Vídeo do Sinpro denuncia GDF por abandono de aposentados

As TVs abertas estão veiculando o vídeo do Sinpro-DF que denuncia o Governo do Distrito Federal (GDF) por ter abandonado os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) da rede pública de ensino da capital do País. Esse abandono está registrado em vários momentos da história trabalhista entre governo e servidores(as) públicos(as) da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF).

Por exemplo, ao implantar a reforma da Previdência feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, no DF, o GDF taxou duplamente os(as) aposentados(as), que chegaram a perder até R$ 800 reais no salário líquido. Mesmo com tudo caro e a inflação sem nenhum controle dos governos, o GDF não providenciou nenhum tipo de ganho financeiro para esse segmento do magistério a fim de compensar a redução drástica que a política neoliberal do governo Bolsonaro fez no poder aquisitivo dos salários.

Confira no VT alguns dos prejuízos impostos pelo governo. O vídeo faz parte de uma série de VTs que o Sinpro-DF está divulgando nas TVs abertas sobre itens da campanha salarial 2022 dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública. No vídeo, o sindicato denuncia os maus-tratos que a categoria tem sofrido com o atual governo e também alerta a população sobre as políticas econômicas adotadas justamente para prejudicar os(as) aposentados(as) e, consequentemente, os(as) pensionistas da Secretaria de Estado da Educação e de todos os demais setores do trabalho para favorecer banqueiros, rentistas, debenturistas, empresários escravagistas e inadimplentes com suas obrigações fiscais. Fique ligado(a)!

úLTIMA SEMANA DE INSCRIÇÕES – XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF

Termina nesta sexta-feira (10) o prazo de inscrição do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A diretoria colegiada do sindicato convida todos e todas a participar da atividade. O tema deste ano é “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós”. A atividade, direcionada a estudantes da rede pública de ensino, é gratuita, e as inscrições estarão abertas até o dia 10 de junho, pelo link.

https://sinpro25.sinprodf.org.br/xii-concurso-de-redacao-e-desenho-do-sinpro-df/

 

Nesta edição, é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado.

“A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.

Ela explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.

O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”.

Inscrições

Podem participar do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. As inscrições vão de 4 de abril a 10 de junho.

>> ACESSE AQUI O REGULAMENTO DO XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO-DF

Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.

O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.

O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.

Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.

Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.

 

MATÉRIA EM LIBRAS

7 de junho: Dia Nacional da Liberdade de Imprensa

Em 7 de junho de 1977, um ano e oito meses após o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, torturado até a morte por agentes do governo nos porões da ditadura militar, cerca de três mil jornalistas assinaram um manifesto exigindo o fim da censura e instauração de uma imprensa livre no Brasil. Considerando que o AI-5 ainda estava em vigor, foi um ato de coragem desses três mil profissionais.

Quarenta e cinco anos depois, a situação evoluiu e involuiu: saímos do AI-5, veio a Nova República e a Constituição Cidadã de 1988, o trabalho da imprensa ficou bem mais livre, até que veio o Jair.

Segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras, o Brasil ocupa a posição 110 num ranking de 180 países com liberdade de imprensa diz a ONG que “as relações entre o governo e a imprensa se deterioraram significativamente desde a chegada ao poder do presidente Jair Bolsonaro, que ataca regularmente jornalistas e a mídia em seus discursos. A violência estrutural contra jornalistas, um cenário midiático marcado pela alta concentração privada e o peso da desinformação representam desafios significativos para o avanço da liberdade de imprensa no país.”

Imprensa livre é um dos pilares do Estado Democrático de Direito. A Constituição Federal de 1988 garante o direito à liberdade de imprensa no país e, em geral, o arcabouço legislativo brasileiro é bastante favorável ao livre exercício do jornalismo. Mas…

Diante de uma conjuntura em que a desinformação e a hostilidade assombram toda e qualquer relação de comunicação social, e Fake News pode ser qualquer coisa que você diga que desagrade um oponente seu, ainda mais em ano de eleições gerais, a diretoria colegiada do Sinpro urge para que toda a imprensa busque promover a informação e o conhecimento amplo, geral e irrestrito a todos, todas e todes. A escalada de desinformação tem que ser interrompida, pelo bem da democracia.

12º CTE será realizado de 7 a 9 de julho

Com o lema “Um outro Brasil é possível”, o Sinpro-DF realizará nos dias 7, 8 e 9 de julho o 12º Congresso de Trabalhadores(as) em Educação. O evento será realizado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães.

Em um cenário de ataque severo à democracia e ao Estado de direito, na toada do fundamentalismo religioso e do negacionismo no Brasil e no DF, o 12º CTE debaterá as conjunturas internacional, nacional e local; a educação pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada; e a organização sindical. A partir das discussões, será elaborado um plano de lutas, com propostas e estratégias para alcançar um outro Brasil: aquele que faça o povo sorrir.

Aqui também
No Distrito Federal não é diferente do que ocorre no país. O governador Ibaneis Rocha se alinha à política bolsonarista e impõe uma conjuntura dura para toda a população. Mais que isso: tenta normalizar tudo aquilo que nunca poderá ser considerado normal, como a fome, o desemprego, a miséria, a precarização dos serviços públicos.

Para a categoria do magistério público, por exemplo, é imposto um cenário de sete anos de congelamento salarial, além de prejuízos que atingem toda a população, como a superlotação das salas de aula, a carência de monitores para atender estudantes com deficiência e a falta de professores em sala de aula.

Novos prazos
Assembleia geral do Sinpro-DF realizada no dia 1º de junho autorizou a diretoria do sindicato a alterar, de forma extraordinária, os prazos estatutários e demais regras para a realização do 12º Congresso de Trabalhadores(as) em Educação. Com isso, foram estabelecidos os prazos a seguir:

Entrega das teses – até 27/6

Inscrição para delegados(as) – até 30/6

Publicação das teses – 1º/7

AFAST
O Sinpro orienta aos delegados e delegadas que irão participar do 12º CTE que abram processo solicitando o AFAST no SEI imediatamente após a inscrição com o “de acordo” da direção indicando como será a substituição. É importante lembrar que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) não estão incluídos nessa necessidade de obterem o AFAST. Caso seja necessário, o sindicato dará novas orientações.

Critérios de participação
Veja abaixo como são escolhidos ao(as) delegados(as) do 12º Congresso de Trabalhadores(as) em Educação:

• Delegados(as) natos(as): diretores(as) do Sinpro.

• Todos(as) os(as) professores(as) dirigentes que fazem parte de entidades nas quais o Sinpro é filiado são delegados(as) natos(as).

• Professores(as) aposentados(as) terão garantidas 70 vagas.

• Delegados(as) sindicais que comprovem sua eleição por meio de Ata atualizada (2022) terão a sua participação garantida, sem levar em consideração o número de delegados(as) a que cada escola tem direito.

• Escolas com até 30 professores(as) têm direito a uma vaga de delegado(a);

• Escolas que tenham de 31 a 150 professores(as) têm direito a duas vagas de delegado(a);

• Escolas com mais de 150 professores(as) têm direito a três vagas de delegado(a);

• Duas vagas de delegado(a) para orientadores(as) por cada Coordenação Regional de Ensino (CRE). Os(as) orientadores(as) deverão ser indicados(as) pelo coletivo de suas respectivas regionais, com registro em Ata;

• Uma vaga de delegado(a) para professor(a) por cada Coordenação Regional de Ensino (CRE);

• Uma vaga de delegado(a) para a Sede I da Secretaria de Educação e uma vaga de delegado(a) para a Sede II da Secretaria de Educação;

• Três vagas de delegados(as) para a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (EAPE), sendo uma vaga para delegado(a) nato(a);

• Os casos de desistência dos(as) delegados(as) deverão, obrigatoriamente, estar registrados em ata.

De olho nos GT’s
Antes da realização do 12º Congresso de Trabalhadores(as) em Educação, serão realizados grupos de trabalho para pavimentar os debates do encontro. Os GT’s serão virtuais e se debruçarão sobre três temáticas: política educacional com foco na educação inclusiva; raça e sexualidade; e meio ambiente.

A partir dos debates, os GT’s formularão resoluções ao 12º CTE. O envio deverá ser feito à Comissão Coordenadora do Congresso até dia 27 de junho.

O GT de Meio Ambiente será realizado dia 22 de junho, às 18h30, em formato virtual. Saiba mais em https://bit.ly/39I9eyH

O GT de Raça e Sexualidade será realizado dia 23 de junho, às 18h30, em formato virtual. Saiba mais em https://bit.ly/3HFfc07

A data da realização do GT de Política Educacional com foco na Educação Inclusiva será informada em breve.

Programação
Confira abaixo a programação completa do congresso:

DIA 7, QUINTA-FEIRA

A partir das 16h – Credenciamento

19h – Solenidade de abertura
Apresentação cultural com Tambor de Crioula

19h15 – Mesa de abertura
Participações: Sinpro-DF, CNTE, CUT, MST, Ubes, CONTEE

Hino Nacional com Myrlla Muniz

19h45 – Mesa: Um novo Brasil é possível!
Palestrante: Márcio Pochmann

21h – Leitura e aprovação do Regimento Interno

22h – Encerramento
Coquetel e exposições artísticas

DIA 8, SEXTA-FEIRA

8h às 8h30 – Apresentação e defesa de Teses

8h30 às 10h – Análise de conjuntura internacional, nacional e local
Palestrantes: Antônio de Lisboa, Ana Prestes, Gabriel Magno e Rosilene Corrêa

10h às 12h – Mesa: Desafios da Educação Pública
Palestrantes: Carlos Abicalil e Edileuza Fernandes Silva

12h – Encerramento do credenciamento

12h30 – Almoço

14h às 16h – Mesa: Educação laica e diversidade religiosa x fundamentalismo religioso
Palestrantes: Pastor Ariovaldo, Kota Mulanji e Padre Júlio Lancellotti

16h – Intervalo

16h30 – Mesa: A Tragédia da Fome – A Soberania do Brasil em Questão
Palestrantes: Frei Betto e deputada distrital Arlete Sampaio

19h30 – Posse da Diretoria Colegiada gestão 2022/2025
Presença de representantes de entidades sindicais e populares e do deputado distrital Chico Vigilante, representando a Câmara Legislativa do DF

22h – Encerramento
Coquetel e apresentação da DJ Jú Pagu

DIA 9, SÁBADO

13h30 – Mesa: Cultura e Direitos Humanos no enfrentamento ao fascismo
Palestrantes: Preta Ferreira, ex-ministro da Cultura Juca Ferreira e deputada federal Erika Kokay

16h – Intervalo

16h30 – Mesa: Desafios da Classe Trabalhadora Diante das Mudanças no Mundo do Trabalho
Palestrantes: Antônio Lisboa e Meg Guimarães

18h30 – Plenária final – Plano de Lutas e Organização Sindical

20h – Encerramento

Clique aqui e confira o currículo de cada palestrante. 

Inscrições 

Para participar como delegado(a) basta preencher a Ata de Eleição (clique aqui) e enviar o documento para o e-mail joelma@sinprodf.org.br ou entregar, em mãos, na sede ou subsedes do sindicato. Para os(as) professores(as) aposentados(as), a Secretaria de Assuntos dos Aposentados convocará uma reunião, com data a ser definida, onde serão escolhidos os critérios para a participação deste grupo. Durante a reunião será entregue a Ata de Eleição para os(as) interessados(as).

 

Eleito Conselho Fiscal do Sinpro-DF

Professores(as) e orientadores(as) educacionais das escolas públicas elegeram o novo Conselho Fiscal do Sinpro-DF. Adriana Pires Correa, Ana Soares, Enoquio Sousa Rocha, Marizeth Albernaz e Sinharinha Lopes comporão o grupo na gestão 2022-2025.

A votação foi realizada nos dias 25 e 26 de maio, junto com as eleições da diretoria do Sinpro-DF, mas a apuração dos votos foi finalizada na última sexta-feira (3/6).

O Conselho Fiscal atua de forma independente para fiscalizar os atos dos dirigentes e os resultados das ações.

>> Leia também: CHAPA 1 É ELEITA COM MAIS DE 70% DOS VOTOS

EC 66 divulga abaixo-assinado por água potável em Fazendinha no Sol Nascente

Há tempos, os mais de 110 mil habitantes do Sol Nascente e regiões adjacentes só contam com a rede pública de ensino como presença do Estado no atendimento às suas demandas. Um exemplo disso é a falta de água potável em Fazendinha, localidade pertencente à Região Administrativa do Sol Nascente, e a atuação da Escola Classe nº 66 do Sol Nascente (EC 66) no combate a esse e a outros problemas sociais que afetam, gravemente, o aprendizado dos(as) estudantes.

Para resolver, definitivamente, o problema da falta de água, a comunidade criou, com o apoio da EC66, do Projeto Vida&Água para Aris da Universidade de Brasília (UnB) e do Sinpro-DF, um abaixo-assinado em que reivindica do Governo do Distrito Federal (GDF) e da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal  (Caesb) o direito à água potável e a inclusão da Fazendinha no sistema de água e esgoto da companhia.

Fazendinha é uma localidade pertencente ao Sol Nascente sem acesso às redes de saneamento básico da Caesb. Além da água, a região carece de tudo. Apesar de pertencer à RA, ela não faz parte do perímetro urbano da cidade. E é aí, entre a extrema pobreza e o direito à vida, que a EC 66 desempenha o papel de suporte logístico e administrativo de apoio ao abaixo-assinado e está mobilizando o Distrito Federal inteiro para assinar o documento.

Desde água, esgoto, coleta de lixo, luz até emprego e renda para todas as famílias, a comunidade de Fazendinha carece de tudo. A demanda pelos serviços de saneamento básico já foi encaminhada para o GDF e Caesb há tempos, mas, até agora, nada foi feito. Ou seja, é preciso uma mobilização gigantesca e um abaixo-assinado para o governo enxergar o que está em sua volta e prestar o serviço de administração pública.

“O programa identificou que o único equipamento/serviço público nas Aris é a escola pública e, desta forma, fortalecendo o empoderamento popular, mobilizou as famílias das Aris para lutar pelo acesso à água potável da Caesb. A EC 66 aderiu à essa luta das famílias da Fazendinha, comunidade da Aris Sol Nascente, com a realização do abaixo-assinado (mais de 50 familias)! A luta inicial é pela água e, certamente, se desdobrará pelo saneamento, coleta de lixo, comida, moradia, trabalho, saúde, assistência social, enfim, pelo direito à vida digna!”, afirma a professora Maria Luiza Pinho Pereira, uma das coordenadoras do Projeot Vida&Água para Aris da UnB.

 

Sinpro, Projeto Vida&Água e EC 66 compram caixa d’água

Atualmente, a comunidade tem acesso à água potável graças à parceria do Projeto Vida&Água,  com o Sinpro-DF e da EC 66. Com o apoio logistítico e financeiro da atual diretoria do sindicato, o projeto adquiriu um Reservatório de mil litros para a Fazendinha. A localidade é uma das 47 Áreas de Relevante Interesse Social (Aris), criadas pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em 2009.

A luta por água potável para essas 47 Aris é o principal objetivo do Projeto Vida e Água para as Áreas de Relevante Interesse Social da Universidade de Brasília ((Vida&Água para as Aris/UnB). O projeto é coordenado pelo professor Perci Coelho de Souza, doutor do Departamento de Serviço Social do Instituto de Ciências Humanas, e por Maria Luiza Pinho Pereira, professora aposentada da Faculdade de Educação da UnB e membro fundadora do Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização do Distrito Federal Fórum GTPA-Fórum EJA/DF), desde 1989.

O Sinpro-DF é parceiro do Projeto Vida&Água para Aris desde abril de 2020 e aderiu a ele de imediato. Ele é destinado às populações de baixa renda. O projeto tem apresentado uma série de programas na TV Comunitária em que aborda exemplos de lotes de emergências sanitárias, que não têm nada, nem sequer água potável da Caesb, ou seja, estão fora do sistema de redes de água e esgoto da companhia.

“Há muitas famílias em situação de desespero. Não bastasse o frio que essas populações estão sofrendo, vivendo em barracos de madeira, que não estão conectados com a Caesb”, alerta o professor Perci. O Projeto Vida&Água para as ARIS da UnB é coordenado coletivamente e aplica a metodologia da pesquisa-ação com uma rede de redes de movimentos sociais, populares e sindicais, em parceria com o Sinpro-DF.

 

https://youtu.be/s_1ItsSQbkc

MATÉRIA EM LIBRAS

Imprensa noticia confusões causadas por “Novo” Ensino Médio

Matéria do portal Metrópoles aponta os obstáculos que as escolas vêm enfrentando com a implementação do Novo Ensino Médio, especialmente no que se refere ao sistema de escrituração. Essa preocupação já havia sido expressa por professores(as) e gestores(as) em Comissão Geral na Câmara Legislativa no dia 26 de maio, e é apenas um dos graves problemas do projeto.

>>> Saiba mais: COMISSÃO GERAL NA CLDF MOSTRA QUE NOVO ENSINO MÉDIO JÁ FRACASSOU

Conforme o Sinpro vem denunciando desde o início desse processo, o “novo” ensino médio não apenas não corresponde à ideia de inovação como reforça o sucateamento da educação pública, abrindo caminho para a consolidação de um projeto de privatização. A única saída possível é a revogação já.

Leia abaixo a matéria completa do Metrópoles:

Novo Ensino Médio: troca de sistema “bagunça” rotina em escolas do DF

Celimar de Meneses para o portal Metrópoles

Pais e professores de uma escola de ensino médio do DF se reuniram, na última segunda-feira (30/5), para discutir as notas dos alunos. Com o fim do primeiro bimestre, os responsáveis estavam ansiosos para acompanhar o rendimento dos filhos após a implementação do Novo Ensino Médio. O que as famílias dos alunos não esperavam, contudo, é que o colégio não apresentaria os boletins dos estudantes.

O anticlímax de uma reunião de pais e mestres sem boletim aconteceu no Centro de Ensino Médio (CEM) 3 do Gama. A falta de organização não é exclusiva desta unidade de ensino. Em 2022, diretores, coordenadores e professores do ensino médio reclamam que enfrentam um caos na educação pública do DF. A origem da bagunça, unânime: as instituições que atendem à última etapa da educação básica começaram o ano letivo sem um sistema de escrituração escolar.

Conforme explica o Manual da Secretaria Escolar, da Secretaria de Educação do DF, a escrituração é “o registro sistemático dos fatos e dados relativos à vida escolar do aluno e da instituição educacional”. É por meio dela que os centros de ensino organizam matrículas, diários de classe, atas de resultados finais, histórico escolar, decisões de conselhos de classe, entre outros documentos vitais para esse tipo de estabelecimento.

“É frustrante. Parece que é a escola que está enrolando, que está desorganizada, causa um atrito entre coordenação e professores”, lamentou a diretora do CEM 3 do Gama, a professora Rosilene Nóbrega. Na falta dos boletins, a diretora, constrangida, transformou a reunião de pais e mestres em um conselho de classe participativo. “Uni os professores, todas as turmas, e passamos aspectos gerais de rendimento”, relatou.

Para organizar a escrituração, o sistema público de ensino do Distrito Federal utiliza, desde fevereiro de 2014, o software I-Educar, adotado por 80 municípios em todo o país. Nas escolas de ensino médio, no entanto, não é mais possível usar o mesmo programa para a implementação das mudanças previstas pelo Novo Ensino Médio. A principal dificuldade é a organização das disciplinas eletivas, em que cada estudante selecionará matérias para compor 40% da carga horária.

A falta de organização do Novo Ensino Médio motivou uma audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em 26 de maio. Em sessão com os distritais, os professores demonstraram revolta em começar uma mudança de currículo importante como o Novo Ensino Médio sem uma ferramenta básica para a prática da docência. Segundo defendem os docentes, na falta de uma resposta rápida por parte do Executivo, cada escola está se virando de um jeito diferente.

Nesse contexto, o chefe de secretaria do CEM 1 de Sobradinho, Guilherme Gonçalves, afirma que o diretor da escola e um dos professores desenvolveram um sistema próprio de escrituração. “Podemos chegar num momento em que teremos três sistemas paralelos funcionando: o novo sistema que vai ser entregue pela secretaria, o desenvolvido por nós, e o I-Educar (um para cada série)”, ressaltou. No mesmo sentido, o CEM 3 do Gama pegou um aplicativo emprestado do Centro Educacional do Lago Norte (CedLan).

“A gente está sofrendo muito. Não tem direcionamento, não tem sistema entregue, a formação do novo sistema não chegou aos professores e não existe previsão para que chegue”, lamentou Guilherme. “Está sendo assim, cada escola dando seu jeito, umas ajudando as outras. É sobre-humano os professores terem que fazer a escrituração manualmente”, atestou Rosilene Nóbrega.

O que diz a Secretaria

A subsecretária de Educação Básica, Solange Foizer Silva, explicou que o novo sistema a ser implementado para a escrituração, o EducaDF Digital, foi cedido pela Secretaria de Educação de São Paulo. Segundo Solange, ao contrário do que é dito pelo professores, a formação para o uso do sistema já está em curso.

“Já foram formados os secretários e agora os professores estão sendo formados, com um registro totalmente fácil e autoexplicativo. É um sistema que roda para 3,6 milhões de alunos, com acesso de 180 mil pessoas, e ele não tem paradas bruscas”, defendeu a subsecretária na CLDF.

A reportagem questionou a Secretaria de Educação sobre o porquê de o sistema de escrituração ainda não estar disponível aos professores no mês de junho e qual a previsão para entrega. A pasta afirmou que a expectativa é liberar o software à comunidade escolar até o fim do semestre.

Veja a nota da Secretaria de Educação, na íntegra:

“A Secretaria de Educação do DF está com a plataforma EducaDF Digital em fase de implantação em todas as 94 escolas do Novo Ensino Médio. Secretários escolares e professores estão sendo treinados para trabalhar no novo sistema, que também trata da normatização dos registros escolares. Há previsão de que a parte de escrituração do sistema esteja em funcionamento até o fim do semestre.”

O Novo Ensino Médio

A Lei nº 13.415/2017 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e estabeleceu mudança na estrutura do ensino médio, ampliando o tempo mínimo do estudante na escola de 800 horas para mil horas anuais.

A nova matriz flexibiliza o currículo, e tem o objetivo de dar protagonismo aos estudantes, além de levar em conta as expectativas do discente em relação ao mercado de trabalho. Uma das principais alterações em comparação ao antigo sistema é a priorização de aulas práticas em detrimento das aulas expositivas.

Para isso, o Novo Ensino Médio criou os chamados itinerários formativos. Essas disciplinas práticas, que devem ser escolhidas por cada estudante, representam 40% da carga horária.

No Distrito Federal, o Novo Ensino Médio teve início em 2020, por meio de 12 escolas-piloto, e começou a ser aplicado em todos os colégios a partir deste ano, de forma progressiva, do seguinte modo:

2022 – Primeiros anos
2023 – Primeiros e segundos anos
2024 – Primeiros, segundos e terceiros anos

 

 

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Inscrições para a pós do Sinpro terminam nesta terça (7)

As inscrições para o curso de pós-graduação lato sensu do Sinpro, “Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional”  terminam nesta terça-feira, 7 de junho. Ainda há tempo para inscrições. As informações e o link para as inscrições estão disponíveis aqui. A coordenação do curso solicita que, no ato da inscrição online, todos os documentos sejam enviados dentro de um único arquivo em PDF.

 

O curso foi elaborado na modalidade de Ensino a Distância (EaD) e é direcionado para profissionais sindicalizados(as), portadores(as) de diploma de graduação relacionado ao tema da educação básica. Será ofertado em parceria com o Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB) e o Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (Ceam/UnB).

 

A Parceria Sinpro / Ceam-UnB / GCUB resultou na oferta desse curso de pós-graduação lato sensu que formará especialistas em Educação Básica e Direitos Humanos. Serão ofertadas 200 vagas gratuitas para profissionais sindicalizados, com reservas de vagas para aposentados(as), professores(as) de contrato temporário, e também para negros, quilombolas e pessoas com deficiência. O processo seletivo consistirá em análise de currículo e comprovantes.

Eventuais dúvidas sobre as inscrições devem ser enviadas ao e-mail sec.ebdhi@unb.br.

 

Texto de Letícia Salorenzzo com edição / atualização de Carla Lisboa

 

Dia Mundial do Meio Ambiente 2022: Brasil é o pária do mundo

A comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente completa 50 anos neste domingo (5/6). A data foi instituída num encontro da Organização das Nações Unidas (ONU), em Estocolmo, Suécia, em 1972, para alertar sobre problemas ambientais, chamar atenção para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis, e convocar a população mundial a mudar, com urgência, o comportamento com relação à natureza para preservá-la.

 

Meio século depois, em 2022, o Brasil se vê submerso numa das maiores crises ambientais provocadas por empresários brasileiros e estrangeiros. Todos, sem exceção, são grileiros, invasores, mandantes de assassinatos de lideranças populares, mineradores ilegais, devastadores de florestas, entre outros crimes, atuam sob os auspícios do governo federal. A ação sistemática desses “empresários” e políticos levou o Brasil a ser visto como o pária do mundo quando o assunto é preservação do meio ambiente.

 

No Dia Mundial do Meio Ambiente de 2022, o País é visto como o maior protagonista mundial do extermínio da natureza. O governo federal e seus aliados nos estados, municídipos e Congresso Nacional retiraram do Brasil uma de suas maiores qualidades, a de ser o protetor da natureza, para ser o pária do mundo nesse e em outros temas da soberania nacional. Desde 2019, de forma coordenada, o governo Bolsonaro e seus ministros, além de deputados federais, senadores e políticos estaduais e municipais ligados ao centrão, atuaram para desmontar o sistema de proteção ambiental. O primeiro ministro que atuou, criminosamente, para isso foi Ricardo Salles. Agora, com Joaquim Leite, o governo instituiu um esquema de desmonte dos órgãos que compõem o sistema de proteção ambiental, reduzindo o Orçamento, extinguindo políticas, pastas e perseguindo e exonerando servidores técnicos.

 

Enquanto isso, autorizam, e chegam a defender, nas redes digitais, invasões, grilagens, desmatamentos, garimpagem ilegal, tráfico de madeira ilegal e todo tipo de crime ambiental que se possa imaginar em terras brasileiras. O próprio Presidente da República vai a público fazer apologia a crimes ambientais. O resultado é que, em 2021 e, só nos primeiros 3 meses de 2022, o Brasil registrou os piores índices de desmatamento de mata nativa na Amazônia em 10 anos, sendo que quase metade dessa destruição ocorreu em florestas públicas federais, em que Bolsonaro retirou verbas e estrutura para fiscalização. Isso sem contar os recordes de desmatamento registrados entre 2019 e 2021.

 

A devastação em Terras Indígenas (TI), por exemplo, aumentou 41 vezes entre 2016 (ano do golpe de Estado) e 2021, segundo ano do governo Bolsonaro, confirme indica um estudo do MapBiomas. O desmatamento por causa da mineração em TI saltou, segundo o levantamento, de 58,4 hectares, em 2016, para 2.409 hectares, em 2021. Um crescimento de 41 vezes em apenas 6 anos. A Amazônia Legal registrou, só no primeiro trimestre de 2022, o maior número acumulado de alertas de desmatamento na história do monitoramento feito pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo os dados da plataforma Terra Brasilis, do Inpe, o total chega a 941,34 km², maior índice desde 2016.  Nesse estudo, o Inpe informou também que apenas em março deste ano foram desmatados 312,23 km².

 

Crime ambiental e conflito no campo

 

As mortes, ameaças e todo tipo de conflito no campo também aumentaram proporcionalmente ao aumento dos crimes ambientais. O balanço de conflitos no campo, em 2021, também é preocupante. Aliás, o governo Bolsonaro aproveitou a pandemia do novo coronavírus para cometer todo tipo de crime, como foi dito numa reunião do governo em que o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o momento da pandemia seria o ideal para “passar a boiada”. Clique no título e acesse o vídeo: Salles diz que governo deve aproveitar pandemia e ‘ir passando a boiada’ em medidas regulatórias

 

E assim o fizeram. Já em 2020, primeiro ano da pandemia, as invasões de terras e assassinatos de indígenas e de lideranças populares aumentaram desesperadamente. Os assassinatos, as grilagens e todos os demais crimes cometidos por este governo contra o meio ambiente só são comparados aos que o Brasil viveu antes da Constituição de 1988. Atualmente, estão ocorrendo mais assassinatos de trabalhadores rurais, crescimento dos registros de trabalho escravo e mais de 1.000% de aumento de mortes por conflitos. Aumentaram os conflitos por água, que já chegam a mais de 300 no Brasil. Isso vai piorar terrivelmente com a privatização da Eletrobrás porque as empresas estrangeiras e os compradores individuais, os chamados rentistas, vão passar a mandar nos rios brasileiros.

 

É gravíssima a situação do Brasil. A invasão às Terras Indígenas (TI) teve alta de 137% em apenas 2 anos de governo Bolsonaro. Os assassinatos de indígenas aumentaram 61% de 2019 a 2020, segundo dados do relatório “Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil 2020”, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Confira o relatório da violência no campo em 2020: https://cimi.org.br/2021/10/relatorioviolencia2020/

 

Destruição do meio ambiente, soberania alimentar e educação

 

A diretoria colegiada do Sinpro-DF alerta para o fato de que esse desmonte nas políticas ambientais é o trunfo deste governo para destruir, mortalmente, a soberania do Brasil e que é importante a população se envolver na defesa das terras públicas, das Terras Indígenas, Terras Quilombolas, assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e demais patrimônios nacionais, sobretudo impedir a privatização da Eletrobrás e da Petrobrás.

 

Quando Bolsonaro ataca o meio ambiente, ataca também a educação porque um Presidente da República, que é a principal autoridade do País, age na destruição das florestas e incentiva a invasão da Amazônia, a dominação das águas por empresas e rentistas privados brasileiros e estrangeiros, bem como as terras, as florestas, e a nossa juventude nas escolas vê essa autoridade com esse comportamento, o que ela irá pensar? Qual exemplo ela terá na sua vida? Como será o futuro desses jovens? Qual vai ser o reflexo da defesa deles do meio ambiente se a maior autoridade do Brasil não respeita a questão ambiental e nem a soberania do País?

 

Ao atacar o meio ambiente, o governo Bolsonaro atinge a educação pública de outras formas porque ele também tem atacado a educação, afinal, ensino público e gratuito é um direito humano fundamenal, resguardado pela nossa Constituição, que é alvo do projeto neoliberal de privatização do Estado brasileiro posto em curso por este governe e, assim como os crimes ambientais, destroi a cidadania brasileira e a soberania do Brasil.

 

Do pondo de vista da educação do campo, há também o problema da terra, da água, das matas, que são recursos naturais fundamentais para a nossa sobrevivência, para a sobrevivência dos povos das florestas, dos seringueiros, indígenas, quilombolas, camponeses, comunidades tradicionais e de toda a população do País.

 

Todos os ataques do governo Bolsonaro ao meio ambiente refletem na soberania alimentar brasileira. Essa priorização em vender veneno,  do agronegócio em detrimento da agroecologia, isso reflete na qualidade da alimentação, na vida e na formação dos(as) brasileiros(as) jovens e na sua cidadania. Reflete na formação da pátria brasileira. Como os rios se ligam ao mar, todas as coisas estão interlidadas.

 

Daí a necessidade da mobilização e união do magistério público na defesa da soberania nacional, da preservação do meio ambiente, das nossas empresas públicas, das nossas riquezas naturais e patrimônios públicos, da pesquisa científica, da universidade e da educação, em todos os níveis, pública, gratuita, laica, libertária, inclusiva, socialmente referenciada, da liberdade de cátedra e todas as outras lutas e formas de assegurar a soberania do Brasil. Defender tudo isso e a luta da classe trabalhadora é salvaguardar o meio ambiente. A proteção da Nação brasileira faz parte de outro projeto de governo diferente deste que está em curso. Está nas nossas mãos a oportunidade e a capacidade de mudar essa realidade. Somente nós, brasileiros(as), podemos retirar a pecha de pária do mundo do nosso País.

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GDF se omite, mas a educação cumpre seu papel. Escolas, orientem o uso de máscaras!

O governador Ibaneis Rocha decidiu não retomar a obrigatoriedade do uso de máscaras. Nos últimos dias, o Distrito Federal vem enfrentando uma onda crescente de contágio, com mais de 2 mil novos casos diários há 4 dias, e tendo confirmado quase 3 mil novos casos nesta quinta-feira (2) – quando a taxa de transmissibilidade atingiu 1,46. Quando o índice está acima de 1, significa que a pandemia está em expansão.

Com aumento de casos e a alta na taxa de transmissão do vírus, a Secretaria de Saúde orientou que o DF tomasse as iniciativas correspondentes a um local de alto risco, conforme apontam os últimos números da pandemia na capital federal. Uma dessas iniciativas seria a retomada do uso de máscaras de proteção em locais fechados ou aglomerados. No entanto, Ibaneis disse que “por enquanto a medida não é necessária”.

>>> Saiba mais: Ibaneis ignora SES e não retoma uso de máscaras no DF 

A máscara de proteção é um aliado fundamental para controlar a circulação do vírus. A ciência já comprovou que o uso correto das máscaras – cobrindo inteiramente nariz e boca – evita o contágio, mais ainda se combinado com outros mecanismos, como o distanciamento social, a ventilação dos espaços e a testagem em massa.

As salas de aula são espaços que favorecem muito a transmissão, por reunir grande quantidade de pessoas em local fechado. Mesmo com janelas e portas abertas – o que não necessariamente é possível para boa parte das escolas -, é importante manter o uso de máscaras de proteção! A variante ômicron, que vinha predominando no Brasil, é ainda mais transmissível que as cepas anteriores, e todo obstáculo que se impuser à sua circulação será de fundamental importância para controlar a disseminação do vírus.

Portanto, já que o governador Ibaneis não assume sua responsabilidade diante do risco iminente que a pandemia no DF tem representado, é importante que as escolas promovam a conscientização, e protejam o máximo possível os membros da comunidade escolar. A diretoria colegiada do Sinpro sugere que as escolas orientem o uso de máscaras por todos, assim como a correta higienização das mãos, a ventilação adequada dos ambientes – salas de aula e salas de professores, por exemplo -, além de buscar garantir o distanciamento social tanto quanto for possível.

Da mesma forma, é importante que as escolas incentivem a vacinação de profissionais da educação (a segunda dose de reforço – ou “quarta dose” já está disponível para pessoas com mais de 50 anos) e de estudantes. Crianças e adolescentes acima de 12 anos já devem ter seu esquema vacinal completo, e a dose de reforço está disponível.

O Sinpro disponibiliza materiais informativos para contribuir com esse processo. Cartazes para serem expostos nas salas de aula, banheiros e áreas comuns da escola, fortalecendo os métodos de prevenção do contágio. Solicite os materiais para os diretores do Sinpro da sua regional. [link para diretoria]

>>> Veja os cartazes e placas confeccionados pelo Sinpro aqui: O papel da escola no estímulo à vacinação 

Situação do DF na pandemia

O Distrito Federal registrou 5,54% de todos os novos casos de covid-19 do país na quarta-feira (1). De acordo com dados do Ministério da Saúde, nessa data, o DF foi a sétima unidade da federação com mais casos em números absolutos, porém, como tem apenas 3 milhões de habitantes, proporcionalmente, a capital federal foi a que mais registrou casos em todo o Brasil no primeiro dia de junho.

De acordo com o boletim semanal da Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal), divulgado na última terça, 31, entre os dias 23 e 30 de maio o DF registrou um aumento de 127,63% do número de novos casos em relação à semana anterior.

O Sinpro enviou na manhã de quinta-feira, 02, mais um ofício à Secretaria de Educação solicitando reunião de emergência com a secretaria para discutir a questão do aumento dos casos de Covid nos ambientes da rede pública distrital de educação. O sindicato ainda não obteve retorno da secretaria.

>>> Saiba mais: Nova onda de covid instala o caos nas escolas do DF 

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