VIII Encontro de Mulheres Educadoras: inscrições até amanhã (22/06)
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Encerram-se amanhã, dia 22 de junho, 4ª-feira, as inscrições para o VIII Encontro de Mulheres Educadoras. O encontro será realizado no sábado, dia 25 de junho, das 8 às 18:30, no espaço Chico Mendes da Chácara do Sinpro.
Este ano, a homenageada será a professora e jornalista Antonieta de Barros, uma das primeiras mulheres eleitas no Brasil – a primeira negra. Elegeu-se deputada estadual por Santa Catarina em 1934. Antonieta era professora por formação, e também cronista e jornalista. Filha de uma ex-escravizada, ela teve papel fundamental na luta pela igualdade racial e pelos direitos das mulheres. Uma das principais bandeiras de seu mandato como deputada estadual foi a concessão de bolsas de estudo para alunos carentes. Antonieta nunca deixou de exercer o magistério. Ela dirigiu a escola que levava seu nome até morrer, em 1952.
As professoras e orientadoras educacionais sindicalizadas poderão participar de 4 rodas de conversa que vão debater 1° a conjuntura, 2° a necessidade de uma educação feminista antirracista antlgbtfóbica e anticapacitista.
À tarde haverá uma roda para debater qual projeto de sociedade queremos e, finalmente, haverá aprovação de uma resolução para o nosso XII Congresso
As vagas para o VIII Encontro de Mulheres Educadoras são limitadas, e oferece creche para as educadoras que quiserem levar crianças de até 7 anos de idade.
Nova edição da revista Retratos da Escola debate o que esperar do Novo Ensino Médio
Jornalista: Alessandra Terribili
Na sua nova edição, a revista Retratos da Escola, uma publicação da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação), traz como tema: “O que esperar do Novo Ensino Médio?”. O dossiê é organizado pelas professoras Shirlei de Souza Corrêa (Univille), Cássia Ferri (Furb) e Sandra Regina de Oliveira Garcia (UEL).
Na nota da CNTE reproduzida abaixo, você saberá mais sobre a nova edição da revista, e acessará a edição completa. Boa leitura!
Nova edição da revista Retratos da Escola debate o que esperar do Novo Ensino Médio
“O ‘Novo Ensino Médio’ é uma forma prática de executar o que o governo Bolsonaro, na voz de seu quarto (ex) ministro da educação, proclama: que os pobres podem até sonhar com a universidade, mas não é desejável que todos tenham acesso a ela”. Essa frase de Gaudêncio Frigotto abre o editorial da nova edição da revista Retratos da Escola – número 34, volume 16 – que tem como tema: “O que esperar do Novo Ensino Médio?”.
O dossiê desta edição é organizado pelas professoras Shirlei de Souza Corrêa (Univille), Cássia Ferri (Furb) e Sandra Regina de Oliveira Garcia (UEL). A publicação tem como objetivo analisar e aprofundar os debates sobre o tema, particularmente preocupante em 2022, quando a reforma desta etapa de ensino está em plena implementação. O que esperar de uma reforma que, ao tomar como base a divisão dos currículos por itinerários formativos, nega aos estudantes o acesso a uma formação comum e qualificada, descaracterizando o ensino médio como etapa da educação básica, na qual importa a continuidade e o aprofundamento de uma formação integral?
O que esperar de uma imposição que desconsidera as críticas das entidades nacionais do campo educacional para atender às demandas do setor privado, em detrimento do interesse público? As organizadoras do dossiê oferecem um denso trabalho, exigindo que ampliemos as nossas reflexões – e ações! – frente à pretendida ‘inovação’ que nega a possibilidade de um ensino médio abrangente, condição para uma leitura independente da realidade social, política e cultural.
Este dossiê dá continuidade aos debates sobre a reforma do ensino médio que a Retratos da Escola vem realizando, como em 2017 (v. 11, n. 20), por exemplo, quando apresentamos o dossiê A Reforma do Ensino Médio em Questão, à época organizado pelas professoras Monica Ribeiro da Silva e Leda Scheibe. Aquele era um momento em que o país se via frente à reforma recém-decretada por medida provisória e logo instituída como lei pelo governo golpista.
Ao lado de potentes análises, a edição contou com o documento de autoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) sobre a reforma do ensino médio e a necessidade de revogação da Lei 13.415. Este documento sintetiza os ataques à educação pública, que acontecem desde o golpe de 2016 e encontraram solo ainda mais fértil no governo de Jair Bolsonaro, e os prejuízos que a reforma do ensino médio ocasiona à formação dos/as jovens brasileiros/as.
Atenção: edital que circulou nas redes sociais nessa segunda (20) é falso
Jornalista: Alessandra Terribili
Nesta segunda-feira (20), circulou pelas redes sociais um edital FALSO de concurso público. A Secretaria de Educação (SEDF) alertou que o único meio oficial de comunicação para esses fins é o Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e que, quando for o momento, é lá que o edital será publicado.
Em nota, a SEDF afirmou que “O verdadeiro edital encontra-se ainda em construção, sendo documento restrito de tramitação exclusiva entre o Instituto Quadrix e a comissão responsável pela realização do certame”. O falso texto divulgado nas redes nada mais é que uma coleção de recortes com alguns trechos do Projeto Básico, documento público que norteia a escolha da banca e se encontra no site da SEDF.
Tão logo o edital seja publicado no DODF, o Sinpro o divulgará em seu site e redes sociais.
Animes, games e educação na TV Sinpro desta quarta-feira
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O TV Sinpro desta quarta-feira (22/6), às 19h na TV comunitária, vai falar sobre a pertinência e a importância dos animes para a educação.
O diretor do Sinpro Luciano Matos recebe o professor David Leonardo Teixeira, coordenador da pauta de games e esportes eletrônicos na Secretaria de Educação do DF. Apaixonado por games e animes, David vai contar sobre as vantagens de se valorizar o universo dos animes e dos games em sala de aula. Vai também falar sobre os Jogos Escolares Eletrônicos do DF, que acontecem nesta semana.
“Os animes são recheados de muitos valores, como determinação, disciplina, superação, resiliência. A partir desses valores, cria-se um vínculo entre pessoas de diferentes pontos de vista. Além disso, os animes trazem uma relação muito honrosa e de solidariedade entre professores e estudantes, e o impacto disso na vida desses atores. Então, é importante trazer os animes para dentro dos nossos processos de ensino aprendizado e para as nossas relações”.
O TV Sinpro vai ao ar ao vivo nesta quarta-feira às 19h, na TV comunitária e no Youtube e no Facebook do Sinpro.
UnB abre processo seletivo para Mestrado e Doutorado em Educação
Jornalista: Luis Ricardo
A Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) abre processo de seleção para Mestrado e Doutorado acadêmico em Educação. As inscrições podem ser realizadas dos dias 20 de junho a 04 de julho, clicando aqui. O início das aulas para os(as) aprovados(as) no processo seletivo será no dia 25 de outubro.
O Programa de Pós-Graduação em Educação (acadêmico) foi avaliado pela CAPES com nota 5 no último quadriênio (2013-2016), participa do Plano de Internacionalização da Capes (CAPES PRINT) e está estruturado em dois cursos: mestrado e doutorado. O curso de Mestrado Acadêmico objetiva promover a competência acadêmica de graduados, contribuindo para o aperfeiçoamento de docentes e para a formação inicial de pesquisadores no campo educacional. Já o curso de Doutorado objetiva a formação e o aprimoramento, em alto nível, de profissionais comprometidos com o avanço do conhecimento na área de Educação, para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e o exercício do magistério no nível superior.
12º CTE | GT de Meio Ambiente será nesta quarta, 22
Jornalista: Vanessa Galassi
Grupo de trabalho que debaterá questões sobre Meio Ambiente a serem discutidas no 12º Congresso de Trabalhadores(as) em Educação se reunirá nesta quarta-feira (22/6), às 18h30. O encontro será virtual, pelo Zoom. A participação é aberta ao público. Veja as informações no fim da matéria.
Foram convidados para a reunião do GT de Meio Ambiente o secretário Nacional de Meio Ambiente da CUT, Daniel Gaio; o secretário de Meio Ambiente da CUT-DF, Henrique Torres; e a professora da rede pública de ensino do DF, ambientalista e Mestre em Planejamento e Gestão Ambiental Flávia Maria Barbosa. A mediação será feita pelo diretor do Sinpro-DF Hamilton Caiana.
O 12º Congresso de Trabalhadores(as) em Educação será realizado de 7 a 9 de julho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Saiba mais sobre o 12º CTE em https://sinpro25.sinprodf.org.br/category/12-cte/
Minibio
Daniel Gaio é sociólogo, Mestre em Políticas Públicas para Educação, bancário na Caixa Econômica Federal e secretário Nacional de Meio Ambiente da CUT
Henrique Torres é professor de Geografia da rede pública de ensino do
DF, Mestre em Desenvolvimento Sustentável e doutorando em Geografia pela UnB. Henrique também é secretário de Meio Ambiente da CUT-DF
Flávia Maria Barbosa é professora de rede pública de ensino do DF, ambientalista, educadora ambiental, Mestre em Planejamento e Gestão Ambiental. Na área de Meio Ambiente, já atuou na Secretaria de Meio Ambiente do DF como formadora em Educação Ambiental de professores e lideranças comunitárias, além de participar de mobilizações sociais pela proteção e revitalização das Unidades de Conservação do Gama e de Santa Maria. É integrante do Instituto Tempo de Plantar.
Serviço
GT de Meio Ambiente
Data: Dia 22 de junho, quarta-feira
Formato do encontro: Virtual, pela plataforma Zoom.
Link para acessar a reunião: https://us02web.zoom.us/j/85756476297?pwd=VVI1M2R6ZWxvUml4Y1hXTC9ULzhIQT09
ID da reunião: 857 5647 6297
Senha de acesso: 364336
O link para acessar a reunião também poderá ser solicitado à Amanda, pelo telefone 99994-6258, até as 17h do dia 22/6.
Pós-Graduação do Sinpro: confira lista de inscrições homologadas e prazo para recursos
Jornalista: Alessandra Terribili
O Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB (CEAM) e a Comissão de Seleção do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional (EBDHI) publicaram o resultado preliminar da lista de inscrições homologadas, conforme o edital nº 01/2022.
O Sinpro destaca que o período de interposição de recursos é 24 e 25/06, e a divulgação do resultado final será em 28/06. Os recursos deverão ser encaminhados à Comissão Examinadora através do e-mail sec.ebdhi@unb.br. No anexo 4 do edital (veja AQUI) há um modelo.
Prazo para inscrições ao XII Concurso de Redação e Desenho termina nesta segunda (20)
Jornalista: Maria Carla
Após 10 dias de prorrogação, o sindicato encerra, nesta segunda-feira (20), o prazo para inscrições no XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. Aproveite os últimos minutos e faça a inscrição! Os(as) estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional, podem participar do concurso, que, este ano, traz como tema a “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós”. A atividade é gratuita e pode ser feita clicando aqui.
Para esta edição é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado. “A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.
A diretora ainda explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.
O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha Quem bate na escola maltrata muita gente.
Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF. O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.
O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.
Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.
Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.
SINPRO COM VOCÊ NO GAMA: NÃO É VERDADE QUE ESTÁ TUDO BEM
Jornalista: sindicato
O Sinpro com você: não é verdade que está tudo bem, ação desenvolvida pelo sindicato nas regiões administrativas do DF, estará na próxima quarta-feira (22) no Gama. A partir das 9h, a população do Gama está convidada a participar do evento em frente ao Centro de Ensino Médio 02.
Uma das ações aprovadas na Assembleia Geral do dia primeiro de junho, o ato realizado pelo Sinpro chama a população a discutir as dificuldades do dia a dia, que são consequência da política desastrosa do GDF, principalmente no que diz respeito à educação.
Falta de professor, falta de concurso público com vagas suficientes para suprir a demanda, salas superlotadas, escolas em estado precário, categoria há sete anos com salários congelados. Esses são alguns dos problemas que a educação no Distrito Federal passa, mas o GDF atua com descaso em todas as áreas da gestão governamental. Pior: diz que está tudo bem, está tudo normal.
Tá tudo bem mesmo?
No evento do Gama, os cidadãos e cidadãs serão convidados(as) a denunciar os problemas de sua cidade.
Este é mais um de vários Sinpro nas cidades: não é verdade que está tudo bem.
Má gestão do GDF favorece surto de Covid-19 nas escolas públicas
Jornalista: Vanessa Galassi
O governo do Distrito Federal não tomou medidas para conter a onda crescente da Covid-19 nas escolas públicas. Na contramão da ciência e sem considerar o cenário que apresenta números preocupantes quanto à taxa de transmissão do vírus, o governo segue sem retomar o uso obrigatório de máscaras, sem garantir o distanciamento social e sem dar transparência aos dados relativos à doença – iniciativas fundamentais para interromper a propagação da Covid-19.
No último dia 10 de junho, o sindicato enviou à Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (Subsaúde, divisão da Secretaria de Educação) solicitação de acesso aos dados oficiais sobre o número de profissionais do magistério com Covid-19 nas escolas. Atualmente, o monitoramento dos casos e surtos de Covid-19 no ambiente escolar é feito pelo sistema Monitora Escola. O acesso é permitido apenas à gestão escolar, que pode utilizar o espaço para informar casos confirmados ou suspeitos da doença na unidade, mas não tem possibilidade de visualizar dados de outras escolas do DF.
Em resposta enviada ao Sinpro-DF nesta quarta-feira (15), o secretário-executivo da Secretaria de Educação, Isaias Aparecido da Silva, afirma que “as informações solicitadas, por se tratarem de dados epidemiológicos, são de competência exclusiva da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal – SES/DF”.
Quanto às informações registradas no sistema Monitora Escola, a Secretaria de Educação diz: “Apesar do lançamento e do acompanhamento dos dados serem efetuados por esta pasta, apenas a Secretaria de Estado de Saúde – SES tem a competência para oficialmente informá-los externamente, tendo em vista se tratar de dados epidemiológico”. O Sinpro encaminhará solicitação formal à Secretaria de Saúde para acessar os dados.
“O acesso a esses números relacionados à Covid-19 é essencial para que tenhamos uma noção real do que está acontecendo. Sabemos que a subnotificação é estratégica para silenciar problemas. Além disso, somente com os dados em mãos poderemos construir um plano, de fato, eficaz para barrar a proliferação da Covid-19”, afirma o diretor do Sinpro-DF Cleber Soares.
Junto ao link que direciona para o documento, o site indica que o arquivo foi atualizado no último dia 9 de junho. Com isso, cria-se a expectativa de que algo novo – e eficaz – será implementado para proteger a comunidade escolar. Apenas expectativa. O arquivo disponível para baixar é o mesmo publicado em fevereiro deste ano, e a atualização do documento foi feita porque a Secretaria de Educação retirou todos os itens que se referiam à utilização da máscara.
Embora a Secretaria de Educação do DF afirme, na mesma área do site, que mantém os mesmos protocolos de segurança de 2021 e que segue as recomendações da Secretaria de Saúde e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), isso não vem sendo feito.
No dia 2 de junho, o secretário adjunto de saúde, Pedro Costa Zancanaro, assinou ofício que indica a necessidade de retomada da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados ou aglomerados do Distrito Federal. A motivação, segundo o documento oficial, vem do aumento do número de transmissão da Covid-19, do aumento da necessidade de internações e da escassez do número de leitos na UTI. A orientação foi ignorada pela Secretaria de Educação, que deixa expresso em seu site o uso facultativo da máscara para estudantes.
A atitude segue o modelo adotado pelo governador do DF, Ibaneis Rocha. No mesmo dia em que a Secretaria de Saúde emitiu o ofício orientando a retomada da utilização de máscara em locais fechados ou com aglomeração de pessoas, Ibaneis disse pelo Twitter que não pretende voltar com o uso obrigatório da máscara.
“Graças à vacina, os óbitos decorrentes da Covid-19 reduziram drasticamente. Entretanto, não se sabe ainda as reais consequências para quem se infecta com o vírus. Até agora, os estudos científicos identificam que algumas pessoas podem ter sequelas que vão desde cansaço permanente até danos neurológicos decorrentes da doença. Não queremos colocar nossas crianças e adolescentes, nossos educadores e educadoras em risco. É dever do Estado compartilhar desse sentimento”, avalia a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.
Distanciamento social
A Secretaria de Educação vem descumprindo com suas próprias recomendações. Pelas orientações de biossegurança apresentadas pela pasta, está mantida a necessidade de “distanciamento entre as mesas/carteiras, e mesa do professor e as primeiras mesas dos estudantes”.
Entretanto, com a estratégia de matrícula adotada neste ano, as salas de aula das escolas públicas estão superlotadas. O Sinpro-DF recebeu denúncia de salas com até 47 estudantes. Embora a Secretaria de Educação tenha afirmado ainda no início do ano que o problema seria solucionado, nada foi feito até agora.
Além disso, as orientações de biossegurança relativizam o procedimento a ser adotado em caso de Covid-19. Pela exemplificação feita pela Secretaria de Educação, um professor de ensino médio, que dá aula apenas na lousa, não circula entre as carteiras, não é considerado contato próximo de seus alunos, não sendo necessária a suspensão das aulas na turma. Diferente seria a situação de um professor de maternal, que dá colo para crianças.
“A secretaria desconsidera que cada professor utiliza diferentes recursos pedagógicos. Há vários professores de ensino médio que circulam entre as carteiras e adotam técnicas de ensino que exigem aproximação dos estudantes”, ressalta a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.
Atraso
Assim como apresenta o documento sobre as orientações de biossegurança para o retorno às aulas, o ofício emitido pela Secretaria de Educação ao Sinpro-DF reforça o protocolo que deve ser utilizado em caso suspeito ou confirmado de Covid-19, seja em estudantes ou professores. “Nessas situações, é realizado o afastamento dos casos suspeitos ou confirmados pelo prazo indicado pela autoridade em saúde, enquanto que seus contatos próximos são afastados”.
A orientação da Secretaria de Educação é de afastar por 14 dias todos os contatos próximos de um caso confirmado de Covid-19. Já o caso confirmado, seria afastado por 10 dias. O protocolo é contestado pelo epidemiologista Heleno Rodrigues Corrêa Filho.
Professor aposentado da Unicamp, Rodrigues, que compõe a diretoria do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, diz que a melhor saída é a testagem em massa. A estratégia não é recomendada no documento da Secretaria de Educação que traz as orientações de biossegurança.
“Não há necessidade de suspender a turma toda, mas é necessário que se teste a turma. Hoje, diferente do início da pandemia, o acesso aos testes é facilitado. Então, o caminho é testar 100% das crianças expostas e isolar as positivas. Não há falta de teste, há falta de vontade de fazer o teste”, avalia o epidemiologista.
O documento da Secretaria de Educação enviado ao Sinpro afirma que a Secretaria de Estado de Saúde garante, conforme a necessidade, atendimento e testagem aos estudantes e profissionais da educação que apresentem sintomas compatíveis com a Covid-19.
A reivindicação de testagem em massa é apresentada pelo Sinpro-DF há cerca de um ano, quando se cogitou o retorno presencial às escolas. Tal necessidade nunca foi garantida pelo governo.
Para irresponsabilidade, ação Diante da postura alheia de responsabilidade do governador Ibaneis Rocha, no mesmo dia em que a Secretaria de Saúde orientou o retorno do uso de máscara (2/6), o Sinpro-DF protocolou carta externa à secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, como mais um esforço para tratar dos protocolos de segurança sanitária nas escolas.
“Nas reuniões realizadas, defendemos que a utilização de máscara volte a ser obrigatória no ambiente escolar, tanto para estudantes como para professores e orientadores educacionais. Atualmente, a obrigatoriedade do item é apenas para profissionais da educação”, afirma o dirigente do Sinpro-DF Raimundo Kamir.
Além do retorno do uso obrigatório de máscara, o Sinpro-DF também defende a continuidade das campanhas de vacinação de todas as idades, sobretudo a imunização com a terceira dose de adolescentes de 12 a 17 anos. O sindicato ainda solicita da Secretaria de Educação calendário de vacinação para quem tomou a dose única da Janssen, com a respectiva dose de reforço – caso da maioria dos profissionais do magistério público.