educação de qualidade com essa quantidade de crianças por turma? A Educação Infantil não é depósito de criança, precisa ter estrutura adequada para que as crianças aprendam e se desenvolvam por meio dos campos de experiências (BNCC, 2017) e, novamente, nos perguntamos, como é possível viver essas experiências e aprender observando, perguntando, brincando, descobrindo o mundo com essa quantidade de crianças por sala?”, indaga.
Camarano também aponta outra problemática. “É a exigência de pelo menos seis crianças por turno com necessidades específicas para assegurar a Sala de Recursos Multifuncionais nos CEI ou Jardins de Infância. Isso fere o direito das crianças, pois a SRM não é uma espécie de reforço, ela atua junto a toda a comunidade escolar, articula a inclusão na sala comum e demais espaços da instituição e com os demais profissionais que atendem a essa criança. Dessa forma, o GDF tem precarizado o processo de inclusão escolar e forçado as crianças com deficiência a se concentrarem em determinadas escolas, isso não é inclusão”, finaliza.
Auxílio-creche tem reajuste a partir de 1º de julho
Jornalista: Alessandra Terribili
No último dia 28 de junho, o governador Ibaneis Rocha anunciou o reajuste do auxílio-creche para servidoras e servidores do poder executivo do DF. Agora, o valor pago passa a R$176,58.
O Sinpro-DF vinha apresentando ao governo a demanda de que o auxílio fosse reajustado. Na pauta de reivindicações da categoria, a posição é de que esse valor seja equiparado com o que é pago às servidoras e servidores da Câmara Legislativa (CLDF), que é, hoje, de R$ 974,92 (auxílio pré-escolar).
Vale lembrar que, quando foi criado, em 1994, o auxílio-creche correspondia a 10% do valor da remuneração de professores(as) e orientadores(as) educacionais. Hoje, ele representa em torno de 2,5% do padrão 1 do piso da carreira, PQ3.
Por isso, a diretoria colegiada do Sinpro considera o reajuste bem-vindo, mas muito insuficiente, e vai continuar lutando pela equiparação do valor do auxílio-creche integral de professores(as) e pedagogos(as) orientadores(as) educacionais aos valores pagos aos servidores e servidoras da CLDF.
Carta de Natal com defesa do Estado democrático de direito e educação pública de qualidade marca encerramento da II Conape
Jornalista: Maria Carla
A II Conferência Nacional e Popular de Educação 2022 (II Conape 2022) terminou nesse domingo (17/7) com a Carta de Natal, o documento final que norteará a luta do movimento docente no próximo período. A Carta apresenta uma plataforma de luta para o magistério, que busca mobilizar também a sociedade, em defesa do Estado democrático de direito, das instituições republicanas, da vida, da soberania do Brasil e popular, dos direitos e reafirma o compromisso coletivo em defesa da educação pública de qualidade, laica, democrática e inclusiva para todas, todos e todes.
O documento, a ser divulgado posteriormente, foi aprovado no último dia da II Conape 2022, realizada entre os dias 15 e 17 de julho, em Natal, Rio Grande do Norte, com a participação de trabalhadoras(es) e estudantes de todo País. A II Conape foi denominada, em plenário, como “Conape da esperança”. A conferência foi organizada pelo Fórum Nacional Popular da Educação (FNPE).
O Distrito Federal esteve presente por intermédio de uma delegação com 86 pessoas representantes do movimento estudantil, da educação superior, da rede privada e uma participação expressiva de representantes da rede pública de ensino.
O presidente em exercício da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, explica, em entrevista ao site da própria entidade, que a Carta, a ser divulgada posteriormente, é o documento final da etapa nacional da Conape, que aponta as reivindicações do setor da educação e as pautas do movimento de professores(as/es) e orientadores(as/es) educacionais para a reconstrução do Brasil, destruído pelos dois governos do golpe de Estado de 2016: Michel Temer e Jair Bolsonaro.
Ato político de abertura da Conape com marcha da educação
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Dando início aos eventos do dia da II Conferência Nacional Popular de Educação (Conape), uma grande marcha pela educação tomou conta das ruas do bairro Tirol, em Natal (RN), na tarde desta sexta-feira (15/7).
Às 14:30, os(as) participantes da Conape se reuniram em frente ao Campus Natal-Central do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), no cruzamento das avenidas Salgado Filho e Nevaldo Rocha. Houve participação de orquestra de frevo e de grupo de Maracatu.
A delegação de Brasília esteve presente na marcha, que contou também com a participação do presidente licenciado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, e do presidente em exercício da entidade, Roberto Leão.
Também participaram da marcha a governadora Fátima Bezerra e a ex-senadora pelo PT de Rondônia Fátima Cleide.
A caminhada seguiu até a Praça da Árvore, em Mirassol, onde ocorreu o ato político com apresentações culturais.
A II Conferência Nacional Popular de Educação – CONAPE 2022 acontece entre os dias 15 e 17 de julho, no Centro de Convenções de Natal. O evento tem objetivo a defesa do Plano Nacional de Educação (PNE), da agenda de instituição do Sistema Nacional de Educação (SNE), do Estado democrático de direito e dos direitos sociais.
O tema dessa edição é “Reconstruir o país: a retomada do Estado democrático de direito e a defesa da educação pública e popular, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social para todos/as/es”, e como lema “Educação pública e popular se constrói com Democracia e Participação Social: nenhum direito a menos e em defesa do legado de Paulo Freire”.
Concurso público para professor em Goiás: 5.050 vagas
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Começam dia 14 de agosto e vão até 12 de setembro as inscrições para o concurso público para professor do governo de Goiás. Os salários variam de R$ 1.971,69 a R$ 3.943,37, fora benefícios. O certame prevê o preenchimento de 5.050 vagas de professor nível III do quadro permanente do magistério da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
O processo seletivo ocorre em três etapas: prova de títulos classificatória e provas objetivas e provas discursivas, de caráter eliminatório e classificatório. A primeira fase do concurso será no dia 25 de setembro. Os aprovados já começam a trabalhar em 2023.
O concurso terá 10 vagas para professores(as) de línguas Indígenas (4 para Tapuia, 4 para Karajá e 2 para Xavante), 26 vagas para professores Quilombolas, 8 para instrutor de libras, 2 para instrutor de braile e 30 vagas para intérpretes de libras. Este será o maior concurso realizado na Educação nos últimos 12 anos em Goiás.
Embora a rede pública estadual de Goiás tenha 60% do quadro do magistério composto por profissionais efetivos e 40% por contratos temporários, os salários praticamente se equivalem, pois o último reajuste dos temporários foi de 119,34%.
Anvisa autoriza Coronavac para vacinação de crianças de 3 a 5 anos
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Finalmente, a Anvisa aprovou, por unanimidade, a autorização do uso da vacina Coronavac para imunização de crianças de 3 a 5 anos contra Covid-19.
A Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, também será usada em imunossuprimidos.
Segundo informações do site G1, o esquema vacinal para essa faixa etária é o mesmo recomendado para os adultos: duas doses aplicadas em um intervalo de 28 dias. A vacina será a mesma já aplicada na população em geral.
Mas ainda falta uma etapa para que esses petizes possam ir ao postinho tomar vacina: a decisão da Anvisa segue agora para a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 do Ministério da Saúde, que vai avaliar, junto ao ministério da Saúde, o uso do imunizante nesta faixa etária”.
A Sociedade Brasileira de Imunizações, a Sociedade Brasileira de Infectologia e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia consideram que os benefícios da imunização nessa faixa etária superam os eventuais riscos associados à vacinação.
A faixa etária que está em vias de iniciar a vacinação registrou, até o momento, mais de 12 mil hospitalizações e 952 mortes atribuídas a Covid19 em todo o país.
A vacinação de crianças entre 5 e 11 anos com uma dose de Pfizer pediátrica já alcançou 63,88% do público total dessa faixa etária. Indivíduos com duas doses já totalizam 39,57% da população deste grupo.
Começou, nesta sexta (15), a ambientação virtual da pós-graduação do Sinpro
Jornalista: Maria Carla
Começou nesta sexta-feira (15) a ambientação virtual do curso de pós-graduação “Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional (EBDHI)”. Todos(as/es) os(as/es) cursistas, incluindo aí os(as/es) da segunda chamada, receberam por e-mail o aviso de que já começou a ambientação no espaço virtual SIGAA.
O Módulo 1 (“Trabalho, sociedade e educação básica na experiência internacional”) começa no dia 18 de julho. Ou seja, no dia 18 de julho estará disponível, no espaço virtual SIGAA, a liberação para leitura e atividade do Módulo 1. No dia 26 de julho, às 19h, será realizada a primeira aula virtual. O link de acesso para a primeira aula será enviado por e-mail e também estará disponível no SIGAA.
O Sinpro informa que no e-mail que o(a/e) cursista recebe tem as instruções de como que acessa o SIGAA. Confira a seguir o exemplo de mensagem que irá chegar por e-mail para os(as/es) inscritos(as/es) para acessar o SIGAA:
Mensagem:
Oi Ludmylla Anitta,
Uma nova conta foi criada para você em ‘Aprender 2’.
Os seus dados atuais para o login são:
usuário: SEQUÊNCIA DE 11 NÚMEROS
senha: SEQUÊNCIA DE 10 CARACTERES FORMADA POR LETRAS E NÚMEROS
(a primeira vez que você fizer o login será necessário alterar a senha)
Para começar a utilizar o ‘Aprender 2’, faça o login em https://aprender2.unb.br/login/?lang=pt_br
Na maior parte dos programas de e-mail a frase anterior aparece como um link azul que você pode clicar. Se este não é o seu caso, copie o endereço para a barra de endereços do seu navegador.
O Sinpro pede aos(às/es) inscritos(as/es) que não receberam nenhum e-mail para verificar na caixa de Spam. Se ainda assim não detectar nenhuma comunicação virtual do curso, enviar um email para apoioaprender@ead.unb.br solicitando suporte e apoio para que o fluxo de informações se normalize.
O curso
O curso de pós-graduação Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional é uma parceria do Sinpro-DF com a Universidade de Brasília (UnB) e é composto por 6 módulos (disciplinas):
Módulo 1: Trabalho, sociedade e educação básica na experiência internacional
Módulo 2: Educação básica: boas práticas no mundo
Módulo 3: Metodologia de pesquisa: ação-reflexão-ação
Módulo 4: Organização sindical na educação básica: diferentes perspectivas
Módulo 5: Organismos internacionais, direitos humanos e educação básica do Brasil
Módulo 6: A relação educação básica e universidade em diferentes países
As disciplinas serão ministradas em 60 dias – dos quais, 45 para trabalhar os conteúdos, e os últimos 15 dias para a realização das atividades de avaliação da disciplina (prova e/ou trabalho final). A metodologia tem por base o conceito fundamentado na tríade: ação-reflexão-ação.
No fim do curso, os(as/es) cursistas deverão defender um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) perante uma banca. O TCC deverá ser orientado por um orientador com titulação mínima de mestrado, além de doutorandos(as) selecionados(as) em cursos com temáticas afins com a proposta.