Sinpro apela para que educadores valorizem cultura local
Jornalista: Vanessa Galassi
A cultura é um dos setores que segue sendo desvalorizado pelos governos federal e local: reflexo de uma política avessa à expressão plural e diversa. Na contramão do cenário imposto, a dirigente do Sinpro-DF Meg Guimarães lembra a importância da plataforma Valeu.art, realizada em parceria com o Sindicato, que facilita a pessoas físicas ou jurídicas a destinação de parte do Imposto de Renda (devido) a projetos culturais.
Todos os projetos culturais e esportivos hospedados na Valeu.art (exceto os de crowdfunding) são aprovados pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91) e/ou pela Lei de Incentivo ao Esporte. Eles estão aptos a receber incentivos a serem abatidos no Imposto de Renda devido dos contribuintes nos percentuais de 6% para pessoas físicas (declaração completa) para cultura ou esporte; 4% para pessoas jurídicas (lucro real) para cultura; 1% para pessoas jurídicas (lucro real) para esporte. Clique no link para ver os detalhes https://valeu.art/formas-de-incentivo/
“Cultura é vida”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Meg Guimarães. “Fazemos um apelo para que você, educador e educadora, contribua para fortalecer a cultura da nossa cidade”, diz assertiva.
https://youtu.be/Kki7n9JIOnM
Embora o incentivo à cultura com dedução no IR seja garantido em lei há 30 anos, o direito é pouco conhecido. De acordo com Ruy Godinho, produtor cultural no Distrito Federal e um dos idealizadores da plataforma Valeu.art, os recursos podem atingir a cifra de R$ 7,5 bilhões.
O Sinpro-DF continua com a campanha de recadastramento dos(as) sindicalizados(as). Não perca tempo! Recadastre-se já!
É muito importante manter seus dados atualizados nas plataformas do Sinpro-DF para receber informações e atualizações sobre sua carreira profissional, seus direitos trabalhistas e sociais, seu salário e sobre todas as lutas diárias do sindicato.
Lembramos que muitas informações do Sinpro, necessárias para sua atuação na defesa dos interesses da categoria, estão defasadas. Os Correios devolvem muitas correspondências enviadas e alguns números de telefones mudaram de proprietário.
2 – Preencha os campos solicitados no Formulário com seu nome, nome social, CPF, matrícula na SEE-DF, e-mail, número do celular, endereço do Facebook, Twitter, Instagram, seu endereço fixo na cidade com o CEP.
3 – Em seguida, preencha os campos sobre seu cargo na SEE-DF e outras informações adicionais sobre sua carreira na rede pública de ensino.
4 – Faça a certificação da ficha respondendo a última pergunta, clique na caixinha do “Eu concordo…” e, finalmente, clique na palavra CADASTRAR, ao final do formulário. Feito isso, você receberá um e-mail de confirmação no endereço eletrônico que você forneceu.
Termina, nesta sexta (29), o prazo para inscrição no XI Concurso de Redação e Desenho
Jornalista: Maria Carla
Termina, nesta sexta-feira (29/10), a prorrogação do prazo para inscrição no XI Concurso de Redação e Desenho. A diretoria colegiada convida professoras e professores que ainda não se inscreveram a participarem.
Nesta edição do concurso, o tema “Eu, estudante, na pandemia” permite aos(às) professores(as) explorarem o tema da pandemia do novo coronavírus na vida de cada estudante. Todas e todos poderão contar uma história desde o dia em que o Brasil entrou em estado de calamidade pública, em março de 2020, para mostrar como a covid-19 interveio e modificou a própria vida de cada um(a) e na da escola.
O concurso também proporciona o compartilhamento das diversas experiências, dificuldades e desafios dos(as) estudantes das escolas públicas do Distrito Federal na pior crise sanitária do século. No Brasil, a crise foi agravada pelo negacionismo e ausência do Estado de bem-estar social no controle e combate da pandemia tanto no sentido sanitário e médico como no político e econômico, resultando em mais de 600 mil mortes em apenas 1 ano e meio.
“A participação de todos e todas é uma forma de a gente fortalecer a educação como um ato político e uma prática de liberdade, bem como de conhecer as diversas realidades, dificuldades e sentimentos das/os estudantes diante de um período que mexeu com a vida de todas e de todos. É a partir daí que poderemos traçar, juntas e juntos, novos vôos”, explica a diretora do Sinpro-DF Letícia Montandon.
Podem participar do concurso, os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional.
O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; o 2º será premiado com um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.
Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.
Embora as inscrições só possam ser feitas pela Internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.
O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.
Com a prorrogação, os(as) estudantes proponentes poderão entregar os trabalhos até dia 29 de outubro, quando também encerra o prazo para a inscrição ao XI Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF.
Sinpro quer antecipação da dose de reforço para trabalhadores em educação
Jornalista: Vanessa Galassi
Com o anúncio de retorno às aulas 100% presenciais, o Sinpro-DF, via Comitê de Monitoramento do Retorno às Aulas Presenciais na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, reivindica que a dose de reforço da vacina contra a covid-19 seja antecipada para trabalhadores(as) em educação. O ofício com a solicitação foi entregue ao GDF nessa terça-feira (26/10), mas, até agora, o governo não se pronunciou sobre o pleito.
“Já nos manifestamos contrários ao retorno às aulas 100% presenciais em plena pandemia. Muitas escolas não têm estrutura para receber todos os estudantes de uma vez e manter as medidas de segurança sanitária. Mesmo assim, diante do anúncio, mais um dos que foram feitos sem nenhum tipo de diálogo com o Sinpro, temos que garantir a preservação da vida da categoria do magistério público e, consequentemente, da comunidade escolar. E a antecipação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 dialoga com isso”, explica a dirigente do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.
Rosilene lembra que, mesmo com o ciclo de vacinação completa contra a covid-19, quatro professores da Secretaria de Educação do DF morreram vítimas do vírus, após o retorno presencial no formato híbrido, iniciado no dia 5 de agosto. “A vacina salva sim muitas vidas. E é graças a ela e às medidas de segurança sanitária que os números referentes a mortes decorrentes da covid e casos graves da doença vêm diminuindo. Entretanto, é preciso lembrar que a eficácia da vacina diminui após alguns meses, e por isso a dose de reforço é necessária, ainda mais em um ambiente como as escolas”, considera.
Além dos casos de morte de professores devido complicações pela covid-19, 144 escolas registraram ao menos um caso de infecção pelo vírus, o que comprova que o ambiente escolar, mesmo diante dos números mais brandos quanto à doença, deve ser considerado com cuidado. “Para além dos trabalhadores em educação, temos que lembrar que a Educação Básica é composta majoritariamente por crianças menores de 12 anos, que ainda não podem ser vacinadas contra a covid-19. Elas só têm as medidas de segurança sanitária para se proteger. Por isso, quanto mais segurança levarmos ao ambiente escolar, mais vida preservaremos. É um efeito em cadeia”, ressalta Rosilene Corrêa.
Descompromisso
No mesmo documento que pleiteia a antecipação da dose de reforço para trabalhadores em educação, o Comitê de Monitoramento do Retorno às Aulas Presenciais na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal mostra que as secretarias de Educação e de Saúde do GDF não tomaram todas as providências para garantir o retorno seguro às salas de aula. “A anunciada ação conjunta da Secretaria de Educação com a Secretaria de Saúde tem sido falha, deixando de funcionar em inúmeras situações. Citamos como exemplos: a testagem de casos sintomáticos; a definição de UBS de referência para cada unidade; a ampliação do número de profissionais da limpeza que garanta a higienização dos espaços; a oferta adequada de materiais de limpeza e de proteção, entre outras”, diz trecho do ofício.
Propostas
Além da antecipação da dose de reforço para trabalhadores em educação, o ofício enviado ao GDF pelo Comitê de Monitoramento do Retorno às Aulas Presenciais na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal apresenta propostas que devem preceder o retorno às aulas 100% presenciais como forma de precaver o aumento dos casos de infecção pelo vírus. São elas:
1. Que a retomada plena das aulas presenciais seja precedida pela construção de um Plano de
Contingência com a participação e o pleno conhecimento de todos os Diretores das unidades,
expressando o engajamento conjunto da Secretaria de Educação e da Secretaria de Saúde;
2. Que seja garantida a observância do protocolo sanitário, com efetivo monitoramento por
parte das duas Secretarias, de modo a proporcionar intervenções necessárias à garantia da
segurança sanitária para evitar a disseminação de casos dentro das unidades e na Comunidade;
3. Que seja feita uma busca ativa de integrantes da comunidade escolar, com a realização de
um trabalho de convencimento àqueles que se recusaram se vacinar;
4. Que seja garantida a cada escola a definição de uma UBS de referência a que possa se
referenciar diante de suspeição de casos de contaminação de alunos e de membros da comunidade escolar;
5. Que seja dado tratamento específico e diferenciado à Educação Especial, Educação Infantil e
Educação Precoce, por razões inerentes a cada uma dessas modalidades de ensino;
6. Que sejam tratadas, também de maneira diferenciada, as escolas em tempo integral, com
observância criteriosa das condições sanitárias do transporte escolar e da alimentação;
7. Que ocorra a antecipação da dose de reforço da vacina para todos os profissionais da
educação;
8. Que sejam rigorosamente observados os critérios de limpeza e desinfecção do ambiente
escolar, o distanciamento físico nas salas de aula e espaços coletivos e ainda, o uso obrigatório de máscaras.
O Comitê de Monitoramento do Retorno às Aulas Presenciais na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal foi criado em agosto pela Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa (CLDF). Além do Sinpro, compõem o grupo: Fórum Distrital de Educação; Conselho Distrital de Saúde; Defensoria Pública; Observatório de Educação Básica da UnB; Sindicato da Carreira Assistência a Educação (SAE); União dos Estudantes Secundaristas do DF (UESDF); e OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil).
Servidores do GDF terão duas linhas disponíveis para aderir ao plano de saúde
Jornalista: Luis Ricardo
A luta do Sinpro por um plano de saúde que possa atender aos nossos anseios de professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal sempre foi histórica, e continua sendo uma de nossas bandeiras para que o plano de saúde possa suprir os nossos anseios e expectativas. Esta batalha diária feita pela Comissão de Negociação do Sinpro e pela mobilização da nossa categoria resultou na criação do Plano de Saúde dos Servidores do Distrito Federal (GDF Saúde).
Mesmo com um passo à frente nesta luta, ainda é preciso avançar e assim tem sido feito pela diretoria do sindicato. Em resposta às constantes reivindicações, o governo do DF anunciou a criação de duas linhas de atendimento para os(as) servidores(as) do GDF: uma linha para atender servidores(as) que recebem até cinco salários mínimos (R$ 5.500) e uma rede de atendimento nacional para aqueles(as) que já fazem parte do plano de saúde. Para a segunda opção não será cobrada qualquer taxa extra.
É importante frisar que as duas linhas têm diferenças. Os(as) servidores(as) que aderirem ao plano nacional terão direito a atendimento em rede nacional. Já aqueles(as) que optarem pelo plano distrital, não terão direito a atendimento em rede nacional.
As mudanças também surtirão efeito no bolso do(a) professor(a) e do(a) orientador(a) educacional. O GDF Saúde distrital terá uma redução de 50% nos valores pagos atualmente e aqueles que pagam, hoje, R$ 400 na condição de titular, vão desembolsar R$ 200. A redução vale para dependentes e para aposentados(as) e pensionistas, assim como seus dependentes.
Para a coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro, Elbia Pires, as mudanças representam um avanço. “Vemos que é um passo à frente, uma facilidade para a nossa categoria, mas ainda é preciso avançar. Temos lutado constantemente para que tenhamos um plano de saúde que possa nos trazer tranquilidade e continuaremos lutando”, ressalta a diretora.
O Sinpro continuará lutando para que o plano de saúde seja uma realidade para a nossa categoria, assim como os anseios de professores(as) e orientadores(as) educacionais sejam respeitados.
Professor filiado ao Sinpro ganha 2 ouros em torneio Paralímpico
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Jailson Kalludo, professor filiado ao Sinpro há mais de 30 anos, ganhou duas medalhas de ouro no Meeting Paralímpico Loterias da Caixa, ocorrido aqui no Distrito Federal no último fim de semana.
O professor Jailson leciona no EJA do CED 06 de Taguatinga. É delegado sindical há mais de 3 mandatos, e conselheiro fiscal há 4 mandatos. Ele conquistou o ouro no lançamento de peso 6K, com a marca de 2,7 metros e, não satisfeito, abiscoitou também o ouro nos 400 m categoria F45.
E claro que esse resultado não brotou do nada. Numa troca de mensagens bem emocionante com nossa redação, o professor Jailson nos contou que treina três vezes por semana, chova ou faça sol, há três anos. O esporte ajuda em sua autoestima e na compreensão do mundo, ajuda a quebrar paradigmas e o capacitismo. Para ele, toda essa rotina de treinos e competições é o significado das palavras superação e dedicação.
Jailson tem agenesia congênita nos dois braços, e avisa a professores(as) e estudantes PCD: “nunca desistam dos sonhos, porque sonhos não envelhecem”.
O Sinpro se enche de orgulho e de felicidade ao ver entre seus quadros mais um brasileiro que não desiste nunca, e sabe passar por cima da dificuldade e da adversidade – para descobrir que, do outro lado dessa montanha, o que tem é a realização dos seus sonhos.
Parabéns, professor Jailson, e que venham muito mais medalhas!
A culpa é dele: Fora Bolsonaro – Fim do Bolsa Família é mais um tiro no pé da população carente
Jornalista: Luis Ricardo
Ao longo de quase três anos de (des)governo, Jair Bolsonaro acumula uma série de projetos contra o conjunto da classe trabalhadora, de retirada de direitos e de extinção de programas sociais. A bola da vez é a substituição do Bolsa Família pelo Auxílio Brasil, um programa que se vende como positivo, mas, na verdade, é extremamente prejudicial para a grande parcela da população brasileira que necessita de benefício social.
O Auxílio Brasil se apresenta como um programa de transferência de renda condicionada, mas ao contrário do Bolsa Família, que existe desde 2004 e se tornou uma referência no mecanismo de transferência de renda condicionada destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social, o novo programa do governo Bolsonaro finaliza em dezembro de 2022. Um benefício que tem prosseguido há décadas, agora tem data para acabar.
Além disto, a partir de 1º novembro mais de 22 milhões de brasileiros ficarão sem ajuda do governo com o fim do Auxílio Emergencial, uma vez que apenas uma parte dos beneficiários do programa será contemplada pelo Auxílio Brasil, o substituto do Bolsa Família. O mais cruel, como se houvesse um termômetro para crueldades, é que com a fusão dos dois programas, 22,6 milhões de pessoas perderão o benefício por não se encaixarem nos requisitos. Um agravante é que das 34,4 milhões de famílias atendidas pelo Auxílio Emergencial, 25 milhões não fazem parte do Bolsa Família.
Diante de todos estes argumentos, para você de quem é a culpa para o fim do Bolsa Família e de auxílio para a população carente? A culpa é dele: Fora Bolsonaro!
A culpa é dele
A campanha “A culpa é dele”, do Sinpro-DF, foi lançada no dia 19 de junho, quando o Brasil ultrapassou o número de meio milhão de pessoas mortas pela Covid-19. O objetivo da campanha é explicar à população, de forma didática, que tanto as milhares de mortes causadas pelo vírus como o desemprego, a fome, a miséria, o desalento, a crescente da violência, o medo têm um culpado: o presidente da república Jair Bolsonaro.
No lançamento da campanha, foi exposta no viaduto da rodoviária do Plano Piloto uma faixa de mais de 30 metros de largura, com os dizeres: “Mais de 500 mil mortos. A culpa é dele. Fora Bolsonaro”. Poucos minutos após a abertura do material, a polícia militar, que segue diretrizes do governo local, impôs a retirada da faixa.
Diante da gravidade do cenário e da exaustão do povo brasileiro frente ao caos em que se encontra o Brasil, o Sinpro-DF deu continuidade à campanha, reabrindo, em diversos locais do DF, essa e outras faixas que denunciam a política anti-povo de Bolsonaro.
Parecer do comitê de monitoramento pede cautela quanto ao retorno 100% presencial
Jornalista: Alessandra Terribili
O Comitê de Monitoramento do Retorno às Aulas Presenciais na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal foi criado em agosto pela Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa (CLDF). O Sinpro faz parte desse coletivo de entidades, ao lado do Fórum Distrital de Educação; Conselho Distrital de Saúde; Defensoria Pública; Observatório de Educação Básica da UnB; Sindicato da Carreira Assistência a Educação (SAE); União dos Estudantes Secundaristas do DF (UESDF); e OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil)
Nesta terça-feira, 26, o comitê publicizou um parecer, no qual apresenta dados e informações sobre o atual estágio da pandemia no DF e seus impactos sobre as escolas, bem como sugestões de medidas a serem adotadas antes de se cogitar o retorno 100% presencial. Hoje, as escolas funcionam em modelo híbrido, ou seja, metade dos alunos está no sistema presencial em uma semana, a outra metade, na outra semana. As semanas de presença física à escola intercalam-se com semanas de aulas remotas.
O documento destaca que iniciativas esperadas pelas secretarias de Educação e de Saúde do GDF para garantir o retorno seguro não foram tomadas. A ação conjunta não aconteceu, e há falhas importantes como a não testagem de casos sintomáticos; a não definição de UBS de referência para cada unidade; a não ampliação do número de profissionais da limpeza que garanta a higienização dos espaços; a não oferta adequada de materiais de limpeza e de proteção, entre outras.
O comitê visitou escolas presencialmente e também recebeu denúncias e sugestões através de telefones disponibilizados para esse fim. Até dia 22 de outubro, 144 escolas haviam contabilizado casos de covid-19, e, infelizmente, até agora, quatro professores vieram a falacer em decorrência da doença.
A pandemia não acabou
Embora a taxa de transmissibilidade do vírus venha caindo, é fato importante que, entre os adolescentes de 12 a 17, apenas 1,5% completaram sua imunização. Entre os jovens de 18 e 19 anos, esse número é de aproximadamente 23% – dados da própria secretaria de Saúde. Ou seja: ainda falta um longo percurso para imunizar os(as) integrantes da comunidade escolar que são aptos a receberem a vacina.
Enquanto isso não acontece, o vírus não deixa de circular e o risco de surgimento de novas variantes, mais resistentes, transmissíveis e letais, ainda é latente. “Os dados de agosto, divulgados pela mídia, indicam que a faixa etária de 0 a 19 anos representou 14% dos casos de Covid-19 no Distrito Federal. Dos 20.236 infectados em agosto, 2.925 são crianças e adolescentes, desse total, 14 casos vieram a óbito. Nesse sentido, seria preciso construir um novo Plano de Contingência ao qual todas as unidades possam ter acesso antes do provável retorno das atividades integralmente presenciais”, diz o documento.
Ao final do texto, o comitê apresenta oito sugestões para que o governo assegure as condições seguras de circulação nas escolas. A primeira delas é: “Que a retomada plena das aulas presenciais seja precedida pela construção de um Plano de Contingência com a participação e o pleno conhecimento de todos os Diretores das unidades, expressando o engajamento conjunto da Secretaria de Educação e da Secretaria de Saúde”.
Para a diretora do Sinpro Rosilene Corrêa, o parecer do comitê corrobora com as opiniões do sindicato de que é necessária cautela antes de decretar aulas 100% presenciais: “Nada deveria acontecer sem o devido diálogo com a comunidade escolar”, diz ela. “Abolir o uso de máscara e levar todos ao mesmo tempo presencialmente às escolas, espaços de grande circulação de pessoas, pode representar um retrocesso e um grande empecilho para superarmos a covid-19”.
Para ter acesso à íntegra do documento, clique AQUI.
4º episódio do Folha do Professor Especial Saúde mostra peça-chave para melhorar vivência
Jornalista: Maria Carla
A edição nº 210 do Folha do Professor – Especial Saúde aborda como a Secretaria de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF atuou, nesta pandemia do novo coronavírus, para melhorar a vivência, Mostrou, por meio das 80 horas dedicadas ao atendimento ao grupo de supervisão de orientadores(as) educacionais, que a supervisão a eles(a) é a chave para uma melhor vivência. A atividade começou em março de 2020 e finalizou em agosto de 2021.
Na matéria do jornal, intitulada “Supervisão a orientadores educacionais é peça-chave para melhor vivência”, o Sinpro-DF demonstra, ainda, o seu histórico comprometimento não só com esses(as) trabalhadores(as), mas também com a comunidade escolar e com a educação pública e gratuita. Clique na imagem, a seguir, e acesse a matéria no arquivo do jornal.
Direito reconhecido – CLDF derruba veto do governador e fica garantida a última parcela do reajuste salarial do magistério
Jornalista: Luis Ricardo
A luta e a pressão feitas por professores(as), orientadores(as) educacionais e pela diretoria do Sinpro deram resultado, e bastante positivo. Por maioria absoluta (16 votos favoráveis e nenhum contrário), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) cumpriu com o seu papel, reconhecendo o direito dos(as) trabalhadores(as) da Educação, e derrubou o veto do governador Ibaneis Rocha sobre o artigo 56 da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Fica garantido, portanto, o pagamento da última parcela do reajuste salarial da categoria, e abre possibilidades para avanços na carreira.
Além de comprometer o pagamento da última parcela devida à categoria desde 2015, o veto de Ibaneis também prejudicava a realização de concursos públicos e ainda tirava do horizonte a tão necessária recomposição salarial. Sem reajuste há seis anos, as perdas financeiras da categoria são evidentes, e precisavam ser revertidas.
Para a diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa, após anos de calote aplicados aos(às) servidores(as) públicos(as) do Distrito Federal, o governo do DF se rende. “Mas isto se deve ao fato de duas duras greves que foram feitas pela nossa categoria e de uma ação judicial. Ao governo não restava outra alternativa senão cumprir com a lei e garantir aquilo que é um direito nosso, uma conquista da categoria. Mas hoje nós acompanhamos, na CLDF, a votação da derrubada do veto. Isto significa que, para 2022, o governo está, sim, autorizado a pagar aquilo que nos é devido, e mais que isto: mais conquistas para a nossa carreira. Parabéns a todos e todas que não fogem à luta, e certamente os próximos tempos serão de muita batalha para novas conquistas”, salienta Rosilene.