Sinpro elabora proposta de calendário e solicita que escolas o enviem à SEE-DF

 

A categoria sabe que, tradicionalmente, o calendário escolar do ano vindouro é definido em diálogo entre o Sinpro e a Secretaria de Educação, de setembro a outubro. Acontece que, este ano, embora o fim do ano esteja próximo, a SEE-DF não estabeleceu diálogo algum sobre o tema e, portanto, não há definições até o presente momento.

A diretoria do Sindicato tem sido muito demandada pela categoria e pela comunidade escolar como um todo, que, com razão, precisam se organizar para o fim de ano e para a retomada de atividades em 2022. Ao mesmo tempo, o Sinpro busca insistentemente o governo, sem retorno. Algumas reuniões foram marcadas para dar encaminhamento à demanda, mas todas acabaram canceladas pela SEE-DF.

Diante da situação, o Sinpro elaborou uma proposta de calendário e sugere às escolas que a enviem à SEE-DF, via SEI, para que a definição aconteça o quanto antes e os profissionais de Educação, assim como as famílias dos estudantes, possam se organizar.

>> Acesse aqui a proposta de calendário escolar para 2022, feita pelo Sinpro-DF 

VOCÊ SABIA QUE PODE INVESTIR EM CULTURA SEM PAGAR NADA? VEJA COMO

A Plataforma Valeu!, em parceria com o Sinpro, vem realizando uma campanha de direcionamento de um percentual do Imposto de Renda para o incentivo à cultura. A ideia é direcionar 6% do IR Devido das Pessoas Físicas para a área cultural, amparado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91).

A Receita Federal indica que os contribuintes que declararam em 2018 pelo modelo completo alcançaram a soma de R$ 125 bilhões de imposto devido. Se todos doassem a parcela de 6%, seria alcançada a cifra de R$ 7,5 bilhões para projetos culturais.

Diante disto, a plataforma foi criada para que artistas, jornalistas, radialistas, sindicalistas e formadores de opinião se unissem a este propósito. O investimento em cultura movimenta toda a cadeia produtiva das artes e ajuda a manter o dinheiro na economia local. Os 6% do IR Devido, investido em cultura, é a única parcela do imposto que o cidadão sabe para onde está sendo direcionado, podendo acompanhar os resultados.

 

Como participar

Para participar, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais deverão acessar o site www.valeu.art, clicar no cartaz correspondente ao projeto. Um cadastro será aberto solicitando informações, como nome, CPF, endereço de e-mail e o valor de investimento. No cadastro há diversas opções de valores e formas de pagamento, inclusive o PIX. Cada projeto tem uma conta bancária ou um PIX diferente. Logo após a conclusão do investimento, a plataforma emite UM Recibo de Mecenato direto para o e-mail informado no cadastro que o(a) professor(a) ou orientador(a) preencheu (este recibo tem valor fiscal e dá direito a restituição).

Importante ressaltar que o valor, a título de incentivo com valor fiscal, permite ao(à) contribuinte deduzir 100% de sua contribuição na Declaração do Imposto de Renda, ou seja, o que você investir, você recebe de volta. Quando há restituição, esta é feita corrigida pela taxa Selic. A proposta é promover cultura sem gastar nada, apenas com a decisão política de redirecionar uma despesa.

Faça parte desta campanha e vamos, juntos(as), lutar pela cultura brasileira. Investir em cultura é legal. Investir em cultura é resistência!

Clique aqui e confira o vídeo explicativo

 

Vacinação: Dose de reforço pra quem tem 40 anos a partir de 26/11

Se você tomou a segunda dose de vacina contra Covid (qualquer marca) há pelo menos cinco meses e tem mais de 40 anos, tá na hora de voltar ao postinho: o governo do Distrito Federal anunciou que a partir desta sexta-feira, 26 de novembro, já está liberada sua dose de reforço.

E não pense que só porque tomou dose única da Janssen você escapa dessa: se você se vacinou com esse imunizante há pelo menos cinco meses,  tem que visitar o postinho de novo: essa dose é pra você também, mas só em dezembro. É que tem que esperar outra remessa dos imunizantes da Janssen chegarem pra iniciar a vacinação.

“O Ministério da Saúde informou que a previsão de envio da dose de reforço da Janssen deve ser na segunda semana de dezembro. O DF fica no aguardo desse envio para iniciar esse reforço a todos que receberam a dose única da Janssen”, informou o diretor de Vigilância Epidemiológica, Fabiano dos Anjos, à Agência Brasília. Nesse caso, quem tomou a Janssen receberá a segunda dose da vacina. Conte mais cinco meses e, aí sim, você tomará a sua dose de reforço.

Diferença entre dose de reforço e terceira dose

É importante entender a diferença entre dose de reforço e terceira dose.

Todas as vacinas contra Covid atualmente disponíveis devem ser ministradas em duas doses da mesma substância – a partir de agora, até mesmo a Janssen, que até então era vacina de dose única, deverá ser ministrada em duas doses com intervalo de dois meses.

Segundo informa o Instituto Butantan, “a terceira dose é quando uma pessoa toma três doses de um mesmo tipo de vacina. No reforço, a composição do imunizante contra a Covid-19 não deve ser a mesma, mas uma atualização feita a partir das novas variantes em circulação do SARS-CoV-2, como acontece todo ano com a vacina da gripe, atualizada com as novas mutações do vírus.”

Os números da Covid estão caindo bruscamente no DF e em todo o Brasil, graças à vacinação. Não vacila, se vacina! Faça a sua parte!

Sinpro cobra concurso para viabilizar espanhol nas escolas públicas

Antes do fim do ano, a língua espanhola constará como obrigatória na grade curricular das escolas públicas do DF, para estudantes do ensino médio. A obrigatoriedade da matéria se deve à Proposta de Emenda à Lei Orgânica (Pelo) nº 37, do deputado Reginaldo Veras (PDT). Entretanto, para o Sinpro-DF, essa alteração só será possível com realização de concurso público para a Educação.

“Espanhol é um dos idiomas mais falados no planeta; o Brasil faz fronteira com países que falam espanhol; e o Enem coloca esse idioma como uma das opções na prova de línguas. Essas são algumas questões que mostram a necessidade de oferecer aos estudantes das escolas públicas a oferta do idioma espanhol no ensino regular. Entretanto, o quantitativo de professores que lecionam essa matéria atualmente é ínfimo para o que propõe a alteração na lei”, afirma o dirigente do Sinpro-DF Cláudio Antunes.

Neste mês de novembro, o Governo do Distrito Federal nomeou 337 professores(as) que estavam no banco do último concurso público realizado para a carreira do magistério público, homologado em 2017. Desse grupo, 18 são da especialidade Espanhol. “Com essa nomeação, o banco reserva foi zerado. Pode ser que seja gerada uma espécie de resíduo de candidatos aguardando convocação, pois alguns dos atuais convocados utilizaram o direito de pedir o chamado ‘final de fila’, que está previsto na lei complementar (número) 840/11. Mas se chamado algum professor, será muito pouco”, avalia Antunes.

Segundo o dirigente do Sinpro-DF, o necessário é a realização de novo concurso para a educação pública do DF. “Nós do Sinpro estamos com a campanha ‘A Educação pede socorro: concurso público já para professores e orientadores educacionais’. Isso porque somente com concurso público poderemos suprir a necessidade da rede pública de ensino e realizar uma educação de qualidade, laica, autônoma. E a nossa pauta viabiliza também justamente o que propõe a lei que torna obrigatório o ensino da língua espanhola para o ensino médio”, afirma Cláudio Antunes. A Secretaria de Educação disse que já foi pedida autorização à Secretaria de Economia para a realização de novo concurso para o magistério público, mas, até agora, a pasta da Economia ainda não autorizou o certame.

Desmonte
Em 2005, o presidente Lula sancionou a Lei 11.161, que tornou obrigatória a oferta da língua espanhola nos currículos plenos do ensino médio. Entretanto, o governo Bolsonaro retirou a obrigatoriedade do idioma da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), tornado-o optativo com o Novo Ensino Médio.

O retorno da língua espanhola como obrigatória na LDB também é pleiteado em nível federal. No Senado Federal, pelo menos duas propostas requerem essa modificação. Uma delas é o PL 3.059/2021, do senador Humberto Costa (PT-PE). O outro é o PL 3.036/2021, do senador Flávio Arns (Podemos-PR).

Tramitação
A Proposta de Emenda à Lei Orgânica (Pelo) nº 37, que insere a língua espanhola como obrigatória na grade curricular das escolas públicas do DF, já foi aprovada em dois turnos na CLDF e só depende da promulgação presidente da Casa, deputado Rafael Prudente (MDB). Cabe ao Poder Executivo a regulamentação da proposta.

Pó de Giz – Sinpro pede urgência na entrega de documentação para os que estão na lista

O Sinpro, por meio da Secretaria de Assuntos dos Aposentados, informa que muitos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) que estão na lista dos contemplados(as) em um processo denominado “Pó de Giz” não entregaram a documentação necessária no escritório Riedel, Resende e Advogados Associados. Diante disto pedimos urgência na entrega desta documentação, pois, caso contrário, os(as) contemplados(as) na ação poderão ter prejuízos financeiros.

O sindicato, em substituição processual aos(às) sindicalizados(as), obteve êxito na liberação de valores para professores(as) aposentados(as) até 1991, decorrente de um processo do “Pó de Giz”. Em 1992, o escritório Riedel ajuizou ação coletiva em favor dos(as) professores(as) aposentados(as), pleiteando a extensão do direito ao recebimento da Gratificação de Regência de Classe. Essa gratificação é um benefício instituído pela Lei nº 202/91 aos(às) professores(as) que atuavam em atividade de regência de classe, ou seja, dentro de sala de aula nas unidades de ensino do Distrito Federal.

O processo se encontra em fase de execução e se faz necessária a atualização de documentação para o devido prosseguimento da ação, assim como para o cabível pleito dos valores remanescentes. Desta forma, solicitamos especificamente a estes professores listados que, para mais informações, entrem em contato com o departamento jurídico Sinpro-DF nos números: 3343-4200/ 3562-4011 / 3384-8476 / 3556-9105 / 3388-5144 (Sinpro) e no 3034-8888 (Escritório Riedel).

Os(as) professores(as) que constam da lista podem enviar os documentos  solicitados  para o e-mail gizsinpro@riedel.com.br ou entregá-los presencialmente de Segunda a sexta-feira das 15h às 17h, no escritório Riedel, Resende e Advogados Associados, no seguinte  endereço: SCN Quadra 02, Bloco D, Torre A, 13° andar, Liberty Mall –  Asa Norte – Brasília/DF – Telefone: 3034 – 8888. O escritório Riedel está fazendo contato por telefone com os professores e professoras contemplados para informar do benefício e recolher os documentos necessários.

A coordenadora da Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro, Silvia Canabrava, lembra que o Sinpro alerta para que a categoria não caia no golpe telefônico. “O sindicato e os advogados, em nenhum momento, solicitam depósitos, PIX ou transferências para que as pessoas recebam valores referentes a precatórios. Confira se seu nome está na lista e encaminhe a documentação imediatamente”.

Clique aqui e confira a lista. 

Xô, Covid! Viva a vacina!

Joga no Google “Novos casos de Covid no DF”. Vai aparecer uma série de dados e gráficos, mas vamos destacar aqui alguns detalhes dessas informações, atualizadas em 23 de novembro (imagem abaixo): foram 517 mil casos de Covid do DF do início da Pandemia até agora, e em 24 horas, tivemos apenas 97 novos registros.

Outro detalhe: em 8 de outubro deste ano (gráfico à esquerda), também num intervalo de 24 horas, tivemos 1.052 casos. Observe no gráfico que, depois dessa data, os novos casos diários foram ladeira abaixo e chegamos, ao final de novembro, com apenas nove mortes em 24 horas (do total de 11.013 desde o início da pandemia).

Por que a queda tão drástica desses números?

Acertou quem respondeu “vacina”! O vacinômetro da Secretaria de saúde do DF, informa que, até 24 de novembro, 74,52% da população vacinável (maiores de 12 anos) do nosso querido quadradinho já tomou as duas lindas agulhadas no braço. A terceira agulhada no braço começa amanhã, 26/11, pra quem tem mais de 40 anos e tomou a D2 há mais de 5 meses.

Os números não mentem: vacinação é a solução. Xô, Covid! Vacina logo!

E lembre-se: o passaporte de vacinação vem aí! Tenha sempre em mãos sua caderneta de vacinação em dia (ou emita seu certificado no app do SUS direto no seu celular).

Pode acreditar: vacina é legal, e funciona! Os números não mentem jamais!

Sinpro conquista nova vitória para professores que tiveram que se afastar por problemas de saúde

O Sinpro, por meio da Secretaria de Assuntos Jurídicos, conquistou mais uma importante vitória para a categoria. Uma professora foi surpreendida pelo corte da Gratificação de Atividade de Alfabetização (GAA) em seu contracheque durante período de restrição médica. Ao tomar conhecimento, a educadora entrou em contato com o sindicato e foi ajuizada uma ação para restabelecer o pagamento da GAA.

Segundo o advogado Lucas Mori, a Justiça entendeu que a restrição médica na qual a professora estava passando não poderia resultar em redução de salário, determinando a imediata implantação da Gratificação e o pagamento dos valores retroativos. Os valores deverão ser corrigidos pelo IPCA-E, índice adequado a captar a variação de preços da economia, acrescido de juros.

É importante salientar que durante a pandemia do novo Coronavírus e diante de toda pressão sofrida pela categoria, que teve que se reinventar para se adequar ao ensino virtual e posteriormente ao ensino híbrido, muitos(as) tiveram problemas de saúde, tendo que se afastar para tratamento médico. A decisão da Justiça no caso desta professora mostra coerência com o momento que passamos e, principalmente, garante um direito conquistado por lei. “Esta é mais uma vitória da categoria, demonstrando que mesmo nas situações em que o professor precisa se afastar por questão de saúde para se recuperar e manter sua qualidade de vida, ele será resguardado em relação ao seu salário, por ser um direito garantido a ele. O sindicato trabalhará constantemente para que este direito seja respeitado”, afirma o diretor do Sinpro, Dimas Rocha.

O Sinpro informa que todos(as) aqueles(as) que passaram por situação semelhante podem procurar o jurídico para ajuizar uma ação.

Deputado bolsonarista invade escola na Cidade Estrutural para censurar trabalhos de estudantes

Celebrada no dia 20 de novembro, a Consciência Negra motivou trabalhos pedagógicos e artísticos nas escolas do Distrito Federal, como acontece todos os anos. Porém, no CED 01 da Cidade Estrutural, que é uma escola militarizada, o que deveria ter sido mais uma prática de ensino-aprendizagem e reflexão trouxe um episódio de arbitrariedade e autoritarismo contra o professor e as gestoras da escola.

Nas turmas de oitavo e nono anos do ensino fundamental, os estudantes foram convidados por seu professor de História a expressarem reflexões e sensações que o Dia da Consciência Negra lhes traz através de charges encontradas, principalmente, pela internet. Os jovens atenderam ao chamado e um mural na área comum da escola exibiu os resultados desse trabalho. A prática não é nova, não é exclusiva do CED 01 e costuma dar bons resultados na construção de diálogo e trocas entre os estudantes e deles com seus professores e professoras.

O tenente que ocupa o cargo de diretor disciplinar da escola, incomodado com alguns dos trabalhos, que abordavam a violência ou mesmo a abordagem policial em relação à população negra, solicitou à vice-diretora, professora Luciana Pain, que esses trabalhos fossem retirados dos murais. “Nossa escola está situada numa região de periferia, a maioria de nossos estudantes é negra. Eles falaram do que eles vivem na pele, não podemos cerceá-los!”, considerou Luciana, que se recusou a obedecer à solicitação do tenente.

O caso ganhou as redes sociais, e a escola, sua equipe gestora e o professor que propôs o trabalho foram questionados por pessoas que sequer pisaram ali. Um texto que questionava os trabalhos trazia a emblemática frase: “a imagem tanto de policiais como da própria instituição estão sendo covardemente atacadas e denegridas numa tentativa de levar à sociedade de que a corporação é racista” (sic).

Em visita à escola, o coronel Alexandre Ferro, subsecretário das escolas em gestão compartilhada da Secretaria de Segurança Pública do DF, não viu problema algum no trabalho dos estudantes. Assim, a polêmica iniciada pelo tenente foi encerrada e os trabalhos foram mantidos onde estavam.

Arbitrariedade

Acontece que em plena quarta-feira, dia de grande volume de trabalho na Câmara Federal, o deputado federal bolsonarista Heitor Freire, do PSL do Ceará, foi até o CED 01, motivado pelos vídeos que haviam circulado nas redes, envoltos no discurso de ódio tão característico desse setor. Ele invadiu o local acompanhado de uma assessora, não se apresentaram ao corpo pedagógico da escola, e filmaram a vice-diretora sem autorização dela. O parlamentar também tentou intimidar a professora e fez ameaças do tipo “você vai cair” quando ela lhe informava qual o procedimento formal para registrar reclamações e questionamentos.

Na manhã desta quinta-feira, 25, a comunidade escolar se manifestou num ato em apoio à vice-diretora Luciana Pain, que foi firme na defesa da autonomia didático-pedagógica da escola e do colega responsável pelos trabalhos em questão, bem como na defesa da liberdade de expressão dos estudantes. O ato também se solidarizou pelo constrangimento causado pelo parlamentar, que, numa atitude que pode indicar abuso de autoridade, desrespeitou a professora, seu trabalho e a comunidade escolar do CED 01 como um todo. “Não aceitaremos mordaça”, afirmou Luciana.

A diretora do Sinpro Márcia Gilda, da Secretaria de Raça e Sexualidade, lembra que as charges não compunham uma mostra para a comunidade escolar, mas sim, expunham para o interior da escola, para os próprios alunos, o resultado de um trabalho deles. Entretanto, a ação do tenente tirou os trabalhos de seu contexto e fez com que eles percorressem as redes sociais assim, descontextualizados: “Foram abordadas todas as injustiças e dificuldades enfrentadas pelo povo negro no Brasil, inclusive a violência policial”, destaca Márcia. “O CED 01 está cumprindo seu papel para uma educação transformadora, pois o projeto reverberou, colocou o dedo na ferida, escancarou tanto a realidade quanto a hipocrisia que não quer tratar do tema do racismo”, completa ela.

O trabalho pedagógico desenvolvido nas aulas não foi uma ação isolada da escola na celebração do Dia da Consciência Negra. Em evento no sábado dia 20, apresentou-se uma roda de capoeira, estudantes recitaram poesias e as jovens tiveram seu cabelo trançado por uma estudante queniana do período noturno.

Os dados não mentem

O conteúdo que tanto incomodou o tenente e o parlamentar, entretanto, não está em desacordo com a realidade. Os dados da 15ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que, em 2020, foram mortas em intervenções policiais 6.416 pessoas. Dentre elas, 78,9% eram negras. Em 2019, ainda segundo o FBSP, 79% dos mortos pela polícia eram pessoas negras.

“Com esses dados, podemos mostrar que não é um viés racial, não é excesso de uso da força, não é violência policial letal acima do tolerado, é racismo. Quando analisamos a violência policial, nós não conseguimos contabilizar abordagens violentas, espancamentos, humilhações do dia a dia, mas conseguimos contar os corpos empilhados nessas ações”, disse, em nota, a coordenadora da Rede de Observatórios da Segurança e do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, Silvia Ramos ao portal da Agência Brasil, agência de notícias vinculada à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

“Não adianta querer fechar nossos olhos, os dados estão aí. É preciso que nos preocupemos com a solução para esses índices em vez de negá-los”, aponta Márcia Gilda. “O trabalho dos estudantes incomodou por ter partido de uma escola de gestão compartilhada cívico-militar”, opina ela.

Militarização e mordaça

O Sinpro-DF, que acompanhou esse episódio no CED 01 da Estrutural desde o início, sempre questionou a proposta de militarização das escolas, e uma das preocupações fundamentais era a possibilidade de sobreposição dessa gestão compartilhada sobre a gestão democrática. A tentativa do diretor disciplinar do CED 01 de censurar os trabalhos dos estudantes é uma demonstração de que esse é mesmo um risco permanente.

A tentativa de intimidação do deputado bolsonarista contra a vice-diretora da escola, por sua vez, é um dos efeitos causados pelos defensores da mordaça, que sustentam um discurso de criminalização dos professores e professoras e sua atividade, colocando-os sob suspeição e sob a pecha de “doutrinadores”. Esse discurso abre caminho para arbitrariedades e até violências de todo tipo contra a categoria.             

Assista o vídeo da TV Sinpro sobre o trabalho proposto pelo professor por ocasião do Dia da Consciência Negra:

Pressão é definitiva para aprovar Semana do Cerrado no calendário escolar

Projeto de lei que insere a “Semana do Cerrado” no Calendário Letivo da Rede de Ensino do Distrito Federal foi apresentado à Câmara Legislativa do DF, nessa terça-feira (23/11). De autoria do deputado Chico Vigilante (PT), a proposta é uma demanda do Grupo de Educadores Ambientais do DF, e se contar com o engajamento da sociedade, tem chances de passar a valer no ano que vem.

A ideia é de que a Semana do Cerrado seja realizada anualmente, de 5 a 11 de setembro, culminando com o Dia Nacional do Cerrado (11/09). Embora seja designada como uma atividade realizada durante sete dias, o projeto de lei prevê a preparação da ação ao longo de todo o ano. Pelo PL, a Semana do Cerrado consiste em uma série de iniciativas para informar e conscientizar sobre o bioma, por meio de painéis, seminários, palestras e outras ações educativas.

“Estamos vendo a destruição do Cerrado, bem como de todo o meio ambiente. Portanto, nada mais justo do que começar essa conscientização de preservação do nosso Cerrado nas escolas, fazendo efetivamente a orientação das crianças e dos adolescentes”, afirma o deputado Chico Vigilante.

O parlamentar comenta o crescimento da discussão sobre meio ambiente junto à sociedade brasileira e credita o fenômeno ao caos imposto pelas políticas antiambientalistas do governo federal.

“As coisas estão cada vez piores. Bolsonaro trata o meio ambiente do mesmo jeito que trata a pandemia. E aqui no DF também temos um cenário preocupante. Em um passado recente, tivemos racionamento de água. E isso é um reflexo do maltrato com o meio ambiente. Se não cuidarmos do nosso bioma, em um futuro breve, teremos um grave problema de abastecimento de água”, avisa.

Para dar consistência à execução da Semana do Cerrado, o projeto de lei que apresenta a iniciativa também propõe a “formação de professores e servidores da Secretaria de Educação, no sentido de aprofundar os conceitos e a execução de projetos de educação ambiental nas instituições de ensino”.

Conscientização
É comum ver o cidadão comum ser responsabilizado pelos graves (e às vezes irreversíveis) danos ao meio ambiente. Selecionar o lixo, reutilizar e reaproveitar tudo que for possível, reduzir o consumo de energia elétrica e de água são sim ações individuais importantes para a preservação do ecossistema. Entretanto, o grande vilão do meio ambiente no Brasil é o agronegócio, que atinge não só o Cerrado, mas todos os biomas do país. Aqui, o desmatamento promovido por esse seguimento é o maior motivador das emissões de dióxido de carbono (trampolim do efeito-estufa). Ao mesmo tempo, a principal força no Congresso Nacional para pressionar a flexibilização da proteção ambiental é justamente a bancada ruralista.

Não é de hoje que a também chamada “bancada do boi” tem força política. Entretanto, foi com Bolsonaro que o agronegócio deslanchou.

Enquanto o Brasil voltou ao Mapa da Fome, o agronegócio bateu recordes de lucro e exportações, com participação também recorde no PIB brasileiro. Números esses viabilizados por uma política que suspendeu os processos de reforma agrária, de demarcação de terras indígenas; que liberou como nunca antes agrotóxicos proibidos em outros países, e que abre caminho para todos os anseios de quem comanda o agronegócio.

O cenário caótico parece não ter saída. Mas para a educadora socioambientalista Iolanda Rocha é preciso apostar no processo de conscientização, objetivo central da educação.

“A escola fomenta uma discussão de responsabilidade, de conscientização. Trabalhamos, só no DF, com 683 escolas. Se todas as escolas começarem a promover a discussão sobre o Cerrado, quantas mil pessoas teremos ouvindo o Cerrado, trabalhando pelo Cerrado, cuidando do Cerrado? É claro que é um processo longo, mas traz impactos significativos, como a conscientização do voto, por exemplo”, afirma a professora da rede pública de ensino do DF.

No artigo “Cerrado: berço das águas celeiro da vida”, Iolanda Rocha lembra que, quando se trata de Cerrado, “mais de 50% da vegetação nativa já foi desmatada e substituída por monoculturas de soja e criação de gado”. “Em se tratando de agrotóxicos, mais de 600 milhões de litros de venenos estão sendo jogados a cada ano nas áreas do Cerrado. Pesquisas da Universidade Federal do Mato Grosso comprovam que os impactos sobre a saúde humana e a biodiversidade já são percebidos, inclusive devido à utilização de agrotóxicos proibidos no Brasil”, traz trecho do artigo.

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, ocupando quase toda Região Centro-Oeste. Ele está presente no DF e em 11 estados, e tem papel fundamental no abastecimento de água do Brasil.

Pressione
Para que a Câmara Legislativa do DF aprove o projeto de lei que insere a Semana do Cerrado no Calendário Letivo da Rede de Ensino do DF, é preciso que a sociedade pressione os parlamentares.

“Orientamos que toda nossa categoria participe dessa luta, enviando mensagens para os deputados da Câmara Legislativa cobrando a aprovação da proposta. Esse é um apelo que nós do Sinpro fazemos a toda sociedade. Sem meio ambiente não há vida. Precisamos iniciar agora ações mais conscientes, ou será tarde demais”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Letícia Montandon.

Após a apresentação à CLDF, realizada nessa terça-feira (23/11), o PL da Semana do Cerrado será distribuído às comissões de Meio Ambiente, de Educação e, posteriormente, à de Constituição e Justiça. Se aprovado em todos esses espaços, segue para a apreciação do plenário da Casa.

Confira abaixo os contatos e perfis no Instagram dos deputados e deputadas distritais e pressione!

Agaciel Maia
https://bit.ly/3jw6ruD

Arlete Sampaio
https://bit.ly/3yxazPe

Chico Vigilante
https://bit.ly/3BsOzam

Claudio Abrantes
https://bit.ly/3juyUkr

Daniel Donizet
https://bit.ly/2Y2tXaj

Delmasso
https://bit.ly/3yxBk6b

Eduardo Pedrosa
https://bit.ly/3yreywU

Fábio Félix
https://bit.ly/38sFT7j

Hermeto
https://bit.ly/2Y2u1H5

Iolando
https://bit.ly/3kAdstM

Jaqueline Silva
https://bit.ly/3jtscey

João Cardoso
https://bit.ly/3t1EFt6

Jorge Vianna
https://bit.ly/3Bx53yf

José Gomes
https://bit.ly/2V841sY

Júlia Lucy
https://bit.ly/2Wy33XL

Leandro Grass
https://bit.ly/38uUEGA

Martins Machado
https://bit.ly/3kJIUG7

Rafael Prudente
https://bit.ly/3jtPukE

Reginaldo Sardinha
https://bit.ly/38xztUg

Reginaldo Veras
https://bit.ly/3mPbCI4

Robério Negreiros
https://bit.ly/3yyvXDZ

Roosevelt Vilela
https://bit.ly/3kEkxJU

Valdelino Barcelos
https://bit.ly/3gLSLd6

A culpa é dele: Fora Bolsonaro – Calote nos precatórios gera prejuízos a servidores e à Educação

Você sabia que a Proposta de Emenda à Constituição dos Precatórios (PEC) nº 23/2021, também conhecida como PEC do Calote, prejudicará servidores(as) públicos(as) e aposentados(as) que ganharam, na Justiça, ações de revisão de salários e benefícios, que demoraram anos e anos para ser julgadas? Este é apenas um dos prejuízos que a PEC do Calote trará.

A Educação será outro setor prejudicado. Com os prejuízos impostos aos entes credores, as administrações terão que abrir mão de até 40% dos valores originais dos precatórios, como por exemplo os precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), se quiserem receber antecipadamente. A proposta propõe a transferência do pagamento de R$ 50 bilhões (do total de R$ 89,1 bilhões) em precatórios para 2023.

Com o dinheiro que deveria ser pago a quem espera anos e anos pelo que tem direito, Bolsonaro pretende bancar o substituto do Bolso Família, que o governo chama de Auxílio-Brasil, um investimento com dinheiro alheio para tentar vencer as eleições de 2022.

Diante de todos estes argumentos, o que você acha da PEC do Calote? A culpa é dele: Fora Bolsonaro!

 

A culpa é dele

A campanha “A culpa é dele”, do Sinpro-DF, foi lançada no dia 19 de junho, quando o Brasil ultrapassou o número de meio milhão de pessoas mortas pela Covid-19. O objetivo da campanha é explicar à população, de forma didática, que tanto as milhares de mortes causadas pelo vírus como o desemprego, a fome, a miséria, o desalento, a crescente da violência, o medo têm um culpado: o presidente da república Jair Bolsonaro.

No lançamento da campanha, foi exposta no viaduto da rodoviária do Plano Piloto uma faixa de mais de 30 metros de largura, com os dizeres: “Mais de 500 mil mortos. A culpa é dele. Fora Bolsonaro”. Poucos minutos após a abertura do material, a polícia militar, que segue diretrizes do governo local, impôs a retirada da faixa.

Diante da gravidade do cenário e da exaustão do povo brasileiro frente ao caos em que se encontra o Brasil, o Sinpro-DF deu continuidade à campanha, reabrindo, em diversos locais do DF, essa e outras faixas que denunciam a política anti-povo de Bolsonaro.

 

Ato contra a PEC 23

Em continuidade à agenda de pressão contra a PEC 23, a PEC do Calote, os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e trabalhadores(as) em geral realizam um ato nessa quinta-feira (25), às 10h, em frente ao Senado Federal. A pressão de cada um de nós é fundamental para que a PEC 23 não seja aprovada. Portanto, mantenha a pressão nos(as) deputados(as) pedindo para votarem contra. Se votar a favor, não volta!

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