Inscrições abertas para comunidade escolar participar da II Conape Distrital

O Sinpro-DF convida a comunidade escolar – integrantes ou não da carreira do magistério – para participar da II Conferência Nacional Popular de Educação – Etapa Distrital (II Conape Distrital). As inscrições estão abertas e prosseguem assim até o dia 1º de dezembro. Para fazer a inscrição, clique no link a seguir: https://sinpro25.sinprodf.org.br/2a-conape-distrital/

 

A II CONAPE Distrital será realizada virtualmente, pela plataforma Zoom, no dia 3 de dezembro nos horários matutino e vespertino. Terá uma análise da conjuntura educacional e será debatido o texto base da CONAPE 2022 durante as Plenárias de Eixos. Confira no final desta matéria a programação completa, o Regimento e o texto de referência.

 

Os(as) participantes serão divididos(as) em seis grupos, pertencentes aos seis eixos temáticos, de forma aleatória, pela plataforma Zoom. Por isso, é necessário que a categoria e demais participantes se organizem para apresentar as emendas ao texto base de forma que enviadas até o dia 1º de dezembro para o e-mail conapedistristal2021@sinprodf.org.br.

No fim do evento, será eleita a delegação que participará da Conape Nacional, em julho de 2022, que acontecerá em Natal, Rio Grande do Norte.

 

Clique aqui para acessar o Regimento 

 

Clique aqui para acessar o texto-base (ou texto de referência)

 

Programação da II Conape Distrital (abaixo)

Data: 3 de dezembro de 2021

Horário: manhã e tarde

 

8h – Saudação de abertura e apresentações culturais

8h15 – Mesa de abertura/Falas do FDE, entidades e autoridades convidadas.

Coordenador de mesa – Júlio Barros 

 

9h – Mesa aprovação do Regimento

Coordenadorxs de mesa: Clerton Oliveira Evaristo e Valesca Rodrigues Leão 

 

9h30 – A CONAPE e os desafios para os trabalhadores em educação no cenário atual

Heleno Manoel G. Araújo Filho

Presidente da CNTE      

 

Mesa de conjuntura Educacional no Distrito Federal

Rosilene Corrêa Lima – Diretora do Sinpro e da CNTE

Gabriel Magno Pereira Cruz – Diretor da CNTE

Berenice Darc Jacinto – Diretora do Sinpro e da CNTE

Coordenadorxs de mesa – Melquisedek Aguiar Garcia e Magnete Barbosa Guimarães             

     

 

11h30 – Mesa de apresentação do documento base da 2ª CONAPE

Luiz Dourado

Professor Titular Emérito da UFG, Diretor da Anpae e membro do FNPE

Coordenadora de mesa – Ana Cristina de S. Machado

12h – Intervalo para almoço

14h – Plenária de Eixos (6 salas)

EIXO I – DÉCADAS DE LUTAS E CONQUISTAS SOCIAIS

E POLÍTICAS EM XEQUE: O GOLPE, A PANDEMIA E OS

RETROCESSOS NA AGENDA BRASILEIRA

Ana Cristina de S. Machado e  Clerton Oliveira Evaristo

 

EIXO II – PNE, PLANOS DECENAIS, SNE, POLÍTICAS

SETORIAIS E DIREITO À EDUCAÇÃO

 Natália de Souza Duarte e Anderson de Oliveira Corrêa   

 

EIXO III – EDUCAÇÃO, DIREITOS HUMANOS E DIVERSIDADE:

JUSTIÇA SOCIAL E INCLUSÃO

Vilmara Pereira do Carmo e Carlos de Souza Maciel  

 

 

EIXO IV – VALORIZAÇÃO DOS/AS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO:

FORMAÇÃO, CARREIRA, REMUNERAÇÃO E CONDIÇÕES

DE TRABALHO E SAÚDE

Maria Elineide Rodrigues da Cruz e Elbia Pires de Almeida  

 

EIXO V – GESTÃO DEMOCRÁTICA E FINANCIAMENTO

DA EDUCAÇÃO: PARTICIPAÇÃO, TRANSPARÊNCIA E

CONTROLE SOCIAL

Melquisedek Aguiar Garcia e  Monica Caldeira Schimidt      

 

EIXO VI – CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE NAÇÃO SOBERANA

E DE ESTADO DEMOCRÁTICO EM DEFESA DA DEMOCRACIA,

DA VIDA, DOS DIREITOS SOCIAIS, DA EDUCAÇÃO E DO PNE

Magnete Barbosa Guimarães e Maria Luiza Pinho Pereira

 

16h – Plenária final: Destaques dos Eixos

Vilmara Pereira do Carmo

Valesca Rodrigues Leão                        

 

17h – Eleição dos/das delegados

 

 

17h40 – Momento Cultural

17h45 – Encerramento da II Conape Distrital.

 

Atenção para novas datas do remanejamento interno

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que houve ampliação de prazos para o remanejamento interno. Atenção às novas datas:

Remanejamento Interno
ATENÇÃO PARA AS NOVAS DATAS

18/11 – Envio da lista de carências pelo(a) servidor(a);

19/11 – Resultado preliminar do RI;

20 a 23/11 – Período de recursos;

26/11 – Resultado final do RI.

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

Chácara do Professor recebe 5 mudas de baobás

A Chácara do Professor, do Sinpro, recebeu na manhã da última sexta-feira (12/11) o plantio de cinco mudas de baobás, em comemoração ao mês da consciência negra. O evento foi promovido pela Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro, e contou com a presença de Joseanes Ribeiro e Margareth Rose, da Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno (FMNDFE), além de Jacira Silva, do Coletivo de Mulheres Negras Baobá, do Professor Nelson Inocencio, do Núcleo de estudos Afrobrasileiros da Universidade de Brasília, e da professora Neide Rafael, especialista em relações étnico raciais. e contou também com a presença de André Lúcio Bento, especialista em Cultura Afro-Brasileira e Africana pela UFG.

O Baobá é o símbolo da África. Está presente em diversas regiões do continente Negro. Para muitos povos africanos, os Baobás são símbolo de ancestralidade, locais de aprendizagem, pois é à sombra dessa árvore o Baobá que os mestres griô transmitem os valores e saberes ancestrais aos mais novos.

O baobá também surge como o princípio da conexão entre o mundo material e sobrenatural: uma das versões do mito da criação do mundo relata que foi através do Òpó-orun-oún-àiyé – o pilar, simbolizado pelo baobá, que une o mundo transcendente ao imanente – que os deuses primordiais chegaram ao local aonde deveriam iniciar o processo de criação do espaço material.

No Brasil, essas árvores frondosas representam resistência dos povos escravizados. Sua presença é marcante nos locais de maior ocupação negra no período escravocrata. E isso demonstra a ligação entre os africanos, trazidos para cá à força, e suas origens.

Cinco exemplares dessa árvore repleta de simbolismos foram plantados na Chácara do Professor na última sexta-feira. Seguindo a tradição africana, receberam nomes de cinco frondosas mulheres negras:

Dandara: líder feminina do Quilombo dos Palmares, em Alagoas, companheira de Zumbi e uma das principais dirigentes influentes nas decisões políticas em prol da abolição. Esse baobá foi plantado por André Bento.

Carolina Maria de Jesus: ex-catadora de papel, moradora da favela do Canindé, em São Paulo. Escritora, teve o livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, lido em mais de 40 países. Baobá plantado por Neide Rafael.

Tia Ciata: cozinheira, baiana de Santo Amaro da Purificação, defensora da cultura afrobrasileira, levou o samba de roda para o Rio de Janeiro. Emprestava sua casa para reuniões de artistas que criaram o samba carioca. Árvore plantada por Nelson Inocêncio.

Maria Firmina dos Reis: maranhense, primeira romancista brasileira e primeira mulher negra a publicar um romance, “Úrsula’’ (1859), no Brasil, em todos os países de Língua Portuguesa e em toda a América Latina. Pioneira na crítica antiescravagista. Esse baobá foi plantado por Jacira Silva.

Elza Soares: cantora e compositora carioca, com várias premiações nacionais e internacionais, foi eleita Melhor Cantora do Milênio pela Rádio BBC, de Londres (1999), e considerada uma das 100 maiores vozes da Música Popular Brasileira (MPB) pela revista Rolling Stone Brasil. Baobá plantado por Margareth Rose.

“Queremos, com o recanto dos baobás, valorizar nossa história afrodescendente e criar, na Chácara do Professor, um espaço de aprendizagem. Vamos receber alunos, dialogar e refletir sobre nossa afrodescendência e sobre a história do povo negro, que construiu o nosso país”, disse Márcia Gilda, Diretora do Sinpro e Coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade.

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

TV Sinpro aborda os impactos da pandemia nas escolas públicas do DF

A TV Sinpro dessa quarta-feira (17), às 16h30, vai falar sobre os impactos da pandemia nas escolas públicas do Distrito Federal. O tema é consonante à pesquisa realizada pelo Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação – UnB, em parceria com o Sinpro-DF e outras entidades, intitulada Educação Básica Pública do Distrito Federal em tempos de Pandemia de Covid-19, que pretende conhecer questões referentes aos aspectos pedagógicos, administrativos, tecnológicos e sanitários vivenciados na escola durante o ano letivo de 2020.

Para abordar um tema tão importante e necessário neste cenário que estamos vivendo, participarão da TV Sinpro a diretora do Sinpro Berenice D’Arc e a professora da Faculdade de Educação da UnB e coordenadora do Observatório de Educação Básica da FE-UnB, Edileuza Fernandes Silva.

A pesquisa é relevante porque estamos há quase dois anos de uma pandemia, em que as escolas de educação básica pública tiveram que reorganizar seu trabalho. “Esta pesquisa focará no ensino remoto em 2020, especificamente, com o objetivo de nos oferecer informações e dados para que possamos compreender como as escolas conseguiram organizar seu trabalho pedagógico, o trabalho da gestão, das equipes gestoras, o diálogo com a comunidade e desenvolver seu trabalho”, analisa a professora doutora Edileuza Fernandes.

A transmissão será ao vivo pelas redes digitais do Sinpro-DF (Youtube, Facebook, Instagram, Twitter) e pela TV Comunitária, no Canal 12 da Net e redes digitais (YouTube, Instagram, Facebook, Twitter). As reprises na TVCom são na quinta 7h30; sexta 8h; sábado 13h e 22h30; domingo 21h; segunda 6h30 e 22h30; terça 22h; quarta 6h e 23h59.

Nomeação de professores é conquista, mas não anula necessidade de novo concurso

Na manhã desta terça-feira (16/11), foram nomeados 337 professores(as) aprovados(as) no concurso para a Carreira do Magistério homologado em 2016. A nomeação foi feita em cerimônia no Palácio do Buriti. Os nomes já foram publicados em edição extra do Diário Oficial desta terça.

A professora em regime de contratação temporária e dirigente do Sinpro-DF Carolina Moniz lembra que a nomeação dos aprovados é uma luta antiga do Sinpro-DF e, sobretudo, um dever do Estado.

“Desde 2016, o Sinpro-DF vem cobrando insistentemente a nomeação de todos os professores aprovados em concurso público. Finalmente saiu, mas a demanda em nossas escolas é muito maior hoje, e carecemos de mais servidores para atender nossos estudantes, em especial, com esse retorno presencial total determinado pelo governador. Por isso, seguiremos em luta por novos concursos imediatamente, conforme previsto em lei, pelo fortalecimento da nossa profissão professor. E vamos derrotar a PEC da corrupção no serviço público, a PEC 32, da reforma administrativa!”, afirma.

Com a nomeação dos 337 professores, fica zerado o cadastro reserva para a Carreira Magistério. Entretanto, o déficit de quadro permanente na Educação ainda permanece. Segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, nos últimos cinco anos, o saldo de vacâncias na Carreira do Magistério do DF é de, em média, 5,3 mil.

Ao mesmo tempo, dados desse ano da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) mostram que a rede pública de ensino tem 24.713 professores(as) efetivos(as) e 10.791 professores(as) em regime de contratação temporária. Ou seja, do total de 35.504 professores(as) em sala de aula, mais de 30% recebe salário menor, tem direitos fragilizados, não tem progressão salarial, não tem direito a afastamento remunerado para estudo, à licença prêmio, à licença servidor, e sequer tem direito de solicitar dispensa para acompanhar filho adoentado.

A carência de orientadores educacionais na rede pública de ensino do DF também é grave. Segundo dados de 2020 da SEEDF, apenas 1.132 orientadores(as) educacionais atendem 685 unidades escolares e 458.805 estudantes. De acordo com a portaria nº 14 de janeiro desse ano, a modulação imposta é de 800 estudantes para 1 pedagogo(a)-orientador(a) educacional. Desde 2016, apenas 723 orientadores(as) educacionais foram nomeados(as), sendo que a última convocação foi realizada em 2019.

Campanha
Para que haja uma educação sólida, é necessário que professores(as) e educadores(as) educacionais sejam estáveis, valorizados e autônomos. Estáveis para dar continuidade às relações didático-pedagógicas; valorizados para ter possibilidade aumentar o desempenho; e autônomos para que o exercício da docência e da orientação educacional não esteja submetido a interesses pessoais de terceiros.

Por isso, o Sinpro-DF lançou em outubro a campanha “A Educação pede socorro: concurso público já para professores e orientadores educacionais”.

Para dar corpo à ação, o Sinpro-DF opta, mais uma vez, pela participação ativa da categoria. “Vamos publicar em nossas redes sociais fotos de professores e professoras e orientadores e orientadoras educacionais segurando cartaz com a frase ‘Concurso público já para professores e orientadores educacionais’. Utilizamos essa estratégia em outras ações e o resultado é super positivo, pois nossas campanhas expressam a vontade da categoria, e por isso é importante que essa categoria se veja na ação”, explica coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.

Veja o passo a passo para participar da campanha “A Educação pede socorro: concurso público já para professores e orientadores educacionais”:

1 – Em uma cartolina ou outro tipo de papel tamanho grande, escreva: “Concurso público já para professores e orientadores educacionais”;

2 – Tire uma foto segurando o cartaz;

3 – Envie para o WhatsApp 99323-8131, com nome e, caso tenha, perfil nas redes sociais.

Dose de reforço: Sinpro cobra posição da SEEDF

No momento em que o ministério da Saúde anuncia a redução do intervalo da dose de reforço da vacina contra a Covid, o Sinpro está cobrando da SEEDF uma posição com relação à vacinação prioritária dos professores. O secretário executivo da pasta, instado pelo sindicato, informou que conversará com a secretaria de saúde.

O Ministério da Saúde deve recomendar nos próximos dias uma segunda dose da vacina da Janssen, que até então era ministrada em dose única. A segunda dose da vacina Janssen deverá ser ministrada dois meses após a primeira dose e, cinco meses depois, quem for vacinado com Janssen deverá receber a dose de reforço – preferencialmente com uma vacina diferente.

O Ministério da Saúde também anunciou a redução do intervalo de tempo para aplicação da dose de reforço da vacina contra o coronavírus. A ideia é que essa dose seja ministrada cinco meses após a segunda dose da vacina – também com um imunizante diferente das primeiras doses. Essa regra será válida para todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente do grupo etário ou profissão.

 

Diferença entre dose de reforço e terceira dose

É importante entender a diferença entre dose de reforço e terceira dose.

Todas as vacinas contra Covid atualmente disponíveis devem ser ministradas em duas doses da mesma substância – a partir de agora, até mesmo a Janssen, que até então era vacina de dose única, deverá ser ministrada em duas doses com intervalo de dois meses.

Segundo informa o Instituto Butantan, “a terceira dose é quando uma pessoa toma três doses de um mesmo tipo de vacina. No reforço, a composição do imunizante contra a Covid-19 não deve ser a mesma, mas uma atualização feita a partir das novas variantes em circulação do SARS-CoV-2, como acontece todo ano com a vacina da gripe, atualizada com as novas mutações do vírus.”

O Sinpro sempre defendeu vacinação para todos, e também entende que a categoria dos professores deve ser incluída nos grupos prioritários de vacinação, uma vez que está em contato direto com crianças – muitas delas que ainda não foram vacinadas contra Covid. Lembramos que outros estados incluem os professores nas categorias prioritárias de vacinação exatamente por esse raciocínio de proteção às crianças.  Mantemos nossa pressão e cobrança junto à SEEDF. É pela vida, sempre.

Confira todos os tipos de golpes e fique atento

O Sinpro, de forma incessante, vem informando a categoria sobre as constantes tentativas de golpes praticadas por criminosos, na tentativa que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais não sejam surpreendidos pela ação de bandidos. Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as maneiras utilizadas pelos golpistas, mostraremos todas as versões usadas.

É importante ressaltar que o Sinpro-DF nunca solicitou nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) recebam vantagens financeiras. Ao identificar a farsa, a vítima deve ligar, imediatamente, para um dos números do Sinpro-DF e, em seguida, denunciar o caso à Polícia Civil do Distrito Federal.

O combate a essa farsa é antiga. A diretoria do sindicato já denunciou várias vezes a situação à polícia e continua atenta para que não haja nenhum tipo de prejuízo aos (às) filiados(as).

 

Veja abaixo os tipos de golpes já aplicados:

 

Golpe 1

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto da logo do Sinpro-DF.

 

Golpe 2

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

 

Golpe 3

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 4

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

Golpe 5

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

Golpe 6

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

Sinpro informa às escolas que é preciso encaminhar a data da reposição

O Sinpro-DF informa que todas as escolas da rede pública de ensino, cujos(as) professores(as) efetivos(as) e do contrato temporário e orientadores(as) educacionais participaram da paralisação no dia 3/11, precisam enviar, o mais rapidamente possível, as suas respectivas datas da reposição das aulas desse dia à Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF). A reposição do dia da paralisação é resultado do esforço de negociação do Sinpro-DF. O GDF afirmou que o dia de paralisação será abonado.

 

A negociação do ponto foi noticiada na Assembleia Geral, realizada no dia 11/11, na qual 80% dos(as) participantes aprovaram a manutenção da categoria em estado permanente de mobilização e um amplo calendário de lutas por causa dos obstáculos e problemas que se apresentam na reta final do ano de 2021, todos desafiadores para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais das escolas públicas do DF.

 

Um dos principais pontos tratados na Assembleia foi a preocupação do Sinpro-DF com a manutenção das medidas de segurança sanitária no retorno das aulas 100% presenciais, determinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). O ponto principal da pauta foi a defesa da vida. Com isso, o Sinpro-DF insistiu na negociação com o Governo do Distrito Federal (GDF) e garantiu pontos importantes perante o posicionamento intransigente do governo.

 

A intransigência do governo Ibaneis é motivo pelo qual a categoria se movimenta e paralisou as atividades no dia 3/11, data de início do retorno presencial de todos os estudantes. Além da reposição do ponto, a luta sindical garantiu que as salas de aula comportem apenas o número limite de estudantes, considerando o distanciamento de 1 metro entre eles, o que mitiga os riscos de contaminação da covid-19.

 

Clique no link abaixo e confira a matéria sobre os resultados da Assembleia Geral de 11/11/21

Assembleia decide por estado permanente de mobilização – SINPRO-DF (sinprodf.org.br)

 

 

As histórias do professor Chico, que podem mudar o mundo


Quando criança, Francisco de Assis Assley Faos, o Chico, esperava a noite chegar para deitar ao lado da mãe e ouvir contos populares: esses, dona Nair Valério sabia aos montes. “Minha mãe era a melhor contadora de história do mundo”, lembra Chico. Dona Nair já se foi, mas deixou para sempre em Chico o gosto por histórias, que podem transformar o mundo quando pensadas para desenvolver o pensamento crítico.

Chico é Pernambucano. Aos 5 meses de idade, mudou-se para o Paraná, onde morava com sua família em um sítio. Lá, no outro extremo do país, com clima e sotaque distintos da sua cidade natal, o pai de Chico trabalhava em colheitas de algodão, de café “e do que mais tivesse”.

No sítio onde vivia, Chico não tinha acesso a livros. As grandes imersões em mundos imaginários e histórias fantásticas eram feitas única e exclusivamente através da literatura oral realizada por sua mãe.

“Até meus 7 anos, morei no Paraná. Depois, vim pra Brasília. Na viagem, meu pai perdeu todos os nossos documentos, e eu não tive como entrar na escola. Só entrei na escola com 12 anos, quando todos os meus documentos estavam organizados”, conta o professor.

Foi também aos 12 anos que Chico teve acesso a livros. Foi paixão à primeira vista e para toda vida. Chico cresceu, se formou em Artes e Pedagogia e tornou-se professor da rede pública de ensino do DF, onde transformou a paixão por livros em método de ensino aplicado para crianças e adolescentes.

Em 1990, professor Chico implementou o projeto Literatura ao Vivo na Escola Classe 2 da Ceilândia Sul. A partir do projeto, Chico e outros professores conseguiram contornar o problema de indisciplina generalizado. “O projeto consistia em abordar os conteúdos necessários através de livros de literatura. Mas não era obrigando a criança a ler, mas incentivando à prática da leitura”, conta.

Foi o pontapé inicial para que Chico começasse a escrever suas próprias histórias. Não qualquer uma. Mas aquelas que tivessem capacidade de dialogar sobre questões essenciais para a formação de pessoas críticas e protagonistas de suas próprias histórias, as de vida.

O primeiro livro escrito por Chico foi “O Bicho”, indicado para crianças de 4 a 13 anos. Em 24 páginas, a obra aborda os monstros que assustam e intimidam cada um de nós. Ao mesmo tempo, o livro resgata coragem, inteligência, criatividade para entender, desvendar e superar esses “monstros”. E foi assim que Chico conseguiu trabalhar com crianças tão pequenas questões complexas como, por exemplo, violência familiar. “Tinha criança que dizia que o monstro era o pai”, lembra o professor.

Depois de “O Bicho”, professor Chico escreveu “Migalhas”, “A Gotinha Azul”, “Tempo de Areia”, “Lendas”, “Mujo, um caracol abilolado” e o mais recente “Minha pele cor de pele”, que será lançado em abril de 2022, na Feira do Livro de Brasília.

Todas as obras de Chico transferem para a literatura questões reais, ainda que de forma metafórica. Meio ambiente, consciência de classe, valorização da cultura brasileira, tristeza e solidão, racismo, gênero e uma infinidade de questões que fazem toda diferença no global quando bem esclarecidas e compreendidas individualmente.

Hoje aposentado, Chico não abandonou as salas de aula. Embora não exerça mais a docência, o professor e escritor continua levando a crianças e adolescentes histórias que podem transformar suas vidas; assim como fez dona Nair, sua mãe.

Minha Pele Cor de Pele
A mais recente obra de Chico, “Minha pele cor de pele” é um livro antirracista.

“Na escola, há essa questão do lápis cor de pele. ‘Posso pintar com o lápis cor de pele?’, às vezes diz o aluno ou mesmo orienta o professor. E aí o lápis que ele pega é aquele rosinha. Não existe só uma cor de pele. Não existe só a pele rosadinha. E o livro fala justamente dessa diversidade: do negro, do branco, do indígena, do oriental, de pessoas que, por causa de doença, tem pele azul”, esclarece o professor.

Segundo Chico, a questão racial é uma das mais difíceis de ser trabalhada em sala de aula. “Sempre se trabalhava (a questão de raça) com aquele livro ‘Menina do Laço de Fita’. Tudo que se falava de negro, se tirava desse livro. E eu acho que é muito mais. É trabalhar a questão das oportunidades do negro na sociedade, o preconceito – que eu também sofri por ser negro –, o cabelo, a autoestima”, afirma ele, e completa: “’Minha pele cor de pele’ é uma oportunidade de tratar em sala de aula a questão do racismo na sociedade”.

Embora ainda não tenha sido lançado, “Minha pele cor de pele” já pode ser adquirido nos seguintes locais:

Livraria Acervo Literário | Fone: (61) 99988-2285, com Ivan

Editora Art letras | Fone: (61) 98230-9119, com Carlos

Livraria dos Escritores GAEB | https://gaeb.loja2.com.br/

Hora de fazer pressão: vamos enterrar a PEC dos Precatórios!

A PEC dos Precatórios (PEC 23) prejudica milhares de pessoas e entes federativos que têm dinheiro a receber. Ela lesa diretamente professores(as), uma vez que alguns estados – como Bahia, Pernambuco, Ceará e Amazonas – aguardam o recebimento de mais de R$ 16 bilhões relativos a um erro no repasse de verbas do antigo Fundef, que se tornou Fundeb. Essa PEC atende apenas aos interesses eleitorais de Bolsonaro.

Depois de aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados, contando com o desvio de bilhões de dinheiro público em compra de votos de parlamentares e irregularidades na tramitação, a PEC 23 segue para o Senado, onde pode ser rejeitada. Para isso, é muito importante que façamos pressão sobre os senadores e senadoras para que eles votem não à PEC dos Precatórios!

Para ser aprovada, uma PEC (proposta de emenda constitucional) precisa obter 49 votos favoráveis entre os senadores. Segundo analistas, o governo não tem nem a metade disso até agora, e a expectativa é de que a votação em plenário seja encaminhada até o início de dezembro.

No DF, o senador Reguffe e a senadora Leila já manifestaram sua posição contrária à PEC. O senador Izalci ainda não se posicionou. Vamos pressionar! Acesse a plataforma Educação Faz Pressão clicando AQUI.

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