Educadores de todo o país se solidarizam com a professora Luciana Paim e denunciam os limites do projeto de militarização das escolas brasileiras

Foto: Michael Melo/Metrópoles

Educadores de todo o país se solidarizam com a professora Luciana Paim e denunciam os limites do projeto de militarização das esclas brasileiras

No último sábado (20/11), o caso do CED 01 da Estrutural, uma escola pública de Brasília, tornou-se o último exemplo da inviabilidade de um projeto levado a cabo pelo Governo Bolsonaro e copiado pelo Governador do DF Ibaneis Rocha: a militarização das escolas públicas brasileiras deixa evidente que, na escola, os protagonistas devem ser sempre os/as professores/as, funcionários/as da educação, estudantes e comunidade escolar.

Uma exposição dos estudantes sobre o Dia da Consciência Negra, em um trabalho pedagógico orientado para que eles expusessem sua visão sobre o assunto a partir de charges e tirinhas de revistas e jornais, foi o palco para que, mais uma vez, os setores mais reacionários da nossa sociedade pudessem regurgitar suas ideologias e preconceitos mais vis. O diretor disciplinar da escola, um militar, tentou censurar a atividade. Um representante de um movimento autointitulado conservador de Brasília e um deputado do Ceará criaram uma celeuma e um clima de distúrbio e enfrentamento que passou longe até do tom assumido pela Polícia Militar do DF, protagonista do que o Governo do Distrito Federal veio a chamar de parceria cívico-militar.

A reação da comunidade escolar foi imediata. No seio de uma escola militarizada, na periferia de Brasília, os estudantes se puseram imediatamente ao lado da vice-diretora da escola que, mesmo sob ameaça, garantiu e assegurou a liberdade do projeto pedagógico de sua unidade de ensino. Luciana Paim, que sofreu todo tipo de pressão dos militares que estão na escola e do próprio deputado bolsonarista do Ceará, que invadiu a escola e a ameaçou, foi uma gigante na defesa da liberdade de seus estudantes. Não por outro motivo recebeu
a sua solidariedade de pronto.

As referências feitas pelos estudantes em sua exposição no que se refere à atuação da Polícia é reflexo direto de um país que conta com os maiores índices de violência policial do mundo. Em uma escola de uma das regiões mais pobres da cidade, que conta com uma maioria de estudantes negros/as, cabe à PMDF desconstruir, a partir de ações concretas, essa imagem pública negativa da qual ela também é vítima. Sabemos que a polícia brasileira é a que mais mata no mundo, mas também é a que mais morre. O genocídio da
população jovem e negra nas periferias do Brasil é reflexo dessa absoluta ausência de legalidade praticada por muitos de seus membros que, certamente, não honram a missão pública que lhes foi conferida.

A própria nota pública da PMDF sobre o caso, que assumiu um tom muito mais sóbrio e de defesa dos direitos humanos, para além de destoar do histerismo desses representantes mais radicais do bolsonarismo, é um indicativo de que pontes podem e devem ser construídas nesse diálogo tão necessário. E será pelo diálogo a resolução de todo e qualquer tipo de conflito, em especial no ambiente escolar. Esse deve ser o valor norteador de uma escola laica e republicana pela qual muitas gerações de brasileiros e brasileiras lutaram.

Os/as educadores/as de todo o país se solidarizam com a professora Luciana Paim, vice-diretora da unidade escolar do DF, que soube defender a liberdade de ensino do projeto pedagógico da escola, princípio assegurado em nossa Constituição. Nossa solidariedade também se estende aos estudantes e comunidade escolar do CED 01, que de imediato se colocaram ao lado do justo e contra todo tipo de censura. Esse evento nos mostra claramente o papel central e diferencial que um educador de formação e por vocação deve ter
naquele que é o seu espaço por excelência: a escola. Por isso continuamos a defender e empunhar a bandeira da luta contra a militarização das escolas brasileiras!

Brasília, 26 de novembro de 2021
Direção Executiva da CNTE

Via CNTE

NÃO CAIA NO GOLPE: CONFIRA TODAS AS MODALIDADES DE GOLPE E FIQUE ATENTO

O Sinpro, de forma incessante, vem informando a categoria sobre as constantes tentativas de golpes praticadas por criminosos, na tentativa que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais não sejam surpreendidos pela ação de bandidos. Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as maneiras utilizadas pelos golpistas, mostraremos todas as versões usadas.

É importante ressaltar que o Sinpro-DF nunca solicitou nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) recebam vantagens financeiras. Ao identificar a farsa, a vítima deve ligar, imediatamente, para um dos números do Sinpro-DF (61 3343-4200/4201) e, em seguida, denunciar o caso à Polícia Civil do Distrito Federal.

O combate a essa farsa é antiga. A diretoria do sindicato já denunciou várias vezes a situação à polícia e continua atenta para que não haja nenhum tipo de prejuízo aos (às) filiados(as).

Veja abaixo os tipos de golpes já aplicados:

Golpe 1

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto da logo do Sinpro-DF.

Golpe 2

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

Golpe 3

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

Golpe 4

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

Golpe 5

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

Golpe 6

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

Sinpro apresenta denúncia contra deputado bolsonarista que ameaçou gestora

O Sinpro-DF requereu ao Ministério Público Federal (MPF), nesta sexta-feira (26/11), que averiguasse a atitude intimidatória e antidemocrática do deputado Heitor Freire (PSL-CE), da base de apoio de Jair Bolsonaro, contra a vice-diretora do CED 01 da Estrutural, professora Luciana Pain.

Nessa quarta-feira (24/11), o parlamentar invadiu a escola, não se apresentou ao corpo pedagógico e, de forma ilegal, começou a tirar fotos e gravar vídeos dos murais que apresentavam trabalhos sobre o Dia da Consciência Negra e da vice-diretora. “Você vai cair”, dizia Freire à gestora, como forma de represália por ela ter se negado a retirar os trabalhos expostos, contrariando o tenente que ocupa o cargo de diretor disciplinar da escola, que ficou incomodado com alguns dos trabalhos que refletiam sobre a abordagem policial e a população negra.

>> Leia também: DEPUTADO BOLSONARISTA INVADE ESCOLA NA CIDADE ESTRUTURAL PARA CENSURAR TRABALHOS DE ESTUDANTES

“Considerando que exigir informação ou cumprimento de obrigação sem expresso amparo legal e utilizar de cargo ou função pública, ou invocar a condição de agente público para obter vantagem ou privilégio indevido, se consubstancia em crime de abuso de autoridade, conforme art. 33 da Lei nº 13.869/2019”, afirma trecho da denúncia apresentada pelo Sinpro-DF ao Ministério Público.

“Os atos arbitrários e ilegais cometidos pelo deputado Heitor Freire são um ataque à liberdade de ensinar e ao pluralismo de ideias. Nós não aceitaremos mordaça! Além disso, a ação marcada pelo ódio que caracteriza apoiadores de Bolsonaro também tenta calar as vozes de estudantes negros do CED 01 da Estrutural, alavancando o racismo, que fere e mata”, avalia a dirigente do Sinpro Márcia Gilda, da Secretaria de Raça e Sexualidade.

A denúncia do Sinpro-DF será analisada pelo setor competente do Ministério Público, que poderá “instaurar um procedimento extrajudicial específico, interpor medidas judiciais ou, ainda, determinar o arquivamento”.

“O Museu é o mundo”

Um evento quase nos moldes da paulistana Bienal do Ibirapuera, inspirado por Hélio Oiticica. A professora de contrato temporário Leôni Santos Dias, a Leônix, elaborou junto com Tati Romeo e Elisa Mariana uma experiência inesquecível para as crianças da Escola Parque 210/211 sul, nos dias 24 e 25 de novembro, a partir da ideia de que “A arte não é só o que está no museu, e você não pode tocar. Ela está no mundo, e está em nós, que produzimos e damos sentido a ela!”.

O artista plástico Hélio Oiticica (1937-1980)

A partir da ideia de Oiticica de que “o museu é o mundo”, Leônix se juntou a uma equipe de artistas-educadores e levou para dentro da Escola Parque uma série de obras-instalações, para interação do público com a arte, tal qual vislumbrado pelo artista plástico carioca.

Assim como nas instalações da Bienal do Ibirapuera, as crianças foram instadas a fazer um percurso onde eram sensorialmente estimuladas. Foram montadas várias estações sensoriais que compunham um “percurso poético”.

Na estação “Penetrável Meada” (idealizada por Elisa Mariana), foi montado um espaço com fios (o “fio da meada”), por onde as crianças passeavam e exploravam o labirinto construído. A seguir, a estação de parangolés, redes e malhas. “O parangolé é uma obra que ganha vida e movimento no corpo da pessoa. As crianças ‘vestiram’ os parangolés e dançaram ao som de ritmos e tambores”, conta a professora.

Estação Bolhas e Aviões

Na estação Bolhas e Aviões, a cargo do arte-educador Cirilo Quartim, as crianças fizeram bolhas de sabão em vários formatos, brincando com o elemento ar.

Na estação da água, os professores de música e educação física Márcio Leite e Jairo Gontijo entraram em cena para ensinarem as crianças a tirar som da água com o uso de macarrões (boias de piscina) como instrumentos de percussão. “O som está em todos os locais, a música é o mundo!”

Na estação montada dentro do auditório da escola, para estimular o sentido da visão, houve projeções de imagens da obra de Oiticica, com uma escultura luminosa. Ideia de Tati Romeo e Elisa Mariana.

Ritmo na água com macarrões

No espaço “Cama de gato”, ideia da professora de teatro Beth Cunha, uma série de fios cruzavam os ares, e as crianças deviam fazer o percurso no local sem tocá-los.

E quem entrasse na estação Cabanas deveria montar um corpo cênico. Ideia de Leônix e Edimilson Braga.

Do lúdico pro crítico, outra instalação trazia um ambiente com baldes e uma bandeja amarela e o prato azul da cantina da escola (que sofre com a falta de distribuição de alimentos) com a pergunta: Você tem fome de quê? O prato da escola fez as crianças refletirem sobre a própria realidade da escola.

Estação Penetrável Meada

Os baldes trouxeram a reflexão sobre os problemas de água e de saneamento básico. “Dados de março deste ano informam que quase 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável e cerca de 100 milhões não têm serviço de coleta de esgotos no país. Desses, 5 milhões e meio estão nas 100 maiores cidades brasileiras, o equivalente à população da Noruega”, segundo informa a agência Brasil.

As crianças carregaram os baldes na cabeça e cantaram a música Lata d’água, marchinha de carnaval da década de 1950, composta por Luís Antônio e Jota Júnior, e nesse processo refletiam sobre a carência de metade da população enquanto exercitavam o equilíbrio.

Quem também curtiu muito a exposição foram os tios da limpeza e o vigia da escola, que disse nunca ter visto um trabalho desses ocupando espaços tão diferentes da escola. Um dos rapazes da limpeza gravou um vídeo em que fazia o percurso da cama de gato, para mostrar para sua filha.

Você tem fome de quê?

Leônix conta também que uma das crianças disse que não queria sair mais do percurso poético, pois estava muito feliz.

“Trouxemos esse evento pra dentro da escola para mostrar para a criança, não só como arte-educação, mas também para fazer as crianças amarem e interagirem com a arte, e compreenderem que a arte tá no mundo”, conta Leônix. “E eles se divertiram muito!”, completa.

Os parangolés da Escola Parque

Se você quiser entrar que esse evento vá até sua escola, entre em contato pelo Instagram da professora Leônix: @euleonix.

Sinpro vai às ruas dialogar com mulheres sobre violência de gênero

Muitas mulheres são vítimas de violência e não sabem. Outras sabem que são vítimas, mas não sabem como agir. Para dialogar com as mulheres do Distrito Federal sobre violência de gênero e o que fazer diante disso, nessa quinta-feira (25/11), dirigentes do Sinpro-DF e movimentos feministas distribuíram 1,5 mil panfletos sobre o tema na Rodoviária do Plano Piloto. A atividade marcou o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher e integrou as ações dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

Recebido com curiosidade pelas mulheres que transitavam na Rodoviária do Plano Piloto, o panfleto (acesse AQUI) apresentava 13 perguntas, com resposta sim ou não, para identificar se a leitora estava em um relacionamento abusivo ou tóxico.

“A sociedade que a gente vive é tão cruel com as mulheres, que muitas vezes somos vítimas de violência e nos sentimos culpadas por algo que, nem de longe, é culpa nossa. Essa sociedade tenta normalizar gritos, tapas, xingamentos e tantas outras coisas que ferem a gente de morte. Não podemos permitir isso. Por essa razão, o Sinpro foi às ruas conversar com as mulheres e orientá-las sobre o que fazer caso se identifiquem como vítimas de violência”, afirma a coordenadora da pasta de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro, Vilmara do Carmo.

O material distribuído na ação dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres também apresentava à sociedade algumas lutas das mulheres, como o direito à creche gratuita e de qualidade, e os telefones dos Centros Especializados de Atendimento às Mulheres (CEAMs).

Além de falas potentes, inclusive de representações indígenas, o ato também contou com a apresentação da professora e cantora Zeni Rainha, participação de poetizas, jogral e palavras de ordem.

Dados
De acordo com o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Distrito Federal foi a capital que mais registrou casos de violência doméstica em 2019. Foram 16.549 casos, 7,1% a mais que em 2018.

O DF também foi a segunda capital com mais registros de feminicídios no país: 33 casos em 2019. E de janeiro a novembro deste ano, ao menos 25 mulheres foram assassinadas por seus companheiros ou ex-companheiros, pelo fato de serem mulheres.

Segundo o relatório da CPI do Feminicídio, concluído em maio deste ano, muitas mortes de mulheres poderiam ter sido evitadas não fosse a condição de um Estado que demonstra desprezo por políticas públicas e pela vida das mulheres.

Durante 11 meses de funcionamento, a CPI do Feminicídio analisou 90 processos sobre feminicídio, 74 deles processados em 2019 e 2020 e o restante de anos anteriores. Dos 90 processos, 37 foram de feminicídios consumados e 53 se remeteram à tentativa do crime. Das vítimas fatais, 48,6% tinham medidas protetivas de urgência deferidas. E do grupo de mulheres que sobreviveram, 84,9% só tiveram a medida protetiva de urgência solicitada após a tentativa de feminicídio.

Embora o “apagão de dados” sobre o perfil das vítimas, como cita o relatório da CPI do Feminicídio, a investigação constatou que quase 80% delas eram pretas ou pardas, e mais da metade das vítimas tinha entre 30 e 49 anos. Dentro dos dados que foram possíveis coletar, a maioria das vítimas de feminicídio eram donas de casa ou estavam desempregadas. De acordo com o relatório, dos 90 casos de feminicídio, em apenas um vítima e agressor não se conheciam. Em 76,6% dos casos, a vítima tinha relação de esposa/companheira ou ex-esposa/ex-companheira com o agressor.

O relatório da CPI do Feminicídio ainda comprovou que, para além da inexistência do trabalho em rede das políticas públicas, da ausência de orçamento, de problemas diversos no protocolo de atendimento das vítimas e agressores, há flagrante deficiência de pessoal para atuação nos órgãos integrados ao processo de acolhimento às vítimas de feminicídio. E para os servidores que exercem as atividades, segundo o documento, há descaso total com as condições de trabalho.

Luta
Internacionalmente, as ações dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres começa no dia 25 de novembro e vai até do dia 10 de dezembro. Mas, no Brasil, a mobilização tem início no dia 20 de novembro – Dia da Consciência Negra –, para evidenciar que as mulheres negras são as principais vítimas de todos os tipos de violência de gênero.

Fotos: Eduardo Henrique

Atenção para o expediente do Sinpro na próxima semana

Em virtude do feriado na próxima semana, a Diretoria Colegiada do Sinpro informa que não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato nessa segunda-feira (29) e terça-feira (30). O atendimento voltará ao normal na quarta-feira (01).

Informamos, também, que o departamento jurídico do sindicato voltará ao seu atendimento normal na quarta-feira (01).

Um bom feriado a todos e todas.

O Sinpro-DF continua com a campanha de recadastramento dos(as) sindicalizados(as). Não perca tempo! Recadastre-se já!


É muito importante manter seus dados atualizados nas plataformas do Sinpro-DF para receber informações e atualizações sobre sua carreira profissional, seus direitos trabalhistas e sociais, seu salário e sobre todas as lutas diárias do sindicato.

Lembramos que muitas informações do Sinpro, necessárias para sua atuação na defesa dos interesses da categoria, estão defasadas. Os Correios devolvem muitas correspondências enviadas e alguns números de telefones mudaram de proprietário.

Passo a passo
É bem simples e rápido

1 – Acesse o link do recadastramento – AQUI Recadastro Sinpro DF

2 – Preencha os campos solicitados no Formulário com seu nome, nome social, CPF, matrícula na SEE-DF, e-mail, número do celular, endereço do Facebook, Twitter, Instagram, seu endereço fixo na cidade com o CEP.

3 – Em seguida, preencha os campos sobre seu cargo na SEE-DF e outras informações adicionais sobre sua carreira na rede pública de ensino.

4 – Faça a certificação da ficha respondendo a última pergunta, clique na caixinha do “Eu concordo…” e, finalmente, clique na palavra CADASTRAR, ao final do formulário. Feito isso, você receberá um e-mail de confirmação no endereço eletrônico que você forneceu.

Vacina da Janssen: segunda dose só em dezembro (a princípio)

O Sinpro lamenta profundamente a confusão que o governo Ibaneis vem fazendo com a vacinação contra Covid no Distrito Federal, enviando instruções contraditórias com relação ao procedimento.

Em 16 de novembro deste ano, o ministério da Saúde divulgou nota técnica informando que “quem tomou [o imunizante] da Janssen completará o esquema vacinal. Embora seja de dose única, compete a nós [Ministério da Saúde] as definições. A pessoa tomará duas doses, em um intervalo de dois meses. A Janssen chegou em junho/julho, então estamos no tempo esperado”. 

Logo, quem havia tomado a dose única da Janssen deve tomar uma segunda dose, pois o esquema vacinal desse imunizante contempla duas doses, desde o dia 16 de novembro e em virtude de portaria do ministério da Saúde. E, por ser segunda dose, ela deverá ser, obrigatoriamente do mesmo imunizante, conforme já informamos aqui, com orientações do instituto Butantan .

Ocorre que não há novas doses disponíveis da vacina da Janssen, e o ministério da Saúde prevê que a disponibilidade desse imunizante ocorra apenas na segunda quinzena de dezembro (que é também a quinzena do fim de ano e dos feriados, logo eventuais atrasos são mais do que esperados.)

Em virtude disso, o Sinpro orienta seus filiados e filiadas que tomaram vacina da Janssen que aguardem até que a situação seja normalizada. Não adianta correr até o posto de saúde para tomar uma vacina que simplesmente não está disponível nos estoques do Distrito Federal.

É necessário aguardar até que o GDF se organize e entenda tudo o que está acontecendo, e tão logo a situação seja normalizada, informaremos aqui.

2ª CONAPE DEBATE O PAPEL DA EDUCAÇÃO DO DF NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O Sinpro convida a comunidade escolar do Distrito Federal a participar da Conferência Livre da 2.ª Conferência Distrital Popular de Educação (Conape), que será realizada no dia 27 de novembro, às 8h30, pela plataforma do Zoom. Trabalhando com o tema A educação contra o feminicídio, a Conferência pretende discutir o papel da educação do Distrito Federal no enfrentamento à violência contra a mulher, um tema necessário e importante.

 Para falar um pouco mais sobre o tema foram convidadas Mônica Caldeira, da Secretaria de Assuntos e políticas para as Mulheres Educadoras do Sinpro, que falará um pouco sobre o histórico do Escola sem Partido; da professora doutora Aldenora Conceição de Macedo, que falará sobre o Projeto Juntes: Relações saudáveis na adolescência, uma das 10 propostas mais engajadoras e criativas pelo Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica – 2021; e a diretora do Sinpro e secretária das relações de gênero da CNTE, Berenice D’Arc, que abordará como tem sido a luta e o papel da CNTE na implementação de uma educação antissexista, feminista, contra o machismo e antirracista.

Ao final destas falas haverá a apresentação de movimentos de mulheres do DF, onde darão sua opinião sobre esta questão. “É preciso ter a compreensão de que você não combate o feminicídio e não enfrenta a violência contra a mulher sem uma educação, de fato, enraizada, profunda e que comece na educação infantil. A discussão sobre este tema é fundamental e necessária”, salienta a diretora do Sinpro, Vilmara do Carmo.

As inscrições para a Conape podem ser feitas pelo link https://forms.gle/QHanzNNiHrGJ6sj77.  

 

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA COMUNIDADE ESCOLAR PARTICIPAR DA II CONAPE DISTRITAL

O Sinpro-DF convida a comunidade escolar – integrantes ou não da carreira do magistério – para participar da II Conferência Nacional Popular de Educação – Etapa Distrital (II Conape Distrital). As inscrições estão abertas e prosseguem assim até o dia 1º de dezembro. Para fazer a inscrição, clique no link a seguir: https://sinpro25.sinprodf.org.br/2a-conape-distrital/

 

A II CONAPE Distrital será realizada virtualmente, pela plataforma Zoom, no dia 3 de dezembro nos horários matutino e vespertino. Terá uma análise da conjuntura educacional e será debatido o texto base da CONAPE 2022 durante as Plenárias de Eixos. Confira no final desta matéria a programação completa, o Regimento e o texto de referência.

 

Os(as) participantes serão divididos(as) em seis grupos, pertencentes aos seis eixos temáticos, de forma aleatória, pela plataforma Zoom. Por isso, é necessário que a categoria e demais participantes se organizem para apresentar as emendas ao texto base de forma que enviadas até o dia 1º de dezembro para o e-mail conapedistristal2021@sinprodf.org.br.

No fim do evento, será eleita a delegação que participará da Conape Nacional, em julho de 2022, que acontecerá em Natal, Rio Grande do Norte.

 

Clique aqui para acessar o Regimento 

 

Clique aqui para acessar o texto-base (ou texto de referência)

 

Programação da II Conape Distrital (abaixo)

Data: 3 de dezembro de 2021

Horário: manhã e tarde

 

8h – Saudação de abertura e apresentações culturais

8h15 – Mesa de abertura/Falas do FDE, entidades e autoridades convidadas.

Coordenador de mesa – Júlio Barros 

 

9h – Mesa aprovação do Regimento

Coordenadorxs de mesa: Clerton Oliveira Evaristo e Valesca Rodrigues Leão 

 

9h30 – A CONAPE e os desafios para os trabalhadores em educação no cenário atual

Heleno Manoel G. Araújo Filho

Presidente da CNTE      

 

Mesa de conjuntura Educacional no Distrito Federal

Rosilene Corrêa Lima – Diretora do Sinpro e da CNTE

Gabriel Magno Pereira Cruz – Diretor da CNTE

Berenice Darc Jacinto – Diretora do Sinpro e da CNTE

Coordenadorxs de mesa – Melquisedek Aguiar Garcia e Magnete Barbosa Guimarães             

     

 

11h30 – Mesa de apresentação do documento base da 2ª CONAPE

Luiz Dourado

Professor Titular Emérito da UFG, Diretor da Anpae e membro do FNPE

Coordenadora de mesa – Ana Cristina de S. Machado

12h – Intervalo para almoço

14h – Plenária de Eixos (6 salas)

EIXO I – DÉCADAS DE LUTAS E CONQUISTAS SOCIAIS

E POLÍTICAS EM XEQUE: O GOLPE, A PANDEMIA E OS

RETROCESSOS NA AGENDA BRASILEIRA

Ana Cristina de S. Machado e  Clerton Oliveira Evaristo

 

EIXO II – PNE, PLANOS DECENAIS, SNE, POLÍTICAS

SETORIAIS E DIREITO À EDUCAÇÃO

 Natália de Souza Duarte e Anderson de Oliveira Corrêa   

 

EIXO III – EDUCAÇÃO, DIREITOS HUMANOS E DIVERSIDADE:

JUSTIÇA SOCIAL E INCLUSÃO

Vilmara Pereira do Carmo e Carlos de Souza Maciel  

 

 

EIXO IV – VALORIZAÇÃO DOS/AS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO:

FORMAÇÃO, CARREIRA, REMUNERAÇÃO E CONDIÇÕES

DE TRABALHO E SAÚDE

Maria Elineide Rodrigues da Cruz e Elbia Pires de Almeida  

 

EIXO V – GESTÃO DEMOCRÁTICA E FINANCIAMENTO

DA EDUCAÇÃO: PARTICIPAÇÃO, TRANSPARÊNCIA E

CONTROLE SOCIAL

Melquisedek Aguiar Garcia e  Monica Caldeira Schimidt      

 

EIXO VI – CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE NAÇÃO SOBERANA

E DE ESTADO DEMOCRÁTICO EM DEFESA DA DEMOCRACIA,

DA VIDA, DOS DIREITOS SOCIAIS, DA EDUCAÇÃO E DO PNE

Magnete Barbosa Guimarães e Maria Luiza Pinho Pereira

 

16h – Plenária final: Destaques dos Eixos

Vilmara Pereira do Carmo

Valesca Rodrigues Leão                        

 

17h – Eleição dos/das delegados

 

 

17h40 – Momento Cultural

17h45 – Encerramento da II Conape Distrital.

 

 

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