Sinpro convida aposentados(as) para última reunião do ano nesta quinta (16)
Jornalista: Maria Carla
Por intermédio da Secretaria de Assuntos dos(as) Aposentados(as), a diretoria colegiada do Sinpro-DF convida a todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) para reunião virtual, nesta quinta-feira (16/12/2021), às 15h, pela plataforma Zoom.
Sílvia Canabrava, coordenadora da Secretaria para Assuntos dos(as) Aposentados(as) informa que será a última reunião do ano para atualização das pautas da nossa categoria.
“Ressaltamos a importância da participação de todos(as) os(as) aposentados(as), que sempre estiveram conosco na luta em defesa dos interesses da classe trabalhadora”, afirma Sílvia.
Assim, no dia e na hora da reunião acima informados, clique no link a seguir, para acessar o encontro:
Professor da Escola Parque 308 Sul expõe no Museu da República
Jornalista: Maria Carla
As artes plásticas é um dos instrumentos da atividade humana criados para expressar, dentre outras coisas, emoções e ideias. São também conceituadas como um mecanismo de observação do mundo e de revelações de novas concepções capazes de indicar que “outro mundo é possível”. Elas podem imitar a natureza, revelar o impossível, explicar o irracional e justificar o inverossímil.
É uma atividade que pode retratar a construção do cotidiano. É nessa pegada filosófica que o professor de artes visuais da Escola Parque 308 Sul e artista plástico Cleber Cardoso Xavier apresenta um trabalho artístico que está sendo construído durante a exposição e ainda não tem título. Ele informa que é uma obra em processo e que faz parte do conjunto de exposições intitulado “Hospitalidade – individuais e simultâneas”.
A exposição, que começou no dia 3/12 e termina no dia 6/2/2022, está aberta, na Galeria Térreo do Museu Nacional da República, de sexta a domingo, das 9h às 17h. O catálogo será lançado no dia 17/12/2022 e será disponibilizado em neste link: http://drive.google.com/drive/folders/1_KhsSubuCkNTbDMkK2LK5Agh KaDPGACX?usp=sharing. Para a visita presencial, o museu exige apresentação de comprovante de vacinação contra a covid-19.
“O conjunto de exposições individuais simultâneas em exibição no Museu Nacional da República é denominado Hospitalidade. Essas exposições são a culminância e a finalização da segunda edição da Residência Artística Hospitalidade, coordenada por Suyan de Mattos, realizada entre maio e junho de 2019 no povoado Olhos D`Água do município de Alexânia, Goiás”, diz em release Cintia Falkenbach, que assina a curadoria dos trabalhos de Cleber Cardoso Xavier.
Na nota, ela informa que os três artistas (Cleber Cardoso Xavier, Raissa Studart e Cecília Lima) ocupam a galeria térreo do Museu Nacional da República de maneira orgânica e dialógica, mantendo suas particularidades e essência de seus trabalhos, como também aconteceu durante o período de residência. Mesmo dispostos simultaneamente num amplo espaço físico, são identificadas como exposições individuais simultâneas.
“A estrutura, a materialidade, a estética e o processo criativo de cada artista é singular e perceptível ao adentrar no espaço de cada exposição. Este conjunto de elementos alinhado às percepções individuais de cada espectador vai possibilitar a fruição das obras e o despertar da potência deste diálogo entre artista e espectador, obra e espectador. Um outro aspecto interessante a ser percebido é a relação amistosa e colaborativa desenvolvida entre as/os artistas, expressa aqui também numa estrutura de vizinhança e hospitalidade”, diz Cleber.
“Uma das obras da exposição é uma peça de tricô que é feito por todo mundo que visita a exposição e se interesse em manipular as agulhas e as linhas. Ele fica disponível durante toda a exposição, até fevereiro. O resultado desse tricot será a obra final dessa performance. A ideia é que o visitante possa manipular as linhas, as agulhas e escrever o tempo por meio da trama das linhas”, completa o artista.
Ele observa que “a gente tem de pensar que o tricot é uma técnica antiga e popular de construção de arte, trama, tapeçaria. A exposição também traz 16 imagens de um cemitério da localidade de Olhos D’Água e essa visita ao cemitério traz a atualização das memórias. O olhar é de visitante, uma vez que eu já não tenho pai nem mãe vivos e isso é impactante, ainda mais nos dias atuais em que a gente passou por tantas perdas. Mais de 615 mil pessoas só neste período da pandemia da covid-19 elas faleceram. Então, quantos órfãos, quanta saudade gerada. Essas imagens também abrem a possibilidade do diálogo sobre isso”.
A peça artística inspirou Cintia Falkenbach a titular seu texto-release com a frase “Tricotando relações”, no qual ela descreve a obra de Cleber. O trabalho do professor de artes visuais é inspirado no tricô, um termo originário do francês tricot, tricoter, o mesmo que tricotar em português. “Esse tecido de malhas entrelaçadas é o grande elemento que preenche o centro da sala da Galeria Térreo do Museu da República . Ele é o objeto central desta mostra individual de Cleber. “Suas pontas pendentes, a tudo interligam. Todos os elementos que compõem a exposição encontram-se reunidos ao seu redor”, diz o artista.
A grande peça de Malha que se estende sala afora, segundo ele, conta a história de um percurso tramado no tricô durante 17 dias pelo povoado de Olhos D’água, uma pequena comunidade rural com poucos confortos modernos. “Como um registro gráfico, se fosse um desenho, o tricô materializou em suas tramas as caminhadas, as conversas, os encontros previstos e os do acaso. Todos aqueles contatos que se deram durante esses 17 dias por meio dessa trama, que se mostrou um meio inusitado de comunicação e troca de informações, ficaram ali registrados na malha. Ponto comum entre o artista, que se declara um ser urbano por natureza e os habitantes do povoado rural de Goiás”.
Cleber explica que o tema é cheio de elementos familiares e o que pode ser curiosamente observado é que a forma de tricotar de cada pessoa, que por ali passou e contribuiu na construção da malha, foi preservada o máximo possível na sua autenticidade. Esse tricô, segundo ele, é um registro coletivo , uma carta escrita por dezenas de mãos. “Por trás desse singelo ato vive um constante questionamento dos fatos da vida, que o artista tenta responder subjetivamente e que acabam encontrando eco dentro da poética de sua obra. Esse objetivo que permeia a obra também é uma busca apaixonada por se conhecer, por desvendar sua história e encontrar um eco para as indagações de cunho mais universal que persistem no intelecto de alguns de nós. E dizendo melhor ainda, daqueles que são mais sensíveis e buscam as experiências proporcionadas pela vida”.
“Essa mesma peça, esse tricô primordial, unifica memórias retidas dentro de uma trama de cores, pontos e espessuras que se estranham. Inevitavelmente elas nos mostram um diferencial entre os seres do urbano e do rural, fato vivenciado pelo artista na residência em Olhos D’água. Devemos ainda ressaltar que essa malha, uma trama de fios que pende do teto no meio da exposição é testemunha muda de conversas esparsas onde a flexibilidade, a espessura dos fios e o tamanho dos pontos, permitiu a qualquer um dos indivíduos que tricotaram, deixar a sua marca e contribuição. Um trabalho coletivo onde a comunidade pôde se manifestar plenamente”, afirma o artista.
Na opinião dele, ao compartilhar memórias pessoais e coletivas, lembranças longínquas podem trazer a vida de volta, virtualmente. “Essas inquietações estão presentes nos autorretratos e nos objetos que pertenceram à mãe do artista e que são memórias materiais que evocam a recordação de um amor universal entre mães e filhos. São memórias da mãe ausente que trazem uma compensação fazendo-se presentes, é a aceitação da ausência, ou não. Deixemos agora que o universo construído pelo artista faça a sua apresentação”, finaliza.
Perfil
Doutor e mestre em Arte pela Universidade de Brasília (UnB), já participou de cinco residências artísticas (Goiás, Distrito Federal e Argentina). Participou de exposições individuais (DF) e coletivas (GO, DF, Argentina). Co-autor do livro “Brasília x 5: 50 anos de artes visuais em Brasília, 2011; Encontros e Entrelaçamentos: Grupos de Pesquisa em Arte – 2021.
Já participou como coordenador e curador de exposições do Espaço Piloto da UnB. Atualmente, é o representante do Distrito Federal na Federação de Arte Educação Brasileira (FAEB). É professor de Artes Visuais da rede pública de ensino do Distrito Federal, vice-líder do grupo de pesquisa MEMAV/UnB/CNPq. Coordena o projeto PreservArtePatrimônio de educação patrimonial no âmbito da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.
Serviço
Exposição individual: Hospitalidade – individuais simultâneas
Artista: Cleber Cardoso Xavier (@ccxavier)
Curadoria: Cintia Falkenbach (@cintiafalken)
Coordenação da residência artística Hospitalidade: Suyan de Mattos (@suyandemamttos)
Local: Galeria Térreo do Museu Nacional da República
Data: 3/12/2021 a 6/02/2022
Sinpro avisa que bandidos continuam atacando categoria pelo telefone para extorquir
Jornalista: Maria Carla
Os(as) golpistas continuam usando as mesmas modalidades: enviam mensagens de WhatsApp que existe um precatório a receber. Em seguida, informam um número de qualquer processo em nome do(a) professor(a) ou do(a)oridentador(a) educacional e depois pedem a transferência, via Pix, para liberar uma suposta quantia de precatório. Alegam que essa transferência são custas de cartorário.
Mesmo com a campanha do Sinpro-DF avisando sobre esse e outros golpes do telefone, a notícia continua chegando ao sindicato. A atenção deve ser redobrada, principalmente no fim de ano, período em que há outros pagamentos, como 13º, férias e outros direitos trabalhistas pecuniários.
Por isso, o Sinpro-DF transformou matérias e avisos sobre o golpe do telefone em campanha permanente de alerta sobre o assunto a fim de impedir que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais continuem sendo surpreendidos(as) pela ação de bandidos.
O sindicato vem informando, incessantemente, sobre as constantes tentativas de golpes que pessoas de má-fé têm praticado. Têm a ousadia de se passarem por diretores(as) ou advogados(as) do sindicato para extorquir dinheiro da categoria. Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as maneiras utilizadas pelos(as) golpistas, temos explicado cada uma das “modalidades” usadas por eles e elas.
É importante ressaltar que o Sinpro-DF nunca solicitou nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) recebam benefícios financeiros ou dinheiro advindos de processos em curso na Justiça. Ao identificar a farsa, a vítima deve ligar, imediatamente, para um dos números do Sinpro-DF (61 3343-4200/4201) e, em seguida, denunciar o caso à Polícia Civil do Distrito Federal.
O combate ao golpe do telefone é diário e tem de ser feito por todos. A diretoria colegiada do sindicato já denunciou várias vezes a situação à polícia e continua atenta para que não haja nenhum tipo de prejuízo aos(às) sindicalizados(as).
Confira as modalidades de golpes já aplicados:
Golpe 1
Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto da logo do Sinpro-DF.
Golpe 2
Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.
Golpe 3
Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.
Golpe 4
Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.
Golpe 5
Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.
Golpe 6
O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.
Vacinação de crianças: Anvisa ainda discute autorização
Jornalista: Alessandra Terribili
Especialistas têm insistido na importância de se vacinarem as crianças contra a covid-19 no Brasil. O procedimento também é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Com a evolução do processo de vacinação no país, essa faixa etária torna-se um setor desprotegido, e já vem se verificando o aumento proporcional de casos de covid-19 em crianças. Segundo informações do Ministério da Saúde, já são 1.412 casos confirmados de síndrome inflamatória multissistêmica associada à doença no público infantil no país. Cientes desses dados, diversos países já avançam na imunização de suas crianças, como Estados Unidos, China, Chile e Argentina.
Segundo o médico Dráuzio Varella, em artigo publicado em seu blog, crianças infectadas costumam evoluir com poucos ou nenhum sintoma, mas uma minoria desenvolve quadro de insuficiência respiratória que coloca sim sua vida em risco: “Nos Estados Unidos, já morreram 700 crianças. Covid está hoje entre as 10 principais causas de óbito na infância. Não há um caso sequer de morte causada pela vacina” pontua ele. “As pesquisas demonstraram que a vacinação de crianças de 2 a 11 anos é absolutamente segura. Em um estudo com mais de 2 mil crianças, não houve nenhuma morte e 90% delas não apresentaram nenhum efeito colateral. O risco de miocardite é de 5 casos a cada 1 milhão de vacinados e, ainda assim, com quadros muito mais leves do que aqueles causados pela covid-19”, afirma Dráuzio.
Dia 12 de novembro, a fabricante Pfizer/Biontech protocolou pedido de autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ampliar a utilização de sua vacina no público infantil (5 a 11 anos). Dia 23, a Anvisa emitiu exigência de informações adicionais. Há uma semana, dia 7 de dezembro, a Pfizer apresentou à agência os dados solicitados, e aguarda agora a autorização. A Pfizer é a única fabricante que tem autorização para ser aplicada em adolescentes de 12 a 17 anos no Brasil.
O Instituto Butantan também anunciou que apresentará à Anvisa nova solicitação de liberação do uso da Coronavac em crianças. O primeiro pedido foi apreciado pela agência em agosto.
O Sinpro-DF entende que a segurança de todos e todas depende de a vacinação alcançar o máximo de pessoas possível. Tão logo a autorização seja concedida pela Anvisa, o sindicato defende o início da imunização das crianças o quanto antes.
Educação divulga o cronograma de posse dos professores
Jornalista: Maria Carla
Os(as) 337 professores(as) aprovados(as) no concurso para a Carreira do Magistério homologado em 2016, e nomeados(as) no dia 16/11/21, devem comparecer, às 8h, na quarta-feira (15/12), à Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação, na 907 Sul, onde se localiza também a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), para formalização da posse e a entrega do memorando de apresentação.
A informação é da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), que divulgou o cronograma de posse e entrega do memorando de apresentação nessa sexta-feira (10/12). O Sinpro orienta a cada um e cada uma a observar as recomendações da secretaria, que exige o comparecimento no horário estipulado para a assinatura do termo de posse com os seguintes documentos: Apto Médico emitido pela SUBSAÚDE, documento de identificação, caneta esferográfica azul e usando máscara. Clique aqui para acessar o link com a lista e horário.
Aos candidatos com pendências, a SEE-DF informa que tais problemas deverão ser sanados no momento do atendimento. Também avisa que, “para garantir as condições sanitárias e de proteção social, diante da pandemia da covid-19, não será permitida a entrada de acompanhante no local da assinatura do termo de posse.
Data: 15/12/2021
Hora: 8h
Local: Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação – SGAS 907, Conjunto A – CEP: 70.390-070
E-mail: eape.sedf@gmail.com
PARTE 1 | Fim de ano indigesto para quem tem fome de comida e de justiça
Jornalista: Vanessa Galassi
Por Rosilene Corrêa*
Em todo fim de ano há um desejo coletivo de mudança. Reflexões, análises, avaliações, promessas, planejamentos. Independente da crença de cada um, fim de ano é aquele momento fora da curva dos 11 meses que se passaram. Talvez por fechar um ciclo. Entretanto, o fim de 2021 vem sendo construído de forma inquietante.
Na maioria dos estabelecimentos, já estão acessas as luzes piscantes e enfeitadas as árvores de Natal. Nos supermercados, os corredores estão repletos de produtos típicos desse período, e os anúncios de promoção não param de soar. Mas a verdade é que haverá fome na mesa de pelo menos 20 milhões de brasileiros; e quase nada para tantos outros milhões.
Esse fim de ano também flagra orfanatos mais cheios, inclusive de tristeza. No Brasil, mais de 130 mil crianças de até 17 anos perderam o pai e a mãe para a covid-19. Um número que poderia ter sido muito menor se, a exemplo de outros países, a vacina tivesse chegado cedo. Algumas dessas crianças foram acolhidas por parentes, mas muitas outras esperam ser adotadas.
Ao mesmo tempo em que crianças se veem órfãs, mães choram a perda de seus filhos, também vítimas do vírus e da política nefasta que matou mais de 616 mil pessoas no nosso país. Elas chorarão a falta do abraço apertado e do beijo desejando feliz Natal.
Nas escolas, crianças e adolescentes fecham o ano letivo com déficit educacional. Embora o esforço hercúleo de professores e professoras e de todas as pessoas que frequentam as escolas, a ausência de políticas públicas para a educação deixou marcas irreversíveis.
O estudo Perda de Aprendizagem na Pandemia, realizado pelo Insper e pelo Instituto Unibanco, levantou que, em comparação com as aulas presenciais, no ensino remoto, os estudantes aprendem, em média, 17% do conteúdo de matemática e 38% do de língua portuguesa. E é essencial lembrar que esse não é um resultado gerado pelo ensino remoto em si. É mais do que comprovado que esse tipo de ensino foi essencial para que vidas fossem poupadas. Esse déficit é gerado pela falta de estrutura de como o ensino remoto foi implementado, a começar pela ausência de internet nas escolas e nas casas de professores e estudantes.
Até as confraternizações de fim de ano das empresas não serão as mesmas. O Brasil fecha 2021 com 15 milhões de desempregados. Com isso, provavelmente, as rodas de conversa lembrarão aqueles trabalhadores e aquelas trabalhadoras que passaram, muitas vezes, duas décadas no mesmo emprego e, aos 50 anos, foram demitidos porque as empresas não tinham mais como pagar seus funcionários.
Também é um fim de ano que apresenta um grande número de pessoas que se dizem cristãs, mas fazem justamente o contrário da justiça, da paz e da igualdade que, segundo a Bíblia, Jesus Cristo pregava. Numa onda de ódio insana, armas são disparadas contra aqueles que não compactuam da mesma ideologia política; aldeias indígenas inteiras são dizimadas; cresce o assassinato de jovens negros; a violência contra as mulheres é banalizada; LGBTQIA+ são perseguidos em nome de Deus.
É um fim de ano que mostra a cara de um Brasil que caiu nas mãos de quem é declaradamente contrário ao povo, mas que vai comer e beber muito bem nas tradicionais ceias de Natal e de Ano Novo.
Um fim de ano que gera mais que reflexões: gera também tristeza, desespero e preocupação com o ano que chega e deveria ser próspero.
É sim um fim de ano indigesto. Mas é também um fim de ano que mostra que somos capazes de superar as mais profundas dores, incertezas e ataques.
Que possamos nos refazer com quem está ao nosso lado na luta por um Brasil que quer trazer de volta sorrisos e esperança. Isso é possível. E é sobre esse renascimento que falaremos no nosso próximo encontro aqui.
*Rosilene Corrêa é professora aposentada da rede pública de ensino do DF e dirigente do Sinpro-DF e da CNTE.
Atualize o seu cadastro e fortaleça a luta pelos seus direitos
Jornalista: Maria Carla
A história da luta de classes mostra que quando uma categoria de profissionais é organizada em suas próprias agremiações e há uma participação ativa dos(as) filiados(as), a vida de todos(as,es) melhora. Isso ocorre porque a unidade, a união e a participação fortalece a luta e a defesa dos interesses e, quando o grupo se movimenta coletivamente, as conquistas avançam.
Veja o exemplo do patronato. Os patrões tanto sabem disso que se organizam, também em sindicatos e federações patronais. E ninguém os criminaliza. E, mais: se juntam em partidos políticos de direita e ultradireita, defensores do neoliberalismo, para atuarem unidos em todos os setores da sociedade e nos Três Poderes da República a fim de garantirem seus interesses a qualquer custo, os quais são totalmente contrários aos da classe trabalhadora.
Daí, enquanto você, trabalhador(a) da educação, se esquiva de se sindicalizar ou de se recadastrar, o empresariado, unido em seus sindicatos patronais, fortalecem a luta deles, elegem prepostos para os Poderes da República, defendem seus interesses contrários aos nossos, se apropriam das riquezas do nosso País e usam a mídia para destruir e desmoralizar as nossas organizações sindicais. Essa ação do patronato contra a nossa luta e de apropriação indevida dos bens do Estado nacional é uma atitude fascista.
Não é à toa que quando surgiu o fascismo, surgiram também os teóricos que ajudaram, e ajudam até hoje, a classe trabalhadora a compreender o próprio mundo e as relações de classe. É graças aos(às) filósofos(as) da classe trabalhadora que é possível entender e desmascarar essa gente desonesta que defende a relação promíscua do setor privado com o setor público; que impõe a ideologia neoliberal, escravagista nas relações de trabalho; que quer impor o fundamentalismo e a criminalização da ciência e do conhecimento nas instituições públicas com projetos do tipo Lei da Mordaça (Escola sem Partido); que destrói direitos trabalhistas no Congresso Nacional para se apoderarem do patrimônio público; refazem leis democráticas para naturalizar o escravagismo neoliberal no País, dentre muitas outras atrocidades.
Um desses filósofos da classe trabalhadora foi Antonio Gramsci, um italiano declaradamente antifascista, que, dentre outras coisas, dizia que “todos os homens do mundo na medida em que se unem entre si em sociedade, trabalham, lutam e melhoram a si mesmos”. Por isso, não caia nessa conversa do patronado que tenta desqualificar nossas entidades sindicais e criminalizar nossa luta!
Já perdemos muito nesses 5 anos! Não podemos mais nos dispersar! Repare que as entidades patronais são repletas de empresários sindicalizados e conseguem causar um estrago pavoroso no País e, hoje, o Brasil é o retrato desse fascismo que começou no golpe de Estado de 2016. Vivemos tempos sombrios e, contra isso, precisamos nos organizar.
Por isso, professor(a) e orientador(a) educacional, que o Sinpro-DF convida a todos, todas e todes a se sindicalizar ou a se recadastrar, caso já seja sindicalizado(a). É importante não só para a categoria, mas, principalmente, para a sua própria vida. É essencial ter um sindicato forte, capaz de defender os direitos fundamentais, sociais, ambientais, trabalhistas, humanos, como, por exemplo, o direito à educação pública, gratuita e de qualidade e o direito ao trabalho com salário justo e condições dignas.
Atualmente, a classe trabalhadora brasileira, tanto da iniciativa privada como do setor público, tem sofrido ataques em seus direitos nunca registrados na história do século XX. Por isso é muito importante manter seus dados atualizados nas plataformas do Sinpro-DF para receber informações e atualizações sobre sua carreira profissional, seus direitos trabalhistas e sociais, seu salário e sobre todas as lutas diárias do sindicato.
Assim, o sindicato prossegue com sua campanha permanente de recadastramento dos(as) sindicalizados(as) e convida a quem ainda não o é, a se sindicalizar. Não perca tempo! Não deixe de se unir a quem defende os seus direitos! Recadastre-se já! É muito fácil. Lembramos que muitas informações do Sinpro, necessárias para sua atuação na defesa dos interesses da categoria, estão defasadas. Os Correios devolvem muitas correspondências enviadas e alguns números de telefones mudaram de proprietário. Venha par ao sindicato! Recadastre-se!
Passo a passo
É bem simples e rápido
1 – Acesse o link do recadastramento – AQUI Recadastro Sinpro-DF
2 – Preencha os campos solicitados no Formulário com seu nome, nome social, CPF, matrícula na SEE-DF, e-mail, número do celular, endereço do Facebook, Twitter, Instagram, seu endereço fixo na cidade com o CEP.
3 – Em seguida, preencha os campos sobre seu cargo na SEE-DF e outras informações adicionais sobre sua carreira na rede pública de ensino.
4 – Faça a certificação da ficha respondendo a última pergunta, clique na caixinha do “Eu concordo…” e, finalmente, clique na palavra CADASTRAR, ao final do formulário. Feito isso, você receberá um e-mail de confirmação no endereço eletrônico que você forneceu.
Câmara discute prorrogação da Lei de Cotas Raciais até 2032
Jornalista: Alessandra Terribili
A Lei de Cotas Raciais, que reserva vagas em universidades públicas para pessoas pretas, pardas e indígenas, completará 10 anos em 2022. Segundo o texto da própria lei, essa política passaria por uma revisão em agosto próximo.
Entretanto, nesta quarta-feira, 8, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou, por unanimidade, projeto que prorroga esse prazo para 2032. O PL 1788/2021, de autoria do deputado Bira do Pindaré (PSB/MA) e relatoria da deputada Vivi Reis (PSOL/PA), também substitui o termo revisão por avaliação. A proposta segue agora para as comissões de Educação e de Constituição e Justiça.
A prorrogação da vigência da Lei de Cotas é uma necessidade urgente, afinal, para um país que viveu 7 em cada 10 anos sob escravização de pessoas sequestradas na África, dez anos seria um prazo muito curto para reparar os danos enfrentados pelas atuais gerações.
A política de cotas tem apresentado resultados extraordinários, com aumento expressivo na inclusão de jovens negros nas instituições de ensino superior. Mas os avanços ainda são insuficientes diante do desafio de promover a reparação histórica à população negra, vítima de 388 de escravidão oficial. “Além de ser uma forma de reparação, a política de cotas democratiza e transforma as próprias universidades, que também se beneficiam disso”, ressalta Márcia Gilda, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro.
A cultura precisa de você! Invista na plataforma Valeu!Art
Jornalista: Maria Carla
O setor cultural do Brasil perdeu, só em 2020, mais de 700 mil postos de trabalho. Esse é o resultado da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nessa quarta-feira (8/12). Isso é o resultado das políticas de desmonte do setor por meio da economia neoliberal em curso e aprofundada pela pandemia da covid-19.
Segundo o IBGE, o Brasil teve perda de 11,2% dos postos de trabalho em 2020 em comparação ao ano anterior: 4,8 milhões de pessoas trabalhavam em atividades culturais em 2020 contra 5,5 milhões de pessoas em 2019. Por isso o Sinpro-DF está engajado na campanha Valeu!Art para assegurar recursos financeiros e facilitar o investimento na cultura do Distrito Federal.
Faça como Reco do Bandolim, apoie a cultura e o Sinpro Cultural. “Apoiar o Sinpro Cultural é promover o encontro, a vida, as delicadezas do espírito”. É fácil investir na cultura da capital do País e barrar o desmonte de nossa produção cultural e, ainda, ajudar centenas de artistas.
Com a plataforma Valeu!Art qualquer pessoa pode contribuir e, assim, fortalecer a cultura da nossa cidade. No vídeo com Reco do Bandolim, você pode conhecer um pouco mais dessa plataforma que tem sido uma ideia brilhante para impedir mais retrocessos no setor.
Para participar e apoiar os projetos culturais basta acessar a plataforma Valeu! e escolher, dentre os projetos, aquele que você quer apoiar e fortalecer. A Plataforma Valeu!, em parceria com o Sinpro-DF, vem realizando uma campanha de direcionamento de um percentual do Imposto de Renda para o incentivo à cultura. A ideia é direcionar 6% do IR Devido das Pessoas Físicas para a área cultural, amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91).
A Receita Federal indica que os contribuintes que declararam em 2018 pelo modelo completo alcançaram a soma de R$ 125 bilhões de imposto devido. Se todos doassem a parcela de 6%, seria alcançada a cifra de R$ 7,5 bilhões para projetos culturais.
Diante disto, a plataforma foi criada para que artistas, jornalistas, radialistas, sindicalistas e formadores de opinião se unissem a este propósito. O investimento em cultura movimenta toda a cadeia produtiva das artes e ajuda a manter o dinheiro na economia local. Os 6% do IR Devido, investido em cultura, é a única parcela do imposto que o cidadão sabe para onde está sendo direcionado, podendo acompanhar os resultados.
Como participar
Para participar, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais deverão acessar o site www.valeu.art, clicar no cartaz correspondente ao projeto. Um cadastro será aberto solicitando informações, como nome, CPF, endereço de e-mail e o valor de investimento. No cadastro há diversas opções de valores e formas de pagamento, inclusive o PIX. Cada projeto tem uma conta bancária ou um PIX diferente. Logo após a conclusão do investimento, a plataforma emite UM Recibo de Mecenato direto para o e-mail informado no cadastro que o(a) professor(a) ou orientador(a) preencheu (este recibo tem valor fiscal e dá direito a restituição).
Importante ressaltar que o valor, a título de incentivo com valor fiscal, permite ao(à) contribuinte deduzir 100% de sua contribuição na Declaração do Imposto de Renda, ou seja, o que você investir, você recebe de volta. Quando há restituição, esta é feita corrigida pela taxa Selic. A proposta é promover cultura sem gastar nada, apenas com a decisão política de redirecionar uma despesa.
Faça parte desta campanha e vamos, juntos(as), lutar pela cultura brasileira. Investir em cultura é legal. Investir em cultura é resistência!
Secretaria de Saúde divulga locais para aplicação de dose de reforço de Janssen
Jornalista: Alessandra Terribili
A Secretaria de Saúde do GDF divulgou, na noite desta quinta-feira, 9, os locais para aplicação de reforço do imunizante da Janssen para pessoas vacinadas com primeira dose até 30 de junho.
A vacina estará disponível para profissionais de Educação e demais pessoas imunizadas com a Janssen nos locais listados abaixo, a partir de 8h desta sexta-feira, 10 de dezembro.