Sinpro põe em curso eleição de novos delegados. Participe!

A sua escola já tem delegado(a) sindical? Não? Então faça a eleição e escolha seus(as) representantes na escola. Está em curso a campanha do sindicato para eleição de novos(as) delegados(as) e representantes sindicais. A ideia dessa estrutura de representação é viabilizar uma melhor organização por local de trabalho e, assim, fortalecer a luta e a resistência da categoria dentro do ambiente laboral educacional.

 

Dentre as atividades essenciais dos(as) delegados(as) e representantes sindicais estão a mobilização da categoria, a articulação da presença sindical nas coordenações coletivas, a divulgação de campanhas e mobilizações virtuais e o fortalecimento da Organização do Local de Trabalho (OLT). O delegado sindical é o interlocutor entre seus pares e o representante da diretoria do sindicato na sua escola e, sobretudo, cumprindo as deliberações do Estatuto, das Assembleias e da Diretoria Colegiada do Sinpro-DF. 

 

Cada unidade escolar tem o direito de eleger um(a) delegado(a) sindical por escola e um representante por turno. Por exemplo: uma escola que funcione nos três turnos pode eleger 1 (um) delegado(a) sindical e 1 (um) representante por turno, num total de 4 (quatro) pessoas. Não há verticalidade nessa relação, o que é uma estratégia importante para aumentar o nível de representatividade por escola e para melhorar toda a organização de trabalho da unidade escolar. 

 

Podem ser delegados(as) sindicais o(a) professor(a) efetivo, de contrato temporário, ou orientador(a) educacional desde que sejam sindicalizados(as) no Sinpro-DF e estejam dispostos à luta. “Essa organização é essencial para que a gente enfrente os novos e velhos desafios. Tanto a plataforma de luta da classe trabalhadora, que é a defesa do serviço público, quanto a defesa da pasta da plataforma da política educacional. É imprescindível que cada escola tenha um delegado ou uma delegada sindical e seus ou suas representantes para fortalecer a resistência nas unidades escolares”, afirma Luciana Custódio, coordenadora da Secretaria de Formação Sindical. 

 

As eleições podem acontecer de forma presencial, em reuniões coletivas nas escolas, ou em formato remoto, numa coletiva virtual. Após o encontro (presencial ou remoto), o(a) delegado(a) sindical deverá acessar o link disponibilizado pelo Sinpro-DF, preencher os campos em branco e fazer o envio da Ata de Delegado(a) Sindical para registro e controle do sindicato. Aqueles que quiserem, podem fazer a impressão da ficha e entregá-la na sede ou subsedes do Sinpro-DF.

 

Assim, pode clicar AQUI para baixar a ata em seu computador, preenchê-la no Word, assiná-la e entregá-la em formato PDF no WhatsApp da Secretaria de Formação pelo celular (61) 9.9323-8140, ou pelo e-mail formacao@sinprodf.org.br. E também pode imprimir a ata, preenchê-la e entregá-la, presencialmente, na recepção do Sinpro-DF. Importante ressaltar que o(a) delegado(a) só será validado(a) quando o sindicato receber a ata assinada pelo(a) votante e que a ata virtual é recebida automaticamente pelo sindicato. Caso tenha alguma dúvida, ligar para este mesmo número de celular do WhatsApp (61 99323-8140)  e pegar orientações com a Secretaria de Formação. Confira, no final desta matéria, o vídeo com a diretora Luciana Custódio sobre a importância da eleição de delegadas e delegados para o sindicato.

 

Confira o passo a passo abaixo:

 

1) Após a realização da eleição durante a coletiva, o (a) delegado sindical deverá acessar o link e informar o CPF.

 

 

2) Se houver representações sindicais por turno, o(a) delegado sindical, deverá preencher e informar no formulário. Havendo necessidade de inserir mais representantes, basta clicar em adicionar “representantes” e, em seguida, salvar os dados informados.

 

3) O delegado(a) irá inserir o CPF e nome de cada participante da reunião na qual ocorreu a eleição.

 

Atenção: É de extrema importância que todos os participantes que estiveram presentes na coletiva sejam inseridos no documento digital, independentemente de serem ou não filiados(as).  Para cada participante, é preciso salvar o documento.

 

4) Após o preenchimento de todas as informações, o Sinpro automaticamente receberá as informações  do formulário.

 

5) Por fim, clique em visualizar a Ata de Eleição, imprima ou salve o documento para você. 

 

 

Caso o candidato(a) queira fazer alguma mudança no formulário, basta acessar o e-mail que será enviado para o endereço eletrônico cadastrado. Os(as) delegados(as) sindicais serão eleitos para mandato de um ano.

 

Para a diretora do Sinpro Luciana Custódio, a participação da categoria como delegados sindicais é de extrema importância para fortalecer os direitos conquistados por meio de lutas de todos e todas filiados junto ao Sinpro-DF. “Neste ano que se inicia, temos uma série de lutas a realizar, a começar pela estrutura do retorno das aulas, neste momento em que falta diálogo do governo tanto com o sindicato quanto com os gestores”.

 

Luciana lembra ainda da série de lutas na conjuntura nacional das quais dependem as lutas locais: “este anos voltaremos a combater a PEC32 e todo o desmonte promovido pelas ideologias neoliberais dos governos que, ao fim e ao cabo, visam a destruir a educação pública e de qualidade”.

 

Para acessar a Ata, clique aqui.

 

Eleja seu(a) delegado(a) sindical e fortaleça nossa rede de luta!

 

Confira no vídeo por que é importante a eleição de delegados e delegadas sindicais:

MATÉRIA EM LIBRAS

Comunicação, memória e consciência: precisamos aprender com o caso Mamãe Falei

Por Letícia Montandon*

A poucos dias do Dia Internacional da Mulher, os áudios vazados do deputado estadual paulista Arthur do Val (Podemos), o “Mamãe Falei”, expõem mais uma vez a posição de subordinação e vulnerabilidade que tentam acorrentar as mulheres. Nos áudios, o parlamentar compara uma fila de refugiadas na Ucrânia a uma fila de “balada” em São Paulo, e afirma que as ucranianas são fáceis, por serem pobres.

As palavras de Arhur do Val, ex youtuber do MBL (Movimento Brasil Livre), chocaram o país não pelo ineditismo, mas pela crueldade e insensibilidade de alguém que visitou um país em guerra, onde todas as pessoas, sobretudo as mulheres, vivem o desespero. Ele estava acompanhado de outro líder do MBL, Renan Santos, que, segundo o áudio do deputado, praticaria turismo sexual sistematicamente.

“Mamãe Falei” foi alçado a político durante a construção do golpe de 2016, que depôs Dilma e levou Temer à presidência. Nos fatídicos áudios, ele revela que o fato de reunir milhares de seguidores no Instagram o torna atraente para as mulheres – no caso, as ucranianas.

Não são detalhes. A era das comunicações ultrarrápidas facilita a produção e circulação de fake news tanto quanto a produção e circulação de personagens superficiais, artificiais e incapazes, que se fazem passar por pessoas interessantes e cheias de conteúdo. Esses personagens contam com a rapidez das comunicações também para gerar esquecimento em relação aos absurdos que fazem e dizem.

A memória e a consciência são armas fundamentais para evitar a ascensão à vida política de pessoas munidas somente de interesses privados, que deixam as verdadeiras intenções escaparem ao público de vez em quando, por descuido. As gravações de Mamãe Falei revelam não um erro – como ele tentou classificar –, mas a forma como ele vê as mulheres, as pessoas pobres e oprimidas; o mundo.

Que não nos esqueçamos disso, e que estejamos atentos e atentas para evitar que novos Mamãe Falei conquistem espaços políticos e recursos públicos para fortalecer as opressões que precisamos derrotar.

*Letícia Montandon é professora da rede pública de ensino do DF e diretora do Sinpro-DF

Jornada Literária do DF | Ciclo de Conferências

No dia 10 de março, quinta-feira, a 11ª edição da Jornada Literária do Distrito Federal dá continuidade ao Ciclo de Conferências com a realização de duas conferências com os autores Daniel Munduruku e Talita Hoffmann, abordando as questões relacionadas à imagem na literatura advindas da tradição oral dos povos originários e das situações cotidianas que despertam o processo criativo. Com transmissão pelos canais da Jornada Literária do Distrito Federal no Youtube e no Facebook, a programação começa com a conferência A voz e a força da literatura indígena, com o escritor e filósofo Daniel Munduruku, das 9h às 10h30. À tarde, das 14h às 15h30, a artista plástica e ilustradora Talita Hoffmann realiza a conferência A imaginação dos novos leitores na ponta do lápis.

Nesta edição, a Jornada Literária do Distrito Federal abre espaço para discutir a imagem e o trabalho dos ilustradores como protagonistas no processo de criação de novos leitores de literatura. A mediação das conferências é realizada pelo escritor João Bosco Bezerra Bomfim. A participação do público no Ciclo de Conferências da Jornada Literária do DF é gratuita e a classificação indicativa é livre.

 

Conferências

Conferência 5 | A voz e a força da literatura indígena

Com | Daniel Munduruku

O pesquisador, professor e escritor Daniel Munduruku, pela exposição da prática de ter dezenas de livros publicados, expõe a leitores e mediadores de leitura a potência das histórias da tradição oral e sua recriação por autores contemporâneos.

 

Conferência 6 | A imaginação dos novos leitores na ponta do lápis

Com | Talita Hoffmann

A autora das ilustrações de Jacaré, não!, A menina que morava no chuveiro e de projetos para obras clássicas, a exemplo de Alice no País das Maravilhas expõe de maneira simples o processo criativo de uma ilustradora, com uso de recursos que estão à disposição de estudantes e professores; recursos que podem ser utilizados para contar histórias do cotidiano, mas que ganham força quando recriadas em imagens que brincam com o inusitado.

 

Sobre os conferencistas

Daniel Munduruku (1964) nasceu em Belém (PA), filho do povo Indígena Munduruku. Formado em Filosofia, com licenciatura em História e Psicologia, integrou o programa de Pós-Graduação em Antropologia Social na USP. Lecionou durante dez anos e atuou como educador social de rua pela Pastoral do Menor de São Paulo. Esteve em vários países da Europa, participando de conferências e ministrando oficinas culturais para crianças.

 

Talita Hoffmann (1988) é uma artista plástica nascida em Porto Alegre (RS) e graduada em Design Visual. Desenvolve suas pinturas inspiradas na música, na natureza, na graciosa dança da realidade e no grande absurdo da vida cotidiana. Animais, plantas, ferramentas de trabalho, arquitetura rural, instrumentos musicais, objetos de uso cotidiano, situações de conflito, morte, cura, sorte e azar. Trabalha de modo que o fluxo destas imagens, vindas quase inconscientemente, traga consigo uma forte característica onírica, sem limites determinados e que causem incômodo ao mesmo tempo em que prendem a atenção, tal qual em um sonho ou em um pesadelo.

 

Sobre a 11º Jornada Literária do Distrito Federal

Com foco na leitura de imagens em narrativas literárias produzidas por autoras e autores brasileiros contemporâneos, a 11ª Edição da Jornada Literária do Distrito Federal segue até março de 2022. A programação inclui estudantes de nove escolas públicas de cinco Regiões Administrativas do Distrito Federal, entre elas: Paranoá, Sobradinho, Ceilândia, Gama, Brazlândia e Planaltina. Nesta edição, participam três mil pessoas, entre alunos do primeiro ano do Bloco Inicial de Alfabetização até o terceiro ano do Ensino Médio e professores. Os estudantes receberão gratuitamente 2.500 livros, participarão de atividades formativas e encontros on-line com renomados escritores e ilustradores. Para a comunidade, a programação traz palestras on-line de autoras e autores brasileiros para falar de temas referentes à produção e à publicação de literatura no Brasil.

 

Serviço:

Ciclo de Conferências da Jornada Literária do Distrito Federal

Encontros Online abertos à comunidade

Conferência 5 | A voz e a força da literatura indígena

Com | Daniel Munduruku

Mediação | João Bosco Bezerra Bonfim

Quando | 10/03 – quinta-feira

Horário | Das 9h às 10h30

Transmissão | Canal da Jornada Literária no Youtube

Programação | www.jornadaliterariadf.com.br

Participação | Gratuita

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

 

Conferência 6 | A imaginação dos novos leitores na ponta do lápis

Com | Talita Hoffmann

Mediação | João Bosco Bezerra Bonfim

Quando | 10/03 – quinta-feira

Horário | Das 14h às 15h30

Transmissão | Canal da Jornada Literária no Youtube

Programação | www.jornadaliterariadf.com.br

Participação | Gratuita

 

MATÉRIA EM LIBRAS

A educação é o melhor caminho para que todas nós sejamos livres

Por Rosilene Corrêa*

Rosilene Corrêa, professora aposentada da rede pública de ensino do DF, diretora do Sinpro-DF e da CNTE

A criança que chega à escola, mesmo que pequenina, traz consigo vivências. O dia a dia em casa, as experiências na comunidade. Em todos os espaços, ela capta e reproduz; inclusive os exemplos de machismo e sexismo.

Não é raro ver crianças de 4 anos dizendo “isso não é coisa de menina”. Infelizmente, também não é raro ver meninas adolescentes de 14 anos ou menos vítimas de violência sexual – muitas vezes cometida por um homem da família.

Não é incomum ver meninas com a capacidade intelectual desacreditada. Afinal, não só seus corpos são atacados, mas também suas mentes. Muitas vezes, elas sequer sonham em ser astronautas, engenheiras, cientistas, presidentas, mesmo que estejam no espaço apropriado para aprender e poder ser o que quiserem.

É diante dessa realidade que educadoras e educadores precisam estar comprometidas(os) com a função social da escola. Nesse espaço, o desenvolvimento da formação intelectual é tão importante quanto o desenvolvimento do ser enquanto humano.

O processo de aprendizado não deve estar restrito a letras e números. É preciso que o espaço da escola rompa com as estruturas sociais que condenam mulheres a não quererem muito; e formam homens que, pelo fato de serem homens, acham que podem mais. Aliás, é preciso que os meninos criem consciência de que os homens sempre puderam tudo, e que por isso têm tanta dificuldade em ter menos, ainda que seja um pouco menos.

É preciso sim que o espaço da escola ensine que mulheres não podem ser assediadas, mulheres não podem ser agredidas, mulheres não podem ser assassinadas. Isso deve ser definitivo, e nunca poderá ser tolerado.

É urgente que crianças e adolescentes aprendam que a premissa é sempre o respeito. Não existe “mas ela tava pedindo”, “mas olha a roupa dela” ou qualquer outra tentativa de justificar o injustificável. O não é não deve ser absoluto.

A escola precisa transpor de uma vez por todas os estereótipos, a reprodução dos modelos de opressão e a desigualdade cruelmente estabelecidos. E não se trata de direita ou esquerda. O que está em jogo é a civilidade, os direitos humanos, a vida.

Se o Brasil vem, desde 2017, em uma crescente de números e estatísticas lastimáveis quando o recorte são as mulheres, seja no trabalho, na divisão das atividades domésticas, nos dados sobre violência e assassinatos, que a reviravolta seja realizada por nós, educadoras e educadores, fazendo das escolas um espaço-resistência.

Que o currículo escolar traga muitas e muitas mulheres como referência; que os livros didáticos tenham vozes femininas; que a pluralidade seja comum em sala de aula.

A educação libertadora é o melhor caminho para que todas nós sejamos livres.

*Rosilene Corrêa é professora aposentada da rede pública de ensino do DF e dirigente do Sinpro-DF e da CNTE.

Mostra de arte sonora materializa experiências da sala de aula

Na próxima terça-feira (15), o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB) recebe a mostra de arte sonora Extraclasse, do artista Luiz Olivieri, com curadoria de Renata Azambuja. As cinco obras inéditas, sendo uma criada em colaboração com alunos do artista, são parte do projeto de pesquisa de Olivieri, que estabelece interseções entre o som e a palavra-texto com os componentes do sistema educacional brasileiro – o ambiente escolar, alunos(as), professores(as) e currículos acadêmicos.

Cada obra terá uma forma específica de interação com o público. A mostra fica em cartaz na Galeria 4 do CCBB Brasília até o dia 17 de abril, com visitação de terça a domingo, das 9h às 20h30. A classificação é livre para todos os públicos e a entrada é gratuita com retirada de ingressos na Bilheteria do CCBB Brasília e pelo site bb.com.br/cultura. A mostra Extraclasse é realizada com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

 

Experiência em sala de aula

Professor e artista sonoro-visual, Luiz Olivieri materializa a experiência da sala de aula e a interação com os(as) alunos(as) nas instalações sonoras e objetos presentes na exposição. Olivieri se propôs a ouvir os sons escolares em suas diferentes materialidades: conversas, conteúdos, ruídos, músicas, cacofonias, linhas cruzadas da linguagem e utopias. “Ouvir os sons da escola também significou ser atravessado pelos sons dos ambientes de vivência pessoal das alunas e dos alunos e demais membros da comunidade escolar. A exposição é resultado desses processos, da interação corporal e da vivência humana dos espaços, e apresenta a escola como um espaço acústico e plurissonoro”, afirma a curadora.

Renata Azambuja explica que explorar o som como forma de manifestação artística não é ação exclusiva do campo das Artes Visuais. “É uma vertente artística própria, que é comumente denominada de Arte Sonora, onde o som é acompanhado de variáveis como o tempo e o espaço, em diálogo com aparatos tecnológicos que Olivieri, sendo também um artista visual, constrói para dar corpo e uma nova sonoridade que se origina de sua escuta fina”.

Para a mostra, Olivieri utilizou materiais presentes no ambiente escolar como carteiras, lousas, projetor e a palavra escrita. A série Extraclasse, obra que empresta o nome para a exposição, é fruto de um exercício proposto a 12 alunos do ensino médio para que escrevessem listas de sons presentes em suas casas por um período de 48 horas. Dessa experiência, surgiram relatos sonoros (paisagens sonoras) que impressionam pela poesia cotidiana. “Este trabalho fala de uma outra relação entre professores e alunos, sobre a criação de redes entre pessoas para se ouvir mais”, ressalta Olivieri. “Esta é uma obra coletiva sob todos os aspectos, por isso, o meu cachê foi dividido entre os alunos. E no caso da venda da série, o valor será dividido entre as autoras e autores”, explica.

Em Cacofonias, o artista utiliza carteiras escolares, com frequências sonoras gravadas a laser em seus tampos, que são lidas em tempo real por uma agulha de toca-discos de vinil. Topofonia é uma instalação inspirada em uma sala de aula com diversas pranchetas de carteiras escolares e alto-falantes embutidos, posicionados em alturas diferentes que emitem sons à medida em que são atravessados por um leitor óptico. Em Lousa, enunciados e sentenças escutadas em diversas situações pelo artista são reproduzidas textualmente sobre um quadro verde. As palavras na obra são repetidas inúmeras vezes e se misturam e criam uma mancha visual que beira a ilegibilidade.

Eletrocardiograma, uma videoinstalação, “fala sobre o coração da educação”. Nele, o artista reuniu micro e macro dados da educação no Brasil, desde 1988, quando foi aprovada a mais recente Constituição brasileira. “Sonifiquei 12 macro e microdados da educação brasileira desde a aprovação da Constituição de 1988. Os seis macrodados são curvas desde a redemocratização brasileira até 2020. Tive que fazer um levantamento para construir as curvas desses 32 anos. O dinheiro mudou, as bases de dados não têm a curva completa. Pesquisei em várias fontes, todas presentes nos créditos finais do vídeo. Os seis microdados são percepções minhas, como professor-artista, em 32 semanas de um ano letivo. Nele constam coisas que não entram nas macroestatísticas, mas estão diretamente relacionadas: O tamanho da fila da cantina em função do cardápio, o conteúdo indígena na escola, a quantidade de vezes que me emocionei com os meus alunos”, revela. “Os microdados muitas vezes não se tornam evidentes, pois são difíceis de serem mensurados. Porém, referem-se a micro espaço de sutilezas onde se dá o processo de ensino e aprendizagem”, completa.

 

Serviço:

Extraclasse

De: Luiz Olivieri

Instalações sonoras

Galeria 4 do CCBB Brasília

Curadoria | Renata Azambuja

Abertura | 15 de março, terça-feira

Visitação | Até 17 de abril

De terça a domingo: das 9h às 20h30

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Entrada | Gratuita

Ingressos | Na bilheteria do CCBB

No site do CCBB bb.com.br/cultura

Localização| SCES, Trecho 2, Lote 22, Brasília, DF

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Novo golpe para extorquir dinheiro começa a circular nos celulares

“Informamos Que Foi Liberado Hoje Seu Alvará De Precatório Para Pagamento, Referente ao Processo: 0738645-86.2020.8.07.0000-INSS”. Essa é a frase de abertura do novo golpe financeiro que começou a circular nos aplicativos de mensagens por celular contra professores(as), orientadores(as) educacionais e servidores(as) públicos(as).

 

Uma professora da rede pública de ensino recebeu exatamente essa mensagem, na sexta-feira (4/3), e seguiu as orientações do Sinpro: não depositou nada, denunciou à polícia e informou o sindicato sobre o novo golpe para a entidade alertar a categoria sobre esse novo tipo de estelionato.

 

Chamamos essa fraude de “golpe do precatório do INSS” e o texto que chega no aplicativo de mensagens do WhatsApp começa assim: INSS – INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (ADMINISTRAÇÃO CENTRAL) ⚖️. Olá Sr (a): FULANA DE TAL. Informamos Que Foi Liberado Hoje Seu Alvará De Precatório Para Pagamento, Referente ao Processo: aqui eles colocam o número verdadeiro do processo da vítima-INSS. Confira os prints da mensagem que a professora trocou com o(a) golpista:

 

 

A mensagem é assim mesmo: repleta de erros de digitação, de português e, sobretudo, de informação. Tudo que está escrito na mensagem enviada à professora Sheila está errado.  Os golpes pela Internet já existem desde quando o mundo começou a usá-la no dia a dia. E não param de crescer. Com a pandemia, essas fraudes aumentaram vertiginosamente porque os(as) brasileiros(as) passaram a aderir, em massa, à digitalização de vários tipos serviços.

 

 

 

 

 

 

Sinpro já identificou nove tipos de golpes

 

A situação está tão crítica que a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) tem feito pesquisas sobre os golpes de engenharia social no Brasil — em que dados das vítimas são usados por estelionatários digitais — e descobriu que esses golpes aumentaram 165% só no primeiro semestre de 2021 em comparação ao segundo de 2020.

 

O Sinpro-DF já identificou nove tipos de golpes contra a categoria. Com esse, já chegamos a dez tipos identificados. A entidade mantém os alertas e avisa à categoria para não cair no golpe e, para isso, não deve aceitar nenhuma proposta de depósito de dinheiro: não deposite dinheiro em hipótese alguma e, quando receber mensagens em nome do sindicato ou de escritórios de advocacia que atuam pela entidade, ligue para o sindicato para confirmar.

É importante saber que o Sinpro-DF não manda mensagens pedindo depósitos de dinheiro. Na semana passada, divulgamos nas redes digitais dicas de como de prevenir para não cair no golpe e toda semana fazemos matérias de alerta. Clique nos links a seguir e confira. Ao final desta matéria seguem alguns links de acesso a matérias do Sinpro sobre golpe da Internet. 

 

https://www.instagram.com/p/CapRjPrrtWN/

 

https://www.instagram.com/p/CaXHrQBLNjG/

 

 

Não caia no golpe!

O sindicato tem informado sobre a aplicação de golpes semanalmente e é importante que a categoria fique atenta, pois os criminosos mudam a forma de abordagem para confundir e obter êxito na prática criminosa. Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as estratégias utilizadas pelos golpistas, seguem, abaixo, todas as versões usadas:

 

 

 

 

Golpe 1

 

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto da logo do Sinpro-DF.

 

 

 

 

Golpe 2

 

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

 

 

 

 

Golpe 3

 

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

 

 

 

Golpe 4

 

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

 

 

 

Golpe 5

 

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

 

 

 

Golpe 6

 

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

 

 

 

 

Golpe 7

 

O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.

 

 

 

 

Golpe 8

 

Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!

 

 

 

 

Golpe 9

 

Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!

 

Confira nas matérias

 

https://sinpro25.sinprodf.org.br/sinpro-alerta-dinheiro-facil-e-golpe/

 

https://sinpro25.sinprodf.org.br/bandidos-aplicam-novo-golpe-do-precatorio-contra-professores/

 

https://sinpro25.sinprodf.org.br/fraudes-pelo-telefone-aprenda-a-identificar-o-golpe/

 

https://sinpro25.sinprodf.org.br/criminoso-se-passa-por-funcionario-de-escritorio-de-advocacia-para-lesar-professora-fique-atento-e-nao-caia-no-golpe/

Pagamento dos professores substitutos para o mês de março

O Sinpro-DF informa que a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE) efetuará o pagamento dos(as) professores(as) substitutos(as), conforme compromisso firmado no mês de março. É importante esclarecer que a contratação temporária de professores(as) substitutos(as) se deu a partir do dia 14 de fevereiro, data posterior ao fechamento da folha normal do mês de fevereiro. No entanto, a SEE, em conjunto com a Secretaria de Economia, abriu uma folha de pagamento suplementar para abarcar todos os docentes contratados até o dia 25/2.

A Secretaria de Educação reafirma o compromisso e esclarece que para inclusão dos benefícios nesse pagamento, a folha suplementar será finalizada no dia 7 de março e paga até o dia 11 do mesmo mês.

Desde o início das convocações o Sinpro vem acompanhando a contratação temporária e sabendo do fechamento da folha, que acontece no início de cada mês, colocou essa preocupação à SEE para a inclusão deste grupo na folha de pagamento, evitando, assim, que ficassem sem pagamento.

Alvo da crise, mulheres vão às ruas por direitos e liberdade

Marcha das Mulheres Taguatinga/Ceilândia, dia 5 de março | Foto: Deva Garcia

 

Menos de 24 horas depois do vazamento dos áudios repugnantes do deputado estadual de São Paulo Arthur do Val (Podemos), dizendo que mulheres ucranianas são “fáceis, porque são pobres”, mulheres de Ceilândia, Taguatinga e outras cidades do DF se uniram em ato, nesse sábado (05/03). A ação não foi realizada para repudiar especificamente o parlamentar que assediava mulheres que fogem do desespero da guerra. Entretanto, confronta o que representa o copartidário do pré-candidato à presidente da República Sérgio Moro: o machismo, o racismo e o sexismo que açoitam e matam.

“Não só hoje ou no 8 de março, mas em todos os dias desse ano, e por quantos anos for necessário, vamos sim gritar e lutar pelos nossos direitos, pela nossa liberdade”, disse a dirigente do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.

O ato teve início próximo à Feira da Ceilândia e, após marcha pela avenida Hélio Prates, terminou na Feira dos Goianos. Ceilândia é a maior e mais populosa região administrativa do DF. Mas também é conhecida por registrar o maior número de casos de violência doméstica. Segundo a Polícia Civil local, em 2021, foram 2.416 casos notificados.

Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF | Foto: Deva Garcia

 

“Estamos nas ruas por igualdade, por direitos, por justiça social e pelo fim da violência. É inadmissível saber que, neste país, a cada uma hora e meia, uma mulher é assassinada. Algo tem que ser feito! É preciso que os governos, tanto o federal como o distrital, implementem políticas públicas preventivas que garantam segurança para essas mulheres em situação de vulnerabilidade”, disse de cima do carro de som a dirigente do Sinpro-DF Meg Guimarães, que também é vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF).

Em frente ao veículo que amplificou a fala de representantes das mais diversas organizações da sociedade civil, sobretudo feministas, meninas e mulheres mostravam determinação em mudar os rumos do país quando o recorte é o de gênero.

Essa foi a primeira vez que a estudante Rebecca Martins, de 16 anos, participou de uma atividade de rua que tem como pauta a dignidade, os direitos e a liberdade das mulheres. Aluna do CEM 03 da Ceilândia, ela ficou sabendo da atividade a partir de uma panfletagem feita pelo Sinpro-DF na escola e, imediatamente, resolveu participar. “Espero que no futuro a gente consiga ser muito maior do que a gente é hoje; que a gente consiga ter equidade de gênero, ter direitos iguais; que a gente não seja assediada, estuprada; que a gente consiga viver como seres humanos”, disse com firmeza e esperança a estudante.

No carro de som aberto às participantes, mulheres dialogaram com a sociedade sobre machismo e sexismo | Foto: Deva Garcia

 

O cenário devastador narrado por Rebecca e imposto às mulheres é estrutural, mas vinha sendo combatido e transformado. Após a redemocratização do Brasil, o período de maior conquista para as mulheres foi o de 2003 a 2016, quando a promoção de políticas públicas contribuiu para a autonomia e a emancipação feminina. Entretanto, o processo de rompimento com a democracia, iniciado com o golpe de 2016 e acentuado a partir de 2018, com o governo Bolsonaro, tornou as mulheres, principalmente as negras, novamente, as principais vítimas da violência, do racismo, do desemprego, da fome.

“Nós, povo negro, somos maioria. Mas em termos de políticas, o que tem ficado pra nós é sempre minoria. E o que a gente pode perceber é que esse é um projeto político arquitetado para que isso aconteça”, desabafa Adelina Benedita Alves Santiado, do Coletivo de Mulheres Negras Baobá do DF e Entorno.

O resgate da democracia e dos direitos humanos, segundo a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), só será garantido com a ação das próprias mulheres. “A luta das mulheres é a luta pela democracia. E a democracia não se efetivará se não tivermos as mulheres em movimento e a igualdade de direitos. A inexistência da equidade de gênero, a existência das diversas formas de violência que atingem as mulheres, são um atentado permanente contra a democracia e contra a justiça social”, disse a parlamentar.

Presentes na marcha do dia 5 de março, mulheres negras são as mais atingidas pela violência e o desemprego | Foto: Deva Garcia

 

É no espaço da escola que a dirigente do Sinpro-DF Vilmara do Carmo enxerga a possibilidade de mudança para a construção de um futuro que não aprisione mulheres e que, consequentemente, respeite a democracia. “É preciso organizar a comunidade escolar. É preciso estimular a constituição de grêmios estudantis, pois a juventude tem sede e fome de reivindicar um mundo melhor. É preciso realizar as assembleias gerais nas escolas, não só para prestação de contas, mas para organizar a comunidade e solucionar os problemas que a atinge. A escola tem que ser um espaço de resistência”, propõe.

Para a também dirigente do Sinpro-DF Mônica Caldeira, essa resistência, principalmente quando se trata de gênero, tem que ser construída enquanto projeto. “A proposta pedagógica para a educação tem que ter o reconhecimento do problema do machismo na sociedade e fazer com que, através dessa problemática, se estruture objetivos, estratégias e metas para poder, dentro do projeto pedagógico, atuar para mudar uma estrutura (machista) que já está enraizada”, avalia.

Sinpro-DF acredita que o espaço da escola é determinante para romper com a estrutura machista e sexista | Foto: Deva Garcia

 

Paralela às escolas, a mudança necessária para a vida das mulheres “passa pela saída de Bolsonaro da presidência da República e pela eleição de quem realmente tenha compromisso com os direitos das mulheres”, acredita Ruth Brochado, que junto com Vilamara e Mônica integra a pasta Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF. “A luta não foi, não é e não será fácil. E para podermos avançar, é preciso votar consciente, seja para presidência da República, para Câmara, Senado, Câmara Legislativa do DF ou assembleias legislativas. Nosso voto é peça fundamental na mudança do cenário que nos é imposto hoje. Vamos nos unir. Com todo mundo junto, a gente consegue”, pontua.

8 de março
Na próxima terça-feira, dia 8 de março, Dia Internacional de Luta por Direitos das Mulheres, será realizada nova marcha pela vida e pelos direitos das mulheres. Organizada de forma coletiva e plural, neste ano, a marcha terá como lema “Pela vida das mulheres, Bolsonaro nunca mais! Por um Brasil sem machismo, sem racismo e sem fome”. A concentração será às 17h, no Museu da República. De lá, as mulheres seguirão pela Esplanada dos Ministérios, até a Alameda das Bandeiras.

>> Leia também: 8 DE MARÇO | PROFESSORAS VÃO ÀS RUAS POR COMIDA, EMPREGO, SAÚDE E EDUCAÇÃO 

 

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Invista na cultura do Distrito Federal. Veja como é fácil!

A Plataforma Valeu!, em parceria com o Sinpro, vem realizando uma campanha de direcionamento de um percentual do Imposto de Renda para o incentivo à cultura. A ideia é direcionar 6% do IR Devido das Pessoas Físicas para a área cultural, amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91).

A Receita Federal indica que os contribuintes que declararam em 2018 pelo modelo completo alcançaram a soma de R$ 125 bilhões de imposto devido. Se todos doassem a parcela de 6%, seria alcançada a cifra de R$ 7,5 bilhões para projetos culturais.

Diante disto, a plataforma foi criada para que artistas, jornalistas, radialistas, sindicalistas e formadores de opinião se unissem a este propósito. O investimento em cultura movimenta toda a cadeia produtiva das artes e ajuda a manter o dinheiro na economia local. Os 6% do IR Devido, investido em cultura, é a única parcela do imposto que o cidadão sabe para onde está sendo direcionado, podendo acompanhar os resultados.

 

Como participar

Para participar, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais deverão acessar o site www.valeu.art, clicar no cartaz correspondente ao projeto. Um cadastro será aberto solicitando informações, como nome, CPF, endereço de e-mail e o valor de investimento. No cadastro há diversas opções de valores e formas de pagamento, inclusive o PIX. Cada projeto tem uma conta bancária ou um PIX diferente. Logo após a conclusão do investimento, a plataforma emite UM Recibo de Mecenato direto para o e-mail informado no cadastro que o(a) professor(a) ou orientador(a) preencheu (este recibo tem valor fiscal e dá direito a restituição).

Importante ressaltar que o valor, a título de incentivo com valor fiscal, permite ao(à) contribuinte deduzir 100% de sua contribuição na Declaração do Imposto de Renda, ou seja, o que você investir, você recebe de volta. Quando há restituição, esta é feita corrigida pela taxa Selic. A proposta é promover cultura sem gastar nada, apenas com a decisão política de redirecionar uma despesa.

O músico e artista do Distrito Federal, Reco do Bandolim, é um dos entusiastas desta plataforma. Faça parte desta campanha e vamos, juntos(as), lutar pela cultura brasileira. Investir em cultura é legal. Investir em cultura é resistência!

Confira o vídeo explicativo da diretora do Sinpro Eliceuda França e do músico Reco do Bandolim.

 

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Bandidos aplicam novo golpe do precatório contra professores

Quadrilhas cibernéticas especializadas no golpe dos precatórios reinventam a fraude e abordam professores(as) e orientadores(as) educacionais. No novo golpe, apresentam nomes falsos de funcionários do Sinpro-DF e até comprovante falso para pagamento de precatório.

 

Nessa quinta-feira (3/3), mais uma pessoa da rede pública de ensino viveu uma dessas abordagens e avisou ao sindicato. Confira no final deste texto o modo de operação dessas quadrilhas virtuais especializadas em extorsão de dinheiro.

 

O sindicato alerta: não acredite em mensagens ou em telefonemas que pedem para depositar dinheiro. E reforça que a categoria não deve depositar nenhum centavo em dinheiro em nenhuma conta. Outra informação importante: não existe pagamento prévio de taxas para desbloqueio de precatório porque, simplesmente, não existe nem bloqueio de precatório nem taxas.

 

O Sinpro explica que, quando o(a) servidor(a) público(a) ganha na Justiça alguma causa relacionada a precatório, o valor ganho é creditado, automática e diretamente, na conta da pessoa que ganhou a causa sem intermediários e não existe pagamento de taxas para recebimento de valores judiciais.

 

As quadrilhas usam vários modelos de extorsão para achacar a categoria. Clique aqui para conhecer os tipos de golpes. Todavia, dentre os vários tipos de fraudes relacionadas aos precatórios, existe uma, como a que foi usada nessa quinta (30), em que apresentam um comprovante falso do Banco do Brasil e uma mensagem repleta de erros gramaticais dizendo que o motivo do contato é sobre o precatório que a pessoa tem a receber.

 

Mensagem falsa e comprovante bancário

 

No golpe da mensagem e comprovante falsos, a quadrilha se passa pelo Jurídico do Sinpro e diz, com um texto cheio de erros gramaticais e tipográficos, que o precatório foi liberado. Mostram valores e taxas, até mesmo um comprovante falso do Banco do Brasil para dar veracidade ao golpe, e diz ser necessário entrar em contato com o setor ou núcleo de pagamentos do Tribunal de Justiça para receber o tal valor do comprovante falso e apresenta o nome falso de uma das golpistas: Regina Maria de Meneses.

 

Esse nome (Regina Maria de Meneses) é falso e é um dos vários nomes que as quadrilhas usam para extorquir a categoria. O Sinpro ressalta ainda que não há ninguém na entidade e nem no Jurídico com o nome “Antônio Alves” e recomenda a categoria a ligar para o sindicato para confirmar qualquer tipo de mensagem que chegue nos celulares.

 

Em caso de golpe, o sindicato orienta a ligar para a polícia. E, caso receba telefonemas, a dica é não passar nenhum tipo de informação pessoal, não depositar dinheiro e avisar à polícia. A seguir, apresentamos o modelo de mensagem e a imagem do comprovante (guia de depósito judicial) falsos e com muitos erros que as quadrilhas enviam para aplicarem o golpe.

 

Confira, a seguir, um dos tipos de mensagem falsa enviada a vários(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. A mensagem a seguir foi enviada nessa quinta (3) para algumas pessoas da categoria. Se você a receber, denuncie à política e siga a orientação que ela (a polícia) lhe der. Se achar importante divulgar para a categoria, conte ao Sinpro. E, principalmente, não deposite dinheiro.

 

 

Confira a mensagem fraudulenta que chega no celular:

O motivo desse contato é sobre o seu precátorio referente ao vale alimentação.
Está liberado!
É necessário o seu contato com o tribunal de justiça.
Falar com a doutora Regina Maria de Meneses do núcleo de pagamento
Telefones 2017-0758 / 3550-7364 / 996149415
Protocolo de liberação do seu pagamento 04546339/2022
Valor total Bruto do precátorio 78.914,50
– 6.394,00 de honorários advocatícios já descontados
Valor líquido á receber 72.520,50
Att: Dr. Antônio Alves
Setor jurídico Sinpro

Entre em contato com Dra Regina maria Pará finalizar sua movimentação ela está nó aguardo.

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