Termina prazo para envio das listas do remanejamento interno nesta terça (16)
Jornalista: Maria Carla
O prazo para envio das listas do concurso de remanejamento interno 2021/2022 termina nesta terça-feira (16). Nesta quarta-feira (17), está prevista a divulgação do resultado preliminar do remanejamento interno (RI). Dias 18 e 19 são recebidos os recursos; e, dia 26 de novembro, sai o resultado final, conforme o calendário apresentado na imagem no final desta nota. O resultado final geral será publicado dia 17 de dezembro.
A Portaria nº 395, de 4 de agosto de 2021, traz as normas para Lotação, Exercício e Remanejamento, e o Edital nº 23 mostra as normas para Procedimento de Remanejamento Interno e Externo 2021/2022 de servidores(as) da carreira magistério público do Distrito Federal.
O(a) servidor(a) que já possui lotação definitiva e tem interesse em alterar ou adquirir exercício em uma unidade escolar deve participar da etapa interna. Nesta sexta-feira, 12, começa o prazo para envio da lista de carências pelo(a) servidor(a), que se estende até dia 16 (terça que vem).
A partir desta semana é crucial aumentar a pressão contra a PEC 32
Jornalista: Maria Carla
A luta contra a destruição dos serviços públicos e contra o calote nas dívidas públicas se intensifica nesta semana e, nas próximas, ganha contornos ainda mais urgentes. Em forte aceno ao mercado financeiro e a empresários, durante evento promovido pelo banco Itaú, na quinta-feira (11/11), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse aos banqueiros que o governo Bolsonaro vai tentar aprovar a reforma administrativa (PEC 32/20) até o fim de 2021. Afirmou também que o objetivo é aprovar também a PEC dos Precatórios (PEC 23/21) no Senado.
O Sinpro-DF convida a todos e todas para reforçar, nesta semana, a luta contra a PEC 32/20, da reforma administrativa. Importante ressaltar que, nessa reunião, Guedes, que ocupa um cargo de ministro e dentre as competências desse cargo está o de defender o Brasil e o Estado nacional dos assédios da iniciativa privada e dos banqueiros, pediu apoio dos empresários na aprovação das propostas — assim como fez seu chefe, o presidente Jair Bolsonaro, no dia anterior, no Palácio do Planalto, ao anunciar a prorrogação por mais 2 anos da desoneração da Folha de Pagamento de alguns setores.
No banco Itaú, o ministro condicionou a desoneração da Folha ao apoio pela PEC 32: “Vamos simplificar algumas coisas. Estamos do lado de quem quer desonerar, mas pedimos apoio em contrapartida. Queremos criar empregos. Vamos, daqui até o fim do ano, tentar aprovar a reforma administrativa. Vamos seguir trabalhando”, afirmou Paulo Guedes.
Além disso, o governo Bolsonaro-Guedes enfrenta um novo cenário com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o ilegal e inconstitucional “orçamento secreto”, que vinha sendo usado como moeda de troca junto à base aliada para garantir votos no Congresso Nacional a projetos antiBrasil, como a PEC do Calote (23) e a PEC da Rachadinha (32). Mesmo com toda a consciência do malefício que a PEC 32 irá fazer para o Brasil, há, vergonhosamente, 230 deputados federais favoráveis e, 51, indecisos.
Vale destacar que a conversa de “criar empregos” do governo Bolsonaro e de Paulo Guedes não passa de mentiras. Fizeram a reforma trabalhista mentindo, dizendo que iriam criar empregos e aumentar a renda do trabalhador. Mentiram: temos mais de 15 milhões de pessoas completamente desempregadas, mais de 20 milhões passando fomente, a maioria que está trabalhando não tem carteira assinada, não tem direitos trabalhistas e não ganham nem sequer o salário mínimo. Muitos ainda têm a hora do almoço e a do sono retiradas do valor pago.
A PEC 32/2020 é o outro lado da moeda da PEC 23/2021. Portanto, é preciso intensificar a luta contra as duas propostas. No caso da PEC 32, é pressionar os deputados federais. Pressão nos 230 favoráveis e nos 51 indecisos. É uma vergonha ser indeciso ou favorável a uma proposta que irá destruir os serviços públicos. Vamos cobrar com pressão!
Acesse o Educação Faz Pressão no link https://bit.ly/3k2uXmS e avise aos parlamentares dos outros estados que “se votar na PEC32, não volta em 2022!”. Aqui em Brasília, clique nos links dos deputados abaixo para pressionar
Confira a agenda desta semana.
16/11 (terça-feira):
7h: recepção dos deputados no aeroporto
14h: vigília permanente no Anexo II da Câmara dos Deputados
17/11 (quarta-feira):
14h: vigília permanente no Anexo II da Câmara dos Deputados
18/11 (quinta-feira):
14h: vigília permanente no Anexo II da Câmara dos Deputados
Educação básica pública do Distrito Federal em tempos da pandemia de Covid-19
Jornalista: Luis Ricardo
O Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação – UnB, em parceria com o Sinpro-DF; o Museu da Educação do Distrito Federal (MUDE); a Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa do Distrito Federal; e o Fórum de Educação Infantil do Distrito Federal (FEIDF)/Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (MIEIB) realiza uma pesquisa intitulada Educação Básica Pública do Distrito Federal em tempos de Pandemia de Covid-19.
A pesquisa tem o objetivo de conhecer e analisar os impactos da pandemia nas escolas públicas do Distrito Federal por meio de questionário dirigido aos(às) professores(as), diretores(as), orientadores(as) educacionais e coordenadores(as) pedagógicos(as). As questões referem-se aos aspectos pedagógicos, administrativos, tecnológicos e sanitários vivenciados na escola durante o ano letivo de 2020.
A pesquisa é relevante porque estamos há quase dois anos de uma pandemia, em que as escolas de educação básica pública tiveram que reorganizar seu trabalho. “Esta pesquisa focará no ensino remoto em 2020, especificamente, com o objetivo de nos oferecer informações e dados para que possamos compreender como as escolas conseguiram organizar seu trabalho pedagógico, o trabalho da gestão, das equipes gestoras, o diálogo com a comunidade e desenvolver seu trabalho”, analisa a professora doutora Edileuza Fernandes Silva.
Segundo a diretora do Sinpro Berenice D’arc, a pesquisa fez uma busca por atores que pudessem ajudar no processo de busca da relação da escola a partir da visão dos profissionais. Quesitos como a forma que a pandemia impactou as escolas e o processo pedagógico e administrativo são fundamentais para esta análise. “Esta pesquisa é fundamental, porque nos dará um espelho real das condições dos profissionais da educação durante o ano de 2020. Vai nos mostrar as dificuldades, as tentativas de inovação, os maiores desafios dos professores, orientadores e diretores de escola neste ano, no seu aspecto pedagógico. Como todos lutaram para vencer as dificuldades com a tecnologia, quais os mecanismos utilizados pelo Estado para dar apoio para estes profissionais, como conviver com o retorno híbrido, com o retorno 100% presencial, como tudo isto impacta na vida dos profissionais em educação, na sua organização pedagógica, como reorganizamos a nossa vida para topar este desafio colocado pela Covid-19”, ressalta.
Para a diretora do Sinpro Mônica Caldeira, é muito importante que a categoria participe e contribua com a pesquisa, que trará para ela mesma a expressão da realidade, visto que ainda há quem pense que nós não estávamos trabalhando e recebendo salário, ou que é um processo simples reinventar a forma de fazer o ensino chegar aos estudantes, garantindo a aprendizagem para todos os estudantes com qualidade para enfrentar cada dificuldade e desafio. “Precisamos revelar para a sociedade o que passamos, para nosso reconhecimento e para nossa luta diária por direitos e dignidade”, enfatiza Mônica Caldeira.
Para o preenchimento você levará cerca de 5 minutos. Após sua identificação, você será direcionado(a) para questões especificas de seu campo de atuação. Com esse propósito, solicitamos a sua contribuição respondendo ao questionário a seguir. Não é necessário se identificar e o anonimato será preservado. Caso tenha alguma dúvida sobre este estudo, você poderá entrar em contato conosco pelo e-mail obsebfeunb@gmail.com.
Dia Nacional da Alfabetização – Um longo caminho ainda por percorrer
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Um dos momentos mais importantes e com resultados mais gratificantes do processo de educação básica é a alfabetização. É lindo ver o/a estudante entendendo o processo extenso de combinação e relações entre letras e fonemas e formando palavras – tenha 5 ou 50 anos.
Ao concluir essa importante fase do game do aprendizado, o indivíduo tem mais desenvoltura para desbravar a sociedade em que vive. Daí saem conquistas que vão desde a emancipação social
O 14 de novembro foi instituído como dia nacional da alfabetização após decreto de 1966, em homenagem a outro decreto – o que fundou o ministério da Educação em 1930. Já percorremos muito na alfabetização de nossos cidadãos – e ainda temos outro tanto a percorrer.
Os dados mais recentes de analfabetismo no DF são de 2019, quando, segundo o IBGE, os indicadores apontavam para um total de 66 mil pessoas acima de 15 anos incapazes de decifrar a escrita e incapazes de escrever o próprio nome. É o quinto menor índice do Brasil. E, dentre essas 66 mil pessoas, 35 mil têm mais de 60 anos.
Ainda que seja profundamente desalentador perceber que, após o início do governo Bolsonaro, não há dados concretos ou confiáveis sobre os índices de alfabetização brasileiros, é alentador apreender, dos dados disponíveis até 2019, que as novas gerações têm mais acesso à educação e são alfabetizadas ainda crianças.
A professora Magda Soares, graduada em letras, doutora e livre docente em educação e autora dos mais importantes livros sobre alfabetização do Brasil, lembra que “os professores deveriam receber uma formação que os habilitasse a orientar adequadamente a aprendizagem dos alunos da educação básica. No caso do ensino da leitura e da escrita, não basta conhecer sobre a língua, conhecer teorias de leitura e de produção textual e teorias literárias, é preciso conhecer também como a criança aprende a ler e a escrever, como se forma um leitor, um produtor de textos, como desenvolver gosto pela leitura.”
A você, alfabetizador(a) do DF, neste 14 de novembro o Sinpro parabeniza pelos esforços empreendidos ao longo de sua jornada, seja na educação infantil, seja no infelizmente dilacerado EJA.
“Fora Bolsonaro Racista” é mote do ato pelo impeachment do presidente, dia 20
Jornalista: Vanessa Galassi
No próximo dia 20 de novembro, o povo voltará às ruas de todo o Brasil para mais um ato pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Realizado no Dia da Consciência Negra, a ação tem como palavra de ordem “Fora Bolsonaro Racista”, e unificará as lutas contra o racismo estrutural no Brasil e as pautas urgentes da classe trabalhadora, como o fim da miséria e da fome, por geração de emprego e renda e contra a política econômica do ex-capitão do Exército. No DF, a concentração do ato está agendada para as 15h, no Museu da República.
“Nós somos o alvo do genocídio, da discriminação racial, da violência, do desemprego, da fome. E também somos nós os principais responsáveis pela geração de riqueza desse país. Sabemos que a discriminação contra negras e negros é histórica, mas vínhamos avançando antes do golpe de 2016. Com Bolsonaro, voltamos a ser o alvo prioritário de todos os ataques. Entretanto, o legado do povo preto é o da resistência, e assim seguiremos, dizendo Fora Bolsonaro Racista”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Márcia Gilda.
Vários foram os pronunciamentos de cunho racista proferidos por Bolsonaro durante sua jornada política. Em 2011, no extinto programa CQC, Bolsonaro foi questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se um de seus filhos se apaixonasse por uma mulher negra. “Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o seu”, respondeu o então deputado federal, que também disse que se recusava a viajar em um avião pilotado por um cotista.
Em 2017, durante palestra no Rio de Janeiro, Bolsonaro contou ao público presente: “Fui num quilombo em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava 7 arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais”.
Nem os apoiadores de Bolsonaro escapam dos ataques racistas. Em julho deste ano, o agora presidente da República encontrou um de seus apoiadores na saída do Palácio da Alvorada e disparou: “Como está a criação de barata ai? Olha o criador de barata aqui”, disse sorrindo ao homem com cabelo “black power”.
Entretanto, a postura racista de Bolsonaro vai muito além de suas falas inomináveis. É na execução de sua política que negros e negras têm seus direitos, dignidade e a própria vida violados.
“A precarização do trabalho e o desemprego, por exemplo, jogaram a esmagadora maioria de negras e negros em uma situação extremamente fragilizada. Sobrevivendo de bicos e trabalhos precários, negras e negros arriscaram e arriscam suas vidas, obrigados a sair às ruas no auge da pandemia da covid-19 para poder garantir o seu sustento”, afirma a Convergência Negra, no texto “Por que o movimento negro grita ‘Fora Bolsonaro Racista’” neste dia da Consciência Negra?. O grupo, que reúne entidades nacionais e regionais do movimento negro brasileiro, é um dos coordenadores do ato Fora Bolsonaro do dia 20 de novembro.
Negro drama
No governo Bolsonaro, o ataque à educação também é pavimentado pelo racismo. Aliado ao movimento “Escola Sem Partido”, que impõe mordaça aos professores e às professoras, o governo defende o fim das cotas raciais para os programas de graduação e impõe desmontes que esvaziam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), principal porta de acesso ao ensino superior no país, sobretudo para pessoas negras e em vulnerabilidade econômica.
Negras e negros também foram as principais vítimas da pandemia da covid-19. Levantamento do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde da PUC-Rio mostra que enquanto 55% de negros morreram em consequência de complicações causadas pelo vírus, a proporção entre brancos foi de 38%.
De acordo com o documento idealizado pela Coalizão Solidariedade Brasil – que reúne 18 organizações internacionais de solidariedade atuando em defesa da democracia, dos direitos humanos e do meio ambiente –, cerca de 79% das pessoas mortas em 2019 durante as intervenções policiais são negras. “Da mesma forma, a polícia mata 2,8 vezes mais negros do que brancos. Por fim, 65% dos policiais assassinados são negros (embora representem apenas 44,9% da força de trabalho”, mostra o documento.
O Barômetro de Alerta também mostra que em 2019, 66,6% das vítimas de feminicídio são negras. E no primeiro semestre de 2020, foram registrados 648 feminicídios, um aumento de 1,9% em comparação com o mesmo período de 2019.
Ainda segundo o levantamento, “a taxa de desemprego aumentou em 33% entre maio e setembro de 2020. As análises revelam que são as pessoas com renda mais precária, os jovens, as mulheres e os negros, que foram os mais afetados por estas perdas de emprego”.
Afastamento Remunerado para Estudos – 2º/2021 Resultado Final – 2ª etapa
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro informa que a EAPE divulgou o resultado final da 2ª etapa do processo seletivo para afastamento remunerado para estudos – 2º/2021. É importante que todos(as) aqueles(as) que participaram do certame que fiquem atentos a algumas orientações.
Os(as) servidores(as) com parecer favorável, cuja autorização do afastamento está condicionada à apresentação do comprovante de matrícula, devem inserir o documento no processo tão logo o obtenham a fim de que o trâmite da publicação possa ser iniciado. O prazo é até 12 de novembro.
O que fazer após a publicação do afastamento no DODF?
Ao verificar a publicação no DODF, o servidor deve conferir com atenção seus dados e salvar, em arquivo pessoal, o documento com as informações referentes ao afastamento.
Deve ainda informar, o mais breve possível, sua chefia imediata sobre a autorização para o afastamento remunerado para estudos e solicitar que seja emitido seu memorando de devolução com data imediatamente anterior ao início do afastamento (em novo processo, e não no processo de afastamento). Esse documento deve ser enviado pela unidade de lotação atual, via SEI, à Unigep da CRE, a qual deverá notificar a Gerência de Lotação e Movimentação (GLM), que registrará o início do afastamento. Servidores das áreas intermediária e central devem ter a devolução encaminhada diretamente à GLM.
Em breve todos os servidores afastados receberão, via e-mail, convite para participar de reunião virtual com a EAPE, para tratar de questões referentes ao afastamento remunerado. É muito importante a participação nesse momento para esclarecer dúvidas sobre os trâmites administrativos/formais durante o período de afastamento.
Em virtude do feriado da Proclamação da República, a Diretoria Colegiada do Sinpro informa que não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato nessa segunda-feira (15). O atendimento voltará ao normal na terça-feira (16).
Informamos, também, que devido a uma reunião interna, o departamento jurídico voltará ao seu atendimento normal na quarta-feira (17).
Sinpro lança cartilha com informações sobre readaptação funcional
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF lança, nesta sexta-feira (12/11), uma cartilha virtual para quem precisa de informações sobre readaptação funcional. Com o título Sinpro Informa – Cartilha Readaptação Funcional, o sindicato oferece acesso rápido às informações necessárias sobre esse processo de readaptação que acomete boa parte da categoria.
Trata-se da última e nona cartilha da série produzida pela Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador em parceria com o escritório dos Advogados Resende Mori Fontes para este ano. A primeira foi lançada em março de 2021. Ao todo, o Sinpro já publicou nove, todas virtuais, com temas de interesse da categoria para acesso rápido. Elas estão disponíveis na seção Clínica do Trabalho no site. Nesta edição da série, o sindicato aborda a readaptação funcional e, com isso, atende a uma grande demanda da categoria por esse tipo de informação.
Segundo dados do Portal da Transparência, o número de professores(as) readaptados(as) representa 10% da categoria no Distrito Federal. O levantamento do portal indica que em 2014, havia 29.197 professores e 1.632 readaptados; em 2015, 28.880 professores(as) para 1.807 readaptados; 2016, 27.831 e 2.039 readaptados; 2017, 26.503 professores(as) e 2.372 readaptados; 2018 26.730 professores(as) e 2.512 readaptados. A relação mostra que, além de o Governo do Distrito Federal (GDF) não atualizar o número de docentes com novos concursos públicos, à medida que diminuem os números de professores(as) nas escolas, aumentam as péssimas condições de trabalho e de readaptação.
“Essa cartilha foi idealizada tendo em vista o grande número de profissionais do magistério público em processo de readaptação. A tentativa é de elucidar dúvidas sobre o processo de readaptação funcional, quais os amparos jurídicos que existem e garantir que essa cartilha contribua para facilitar o desempenho das atividades funcionais desses e dessas colegas no novo modelo do exercício da sua profissão”, afirma Élbia Pires, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador da entidade.
Em primeiro lugar, segundo ela, a cartilha visa a explicar direitos dos(as) servidores(as) sobre o tema e, em segundo, destaca a importância do conteúdo para que as pessoas, por meio da lei, usem as informações para se proteger e se posicionar.
“Se foi readaptado(a) deve ter suas limitações funcionais respeitadas e não é porque não desempenha a contento de um outro que será deixado de lado na organização do trabalho. As queixas mais frequentes se referem a abandonado, visto como incapaz ou está fazendo corpo mole”, observa a diretora.
Luciane Kozicz, psicóloga do Sinpro-DF, destaca que “essas palavras derrubam quem já está acometido por doença ocupacional, pois já percebe sua limitação e muitas vezes não respeita, pois não quer ser visto nesse lugar. É necessário dar-se conta dos limites. Nos atendimentos psicológicos os sintomas mais comuns são síndrome de burnout, depressão e ansiedade”, alerta.
Kozicz explica que esses problemas “se referem a esse aprisionamento, a uma imagem anterior, não atualiza as limitações sofridas. Assim, aprisionado a uma imagem aparecem as patologias sem representação: burnout, fobias, depressão, etc. É importante perceber que as atividades vão além da sala de aula”.
Os casos mais comuns de doenças ocupacionais acontecem por algum distúrbio na voz (disfonia, rouquidão, afonia, dor ao falar, cansaço ao falar, falhas na voz, falta de projeção vocal e dificuldade para falar em forte intensidade), distúrbios mentais (síndrome de burnout, ansiedade, depressão, pânico etc), problemas respiratórios, distúrbios osteomusculares (músculos, nervos, ligamentos etc).
O Sinpro não descuida desse aspecto da profissão relacionado às condições de trabalho. Sempre realiza palestras semanais nas escolas, alertando sobre as formas de adoecimento no trabalho. Setenta por cento dos atendimentos psicológicos individuais no sindicato são para profissionais readaptados.
O sindicato também mantém uma luta constante e diária para que o Governo do Distrito Federal (GDF) assegurem melhores condições de trabalho e ofereçam a esses(as) profissionais o acompanhamento nas suas novas atividades, a conquista de que desenhem um projeto para seu trabalho tenha sentido. Antes, eram mandados para biblioteca, portaria e outras funções que, embora necessárias, são tidas como o “cantinho do isolamento”.
TV Sinpro está de volta, nesta sexta (12), com especial sobre gestor e gestora escolares
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF reinaugura o TV Sinpro, nesta sexta-feira (12), com uma edição especial dedicada ao Dia do Gestor e da Gestora Escolar, comemorado no dia 12 de novembro. O relançamento será às 17h, pela TV Comunitária e redes digitais do Sinpro (confira no final do texto).
O programa será ancorado por Rosilene Corrêa, diretora do sindicato, que irá bater um papo com dois gestores de escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal sobre o desafio de ser gestor(a), sobretudo agora, em tempos de pandemia. A participação especial será de Eufrázia de Souza Rosa, CED 08 do Gama; Magda Camarda Bernardes, Escola Classe Núcleo Rural Córrego do Atoleiro CRE Planaltina; Wellington de Mesquita Vieira Escola Classe 16 de Planaltina CRE Planaltina; Ana Maria Alves Santiago CAIC Brazândia, CRE Brazlândia.
Veiculado pela TV Comunitária, o TV Sinpro ficou um período fora do ar em razão de uma reforma no estúdio da TV COM e volta com sua programação repaginada e com muitas novidades. Nesta edição especial, o programa retorna às telas da TV e das redes sociais com a pauta sobre uma das figuras centrais da educação, considerada um elo entre a instituição de ensino e a comunidade escolar que, juntas, dão alma, vida e substância a qualquer escola.
Rosilene Corrêa e os gestores convidados irão mostrar como tem sido árduo e desafiador desempenhar o papel polivalente de gestor(a) numa instituição pública de ensino, que tem sido alvo constante e insistente de governantes de plantão.
São raros os governos eleitos que exercem a administração pública com respeito à população e as leis do País que instituíram o direito fundamental à educação pública gratuita e de qualidade. No geral, como acontece hoje, esses governantes atuam para atender a setores privados, contrários aos interesse públicos, e trabalham para sucatear, privatizar e dificultar, diariamente, a vida profissional dos(as) gestores(as) escolares.
Com responsabilidades que vão desde a gestão de contas até a de relacionamentos, o(a) gestor(a) escolar se supera todo dia para desempenhar o papel multifuncional de um regente que precisa desenvolver com maestria e segurança as funções do seu cargo.
Gestão democrática
Os(as) gestores(as) personificam o universo escolar e põem em prática a gestão democrática. São figuras fundamentais na organização social da instituição de ensino e atuam para garantir a melhor formação dos estudantes. São pessoas que, diariamente, buscam aperfeiçoar a gestão democrática com ideias novas e criativas para melhorar a aprendizagem.
O programa especial desta sexta não podia ser diferente e irá homenagear essa pessoa que, diariamente, enfrenta os sabores e dissabores de uma função que exige criatividade, profissionalismo, agilidade, conhecimento, humanidade e compromisso com a educação pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada.
Irá discutir a importância e os desafios da gestão democrática nesse contexto de administração pública de um sistema escolar constantemente assediado por governantes representantes da iniciativa privada que utilizam mecanismos para enfraquecer a educação pública, como, por exemplo, essa transferência de responsabilidades que a Secretaria de Estado da Educação, insistentemente, tem feito ao atribuir aos(às) gestores(as) competências que são unicamente dela.
Remanejamento Interno: Prazo para envio de carências começa nesta sexta, 12
Jornalista: Alessandra Terribili
Está em curso o Concurso de Remanejamento 2021/2022. A Portaria nº 395, de 4 de agosto de 2021, traz as normas para Lotação, Exercício e Remanejamento, e o Edital nº 23 mostra as normas para Procedimento de Remanejamento Interno e Externo 2021/2022 de servidores(as) da carreira magistério público do Distrito Federal.
O(a) servidor(a) que já possui lotação definitiva e tem interesse em alterar ou adquirir exercício em uma unidade escolar deve participar da etapa interna. Nesta sexta-feira, 12, começa o prazo para envio da lista de carências pelo(a) servidor(a), que se estende até dia 16 (terça que vem).
Dia 17, é divulgado o resultado preliminar do remanejamento interno (RI). Dias 18 e 19 são recebidos os recursos; e dia 26 de novembro sai o resultado final, conforme calendário apresentado no card abaixo. O resultado final geral será publicado dia 17 de dezembro.